A Sala de Aula Inovadora

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Cada vez mais rápida, a revolução tecnológica pode facilmente ultrapassar o desenvolvimento das estratégias educativas. O clássico regime de aulas expositivas agora dá lugar às metodologias ativas, que colocam o aluno como protagonista da aprendizagem e desenvolvem competências de forma criativa e reflexiva para a resolução de problemas. A primeira parte deste livro aborda como é possível renovar a sala de aula. Na segunda parte, são descritas mais de 40 estratégias, destinadas tanto à educação básica quanto ao ensino superior, para colocar as mudanças em prática. Fausto Camargo e Thuinie Daros organizam as estratégias de modo simples e direto, permitindo sua aplicação imediata a partir de diversos métodos e recursos práticos destinados à inovação.

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Capítulo 1 - Por que inovar na educação?

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Por que inovar na educação?

Thuinie Daros

Ao conversar com alunos da educação básica e do ensino superior sobre os modos de ensinar e aprender, o ensino essencialmente transmissivo, centrado unicamente no conhecimento do professor, é motivo para muitas insatisfações. Reclamam não só do fato de terem de ficar horas ouvindo, mas também da rigidez dos horários, do distanciamento do conteúdo proposto com a vida pessoal e profissional e dos recursos pedagógicos pouco atraentes. Ao conversar com professores, as queixas são similares. Reclamam da falta de envolvimento, do excesso de desinteresse dos alunos e das condições do exercício docente.

Mesmo diante de tantos avanços tecnológicos e científicos, o modelo de aula continua predominantemente oral e escrito, assim como os recursos utilizados.

Nesse contexto, têm-se mantido intactos muito giz, caderno e caneta. Quando mudam, ganham uma nova roupagem por meio da utilização de instrumentos audiovisuais, como a inserção de filmes, vídeos e apresentações gráficas e projetores multimídia. Já os alunos continuam a receber o conteúdo passivamente e cada vez mais esperam tudo produzido pelos professores.

 

Capítulo 2 - Metodologias ativas: aspectos históricos e desafios atuais

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Metodologias ativas: aspectos históricos e desafios atuais

Thuinie Daros

Apesar da contemporaneidade das metodologias ativas como prática pedagógica, suas matrizes conceituais datam do início do século XX. Ao escrever acerca da necessidade de se inovar as práticas pedagógicas na sala de aula, não se pode deixar de mencionar os principais autores que defenderam, desde o século XX, uma educação pautada na aprendizagem por meio de metodologias mais ativas.

Jonh Dewey, por exemplo, nos anos 1930, já enfocava a necessidade de estreitar a relação entre teoria e prática, pois defendia que o aprendizado ocorre se inserido no contexto diário do aluno. Para ele, a função na educação é a de propiciar uma reconstrução permanente das experiências dos estudantes articulada com a vida.

Teixeira (1957) transcreve as palavras de Dewey:

[...] o processo educativo não pode ter fins elaborados fora dele próprio. Os seus objetivos se contêm dentro do processo e são eles que o fazem educativo. Não podem, portanto, ser elaborados senão pelas próprias pessoas que participam do processo. O educador, o mestre, é uma delas. A sua participação na elaboração desses objetivos não é um privilégio, mas a consequência de ser, naquele processo educativo, o participante mais experimentado, e, esperemos, mais sábio.

 

Capítulo 3 - Por que usar metodologias ativas de aprendizagem?

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Por que usar metodologias ativas de aprendizagem?

Fausto Camargo

As pessoas estão cada vez mais conectadas. A cultura, as instituições e a trajetória da sociedade caminham para um universo cada vez mais inter-relacionado. Por exemplo, estabelecem-se redes de comunicação por meio de mídias participativas, nas quais se apresentam notícias, fatos e novos meios de entretenimento em tempo real no mundo todo. Pessoas, agentes públicos e privados aparecem conectados.

Juntamente com essas modificações, fazem-se necessárias, também, mudanças na educação, ou ainda, nos métodos de ensino-aprendizagem. A velocidade em que ocorrem as transformações na sociedade torna cada vez mais provisórias ou temporárias as verdades construídas no saber-fazer científico (MITRE et al., 2008).

Grande parte das instituições de ensino faz uso de métodos de ensino tradicionais. Ambientes ou salas de aulas ganham nomes como “local onde todos dormem e uma pessoa fala”, o que deriva do fato de que o ato de ensinar acaba resumindo-se ao momento da aula expositiva, encerrando-se nele e desconsiderando a ação de ensinar. O ensino acaba ocorrendo de modo repetitivo, isto é, as aulas acabam sendo constituídas por falações do professor e audições dos alunos, normalmente desmotivados. O aprendizado é medido pelo volume de conhecimentos, informações memorizadas e facilmente repetidas nas provas, nunca refletidas ou analisadas

 

Estratégia 1 - Atividade de contrato de aprendizagem

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ESTRATÉGIA 1:

Atividade de contrato de aprendizagem

A complexidade crescente no âmbito mundial, nacional e local tem demandado o desenvolvimento de capacidades humanas cada vez mais amplas e profundas e, ao ingressar na educação básica ou no ensino superior, é preciso ajudar o aluno a compreender seu papel, o do professor e o da instituição.

Em um modelo de aprendizado ativo, essa prática se torna ainda mais importante, pois o aluno precisa ser sensibilizado sobre sua responsabilidade nesse processo.

Destaca-se que o engajamento do aluno em relação às novas aprendizagens é condição essencial para ampliar suas possibilidades de exercitar a autonomia na tomada de decisões em diferentes momentos do processo que vivencia, preparando-se para o exercício profissional.

Nesse sentido, a interação positiva com seus professores é uma das principais fontes para gerar engajamento, aliadas ao desenvolvimento de atividades pedagógicas diferenciadas. Por isso, sugere-se a realização de contrato de aprendizagem entre professores e alunos no início do processo.

 

Estratégia 2 - Análise de todos os fatores ou ideias

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24  Camargo & Daros

RECOMENDAÇÕES

Para crianças menores, ainda é possível realizar a lista de combinados da turma, lembrando que, de modo geral, os professores tendem a trazer as regras já prontas, e essa atitude representa um grande erro, capaz de colocar toda a negociação de modo sem sentido para os alunos.

Deixe as crianças dizerem o que podem e não podem fazer, construa juntos uma lista de atitudes que um bom aluno deve ter, combine as consequências que devem ocorrer quando não se cumpre o que combinou e aplique-as, caso seja necessário.

O debate, a lista de combinados e as regras de funcionamento da disciplina também podem ocorrer com alunos do ensino médio e da educação superior, caso o professor não queira aplicar um contrato de fato.

ESTRATÉGIA 2:

Análise de todos os fatores ou ideias

A análise de todos os fatores ou ideias (ATF/I) incentiva os alunos a pensarem sobre os fatores ou ideias relevantes acerca de um tema, problema ou assunto. Isso porque a estratégia oportuniza aos alunos discutirem, debaterem e considerarem a importância de cada fator ou ideia na tomada de decisão em questão.

 

Estratégia 3 - Aplicabilidade de um conceito por representação visual com envolvimento de estudo de caso ou unidade de aprendizagem

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Como alternativa, os alunos podem permanecer sentados e passar uma folha de flip-chart para o grupo ao lado, após determinado tempo. Assim, em vez de o grupo circular, a folha passa a movimentar-se pelos grupos.

SEQUÊNCIA DIDÁTICA

1. O professor promove o debate e a discussão com os alunos sobre a importância de considerar todos os fatores na tomada de decisão e no planejamento. Os fatores referem-se ao tema da aula; a situação-problema que está sendo tratada. Com a movimentação dos grupos ou das folhas, outros fatores, ainda não considerados, podem ser mais adequados do que aqueles antes pensados e mudar a tomada de decisão ou o planejamento que inicialmente acreditava-se que fossem os ideais ou corretos.

2. Em grupo, os alunos devem preencher o modelo de ATF/I (Fig. 1).

Exemplo de cenário de ATF/I

Foi realizado o planejamento para a construção de um novo terminal e pista no aeroporto de Foz do Iguaçu, para lidar com o número crescente de turistas e o acentuado interesse comercial na região da tríplice fronteira. No entanto, a comunidade local e os ambientalistas se opõem.

 

Estratégia 4 - Aplicativos na educação

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28  Camargo & Daros

discussão sobre a solução de problemas expostos, instiga e provoca, assim como acontece na vida, na qual os problemas aparecem sem avisar e precisam de solução.

ESTRATÉGIA 4:

Aplicativos na educação

Os aplicativos são programas de computador concebidos para processar dados eletronicamente. Têm como intuito facilitar e reduzir o tempo de execução de uma tarefa pelo usuário, bem como proporcionar o acesso aos novos conhecimentos de forma diferenciada.

Devido ao crescimento da produção de aplicativos desenvolvidos para auxiliar usuários a acessarem novos conhecimentos, eles têm sido amplamente utilizados como recurso pedagógico de alta relevância nos contextos educativos.

O uso de aplicativos em contextos educacionais é capaz de proporcionar diferentes possibilidades de trabalho pedagógico de modo significativo. No entanto, essas novas tecnologias digitais precisam ser utilizadas de maneira criativa e também crítica, buscando adequar seus usos aos conteúdos necessários.

 

Estratégia 5 - Aprendizagem em espiral

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ESTRATÉGIA 5:

Aprendizagem em espiral

A aprendizagem em espiral tem como fundamento a histórico-criticidade da apropriação do conhecimento. Essa estratégia foi criada pelo professor Armando Daros

Junior,1 e, conforme indicação do autor, deve ser utilizada para conteúdos mais complexos e que exigem um maior grau de sistematização, compreensão e criticidade. A aprendizagem em espiral possibilita que o aluno expanda seus horizontes analíticos, bem como permite o exercício argumentativo, pois parte da síncrese, ponto de partida no qual o estudante expõe seu argumento, ainda que de forma individual e pouco elaborada, passando pela análise, na qual os elementos que compõem o texto são mais bem explorados com o auxílio dos pares, e finaliza com a análise dos outros grupos e do docente, possibilitando a síntese, ponto de chegada no qual foram incorporadas as reflexões obtidas nas etapas anteriores e uma conclusão mais consistente.

Os pontos mais positivos dessa estratégia é garantir espaço ao aluno para que registre e expresse suas ideias, evitando que haja assimetrias na participação dos alunos, com alunos muito dominadores ou muito passivos, o que pode ocorrer dentro de dinâmicas com grupos muito numerosos.

 

Estratégia 6 - Árvore de problemas (HELMING; GÖBEL, 1998)

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Análise – Compreensão individual

Análise – Compreensão em pares

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Análise – Compreensão individual

Análise – Compreensão em pares

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Síntese do grupo

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Síntese do grupo

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Síncrese: Leitura inicial – Qual o conceito de desvio social?

Síncrese: Leitura inicial – Como se dá o processo de controle social?

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Figura 3 Modelo da aprendizagem em espiral.

ESTRATÉGIA 6:

Árvore de problemas

(HELMING; GÖBEL, 1998)

A árvore de problemas é uma estratégia que visa à análise de problemas, por meio da identificação das causas e efeitos relativos a um problema central (CORAL;

OGLIARI; ABREU, 2009). Assim, ao analisar, é feita a representação gráfica da situa­

ção ou problema (tronco), juntamente com suas causas (raízes) e efeitos (galhos e folhas).

Essa estratégia pode ser realizada após a estratégia de brainstorm, brainwriting ou outra que identifique o problema a ser resolvido. Pode ser realizada com o uso de post-its.

 

Estratégia 7 - Brainstorm com post-its

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36  Camargo & Daros

COMPETÊNCIAS

•• Análise.

•• Associação e desenvolvimento de ideias.

•• Trabalho em equipe.

•• Reflexão e tomada de decisão.

SEQUÊNCIA DIDÁTICA

1. As equipes devem ser formadas com no mínimo três e no máximo cinco alunos.

2. O problema central (ou situação) é relatado ou distribuído para que os grupos o analisem segundo a árvore de problemas. Esta atividade pode ser precedida de brainstorm. Neste caso, após o brainstorm, o grupo de alunos analisa o problema nele identificado fazendo uso da árvore de problemas.

3. Pode-se construir a árvore de problemas em folhas de flip-chart, A1 ou

A3, colocando-as na parede, se necessário, e preenchendo-as com o uso de post-its.

4. O problema central deve ser colocado no centro do papel (tronco da árvore).

5. Acima do problema, devem ser colocados os efeitos ou consequências derivadas do problema (galhos e folhas – copa da árvore).

6. Abaixo do problema central, deverão ser colocadas as causas que levaram

 

Estratégia 8 - Brainwriting

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Tema/assunto/ desafio/problema

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Estratégia 9 - Construindo um muro

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Problema/tema/assunto/desafio:

Sessão

Ideia 1

Ideia 2

Ideia 3

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Participante 1

Participante 4

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Participante 3

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Participante 2

Participante 5

Participante 6

Figura 6 Modelo de folha a ser entregue aos alunos para a prática do brainwriting.

•• lembrem que as ideias de­vem proporcionar va­lor ao usuário;

•• foque nas características que o produto deve ter.

ESTRATÉGIA 9:

Construindo um muro

A estratégia construindo um muro permite que os alunos considerem quais pontos são mais relevantes na construção de uma questão ou na resolução de um problema.

Os alunos devem priorizar ideias e informações, bem como discutir e justificar suas escolhas acerca do problema/questão.

Esta atividade pode ser precedida de um brainstorm com post-its, a fim de gerar ideias antes de se fazer a priorização.

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Estratégia 10 - Construção de situações-problema (cenário de aprendizagem)

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5. Em seguida, os grupos devem oferecer um feedback, justificando as escolhas e decisões na construção do muro. Enquanto um grupo se justifica para os demais, os outros podem anotar e sugerir novas ideias.

6. Como atividade complementar a esta, sugerem-se as estratégias mapeamento de causas, ou a árvore de problemas para se explorar mais os pontos considerados relevantes no muro.

ESTRATÉGIA 10:

Construção de situações-problema

(cenário de aprendizagem)

Na aprendizagem baseada em problemas, o “[...] disparador principal do processo ensino-aprendizagem é o problema ou situação-problema” (AQUILANTE et al.,

2011, p. 148). O problema coloca o aluno no centro do processo, como protagonista. No entanto, é necessário construir situações-problema que vão estruturar essa aprendizagem, de modo que esses cenários ou problemas sejam situações que se caracterizem como um problema para os alunos. Trata-se, portanto, de construir um cenário de aprendizagem, com início e fim bem definidos.

 

Estratégia 11 - Construção de um estudo de caso

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44  Camargo & Daros

SEQUÊNCIA DIDÁTICA

1. Os objetivos de aprendizagem para o problema devem ser listados.

2. O contexto do problema no mundo real deve ser definido – é importante procurar inspiração em revistas, jornais e em conversas com profissionais da área para conseguir aplicações realistas dos conteúdos do problema.

3. A estrutura do problema deve ser estabelecida – nesta etapa, pode-se fazer as seguintes perguntas: Como será a aparência do problema? Que perguntas abertas é possível inserir? Qual será a estrutura do problema? Quantos períodos serão necessários para os estudantes concluírem o processamento do problema? Enquanto o problema é trabalhado, serão adicionadas informações aos estudantes em páginas subsequentes? Quais são os recursos que os estudantes precisarão? Qual é o produto que os estudantes terão de elaborar?

4. Deve-se lembrar que não se pode confundir os estudantes com muitas informações e detalhes.

5. Situações mais detalhadas podem demandar maior tempo de processamento e busca de novas informações.

 

Estratégia 12 - Corrida intelectual gamificada

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problema ou assunto com os demais colegas ou alunos. Deve-se tecer correlações com a teoria.

•• Relato sobre a percepção dos alunos, procurando-se analisar a importância do tema ou assunto para eles.

•• Considerações finais.

7. Deve-se lembrar que o estudo de caso deverá ser um texto de três páginas no máximo. Deve-se solicitar aos alunos que explorem sua capacidade de síntese e argumentação. Pode-se fazer uso de gráficos, figuras, imagens e fotos, etc. Outra estratégia que pode ser utilizada é a de narrar histórias.

Neste caso, serão narradas as histórias de vidas dos alunos acerca do tema.

ESTRATÉGIA 12:

Corrida intelectual gamificada

A corrida intelectual gamificada consiste em uma atividade pedagógica que pode ser trabalhada com uma diversidade de conteúdos.

Como se trata de um jogo em grupo, de caráter competitivo, observa-se que a estratégia garante o engajamento e a motivação dos estudantes para o aprendizado.

 

Estratégia 13 - Debate dois, quatro e todos

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ESTRATÉGIA 13:

Debate dois, quatro e todos

Uma prática comum nas aulas é o uso de debates com o intuito de ampliar a visão dos estudantes e ainda favorecer a capacidade de argumentação. No entanto, há de se levar em conta que, em situações de debates, nem todos os alunos participam

– os que participam têm a oportunidade de esclarecer e aprofundar os conhecimentos por meio da exposição verbal na aula. Contudo, a maneira de garantir que o grupo todo se envolva no processo de aprendizado ativo é convocar aos colegas a tarefa simultânea por meio da fórmula “compartilhar, escutar e criar”.

Nesse sentido, a atividade debate dois, quatro e todos é simples e possibilita que o estudante reflita sobre o conteúdo e debata e compartilhe suas ideias.

Essa atividade permite aos alunos participarem na troca e confrontação das ideias. Se eles pensam de maneira ativa quanto ao conteúdo apresentado, podem construir seus conhecimentos e tomar em conta o apreendido ou o que ainda não entendem.

 

Estratégia 14 - Debate inteligente

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Na segunda fase, caso seja interessante, o professor deve solicitar que os estudantes proponham possíveis soluções à primeira questão (resposta) dos outros grupos.

ESTRATÉGIA 14:

Debate inteligente

Debater é uma atitude fundamental no processo de escolarização. No entanto, é preciso ensinar os alunos a fazerem isso de forma adequada, caso contrário, pode-se tornar um momento apenas de apresentação de “achismos” infundados.

Para participar de um debate, os estudantes devem ter o preparo dos argumentos, de maneira lógica e racional, na defesa do posicionamento. Também devem estar abertos aos diversos pontos de vista e, por isso, a estratégia debate inteligente visa garantir a qualidade na defesa e na construção das argumentações dos estudantes.

O debate inteligente ajuda os estudantes a discutirem suas ideias, levarem em conta as pesquisas quanto ao tema, organizarem a informação e proporem seus próprios posicionamentos.

 

Estratégia 15 - Design thinking de curta duração

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3. Cada dupla fará o preparo de sua breve apresentação (10 a 15 minutos).

Assim, cada dupla expõe seu posicionamento a outra equipe. Nas apresentações, o restante dos alunos só escutará, sem expor qualquer opinião.

4. Ao término das apresentações, os estudantes poderão se manifestar e propor outros argumentos, para garantir seu posicionamento.

Ao mediar essa atividade, o professor deve deixar expostas as seguintes regras: a. Seja respeitoso com os outros, mesmo que esteja em desacordo com seu posicionamento ou ideias. b. Não critique a pessoa, mas o argumento. c. Não receba as críticas como ataque pessoal. d. Escute aos demais, ainda que não concorde com eles. e. Mude a opinião quando os fatos são inequívocos. f. Tente entender ambos os lados. g. Tente entender as diferenças dos pontos de vista antes do consenso.

Ao término, os estudantes deixam as discussões dos grupos e as abrem ao grande grupo, procurando o consenso quanto ao tema em pauta, a fim de dar resposta à questão original com a mediação do professor.

 

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