Psiquiatria - Estudos Fundamentais

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Psiquiatria | Estudos Fundamentais é um tratado completo e abrangente, que contempla os principais transtornos e tratamentos psiquiátricos, apresenta os exames e instrumentos de avaliação mais relevantes para a psiquiatria, discute questões clínicas importantes (como suicídio, obesidade e educação para a morte) e bastante atuais (síndrome de burnout, dependência da internet, cyberbullying), além de avaliar as particularidades de grupos especiais de pacientes, de crianças a idosos._x000D_
Com texto claro e objetivo, fundamentado nos critérios mais atuais da APA e da Organização Mundial da Saúde (inclusive discutindo as mudanças propostas pela CID-11 em 2018), este livro é referência indispensável a médicos e estudantes de Psiquiatria.

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3 - Religiosidade, Espiritualidade e Transtornos Mentais

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3

Religiosidade, Espiritualidade e Transtornos Mentais

Vívian Hagen Antônio Oliveira  André Stroppa  Homero Vallada  Alexander Moreira-Almeida

Introdução

Ao longo da História, religião e cuidados com a saúde sempre estiveram intimamente ligados. Na Antiguidade, hábitos de higiene e saúde foram incorporados aos ri­ tuais religiosos entre judeus, egípcios, persas e gregos, e os sacerdotes eram responsáveis por conduzir os ofí­ cios religiosos e o atendimento aos doentes. Na Idade

Média, mosteiros destinavam parte de seus aposentos ao abrigo de enfermos, o que deu início às enfermarias e também às farmácias e hortas medicinais. Ao final des­ se período, surgiram as primeiras universidades para o ensino de filosofia, teologia e medicina e várias ordens religiosas foram fundadas com o objetivo de prover cuidados a pessoas enfermas.1 As relações entre insti­ tuições religiosas e saúde se mantêm até a atualidade tanto no Brasil, a exemplo da Pastoral da Infância, das

 

14 - Transtornos Mentais Secundários a Doenças Orgânicas

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14

Transtornos Mentais Secundários a Doenças Orgânicas

Lucas de Castro Quarantini  Gabriela N. Diniz  Gustavo Carneiro Gomes Leal 

Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro

Introdução

A nomenclatura orgânico remete a uma abordagem dicotômica dos transtornos psiquiátricos, na qual haveria divisão nítida entre quadros ditos funcionais, de origem psicológica e “localizados” na mente como depressão, esquizofrenia entre outros, e quadros orgânicos, decorrentes de lesões anatomopatológicas e localizados no cérebro.

Essa separação é, de certo modo, derivada de análise simplificada da visão do filósofo René Descartes, na qual corpo e mente seriam “substâncias” distintas (res extensa e res cogitans), teoria conhecida como dualismo cartesiano.1

Do século XVIII ao início do século XX, houve grande expansão do conhecimento das bases anatomopatológicas de diversas doenças neurológicas, mas não dos transtornos mentais clássicos, ao passo que se expandiram novas abordagens psicodinâmicas como a psicanálise, o que aprofundou a cisão funcional-orgânico, bem como a separação da psiquiatria e da neurologia como especialidades distintas.2,3

 

16 - Transtorno Bipolar

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Transtorno Bipolar

Raphael de Oliveira Cerqueira  Melina Teixeira  Angela Marisa de Aquino Miranda Scippa 

Elisa Brietzke  Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro

Introdução

O transtorno bipolar (TB) é uma doença mental de elevado impacto no indivíduo, na família e na sociedade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerada a sexta causa de incapacidade em indivíduos na faixa etária entre 15 e 44 anos ao redor do mundo. Caracteriza-se pela alternância de episódios de humor depressivo e maníaco (eufórico ou irritável) com períodos de humor relativamente inalterado (chamados de eutimia). Além do humor, esses episódios também afetam ou podem afetar o sono, o nível de energia, a atividade psicomotora, o apetite e o processamento das informações sobre si mesmo e o ambiente.

Existe uma variabilidade importante na maneira como o TB se apresenta nos seus portadores, mas as classificações nosológicas na Psiquiatria reconhecem duas formas principais: o TB do tipo I e o TB do tipo II. O

 

19 - Transtornos de Dependência a Substâncias Psicoativas

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19

Transtornos de Dependência a Substâncias Psicoativas

Ana Cecilia Petta Roselli Marques  Carla Bicca  Carlos Alberto Iglesias Salgado 

Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro

Introdução

O uso de substâncias que alteram o estado mental, denominadas substâncias psicoativas (SPA), acompanha a história da humanidade e insere-se nas mais variadas culturas.1 Existem registros desde a Antiguidade sobre o uso voluntário de SPA com o objetivo de fugir da normalidade e provocar alterações na percepção, de maneira a modificar a interação do homem com o mundo que o cerca e, portanto, o seu comportamento. Muito comumente, os rituais acompanham o uso de SPA. Sua presença fora dos rituais também é parte de inúmeras culturas, diversas vezes com fins recreativos. Todavia, não raramente esse uso pode ser caracterizado como abusivo.

A complexidade do tecido cultural e das comunica­ções tem possibilitado a expansão e a generalização mun­dial de inúmeros hábitos, entre eles o uso de SPA. Inadver­ tidamente, apesar da quantidade crescente de informações sobre os riscos, o homem tem se inclinado cada vez mais a alterar seu estado mental, por variados meios. A medida das consequências é, muitas vezes, mal avaliada, e os resultados patológicos pesam na qualidade de vida dos usuários e seus circunstantes, além dos sistemas de atenção à saúde. É enganoso associar o uso abusivo de SPA apenas às drogas ilícitas, de produção, comercialização e uso criminosos. De fato, o uso abusivo pode ocorrer com muitas drogas lícitas – cujo consumo é socialmente aceito

 

36 - O Médico como Paciente

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36

O Médico como Paciente

Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro

Introdução

A imagem idealizada do médico como benfeitor da humanidade, vinculada à filantropia, à renúncia e ao sacerdócio, segundo a qual ele abre mão de seus próprios interesses em prol dos pacientes, sem preocupar-se com o próprio bem, vem perdendo força. Isso ocorre em função das mudanças sociais, que aumentam as exigências no trabalho e pioram as condições de atuação do médico, submetendo-o a duras jornadas de trabalho, que prejudicam sua qualidade de vida.

É cada vez mais difícil ser médico. Além da maior demanda por conhecimento técnico, por um perfeccionismo tecnológico, por um raciocínio lógico e ágil capaz de subsidiar decisões e condutas, também se esperam terapêuticas cada vez mais eficazes e que os médicos mantenham uma relação gentil e cordial com os colegas, os pacientes e seus familiares, propiciando um clima de segurança e confiança.

Essas experiências podem ser conflitantes, por ressaltarem o papel essencial da relação médico/paciente tão idealizado e desejado, cada vez mais sacrificado em favor dos avanços, levando a uma medicina menos humana e mais tecnológica.

 

40 - Suicídio

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40

Suicídio

Comportamento Suicida

Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro 

Humberto Correa

Introdução

A expectativa de vida aumentou substancialmente nos

EUA, de 51 anos em 1910 para quase 79 anos (81 anos, mulheres; 76 anos, homens) em 2010 – a estatística de saúde mais importante do século XX.1 Frente a isso, realizou-se um estudo para entender o excesso de mortalidade entre pessoas com transtornos mentais, as quais têm uma redução na expectativa de vida de 10 anos. Em todo o mundo, aproximadamente 8 milhões (14,3%) de mortes a cada ano são atribuíveis a transtornos mentais. Estes estão entre as causas mais importantes de morte no mundo.

Por isso, convém mais esforços para quantificar e abordar melhor os transtornos mentais e como evitar a mortalidade nestes casos.2 Thomas Insel destacou que as recentes melhorias na expectativa de vida da população em geral não foram compartilhadas por pessoas com transtorno mental.1 Ele apresentou o gráfico da Figura 40.1.

 

42 - Dependência da Internet e de Jogos Eletrônicos, Redes Sociais e o Cyberbullying na Prática Psiquiátrica

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42

Dependência da Internet e de

Jogos Eletrônicos, Redes Sociais e o Cyberbullying na Prática

Psiquiátrica

André Brasil Ribeiro  Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro

Introdução

As ferramentas digitais de uso pessoal, sejam estáticas ou móveis, como computadores de mesa e dispositivos portáteis (notebooks, smartphones e tablets), surgiram como necessidade intrínseca a uma nova realidade desenhada desde a evolução eletrônica e de comunicação proporcionada pela internet. Até então restrita a ambientes acadêmicos, militares e governamentais, a transmissão de dados em tempo real transformou-se em inegável paradigma de uma nova era de comunicações, entretenimento e educação.

Como registro histórico, a internet foi criada em 1969, nos EUA, com o nome de Arpanet (Figura 42.1). Sua função inicial era interligar unidades de pesquisas na

Universidade da Califórnia.1 Essa rede, até então, era pertencente ao Departamento de Defesa do governo norte-americano, que no período atravessava o auge da

 

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