Educação de Surdos: A Aquisição da Linguagem

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Apresenta os princípios do trabalho com pessoas surdas, em especial no âmbito escolar, tais como aspectos sociais e culturais de uma proposta educacional, língua de sinais e aspectos relacionados à sua estrutura e aquisição da língua portuguesa

4 capítulos

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Capítulo 1 - Bilinguismo

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1

BILINGÜISMO

Não há opção, porque a questão configura-se nos seguintes termos: a linguagem se aprende, mas não pode ser ensinada.

(Sánchez, 1990, p. 92)

O

presente capítulo apresenta uma discussão sobre os aspectos que são pressupostos em uma proposta bilíngüe-bicultural específica para a aplicação em escolas voltadas para o ensino de pessoas surdas.

As questões teóricas e técnicas que subjazem tal proposta são mencionadas no presente capítulo e desenvolvidas mais detalhadamente nos capítulos seguintes. Em “Uma proposta para educação de surdos” apresentam-se os pontos críticos de propostas educacionais desenvolvidas ao longo dos anos e busca-se evidenciar os fatores que determinaram a necessidade de discussão a respeito de uma nova proposta alternativa às existentes. Após terem sido levantadas as razões que motivaram o bilingüismo, ainda nesta seção, analisam-se os aspectos que configuram tal proposta educacional. A partir dessas informações, em “Experiências de alguns países” são apresentados relatos de experiências de escolas onde tal proposta está sendo articulada. Para finalizar o presente capítulo, sugerem-se algumas estratégias que podem ser utilizadas em direção à implementação do bilingüismo.

 

Capítulo 2 - Linguas de sinais

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LÍNGUAS DE

SINAIS

O

presente capítulo objetiva apresentar várias discussões a respeito das línguas de sinais, tendo em vista a importância das mesmas no processo educacional. Inicialmente, tais discussões extrapolam questões de ordem lingüística, pois incluem aspectos sociais e culturais.

Posteriormente, detêm-se às investigações lingüísticas abordando, principalmente, os aspectos espaciais que determinam as relações gramaticais, isto é, o estabelecimento nominal, o sistema de pronominalização e a concordância verbal.

Na verdade, a postura educacional perante as línguas de sinais interferiram no processo histórico das comunidades surdas. O fato de “permitir” e/ou “não permitir” que as pessoas surdas usassem suas línguas espaciaisvisuais provocaram profundas mudanças na vida das pessoas que integram tais comunidades. Percebe-se que os surdos passam a ter um papel importantíssimo no processo educacional no momento em que a língua de sinais passa a ser respeitada como uma língua própria dos membros deste grupo social.

 

Capítulo 3 - A aquisição da linguagem

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3

A AQUISIÇÃO

DA LINGUAGEM

C

omo já foi abordado no Capítulo 1 deste livro, considerando uma proposta bilíngüe, a LIBRAS deve ser a L1 (primeira língua) da criança surda brasileira e a língua portuguesa deve ser sua L2 (segunda língua). As razões dessa afirmação estão relacionadas com o processo de aquisição dessas línguas, considerando a condição física das pessoas surdas: são surdas. Qualquer língua oral exigirá procedimentos sistemáticos e formais para ser adquirida por uma pessoa surda.

Nesse sentido, conhecer o desenvolvimento da linguagem e conhecer as condições que se impõem ao processo de aquisição de uma segunda língua devem ser os pontos de partida para qualquer profissional que objetive trabalhar com o ensino da língua portuguesa para surdos. Entretanto, é claro que os conhecimentos sobre o processo de aquisição de segunda língua não podem ser transferidos diretamente para o ensino da língua portuguesa para surdos. A razão dessa impossibilidade é o fato de as pesquisas trabalharem exclusivamente com línguas em uma única modalidade, ou seja, oral-auditiva. A importância desses estudos se dá pelo fato de indicarem caminhos para os fatores implicados no processo de aquisição de L2 que podem ser de grande valia para a aquisição da língua portuguesa para os surdos.

 

Capítulo 4 - Reflexões finais

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4

REFLEXÕES

FINAIS

O

presente capítulo objetiva refletir sobre as questões básicas abordadas nos capítulos anteriores, especialmente no Capítulo 3, e apresentar algumas sugestões de procedimentos1. No Capítulo 1, foram discutidas questões mais gerais que subjazem não somente ao processo educacional de pessoas surdas, mas à vida dessas pessoas, isto é, questões afetivas, sociais, culturais e psicolingüísticas. Em termos educacionais, avaliaram-se as propostas educacionais que fazem parte da história da educação de surdos, apresentaram-se as linhas básicas de uma proposta bilíngüe para surdos e exemplificou-se tal proposta com relatos de trabalhos realizados em alguns países. Buscando o aprofundamento de alguns aspectos essenciais de uma proposta bilíngüe, no Capítulo 2 apresentou-se uma série de discussões a respeito das línguas de sinais e também estudos que investigaram alguns aspectos lingüísticos dessas línguas, em especial os elementos que envolvem as relações espaciais específicas de línguas espaço-visuais. O Capítulo 3, ainda em busca de subsídios que configuram a essência de uma proposta educacional bilíngüe, caracterizou-se pelo estudo sobre a aquisição da linguagem voltado para o surdo: a aquisição da L1

 

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