Polimento e Maximização para um Ótimo Desempenho Físico

Autor(es): MUJIKA, Iñigo
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Polimento e Maximização para um Ótimo Desempenho Físico proporciona uma discussão aprofundada sobre a ciência, as estratégias e os modelos de programas para a fase de polimento, essencial no treinamento físico de atletas. Iñigo Mujika, um dos principais pesquisadores e especialistas no assunto, detalha os fatores que beneficiam ou prejudicam a maximização do desempenho. Essas informações permitirão a treinadores, atletas, professores e pesquisadores da área do esporte: • entender as bases científicas atuais do conhecimento sobre polimento e maximização; • elaborar planos específicos para o atleta e para o esporte; • estabelecer metas realistas de rendimento para competições; • evitar resultados negativos decorrentes de um programa deficiente de polimento. Esta obra pioneira apresenta os fundamentos, as características e as alterações fisiológicas e psicológicas associadas ao polimento, além de implicações sobre o rendimento, análise a partir de modelos matemáticos e aspectos singulares do polimento para esportes coletivos. Ao combinar pesquisas científicas atuais com exemplos práticos do dia a dia, todos os profissionais e estudantes interessados terão acesso a informações do mais alto nível e aprenderão a criar programas ideais de polimento para cada esporte, a fim de conquistar o máximo desempenho atlético.

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1. Bases do polimento

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capítulo 1

Bases do polimento

Atletas, treinadores e pesquisadores esportivos, no mundo inteiro, estão constantemente desafiando os limites da adaptação humana e das cargas de treinamento com o objetivo de obter desempenhos de ponta em competições importantes. Muitas vezes, esses desempenhos estão associados a uma acentuada redução da carga de treinamento do atleta durante vários dias antes da competição. Esse segmento de treinamento reduzido em geral é conhecido como polimento (Mujika & Padilla, 2003a).

O entendimento sobre o que é o polimento e quais suas implicações em termos de estratégia e conteúdo de treinamento é o passo inicial na direção da melhora na qualidade dos programas de polimento elaborados por treinadores e executados por atletas. Portanto, definir o polimento é um bom ponto de partida para o desempenho físico ideal.

Nas últimas décadas, o polimento vem sendo definido de várias formas por pesquisadores e médicos que trabalham com atletas em diferentes partes do mundo. Aqui está uma amostra cronológica:

 

2. Alterações metabólicas e cardiorrespiratórias associadas ao polimento

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capítulo 2

Alterações metabólicas e cardiorrespiratórias associadas ao polimento

Como discutido no Capítulo 1, na expectativa de melhorar o desempenho atlético em competições, pesquisadores esportivos têm realizado um número significativo de estudos com o objetivo de elaborar novos modelos de polimento, descrever seus objetivos e analisar seus efeitos e suas adequações. Melhorar o desempenho é o objetivo primordial de um polimento eficiente, mas para que isso aconteça é necessário que ocorram alterações fisiológicas no organismo do atleta.

Infelizmente, os mecanismos fisiológicos envolvidos nas alterações do desempenho ainda não estão completamente esclarecidos. À exceção de dois artigos publicados por Mujika et al. (Mujika, 1998; Mujika et al., 2004), apenas revisões publicadas no final dos anos 1980 e início dos anos 1990 abordaram as alterações fisiológicas associadas ao polimento em atletas (Houmard, 1991; Houmard & Jones, 1994; Neufer 1989). Entretanto, vem sendo realizado considerável esforço por vários grupos de pesquisa em ciências do esporte nos últimos anos para esclarecer as alterações fisiológicas associadas ao polimento e os mecanismos responsáveis pelas melhoras observadas no desempenho. Algumas das alterações mais relevantes em resposta ao polimento acontecem nos níveis cardíaco, respiratório e metabólico, permitindo que o atleta forneça mais oxigênio e substrato energético para a musculatura ativa, produzindo energia de forma mais eficiente. Os objetivos deste capítulo são compilar e sumarizar o conhecimento sobre as alterações cardiorrespiratórias e metabólicas induzidas pelo polimento em atletas e avaliar as possíveis relações entre essas alterações e o desempenho.

 

3. Alterações bioquímicas, hormonais, neuromusculares e imunológicas associadas ao polimento

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capítulo 3

Alterações bioquímicas, hormonais, neuromusculares e imunológicas associadas ao polimento

Além de alterações cardiovasculares e metabólicas que ocorrem frequentemente quando atletas realizam polimento para competições importantes, analisadas no capítulo anterior, outros sistemas fisiológicos adaptam-se a programas de polimento. Como resultado, alterações bioquímicas, hormonais, neuromusculares e imunológicas podem ocorrer durante esse período. Elas contribuem para uma acen­ tuada capacidade de desempenho do atleta e podem ser, portanto, indicativas da preparação do atleta para o desempenho.

Adaptações bioquímicas

Poucos parâmetros bioquímicos têm demonstrado exibir acentuadas alterações durante o polimento pré-competitivo, limitando a utilização deles como marcadores de recuperação fisiológica e maior capacidade de desempenho. Um dos marcadores bioquímicos de estresse ao treinamento mais utilizados e estudados é a concentração de creatina quinase no sangue.

 

4. Alterações psicológicas associadas ao polimento

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capítulo 4

Alterações psicológicas associadas ao polimento

É improvável que as alterações fisiológicas descritas nos Capítulos 2 e 3 expliquem completamente os benefícios no desempenho associados ao polimento bem-sucedido. Pelo fato de o desempenho competitivo resultar de um esforço consciente (Noakes, 2000), seria um grande equívoco negar a primordial contribuição de fatores psicológicos e motivacionais para o desempenho atlético pós-polimento. A otimização do estado psicológico de um atleta, resultante de uma estratégia de polimento bem elaborada, é presumivelmente acompanhada por alterações psicológicas benéficas, incluindo o estado de humor, a percepção de esforço e a qualidade do sono. Estudos que descreveram essas alterações estão resumidos aqui, e o capítulo é complementado com uma incursão em território um tanto quanto inexplorado da periodização do treinamento das habilidades psicológicas e suas implicações para as fases de polimento e otimização do treinamento.

 

5. Redução da carga de treinamento

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capítulo 5

Redução da carga de treinamento

A carga (ou estímulo) de treinamento em esportes competitivos pode ser descrita como a combinação da intensidade, do volume e da frequência (Wenger e

Bell, 1986). Essa carga de treinamento é significativamente reduzida durante o polimento como tentativa de diminuir a fadiga acumulada, mas o treinamento reduzido não deve ser prejudicial às adaptações induzidas pelo treinamento. Um estímulo insuficiente de treinamento pode promover perda completa ou parcial das adaptações anatômicas, fisiológicas e de desempenho induzidas pelo treinamento, ou, em outras palavras, destreinamento (Mujika e Padilla, 2000). Portanto, atletas e seus treinadores devem determinar até que ponto a carga de treinamento pode ser reduzida à custa das variáveis de treinamento enquanto mantêm ou melhoram as adaptações e evitam um estado de destreinamento. Este capítulo estabelece as bases científicas para uma redução bem-sucedida nas cargas de treinamento pré-competição, ajudando atletas individuais, treinadores e pesquisadores da área do esporte a atingir um misto de treinamento ideal durante o polimento, levando ao pico de desempenho no ponto desejado durante a temporada.

 

6. Elaborando o polimento para melhorar o desempenho

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capítulo 6

Elaborando o polimento para melhorar o desempenho

A meta final e principal de um polimento é aperfeiçoar o desempenho competitivo. Muitos estudos que tratam de polimentos progressivos em atletas relatam melhoras significativas no desempenho em vários esportes, incluindo natação, corrida, ciclismo, remo e triatlo. Alguns pesquisadores determinaram as alterações no desempenho durante a própria competição, ao passo que outros relatam medidas de desempenho baseadas em dados de laboratório ou de campo. Neste capítulo, serão abordados a dimensão dessas melhoras de desempenho, os fatores que as afetam potencialmente e seus significados em termos de resposta competitiva.

Ganhos de desempenho observados em diversos esportes

Os ganhos de desempenho induzidos pelo polimento, que têm sido atribuídos principalmente a aumentos nos níveis de força e potência muscular, melhoras neuromusculares, hematológicas e da função hormonal, além do estado psicológico dos atletas (ver Capítulos 2-4), são geralmente entre 0,5 e 6,0% para medidas de desempenho competitivo, mas podem alcançar 22% em critérios de medidas não competitivos (Tabela 6.1). É importante estabelecer a validade dos testes de desempenho e suas relações com o desempenho real em uma prova competitiva específica (ver seção intitulada Significado dos Ganhos de Desempenho Induzidos pelo

 

7. Conhecimento a partir de modelos matemáticos

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capítulo 7

Conhecimento a partir de modelos matemáticos

O objetivo mais importante de treinadores e atletas é aumentar as habilidades físicas, técnicas e psicológicas dos atletas para os maiores níveis de desempenho possíveis e desenvolver um programa de treinamento precisamente controlado para garantir que o desempenho máximo seja alcançado no momento certo da temporada (i. e., a cada etapa de uma competição importante). Porém, como a adaptação do atleta pode ser verificada durante o processo de treinamento?

Aplicando teorias de sistemas à pesquisa relacionada ao polimento

Em uma tentativa de ir além de procedimentos experimentais descritivos para analisar os resultados do treinamento, Banister et al. conduziram análises matemáticas para verificar a relação entre o desempenho e o programa de treinamento (Banister et al., 1975; Calvert et al., 1976; Morton et al., 1990). Esse tipo de análise de modelos é baseado nas teorias de sistemas. Como indicado por Busso e Thomas

 

8. Aspectos exclusivos do polimento em esportes coletivos

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capítulo 8

Aspectos exclusivos do polimento em esportes coletivos

A periodização do treinamento é um método que permite a atletas de esportes individuais otimizar seu rendimento nas competições mais importantes da temporada. Esses atletas normalmente alcançam a otimização da aptidão e do desempenho por meio de meses de treinamento intenso acompanhados por um segmento de treinamentos de polimento, culminando com a prova ou o campeonato almejado. Como visto em capítulos anteriores, muitos dos benefícios fisiológicos, psicológicos e de desempenho dessa estratégia já estão estabelecidos. Porém, essa abordagem pode não ser sempre a mais adequada para atletas de esportes coletivos. De fato, enquanto atletas de esportes individuais podem se dar o luxo de ter desempenhos abaixo do esperado ou até não participar de competições que não são compatíveis com seus objetivos principais, embora sempre priorizando esses objetivos, os atletas de esportes coletivos geralmente precisam de alto desempenho semana após semana se eles quiserem estar na disputa do campeonato.

 

9. Polimento para esportes individuais de resistência

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capítulo 9

Polimento para esportes individuais de resistência

Como visto nos capítulos anteriores, a maior parte do conhecimento relacionado ao polimento disponível na literatura científica, seja ele de natureza experimental ou observacional, é referente a esportes e provas individuais de resistência.

Estes envolvem formas diferentes de locomoção humana, incluindo natação, ciclismo, corrida, remo e esportes combinados como o triatlo. Parecem existir duas razões principais para esse enfoque nas pesquisas em esportes individuais. Primeiramente, nesses esportes há uma correlação de moderada a alta entre as capacidades fisiológicas, fatores básicos do treinamento, como volume e intensidade, e desempenho competitivo. Em segundo lugar, fatores de treinamento e desempenho relacionados a esportes individuais são mais fáceis de serem isolados e quantificados quando comparados aos mesmos fatores relacionados a esportes coletivos (Pyne et al.,

2009).

Bob Bowman

 

10. Polimento para competições de velocidade e potência

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capítulo 10

Polimento para competições de velocidade e potência

Embora o conhecimento científico sobre o polimento e maximização para provas de velocidade e potência seja menos completo do que aquele que contem­ pla provas de resistência, algumas informações valiosas surgiram nos últimos anos, que podem contribuir para um melhor planejamento para modalidades desse tipo.

Como visto no Capítulo 3, muitas variáveis fisiológicas que são importantes para força, potência e velocidade ideais, melhoram como resultado de um programa apropriado de polimento. Elas incluem aumentos no diâmetro de fibras muscula­ res de contração rápida, acentuado desempenho contrátil, ativação neural aumen­ tada, fluxo glicolítico aumentado durante o exercício máximo e alterações hormo­ nais que podem facilitar processos anabólicos. Essas alterações fisiológicas estão associadas com ganhos de desempenho em todo o corpo, como demonstrado na

Tabela 6.1 para atividades como natação de 25 e 50 m, força articular multi ou uniarticular, levantamento de peso e salto vertical. Nas páginas seguintes, treinado­ res de nível mundial e atletas envolvidos em provas de velocidade e potência dis­ cutem suas estratégias de polimento e maximização para competições importantes.

 

11. Polimento para esportes de precisão

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capítulo 11

Polimento para esportes de precisão

Em contraste com a maior parte dos esportes individuais, nos quais o desempenho é muitas vezes associado à capacidade fisiológica dos atletas e variáveis básicas de treinamento, o desempenho em esportes de precisão é uma medida da exatidão em atividades que não dependem de movimentos cíclicos. Exemplos desses esportes de precisão incluem tiro ao alvo, tiro com arco, golfe e curling. Infelizmente, não existe conhecimento científico disponível sobre o polimento ideal e estratégias de maximização para esses esportes. Um atleta deve aumentar ou diminuir a quantidade de tiros ao alvo próximo dos Jogos Olímpicos? Um golfista deve se concentrar predominantemente na direção ou nas habilidades de colocação nos dias que antecedem um torneio importante? De que forma o treinamento de força ou resistência afetam a precisão do tiro? Até que os pesquisadores respondam essas e outras questões relacionadas ao polimento e maximização para esportes de precisão, tudo que podemos fazer é escutar experiências pessoais de alguns grandes campeões.

 

12. Polimento para esportes coletivos

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capítulo 12

Polimento para esportes coletivos

Como visto no Capítulo 8, existem alguns aspectos únicos do polimento e otimização em esportes coletivos que treinadores e atletas devem sempre ter em mente. O desempenho em esportes coletivos requer um equilíbrio perfeito entre fatores físicos, fisiológicos, técnicos, táticos e psicológicos. Jogadores de elite de esportes coletivos devem ser excelentes em sua velocidade, aceleração, potência, resistência e agilidade, e um polimento eficaz deve otimizar todos esses atributos para cada jogador. Além disso, a dinâmica da equipe deve ser desenvolvida de forma que cada peça do quebra-cabeça se encaixe perfeitamente, cada membro da equipe cante no mesmo tom. Nesta seção, um excelente grupo de treinadores de vários países discute suas abordagens para o desempenho excepcional de equipes de esportes coletivos em nível mundial.

Ric Charlesworth

Conquistando medalhas de ouro no hóquei na grama feminino

Nossa estratégia antes de Sydney 2000 era a otimização física, mental, tática e técnica, além de potencializar nossa dinâmica de cooperação e de equipe. Isto é, trabalhamos para estar no ápice em todos os aspectos do jogo durante a competição, com uma ênfase especial na necessidade de estar na melhor posição de jogo ao final da competição. Em uma competição em equipe com uma comissão técnica de valores duplos e 16 jogadoras, isso não é facilmente controlado ou supervisionado, e requer uma vigilância real de todos os membros da equipe para garantir que alguns não sejam deixados para trás e que todos estejam incluídos nos planejamentos e “na mesma página” que os colegas. Igualmente, todos devem ter conhecimento das virtudes e fraquezas do desempenho dos outros.

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