Gestão de riscos no mercado financeiro

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As grandes crises financeiras das últimas décadas colocaram à prova os sistemas de medição e controle de riscos de diversas empresas e instituições financeiras, tornando fundamental o entendimento sobre como lidar com a gestão de risco.
Este livro aborda o risco em diferentes perspectivas, trazendo sempre metodologias e ferramentas para auxiliar os gestores, tanto da área corporativa quanto do mercado financeiro, a tomar decisões mais eficazes a fim de obter benefícios para as empresas e para a economia nacional.
Entre os temas propostos, esta obra discute as crises financeiras e seus impactos no Brasil e no mundo, define os principais tipos de risco (bem como a diferença entre risco e incerteza), fala sobre o risco de mercado e propõe ferramentas para lidar com ele, trabalha as questões relacionadas ao crédito e suas metodologias de cálculo e traz um debate sobre os riscos operacionais (sua estrutura e gerenciamento), além de tratar do compliance e do risco reputacional, temas tão relevantes para a saúde da economia e dos cidadãos.
Trata-se de leitura essencial para quem quer administrar de forma consciente os riscos financeiros e ter uma visão ampliada da economia nos cenários nacional e internacional.

 

56 capítulos

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1.1 AS CRISES FINANCEIRAS DOS ANOS 2000

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Gestão de riscos no mercado financeiro

1.1 AS CRISES FINANCEIRAS DOS ANOS 2000

Considerada a maior crise desde a quebra da Bolsa em 1929, a crise financeira internacional dos anos 2000 afetou todos os países. Iniciada em 2007, com a Crise do subprime, a crise financeira internacional dos anos 2000 se desdobrou em duas grandes ondas: a primeira onda da crise derrubou os bancos em 2008 e a segunda onda derrubou os governos em 2010.

Figura 1.1

Fases da crise financeira internacional dos anos 2000

2007/08 – Dívida Privada

Crise do subprime se origina nos bancos norte-americanos.

2008/09 – Crédito/Bancária

Crise bancária sistêmica se espalha nos EUA para a Europa.

2010 – Dívida Soberana

Problemas de dívida soberana na periferia da Zona do Euro.

2011 – Política

Dificuldades políticas quanto aos acordos de consolidação fiscal e ajustamento.

Fonte: PINHEIRO, 2016.

1.1.1 A Crise do subprime

A Crise do subprime foi desencadeada em 2006, a partir da quebra de instituições de crédito dos Estados Unidos que concediam empréstimos hipotecários de alto risco, arrastando vários bancos para uma situação de insolvência e repercutindo sobre as bolsas de valores de todo o mundo. A crise ganhou destaque a partir de fevereiro de

 

1.2 CRISE FINANCEIRA EUROPEIA: CRISE DAS DÍVIDAS SOBERANAS

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Gestão de riscos no mercado financeiro

1.2 CRISE FINANCEIRA EUROPEIA: CRISE DAS

DÍVIDAS SOBERANAS

Em 2010, uma segunda onda da crise originada com a Crise do subprime atingiu os países da zona do euro, levando-os a situações de insolvência. Fragilizados pelo seu elevado endividamento, alguns países tiveram dificuldade no pagamento ou refinanciamento de suas dívidas sem a ajuda de terceiros. Isso reduziu a confiança dos investidores nesses países e levou a uma grande crise e turbulência em seus mercados, que ficou conhecida como Crise Financeira Europeia ou Crise da zona do euro.

A crise começou com a difusão de rumores sobre o nível da dívida pública da

Grécia e o risco de suspensão de pagamentos pelo governo grego. Apesar de as dificuldades com a dívida grega terem iniciado no final de 2009, só se tornaram públicas em 2010. Essa crise resultou tanto da crise econômica mundial como de fatores internos ao próprio país, como o forte endividamento (cerca de 120% do PIB) e déficit orçamentário superior a 13% do PIB.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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Além disso, a crise também trouxe consequências como:

fuga de capitais de investidores; escassez de crédito; aumento do desemprego; descontentamento popular com medidas de redução de gastos adotadas pelos países como forma de conter a crise;

� redução dos ratings das nações e dos bancos dos países mais envolvidos na crise;

� queda do PIB dos países da União Europeia como consequência do desaquecimento da economia mundial;

� recessão econômica mundial provocada pela contaminação de países fora da zona do euro.

Em 2010 foi criado o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) com o objetivo de preservar a estabilidade financeira na Europa providenciando ajuda financeira aos países que foram mais afetados pela crise. Foi criado também o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (EFSM, na sigla em inglês), um programa de financiamento de emergência que utilizava fundos dos mercados financeiros. Tais programas foram substituídos, em 2012, pelo Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês), que visava providenciar acesso imediato dos estados-membros da zona do euro a programas de assistência financeira.

 

QUESTÕES PARA REFLEXÃO

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Capítulo 1 O risco financeiro e o ambiente econômico: as crises financeiras dos anos 2000

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As mudanças ocorridas nas economias dos diversos países têm repercussões diretas nos mercados financeiros internacionais. O grande desenvolvimento dos meios de comunicação, com acesso on-line às informações, permitiram grande crescimento no volume e maior rapidez em sua difusão. Estas mudanças provocaram grande desenvolvimento nos mecanismos de negociação dos mercados financeiros e aumentaram sua sensibilidade às mudanças na economia e consequentemente trazem mais riscos financeiros às operações.

As crises dos anos 2000 demonstraram que os mercados financeiros e suas respectivas economias não estavam preparados para essas situações e foram surpreendidos com a integração entre os mercados e a velocidade com que os capitais se movimentam. A crise da Europa não só gerou efeitos adversos nas economias dos países mais atingidos, como também teve impacto político significativo na governabilidade de 8 dos 17 países da zona do euro, levando a mudanças de poder na Grécia, Irlanda, Itália, Portugal, Espanha, Eslovénia, Eslováquia e Países Baixos.

 

REFERÊNCIAS

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Referências

ASCHINGER, G. A natureza das crises financeiras. Reuna, Belo Horizonte, v. 1, n. 3, mar. 1997.

BAGEHOT, W. Lombard street – A description of the money market. New York: Richard D.

Irwin. Inc., 1962.

KRUGMAN, P. A Model of Balance-of-Payments Crises. Journal of Money, Credit, and Banking, v. 106, p. 669-68, aug. 1979.

PINHEIRO, J. L. Mercado de capitais. 8. ed. São Paulo: Gen/Atlas, 2016.

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19/03/18 16:50

 

INTRODUÇÃO

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Introdução

Como vimos no Capítulo 1 – O risco financeiro e o ambiente econômico, o ambiente econômico tem sofrido grandes mudanças ao longo dos anos 2000. Como consequência, novos níveis de risco foram trazidos à realidade das empresas. A atividade empresarial, pelo simples fato de encontrar-se nesse ambiente, vê-se submetida a uma série de riscos, motivados pela falta de certeza sobre o futuro.

Risco é algo inerente à atividade empresarial. Portanto, conhecer os riscos, comprovar se existem ferramentas, decisões ou ações que possam reduzi-los ou eliminá-los e calcular os custos associados a essas iniciativas são algumas das questões que o gestor deve considerar antes de empreender ou conduzir qualquer atividade.

O conhecimento insuficiente ou incompleto do futuro (ou seja, a incerteza ou imprevisibilidade) é a primeira dimensão a que o risco é tipicamente associado.

A falta de controle dos resultados, inerente a qualquer tipo de investimento, pode ser considerada a segunda dimensão.

 

2.1 O QUE É RISCO?

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Introdução

Como vimos no Capítulo 1 – O risco financeiro e o ambiente econômico, o ambiente econômico tem sofrido grandes mudanças ao longo dos anos 2000. Como consequência, novos níveis de risco foram trazidos à realidade das empresas. A atividade empresarial, pelo simples fato de encontrar-se nesse ambiente, vê-se submetida a uma série de riscos, motivados pela falta de certeza sobre o futuro.

Risco é algo inerente à atividade empresarial. Portanto, conhecer os riscos, comprovar se existem ferramentas, decisões ou ações que possam reduzi-los ou eliminá-los e calcular os custos associados a essas iniciativas são algumas das questões que o gestor deve considerar antes de empreender ou conduzir qualquer atividade.

O conhecimento insuficiente ou incompleto do futuro (ou seja, a incerteza ou imprevisibilidade) é a primeira dimensão a que o risco é tipicamente associado.

A falta de controle dos resultados, inerente a qualquer tipo de investimento, pode ser considerada a segunda dimensão.

 

2.2 ORIGEM DOS RISCOS FINANCEIROS

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Gestão de riscos no mercado financeiro

2.2 ORIGEM DOS RISCOS FINANCEIROS

Qual é a origem dos riscos de mercado? Respondendo a esta pergunta, Vilariño Sanz expõe a seguinte hipótese:

Na medida em que parece razoável aceitar que o preço atual de qualquer ativo é a expressão de um fluxo de liquidez futura descontado, em geral incerto, os riscos de mercado nos remetem aos fatores que a determinam: ao caráter não previsível de variáveis como os lucros futuros das empresas, às taxas de juros e às taxas de câmbio, e, em geral, à incerteza da atividade econômica futura e à frequência com que aparecem surpresas que modificam a situação.2

Com base nessa hipótese, pode-se dizer que os riscos de mercado têm origem nas mudanças não antecipadas por agentes dos fatores fundamentais que determinam o preço atual.

Os riscos financeiros podem ter:

� origem – comercial ou financeira;

� natureza – cambial, taxa de juros, preço do produto. a) Risco cambial: a volatilidade das moedas pode alterar as entradas e a estrutura de custos de uma empresa, afetando toda a operação de seu negócio e sua competitividade.

 

2.3 TIPOLOGIA DOS RISCOS FINANCEIROS

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� Identificação dos riscos financeiros

Nesta etapa, além de conhecer os fatores e variáveis internos que podem gerar resultados negativos, também é imprescindível um amplo conhecimento dos fatores externos. Isso significa que a identificação e o diagnóstico dos riscos a que está exposta a empresa só terão êxito caso se tenha um conhecimento profundo tanto da própria empresa como dos mercados nos quais ela desenvolve suas atividades, assim como da evolução dos principais indicadores e variáveis macroeconômicos, tanto nacionais como internacionais.

� Avaliação dos riscos financeiros

Implica, por um lado, realizar uma análise profunda da sensibilidade dos distintos fatores de risco e, por outro, quantificar os possíveis impactos negativos que o comportamento desses fatores terá sobre a empresa, incidindo particularmente nos efeitos produzidos por aqueles fatores mais sensíveis.

� Controle e gestão dos riscos financeiros

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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Capítulo 2

Riscos financeiros

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2.3.4 Risco legal

O risco legal traduz a possibilidade de ocorrência de perdas pelo fato de um contrato não ter aplicabilidade legal e inclui riscos resultantes de documentação insuficiente e de poderes reduzidos da contraparte.

Esse risco ocorre com a possibilidade de uma perda em função da não execução de uma operação provocada pela incapacidade de uma das partes de cumprir os compromissos assumidos ou por não existir uma fiscalização clara ou não se ajustar ao marco legal estabelecido.

O risco legal também ocorre quando uma contraparte não tem autoridade legal ou regulamentária para realizar uma transação e pode resultar em conflitos entre os acionistas contra as empresas, que sofrem, dessa forma, grandes perdas. Pode desdobrar-se em dois tipos, como segue.

� Risco jurídico

É o risco de que uma operação não cumpra com as leis e os regulamentos aplicáveis e, portanto, de que a empresa fique exposta a possíveis penalidades civis, criminais ou administrativas, assim como à publicidade desfavorável.

 

QUESTÕES PARA REFLEXÃO

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Gestão de riscos no mercado financeiro

Hoje, as operações financeiras estão expostas a riscos que podem produzir grandes impactos nos resultados e na continuidade das empresas. Entre os diversos tipos de riscos aos quais as operações financeiras estão expostas, os financeiros são considerados os mais importantes por suas características e natureza. Portanto, para a análise e gestão das operações financeiras é necessário um domínio conceitual dos riscos financeiros a fim de minimizar seus impactos negativos nos resultados futuros dessas operações.

Questões para reflexão

1. Defina o risco financeiro em suas diversas concepções.

2. Como surgem os riscos financeiros?

3. Analise os diferentes tipos de riscos financeiros.

4. Qual a importância do risco financeiro para a gestão financeira das empresas e suas operações no mercado financeiro?

Referências

BANCO SANTANDER. Apostila de treinamento. Madrid, 1999.

DÍEZ DE CASTRO, L. T.; LÓPEZ PASCUAL, J. Dirección financiera: planificación, gestión y control. Madrid: Pearson Educación. 2001.

 

REFERÊNCIAS

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Gestão de riscos no mercado financeiro

Hoje, as operações financeiras estão expostas a riscos que podem produzir grandes impactos nos resultados e na continuidade das empresas. Entre os diversos tipos de riscos aos quais as operações financeiras estão expostas, os financeiros são considerados os mais importantes por suas características e natureza. Portanto, para a análise e gestão das operações financeiras é necessário um domínio conceitual dos riscos financeiros a fim de minimizar seus impactos negativos nos resultados futuros dessas operações.

Questões para reflexão

1. Defina o risco financeiro em suas diversas concepções.

2. Como surgem os riscos financeiros?

3. Analise os diferentes tipos de riscos financeiros.

4. Qual a importância do risco financeiro para a gestão financeira das empresas e suas operações no mercado financeiro?

Referências

BANCO SANTANDER. Apostila de treinamento. Madrid, 1999.

DÍEZ DE CASTRO, L. T.; LÓPEZ PASCUAL, J. Dirección financiera: planificación, gestión y control. Madrid: Pearson Educación. 2001.

 

INTRODUÇÃO

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Introdução

O risco de mercado se associa às políticas monetárias entre países, assim como a seus interesses e fatores de produção relacionados. Câmbio, juros e preços de commodities e de ativos sofrem constante influência de variáveis geopolíticas, entre outras incertezas de mercado em relação à expectativa sobre essas economias.

Este capítulo aborda o tema das inter-relações existentes entre as economias mundiais, justificando historicamente essa abordagem ao longo do tempo e de que modo ela afeta os indicadores macroeconômicos, produtivos e de mercado. Apresenta, ainda, pontos que relacionam bolhas ao crescimento e à necessidade de maior regulação.

Posteriormente, conceitua e exemplifica o risco de mercado em sua classificação e segmentação mais tradicional, sendo apresentados de maneira formal os seguintes riscos: de juros, de ações, cambial e commodities.

São introduzidas, ainda, as aplicações, no Brasil, de métricas de mensuração do risco como volatilidade e a do Value at Risk (VaR).

 

3.1 GUERRA CAMBIAL E A POLÍTICA DE JUROS NAS ECONOMIAS MUNDIAIS

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Introdução

O risco de mercado se associa às políticas monetárias entre países, assim como a seus interesses e fatores de produção relacionados. Câmbio, juros e preços de commodities e de ativos sofrem constante influência de variáveis geopolíticas, entre outras incertezas de mercado em relação à expectativa sobre essas economias.

Este capítulo aborda o tema das inter-relações existentes entre as economias mundiais, justificando historicamente essa abordagem ao longo do tempo e de que modo ela afeta os indicadores macroeconômicos, produtivos e de mercado. Apresenta, ainda, pontos que relacionam bolhas ao crescimento e à necessidade de maior regulação.

Posteriormente, conceitua e exemplifica o risco de mercado em sua classificação e segmentação mais tradicional, sendo apresentados de maneira formal os seguintes riscos: de juros, de ações, cambial e commodities.

São introduzidas, ainda, as aplicações, no Brasil, de métricas de mensuração do risco como volatilidade e a do Value at Risk (VaR).

 

3.2 CONCEITOS DO RISCO DE MERCADO E APLICAÇÕES NO BRASIL

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Essa resolução exemplifica o objetivo de uniformizar os registros contábeis dos atos e fatos administrativos praticados e os eventos econômicos ocorridos; racionalizar a utilização de contas; estabelecer regras, critérios e procedimentos necessários à obtenção e divulgação de dados; possibilitar o acompanhamento, a análise, a avaliação do desempenho e o controle dos fundos de investimento especificados, de modo que as demonstrações contábeis elaboradas expressem, com fidedignidade e clareza, a real situação econômico-financeira do fundo.

3.1.4 Mapeamento dos riscos de mercado

Regulação, transparência e gestão do risco são tendências percebidas no mercado atual de ativos financeiros. Mapear os riscos, especialmente os relativos ao mercado, e compreendê-los, em conteúdo e forma de mitigação, é um mecanismo necessário a investidores e empresas.

Essa inter-relação de mercados, de conflitos de interesse, de políticas de juros, de câmbio, commodities e preços de ativos – afetada pela política monetária e produtiva entre os países, supervalorizada pelo crédito e expansão de ativos e derivativos financeiros – torna a gestão do risco imprescindível. Assim, o conceito desse risco e seus produtos e estratégias, bem como mecanismos de proteção a ele vinculados, são detalhados a seguir.

 

3.3 RISCO CAMBIAL

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Capítulo 3

Risco de mercado

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3.3 RISCO CAMBIAL

O risco cambial se refere à quantificação da incerteza não prevista pelo mercado em relação à taxa de câmbio. Muitos associam essa medida à desvalorização prevista, o que de fato não representa o risco, e, sim, a expectativa cambial esperada pelos agentes de mercado. É evidente, no entanto, que quanto maior a variabilidade da taxa de câmbio, maior sua volatilidade e, consequentemente, o risco cambial implícito, ou seja, o valor que o mercado cobrará pela incerteza da variação cambial no futuro.

O gráfico a seguir demonstra as cotações do dólar frente ao real a partir de julho de

1994, após o Plano Real.

4,50

350%

4,00

300%

3,50

250%

3,00

200%

2,50

150%

2,00

100%

1,50

50%

1,00

0,50

0%

0,00

–50%

94

0

98

96

7/

0

1/

0

0

0

1/

 

3.4 RISCO DE AÇÕES

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Gestão de riscos no mercado financeiro

juros de longo prazo (relacionada à maturidade da estrutura da dívida pública), a qual reflete em decisões de poupança e de empréstimos imobiliários (estes últimos, atualmente, em um cenário de juros mais baixos, vinculados à própria taxa Selic), interferindo diretamente no mecanismo de transmissão desses recursos e de impactos na economia. Em síntese, ações dos agentes reguladores afetam expectativas de curto prazo, embora se equilibrem no longo prazo. Os efeitos da demanda agregada estabelecidos pelos juros de longo prazo podem também ser discutidos em uma abordagem estruturalista, que pressupõe interferência dos juros nessa demanda.

A estrutura da dívida pública e de sua dinâmica de financiamento é outro ponto de relação com a curva de juros. A oferta de títulos públicos nessas captações possui vínculo com a taxa de curto prazo, mas também conduz a política monetária referente às taxas de longo prazo. Os títulos públicos são ofertados em diversos vencimentos e caracterizam como o governo financia seu orçamento.

 

3.5 MÉTRICAS DE GESTÃO DO RISCO DE MERCADO

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Capítulo 3

Risco de mercado

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Gráfico 3.5 Série histórica IBOV/USD – 1994 a 2016

Fonte: elaborado pelos autores.

A seguir são propostas medidas para aferição do risco de mercado, aplicáveis às ações e a outros ativos.

3.5 MÉTRICAS DE GESTÃO DO RISCO

DE MERCADO

3.5.1 Volatilidade histórica e EWMA

3.5.1.1 A relevância da volatilidade

Volatilidade é uma forma de exprimir a frequência e intensidade da flutuação dos preços, daí definir a variabilidade de um ativo no futuro, ou sua variância. Muitas são, então, as tentativas e métodos preditivos para se chegar a resultados condizentes com o ocorrido no mercado. O mais comum deles é pelo cálculo das variâncias passadas

(volatilidade histórica). Constatam-se ainda outros conceitos, como a volatilidade condicionada e a volatilidade implícita.

Há de se considerar, não obstante, suas características intrínsecas para melhor compreensão e estimação de todo o processo.

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