Curso Prático de Contabilidade - Analítico e Didático, 2ª edição

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Livro indicado para as disciplinas Contabilidade Básica, Introdução à Contabilidade e Contabilidade Geral dos cursos de graduação em Ciências Contábeis, Administração, Economia e áreas afins. Recomendado também para profissionais que desejam adquirir conhecimentos introdutórios sobre Análise das Demonstrações Contábeis e Gestão de Custos, além de noções sobre Controles Internos._x000D_ Antigamente, não existiam computadores. A contabilidade era feita à mão. Assim, o ato de “fechar o balanço” era parte obrigatória do aprendizado da Contabilidade. Horas e horas eram devotadas a essa “nobre” atividade. Os melhores profissionais eram aqueles que não cometiam erros e que tinham uma boa caligrafia, é claro! Nos dias atuais, o lançamento contábil é feito em computadores, com softwares que podem verificar o total dos débitos e dos créditos a qualquer momento e rapidamente. Ou seja, o ato de “fechar balanço” tornou-se uma tarefa menos importante para um excelente contador._x000D_ Assim, a proposta desta nova edição de Curso Prático de Contabilidade, agora em um único volume, é ensinar não apenas a fechar o balanço, mas também a interpretar os eventos, analisar os números, verificar o que eles significam._x000D_ A preocupação dos autores foi usar uma linguagem clara, direta e objetiva, sem deixar de lado o rigor dos conceitos e do conteúdo. Por isso, adotaram recursos didáticos com o objetivo de ajudar o estudante na fixação do conteúdo estudado, buscando tornar o aprendizado mais lúdico e fácil._x000D_ _x000D_

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13 capítulos

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1 - Introdução às demonstrações contábeis

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1

INTRODUÇÃO ÀS

DEMONSTRAÇÕES

CONTÁBEIS

INICIANDO A CONVERSA

Susa era uma cidade localizada na Ásia, onde atualmente seria o Irã. Sua posição geográfica era importante, estando situada a leste do rio Tigre. Essa cidade representou durante muitos anos, até ser destruída pelos assírios, a capital do reino dos elamitas.

Nesse local, três homens chegaram a um acordo sobre o número de cabeças existentes num rebanho: 147 cabeças contadas. Para garantir que o número não seria esquecido nem objeto de contestação, um deles utiliza uma porção de argila e faz um objeto com um buraco, cuja aparência final é uma urna, do tamanho de uma bola de tênis. É preciso agora expressar a existência das 147 cabeças contadas. Para isso, esse mesmo homem deposita um disco que irá representar 100 carneiros contados. Para representar 40 outras cabeças do rebanho, o homem utiliza quatro esferas. Para finalizar, coloca sete bastões que irão representar mais sete cabeças. Está representada a quantidade contada.

 

2 - Analisando as demonstrações contábeis

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2

ANALISANDO AS

DEMONSTRAÇÕES

CONTÁBEIS

INICIANDO A CONVERSA

Sabemos que a contabilidade é bastante antiga, conforme a história narrada no início do Capítulo 1 deste livro.

Um grande salto ocorreu no século XIII. Nessa época, a Europa estava no que se denominou de Idade Média, geralmente associada a trevas, baixo crescimento e cruzadas. Ao mesmo tempo, outras civilizações estavam no auge. No sul da Ásia, no atual Camboja, existia o reino Khmer. Mais ao norte, o império comandado por Genghis

Khan permitia rotas seguras para o comércio. Na África, o império de Mali dominava a parte ocidental desse continente. O Japão era governado pelos xoguns, ditadores militares, desde o século IX.

Apesar de em todas essas civilizações existir a necessidade de contar o patrimônio dos reis e de seus súditos, o grande desenvolvimento da contabilidade ocorreu nas cidades italianas. Essas cidades faziam a ligação comercial entre o ocidente e o oriente. O lendário aventureiro Marco Polo nasceu numa dessas cidades e passou boa parte de sua vida nas viagens comerciais em reinos distantes.

 

3 - Sistema de informação contábil

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SISTEMA DE

INFORMAÇÃO

CONTÁBIL

Iniciando a conversa

Em 1494, foi publicado em Veneza o livro Summa de arithmetica, de autoria do Frei Luca Pacioli. Nesta obra de matemática, o autor descreve, num dos seus capítulos, um método que era usado pelos mercadores de várias cidades da atual Itália. Esse método, que conhecemos como método das partidas dobradas, era um instrumento para o gerenciamento dos negócios dos comerciantes da época. A descrição de Pacioli fez tanto sucesso que em breve seu trabalho foi traduzido para diferentes línguas, por séculos. Em português, o método das partidas dobradas somente ficou disponível em meados do século XVIII, quando se criou em Lisboa a escola de comércio.

No Brasil, talvez o método tenha sido usado durante a invasão holandesa no Nordeste. Depois disso, somente após a chegada da família real portuguesa ao Brasil.

O nome de Pacioli está associado à contabilidade. O método descrito por ele é também conhecido como método de Veneza, em homenagem à cidade onde sua obra foi publicada. Apesar do transcorrer dos anos, o método das partidas dobradas ainda representa a base da contabilidade. Este capítulo dedica-se ao seu estudo.

 

4 - Regime de competência

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4

REGIME DE

COMPETÊNCIA

Iniciando a conversa

Um casal resolveu fazer o orçamento doméstico. Para isso, colocou de um lado os salários que cada um recebia e de outro lado os gastos. Para aquele mês estavam listados valores relativos à alimentação, transporte, curso de inglês, cinema, condomínio, aluguel e vestuário. A grande dúvida era se deveriam incluir os valores que seriam pagos com o cartão de crédito. Deixar de considerar estes montantes produziria uma visão distorcida da realidade. Assim, apesar de representar um gasto do mês seguinte, sua inclusão mostraria melhor o orçamento do casal.

A discussão sobre a inclusão dos valores do cartão de crédito refere-se ao assunto deste capítulo. O regime de competência é a base da contabilidade. Ao decidir incluir a dívida do cartão de crédito, o casal aproximou-se desse regime. Em contraposição, o regime de caixa importa com a entrada e saída do dinheiro; ou seja, não incluiria o valor do cartão de crédito no orçamento doméstico.

 

5 - Operações com mercadorias

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5

OPERAÇÕES COM

MERCADORIAS

Iniciando a conversa

O tema deste capítulo são os estoques. Este tema não interessa somente à contabilidade. É muito comum que o governo acompanhe de perto a quantidade de estoques existente nas empresas. É também um importante indicador sobre o comportamento da economia. Quando uma empresa compra mercadorias, existe uma expectativa de que serão revendidas. Quando a empresa comercial não consegue vender aquilo que compra, aumenta a quantidade de mercadorias nos depósitos. Consequentemente, no próximo pedido, a quantidade solicitada poderá ser menor.

Quando se analisa o conjunto de todas as empresas, o estoque que fica encalhado é uma péssima notícia. Isso pode significar uma redução na atividade econômica, com influência sobre a produção industrial e o emprego.

Já quando as empresas vendem mais do que esperam, podem melhorar o desempenho da economia. Mais ainda: quando as empresas comerciais desconfiam que vá existir um aumento nas vendas nos próximos meses, elas compram mais de seus fornecedores. Estes, por sua vez, aumentam as encomendas para a indústria e os importadores. Assim, os governos acompanham a quantidade de estoques para antecipar ou comprovar o desempenho da economia.

 

6 - Informando e analisando estoques

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INFORMANDO

E ANALISANDO

ESTOQUES

Iniciando a conversa

Quando da ascensão econômica do Japão, os analistas procuraram entender o segredo do sucesso daquele país. Ao verificar como as empresas japonesas trabalhavam, constatou-se um aspecto curioso quanto à gestão dos seus estoques.

Enquanto as empresas ocidentais procuravam atender a seus clientes, deixando uma grande quantidade de estoques de reserva, os japoneses pensaram o contrário.

Num país onde o custo do aluguel é elevado, pela reduzida extensão territorial, ter muito estoque pode ser ruim. As empresas japonesas procuraram criar condições para trabalhar com o mínimo de estoques possível. Isso reduziria a necessidade de recursos para comprar estoques e também a necessidade de espaço físico para armazená-los. Outro aspecto é que ter estoque poderia “encobrir ineficiências”.

Para reduzir seus estoques, sem perder clientes, os japoneses melhoraram a logística e a previsão da demanda dos produtos.

 

7 - Caixa e equivalentes

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CAIXA E

EQUIVALENTES

INICIANDO A CONVERSA

Por que a máquina registradora foi denominada de “caixa incorruptível”?

A registradora foi patenteada em 1879 por James Ritty. Ritty era dono de um saloon, um bar antigo, em Dayton, nos Estados Unidos. A máquina que ele inventou era feita de madeira mas, além de somar, também tinha uma função importante no controle interno da entidade. O barulho proposital que fazia alertava o dono do estabelecimento de que a máquina tinha sido aberta. Além disso, conforme o nome diz, a máquina gravava as operações realizadas, informando o que tinha ocorrido. O invento de Ritty ainda permanece sendo utilizado na sua essência nos dias de hoje. Basta que você vá a um supermercado para ver como a registradora é fundamental para esses estabelecimentos.

Apesar do exagero do termo “caixa incorruptível”, a registradora foi um avanço importante na existência de controles físicos sobre o caixa.

@@Objetivos do capítulo:

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8 - Valores a receber

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VALORES A RECEBER

INICIANDO A CONVERSA

Nos pequenos estabelecimentos existentes no nosso país é comum vender fiado. Ou seja, venda a prazo.

Isso atrai os clientes que muitas vezes não possuem condições de levar a mercadoria, mas que são honestos e bons pagadores.

Em outras entidades, em razão dos maus pagadores, não se vende a prazo: “fiado só amanhã” é um cartaz típico das empresas que não querem conceder crédito. Mas existem outros: “fiado só para maiores de 90 anos, acompanhados dos pais”; “fiado só para Deus”; “fiado nem ao cunhado”; “promoção: peça fiado e ganhe um não”; “Deus inventou o dinheiro, o diabo inventou o fiado”; “quem vende fiado, arrepende dobrado”; “nunca fiar de quem uma vez te enganar”; “fiado era só até ontem” e muitas outras. Todos esses dizeres mostram uma ojeriza pela venda a prazo.

Mas existe um grande exagero nesse ódio à concessão de prazo para pagamento dos clientes. Na prática, a venda a prazo é uma interessante opção para a entidade. De um lado, aumenta o volume de venda e permite reduzir o volume de estoques. Isso permite aumentar o poder de negociação da entidade. Por outro lado, o grande problema da concessão de prazo é o não pagamento, conforme visto nas frases acima. Além disso, a venda a prazo pode aumentar as despesas operacionais, com a necessidade de analisar a concessão e controlar o recebimento.

 

9 - Informando e analisando os ativos não circulantes

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9

INFORMANDO

E ANALISANDO

OS ATIVOS NÃO

CIRCULANTES1

INICIANDO A CONVERSA

Há séculos existiam as guildas, que eram associações de artesãos de uma mesma atividade profissional. Essas associações surgiram antes do primeiro milênio, mas foi na Idade Média que se desenvolveram, atuando como reguladoras da profissão, controladoras da qualidade do produto e escolas de ensino. Naquele tempo não existia proteção legal de uma patente ou um governo que regulasse as atividades econômicas. Para se manter no mercado era necessário vender produtos com características que permitissem a identificação diante de outros. O problema eram os “piratas” da época, que poderiam produzir por um custo menor ou com uma qualidade duvidosa.

Na Idade Média a questão da qualidade poderia ser catastrófica. Por duas razões: o custo de substituição de um produto era elevado para o homem medieval e a falta de qualidade poderia significar a morte para o caso de produtos como espada ou mesmo roupa. E não existia na época nenhum sistema de defesa do consumidor e o judiciário era (na época) caro e lento.

 

10 - Informando e analisando os passivos

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10

INFORMANDO

E ANALISANDO

OS PASSIVOS

INICIANDO A CONVERSA

O termo passivo está associado à ideia de obrigação. Na sua origem, a palavra está associada a sofrer, aguentar. Para uma empresa, ter um passivo é ter uma obrigação com terceiros, que não sejam seus proprietários. Esta obrigação decorre de algo que ocorreu no passado, que gerou uma obrigação ainda não satisfeita. Por esse motivo, em geral, existe uma carga negativa no termo. Mas mesmo assim é difícil encontrar uma entidade que não tenha passivo. Eles surgem decorrentes da operação natural da empresa, como o pagamento que será realizado nos próximos dias aos empregados, ou de características da sua forma de atuação, como a compra de estoques a prazo que gera uma obrigação com fornecedores. Os empréstimos e financiamentos são decorrentes da necessidade de recursos. Há também as obrigações que aparecem em decorrência do ambiente legal da entidade, como as obrigações fiscais.

Ter passivo é também ter a capacidade de aproveitar os recursos de outros para aumentar os recursos necessários para a operação e o crescimento da empresa. Por essa razão, o termo também está associado a alavanca e alavancagem. Ou seja, ter passivo é usar recursos de terceiros para crescer mais do que seria possível sem esses recursos.

 

11 - Informando e analisando o patrimônio líquido

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11

INFORMANDO

E ANALISANDO O

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

INICIANDO A CONVERSA

O patrimônio líquido de uma empresa apresenta uma espécie de “garantia”, de “porto seguro”. São várias as razões para isso: quando temos que olhar a capacidade de sustentação de uma instituição financeira, a base de análise é esse grupo patrimonial; se uma empresa possui um volume de passivo (circulante e não circulante) maior que seu ativo, denominamos a situação de passivo a descoberto; alguns analistas consideram que uma empresa só pode ter um crescimento sustentável se houver um aumento no seu patrimônio líquido; o valor do item é usado para atestar a capacidade de uma empresa em honrar seus compromissos nas licitações públicas; entre outras.

Em algumas línguas, como o inglês, o termo patrimônio líquido é traduzido por equidade. Em outras, como capital próprio. Certos países colocam o patrimônio líquido no início do lado direito do balanço. Isso já foi comum no Brasil no passado.

 

12 - Demonstração dos fluxos de caixa

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DEMONSTRAÇÃO DOS

FLUXOS DE CAIXA

INICIANDO A CONVERSA

Em 2012, a agência de notícias Reuters levantou a suspeita sobre as dificuldades da empresa finlandesa Nokia.

A base para a especulação sobre os problemas da empresa estava na sua demonstração dos fluxos de caixa. Ao observar a quantidade de dinheiro que a Nokia apresentava no curto prazo, a Reuters constatava que este montante estava reduzindo a cada ano. Isso era denominado “queima de caixa”.

Cinco anos antes, a Nokia apresentou um lucro de 10,5 bilhões de dólares e uma geração de dinheiro com suas operações de 11,5 bilhões. E os números mais recentes eram diferentes desses valores. Em especial, preocupava o fato da empresa não estar mais conseguindo obter dinheiro com a venda dos seus produtos. No mesmo período, as maiores empresas do mundo estavam aumentando a quantidade de dinheiro em aplicações financeiras de curto prazo.

As informações acima foram obtidas na demonstração dos fluxos de caixa. Esta demonstração é muito útil para verificarmos a capacidade de sobrevivência de uma entidade. Afinal, sem gerar caixa com seu negócio uma entidade pode colocar em risco sua continuidade. Essa informação é tão relevante que existe uma expressão muito usada no mundo dos negócios: O Caixa é o Rei. Isto indica o papel central do caixa na gestão financeira de uma entidade. Cabe à demonstração dos fluxos de caixa mostrar como a entidade está obtendo e usando seu caixa.

 

13 - Introdução à contabilidade gerencial

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INTRODUÇÃO À

CONTABILIDADE

GERENCIAL

INICIANDO A CONVERSA

Na década de 1970, a empresa Lockhead tentou durante anos desenvolver um novo avião. Para isso, fez um elevado investimento no projeto. Em determinado momento, a empresa percebeu que a viabilidade do novo avião era questionável. Os custos de produção provavelmente seriam maiores que o preço estimado de venda. Além disso, a empresa já tinha investido uma grande quantidade de recursos no avião, e os gestores planejavam recuperar esse dinheiro. Diante dessa situação, os gestores da empresa foram ao senado dos Estados Unidos solicitar uma ajuda do governo para terminar o projeto. Argumentaram que a empresa já tinha investido uma grande quantidade de recursos e que o governo deveria evitar o desperdício do dinheiro.

Para fins de decisão, o dinheiro investido é “perdido”; já faz parte do passado e não deve ser considerado. O que importa para a empresa, e para os senadores, é avaliar se o que necessita ser gasto no futuro faz com que o avião seja viável. Os mais antigos têm um dito que expressa isso: “a Inez já é morta”. Ou seja, esqueça o passado e concentre nos efeitos futuros da decisão. Para a Lockhead, o que importa é verificar até que ponto compensa colocar mais dinheiro no avião.

 

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