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Gestão Hospitalar, 4ª edição

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A quarta edição de Administração Hospitalar, agora intitulada Gestão Hospitalar Para uma Administração Eficaz, tem o objetivo de enfatizar o conceito de um hospital inclusivo, integrado às necessidades da população e administrado de maneira efetiva. Dividida em três seções, apresenta aspectos relacionados às generalidades da gestão hospitalar, orientações para planejamento, funcionamento e monitoramento do atendimento e análise dos requisitos para assistência, docência e pesquisa._x000D_
Indicada a todos os profissionais que trabalham em instituições hospitalares, esta obra fornece os instrumentos necessários para uma gestão eficiente, sendo também de grande utilidade para professores e estudantes de Administração e Gestão de Serviços de Saúde._x000D_
Novidades da quarta edição_x000D_
•Edição revisada por profissionais renomados da área_x000D_
•Temas revisados e atualizados_x000D_
•Foco no conceito de “hospital inclusivo” integrado às necessidades da população

 

36 capítulos

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1 - Generalidades sobre Gestão Hospitalar

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1

Generalidades sobre

Gestão Hospitalar

Gustavo Malagón-Londoño

O hospital é uma escola onde todos os funcionários e colaboradores são treinados. Os funcionários da área de serviços gerais, por exemplo, desempenham atividades diferenciadas que não são comuns fora do ambiente do hospital. Tais atividades ainda podem ser reformuladas de acordo com cada setor dentro do hospital. O gestor do hospital tem, entre outras, a função específica de capacitar todos os colaboradores, além de gerenciar a instituição. A grande responsabilidade do hospital perante o indivíduo, sua família e comunidade, a complexidade de sua administração, os avanços técnicos e científicos e os conceitos modernos de gestão ou administração têm sido os principais motivadores para empreender a difícil tarefa de reunir critérios dispersos e elementos fundamentais, com o objetivo de conseguir se aproximar do modelo de hospital ideal.

Neste livro, oferece-se um modelo com base na experiência de muitas organizações do mesmo tipo, que demonstram que é possível alcançar um modelo ideal de gestão e administração, com ênfase na gestão de recursos humanos, no uso e no controle dos serviços gerais e nos demais aspectos relacionados à atenção integral à saúde. Modelos ideais para a formação de gestores hospitalares bem-sucedidos são de fácil acesso, mas carecem de demonstração prática. Por esse motivo, especialistas propuseram bases e normas para consulta permanente por parte daqueles que procuram corrigir deficiências e oferecer maiores garantias aos indivíduos de uma sociedade.

 

2 - Responsabilidade Gerencial

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Responsabilidade

Gerencial

Gabriel Pontón Laverde

Introdução

A análise das responsabilidades do diretor do hospital procura apresentar um esquema de suas obrigações que sirva como referência para organizar suas funções e desenvolver programas sistemáticos dentro das técnicas de administração moderna. O diretor tem, ao mesmo tempo, o caráter de líder, inovador, organizador, executor e exemplo, não apenas dentro do hospital, mas também em seu âmbito de influência regional. Esses limites se ampliam quando o serviço dispõe das tecnologias da telemedicina para expandir sua cobertura em saúde.

A área de gestão é a principal responsável pelas atividades do hospital e integra a direção. Confunde-se com esta última, visto que o hospital, independentemente de seu tamanho, é uma organização prestadora de serviços com uma função social muito relevante e características científicas, técnicas, administrativas e econômicas gerais, próprias das empresas, ainda que de maior complexidade, uma vez que atua dentro de um sistema aberto, com os componentes normais de uma demanda cíclica própria dos serviços de saúde. Isso exige uma organização dinâmica em contínuo aperfeiçoamento, onde trabalha uma equipe que lida com materiais e equipamentos utilizados para o atendimento de uma necessidade real, como a carência em termos de saúde e de assistência. Esta organização produz resultados com impacto na comunidade e no próprio hospital. Além disso, oferece permanentemente um efeito de feedback baseado nas experiências, suas e de outros hospitais e centros de pesquisa, bem como em relação às novas expectativas e demandas por serviços, uma vez que funciona dentro de uma comunidade definida. O hospital

 

3 - Desenvolvimento Empresarial Hospitalar

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3

Desenvolvimento

Empresarial Hospitalar

Abel Dueñas Padrón  •  Gustavo Malagón-Londoño

Introdução

Atualmente, não é possível conceber a geração ou a gestão do desenvolvimento institucional dos hospitais independente do contexto empresarial. De fato, o que aconteceu ao longo dos últimos anos nos campos político e econômico na maioria dos países do mundo (especialmente na América Latina) obrigou o setor de saúde a refletir, redimensionar e, até mesmo, mudar radicalmente o esquema de “beneficência-caridade” que seus hospitais vinham realizando há 500 anos. Nesse quesito, foram enfrentados, finalmente, os resquícios de falência econômica, má qualidade dos serviços, inequidade e ineficiência; o setor de saúde começou, de maneira inteligente, variada e racional, a reinventar um paradigma do tipo integral, no qual são articulados a nova política de livre mercado e um reordenamento do esquema social tradicional, para chegar a uma empresa social de saúde.*

Marco teórico, conceitual e implementador

 

4 - Responsabilidade Ética do Hospital

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Responsabilidade

Ética do Hospital

Juan Mendoza-Vega

Introdução

Ainda que os termos ética e bioética pareçam estar na moda no ambiente dos profissionais de saúde, algumas pessoas poderiam se perguntar qual a razão de dedicar um capítulo inteiro ao assunto em um livro sobre administração, que popularmente se relaciona à gestão de recursos e à direção das instituições. Assim, o conceito de administração costuma ser visto como algo relativamente distante do contato com pessoas, que é o âmbito em que, geralmente, se inserem as normas éticas.

A resposta a essa pergunta deve começar apontando que as instituições

(melhor ainda, as organizações, todas elas, em qualquer sociedade humana) nada mais são do que um conjunto de seres humanos que, em cumprimento de sua inevitável condição de seres sociais, decidem trabalhar juntos, de maneira conjunta. No caso dos hospitais, imagina-se que esta atuação vise a alcançar objetivos voltados ao bem comum.

Como conjuntos de seres humanos, as instituições necessitam, em sua estrutura, de um alinhamento de comportamentos por parte de seus integrantes. Além disso, essas organizações têm influência, relativamente ampla e poderosa, sobre os indivíduos que ali trabalham; por isso, também são necessárias normas que direcionem as ações da instituição em benefício dos seus colaboradores e de tudo o que a rodeia. O estudo dessa atuação na direção do bem, tanto individual como coletivo, é o que se chama ética; quando relacionada aos dilemas referentes aos grandes avanços recentes da ciência e da tecnologia (que podem chegar a refletir-se em toda a humanidade e seu ambiente vital), encontra-se no campo da bioética.

 

5 - Planejamento Estratégico em Hospitais

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Planejamento Estratégico em Hospitais

Luis Gilberto Arredondo Pérez  •  Jairo Reynales Londoño

Introdução

O planejamento estratégico define com grande clareza a mudança introduzida pelo modelo estratégico na administração moderna.

Antes de iniciar este capítulo, vale a pena esclarecer que o processo de planejamento em serviços de saúde tem quatro elementos: tempo, espaço, modo e satisfação das necessidades de saúde da população.

Em relação ao tempo, este se refere ao momento de vigência do processo de planejamento, o qual, por sua vez, deve surgir da decisão política de planejar.

O espaço seria a delimitação geográfica-populacional coberta pelo serviço de saúde, por exemplo, o país, uma região, um departamento, um município etc.; o hospital pode ser de referência nacional, regional ou local.

O modo se refere a como esse serviço obedece ao conjunto de características ou às circunstâncias específicas para a realização de cada uma das ações.

 

6 - Organização Estrutural e Funcional do Hospital

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Organização Estrutural e

Funcional do Hospital

Héctor Gómez Triviño

Conceito e importância da organização estrutural

A organização é formada por um conglomerado de pessoas que se relacionam para realizar objetivos e metas predefinidas. Estritamente, a organização

é uma estrutura composta a partir de relações internas e externas predeterminadas que devem existir entre as pessoas ou os grupos de pessoas que a compõem e que trabalham para atingir um objetivo previamente estabelecido.

Essa estrutura define de que modo o trabalho deve ser realizado, como as pessoas se relacionam em atividades específicas e/ou em unidades de produção, qual a autoridade de cada um dos membros, de quem dependem, a quem devem se dirigir quando surgirem problemas etc. A estrutura assumida pelo hospital é responsabilidade da alta direção.

A organização se utiliza de dois conceitos diferentes, embora relacionados: o de conjunto de pessoas ou unidade social relacionada a certa ordem para alcançar os objetivos previstos; e o de função administrativa que determina como as atividades afins devem ser realizadas para que seja possível constituir as funções de cada uma das unidades de produção dos serviços hospitalares e suas maneiras de interagir com outras unidades.

 

7 - Administração de Recursos Humanos

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Administração de

Recursos Humanos

Gabriel Pontón Laverde

Introdução

Entende-se como administração de recursos humanos o conjunto de políticas, normas, atividades e procedimentos realizados em um hospital, como a análise das necessidades de pessoal, seu planejamento, seleção, recrutamento, treinamento e reciclagem; o bem-estar e o crescimento profissional e emocional, bem como a disciplina das pessoas que trabalham na organização com atribuições específicas que permitem o cumprimento dos objetivos institucionais.

Trabalhar em um hospital requer grande esforço intelectual, emocional e físico, considerando que as pessoas passam a maior parte do dia em seu setor e o serviço pode ser extenuante. Merece destaque, entre outros, o trabalho de médicos, enfermeiros e pessoal de manutenção, engenharia e segurança.

Muitas das funções repetitivas e, às vezes, monótonas, têm remuneração baixa e possibilidade de promoção mínima. Mesmo assim, para quase todos os cargos, exigem-se competências específicas, habilidades e conhecimentos técnicos que variam extremamente em complexidade. Algumas dessas funções devem ser exercidas utilizando conhecimentos científicos modernos e sob pressão emocional intensa e, para elas, a remuneração tende a crescer significativamente.

 

8 - Estrutura Física do Hospital

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Estrutura Física do Hospital

Gustavo Malagón-Londoño

Introdução

Estrutura física refere-se à sede permanente do hospital, uma construção que deve atender os requisitos para cumprir a função pretendida. De maneira equivocada, muitos acreditam que um hospital pode funcionar em uma construção erguida inicialmente para outros fins, mas nada é mais distante da realidade do que essa crença, uma vez que a atenção à saúde tem certas particularidades exclusivas, as quais exigem características especiais que não se justificam em outro tipo de objetivo.

Ainda é frequente que detentores de projetos para clínicas privadas utilizem casas antigas que, readaptadas, possam servir para acolher pessoas doentes; estas sofrerão o desconforto da adequação, nem sempre obtida dentro dos parâmetros ideais. É assim que se vivenciam situações como a impossibilidade de transitar com macas, pela falta de espaço, ou a localização de salas de cirurgia em andares superiores, aos quais os pacientes cirúrgicos são levados nos ombros em razão da falta de elevadores ou rampas de circulação; sem falar de grandes quartos para internação, sem banheiros ou instalações sanitárias mínimas. É mais fácil adaptar um hospital antigo a um hotel do que adaptar um hotel moderno a um hospital, por causa das especificações que este último deve atender, como: fácil acesso; orientação do edifício para fins de iluminação, ventilação e drenagem; área especial para urgências e emergências; local para entrada de alimentos; área para circulação de visitantes; localização dos serviços básicos; áreas para lavanderia e rouparia; incineradores para resíduos orgânicos, instalações de caldeiras e salas de máquinas; localização das áreas de terapia intensiva; distribuição das salas de cirurgia; localização dos elevadores; áreas de esterilização; localização dos laboratórios; instalações de farmácia; biotério; necrotério; área destinada à capelania hospitalar; salas de reuniões científicas; escritórios da administração; salas para a conservação de materiais e equipamentos; e área de isolamento por doenças infectocontagiosas.

 

9 - Ambiente Hospitalar

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Ambiente Hospitalar

Gustavo Malagón-Londoño

Introdução

Em geral, ambiente é definido como o meio em que o indivíduo vive, seja ele propício ou não para seu funcionamento, desenvolvimento, bem-estar e sobrevivência. O ambiente é classificado em interno e externo: o primeiro é formado por um espaço que delimita um determinado volume de ar; o segundo está relacionado ao ar atmosférico. O meio ambiente, por sua vez, é o conjunto de todas as condições e influências externas que interferem no desenvolvimento e na vida de um organismo, é o ambiente em que se vive. Por seu turno, ambiente hospitalar é o conjunto de condições humanas, técnicas, físicas, químicas, biológicas, econômicas e sociais que têm influência sobre a saúde do indivíduo.

Quando o assunto é o ambiente em geral, refere-se às condições de ar, temperatura, água, alimentos, resíduos e fatores físicos que rodeiam o indivíduo e podem exercer alguma ação sobre seus sentidos, afetar seus tecidos superficiais ou influir sobre sua homeostasia. Ao se falar de ambiente hospitalar, tratam-se dos mesmos aspectos, com ênfase em determinadas condições do meio, sujeitas a um rigoroso controle pelo tipo de atividade ali desenvolvida.

 

10 - Biossegurança no Hospital

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Biossegurança no Hospital

Gustavo Malagón-Londoño

Introdução

Biossegurança é o termo empregado para reunir e definir as normas relacionadas ao comportamento preventivo dos funcionários do hospital diante dos riscos inerentes às suas atividades diárias. Também se refere ao conjunto de normas, recursos e meios mantidos constantemente atualizados pela instituição para evitar qualquer risco físico ou psicológico às pessoas que trabalham dentro do hospital, bem como aos seus usuários. O conceito de biossegurança envolve tanto as obrigações dos profissionais para preservarem sua saúde quanto a responsabilidade da instituição de garantir a eles os meios e os recursos para isso. Atualmente, com a organização adequada da biossegurança, busca-se evitar qualquer tipo de problema, seja físico ou psíquico, relacionado às atividades diárias desenvolvidas pelos profissionais dentro da instituição, dando ênfase aos protocolos de cuidados especiais para pessoas expostas a um maior risco, como técnicos de laboratório, patologistas, radiologistas, equipe de enfermagem, instrumentadores, equipe de emergência, funcionários da lavanderia e da manutenção.

 

11 - Manutenção e Ambiente Hospitalar

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Manutenção e

Ambiente Hospitalar

Gabriel Pontón Laverde

Introdução

A missão do hospital refere-se à prestação de serviços de saúde com qualidade total. Como todos os elementos que compõem a infraestrutura, os equipamentos e as instalações de uma instituição de saúde são propensos à deterioração, podendo causar interrupções custosas ou perigosas da assistência médica ou danos com grandes prejuízos. A manutenção deve ser tratada com senso de gestão, ou seja, de acordo com o planejamento das necessidades, os recursos disponíveis e a visão de futuro do hospital.

A organização e as atividades de manutenção têm de facilitar ao máximo a prestação dos serviços, por meio do uso eficiente e eficaz de cada um dos bens disponíveis para o funcionamento seguro de cada um dos equipamentos e das instalações, e evitar as falhas, prolongar a vida útil e diminuir os custos operacionais desses recursos, desde sua fase de instalação, na qual os defeitos apresentados devem ser cobertos pelas garantias de compra, até a etapa de plena operação, na qual surgem problemas ocasionais, que aumentam a causa do desgaste pelo uso e levam, com o tempo, à sua obsolescência.

 

12 - Hospitais Verdes

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Hospitais Verdes

Jairo Reynales Londoño

Aspectos gerais

A sociedade tem testemunhado, com uma atitude muito indiferente, a fusão da crise na saúde pública com a degradação ambiental. Quando esses dois aspectos (o comportamento da doença e a degradação ambiental) ocorrem de maneira simultânea, há uma convergência que possibilita a eles alimentarem-se mutuamente, transformando-se em forças com muita capacidade para causar danos à comunidade e, em particular, ao ser humano.

Quando o uso inadequado dos recursos, as mudanças climáticas e a poluição são combinados, observa-se uma considerável proliferação de doenças.

Esses temas, de grande relevância para a saúde ambiental, impõem exigências cada vez mais rígidas aos países, sobretudo aos sistemas de saúde e, mais especificamente, aos hospitais, que contam com cada vez menos recursos para enfrentar os danos causados à população.

Por outro lado, o setor de saúde (em particular, os hospitais) ajuda a agravar esses problemas de saúde ambiental ao mesmo tempo em que tenta tratar seus efeitos na comunidade e nas pessoas. Os produtos e os tipos de tecnologia que utiliza atualmente, os recursos que consome, os resíduos que produz e quais edificações tornam esse setor uma fonte significativa de poluição em todas as regiões do mundo; dessa forma, os serviços de saúde (sobretudo, os hospitais) estão contribuindo para a deterioração da saúde pública.

 

13 - Engenharia Clínica e Gestão Tecnológica Hospitalar

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13

Engenharia Clínica e

Gestão Tecnológica

Hospitalar

Humberto Alfonso Granados

Introdução

O objetivo deste capítulo é fornecer os conhecimentos essenciais sobre a ciência da engenharia biomédica, especialmente a de engenharia clínica, e sobre a gestão e manutenção das tecnologias biomédicas pertencentes às instituições de saúde, além de mostrar como garantir o funcionamento das tecnologias médicas por meio de aquisições, operação e manutenção dos sistemas, de modo que forneçam segurança, eficiência e eficácia na prestação dos serviços médicos.

Ao longo das últimas décadas, as instituições de saúde têm se tornado cada vez mais dependentes da tecnologia, tanto que fabricantes e fornecedores de equipamentos passaram a oferecer treinamentos em tecnologias relacionadas com procedimentos médicos de prevenção, diagnóstico e terapia de reabilitação. As ciências tecnológicas permitem a integração de profissões interdisciplinares e a obtenção de melhores resultados em termos de custo-efetividade para os pacientes.

 

14 - Gestão Administrativa, Econômica e Financeira

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Gestão Administrativa,

Econômica e Financeira

Gabriel Pontón Laverde

Introdução

Os aspectos orçamentais, de custos, contábeis e financeiros são o tema deste capítulo, visto que o diretor do hospital e os representantes legais da instituição devem conhecê-los. A seguir, será desenvolvido cada um dos temas propostos, com os controles para evitar erros e fraudes que afetam a economia e a moral da instituição.

Orçamento

Um orçamento é simplesmente um plano financeiro. O orçamento hospitalar descreve com detalhes como os recursos a ser obtidos serão gastos com a folha de pagamento de pessoal, a compra de materiais de consumo, de bens duráveis e de capital, e também o tipo e a origem dos diferentes recursos para efetuar as despesas. Assim, o orçamento serve para definir os limites das despesas e dar capacidade aos planos e programas da instituição e também para exercer controle sobre os distintos departamentos ou programas, por meio da verificação dos resultados obtidos. O orçamento, visto dessa maneira, é uma ferramenta administrativa usada para o planejamento, a execução, o controle e a coordenação.

 

15 - Gestão Logística

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Gestão Logística

Gabriel Pontón Laverde

Introdução

Entende-se como logística o conjunto de atividades e procedimentos desenvolvidos em uma instituição para otimizar o planejamento, a compra, o armazenamento e o fornecimento, aos pacientes e aos funcionários, de medicamentos e alimentos, além dos demais materiais e equipamentos de uso assistencial e dos serviços administrativos, que devem ser fornecidos de maneira eficiente, econômica e oportuna, nas quantidades exatas, com a melhor qualidade e no local e momento apropriados, de modo que a instituição satisfaça plenamente seus objetivos e metas quanto à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento e à recuperação da saúde.

Aparentemente, comprar e entregar itens não implicam maiores dificuldades, mas esta não é a realidade. Pelo contrário, trata-se de um processo que envolve políticas e planejamento coordenados entre cada setor do hospital, seguido pelas atividades que integram os ciclos da cadeia de suprimentos, nos quais ocorrem as aquisições e, posteriormente, a gestão técnica e cuidadosa dos estoques; dessa maneira, os diferentes itens são enviados e, em seguida, fornecidos aos pacientes, com os controles e as aferições de eficácia necessários, em conformidade com as leis ou regulamentações governamentais cabíveis e com os procedimentos estabelecidos pela instituição.

 

16 - Identificação dos Dados em Saúde para a Gestão dos Sistemas de Informação Hospitalares

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16

Identificação dos

Dados em Saúde para a

Gestão dos Sistemas de

Informação Hospitalares

Seimer Escobedo Palza

Contexto geral

Não há dúvidas sobre a importância e a utilidade da informação e dos sistemas de informação para a gestão das instituições, sobretudo as que prestam serviços de saúde. Sua contribuição os torna ferramentas de gestão valiosas que colaboram para a realização dos objetivos institucionais.

A geração de informações é resultado de um processo complexo, envolvendo vários recursos e procedimentos que, desenvolvidos sequencialmente, transformam dados em informações; por sua vez, se analisadas da maneira correta, tais informações constituem um apoio para a tomada de decisões e para a gestão institucional. Nesse processo, destaca-se, como um dos procedimentos iniciais, o registro dos dados, ação básica sobre a qual o sistema é construído; da qualidade desse registro dependem os resultados da qualidade da informação.

O registro de dados também é um processo complexo, que torna necessária a definição prévia da abrangência, dos usos e dos usuários das informações geradas a partir do processamento e da análise desses dados. Dentro do processo de registro, é necessário estabelecer com precisão quais dados serão registrados e como isso será feito; ou seja, quais variáveis são necessárias e, para cada uma delas, qual a representação que propicia um tratamento homogêneo e padronizado dos dados para os próximos procedimentos no fluxo, seguida pelos dados até as informações e seu uso para os fins estabelecidos. Dessa maneira, surge um dos elementos fundamentais para o registro: a identificação padrão dos dados.

 

17 - Sistema de Informação Hospitalar

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Sistema de

Informação Hospitalar

Jairo Reynales Londoño

Introdução

Ao longo dos últimos anos, os hospitais vêm sendo considerados empresas de serviços, cujo sucesso depende do trabalho de seus funcionários; e fazer um bom trabalho significa desempenhar as atividades que são mais importantes para proporcionar um atendimento adequado e oportuno à comunidade usuária.

Durante a execução das diferentes atividades do hospital, o registro inicial, o processamento e a análise periódica dos dados podem não apenas reorientar a direção das ações de controle, mas também sugerir a tomada de novas medidas ou estratégias. O efeito obtido quanto à melhora da eficiência, aumento da eficácia e da qualidade e redução de casos e óbitos (efetividade) pode ser medido somente se houver um sistema de informação adequado, que possibilite comparar a situação inicial com a situação de saúde obtida após a execução dos programas e dos planos de atenção.

Um bom plano baseia-se nas decisões tomadas sobre os serviços oferecidos pelo hospital à comunidade e deve descrever exatamente o que é preciso ser feito para obter os resultados pretendidos. Depois de planejar o que será executado, é necessário colocar em prática, acompanhar, avaliar e controlar o desenvolvimento das ações previstas, a fim de garantir o cumprimento dos objetivos e das metas de acordo com o planejado.

 

18 - Indicadores de Gestão e Desempenho Hospitalar

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18

Indicadores de Gestão e

Desempenho Hospitalar

Jesús María Aranaz Andrés  •  Carlos Aibar-Remón  • 

Julián Vitaller Burillo  •  María Teresa Gea Velázquez de Castro  •  Miguel Cuchí Alfaro

Introdução

Gestão é o conjunto de ações voltadas para um fim específico. Tais ações são executadas em todos os níveis nos quais se articula o sistema de saúde: na organização de ministérios e regiões de saúde (macrogestão), na direção de hospitais e de seguradoras (mesogestão) e na prática assistencial de serviços e unidades clínicas (microgestão). A gestão inclui ações voltadas para o gerenciamento do presente, como direção e organização, e a preparação para o futuro, destacando-se o planejamento e a programação.

O planejamento, por sua vez, é o processo de previsão dos recursos e das atividades necessários para atingir determinados objetivos, considerando o contexto de dificuldades previsíveis. O planejamento de saúde pode ser classificado em três grandes categorias: planejamento normativo, planejamento estratégico e planejamento operacional. O normativo, ou planejamento das políticas de saúde, determina as metas do sistema e constitui o marco de referência desejado. O estratégico visa a atingir os objetivos essenciais para o alcance das metas da política de saúde. O operacional consiste na programação, incluindo a preparação de atividades para alcançar objetivos específicos.1,2

 

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