Bases da Fisioterapia Respiratória - Terapia Intensiva e Reabilitação, 2ª edição

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A Medicina tem experimentado um enorme avanço científico e em seus conceitos, especialmente no que diz respeito ao paciente crítico. Nesse contexto, a participação do fisioterapeuta respiratório tornou-se imperiosa para a assistência de saúde._x000D_
A segunda edição de Bases da Fisioterapia Respiratória |Terapia Intensiva e Reabilitação, ampliada e atualizada, apresenta os principais recursos e técnicas utilizados em fisioterapia, com enfoque no atendimento do paciente crítico, no pré e pós-operatório de diferentes tipos de cirurgias e na assistência ventilatória. Além disso, aborda a reabilitação cardiorrespiratória do ponto de vista fisioterápico, refletindo a importância desse conteúdo para a formação profissional._x000D_
Didática e abrangente, esta obra é indicada a fisioterapeutas respiratórios e a todos os profissionais da área da saúde envolvidos na atenção aos pacientes em terapia intensiva e em processo de reabilitação.

 

46 capítulos

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1 - Aspectos Morfofuncionais do Sistema Respiratório | Uma Visão Comparada do Neonato, da Criança e do Adulto

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1

Aspectos Morfofuncionais do Sistema Respiratório |

Uma Visão Comparada do Neonato, da Criança e do Adulto

Leonardo Silva Augusto  •  Grazielle Caroline da Silva  • 

Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

O desenvolvimento da Pediatria nas últimas décadas vem transformando a visão de muitos profissionais, principalmente em relação à atuação clínica. Esse avanço tem produzido conhecimentos que destacam as importantes diferenças na anatomia e na fisiologia da criança em relação ao adulto. Por conta dessas características, um estudo comparado se faz necessário para a melhor compreensão dos mecanismos fisiológicos e do desenvolvimento das principais doen­ças pulmonares que afetam neonatos, crianças e adultos. Tal conhecimento contribuirá de maneira significativa para uma melhor atuação de fisioterapeutas e outros profissionais da área de saú­de.

Embriogênese do sistema respiratório

As fases do desenvolvimento humano, após a concepção, podem ser divididas em dois perío­dos: embrionário e fetal.

 

2 - Anatomia e Função dos Músculos Respiratórios

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Anatomia e Função dos

Músculos Respiratórios

Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

Os ­músculos respiratórios, do ponto de vista embriológico, morfológico e funcional, são considerados m

­ úsculos esqueléticos, cuja principal função é deslocar a parede do tórax de maneira rítmica, para possibilitar a ventilação pulmonar e manter os gases sanguí­neos arteriais dentro dos limites normais. Comparados aos m

­ úsculos esqueléticos periféricos, os

­músculos respiratórios se caracterizam por maior resistência

à fadiga, fluxo sanguí­neo aumentado, maior capacidade oxidativa e densidade capilar mais elevada. Em razão da maior demanda funcional, o ­músculo diafragma é mais ativo que os

­músculos esqueléticos. Em comparação ao duty cycle (relação entre o tempo ativo e inativo do músculo) em torno de 14% do

­músculo sóleo, o duty cycle do diafragma está em torno de 32 a

40%. Além disso, diferentemente dos ­músculos esqueléticos, o controle das funções dos ­músculos respiratórios é voluntário e automático.

 

3 - Avaliação e Equações Preditivas das Pressões respiratórias Máximas

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Avaliação e Equações

Preditivas das Pressões

Respiratórias Máximas

Maria da Glória Rodrigues Machado  •  Solange Gelmini Araú­jo •

Betânia Luiza Alexandre

Introdução

A medida das pressões respiratórias máximas, geradas duran­ te o esforço de inspiração (PImáx) e expiração (PEmáx) máximas contra a via aérea ocluí­da, representa um procedimento im­ portante para a avaliação funcional dos m

­ úsculos respiratórios.

A PImáx, método simples, reprodutível e não invasivo, é in­ fluenciada por sexo, idade, volume pulmonar e comprimento de repouso dos ­músculos inspiratórios (antes da medida), po­ sição e cooperação do in­di­ví­duo e variação da técnica empre­ gada. Entretanto, a dificuldade do uso de uma técnica padro­ nizada dificulta a comparação entre vários estudos rea­li­zados.

As principais indicações da medida de PImáx são:

• Quantificar, por medidas sequenciais, a progressão da fra­ queza dos m

­ úsculos inspiratórios em pacientes com doen­

 

4 - Avaliação da Endurance dos Músculos Respiratórios

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4

Avaliação da

Endurance dos

Músculos Respiratórios

Rafael Mesquita  •  Vanessa Suziane Probst  •  Fabio Pitta

Introdução

Diversos testes estão disponíveis atualmente para a avaliação dos ­músculos respiratórios, podendo fornecer diferentes informações. A avaliação da endurance muscular respiratória especificamente, embora ainda pouco utilizada na prática clínica, muitas vezes fornece informações que não são obtidas por meio de outros testes e que podem até complementar o entendimento de diversas doen­ças. A palavra endurance tem origem na língua inglesa e pode ser traduzida como a habilidade de con­ti­nuar rea­li­zando algo difícil, não prazeroso ou doloroso por um longo perío­do. Na literatura nacional da ­área da saú­de, esse termo vem sendo utilizado para se referir à capacidade dos ­músculos e/ou sistema cardiorrespiratório em tolerar determinada atividade por determinado tempo. O termo “resistência” também pode ser identificado em alguns estudos nacionais para se referir à endurance. No que diz respeito especificamente aos músculos respiratórios, a avaliação da endurance se relaciona com a avaliação da resistência à fadiga e se enquadra como um teste funcional na avaliação desses

 

5 - Avaliação Ultrassonográfica do Diafragma

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5

Avaliação Ultrassonográfica do Diafragma

Antonio Vieira Machado  •  Maria de Fátima Lobato Vilaça  • 

Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

O diafragma é um m

­ úsculo tendíneo extenso, fino, que separa as cavidades torácica e abdominal e tem uma superfície de 270 cm3. É composto por fibras m

­ uscula­res de diferentes propriedades, com aproximadamente 55% de fibras m

­ uscula­res do tipo I (altamente resistentes à fadiga), possibilitando, assim, manter contrações rítmicas e permanentes, com baixo grau de fadiga. O diafragma é responsável por 75% do volume inspiratório total e, na respiração tranquila, o aumento do volume requer somente 12% da contração diafragmática máxima. Em circunstâncias normais, o diafragma atinge a contração máxima apenas com engasgo ou espirro.

Trata-se do principal ­músculo respiratório, cujas fibras

­muscula­res anteriores são mais curtas que as posteriores, dando assim a configuração de uma cúpula com convexidade em direção ao tórax. É formado por duas cúpulas, direita e esquerda, divididas em três porções: esternal, costal e crural (lombar), inseridas no centro tendíneo. A parte esternal origina-se atrás do processo xifoide e dá passagem aos vasos sanguí­neos epigástricos superiores, pela fenda chamada trígono esternocostal. A parte costal origina-se das superfícies internas das quatro últimas costelas e das seis cartilagens costais inferiores, sendo responsável pela formação das cúpulas direita e esquerda. A parte crural (lombar ou vertebral) origina-se dos corpos e arcos fibrosos das vértebras lombares mais altas e tem segmento medial e lateral.

 

6 - Radiologia do Diafragma

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6

Radiologia do Diafragma

João Paulo Kawaoka Matushita  •  Julieta S. Matushita  • 

João Paulo Kawaoka Matushita Junior  •  Cristina S. Matushita

Introdução

O diafragma é o principal m

­ úsculo da respiração e separa as cavidades torácica e abdominal. Em forma de cúpula, tem uma parte ­muscular periférica, que se origina das margens da parede torácica, e um tendão, centralmente posicionado, formando o assoalho da cavidade torácica.

Visto de frente, o diafragma se curva para cima, formando as cúpulas direita e esquerda. As cúpulas frênicas direita e esquerda alcançam, anteriormente, o sexto ou sétimo arcos costais. O tendão central situa-se no nível da ar­ticulação xifoesternal. Visto de lado, o diafragma tem o aspecto de um

“J” invertido, cuja perna mais longa estende-se até a coluna vertebral, e a perna mais curta estende-se para diante até o processo xifoide.

Cada hemidiafragma é inervado por um dos nervos frênicos, formados pelas raí­zes anteriores de C3, C4 e C5, com trajeto descendente pelo mediastino, em contato principalmente com o coração, a traqueia e os gânglios.

 

7 - Padrões Respiratórios Anormais e Terapêuticos

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7

Padrões Respiratórios

Anormais e Terapêuticos

Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

A ventilação é constantemente monitorada e ajustada para manter a PaO2 e o pH dentro de valores considerados normais.

Esse sistema de controle homeostático requer três elementos básicos: os sensores, o controlador central e os efetores. A resposta da ventilação a mudanças quí­micas do sangue, carga mecânica, taxa metabólica e receptores neurais respiratórios possibilita que o sistema respiratório se adapte a circunstân­ cias fisiológicas especiais, como sono, exercício e altitude, bem como para compensar distúrbios patológicos. O córtex é ca­ paz de dominar esses centros se houver o desejo de controle voluntário.

Os movimentos de respiração em mamíferos são impul­ sionados pela atividade neural rítmica promovida dentro de circuitos neurais do tronco encefálico (ponte e bulbo), consti­ tuindo o gerador de padrão central respiratório. Essa atividade rítmica fornece a regulação homeostática dos gases no sangue e nos tecidos e integra a respiração com outros atos motores.

 

8 - Técnicas Modernas de Higiene das Vias Aéreas

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8

Técnicas Modernas de

Higiene das Vias Aéreas

Simone Nascimento Santos Ribeiro  •  Luana Souto Barros  • 

Jocimar Avelar Martins  •  Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

Nas décadas de 1960 a 1970, a obstrução das vias aéreas distais foi objeto de atenção de patologistas e fisiologistas. Fisioterapeutas compartilharam grande interesse sobre o assunto, o que levou à proposição de manobras expiratórias lentas, para eliminar secreções em excesso a partir desta região crítica do pulmão. As intervenções incluem estudos de clearance mucociliar, na intenção de identificar os seus efeitos nas regiões dos brônquios de médio calibre, e os desafios em atingir brônquios distais, bem como compreender os efeitos das técnicas sobre diferentes zonas de condução do trato respiratório, incluindo vias aéreas proximais e extratorácicas.

A fisioterapia respiratória baseia-se na fisiologia das vias aéreas. É um processo dinâmico, com aplicação terapêutica de intervenções mecânicas, podendo ser empregada de modo isolado ou em associação a outras técnicas. Os objetivos principais são evitar ou reduzir as consequências das obstruções de vias aéreas por secreção; otimizar o transporte mucociliar; promover adequada ventilação pulmonar; melhorar a oxigenação; reduzir o trabalho respiratório; e facilitar a ação dos músculos ventilatórios. Neste capítulo, serão abordadas as principais técnicas modernas utilizadas em fisioterapia respiratória, classificadas por remoção de secreção e/ou manutenção e ganho de volumes pulmonares. Os princípios mecânicos das técnicas que se destinam

 

9 - Técnicas de Depuração de Secreção Brônquica Não Assistidas | Ciclo Ativo da Respiração e Drenagem Autógena

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9

Técnicas de Depuração de

Secreção Brônquica Não

Assistidas | Ciclo Ativo da

Respiração e Drenagem

Autógena

Hilda Angélica Iturriaga Jimenez

Introdução

Por décadas, os pacientes com hipersecreção pulmonar contaram com as técnicas de drenagem postural, percussão e vibração, consideradas técnicas clássicas de depuração de secreções brônquicas, geralmente executadas com assistência de um profissional, o cuidador. Em 1967, no Centro de Reabilitação em Zeepreventorium (Haia, Holanda), foi desenvolvido o método de drenagem autógena (DA), dando início à criação de técnicas que visam à eliminação das secreções de maneira independente. A DA usa a respiração a baixos volumes para deslocar as secreções, um volume corrente normal para coletar as secreções e grandes volumes pulmonares para maximizar o fluxo expiratório e mover as secreções das vias aéreas centrais, possibilitando que sejam eliminadas pela tosse. Essa técnica foi modificada no Hospital Universitário Infantil de Giessen, na Alemanha, e posteriormente adaptada para crianças e pacientes não colaborativos, o que se denominou drenagem autógena assistida.

 

10 - Aspiração Endotraqueal

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10

Aspiração Endotraqueal

Maria da Glória Rodrigues Machado  •  Solange Gelmini Araújo

Introdução

O sistema mucociliar e a tosse mantêm a função ótima do sistema respiratório removendo as secreções e evitando a obstrução das vias aéreas. A ação das células ciliadas nas vias aéreas, o sistema imune local e o reflexo de tosse são essenciais para a destruição e a remoção de microrganismos dos pulmões. Em pacientes criticamente enfermos, essas funções podem estar bastante comprometidas pela presença de via aérea artificial

(tubos e cânulas de traqueostomia), que atenuam esses mecanismos fisiológicos e comprometem sobretudo a fase compressiva e explosiva da tosse, tornando o sistema respiratório vulnerável a infecções oportunistas, com excessiva produção de secreções. Aspirações periódicas são necessárias para retirar as secreções e evitar a oclusão do tubo, o aumento do trabalho respiratório, as atelectasias e as infecções pulmonares. Entretanto, esse procedimento não é isento de efeitos colaterais e desconforto para o paciente. Desse modo, deve ser realizado com critério e preparo adequado do paciente.

 

11 - Diferentes Modos de Utilizac¸ão da PEEP como Recurso Fisioterapêutico

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Diferentes Modos de

Utilização da PEEP como

Recurso Fisioterapêutico

Ada Clarice Gastaldi  •  Hugo Pereira Goretti  •  Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

Nos últimos anos, surgiram vários dispositivos de fisioterapia respiratória que oferecem alternativas ao tratamento convencional, consomem menos tempo e dão maior independência ao paciente com doença pulmonar crônica. Esses aparelhos facilitam a mobilização do muco das vias aéreas, melhorando a ventilação e a função pulmonar. Os pacientes com doenças respiratórias crônicas preferem usá-los por conta de seus benefícios, como maior independência e menor custo.

Destacam-se aqueles que utilizam a pressão expiratória positiva (PEP), que tem importantes efeitos fisiológicos e aplicações clínicas. Além disso, a aerossolterapia pode ser feita em associação com muitos desses dispositivos.

Pressão positiva expiratória

O primeiro equipamento comercial com utilização de PEP foi desenvolvido na Dinamarca no final da década de 1970, sendo posteriormente introduzido nos EUA como uma alternativa ao tratamento de fisioterapia convencional. Esse dispositivo tinha como objetivo principal a remoção de secreção das vias aéreas em pacientes hipersecretivos. Posteriormente, a aplicação da

 

12 - Mecanismos Fisiológicos e Recomendações para o Uso dos Incentivadores Inspiratórios

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Mecanismos Fisiológicos e Recomendações para o

Uso dos Incentivadores

Inspiratórios

José Felippe Pinho da Silva  •  Rosária Dias Aires  • 

Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

A respiração é mantida e controlada por uma rede de neurônios no tronco encefálico que promovem ritmo respiratório ao receber impulsos regulatórios de diferentes locais do corpo.

Desse modo, a respiração é modulada pelo estado das vias aéreas, da parede torácica, dos pulmões e dos quimiorreceptores

(aferentes quí­micos sensíveis à hipercapnia, hipoxia ou acidose) e por aferentes mecânicos provenientes das vias aéreas, da parede torácica, dos m

­ úsculos respiratórios, bem como por comandos suprapontinos.

Em in­di­ví­duos adultos, acordados e em repouso, existe uma diversidade no padrão de respiração não apenas em termos de volume corrente e duração das fases inspiratória e expiratória e va­riá­veis derivadas [tempo total do ciclo respiratório (TTOT), relação entre o tempo inspiratório e TTOT (TI/

 

13 - Breath Stacking | Incentivo à Inspiração em Pacientes Não Cooperativos

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Breath Stacking | Incentivo

à Inspiração em Pacientes

Não Cooperativos

Rosária Dias Aires  •  José Felippe Pinho da Silva  • 

Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

O incentivo à inspiração profunda é importante para manter os volumes e as capacidades pulmonares próximos à normalidade. Assim, a rea­li­zação da inspiração profunda, em níveis próximos da capacidade pulmonar total (CPT), pode propiciar a reexpansão pulmonar de ­áreas com atelectasia e garantir a estabilidade alveolar.

Diversas são as situações associadas à perda de volume pulmonar, como as intervenções cirúrgicas torácicas e abdominais, as atelectasias, os derrames pleurais e pneumotórax, os traumas torácicos, a obstrução de via aérea, a fraqueza ­muscular inspiratória (doen­ças neuro­muscula­res, respiratórias crônicas

­ usculatura inspiratória de e sistêmicas que comprometem a m modo geral), o acamamento prolongado, entre outras.

Apesar da disponibilidade de uma série de dispositivos capazes de encorajar a respiração profunda e sustentar o esforço inspiratório para promover a estabilidade alveolar, esses objetivos nem sempre são alcançados, em virtude de fraqueza ­muscular, dispneia, comprometimento da compreensão da técnica, status mental alterado e dor.

 

14 - Treinamento dos Músculos Respiratórios

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Treinamento dos

Músculos Respiratórios

Karina Couto Furlanetto  •  Leila Donária  •  Mahara Proença  •  Fabio Pitta

Introdução

A fraqueza dos ­músculos respiratórios pode contribuir para sensação de dispneia, falência respiratória (hipercapnia e hipoxemia), dessaturação noturna, intolerância ao exercício e ortopneia, além de ser um importante preditor de mortalidade na doen­ça pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), na fibrose cística e na insuficiên­cia cardía­ca congestiva.

Os sintomas que sugerem fraqueza ­muscular respiratória geralmente começam a aparecer quando a força ­muscular respiratória está comprometida de maneira moderada a grave. A dispneia é a primeira a surgir nos momentos em que há aumento da demanda ­muscular, por exemplo, durante uma atividade física. Quando a fraqueza m

­ uscular está mais evidente, os sintomas podem ocorrer mesmo no repouso. A avaliação da ­musculatura respiratória está indicada quando o in­di­ví­duo apresenta dispneia, ortopneia, taquipneia, redução na capacidade vital sem explicação evidente, retenção de dió­xido de carbono (CO2), respiração superficial, movimentos paradoxais do abdome e caixa torácica, tosse pouco eficaz, episódios de infecção respiratória recorrentes e/ou fraqueza ­muscular global.

 

15 - Terapêutica Inalatória

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Terapêutica Inalatória

Armèle Dornelas de Andrade  •  Patrícia Érika de Melo Marinho  • 

Valdecir Castor Galindo Filho  •  James B. Fink  • 

Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

Os aerossói­s podem ser definidos como suspensões de partículas (líquida ou sólida) em um gás ou mistura de gases, disponibilizados pela inalação de substâncias com fins terapêuticos no interior do trato respiratório. Na verdade, os aerossóis podem ser encontrados na natureza em diferentes modalidades, como pólens, esporos, fumaça, poeira, nevoeiro ou mesmo poluição. Diariamente, o ser humano se expõe a uma gama de substâncias que podem ser danosas para a saú­de.

Entretanto, uma das principais funções do trato respiratório

é proteger os pulmões da invasão dos mais diversos tipos de aerossói­s suspensos na atmosfera passíveis de inalação.

Na prática clínica, os aerossói­s com caráter medicinal podem ser produzidos por atomizadores, nebulizadores, nebulímetros dosimetrados, nebulímetros liofilizados ou aparelhos específicos de inalação, os quais dispersarão essas partículas pequenas em um gás. Assim, esses aerossói­s poderão ser utilizados para deposição da névoa nas vias aéreas superiores ou nos pulmões, produzindo efeitos locais e sistêmicos. O sistema respiratório apresenta características específicas que propiciam um melhor aproveitamento dos fármacos aerolizados, pois têm uma grande ­área de secção transversa, em torno de 75 m2, rica vascularização e um epitélio alveolar bastante delgado (aproximadamente 0,1 a 0,5 mm), facilitando a maior absorção dos medicamentos.

 

16 - Fisiopatologia, Diagnóstico e Tratamento da Insuficiência Respiratória Aguda

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Fisiopatologia,

Diagnóstico e Tratamento da Insuficiência

Respiratória Aguda

Maria da Glória Rodrigues Machado  •  Cristino Carneiro Oliveira

Introdução

A insuficiência respiratória aguda (IRA) é definida como a incapacidade aguda do sistema respiratório em manter a ventilação e/ou oxigenação adequadas. A ventilação é avaliada pela pressão do dióxido de carbono no sangue arterial (PaCO2), e a oxigenação por diferentes índices, sendo o mais utilizado a relação entre a pressão parcial de oxigênio no sangue arterial

(PaO2) e a fração inspirada de oxigênio (FiO2).

A IRA pode ser classificada em hipoxêmica, hipercápnica ou mista. A IRA hipoxêmica caracteriza-se por hipoxemia com PaCO2 normal ou baixa (hipocapnia), cujas principais causas são as disfunções do parênquima e da vasculatura pulmonar e as disfunções cardíacas. A IRA hipercápnica cursa com hipoxemia e PaCO2 elevada (hipercapnia), em decorrência principalmente das disfunções do drive respiratório, da parede torácica, das vias aéreas e das doenças neuromusculares.

 

17 - Gasometria Arterial

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17

Gasometria Arterial

José Carlos Serufo  •  Luiz Lobato  • 

Natalice Sousa de Oliveira  •  Lucimara Vidal

Introdução

Cumpre frisar que o raciocínio exposto a seguir deve ser sistematicamente embasado e atualizado com os dados clínicos, sinais e sintomas do paciente, quando a gasometria torna-se apenas um desses componentes. Os distúrbios acidobásicos

(DAB) – em especial os respiratórios – têm caráter tempo-lábil, o que determina a interpretação correlata da situação clínica contemporânea com os dados disponíveis a cada instante.

É um erro frequente fazer a avaliação comparativa de dados clínicos, de imagem, ventilatórios e gasométricos desconexos, obtidos em diferentes momentos.

A gasometria, aliada aos dados clínicos e aos sinais e sintomas do paciente, orienta uma intervenção efetiva na correção da oxigenação, da ventilação e dos DAB.

Realizada em amostra de sangue arterial ou venoso, a gasometria traz ampla variedade de dados a serem interpretados isoladamente e em conjunto, dependendo do objetivo a ser analisado: a parte respiratória, a te­ci­dual ou as alterações acidobásicas. A avaliação pulmonar dá-se a partir do sangue arterial, enquanto a parte metabólica utiliza o sangue arterial e/ou o venoso.

 

18 - Oxigenoterapia em Situações Agudas e Crônicas

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18

Oxigenoterapia em

Situações Agudas e

Crônicas

Gisele do Carmo Leite Machado Diniz  •  Maria da Glória Rodrigues Machado

Introdução

Diversas situações, como pneumopatias agudas ou crônicas, trauma extenso, anestesia, pós-operatórios e quadros de instabilidade hemodinâmica, podem reduzir, de maneira isolada ou simultânea, tanto o conteú­do arterial de oxigênio quanto o débito cardía­co. Consequentemente, pode haver hipoxia te­ ci­dual, definida como a baixa oferta de oxigênio aos tecidos resultando em perda da integridade da membrana, alterações na homeostase do cálcio e nas atividades enzimáticas celulares. Dispneia, taquicardia e alterações da função mental são exemplos de sinais e sintomas de hipoxia te­ci­dual.

A oxigenoterapia é um recurso utilizado com o intuito de contribuir para uma oxigenação sistêmica adequada e, consequentemente, evitar os efeitos deletérios da hipoxia ao organismo. Define-se como a inalação de oxigênio em concentração superior àquela presente no ar ambiente, que é em torno de 21%. O oxigênio pode ser ofertado por meio de sistemas de baixo e de alto fluxo, compreendendo uma ferramenta importante para o tratamento de insuficiên­cia respiratória aguda e crônica. Os principais objetivos que levam ao seu emprego são o tratamento ou a prevenção de hipoxemia e hipertensão arterial pulmonar e a redução do trabalho respiratório e miocárdico. Entretanto, o tratamento da hipoxemia em pacientes graves permanece desafiador. As lesões relacionadas com a hipoxia te­ci­dual são bem estabelecidas, mas estudos também demonstram a possibilidade de lesões associadas à hiperóxia, a oferta exagerada de oxigênio aos tecidos. Em pacientes graves, duas estratégias têm sido propostas no tratamento da hipoxemia (definida como uma baixa pressão arterial de oxigênio) para, simultaneamente, evitar a hiperoxemia (definida como uma alta pressão arterial de oxigênio). A primeira é o controle preciso da oxigenação arterial, que significa direcionar os valores da pressão arterial parcial de oxigênio (PaO2) ou da saturação arterial de oxigênio (SaO2) para valores-alvo in­di­vi­ dualizados. Assim, é possível ajustar corretamente o oxigênio ofertado e evitar os danos associados à hiperóxia inadvertida ou à hipoxia. A segunda estratégia é a hipoxemia permissiva. Trata-se da aceitação de níveis de oxigenação arterial mais baixos do que os que são, convencionalmente, tolerados para os pacientes. O objetivo da hipoxemia permissiva é minimizar os possíveis danos causados pela restauração da normoxemia,

 

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