Iniciação à teoria das organizações

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A moderna sociedade em que vivemos é uma complexa e dinâmica sociedade de organizações. Tudo o que necessitamos é imaginado, criado, desenvolvido, produzido e comercializado por organizações. Dependemos delas, participamos delas, vivemos a maior parte do nosso tempo dentro delas e em função delas. Conhecer a sua natureza e características é crucial para quem pretende trabalhar nelas, administrá-las e conduzi-las rumo à excelência. O conhecimento da Teoria das Organizações é o primeiro passo

 

10 capítulos

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1 – As organizações no mundo moderno

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Capítulo

1

As organizações no mundo moderno

Tópicos deste capítulo a Da Era da Agricultura à Era da Informação a Características da Era da Informação a As mudanças e transformações a Cultura organizacional a Identidade organizacional

O mundo moderno em que vivemos é uma sociedade de organizações. Mas não foi sempre assim. As organizações – como são conhecidas hoje – são relativamente recentes na história do ser humano. Somente com o regime feudal no decorrer da Idade Média é que surgiram os primeiros artesanatos, que rapidamente foram substituídos pelas fábricas – as precursoras das modernas organizações. Hoje, quase não se encontra mais o trabalho individual e isolado de artesãos como o encanador, eletricista, pedreiro, alfaiate ou mecânico. As profissões foram engolfadas pelas organizações. Tudo agora depende delas. Elas constituem a maneira pela qual a sociedade moderna cria e agrega valor, produz e distribui riqueza, melhora a qualidade de vida das pessoas e gera progresso e desenvolvimento econômico e social. As nações ricas são ricas porque possuem organizações bem-sucedidas que criam, inovam e produzem produtos e serviços, desenvolvem tecnologias e oferecem à sociedade a satisfação de suas necessidades. Organizações bem-sucedidas conduzem a nações bem-sucedidas, pessoas bem-sucedidas e mercados florescentes.

 

2 – Organização na perspectiva das tarefas

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Capítulo

2

Organização na perspectiva das tarefas

Tópicos deste capítulo a A obra de Taylor a A obra dos engenheiros da Administração Científica a Implicações da perspectiva de tarefas

A teoria das organizações (TO) começou por baixo, pelas bordas e pelos detalhes. Surgiu a partir do estudo do trabalho de operários no chão da fábrica. As primeiras noções sobre as organizações tiveram seu início com a perspectiva das tarefas executadas pelas pessoas da organização.

Ainda não se vislumbrava a organização como algo concreto, mas apenas as operações que ela executava. Esse foi o início da TO.

A obra de Taylor

A perspectiva das tarefas foi o primeiro passo de uma longa caminhada que começou no início do século XX. Iniciou-se com o movimento denominado Administração Científica, com Frederick Winslow Taylor

(1856-1915) como seu principal expoente.

Tateando a fábrica na qual trabalhava, Taylor passou por cinco fases em seu trabalho para tentar aumentar a eficiência da produção1:

 

3 – A organização na perspectiva clássica

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Capítulo

3

A organização na perspectiva clássica

Tópicos deste capítulo a A obra de Fayol a A obra dos autores clássicos a Implicações da perspectiva clássica

Quase simultaneamente ao movimento taylorista nos Estados

Unidos, surgiu, na França, uma vertente que destacava a máxima eficiência organizacional. Trata-se de uma abordagem inversa à da Administração

Científica, ou seja, de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo (organização) para as partes componentes (departamentos). Ao invés da ênfase nas tarefas, passou a predominar a ênfase na estrutura organizacional.

A obra de Fayol

O engenheiro francês Henri Fayol (1841-1925) é o maior expoente desta perspectiva da organização, de forte cunho europeu. Sua obra pode ser dividida em cinco partes fundamentais1:

Chiavenato, I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2004. p.80-8.

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Iniciação à teoria das organizações  n  Idalberto Chiavenato

 

4 – A organização na perspectiva humanística

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Capítulo

4

A organização na perspectiva humanística

Tópicos deste capítulo a As conclusões da experiência de Hawthorne a A organização formal e informal a A civilização industrializada e o ser humano a Implicações da perspectiva humanística

Tanto a Administração Científica como a teoria clássica recebiam sérias críticas pela sua parcialidade, e as ciências humanas demonstravam a necessidade de humanizar as organizações. Uma experiência realizada em uma fábrica em Hawthorne veio precipitar a necessidade de mudanças na teoria das organizações (TO).

As conclusões da experiência de Hawthorne

No final da década de 1920, Elton Mayo e seu assistente, Fritz J.

Roethlisberger, foram chamados para estudar o comportamento de trabalhadores em uma fábrica da Western Electric Co. – a Hawthorne Works –, próxima a Chicago. Durante cinco anos monitoraram o desempenho de seis operárias (grupo experimental) que montavam relés num local separado do enorme salão de montagem (que funcionava como grupo de controle) para avaliar a influência da iluminação na produtividade. A produtividade do pequeno grupo pesquisado disparou, o que levou os pesquisadores a concluir que as seis operárias se tornaram uma verdadeira equipe. Verificaram

 

5 – A organização na perspectiva neoclássica

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Capítulo

5

A organização na perspectiva neoclássica

Tópicos deste capítulo a Características da perspectiva neoclássica a Aspectos administrativos comuns às organizações a Princípios básicos de organizar organizações a Centralização versus descentralização a As funções do administrador a Implicações da perspectiva neoclássica

A perspectiva da Administração Científica e a perspectiva clássica recebiam sérias críticas e restrições devido ao exagerado formalismo e limitação de abordagem. A perspectiva neoclássica foi desenvolvida na tentativa de ampliação e atualização dos conceitos das perspectivas ante­ riores. Nesse sentido, reúne um misto de ecletismo e de pragmatismo nas suas concepções para substituir a ênfase nos meios pela ênfase nos fins e resultados1. Foi uma concepção até certo ponto invertida em relação ao passado: os objetivos são mais importantes do que os meios ou métodos utilizados. A eficácia deve estar acima da eficiência.

Chiavenato, I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier/

 

6 – A organização na perspectiva estruturalista

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Capítulo

6

A organização na perspectiva estruturalista

Tópicos deste capítulo a Características do modelo burocrático de Weber a Disfunções da burocracia a As dimensões da burocracia a Implicações do modelo burucrático a O estruturalismo na TO a Características da perspectiva estruturalista a Tipologias organizacionais a Objetivos organizacionais a Ambiente organizacional a Implicações da perspectiva estruturalista

A falta de uma teoria das organizações sólida e abrangente ficou clara com a profusão das críticas feitas tanto à perspectiva clássica – pelo mecanicismo de seus conceitos – como também à perspectiva humanística – pelo romantismo ingênuo. Isso propiciou a forte influência da sociologia organizacional, com a retomada das obras de Max Weber1 sobre o modelo burocrático. Weber havia notado que o sistema de produção moderno, racional e capitalista não se originou do desenvolvimento tecnológico nem das relações de propriedade, como afirmava Karl Marx, mas de um conWeber, M. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Livraria Pioneira,

 

7 – A organização na perspectiva comportamental

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Capítulo

7

A organização na perspectiva comportamental

Tópicos deste capítulo a Estilos de gestão a Sistemas de administração a Organização como um sistema social cooperativo a Proposições sobre motivação a Processo decisório a Comportamento organizacional a Conflito entre objetivos organizacionais e individuais a Proposições sobre liderança a Implicações da perspectiva comportamental

A perspectiva comportamental (ou behaviorista) surgiu no final da década de 1940 e trouxe, com a influência das ciências do comportamento, um novo enfoque na teoria das organizações (TO), o abandono das posições normativas e prescritivas das perspectivas anteriores e a adoção de posições explicativas e descritivas. A ênfase está nas pessoas, mas dentro do contexto organizacional mais amplo. Essa perspectiva não deve ser confundida com a escola behaviorista desenvolvida na psicologia por

Watson1. Esta evoluiu para a chamada psicologia social e, posteriormente, para a psicologia organizacional.

 

8 – A organização na perspectiva sistêmica

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Capítulo

8

A organização na perspectiva sistêmica

Tópicos deste capítulo a Conceito de sistemas a O sistema aberto a A organização como um sistema aberto a Características das organizações como sistemas abertos a Modelos de organização a Implicações da perspectiva sistêmica

Durante boa parte do século passado, a Teoria das Organizações

(TO) esteve tateando o seu campo de ação e descobrindo gradativamente a complexidade das organizações. A Teoria de Sistemas (TS) propiciou uma ampliação maior. Mais ainda: substituiu os velhos paradigmas na visão organizacional que, até então – como todas as demais ciências – fora profundamente influenciada pelo método cartesiano e pela física tradicional newtoniana.

A Teoria de Sistemas (TS) é um ramo específico da Teoria Geral de

Sistemas (TGS) e surgiu com os trabalhos do biólogo alemão Ludwig von

Bertalanffy1. A TGS não busca solucionar problemas ou tentar soluções

Bertalanffy, L. “The theory of open systems in physics and biology”. Science, v.III, 1950, p.23-9.

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9 – A organização na perspectiva contingencial

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Capítulo

9

A organização na perspectiva contingencial

Tópicos deste capítulo a Organizações mecanísticas e organizações orgânicas a Ambiente a Tecnologia a As organizações e seus níveis a Desenho organizacional a Implicações da perspectiva contingencial

A perspectiva contingencial apresenta forte ênfase no ambiente e na sua poderosa influência sobre as organizações. Não há nada de absoluto nas organizações ou na TO. Tudo é relativo e tudo depende. As variáveis ambientais são variáveis independentes, enquanto as variáveis organizacionais são dependentes dentro de uma relação funcional do tipo “se... então”. Mas a organização é ativa e não passivamente dependente. Ela reage às mudanças externas ao mesmo tempo em que cria outras mudanças no ambiente. Assim, há um aspecto proativo e não apenas reativo na perspectiva contingencial.

A perspectiva contingencial foi fruto de pesquisas que mostraram como as organizações funcionam em diferentes condições ambientais, que são ditadas de fora da organização e que envolvem ameaças ou oportunidades. Percebeu-se que diferentes estruturas organizacionais são ne-

 

10 – A organização na perspectiva atual

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Capítulo

10

A organização na perspectiva atual

Tópicos deste capítulo a A influência das ciências modernas na TO a A quinta onda a A influência da globalização a A influência da Era da Informação: mudança e incerteza a A nova lógica das organizações a O novo mundo da TO a Ética e responsabilidade social a Implicações da perspectiva atual

As ciências sempre estão em contínuo desenvolvimento e influenciando-se reciprocamente, criando um campo dinâmico de mudanças e transformações. Há um íntimo relacionamento entre elas. O que acontece em uma ciência provoca influências nas demais, o que aumenta sobremaneira seu desenvolvimento. E a TO não está incólume ou distante desse movimento de crítica e de renovação incessante.

A influência das ciências modernas na TO

Em função da forte influência das ciências modernas, a TO passou por três períodos distintos em sua trajetória1:

Chiavenato, I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier/Campus,

 

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