Turismo e Meio Ambiente no Brasil

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Organizado por renomados autores de turismo e meio ambiente, este livro contribui para o debate sobre turismo e sustentabilidade e se destaca por apresentar os principais temas dessa área com enfoque na realidade brasileira. No intuito de atender sobretudo cursos de graduação, o livro apresenta linguagem totalmente didática, exercícios para a avaliação da aprendizagem e glossário com os principais termos. Além disso, todos os capítulos apresentam casos práticos, com experiências brasileiras importantes por sua abrangência, mérito ou pioneirismo. Esta obra está dividida em quinze capítulos e aborda, entre outros, os seguintes assuntos: desenvolvimento sustentável, educação ambiental, inserção comunitária, planejamento e gestão de áreas protegidas, infraestrutura sustentável, responsabilidade social, marketing responsável, certificações e ética.

 

15 capítulos

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Capítulo 1 - O ambientalismo, o turismo e os dilemas do desenvolvimento sustentável

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1 O ambientalismo,

o turismo e os dilemas do desenvolvimento sustentável

Gabriella Poles

Andréa Rabinovici

Introdução

A preocupação com as questões ambientais surge por conta da crise ocasionada pela escassez dos recursos naturais, decorrente do uso descontrolado, incessante e irracional destes, que, por sua vez, é motivado pelo ritmo desenfreado e frenético do crescimento global. A biodiversidade torna-se alvo de interesses e intervenções, caracterizando-se como uma moeda de troca, porém sua importância e significados são ignorados, muitas vezes em prol de um suposto progresso e desenvolvimento tecnológico e científico das nações. Passa-se a falar de uma crise ambiental associada à chamada crise civilizatória, bem como de uma sociedade de risco. Isso nos impele a resgatar os primórdios do pensamento conservacionista brasileiro, uma vez que sua identidade e enraizamento constituem a manifestação de um novo movimen-

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Turismo e meio ambiente no Brasil

 

Capítulo 2 - O turismo no contexto da sustentabilidade

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2 O turismo no contexto da sustentabilidade

Aline Lopes Ramalho

Poliana Bassi Silva

Andréa Rabinovici

Introdução

Desde o início da década de 1960, com o arrefecimento dos movimentos sociais, entre eles o ambientalista1, as questões sobre desenvolvimento e globalização, espelhadas em modos ocidentais padronizados de ser e fazer, orientam como as pessoas devem rea­lizar suas atividades, de maneira que obtenham a maior eficiên­cia e lucro, gastando menos tempo, de acordo com elementos que o sistema capitalista exige e que concomitantemente não degradem ou destruam o meio ambiente. Essas questões exigem constante planejamento e ingerência.

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Sobre o ambientalismo e sua influência no turismo, ver Capítulo 1.

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Assim, a partir da intensificação das discussões sobre o futuro do planeta, especialmente com a Conferência das Nações Unidas para o Meio

Ambiente, evento conhecido como Rio-92, a sustentabilidade passou a ser integrada às discussões sobre como os governos deveriam tratar o assunto da conservação ambiental e cultural. Também se debate, desde então, como as empresas poderiam contribuir para a implantação desse novo conceito. Alguns critérios de conservação ambiental e cultural de avaliação para determinadas certificações foram agregados, de modo a tornar a empresa competitiva. Foram criados sistemas internacionais de certificação da qualidade para as empresas que se comprometem a cuidar do meio ambiente2, e para diversos outros atores sociais e políticos realmente interessados nessas questões, tais como as organizações não governamentais (ONGs).

 

Capítulo 3 - A natureza do ecoturismo: conceitos e segmentação

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3 A natureza do ecoturismo: conceitos e segmentação

Regiane Avena Faco

Zysman Neiman

Introdução

O rápido desenvolvimento da atividade turística, embora bem-vista pela iniciativa pública e privada, vem acarretando uma série de problemas de ordem social, econômica e ambiental, desencadeados principalmente pelo turismo de massa.

Como consequência do crescimento desse tipo de prática, que ocorreu no mesmo período histórico em que explodiam movimentos ambientalistas (décadas de 1970 e 1980), seus pressupostos foram colocados em xeque, ao mesmo tempo em que se buscava, com uma maneira menos impactante de conceber o desenvolvimento de atividades econômicas, a conservação da natureza e o respeito às culturas

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Turismo e meio ambiente no Brasil

das sociedades1. Dentro desse contexto, iniciam-se novos padrões que servem como um contraponto às ameaças que as práticas predatórias do turismo representavam e surgem práticas como o turismo sustentável e o alternativo. De acordo com Wearing e Neil (2001, p. 4):

 

Capítulo 4 - A educação ambiental pelo turismo

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4 A educação ambiental pelo turismo

Stefanie Geerdink

Zysman Neiman

Introdução

A conceituação de educação ambiental (EA) sofreu diversas transformações ao longo de sua história, acompanhando as mudanças ocorridas no mundo e uma melhor compreensão da relação entre sociedade e ambiente. A expressão surgiu na 1ª

Conferência Mundial Sobre o Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento (1972), em Estocolmo, na Suécia, e tornou-se um marco da inclusão de questões ambientais no planejamento e nas inter-relações entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento e do questionamento acerca da visão de natureza como um meio e não como um fim em si. Ao longo do século XX, a civilização assistiu a episódios importantes que culminaram na proibição do armamento atômico e na condenação da discriminação racial (o colonialismo e o apartheid).

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Em 1977, a 1ª Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, realizada em Tbilisi, na Geórgia, foi um marco histórico para a evolução da EA, pois na ocasião foram estabelecidos os seus princípios orientadores. Nessa reunião, enfatizou-se o caráter interdisciplinar da relação entre o ser humano e o meio ambiente, a pluralidade da sociedade e a inseparabilidade desses fatores, formulando um diálogo entre estes e outros aspectos da EA. Instituiu-se uma compreensão em relação aos problemas que afetam o meio ambiente; o seu caráter crítico e de formação de consciência, por meio da explicitação e do contato com informações e questionamentos sobre o ambiente; e também o seu caráter transformador, pela oportunidade de vivências e experiências, que possibilitam o que se pode chamar de insight, para que haja uma transformação na maneira de sentir, pensar e agir.

 

Capítulo 5 - Ecoturismo e conservação dos recursos naturais

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5 Ecoturismo e conservação dos recursos naturais

Zysman Neiman

Raquel Formaggio Patricio

Introdução

Evitar a extinção dos ecossistemas naturais é um dos maiores desafios da humanidade neste século. Além das razões morais, existem as de ordem estética, religiosa, cultural, científica e econômica (Wallace, 2002). As estratégias para a construção de sociedades sustentáveis precisam considerar a necessidade de uma aliança entre conservação ambiental e desenvolvimento humano

(Silva e Junqueira, 2007).

Diversas políticas públicas têm sido desenvolvidas com o objetivo de proteger os recursos naturais, mas até este início de milênio apenas 5% do planeta está legalmente protegido. Nesse contexto, as unidades de conservação (UCs) têm se destacado como uma das políticas públicas mais importantes e são, segun-

Ecoturismo e conservação dos recursos naturais

do a International Union for the Conservation of the Nature (IUCN), o método mais eficaz de proteção da biodiversidade.

 

Capítulo 6 - Inserção comunitária e as atividades do turismo

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6 Inserção comunitária

e as atividades do turismo

Mara Aristeu Pessoa

Andréa Rabinovici

Introdução

A própria definição de turismo sustentável deixa bem claro que uma das condições fundamentais para sua configuração

é o bem-estar das populações envolvidas. A sustentabilidade da atividade depende de práticas e vivências de um turismo de valores e atitudes. Assim, de acordo com Irving (2002), e conforme expresso na Agenda 21 do Turismo e no Código de Ética para o Turismo, o conceito de turismo sustentável transcende a perspectiva da atividade de proporcionar o mero contato com a natureza para uma postura mais integral de valorização da cultura local e o compromisso ético de repartição de benefícios, na perspectiva da sustentabilidade.

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Turismo e meio ambiente no Brasil

Encontrar soluções de desenvolvimento que ressaltem a melhoria na qualidade de vida das comunidades locais envolvidas, aliadas à conservação do meio ambiente e do patrimônio cultural, tem se demonstrado um desafio para os envolvidos nesse processo. Vislumbram-se diversas atividades econômicas como possibilidades de desenvolvimento sustentável para as comunidades inseridas. No entanto, o turismo é uma atividade com grandes oportunidades de inclusão social e econômica das classes menos favorecidas, sendo considerado uma das melhores alternativas para as populações que se encontram em ambientes e ecossistemas frágeis, como as áreas naturais protegidas e seu entorno, e que dependem da atividade.

 

Capítulo 7 - Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

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7 Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

Heloana Giraldella

Zysman Neiman

Introdução

Os avanços que o debate socioambiental trouxe nas últimas décadas têm gerado, em diversos países do mundo, um aumento no número de áreas naturais protegidas. No Brasil, desde a criação do Parque Nacional de Itatiaia (RJ, MG) em 1937, o número de Unidades de Conservação (UCs) cresceu significativamente.

Conforme discutido no Capítulo 5, foi aprovada no Brasil a

Lei n. 9.985, que instituiu, em 18 de julho de 2000, o Sistema

Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), visando ordenar a criação e adequar a gestão dessas áreas protegidas. Esse documento sugere que, no seu conjunto, as UCs poderiam redundar em um futuro promissor para a atividade do turismo em termos de geração de renda e empregos para a população brasileira, além da

Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

conservação de seus recursos socioambientais (Neiman, 2005). No entanto, como definido pelo próprio Snuc, para concretizar a geração de renda pelo turismo, é fundamental a realização de um intenso trabalho de planejamento e gestão dessas áreas protegidas, com a participação direta dos profissionais envolvidos com o uso público (incluindo aqui o turismo), para que se garantam os princípios conservacionistas por meio das melhores estratégias e práticas sustentáveis disponíveis.

 

Capítulo 8 - Infraestrutura sustentável para o ecoturismo

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8 Infraestrutura sustentável para o ecoturismo

Isabela Barbosa Frederico

Zysman Neiman

Introdução

Apesar de o ecoturismo no Brasil, assim como em todo o mundo, vir se solidificando como uma proposta de conservação e também como uma forte atividade econômica, a construção de infraestruturas ecologicamente corretas para essa atividade ainda

é incipiente, sendo que as primeiras iniciativas nesse sentido começam a surgir no país apenas no início dos anos 2000.

Andersen (1995) salienta que para o fortalecimento da atividade é necessária uma união do poder público e da iniciativa privada no que tange ao incentivo de recursos técnicos, culturais e financeiros que possibilitem um turismo cuja prioridade seja a questão ambiental. Os projetos das instalações a serem implantadas na natureza deveriam levar em consideração a conservação

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Turismo e meio ambiente no Brasil

e, para isso, seria necessária a criação de códigos de ética ambientais em projetos de turismo.

 

Capítulo 9 - Políticas públicas para o ecoturismo no Brasil

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9 Políticas públicas para

o ecoturismo no Brasil

Angela Teberga de Paula

Andréa Rabinovici

Introdução

Entende-se por políticas públicas as ações do Estado, conduzidas pelo interesse da maioria dos cidadãos, para a elaboração e execução de programas e demais ações de esferas específicas da sociedade (Barretto et al., 2003). Logicamente, o detalhamento desse conceito conduz ao paradigma do bem-estar social, uma vez que ele contempla também direitos ao lazer e ao tempo livre, os quais estão presentes, antes de tudo, na

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu art. 217: “O Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção social”, bem como na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, art. 24: “Todas as pessoas têm direito a descanso e lazer”.

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Turismo e meio ambiente no Brasil

Todavia, o cenário subdesenvolvido no qual o país se encontra indica a imprescindível necessidade de políticas que, acima de tudo, sejam responsáveis pelo “elo articulador entre os agentes excluídos da concentração econômica, e [...] [por] construir, de forma compartilhada, o projeto democrático e cidadão desejado pela comunidade” (Gastal e Moesch, 2007, p. 41).

 

Capítulo 10 - Empresas e responsabilidade social no planejamento de atividades turísticas

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10 Empresas e responsabilidade social no planejamento de atividades turísticas

Simone Aparecida Rodrigues de Sá e Silva

Andréa Rabinovici

Introdução

O educar sempre proporcionou as soluções mais rápidas para os problemas socioambientais, pois quando os pequenos são educados não são apenas ensinados a se encaixar na sociedade, mas também ganham o poder de decidir sobre o futuro da humanidade, sendo possível, assim, inverter a lógica da famosa pergunta “que planeta deixaremos para os nossos filhos?” para

“quais filhos deixaremos para esse planeta?”.

Atualmente, as empresas selecionam trabalhadores que absorvam sua ideologia e busquem cada vez mais aprimorar seus conhecimentos a fim de alcançar a excelência em seus resultados, pois somente aquele que investe em seu crescimento profissional reúne condições de manter-se atraente ao mercado de trabalho.

Empresas e responsabilidade social no planejamento de atividades turísticas

As empresas com responsabilidade social, por sua vez, além de buscarem esses trabalhadores, incentivam seu conjunto de colaboradores a dar continuidade ao processo de enriquecimento profissional; essas empresas criam programas que facilitam o acesso de seus funcionários a treinamentos, cursos, reciclagens etc.

 

Capítulo 11 - Turismo em território indígena

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11 Turismo em

território indígena

Tiago Juliano

Andréa Rabinovici

Ninguém respeita aquilo que não conhece. Precisamos mostrar quem somos, a força, a beleza, a riqueza da nossa cultura.

Só assim vão entender e admirar o que temos.

(Wabuá Xavante)1

Introdução

O turismo, enquanto prática social e atividade comercial, pode assumir uma versão étnica quando vivenciado, sobretudo, por meio de atividades de ecoturismo em comunidades tradicio1

Pensamento retirado de http://www.ideti.org.br/projetos.

Turismo em território indígena

nais. Parece, também, atender a uma demanda contemporânea de satisfação de expectativas de consumidores pós-modernos em relação ao contato e à vivência com grupos étnicos, tais como indígenas, quilombolas, entre outros, detentores de traços culturais peculiares e, muitas vezes, considerados exóticos. Nesse sentido, o turismo desenvolvido em terras indígenas é, segundo Leal (2007), motivado por interesses direcionados à cultura dessas comunidades, buscando conhecer seus costumes, tradições e crenças.

 

Capítulo 12 - Marketing responsável: o papel das empresas, do governo e da mídia

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12 Marketing responsável: o papel das empresas, do governo e da mídia

Patrícia Castello Bucioli

Zysman Neiman

Introdução

Um plano de marketing empresarial vai além da divulgação de produtos e serviços; é um conjunto de estudos com a finalidade­ de colocar o produto certo no melhor local, caminhando além da simples negociação entre produtores e distribuidores (Cobra, 1986). O profissional que atua nessa área deverá ter uma visão ampla, de maneira a identificar tendências a novos produtos e renovação dos já existentes, mercados consumidores em potencial e os atuais, práticas de políticas de preço e métodos de divulgação e ascensão do produto e satisfazer as necessidades dos clientes e da empresa. Por isso, o marketing é fundamental para alcançar os objetivos organizacionais, já que identifica as necessidades e desejos do consumidor, proporciona

Marketing responsável: o papel das empresas, do governo e da mídia

eficiência e eficácia na satisfação dos seus clientes e posiciona a empresa um passo à frente de seus concorrentes (Kotler e Armstrong, 1993).

 

Capítulo 13 - Certificações na atividade turística

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13 Certificações na

atividade turística

Renata Fronza Saraceni

Zysman Neiman

Introdução

Fazer com que o turismo, enquanto atividade econômica inserida no modelo neoliberal em uma sociedade do consumo, do descartável e da volatilidade seja sustentável é um grande desafio. Como preservar localidades para as gerações futuras, ou dar um atendimento com qualidade em um setor com alta rotatividade de funcionários que, na maioria das vezes, detêm baixa escolaridade?

Alguns autores já fizeram suas reflexões sobre o assunto. Para

Barretto (2005, p. 56) o desenvolvimento sustentável de uma localidade requer crescimento econômico, acompanhado de uma distribuição equilibrada da renda e da devida proteção dos recursos naturais – base das suas potencialidades –, com vistas a assegurar uma qualidade de vida adequada tanto

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Turismo e meio ambiente no Brasil

para as atuais como para as futuras gerações. Esse processo se viabiliza com a participação efetiva da sociedade tanto nas atividades de planejamento como nas de gestão das atividades para o desenvolvimento.

 

Capítulo 14 - Potencial turístico do Brasil

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14 Potencial turístico do Brasil

Maria Carolina Ruas Vernalha

Zysman Neiman

Introdução

Um dos atrativos principais do turismo é a paisagem da localidade a ser visitada, o poder de atração visual que esta pode exercer sobre as pessoas, acentuando seu imaginário e atraindo-as ao contato presencial. O apelo imagético que tanto atrai o visitante reflete a ideia de “paraíso” que a natureza representa, um local perfeito, edênico e distante de sua realidade. Dessa forma, o turismo apresenta-se como uma oportunidade de resgate do “paraíso perdido” pela civilização, o local ideal e remoto, mas que agora pode ser re-encontrado por meio de uma experiência pessoal e

única. O indivíduo se aproxima de tudo o que lhe falta nas cidades, na casa e no trabalho: a “sensação do novo” ao percorrer uma trilha em meio a animais e plantas desconhecidos, a emoção de nadar

Potencial turístico do Brasil

em um rio e a ilusória sensação de “volta às suas raízes”, sem obrigações, prazos e regras, tudo remete ao prazer que a viagem proporciona.

 

Capítulo 15 - Ética e ecoturismo

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15 Ética e ecoturismo

Débora de Moura Mello Antunes

Andréa Rabinovici

Introdução

O turismo é uma atividade que vem crescendo de forma sig­ nificativa e que, na maioria dos casos, gera expectativas de so­ luções rápidas aos problemas econômicos e sociais que afligem especialmente as comunidades receptivas, mas, além delas, os demais agentes envolvidos com a atividade. Tais promessas reais ou ilusórias de resolução de problemas, a partir da implementa­

ção de atividades turísticas, muitas vezes incorre na realização de um turismo descuidado de suas premissas mais básicas, como as questões éticas, raramente lembradas.

Assim, quando a atividade turística é realizada de maneira desordenada, sem averiguação constante de impactos, sem res­ peito às normas de regulamentação e de segurança e sem a preo­ cupação com a dimensão socioambiental, cultural e ética, pode

Ética e ecoturismo

causar danos irreversíveis, potencializando obstáculos que culminarão em uma situação de conflitos e problemas, cada vez mais complexa e de dis­ tante solução.

 

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