Histologia E Embriologia Humanas

Autor(es): Aldo Eynard
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Capítulo 1 - Métodos gerais para o estudo das células e dos tecidos

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1

Métodos gerais para o estudo das células e dos tecidos

Roberto A. Rovasio, Aldo R. Eynard e Mirta A. Valentich

Lente montada em um suporte metálico

Suporte para sustentar o espécime

Sistema de focalização e movimento do espécime

Fig. 1-0 A. Microscópio simples inventado por Antoni van Leeuwenhoek (1632-1723), vista posterior (direita) e lateral (esquerda) e modo de uso segundo o autor (quadro). B. Microscópio composto inventado por Robert Hooke (1635-1703).

Resumo conceitual

O

conhecimento da célula e dos tecidos tem início no século XVI, com a invenção dos primeiros microscópios, que permitiram transpor o limite imposto pela resolução do olho humano. Durante os primeiros anos, a observação de pequenos organismos ou de partes diminutas de estruturas biológicas maiores esteve restrita aos objetos tal como podiam ser obtidos em seu estado natural. Posteriormente, foram desenvolvidos métodos para a preservação dos espécimes, para conseguir maiores contrastes que permitissem avaliar melhor sua estrutura e para analisar seus componentes. Esse longo caminho, iniciado há muito tempo, mantém-se na atualidade e traça um paralelismo permanente entre o avanço tecnológico e as progressivas descobertas científicas.

 

Capítulo 2 - Núcleo como centro interativo do controle celular

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Núcleo como centro interativo do controle celular

Mirta A. Valentich, Guillermina A. Bongiovanni e Roberto A. Rovasio

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Fig. 2-0 A célula MCF-7 isolada de um câncer de mama foi tratada com uma substância tóxica e responde ativando a expressão de genes que iniciam sua morte celular programada (apoptose). Os lisossomas ativos fluorescentes são visualizados na periferia e sobre a membrana nuclear. 2.000×.

Resumo conceitual

A

compartimentalização das células eucariontes como consequência da evolução físico-química-biológica e o desenvolvimento de um envoltório nuclear formado por uma dupla membrana (ver Parte I e cap. 5) significou uma etapa importante para minimizar interferências por parte de outros componentes celulares e o funcionamento correto do material genético. O núcleo é uma organela celular que contém o material genético e os fatores necessários para que os genes que o formam se expressem. Uma das primeiras descrições do núcleo foi realizada em 1710 por Leewenhoek, que o estudou em elementos do sangue de peixes, mas somente em meados do século XIX foi reconhecido como um elemento essencial da célula.

 

Capítulo 3 - Montagem, trânsito e destino de macromoléculas e membranas para exportação e uso interno

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Montagem, trânsito e destino de macromoléculas e membranas para exportação e uso interno

Mirta A. Valentich e R. Olga Calderón

A

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Fig. 3-0 Preparações de Camillo Golgi (1843-1926) de neurônios ganglionares (A) e do cérebro (B) com a técnica da reazione nera, que permitiu a descoberta do aparelho reticular (setas) que hoje leva seu nome. C. Um desenho do hipocampo realizado de próprio punho.

[Camillo Golgi e Santiago Ramón e Cajal receberam o Prêmio Nobel de Medicina em 1906, por suas importantes contribuições

à neurobiologia.]

Resumo conceitual

O

precursor procarionte – a célula primitiva – tinha a capacidade de sintetizar e dispor de enzimas hidrolíticas em sua superfície, a fim de realizar a digestão extracelular e incorporar os nutrientes resultantes da degradação. A flexibilidade e a fluidez da membrana e o desenvolvimento do citoesqueleto produziram, em algum momento da

Histologia e embriologia humanas

 

Capítulo 4 - Evolução das fontes de energia e sua transformação

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Evolução das fontes de energia e sua transformação

Mirta A. Valentich e R. Olga Calderón

Eva mitocondrial?

Adão do cromossomo Y?

A

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Fig. 4-0 A: Eva, de Durero (1471-1528). B: Adão e Eva, de Rubens (1577-1640).

A pessoa interessada em conhecer sua história e a evolução humana encontrou no DNA mitocondrial (DNAm) uma ferramenta

útil para esse fim, por suas propriedades relevantes, como o alto número de cópias, a herança materna, a ausência de recombinação e a elevada taxa de mutação. Desta forma, foi possível determinar que a mitocôndria só passa da mãe à prole e, comparando as sequências do DNAm, encontrou-se a existência, por esta via, de uma filogenia molecular (Pakendorf e Stoneking,

2005). Opiniões alternativas a esse conceito surgem de recentes evidências de que as mitocôndrias não são herdadas só pela linhagem materna, o que também põe em dúvida a suposta destruição das mitocôndrias do espermatozoide após a fecundação.

 

Capítulo 5 - Relações de uma célula com seu interior e com seu meio externo

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Relações de uma célula com seu interior e com seu meio externo

Roberto A. Rovasio, Mirta A. Valentich e Aldo R. Eynard

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Fig. 5-0 Como qualquer ser vivo independente, a célula tem interfases de contato e de comunicação com seu interior e com seu meio externo.

A: “... o contato do ângulo agudo de um triângulo com um círculo não produz menos efeito que o contato do dedo de Deus com o dedo de Adão” (Valisy Kandinsky, 1866-1944). Detalhe de A Criação de Adão (Capela Sistina, Vaticano) de Michelangelo (1475-1564).

B: Esquema muito simplificado representando diferentes sinais extracelulares (lado esquerdo), um deles (triângulo vermelho) reconhecida por um receptor da superfície celular (cinza), que dispara cascatas de sinais que se diversificam em direção ao núcleo ou a outros destinos citoplasmáticos (setas), inclusive voltando a sinalizar até o exterior da célula através de outro receptor (preto).

Resumo conceitual

N

os capítulos anteriores, revisamos as bases estruturais e funcionais da célula, comentamos aspectos de sua origem e de sua evolução, vimos onde reside sua capacidade de controle e o depósito da informação biológica, quais estruturas e compartimentos a formam, como desenvolve suas funções básicas para sobreviver, funcionar e se reproduzir e de onde provém a energia necessária para que tudo isso aconteça. Na próxima seção do livro (Parte

 

Capítulo 6 - Componentes celulares e moleculares envolvidos em etapas iniciais do desenvolvimento embrionário

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Componentes celulares e moleculares envolvidos em etapas iniciais do desenvolvimento embrionário

Roberto A. Rovasio, Aldo R. Eynard e Mirta A. Valentich

A

B

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Fig. 6-0 Desenho de um feto no útero (A), com estudos sobre as camadas que circundam o feto, descritas por Leonardo da

Vinci (1510-1512): “Dentro da matriz, a criança tem três camadas que a envolvem. A primeira é denominada Âmnios, a secunda,

Secundina, e a terceira, Alantoides. Esta última une-se à matriz através das cotilédones e todas convergem no umbigo, que é composto por veias”. Seria possível pensar que o esboço de Leonardo (B) inspirou a ilustração da “teoria do homúnculo” (C), de Nicolaus

Hartsoeker (1656-1725).

Resumo conceitual

V

ários anos antes que o leitor adquirisse a capacidade para ler este livro, seu corpo era formado por uma só célula; toda a informação contida agora em cada uma das suas células estava contida em uma só célula; todas as funções básicas que, em seu corpo adulto, são realizadas por muitos grupos de células especializadas, eram desenvolvidos em uma só célula; toda a sua capacidade para sobreviver, que em seu organismo maduro se dá através de tarefas complexas de células muito diferenciadas, no organismo primitivo eram repartidas entre umas poucas células.

 

Capítulo 7 - Funções de revestimento, proteção, comunicação e produção

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Funções de revestimento, proteção, comunicação e produção

Aldo R. Eynard e Carmen Carda Batalha

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Fig. 7-0 Imagens microscópicas coradas do epitélio respiratório (A) e glândula parótida (B), com identificação; à direita das estruturas, desinée à la plume sobre papel transparente. Do Atlas d’Histologie Normale, Principaux Tissus et Organs, de Étienne

Rabaud e Fernand Monpillard, G. Carre e C. Naud, Editores, 1900, Paris.

Histologia e embriologia humanas

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Resumo conceitual

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odos os epitélios têm origem nos três folhetos embrionários, revestem a superfície do corpo e de suas cavidades e formam todas as glândulas do organismo. Como características principais de todos os seus derivados, destacam-se a escassa substância intercelular e o desenvolvimento de especializações na superfície celular – características dos domínios apical e basolateral –, que relacionam, morfológica e funcionalmente, suas células entre si de um modo particular.

 

Capítulo 8 - Atividades de defesa e reparação do corpo

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Atividades de defesa e reparação do corpo

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B

A

C

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Fig. 8-0 Desenhos de elementos do tecido conectivo e ósseo. A. Mesentério de rato. B. Movimento ameboide de um leucócito.

C. Mesentério de porquinho-da-índia. D. Processo de ossificação de fêmur de coelho. De: Nouveaux Éléments d’Histogie de E.

Klein. Octave Doin, éditeur, Paris, 1885.

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Eynard, Valentich & Rovasio

Tecido conectivo, órgãos de sustentação e metabolismo mineral

Aldo R. Eynard e Carmen Carda Batalla

Resumo conceitual

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tecido conectivo (TC) reúne uma variedade de tecidos que se caracterizam por conectar ou unir e proporcionar nutrição, suporte e proteção a outros tecidos. Ele possui várias atividades indutoras da morfologia, da diferenciação e da arquitetura dos diversos órgãos. Forma o estroma de todos os sistemas orgânicos, ou seja, a trama ou armação estrutural do corpo, bem como o microambiente de praticamente todas as células do organismo. Seus componentes são importantes não só para o desenvolvimento e funcionamento normal dos aparelhos e sistemas, como também intervêm nos processos de defesa e reparação (a cicatrização, por exemplo) que ocorrem no organismo. Vinculados intimamente ao TC, encontramos os vasos sanguíneos, que transportam células prontas para migrar ao TC para defesa diante de uma lesão física, química ou biológica; por isso, fala-se de tecido ou complexo “conectivo-vascular”, território onde é concluído um dos complexos processos de defesa do organismo, a inflamação.

 

Capítulo 9 - Movimentos do corpo, das vísceras e do sistema cardiocirculatório

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Movimentos do corpo, das vísceras e do sistema cardiocirculatório

Aldo R. Eynard e Sonia E. Muñoz

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Fig. 9-0 À esquerda e ao centro, lâminas da obra de Vesalio De humanis corporis fabrica (1543), nas quais aparecem os músculos e o sistema da veia cava; New York Academy of Sciences. À direita, gravado em madeira usado por William Harvey para ilustrar sua teoria da circulação do sangue em sua obra fundamental, De motu cordis (1628); Museu OMS, Genebra.

Resumo conceitual

O

s organismos dos metazoários desenvolveram células alongadas chamadas células ou fibras musculares, altamente especializadas para a contração, isto é, o encurtamento ativo no sentido de seu eixo maior. Possuem uma capacidade importante de transformar energia química em trabalho mecânico. Esta é a base de processos fisiológicos como a locomoção, a contração rítmica do coração (que transporta o sangue em seu interior), o delicado estado de semicontração do músculo liso das túnicas dos vasos sanguíneos e os movimentos característicos das vísceras (que propulsionam o conteúdo intestinal ou que expulsam o feto no momento do parto).

 

Capítulo 10 - Comunicação entre células, tecidos, órgãos e meio externo

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Comunicação entre células, tecidos, órgãos e meio externo

Roberto A. Rovasio, Mirta A. Valentich e Aldo R. Eynard

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Fig. 10-0 Evidências de comunicação celular há mais de um século. A. Contatos neuronais (método de Ehrlieli). Desenho de

Santiago Ramón y Cajal (1896). B. Neurônio cortical de rato com imunomarcação de proteína de transporte vesicular de GABA

(verde) e componente de maquinaria endocítica mediada por clatrina (vermelho). Gentileza de Pietro de Camilli e Shawn M.

Ferguson (2007), HHMI/Dep. Cell Bio., Yale Univ. School of Medicine, USA.

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Resumo conceitual

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atividade biológica dos metazoários – o ser humano entre eles – é resultado de interações entre o organismo, seu meio interno e seu ambiente externo, tanto na célula quanto em sistemas orgânicos complexos. Isso é possível pelo desenvolvimento evolutivo de formas eficientes de comunicação e capacidade de resposta, cujos principais atores são os sinais moleculares e seus receptores complementares. Eles fazem parte de cascatas de modulação das estruturas e das funções (ver cap. 5), que estão integradas em sistemas essencialmente conservados em toda a escala biológica, como o sistema nervoso e o sistema endócrino vascular.

 

Capítulo 11 - Sistemas sensoriais: recepção de sinais e elaboração de respostas

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Sistemas sensoriais: recepção de sinais e elaboração de respostas

Roberto A. Rovasio e Pablo Gil Loyzaga

Fig. 11-0 O sensorial em duas épocas. Acima: O cego conduzindo os cegos, Pieter Brueghel “o Velho” (1525-1569). Abaixo: Infinito, Marco S. Rovasio (1974-).

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Resumo conceitual

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importância dos sistemas sensoriais na vida cotidiana é evidente para todos, mas se pensarmos sobre nossa própria evolução, veremos com clareza o papel que desempenham. Quando os primeiros hominídeos perderam a proteção da selva e seus alimentos, vagaram pelas savanas africanas em uma busca incessante por comida, ao mesmo tempo que deviam se proteger de muitos carnívoros mais fortes e rápidos que eles. Esses seres primitivos conseguiram sobreviver a uma complexa situação graças a seus sistemas sensoriais. Por um lado, o uso combinado da visão, da audição e do olfato lhes permitiu dispor de tempo para evitar o ataque dos predadores, sem esquecer o equilíbrio imprescindível para a caminhada e a corrida. Os mesmos sistemas lhes serviram para localizar e obter os alimentos. Além disso, hoje sabemos que se os hominídeos sobreviveram foi, sobretudo, por sua capacidade de adaptação nutricional. As mudanças de herbívoros-carnívoros-onívoros supôs uma ampliação do espectro alimentar, ao mesmo tempo que trouxe as vantagens de poder comer quase qualquer coisa e, assim, adquirir um grau de independência do ritmo nutricional que os herbívoros não têm. Além disso, uma grande proporção da ingesta de carne não provinha da caça, mas da carniça que os predadores deixavam. Por isso, sua sobrevivência dependeu, também, de seu sentido do olfato e do paladar.

 

Capítulo 12 - Funções metabólicas de nutrição, excreção e respiração

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Funções metabólicas de nutrição, excreção e respiração

Roberto A. Rovasio, Mirta A. Valentich e Aldo R. Eynard

Fig. 12-0 A antiga prática da uroscopia era realizada ainda no século XVII, tal como vemos na obra “Médico Rural” de David

Teniers, o Jovem, (1610-1690) (Museu Real de Belas Artes da Bélgica, Bruxelas).

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Resumo conceitual

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o longo da evolução, os metazoários desenvolveram interações entre o meio externo (gases – tóxicos ou imprescindíveis – e nutrientes) e seu meio interno (líquido e células), que formaram amplas superfícies de contato aptas para realizar funções metabólicas de complexidade crescente. Assim, foram geradas barreiras celulares e acelulares, em geral acompanhadas por vastos leitos de capilares sanguíneos, vantajosamente organizados em espaços relativamente pequenos. Isso se observa na incorporação de nutrientes pelo sistema digestório, desenvolvido com base na extensa superfície absorvente intestinal e no sistema de capilares sinusoides do fígado. Também é possível notá-las na depuração de excreções, tanto solúveis em água (sistema urinário: camada visceral da cápsula de Bowman e suas alças capilares, alças de Henle e o sistema de vasos retos) como os solúveis em gases (sistema respiratório: o complexo alveolocapilar dos pulmões). Outros sistemas de absorção e excreção são observados na pele e na placenta, esta última um órgão transitório necessário para processos de nutrição e excreção fundamentais para o desenvolvimento embrionário-fetal.

 

Capítulo 13 - Continuidade da espécie: sistemas genitais masculino e feminino

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Continuidade da espécie: sistemas genitais masculino e feminino

Roberto A. Rovasio, Aldo R. Eynard e Mirta A. Valentich

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Fig. 13-0 Parte central do tríptico O jardim das delícias, de Hieronymus Bosch “El Bosco” (1453-1516), artista medieval holandês e precursor do surrealismo. A vitalidade da espécie, longe das tradições dominantes de sua época, está impregnada por fantasias oníricas, vivências e lendas populares.

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Resumo conceitual

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m nosso planeta existem, na atualidade, mais de 10 milhões de espécies, cuja reprodução origina indivíduos semelhantes da mesma espécie. Todos esses seres vivos enfrentam o desafio permanente da sobrevivência. Evolutivamente, tiveram êxito os que conseguiram acumular mutações vantajosas que lhes permitiram, entre outras características, incrementar a eficiência reprodutiva. Este aspecto está claramente associado ao fenômeno da recombinação genética, comparativamente favorecida nos organismos eucariontes bissexuados que contêm um genoma misto (herdado do pai e da mãe), como consequência do mecanismo da divisão celular por meiose e de suas células germinativas ou gametas.

 

Capítulo 14 - Interaçõesmaterno-fetal-neonatal: placenta e glândula mamária

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Interações materno-fetal-neonatal: placenta e glândula mamária

Mirta A. Valentich, Aldo R. Eynard e Roberto A. Rovasio

Fig. 14-0 Gravura em madeira da cena de parto por J. Ammán no Manual de parteiras: De Conceptu et Generatione Hominis,

1554, J. Rueff. Museu de Arte da Filadélfia, Estados Unidos. Atrás, pode-se observar um astrólogo fazendo o horóscopo da criança que está por nascer.

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urante a gravidez, a mãe convive com outro organismo, o feto, que se encontra em um rápido processo de desenvolvimento e crescimento constante (síntese de glicídeos, proteínas e lipídeos), já com fins estruturais ou de reserva. O feto obtém toda a matéria-prima da mãe através de uma interfase materno-fetal, a placenta, que é funcional até que o organismo fetal esteja pronto para sintetizar moléculas complexas e possa encarregar-se dos processos implicados em seu metabolismo. Cabe perguntar-se: como o organismo materno responde a essa notável demanda metabólica? A resposta, em parte, provém dos diversos sistemas hormonais, elaborados em grande medida pela placenta, que se ajustam e se adaptam à presença do feto no útero, e, assim, começam a modular o metabolismo materno. Normalmente, a mãe suprirá o feto – sem debilitação de seu próprio organismo – em todas as suas necessidades, por meio da placenta e da circulação feto-placentária através do cordão umbilical. Em compensação, em situações de desnutrição ou subnutrição da mãe gestante, o fornecimento suficiente de matéria-prima para o feto pode ocasionar prejuízo para o organismo materno.

 

Capítulo 15 - Desenvolvimento embrionário patológico: bases genéticas e ambientais (epigenéticas) das malformações

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Desenvolvimento embrionário patológico: bases genéticas e ambientais (epigenéticas) das malformações

Roberto A. Rovasio, Mirta A. Valentich e Aldo R. Eynard

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Fig.15-0 A. A “morfogênese”, segundo gravações do século XV; nessa época, uma forte crença sustentava que os animais davam forma ao corpo de suas crias ao nascer através de uma intensa lambida. B. Estatueta neolítica de 6.500 a. C. (ca) encontrada na região de Anatólia (Turquia). C. Talha em madeira procedente do Taiti, no Museu Britânico de Londres desde 1822. As duas

últimas figuras representam claramente siameses bicéfalos.

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Resumo conceitual

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esde as primeiras descrições de embriões feitas por Aristóteles (350 a. C), quase dois milhões de anos depois, encontramos Ambroise Pare (cirurgião do rei da França) que reconhece muitas “causas de monstruosidades”

(quadro). Cem anos mais tarde, e os oócitos e os espermatozoides já são observados com os primeiros microscópios.

 

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