Neuropsiquiatria e Neurociências na Prática Clínica - 4.ed.

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Esta obra abre um novo caminho na prática clínica. Fornece detalhes sobre como aprimorar as sessões breves com intervenções de TCC, eficazes no alívio dos sintomas e na promoção do bem-estar. Ilustrações em vídeo incluídas no livro demonstram como aplicar com sucesso as sessões breves de TCC em alguns dos problemas mais comuns e importantes na prática clínica: depressão, ansiedade, transtornos psicóticos, suicidalidade, distúrbios do sono e mau uso e abuso de substâncias.

 

28 capítulos

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Capítulo 1. Biologia celular e molecular do neurônio

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Parte I

Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Princípios básicos de neurociências

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Biologia celular e molecular do neurônio

A. Kimberley McAllister, Ph.D.

W. Martin Usrey, Ph.D.

Arnold R. Kriegstein, M.D., Ph.D.

Stephen Rayport, M.D., Ph.D.

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uitos transtornos neuropsiquiátricos podem ser relacionados a aberrações em mecanismos do desenvolvimento neural. Nos estágios iniciais do desenvolvimento cerebral, interações celulares representam a força dominante no estabelecimento de conexões no cérebro. À medida que os circuitos se formam, os neurônios individuais, bem como suas conexões, são refinados de um modo dependente da atividade, direcionados por sua atividade intrínseca e pela competição por fatores tróficos. Em um estágio mais maduro, a experiência torna-se a força dominante ao dar forma às conexões neuronais e ao regular sua eficácia. No cérebro maduro, esses mecanismos relacionados ao desenvolvimento neural são controlados de maneira diferente e medeiam a maioria dos processos plásticos (Black, 1995; Kandel e O’Dell, 1992). Os transtornos neuropsiquiátricos originados de problemas no desenvolvimento cerebral inicial são provavelmente gerados intrínseca ou geneticamente, enquanto os surgidos durante estágios mais tardios são provavelmente relacionados à experiência. Na senescência, processos neurodegenerativos podem desconectar circuitos neurais por mecanismos de desenvolvimento neural empregados erroneamente.

 

Capítulo 2. Eletrofisiologia humana e mecanismos básicos do sono

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Eletrofisiologia humana e mecanismos básicos do sono

Robert W. McCarley, M.D.

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primeira parte deste capítulo consiste de uma breve nota a respeito de análises de potencial evocado e eletroencefalograma (EEG). Esta seção foi escrita principalmente para leitores que já têm algum conhecimento (mesmo se adquirido em um passado distante) de neurofisiologia celular e que estejam interessados em uma breve revisão de conceitos fundamentais. A segunda parte é uma revisão de conceitos atuais sobre a regulação do sono e do despertar, uma área na qual há avanços recentes na compreensão dos mecanismos fundamentais relevantes para o comportamento e a patologia. As duas partes podem ser lidas de forma independente.

Desde a publicação da última edição deste livro, houve importantes avanços na pesquisa básica do sono. A descoberta das orexinas, os novos conhecimentos sobre o papel da adenosina como um fator de sono e o papel crescente de técnicas de biologia molecular são exemplos abordados neste capítulo.

 

Capítulo 3. Neuroanatomia funcional: correlatos neuropsicológicos de lesões corticais e subcorticais

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Neuroanatomia funcional

Correlatos neuropsicológicos de lesões corticais e subcorticais

Daniel Tranel, Ph.D.

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á cerca de um século e meio, investigadores começaram a observar que lesões em pequenas regiões do cérebro poderiam levar a transtornos comportamentais altamente seletivos (para uma revisão histórica, ver Feinberg e Farah, 1997).

Por exemplo, por volta do ano de 1860, o cirurgião e antropólogo físico Paul Broca fez a observação de que lesões na porção anterior do lado esquerdo do cérebro levavam a um déficit na produção da linguagem, deixando preservada a função de compreensão da linguagem (Broca, 1863, 1865). Uma observação complementar foi descrita 10 anos mais tarde pelo neuropsiquiatra Carl Wernicke, que notou que danos à porção posterior do hemisfério esquerdo levavam a distúrbios na compreensão da linguagem, deixando intacta a função de produção da linguagem (Wernicke, 1874). Essas observações culminaram na noção de que os humanos falam e processam a linguagem com o lado esquerdo do cérebro. De fato, essas descrições iniciais tornaram-se marcos sobre os quais a neuropsicologia, a neuropsiquiatria e a neurociência cognitiva estabeleceram-se. Nos dias de hoje, muitas relações consistentes entre o cérebro e o comportamento têm sido estabelecidas, e uma ampla faixa de capacidades cognitivas e comportamentais associadas a regiões específicas do cérebro podem ser destacadas. Neste capítulo, uma variedade de relações entre cérebro e comportamento são descritas, com ênfase nas correlações mais robustas, científica e clinicamente mais importantes.

 

Capítulo 4. Interações dos sistemas nervoso, endócrino e imunológico em psiquiatria

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Interações dos sistemas nervoso, endócrino e imunológico em psiquiatria

Jane F. Gumnick, M.D.

Dwight L. Evans, M.D.

Andrew H. Miller, M.D.

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urante as últimas décadas, grandes avanços têm sido feitos na direção do entendimento das vias mediante as quais o SNC e o sistema imunológico interagem. Dados indicam que as células e os tecidos do sistema imunológico têm a capacidade de receber sinais do cérebro e do sistema endócrino e que moléculas derivadas do sistema imunológico (citocinas) apresentam efeitos potentes sobre as funções do sistema nervoso. Além da elucidação dos detalhes dessas vias de comunicação em nível bioquímico e molecular, um desafio importante tem sido enquadrar as interações dos sistemas nervoso, endócrino e imunológico no contexto clínico. Investigadores têm examinado o impacto relevante de condições neuropsiquiátricas e do estresse sobre as respostas imunológicas e sobre os distúrbios relacionados ao sistema imunológico, bem como o papel desse sistema nas doenças neuropsiquiátricas.

 

Capítulo 5. Neuropsiquiatria à cabeceira do paciente: evocando os fenômenos clínicos da doença neuropsiquiátrica

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Parte II

Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Avaliação neuropsiquiátrica

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Neuropsiquiatria à cabeceira do paciente

Evocando os fenômenos clínicos da doença neuropsiquiátrica

Fred Ovsiew, M.D.

A menos que nos preocupemos em ser precisos em nossos exames quanto à questão proposta, nossas observações serão de pouco valor. O investigador que simplesmente faz perguntas diretivas... não está acumulando “fatos”, mas “organizando a confusão”. Ele cometerá muitos erros se não adotar um plano de investigação que transforme o erro em certeza.

— John Hughlings-Jackson (1880/1881)

N

este capítulo, é fornecido ao médico neuropsiquiatra um método para obtenção de dados à cabeceira do paciente.

Para tanto, serão revistos os instrumentos oferecidos pela obtenção da história e pelo exame a fim de descobrir a contribuição da disfunção cerebral quanto a anormalidade psicológica e transtorno do comportamento. Os dados disponíveis à cabeceira do paciente, além de ricos, são a medida para dados obtidos em outros lugares. O foco está nos métodos de preencher uma matriz de informação clínica. Os correlatos clínicos dos sintomas e sinais discutidos são mencionados, mas não revisados abrangentemente.

 

Capítulo 6. Técnicas de eletrodiagnóstico em neuropsiquiatria

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Técnicas de eletrodiagnóstico em neuropsiquiatria

Thomas C. Neylan, M.D.

Charles F. Reynolds III, M.D.

David J. Kupfer, M.D.

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s técnicas eletrofisiológicas são instrumentos poderosos para medir a disfunção cerebral que não pode ser detectada por imagem cerebral anatômica. Elas complementam a tomografia por emissão de pósitron e as técnicas de imagem de ressonância magnética anatômica fornecendo uma medida não-invasiva de fisiologia, com excelente resolução temporal.

A principal utilidade clínica de testes eletrofisiológicos é excluir epilepsia e patologia cerebral grosseira. Entretanto, avanços nas análises por computador levaram a uma ampliação do papel clínico dos testes eletrofisiológicos no diagnóstico e no tratamento de pacientes. A eletrofisiologia continua sendo um poderoso instrumento de pesquisa na exploração do substrato biológico para transtornos neuropsiquiátricos. Este capítulo fornece uma ampla visão dos usos clínicos e de pesquisa dos testes eletrofisiológicos.

 

Capítulo 7. A avaliação neuropsicológica

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

A avaliação neuropsicológica

Diane B. Howieson, Ph.D.

Muriel D. Lezak, Ph.D.

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s neuropsicólogos avaliam a função cerebral fazendo deduções a partir do comportamento cognitivo, sensóriomotor, emocional e social de um indivíduo. Durante os primeiros tempos da neuropsicologia, essas avaliações eram freqüentemente a medida mais direta de integridade cerebral em pessoas que não tinham sinais e sintomas neurológicos localizados e que tinham problemas limitados a funções mentais superiores (Hebb, 1942; Teuber, 1948). Medidas neuropsicológicas são indicadores diagnósticos úteis de disfunção cerebral para muitas condições e permanecem como a principal modalidade diagnóstica para algumas delas (Bigler, 1999; Farah e Feinberg, 2000; Jernigan e Hesselink, 1987; Lezak, 1995;

Mesulam, 2000). Entretanto, o diagnóstico de dano cerebral tornou-se cada vez mais preciso nas últimas décadas como resultado da melhor visualização da estrutura cerebral através de tomografia computadorizada (TC), imagem de ressonância magnética (IRM) e angiografia (Frith e Friston, 1997; Theodore, 1988). Avanços nas técnicas de exame eletrofisiológico (Caccioppo et al., 2000; Daube, 1996; Johnson, 1995) e na neuroimagem quantitativa e funcional enriqueceram ainda mais nosso entendimento acerca de distúrbios patológicos do cérebro (Aine, 1995; Binder et al., 1995; Ernst et al., 1999; Frith e

 

Capítulo 8. Exames clínicos por imagem em neuropsiquiatria

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Exames clínicos por imagem em neuropsiquiatria

Robin A. Hurley, M.D.

L. Anne Hayman, M.D.

Katherine H. Taber, Ph.D.

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psiquiatria como especialidade médica tem um passado tumultuado. Houve confusões com filosofia, religião, política e ciência desde o início dos tempos. Conceitos que explicam o comportamento humano que foram bem aceitos pelo público e por líderes de civilizações incluíam possessão demoníaca, útero errante, ira dos deuses, bruxaria e pecados dos pais. A psiquiatria, como conceito do século XXI, inclui a idéia de que o comportamento humano é um produto de nossa genética, de nossa estrutura e função cerebral, de nossas experiências do passado e interpretação do presente. A neuropsiquiatria, como subespecialidade, desenvolveu-se para avaliar e tratar pacientes com transtornos cognitivos ou emocionais devido a disfunção cerebral. Esse conceito não poderia ter evoluído sem a influência da imagem cerebral. No curto espaço de tempo de um século, a tecnologia de imagem avançou de um primitivo raio X de crânio para imagens em tempo real de alterações cerebrais à medida que realizamos uma tarefa ou sentimos uma emoção, como tristeza ou felicidade. As futuras contribuições da imagem não serão apenas na área de diagnóstico, mas também na estimativa do curso de doença e resposta a tratamento e no desenvolvimento de novos medicamentos para neurotransmissores específicos.

 

Capítulo 9. Neuroimagem funcional em psiquiatria

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Neuroimagem funcional em psiquiatria

James C. Patterson II, M.D., Ph.D.

Kathryn J. Kotrla, M. D.

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prática da psiquiatria alivia uma imensa quantidade de sintomas que resultam de transtornos do pensamento, do humor e do comportamento. Os processos fisiopatológicos que produzem esses sintomas são pouco entendidos, tornando difícil compreender a base neurobiológica de doenças psiquiátricas ou prever a melhor intervenção de tratamento.

Felizmente, técnicas de neuroimagem funcional permitem que cientistas e médicos olhem dentro do cérebro e tentem ver a mente humana.

Hoje, os métodos de neuroimagem funcional estão restritos principalmente a investigações científicas. A prática clínica cotidiana, com raras exceções, tem pouca probabilidade de beneficiar-se de qualquer das técnicas apresentadas a seguir. Contudo, os resultados da neuroimagem funcional estão moldando nosso entendimento sobre muitas condições neuropsiquiátricas.

 

Capítulo 10. Aspectos epidemiológicos e genéticos dos transtornos neuropsiquiátricos

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Aspectos epidemiológicos e genéticos dos transtornos neuropsiquiátricos

Dolores Malaspina, M.D., M.S.P.H.

Cheryl Corcoran, M.D.

Steven P. Hamilton, M.D., Ph.D.

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última década testemunhou uma revolução em nosso entendimento acerca da etiologia de muitos transtornos neuropsiquiátricos. Avanços na genética estatística, na epidemiologia genética e na metodologia molecular forneceram novos insights e caminhos para a condução de estudos genéticos e epidemiológicos e para a análise de interações gene-ambiente. O recente mapeamento do genoma humano prepara o cenário para um progresso ainda maior nos próximos anos. Neste capítulo, focalizamos alguns dos achados dessas disciplinas no estudo de transtornos neuropsiquiátricos.

ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS

A epidemiologia está baseada no pressuposto fundamental de que fatores causais da doença humana podem ser identificados pelo exame sistemático de diferentes populações, ou de subgrupos dentro dela, em diferentes lugares ou momentos (Hennekens e Buring, 1987). A pesquisa epidemiológica pode ser vista como dirigida a uma série de questões:

 

Capítulo 11. Aspectos neuropsiquiátricos do tratamento da dor

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Parte III

Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Sintomatologias neuropsiquiátricas

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Aspectos neuropsiquiátricos do tratamento da dor

William G. Brose, M.D.

Raymond Gaeta, M.D.

David Spiegel, M.D.

A

dor é um problema comum, frustrante e tratável — embora freqüentemente não seja tratada. Por ser afetada por todos os processos neurais que modulam a percepção, é um fenômeno neuropsiquiátrico fascinante.

os sonhos perdidos de cada pessoa que sofre de dor têm um impacto significativo. A dor é a principal razão para os pacientes buscarem tratamentos alternativos e complementares (Astin, 1998; D. Spiegel et al., 1998), uma prática agora empregada por quase 40% dos norte-americanos (Eisenberg et al.,

1998).

PREVALÊNCIA

Estima-se que proximadamente um terço de todos os norte-americanos tenha alguma forma de dor crônica. Dor nas costas, artrite, dores de cabeça e distúrbios musculoesqueléticos, bem como dor devido à doença neurológica, cardíaca ou oncológica combinadas afetam cerca de 97 milhões de pessoas (Bonica, 1990). A dor de câncer afeta aproximadamente um terço de pacientes com câncer primário e dois terços daqueles com doença metastática. Dor crônica é um sintoma comum entre pacientes que buscam atendimento médico e costuma estar associada a tratamentos freqüentes e dispendiosos. Durante o ano de 1992, os pacientes de dor crônica do

 

Capítulo 12. Aspectos neuropsiquiátricos de transtornos cefalálgicos primários

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Aspectos neuropsiquiátricos de distúrbios cefalálgicos primários

Stephen D. Silberstein, M.D., F.A.C.P

Richard B. Lipton, M.D.

Naomi Breslau, Ph.D.

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efaléia e transtornos psiquiátricos têm muitas ligações e paralelos em sua classificação, diagnóstico, co-morbidade, mecanismos e tratamento. O sistema de classificação para cefaléia desenvolvido pela International Headache Society (IHS) em 1988 (Headache Classification Committee of the International Headache Society, 1988) foi modelado pelo sistema de classificação do DSM-III para transtornos psiquiátricos (American Psychiatric Association, 1980).

Tanto cefaléia quanto transtorno psiquiátrico podem ser divididos em transtornos primários e secundários. Na cefaléia primária (enxaqueca, cefaléia em salvas e cefaléia tipo tensão

[CTT]) (Tabela 12–1, categorias 1 a 4), a condição em si é o problema. Esses distúrbios cefalálgicos são análogos aos transtornos psiquiátricos idiopáticos maiores. Na cefaléia secundária, os sintomas são devidos a uma condição subjacente, tal como desarranjo metabólico, tumor cerebral, acidente vascular cerebral (AVC) ou outras formas de doença cerebral estrutural (Tabela 12–1, categorias 5 a 13). Os distúrbios cefalálgicos secundários são, portanto, análogos às síndromes psiquiátricas orgânicas.

 

Capítulo 13. Aspectos neuropsiquiátricos dos transtornos de atenção

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Aspectos neuropsiquiátricos dos transtornos de atenção

Ronald A. Cohen, Ph.D.

Stephen Salloway, M.D.

Tricia Zawacki, Ph.D.

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s transtornos de atenção e consciência freqüentemente levam a solicitações de consulta neuropsiquiátrica. O transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), em particular, tem-se tornado muito conhecido pelo público geral. Ao mesmo tempo, o entendimento dos sistemas de atenção e o tratamento de transtornos de atenção estão avançando com rapidez. Os neuropsiquiatras precisam entender os sistemas neurais e a neuroquímica envolvida na mediação da atenção e estar familiarizados com técnicas de avaliação e estratégias de tratamento para transtornos de atenção.

Na primeira seção deste capítulo, revisamos os modelos conceituais de sistemas de atenção no cérebro e definimos termos que costumam estar associados à atenção e à consciência. Na segunda seção, revisamos a avaliação da atenção e, na terceira, discutimos os aspectos clínicos e o tratamento do transtorno de atenção visto na prática clínica com adultos.

 

Capítulo 14. Aspectos neuropsiquiátricos do delirium

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Aspectos neuropsiquiátricos do delirium

Paula T. Trzepacz, M.D.

David J. Meagher, M.D., M.R.C.Psych., M.Sc.

(Neuroscience)

Michael G. Wise, M.D.

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elirium é uma síndrome neuropsiquiátrica de ocorrência comum, caracterizada primária, mas não exclusivamente, por prejuízo na cognição, que causa um “estado confusional”.

Trata-se de um estado de consciência entre o alerta normal e o acordado e estupor ou coma (Figura 14–1). O delirium pode ter um início rápido, forte, repleto de muitos sintomas, ou pode ser precedido por delirium subclínico com mudanças mais insidiosas, tais como alterações no sono ou em aspectos da cognição.

A delineação clínica precisa entre delirium grave e estupor é difícil quando esta condição apresenta-se com hipnoticidade. É crença geral que a saída do coma envolve um período de delirium antes que a normalidade seja alcançada.

Uma vez que há ampla variedade de etiologias subjacentes — cuja identificação é parte do tratamento clínico — o delirium é considerado uma síndrome e não um transtorno unitário. Entretanto, pode representar disfunção de um caminho neural comum final que leva a seus sintomas característicos

 

Capítulo 15. Aspectos neuropsiquiátricos da afasia e transtornos relacionados

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Aspectos neuropsiquiátricos da afasia e transtornos relacionados

Mario F. Mendez, M.D., Ph.D.

Jeffrey L. Cummings, M.D.

A

fasia é a perda ou prejuízo da linguagem causada por disfunção cerebral. A linguagem é a capacidade humana

única de comunicar-se através de símbolos, quer estejam na forma de linguagem falada ou escrita, braile, notação musical ou linguagem de sinais. A linguagem normal requer a capacidade de decodificar, codificar e interromper esses símbolos para a troca de informações. Em pacientes afásicos, algumas ou todas essas funções de linguagem se tornam perturbadas, geralmente como conseqüência de dano cerebral nas estruturas de linguagem do hemisfério esquerdo.

As síndromes afásicas perturbam a comunicação e podem ser gravemente incapacitantes. Além de transtornos no processamento linguístico, as síndromes afásicas estão associadas a outras manifestações neuropsiquiátricas. Pacientes afásicos são propensos a problemas psiquiátricos, incluindo depressão ou ideação paranóide, anormalidades cognitivas e desafios psicossociais em ajustar-se ao impacto de seu transtorno.

 

Capítulo 16. Aspectos neuropsiquiátricos da agressão e de transtornos do controle dos impulsos

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Aspectos neuropsiquiátricos da agressão e de transtornos do controle dos impulsos

Eric Hollander, M.D.

Nicole Posner, M.D.

Scott Cherkasky, M.D.

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s conceitos de impulsividade e agressão desempenham papéis importantes não apenas na psiquiatria clínica, mas também na vida cotidiana. Impulsividade é definida como a falha em resistir a um impulso, instinto ou tentação que é prejudicial à própria pessoa ou a outros. Um impulso é impetuoso e sem ponderação. Ele pode ser de início súbito e transitório, ou um aumento gradual na tensão pode alcançar o ápice em uma expressão explosiva, resultando em violência sem levar em conta a si mesmo ou outros. O que torna um impulso patológico é a incapacidade de resistir a ele e à sua expressão em um ambiente inadequado.

Agressão é qualquer forma de comportamento dirigido a prejudicar ou causar dano a outra pessoa. Ela constitui um ato multideterminado que freqüentemente resulta em dano físico (ou verbal) a outros, a si mesmo ou a objetos. As manifestações comportamentais de agressão são caracterizadas por vigilância intensificada e prontidão aumentada a ataque. Atos agressivos podem ser classificados como defensivos, premeditados ou impulsivos. Agressão impulsiva refere-se a comportamento impulsivo e agressivo ocorrendo ao mesmo tempo. Às vezes, impulsividade tem sido confundida com agressão. Jogadores patológicos, por exemplo, são impulsivos, mas não necessariamente agressivos. Da mesma forma, uma tentativa de assassinato premeditado e bem-planejado é agressiva, mas não necessariamente impulsiva. Agressão impulsiva correlacionase mais claramente com índices biológicos de função de neurotransmissor do que a agressão premeditada. Muitas vezes, impulsividade e agressão são expressadas juntas, como no transtorno da personalidade anti-social.

 

Capítulo 17. Aspectos neuropsiquiátricos da memória e da amnésia

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Aspectos neuropsiquiátricos da memória e da amnésia

Yaakov Stern, Ph.D.

Harold A. Sackeim, Ph.D.

SISTEMAS DE MEMÓRIA

Nosso entendimento acerca da memória aumentou de maneira considerável na última década. Três linhas de pesquisa relacionadas demonstraram que ela não é uma entidade unitária e descreveram a natureza de diferentes “sistemas” de memória. Primeiro, na pesquisa cognitiva experimental com indivíduos saudáveis, comparações de diferentes tipos de tarefas dissecaram a memória em dois processos interrelacionados, mas diferenciáveis. Segundo, estudos de capacidades que são diferencialmente afetadas e mantidas em pacientes com lesões cerebrais distintas também apoiaram o conceito de sistemas de memória separados. Terceiro, estudos de imagem cerebral funcional, usando procedimentos de provocação cognitiva com tomografia por emissão de pósitron (PET) ou imagem de ressonância magnética funcional

 

Capítulo 18. Aspectos neuropsiquiátricos das lesões cerebrais traumáticas

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Parte IV

Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Transtornos neuropsiquiátricos

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Neuropsiquiatria e neurociências na prática clínica

Aspectos neuropsiquiátricos das lesões cerebrais traumáticas

Jonathan M. Silver, M.D.

Robert E. Hales, M.D., M.B.A.

Stuart C. Yudofsky, M.D.

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ais de 2 milhões de pessoas sofrem lesões cerebrais traumáticas (LCTs) a cada ano nos EUA, sendo que 300 mil delas necessitam de hospitalização e mais de 80 mil das sobreviventes têm seqüelas crônicas (J.F. Kraus e Sorenson, 1994).

Nessa população, os déficits psicossociais e psicológicos costumam ser a maior fonte de incapacitação para as vítimas e de estresse para suas famílias. Psiquiatras, neurologistas e neuropsicólogos, muitas vezes, são solicitados por outros especialistas médicos ou pelas famílias para tratar desses pacientes.

Neste capítulo, revisamos o papel de tais profissionais em relação a prevenção, diagnóstico e tratamento dos aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais das LCTs.

 

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