Dependência de Internet em Crianças e Adolescentes

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Este é o primeiro livro a examinar minuciosamente o impacto do acesso precoce à internet. Os autores, especialistas na área, abordam como o uso excessivo desses recursos por crianças e adolescentes pode acarretar problemas sociais, cognitivos, de desenvolvimento e acadêmicos, trazendo informações sobre prevenção, avaliação e tratamento desse problema tão atual.

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Capítulo 1 - Uso problemático de mídias interativas entre crianças e adolescentes: dependência, compulsão ou síndrome?

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Michael Rich, Michael Tsappis e Jill R. Kavanaugh

Tudo começa de forma benigna. Pais orgulhosos colocam um tablet na frente de seu bebê e ficam maravilhados com sua esperteza. Às crianças que estão começando a andar são dados aparelhos eletrônicos para mantê-las quietas nos restaurantes. Crianças em idade escolar ganham smartphones para manterem contato com os pais – e usá-los para trocarem mensagens de texto umas com as outras. Pré-adolescentes tornam-se mestres em videogame online, competindo com e contra gamers de todo o mundo. Adolescentes no ensino médio fazem suas lições de casa em laptops com várias janelas abertas, enviando mensagens instantâneas aos amigos, acompanhando e criando dramas nas redes sociais, jogando e provocando, namorando e atiçando uns aos outros. A revolução digital, com sua rápida proliferação de dispositivos eletrônicos com telas, vem transformando não apenas a maneira como nos comunicamos, educamos e entretemos, mas também como nos comportamos no papel de indivíduos e na sociedade. Nenhum grupo tem sido mais profundamente afetado do que as crianças e os adolescentes.

 

Capítulo 2 - Dependência de smartphone em crianças e adolescentes

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Yun Mi Shin

O smartphone é uma tecnologia inovadora que combina as características de um telefone celular com aquelas de outros dispositivos móveis, como o assistente pessoal digital, o media player, o GPS e muitos outros aplicativos. O mais importante é a principal diferença entre smartphones e os telefones celulares anteriores, o total acesso à internet, que possibilita aos usuários enviar e-mails, fazer buscas na web, verificar a previsão do tempo e muito mais, quando e onde quiser. Além disso, os smartphones oferecem oportunidades únicas de manter contato irrestrito e espontâneo com os outros indivíduos por comunicação de voz, mensagens, chamada por vídeo e serviços de redes sociais (Sarwar & Soomro, 2013). Devido a sua ampla gama de funções, o smartphone é hoje considerado um computador de mão em vez de um simples telefone. Os smartphones mudaram profundamente os padrões de consumo de mídias eletrônicas de crianças e adolescentes. Primeiro, com acesso à internet sem fio, os smartphones permitem a comunicação com as outras pessoas mesmo sem ter um contrato com uma empresa de telecomunicações. Em segundo lugar, a acessibilidade superior dos smartphones possibilita seu uso constante por crianças e adolescentes. Isso é importante porque, com smart phones, é muito mais fácil burlar a supervisão dos adultos do que com outros dispositivos, como televisão ou computador pessoal (PC). O uso disseminado de smartphones levanta inúmeras questões novas e complexas. Em virtude de sua conectividade com a internet, é altamente provável que a dependência de smartphone cause problemas físicos e psicossociais semelhantes aos provocados pela dependência de internet.

 

Capítulo 3 - Narcisismo e uso de redes sociais por crianças e adolescentes

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Louis Leung e Renwen Zhang

Redes sociais são definidas como “um grupo de aplicativos baseados na internet desenvolvidos a partir das bases ideológicas e tecnológicas da Web 2.0 e que permitem a criação e troca de conteúdo gerado por usuários” (Kaplan & Haenlein, 2010, p. 61). Kaplan e Haenlein (2010) classificaram as redes sociais em seis tipos: blogs (p. ex., WordPress), redes sociais (p. ex., Facebook), comunidades de conteúdo (p. ex., YouTube), projetos colaborativos (p. ex., Wikipédia), mundos virtuais de jogos (p. ex., World of Warcraft) e mundos sociais virtuais (p. ex., Second Life). Surfando na crista da onda da Web 2.0, as redes sociais infiltraram-se na vida cotidiana de pessoas pelo mundo afora. Os jovens estão na vanguarda da prática de networking social e são mais hábeis no uso das redes sociais do que suas contrapartes mais velhas. A mania de acessar as redes sociais, porém, vem causando grandes preocupações. Vem-se constatando que crianças e adolescentes passam tempo demais nas redes sociais e nos mundos virtuais de jogos, estando suscetíveis a riscos online, como bullying virtual, dependência de jogos online, sexting, comportamento antissocial e invasão de privacidade (Livingstone & Helsper, 2007).

 

Capítulo 4 - Sexting e a geração @: implicações, motivações e soluções

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David L. Delmonico, Heather L. Putney e Elizabeth J. Griffin

O mundo da tecnologia oferece muitas vantagens às gerações futuras; contudo, também proporciona um ponto de preocupação quando se trata de desenvolvimento sexual e psicológico dos jovens. Uma dessas preocupações é o comportamento de sexting. A troca de imagens sensuais entre os adolescentes tem provado ser uma questão complexa e preocupante para os responsáveis pelo bem-estar das crianças, entre eles membros da família, escolas, igrejas, o sistema judicial e profissionais de saúde mental. Este capítulo explora o comportamento de sexting entre jovens, inclusive várias tipologias e estratégias para avaliação e prevenção.

Um dos desafios é a falta de uma definição consistente na literatura para os comportamentos relacionados ao sexting. Embora possa ocorrer em qualquer idade, inclusive na idade adulta, para o propósito deste capítulo, o sexting é definido como imagens e vídeos sexualmente explícitos produzidos por jovens (com menos de 18 anos de idade), transmitidos a outros que também têm menos de 18 anos. As imagens e os vídeos podem incluir jovens (menores de 18 anos) nus ou parcialmente nus e podem ou não se enquadrar na definição legal de pornografia infantil. Tais imagens e vídeos podem ser trocados por meio de diversas tecnologias, entre as quais redes sociais, mensagens de texto, aplicativos para telefone celular (p. ex., Snapchat, Instagram), webcams, câmeras digitais, e assim por diante.

 

Capítulo 5 - Internet e dependência de jogos entre jovens no espectro autista: uma população especialmente vulnerável

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Debra Moore

Pesquisas recentes mostraram que os jovens no espectro autista são especialmente propensos a desenvolver comportamentos problemáticos de jogos de internet (Finkenauer, Pollmann, Begeer, & Kerkhof, 2012; Mazurek & Engelhardt, 2013; Romano, Osborne, Truzoli, & Reed, 2013). Embora não seja nenhuma surpresa, considerando as características biológicas, emocionais e sociais dessa população, o problema ainda não é amplamente reconhecido por pais, educadores ou clínicos. À medida que o número de jovens afetados aumenta, é vital que a conscientização cresça e as intervenções terapêuticas comecem a incluir as necessidades específicas desse grupo. Este capítulo examina os principais marcadores diagnósticos do autismo, explica como eles se relacionam com uma maior vulnerabilidade ao transtorno do jogo pela internet (TJI), apresenta maneiras proativas de diminuir essa suscetibilidade e propõe modificações específicas aos protocolos de tratamento atuais.

 

Capítulo 6 - Entendendo o impacto cognitivo da dependência de internet em adolescentes

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Cristiano Nabuco de Abreu

Nosso acesso cada vez mais fácil à tecnologia vem produzindo efeitos inegáveis em todos os domínios de nossas vidas. Alguns pesquisadores sugeriram que a quantidade de informação que circulará na web nos próximos dois anos será maior do que todo o conhecimento acumulado ao longo de toda a história humana. Não é de surpreender que essa avalanche de informações venha apresentando diversas consequências cerebrais.

Nas últimas duas décadas, várias investigações têm revelado os impactos que o uso da mídia eletrônica – mais especificamente, a internet – produziu nas estruturas cerebrais dos jovens, que são responsáveis, entre variadas funções, pelo processamento cognitivo de informações. Além disso, houve uma importante alteração em direção às formas mais superficiais de funcionamento mental, caracterizadas pelo que se denomina de escaneamento rápido, além de mudanças expressivas nas funções de contemplação e de consolidação de memória. Da mesma forma, a troca de informação assumiu formas cada vez mais rápidas e mais reduzidas nos jovens pertencentes às novas gerações (Young & Abreu, 2010). Essa nova forma de se viver e pensar criou o que se denomina de “cognição digital”, isto é, a utilização das novas e recém-criadas habilidades de funcionamento mental que são expressivamente distintas daquelas de gerações que não utilizaram os dispositivos eletrônicos de hoje. Está cada vez mais claro que esses recursos, quando usados em excesso, não promovem um avanço das habilidades cerebrais.

 

Capítulo 7 - Saúde mental dos pais e dependência de internet em adolescentes

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Lawrence T. Lam

Não tenho muito o que fazer, só fico conversando com meus amigos no WhatsApp, postando minhas fotos no Instagram e tuitando um pouco.” Foi assim que um menino de 13 anos de idade descreveu o que ele costuma fazer depois da escola durante uma discussão em grupo sobre a vida social dos adolescentes em uma escola. Quando perguntei quanto tempo ele costumava passar fazendo essas atividades, ele disse: “Não muito, umas seis horas todos os dias”. Perguntei, então, sobre seus pais, e ele disse: “Meu pai é empresário e vive trabalhando e viajando, mas, quando ele está em casa, raramente conversamos. Só enviamos WhatsApp [um ao outro]. Sei que ele não está feliz com um monte de coisas, mas não fala sobre isso.Ele fica assistindo filmes online até tarde da noite. Acho que sou um pouco como ele.

A cena descrita é comum na região da Ásia Oriental, bem como em muitas outras áreas do mundo desenvolvido e em desenvolvimento. A internet tornou-se uma parte essencial de nossas vidas e uma força dominante na moldagem de nossas vidas cotidianas. Embora ofereça imensa praticidade, melhorando de muitas maneiras nossas vidas, há uma desvantagem, como refletem as observações do adolescente de 13 anos de idade mencionadas anteriormente.

 

Capítulo 8 - Como avaliar crianças e adolescentes dependentes de internet

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Kimberly S. Young

Este capítulo descreve o impacto crescente da dependência de internet em crianças e adolescentes como novos usuários dessa tecnologia. A dependência de internet é vista aqui em termos de tendências de uso excessivo e compulsivo da tecnologia relacionado ao uso de dispositivos digitais de uma criança. Este capítulo se concentra nos métodos de avaliação que os profissionais que trabalham com essa população podem usar para medir e avaliar o comportamento. Também se concentra em como os profissionais podem desenvolver suas próprias ferramentas de triagem de uso de mídia para crianças e adolescentes. Por fim, examinando os pais, que são os principais cuidadores da tecnologia em casa, este capítulo traça diretrizes amplas de parentalidade com base na idade do desenvolvimento de uma criança para integrar melhor a tecnologia em casa.

Uma pesquisa com 350 pais na Filadélfia, publicada pela Academia Americana de Pediatria (AAP; Kabali et al., 2015), constatou que, até a idade de 4 anos, três quartos dos filhos ganharam seus próprios tablets, smartphones ou media players portáteis e usavam os dispositivos sem supervisão. O estudo também observou que um terço dos pais das crianças de 3 e 4 anos disse que seus filhos gostavam de usar mais de um dispositivo ao mesmo tempo. Setenta por cento dos pais relataram permitir que seus filhos, de 6 meses a 4 anos, jogassem com dispositivos móveis enquanto eles cuidavam da casa, e 65% disseram que fizeram isso para acalmar um filho em público. Um quarto dos pais disse que deixava os filhos levarem os dispositivos para a cama, e não ficou claro com que frequência os pais lega-vam seus dispositivos antigos como sobras digitais ou compravam novos.

 

Capítulo 9 - Resiliência e parentalidade preventiva

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Evelyn Eisenstein, Tito De Morais e Emmalie Ting

A questão de quão cedo é considerado realmente prematuro para crianças e adolescentes usarem dispositivos tecnológicos e redes sociais na internet ainda é um tema muito controverso para muitas famílias, para profissionais de saúde e outros profissionais. Envolve considerações éticas, educacionais e de segurança, bem como todas as repercussões comportamentais que têm consequências positivas ou negativas para a saúde mais tarde na vida. Ainda não há pesquisas longitudinais suficientes, embora os relatos e as evidências tenham começado a aparecer e estejam sendo publicados em bibliografias científicas e gerais. Essa questão continua sendo preocupante para muitos especialistas e até para alguns pais, que estão preocupados com os limites e os critérios para a definição de uma simples distração durante as brincadeiras versus uma dependência precoce de internet e que esperam descobrir maneiras de reconhecer os sinais e sintomas de dependência de internet durante a infância e a adolescência (Carr, 2011).

 

Capítulo 10 - Motoristas adolescentes e distrações digitais mortais: prevenção e políticas

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David Strayer

Uma fatalidade adolescente em nossas estradas é inaceitável; seis fatalidades todos os dias é ultrajante.

Por volta das 21 horas do dia 14 de janeiro de 2012, Taylor Sauer, estudante universitária de 18 anos, estava dirigindo da Universidade Estadual de Utah, onde fazia especialização em educação fundamental primária, para a casa de seus pais, em Caldwell, no Estado de Idaho, a 4 horas de distância pela estrada interestadual I-84. O futuro de Taylor era brilhante. Ela tinha acabado de se formar no Marsing High School, onde foi a segunda melhor da turma e bolsista pela National Merit Scholarship. Ela tinha aspirações de “ir mais longe e ganhar o mundo”. Enquanto dirigia, ela estava usando o telefone celular para enviar mensagens de texto e fazer postagens no Facebook a cada mais ou menos 90 segundos, para passar o tempo. Muitas de suas postagens eram sobre seu time de futebol americano favorito, o Denver Broncos. Segundos depois de postar “Não posso falar agora. Dirigir e postar no Facebook não é seguro! Haha”, seu carro bateu em um caminhão-tanque que viajava devagar pela faixa da direita. No momento do impacto, seu carro estava a 128 km/h, e não havia evidências de ela ter freado ou feito qualquer manobra evasiva antes do impacto. Depois do impacto inicial, seu veículo foi abalroado por trás por outro caminhão semipesado. Taylor foi declarada morta no local do acidente. Em uma entrevista após o acidente, sua mãe disse que Taylor era uma “adolescente comum que ficou presa no mundo multitarefa da modernidade”.

 

Capítulo 11 - A ferramenta improve: um recurso para auxiliar famílias e terapeutas

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Philip Tam

Nas últimas duas décadas ou mais, muitos passos positivos foram dados no amplo campo da psicologia e da psicopatologia relacionadas à internet e ao computador, depois das primeiras descrições clínicas de transtorno de dependência de internet (TDI), em meados da década de 1990 (Young, 1996), e do subsequente surgimento da pesquisa e do interesse clínico nesse domínio complexo e em constante evolução. Hoje existem vários periódicos revisados por pares reconhecidos internacionalmente que se dedicam ao estudo do amplo campo da psicologia da internet, tendo sido publicados muitos estudos extensos, potentes e significativos na área. Um importante domínio que é menos estudado é aquele do papel dos fatores da parentalidade na evolução do TDI e da forma que os adolescentes e, mais importante, as crianças se situam dentro da parentalidade e do ambiente familiar. Este capítulo tem como objetivo destacar a principal relevância do contexto familiar e social em indivíduos com TDI por meio do desenvolvimento de uma nova estrutura holística para avaliação, a ferramenta IMPROVE.

 

Capítulo 12 - Síndrome da tela eletrônica: prevenção e tratamento

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Victoria L. Dunckley

De muitas maneiras, o tempo interativo em frente a uma tela funciona como um estimulante, não diferente da cafeína, da cocaína ou das anfetaminas. Como tal, e como ocorre com todos os estimulantes, os sintomas ou efeitos colaterais do tempo diário em frente a uma tela podem ser produzidos bem antes de o usuário se tornar dependente. De fato, como as mídias eletrônicas estimulam o sistema nervoso de modo intenso e artificial, a exposição regular pode facilmente sobrecarregar e desarmonizar vários processos cerebrais e corporais. Esse estado desarmonizado – essencialmente uma forma de hiperexcitação crônica – pode emular ou piorar uma ampla gama de questões psiquiátricas, comportamentais ou de aprendizagem. Infelizmente, os sintomas produzidos pelo tempo em frente a uma tela costumam ser, de modo errôneo, atribuídos a outros transtornos, levando a um tratamento ineficaz, ao uso excessivo de medicação e ao mau uso dos recursos de saúde e educação. Enquanto isso, crianças que sofrem com esses efeitos ficam, muitas vezes, estagnadas porque o problema-raiz não está sendo abordado.

 

Capítulo 13 - Terapia de família para dependência de jogos pela internet entre adolescentes e crianças

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Kimberly S. Young

O transtorno do jogo pela internet consta na Seção III do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, quinta edição (DSM-5; American Psychiatric Association [APA], 2013), como uma condição para estudos posteriores. Essa inclusão foi gerada pelo crescente número de estatísticas que mostram que crianças com menos de 18 anos estão dependentes de videogame online, e estudos na China, em Taiwan e na Coreia do Sul demonstraram que a dependência de jogos de internet é considerada uma epidemia e uma grave crise de saúde pública. Este capítulo examina a evolução da dependência de jogos de internet e seu impacto em adolescentes e crianças. Examinando as pesquisas, o capítulo descreve como os jogos online proporcionam um meio para jovens se permitirem jogar como uma forma de fuga mental. Este capítulo também descreve os sinais da dependência de jogos de internet, as razões pelas quais os jogos são especialmente causadores de dependência e como aplicar a terapia de família breve estratégica (BSFT) para tratar crianças e adolescentes dependentes de jogos.

 

Capítulo 14 - O modelo fitsc-ia: uma abordagem baseada na comunidade

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Tracy Markle

O oposto da dependência não é a sobriedade.
O oposto da dependência é a conexão.

– Johann Hari (2015)

Os ambientes familiar, social e comunitário influenciam a dinâmica dos pensamentos, comportamentos e crenças dos adolescentes sobre si mesmos e sobre as situações nas quais se envolvem. A Family, Integrated Treatment, Social Connection – Internet Addiction (FITSC-IA™) é uma abordagem integrada intensiva baseada na comunidade para o tratamento de dependência de internet em adolescentes. Adolescentes com dependência de internet e suas famílias se beneficiam com essa abordagem porque ela enfatiza o tratamento da pessoa como um todo, cuidando dos elementos físicos, mentais, emocionais, relacionais e sociais. A FITSC-IA avalia e trata os adolescentes no contexto de seu funcionamento dentro de suas famílias e sistemas sociais para implementar intervenção em tempo real e abordagens de tratamento para estabilizar os comportamentos que levam à dependência e diagnósticos concomitantes comuns, como ansiedade social e depressão. Com o uso da FITSC-IA, uma equipe colaborativa de profissionais trabalha em conjunto para desenvolver e fornecer tratamento ao adolescente e à família com base no desenvolvimento de um plano de tratamento integrado. Essa abordagem apoia a continuidade eficaz do cuidado e da comunicação entre os membros da equipe e entre o adolescente e sua família. Os desfechos esperados da implementação da FITSC-IA ao tratar o adolescente na comunidade são funcionamento familiar, social e desempenho escolar melhores.

 

Capítulo 15 - Tecnologia nas escolas: iniciativas, políticas e métodos para manter a saúde cibernética dos alunos

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Marsali Hancock

A tecnologia digital revolucionou rapidamente a maneira como vivemos, inclusive como consumimos informação, nos comunicamos com outras pessoas, passamos nosso tempo livre e muito mais. Embora os adultos estejam bastante cientes dessa mudança, as crianças estão aprendendo e crescendo juntamente com a tecnologia. Isso molda tanto sua experiência como sua relação com a tecnologia de maneira única e sem precedentes. O campo da segurança da internet tem seguido um caminho determinado pelas necessidades mais imediatas e visíveis das crianças. Embora a atenção tenha inicialmente se voltado para os riscos diretos à segurança física, outras formas de perigo à saúde e ao bem-estar dos usuários vêm se tornando gradualmente evidentes.

A integração da tecnologia nas instituições educacionais tem o potencial de oferecer muitos benefícios tanto aos estudantes como aos educadores. A tecnologia tornou-se onipresente na maioria dos campos de trabalho, permitindo que as tarefas e os deveres sejam simplificados e acelerados. Portanto, ensinar o uso apropriado dos dispositivos e sistemas digitais como parte do processo de aprendizagem dá aos estudantes uma vantagem competitiva. Segundo um artigo publicado pela Edutopia (2008), uma organização sem fins lucrativos voltada para a inovação educacional, a incorporação da tecnologia nas escolas auxilia os alunos a desenvolver as habilidades necessárias “para sobreviver em uma economia complexa, altamente tecnológica e baseada no conhecimento”.

 

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