Psicodiagnóstico-V

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Esta nova edição condensa informações essenciais sobre psicodiagnóstico, apresenta tipos específicos de avaliação, além de incluir algumas abordagens inovadoras sobre o manejo de testes tradicionais. Esta obra se destina, por seu valor didático e de consulta, aos níveis de graduação e pós-graduação, podendo ser de grande utilidade também para profissionais da área clínica.

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Módulo I - Fundamentos | Capítulo 1. Estratégias de avaliação: perspectivas em psicologia clínica

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MÓDULO I – Fundamentos

Estratégias de avaliação: perspectivas em psicologia clínica

Jurema Alcides Cunha

A

s sementes da avaliação psicológica, que hoje constitui uma das funções do psicólogo, foram lançadas numa fase que abrangeu o fim do século XIX e o início do século XX,

época que marcou a inauguração do uso dos testes psicológicos. Historicamente, portanto, justifica-se a imagem que o leigo formou do psicólogo, como um profissional que usa testes, já que principalmente testólogo é o que ele foi, na primeira metade do século XX (Groth-Marnat, 1999). Atualmente, o psicólogo utiliza estratégias de avaliação psicológica, com objetivos bem definidos, para encontrar respostas a questões propostas com vistas à solução de problemas. A testagem pode ser um passo importante do processo, mas constitui apenas um dos recursos de avaliação possíveis.

Psicodiagnóstico é uma avaliação psicológica, feita com propósitos clínicos; portanto, não abarca todos os modelos de avaliação psicológica de diferenças individuais (Cunha et alii,

 

Capítulo 2. Fundamentos do psicodiagnóstico

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Fundamentos do psicodiagnóstico

Jurema Alcides Cunha

J

á disseram e repetimos que, enquanto os psicólogos em geral realizam avaliações, os psicólogos clínicos, entre outras tarefas, realizam psicodiagnósticos. Pode-se dizer que avaliação psicológica é um conceito muito amplo. Psicodiagnóstico é uma avaliação psicológica, feita com propósitos clínicos e, portanto, não abrange todos os modelos de avaliação psicológica de diferenças individuais. É um processo que visa a identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com um foco na existência ou não de psicopatologia. Isso não significa que a classificação psiquiátrica seja um objetivo precípuo do psicodiagnóstico, mas sim que, para medir forças e fraquezas no funcionamento psicológico, devem ser considerados como parâmetros os limites da variabilidade normal (Yager & Gitlin, 1999). É esta abordagem que confere a perspectiva clínica a esse tipo de avaliação de diferenças individuais.

O psicodiagnóstico derivou da psicologia clínica, introduzida por Lighter Witmer, em

 

Módulo II - Questões Básicas | Capítulo 3. O problema

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MÓDULO II – Questões Básicas

O problema

Jurema Alcides Cunha

O

psicodiagnóstico é um processo, desencadeado quase sempre em vista de um encaminhamento, que tem início numa consulta, a partir da qual se delineiam os passos do exame, que constitui uma das rotinas do psicólogo clínico. Entretanto, tal tipo de avaliação decorre da existência de um problema prévio, que o psicólogo deve identificar e avaliar, para poder chegar a um diagnóstico.

Não obstante, entre a emergência de sinais ou sintomas precoces e incipientes, nem sempre fáceis de detectar ou de identificar, e a chegada à primeira consulta, podem surgir muitas dúvidas, fantasias e busca de explicações, que retardam a ajuda, podem agravar o problema e, eventualmente, interferem na objetividade do relato do caso.

Dizem que “os sintomas estão presentes quando os limites da variabilidade normal são ultrapassados” (Yager & Gitlin, 1999, p.694).

Então, se considerarmos a aparente continuidade entre ajustamentos que as mudanças de rotina impõem, os estados emocionais associados a acontecimentos da vida diária, as reações a situações estressantes freqüentes e os sintomas iniciais de um transtorno mental, evidencia-se a dificuldade de julgar quando se configura um problema que necessita de uma avaliação clínica. E tal dificuldade tanto pode ser sentida pelo sujeito como pelas pessoas que

 

Capítulo 4. O contato com o paciente

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O contato com o paciente

Maria da Graça B. Raymundo

A

expressão contato, da raiz latina contactum

(Carvalho, 1955), quer dizer exercitar o tato, com vistas ao toque dentro de uma relação de influência e de proximidade (Ferreira, 1986).

De forma metafórica, no processo psicodiagnóstico, o papel do psicólogo é o de tatear pelos meandros da angústia, da desconfiança e do sofrimento da pessoa que vem em busca de ajuda. Tatear, então, é lidar com as inúmeras resistências ao processo, sentimentos ambivalentes e situações desconhecidas.

Primeiramente, é preciso ter clareza de que a sintomatologia já se fez presente e manifesta em período anterior à marcação da consulta, e de que, certamente, várias formas de driblar o sofrimento foram experimentadas e várias explicações foram empregadas, resultando no incremento da angústia. Essas resistências podem passar, também, pelo desconhecimento do que seja o trabalho com um profissional em psicologia, pelos estereótipos culturais em torno da área psi e dos preconceitos sobre quem requer esse atendimento. No caso de crianças ou adolescentes, as dificuldades são freqüentemente relacionadas com a influência de companheiros, atribuídas à indisciplina ou a “problemas de idade”.

 

Módulo III - Recursos Básicos para o Diagnóstico | Capítulo 5. A entrevista clínica

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MÓDULO III – Recursos Básicos para o Diagnóstico

A entrevista clínica

Marcelo Tavares

A

entrevista clínica não é uma técnica única. Existem várias formas de abordá-la, conforme o objetivo específico da entrevista e a orientação do entrevistador. Os objetivos de cada tipo de entrevista determinam suas estratégias, seus alcances e seus limites. Neste capítulo, vamos definir a entrevista clínica, examinar seus elementos e diferenciar os tipos em que podem ser classificadas. Em seguida, discutiremos alguns aspectos das competências essenciais do entrevistador para a condução de uma entrevista clínica. Concluímos com uma reflexão sobre a ética dos temas discutidos.

DEFININDO A ENTREVISTA CLÍNICA

Em psicologia, a entrevista clínica é um conjunto de técnicas de investigação, de tempo delimitado, dirigido por um entrevistador treinado, que utiliza conhecimentos psicológicos, em uma relação profissional, com o objetivo de descrever e avaliar aspectos pessoais, relacionais ou sistêmicos (indivíduo, casal, família, rede social), em um processo que visa a fazer recomendações, encaminhamentos ou propor algum tipo de intervenção em benefício das pessoas entrevistadas. Convém agora examinar os elementos dessa definição.

 

Capítulo 6. A história do examinando

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A história do examinando

Jurema Alcides Cunha

INTRODUÇÃO

A história e o exame do estado mental do paciente também constituem os recursos básicos de um diagnóstico e se desenvolvem, como outras interações clínicas, no contexto de uma entrevista (Strauss, 1999). Na realidade, compõem rotineiramente a avaliação clínica psiquiátrica. Num modelo psicológico, a história e o exame do paciente permitem a coleta de subsídios introdutórios que vão fundamentar o processo a que chamamos de psicodiagnóstico. Caracterizam, portanto, uma área de superposição profissional.

Em muitos casos, a tarefa do psicólogo também vai se restringir à utilização desses recursos, dependendo das condições do paciente e/ ou dos objetivos do exame.

Primeiramente, há pacientes que não são testáveis, dado o grau de comprometimento das funções do ego ou das funções cognitivas, pelo menos em determinadas fases da doença. Por outro lado, deve-se considerar que a maioria das técnicas e testes pressupõe alguma forma de comunicação intacta e um mínimo de condições de seguir instruções e de colaborar. Sem estarem preservadas essas condições, dificilmente um paciente será encaminhado a um psicólogo, exceto se este trabalha num contexto hospitalar ou em outros serviços de

 

Capítulo 7. O exame do estado mental do paciente

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O exame do estado mental do paciente

Silvio A. Erné

O

tema do exame do estado mental, em nosso meio, já é antigo, mas, lamentavelmente, pouco divulgado, em conseqüência da avassaladora bibliografia estrangeira, principalmente norte-americana, cuja apresentação dispensa qualquer citação, devido à sua enorme divulgação e excelente qualidade técnica. Reproduzi-la seria, portanto, reeditar ou profetizar o óbvio.

Qual é a importância que este tema tem para a atividade profissional? Varia de acordo com os objetivos e propósitos do exame que será realizado. Assume grande importância o acurado exame do estado mental nos feitos periciais judiciais e/ou administrativos, quando a formulação de um diagnóstico nosológico deve ser provada, em meio às diversas contestações, geralmente oriundas do conflito de interesses entre os que buscam o sistema adversarial para defenderem o que julgam ser seus inalienáveis e legítimos direitos.

O assunto também assume importância relevante nas decisões terapêuticas que se utilizam de psicofármacos, junto com outras abordagens terapêuticas ou isoladamente, desde que o diagnóstico clínico nosológico seja considerado algo importante pelo examinador ou terapeuta.

 

Módulo IV - Estratégias Específicas em Entrevista | Capítulo 8. A entrevista estruturada para o DSM-IV

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MÓDULO IV – Estratégias Específicas em Entrevista

A entrevista estruturada para o DSM-IV

Marcelo Tavares

A

entrevista é o instrumento mais poderoso do psicólogo – o mais indispensável de todos que possam ser colocados a seu alcance. Esse lugar privilegiado da entrevista clínica nem sempre tem recebido a devida consideração. As técnicas de entrevista favorecem a manifestação das particularidades do sujeito. Com isso, permitem ao profissional acesso amplo e profundo ao outro, a seu modo de se estruturar e de se relacionar, mais do que qualquer outro método de coleta de informações. Por exemplo, a entrevista é a técnica de avaliação que pode mais facilmente se adaptar às variações individuais e de contexto, para atender às necessidades colocadas por uma grande diversidade de situações clínicas e para tornar explícitas particularidades que escapam a outros procedimentos. Por meio dela, podem-se testar limites, confrontar, contrapor e buscar esclarecimentos, exemplos e contextos para as respostas do sujeito. Esta adaptabilidade coloca a entrevista clínica em um lugar de destaque inigualável entre as técnicas de avaliação.

 

Capítulo 9. Entrevista motivacional

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Entrevista motivacional

Margareth da Silva Oliveira

A

Entrevista Motivacional (EM) é uma técnica descrita originalmente pelo psicólogo americano William Miller (1983), na Universidade do Novo México (EUA), amplamente difundida na Europa, na Austrália e, mais recentemente, no Brasil. O objetivo principal é auxiliar nos processos de mudanças comportamentais, trabalhando a resolução da ambivalência.

Basicamente, foi delineada para ajudar aos clientes na decisão de mudança nos comportamentos considerados aditivos, tais como transtornos alimentares, tabagismo, abuso de

álcool e drogas, jogo patológico e outros comportamentos compulsivos.

A técnica é breve, podendo ser realizada numa única entrevista, ou, como um processo terapêutico, é comumente desenvolvida em quatro a cinco entrevistas. Inspira-se em várias abordagens, principalmente na terapia cognitivo-comportamental, terapia sistêmica, terapia centrada na pessoa, combinando elementos diretivos e não-diretivos. As estratégias da

 

Capítulo 10. Entrevista lúdica

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Entrevista lúdica

Blanca Guevara Werlang

F

reud organizou a sua teoria sobre a sexualidade infantil com base nos dados obtidos na análise de seus pacientes adultos. Em função disso, durante muito tempo, estimulou seus alunos e amigos, em Viena, a coletarem e a descreverem observações sobre a vida sexual de seus filhos, para poder obter um material que desse provas evidentes daquilo que ele afirmava. O resultado disso foi o caso do pequeno Hans. Através dele, Freud (s/d) finalmente compreendeu as neuroses infantis e seu papel na organização da neurose dos adultos, confirmando as hipóteses que havia levantado no seu artigo Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (Freud, 1989).

A exposição do tratamento do pequeno

Hans deu a Freud, sem dúvida, a oportunidade de fazer bem mais do que confirmar certas hipóteses sobre a precocidade da vida sexual.

Colocou, sem ser esta sua intenção, na roda das discussões psicanalíticas, a possibilidade de aplicar os princípios da técnica psicanalítica à criança.

 

Módulo V - Operacionalização do Processo | Capítulo 11. Passos do processo psicodiagnóstico

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MÓDULO V – Operacionalização do Processo

Passos do processo psicodiagnóstico

Jurema Alcides Cunha

FORMULAÇÃO DAS PERGUNTAS BÁSICAS

OU HIPÓTESES

O processo psicodiagnóstico é um processo científico e, como tal, parte de perguntas específicas, cujas respostas prováveis se estruturam na forma de hipóteses que serão confirmadas ou não através dos passos seguintes do processo.

Geralmente, temos um ponto de partida, que é o encaminhamento. Qualquer pessoa que encaminha um paciente o faz sob a pressuposição de que ele apresenta problemas que têm uma explicação psicológica. Existe uma preocupação, que pode se expressar por meio de uma pergunta muito vaga, como: “Será que A não aprende por um problema psicológico?”

Por certo, o psicólogo precisa de mais dados sobre o caso para desdobrar a pergunta vaga de um leigo, numa série de perguntas formuladas em termos psicológicos, como: “Será que

A apresenta uma limitação intelectual?”, “Será que A não aprende por interferência de problemas emocionais?” Ainda não são perguntas precisas, mas a história de A vai permitir que chegue a alternativas de explicação, como: a) “A tem um nível de inteligência fronteiriço”; b) “A tem um nível de inteligência normal, mas seu desempenho intelectual atual está limitado, porque sofreu um trauma emocional re-

 

Módulo VI - Alguns Tipos Específicos de Avaliação | Capítulo 12. Avaliação inter e transgeracional da família

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MÓDULO VI – Alguns Tipos Específicos de Avaliação

Avaliação inter e transgeracional da família

Blanca Guevara Werlang

T

odo psicólogo que é solicitado a intervir num dado problema psicológico, seja este individual ou seja familiar, deverá, em primeiro lugar, situar o ponto do ciclo vital em que o solicitante ou os solicitantes se encontram. Esse ciclo é constituído pelos momentos mais significativos da vida pessoal/familiar, onde existem zonas de estabilidade e/ou inestabilidade, correspondentes a mudanças na organização pessoal/familiar, geradoras tanto de equilíbrios como de desequilíbrios, momentâneos ou duradouros, a que o sujeito/família tem de dar resposta, de maneira a atingir uma nova organização.

Como o homem não é um ser isolado, ele não pode ser considerado fora de seu ambiente familiar. Cada indivíduo está em interação intensa com os outros membros da família.

Portanto, os problemas individuais não têm só um sentido, mas sim uma função no contexto mais amplo onde surgem. As famílias, segundo Minuchin (1982), modelam e programam o comportamento e o sentido de identidade de seus membros, sendo que também estes e a família crescem juntos e se acomodam às mudanças da sociedade. Desta maneira, a família é um sistema aberto, auto-regulado, com uma história comum, que define no seu seio normas e padrões transacionais próprios.

 

Capítulo 13. Avaliação prospectiva: o exame precoce da criança

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Avaliação prospectiva: o exame precoce da criança

Aidyl L.M. de Queiroz Pérez-Ramos

É

necessário esclarecer, de início, que a avaliação prospectiva, quando se trata de contexto psicológico, e inclusive realizada o mais precocemente possível, é concebida sempre em termos probabilísticos. O prognóstico esperado depende não somente da natureza do quadro clínico, de sua severidade e complicações, mas também de uma série de fatores incidentes, sejam individuais, sejam ambientais, que surgem e vão se acumulando ao longo da infância e prosseguem em outras fases da vida do ser humano.

Há necessidade, em muitos casos, de realizar avaliação o mais cedo possível, acompanhada da oportuna intervenção, dando prosseguimento à atenção psicológica a esses primeiros anos, que são formadores da personalidade e ainda mais vulneráveis às mais diversas alterações. Prevê-se, portanto, que quanto melhor atendida for a criança, nos seus primeiros tempos, maior é a probabilidade de, futuramente, desenvolver-se de modo equilibrado.

 

Capítulo 14. Avaliação psicométrica: a qualidade das medidas e o entendimento dos dados

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Avaliação psicométrica: a qualidade das medidas e o entendimento dos dados

Jandyra M.G. Fachel, Suzi Camey

E

m vários pontos deste livro, temos insistido em dizer que o psicólogo deve estar ciente das propriedades psicométricas de seus instrumentos, ou, melhor, deve ser capaz de avaliar a qualidade de suas medidas. Por outro lado, quando trabalhamos com instrumentos quantitativos, são utilizadas medidas estatísticas, que fornecem dados que devem ser adequadamente entendidos para a integração de resultados, num laudo. Entretanto, parece que,

às vezes, o psicólogo fica em dúvida sobre a qualidade de seus testes, como também se observa eventual dificuldade de aplicar seus conhecimentos de estatística a situações concretas de avaliação psicológica. São questões que têm que ver com o estabelecimento do plano de avaliação (que instrumentos escolher?) e com o fechamento da avaliação (como integrar resultados de diferentes instrumentos, que utilizam sistemas diversos, quanto à sua equivalência, como percentis, QIs, etc.). Como essas questões merecem muita atenção, serão, neste capítulo, apresentados subsídios a respeito.

 

Capítulo 15. O ABC da avaliação neuropsicológica

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O ABC da avaliação neuropsicológica

Jurema Alcides Cunha

A

avaliação neuropsicológica é um tipo bastante complexo de avaliação psicológica, porque exige do profissional não apenas uma sólida fundamentação em psicologia clínica e familiaridade com a psicometria, mas também especialização e treinamento em contexto em que seja fundamental o conhecimento do sistema nervoso e de suas patologias (Lezak,

1995). Conseqüentemente, foge da abrangência deste livro um maior aprofundamento do assunto, tendo nos limitado, na edição anterior, a discutir tópicos, como conceito da avaliação neuropsicológica, objetivos, métodos de inferência ou, ainda, tipos de abordagem

(Cunha & Minella, 1993).

Neste capítulo, vamos nos restringir a chamar a atenção sobre algumas questões básicas, enquanto o próximo capítulo será dedicado ao exame de alguns aspectos essenciais na avaliação de sintomas demenciais em idosos.

Na área da avaliação neuropsicológica, conforme Lezak (1995), uma das maiores autoridades no assunto, há duas regras que, em hipótese alguma, podem ser quebradas: a) “Trate cada paciente como um indivíduo” e b) “Pense a respeito do que você está fazendo” (p.110).

 

Capítulo 16. Avaliação de sintomas demenciais em idosos: questões essenciais

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Avaliação de sintomas demenciais em idosos: questões essenciais

Irani I.L. Argimon, Candida H. Pires de Camargo

A

s diferentes imagens sobre a velhice têm consigo o conceito de que, à medida que passa o tempo, invariavelmente aconteça um declínio cognitivo.

O funcionamento cognitivo evidencia possibilidade de mudanças durante o envelhecimento, não só por causa de possível deterioração patológica, mas pelo próprio aumento da idade. Nos idosos, principalmente dos 80 anos em diante, é comum o funcionamento cognitivo se ver associado transitoriamente com outros padecimentos físicos e/ou de conduta.

Cada vez mais o funcionamento cognitivo se vê afetado por múltiplos eventos fundamentalmente internos, porém, também externos.

A avaliação neuropsicológica em idosos apresenta problemas particulares a serem considerados, e, neste caso específico, a “regra” neuropsicológica de medir déficits em relação ao nível prévio deve ser levada em conta, também, dentro dos parâmetros das mudanças evolutivas normais no correr da idade.

 

Capítulo 17. Perícia psicológica na área forense

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Perícia psicológica na área forense

Sônia Rovinski

A

psicologia forense é a psicologia aplicada ao campo da prática judicial e, como tal, constitui-se em uma das áreas de estudo resultante das relações entre a psicologia e a lei.

A psicologia forense, ou judicial, como também é conhecida, surgiu da necessidade de assessorar magistrados em suas tarefas de julgamento. Inicialmente, esteve relacionada com a psiquiatria forense, sendo suas primeiras investigações voltadas para a área criminal. Somente a partir do século XX, passaram-se a desenvolver novos aspectos de investigação, tanto relacionados com avaliações clínicas ligadas às questões do direito na área cível quanto aos procedimentos jurídicos inerentes ao processo judicial, como avaliação de testemunhos ou procedimentos dos jurados.

Para Ibañez e Ávila (1990), a psicologia forense é toda psicologia, experimental ou clínica, orientada para a produção de investigações psicológicas e para a comunicação de seus resultados, assim como a realização de avaliações e valorações psicológicas, para sua aplicação no contexto legal. Portanto, a coleta de dados, o exame e a apresentação das evidências devem ser direcionados aos propósitos judiciais.

 

Capítulo 18. Avaliação retrospectiva: autópsia psicológica para casos de suicídio

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Avaliação retrospectiva: autópsia psicológica para casos de suicídio*

Blanca Guevara Werlang

O

mundo em que vivemos está voltado para o progresso e para a produtividade. Neste contexto, a morte por suicídio estabelece um contra-senso, um paradoxo. É algo que choca e impressiona mais, porque coloca em evidência uma situação psicológica mais difícil de se aceitar – que é o fato do indivíduo optar livremente pela sua própria morte. Constitui-se, assim, em um dos fenômenos mais intrigantes, para psicólogos e psiquiatras, demonstrando, certamente, que ainda “um dos maiores enigmas continua sendo a relação do homem com sua vida e, conseqüentemente, com sua morte, já que começamos a nos convencer de que a morte é parte da vida, e a maneira de morrer é parte integral da maneira de viver de um indivíduo” (Farberow & Shneidman, 1969, p.XI).

Procurando compreender essa maneira de morrer e, mais especificamente, as causas que levam um sujeito a terminar com sua vida, o suicídio tem sido estudado e interpretado sob

 

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