Auditoria Conceitos e Aplicações, 7ª edição

Autor(es): ATTIE, William
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Este livro tem como objetivo fornecer visão técnica e prática da Auditoria Contábil. A parte teórica e conceitual limita-se à cobertura dos principais conhecimentos indispensáveis para a execução dos trabalhos de auditoria. Já a parte operacional é minuciosamente exposta e abrange as principais áreas das demonstrações contábeis e os cuidados que devem ser observados na auditoria de cada uma delas. A partir do momento em que a obra expõe procedimentos práticos, é desenvolvido um exemplo completo, com peças interconsistentes, de um trabalho de auditoria. O exemplo cobre desde o desenho dos papéis de trabalho, todas as informações que neles são expostas, até a emissão do relatório final de auditoria. O subtítulo desta obra (Conceitos e aplicações) corresponde rigorosamente ao seu conteúdo, que, em síntese, abrange: ■ Princípios e práticas usuais de contabilidade e de auditoria. ■ Normas usuais de auditoria consoantes ao determinado pelo CFC. ■ Parecer de auditoria. ■ Controle interno, sua análise e formas de avaliá-lo. ■ Papéis de trabalho e procedimentos de auditoria. ■ Normas para auditoria dos principais grupos de contas das demonstrações contábeis. ■ Encerramento do trabalho, de todos os papéis de trabalho e a forma como resolver os assuntos encontrados no decorrer de sua realização. Cabe registrar que a auditoria explicada nesta obra obedece à nomenclatura e às exigências da Lei no 6.404/76, bem como aos requisitos da legislação vigente no País. O livro também está atualizado pela Lei no 11.638/07 e pelas atuais e muitas alterações promovidas pelas Resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) para permitir o enquadramento internacional da metodologia contábil e de auditoria._x000D_
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25 capítulos

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1 - Introdução à Auditoria

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1.1

Introdução à Auditoria

NOÇÕES DE AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Uma visão pragmática do significado de uma auditoria das demonstrações contábeis mostra-se no fato de a pessoa do auditor prender sua atenção em cada uma das afirmações contidas nas demonstrações em exame. O objeto, nesse caso, é o enfoque que o auditor dá aos saldos e valores constantes nas informações da empresa sob auditoria e o que tais saldos e valores representam em termos patrimoniais.

As demonstrações contábeis, por sua vez, para serem corretamente elaboradas, precisam de adequada metodologia que permita: a) de um lado, a obediência a preceitos técnicos emanados da doutrina contábil e seus órgãos legais, sociais, fiscais, dentre outros reguladores que a influenciam; e, b) de outro lado, a coleta de informações dos acontecimentos ocorridos em cada segmento da empresa por intermédio de um sistema de informações e de uma sistemática que permita controles efetivos sobre tudo o que acontece na empresa e de que tais informações sejam transformadas em valores quantificáveis para fazer parte dos dados constantes das demonstrações contábeis.

 

2 - Fundamentos de Auditoria das Demonstrações Contábeis

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2.1

Fundamentos de Auditoria das Demonstrações

Contábeis

OBJETIVO DA AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

O objetivo do exame normal de auditoria das demonstrações contábeis é expressar uma opinião sobre a propriedade das mesmas, e assegurar que elas representem em seu conjunto adequadamente a posição patrimonial e financeira, o resultado de suas operações, as mutações do seu patrimônio líquido e os demais demonstrativos correspondentes aos períodos em exame, de acordo com as práticas contábeis no Brasil.

O exame de auditoria deve ser efetuado de acordo com as normas de auditoria, inclusive quanto ao planejamento do trabalho, a constatação dos registros dos eventos contábeis e às avaliações das práticas e estimativas adotadas pela empresa.

Dessa forma, o objetivo principal da auditoria pode ser descrito, em linhas gerais, como sendo o processo pelo qual o auditor se certifica da veracidade da totalidade das demonstrações contábeis preparadas pela companhia auditada. Em seu exame, o auditor, por um lado, utiliza os critérios e procedimentos que lhe traduzem provas que assegurem a efetividade dos valores apostos nas demonstrações contábeis e, por outro lado, cerca-se dos procedimentos que lhe permitem assegurar a inexistência de valores ou fatos não constantes das demonstrações contábeis que sejam necessários para seu bom entendimento.

 

3 - Processo Auditorial

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Processo Auditorial

3.1 INTRODUÇÃO

A finalidade estabelecida para uma auditoria é a emissão de uma opinião fundamentada por uma pessoa independente, porém com capacitação técnica e profissional suficiente para emiti-la. O objeto a ser examinado pode estar apresentado de diversas formas, como um saldo contábil, um documento, um formulário, e assim por diante.

O termo auditoria tem sido empregado para diferentes tipos de atividades, mas com a mesma finalidade, qual seja, a de um especialista em sua área de atuação com vistas à emissão de uma opinião. Essa opinião tem de estar abalizada e ser concreta, não se permitindo a emissão de uma opinião sem que tenham sido obtidos os elementos comprobatórios que atestem a veracidade de certa afirmação. A auditoria não pode ser alicerçada em dados não concretos e de esparsas informações, mas ser fatual, permitindo correta e inquestionável opinião sobre o dado examinado.

É a correta combinação do conhecimento técnico obtido pelo auditor, por meio de estudos regulamentares e de aprimoramento de sua capacitação, com a experiência que vai adquirindo, em uma carreira diversificada de situações e problemas, que faz com que ocorra o amadurecimento mental criterioso, dando-lhe competência para o julgamento dos fatos com exatidão e eficiência.

 

4 - Normas de Auditoria

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Normas de Auditoria

4.1 INTRODUÇÃO

Como acontece em todas as profissões, na auditoria também foram estabelecidos determinados padrões técnicos que objetivam qualificação na condução dos trabalhos de auditoria e garantir atuação consistente tecnicamente suficiente do auditor e de seu parecer, assegurando, a todos aqueles que dependem de sua opinião, a observação de uma série de requisitos considerados indispensáveis para o trabalho concretizado.

As normas de auditoria diferem dos procedimentos de auditoria, uma vez que eles se relacionam com as ações a serem praticadas, conquanto as normas tratam das medidas de qualidade da execução destas ações e dos objetivos a serem alcançados através dos procedimentos.

As normas dizem respeito não apenas às qualidades profissionais do auditor, mas também a sua avaliação pessoal pelo exame efetuado e do relatório emitido.

4.1.1

Histórico das normas de auditoria antes do advento da Lei no 11.638/07

As normas de auditoria até então reconhecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade estavam contidas na Resolução CFC no 751, de 29-12-93, e que foram subsequentemente atualizadas pela Resolução CFC no 980, de 24-10-03 em seus artigos 6o e 7o e diziam respeito a:

 

5 - Parecer de Auditoria

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Parecer de Auditoria

5.1 INTRODUÇÃO

O objetivo da auditoria independente é expressar uma opinião sobre a propriedade das demonstrações contábeis examinadas. Geralmente, o trabalho do auditor sobre as demonstrações contábeis examinadas é atestar a situação patrimonial e financeira ali espelhada e os resultados identificados no período em exame e os demais demonstrativos que compõem o conjunto das informações. O parecer de auditoria é o instrumento pelo qual o auditor expressa sua opinião, em obediência às normas de auditoria; após a realização de todo o trabalho de campo, reunindo provas e evidências sobre as demonstrações contábeis, é que o auditor determina seu entendimento sobre a representatividade e o conjunto das mesmas. Seu exame de campo, concluído por intermédio de programa de trabalho, o endereça à obtenção de informação e fatos que determinam seu posicionamento e o impelem a análises, pesando e medindo efeitos decorrentes das informações obtidas.

A emissão do parecer reflete o entendimento do auditor acerca dos dados em exame, de uma forma padrão e resumida que dê, aos leitores, em geral, uma noção exata dos trabalhos que realizou e o que concluiu. A forma do Parecer dos Auditores Independentes sobre as demonstrações contábeis em exame está contida na Norma Brasileira de contabilidade NBC

 

6 - Demonstrações Contábeis

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Demonstrações Contábeis

6.1 INTRODUÇÃO

A contabilidade, embora destinada a estudar e possibilitar o controle do patrimônio das entidades, do ponto de vista econômico e financeiro, não deve ser entendida como um simples sistema de escrituração de acontecimentos que afetam a composição dos elementos patrimoniais. A contabilidade é considerada como ciência social que tem respeitável acervo cultural e um conjunto de técnicas, princípios, conceitos e metodologia própria para servir a quem se utilizar de seus produtos, contribuindo, no plano econômico e administrativo das entidades, para a produção de informações seguras e objetivas.

A contabilidade tem, ao longo do tempo, criado condições e competência e servido como poderoso instrumento de decisão aos administradores. Além de informações de natureza econômica, como o fluxo de caixa, receitas e despesas previstas e realizadas e demais informativos úteis, também tem procurado fornecer sólidas informações que possibilitem a gestão dos negócios. O gestor dos negócios requer, para sua decisão, elementos de formação de juízo e a escolha fundamentada na realidade dos fatos.

 

7 - Princípios e Práticas Contábeis

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Princípios e Práticas

Contábeis

7.1 INTRODUÇÃO

Como regra geral, em cada uma das ciências, assim como em funções técnico-profissionais, são definidos certos princípios que servem de base para a orientação e para a condução, de forma razoável, de determinados eventos gerados pela entidade.

A contabilidade, como ciência social que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro de atos e fatos, dispõe de seus princípios que, em verdade, têm por objetivo orientar de forma técnica a condução do exercício profissional em todos os aspectos que envolvam de forma direta ou indireta a doutrina contábil.

Assim, os princípios traduzidos pela “origem”, pela “causa inicial” e que, uma vez identificados e analisados, se tornam aplicáveis a eventos repetitivos que culminam em um conjunto de normas e regras, determinando padrões de conduta a serem seguidos por todos aqueles que se encontram naquela atividade.

7.2 CONCEITO

Princípios e práticas contábeis que se tornam geralmente aceitos são os preceitos resultantes do desenvolvimento da aplicação prática dos princípios técnicos emanados da Contabilidade, de uso predominante no meio em que se aplicam, proporcionando interpretação uniforme das demonstrações contábeis.

 

8 - Controle Interno

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Controle Interno

8.1 INTRODUÇÃO

De uma forma cada vez mais crescente, começamos a dar a devida importância aos métodos científicos de administração, embora seja praticamente desconhecida uma acepção clara de controle interno. Às vezes imagina-se ser o controle interno sinônimo de auditoria interna. É uma ideia totalmente equivocada, pois a auditoria interna equivale a um trabalho organizado de revisão e apreciação dos controles internos, normalmente executado por um departamento especializado, ao passo que o controle interno se refere a procedimentos de organização adotados como planos permanentes da empresa.

8.2

CONCEITO DE CONTROLE INTERNO

Em países cuja educação é voltada a ambientes capitalistas e de investimentos efetivos o sentido de controle encontra-se mais aflorado e vivo.

O Comitê de Procedimentos de Auditoria do Instituto Americano de Contadores Públicos

Certificados, AICPA, Estados Unidos, afirma:

“O controle interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas, adotados pela empresa, para proteger seu patrimônio, verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a adesão à política traçada pela administração.”

 

9 - Procedimentos de Auditoria

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Procedimentos de Auditoria

9.1 INTRODUÇÃO

O desempenho da atividade de auditoria requer, como em qualquer outra função, a utilização de ferramentas de trabalho que possibilitem formar uma opinião. Geralmente, o objetivo da auditoria é fundamentar seu ponto de vista com fatos, evidências e informações possíveis, necessárias e materiais.

Cabe ao auditor identificar e atestar a validade de qualquer afirmação, aplicando os procedimentos adequados a cada caso, na extensão e profundidade que cada caso requer, até a obtenção de provas materiais que comprovem, satisfatoriamente, a afirmação analisada.

A aplicação dos procedimentos de auditoria precisa estar atrelada ao objetivo que se quer atingir. O objetivos é a meta a ser alcançada. Os procedimentos são os caminhos que levam

à consecução do objetivo.

Dessa forma, se o objetivo é determinar a existência de um bem, o caminho a seguir é inspecioná-lo fisicamente, buscar uma prova material e satisfatória.

 

10 - Papéis de Trabalho

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Papéis de Trabalho

10.1 FINALIDADE DOS PAPÉIS DE TRABALHO

Os papéis de trabalho formam o conjunto de formulários e documentos que contêm as informações e apontamentos obtidos pelo auditor durante seu exame, bem como as provas e descrições dessas realizações; constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento de sua opinião.

Como o auditor utiliza documentos originais de propriedade da empresa, e é grande o volume de transações e documentos, a comprovação da realização do trabalho através de cópias da documentação seria volumosa, além de onerosa.

Para evitar grande volume de documentos e dar outra forma ao trabalho, o auditor utiliza papéis de trabalho para registrar as descobertas realizadas e comprovar o trabalho cumprido.

Embora os papéis de trabalho tenham procedido dos documentos originais que são de propriedade da empresa ou de informações obtidas diretamente da área em exame, os papéis de trabalho são propriedade exclusiva do auditor, devido, principalmente, a neles estar fundamentada sua opinião.

 

11 - Exemplo Prático do Uso de Procedimentos de Auditoria e a Elaboração de Papéis de Trabalho

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Exemplo Prático do Uso de

Procedimentos de Auditoria e a Elaboração de Papéis de

Trabalho

11.1 INTRODUÇÃO

No Capítulo 9, enfocamos os procedimentos de auditoria especificando a utilidade e o significado de cada um deles. No Capítulo 10, relatamos a importância da elaboração dos papéis de trabalho considerando os aspectos fundamentais das informações a serem neles apostas.

No capítulo em pauta, trataremos de evidenciar a coleta das informações realizada pelo auditor durante o transcorrer de seu trabalho através dos procedimentos de auditoria praticados em obediência ao programa de trabalho definido, e a inclusão das informações obtidas nos devidos papéis de trabalho.

A elaboração dos papéis de trabalho é algo que se realiza gradativamente, obedecendo, passo a passo, os procedimentos de auditoria definidos no programa de trabalho do auditor.

Assim, antecipadamente ao trabalho realizado, é oportuno que se tenha planejado como será o conjunto dos papéis de trabalho para o auditor poder determinar qual o melhor local e a melhor forma para promover a indicação do trabalho a ser realizado.

 

12 - Estudo do Controle Interno

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Estudo do Controle Interno

12.1 INTRODUÇÃO

Inquestionavelmente, controles internos são de interesse tanto de auditores independentes quanto de auditores internos.

Individualmente, cada um deles realiza suas tarefas consoante os objetivos a que se propõem, mas tomam por base os controles existentes para dar início a sua atividade propriamente dita.

Ao longo do tempo, as auditorias independentes e internas têm acentuado a necessidade de fortes sistemas de controle interno. Em 1949, o Comitê de Procedimentos de Auditoria do Instituto de Contadores Públicos Certificados (AICPA) identificou importante ligação entre o sistema de controle interno e os controles contábeis de uma organização. Em 1978, o

Security Exchange Commission (SEC) enviou um relatório ao Congresso que estabelecia um mandato para a melhoria do acompanhamento de controles internos e sugeria a criação de comitês independentes de auditoria. As empresas têm adotado, cada vez em maior escala, fazer o acompanhamento dos controles internos por intermédio de comitês de auditoria.

 

13 - Execução da Auditoria das Demonstrações Contábeis

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Execução da Auditoria das

Demonstrações Contábeis

13.1 INTRODUÇÃO

A execução da auditoria das demonstrações contábeis envolve não só o conhecimento dos fundamentos, objeto e técnicas de auditoria, como exposto nos capítulos anteriores, mas também a colocação em prática de todo o aprendizado obtido pela feitura de trabalhos anteriores e a aplicação destes conhecimentos pelos diversos segmentos auditados.

O trabalho de auditoria não necessariamente envolve a participação de uma única pessoa, mas provavelmente o concurso de uma equipe de trabalho coordenada por pessoas experientes, com habilidades específicas, e outras em processo de aprendizado no ramo auditado ou iniciantes da carreira de auditor.

Todo o embasamento técnico do auditor junta-se ao gerencial e administrativo de uma equipe de trabalho, a qual, tanto quanto possível, precisa estar consciente de suas responsabilidades, adequadamente treinada e capacitada para realizar o trabalho esperado e supervisionada por pessoas experientes.

 

14 - Auditoria das Disponibilidades

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Auditoria das

Disponibilidades

14.1 OBJETIVO DE AUDITORIA

A auditoria do disponível tem a finalidade de: a) determinar sua existência, que poderá estar na empresa, em bancos ou com terceiros; b) determinar se é pertencente à empresa; c) determinar se foram utilizados os princípios e as práticas usuais de contabilidade; d) determinar a existência de restrições de uso ou de vinculações em garantia; e e) determinar se está corretamente classificado no balanço patrimonial e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.

14.2 �NORMAS E PROCEDIMENTOS DE CONTABILIDADE

I – Disponibilidades (Caixa e Equivalentes de caixa)

1. Disponibilidade são recursos de propriedades da entidade, representadas por caixa e equivalentes de caixa, à disposição para uso imediato e irrestrito.

2. Caixa ou equivalente de caixa: na movimentação dos recursos financeiros, incluem-se não somente saldo de moeda em caixa ou depósito em conta bancária, mas, também, outros tipos de contas que tenham as mesmas características de liquidez e de disponibilidade imediata. Como equivalentes de caixa, devem ser consideradas as aplicações financeiras com características de liquidez imediata.

 

15 - Auditoria das Contas a Receber

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Auditoria das Contas a Receber

15.1 OBJETIVO DA AUDITORIA

A auditoria das contas a receber tem a finalidade de: a) determinar sua existência e representatividade contra os devedores envolvidos; b) determinar se é de propriedade da empresa; c) determinar se foram utilizados os princípios e as práticas usuais de contabilidade; d) determinar a existência de restrições de uso, de vinculações em garantia ou de contingências; e e) determinar que está corretamente classificada no balanço patrimonial e que as divulgações aplicáveis foram expostas por notas explicativas.

15.2 �NORMAS E PROCEDIMENTOS DE CONTABILIDADE

I – Contas a Receber

1. As entidades realizam operações de venda de suas mercadorias, produtos ou serviços.

Quando essas vendas são efetuadas para posterior recebimento, ou seja, a prazo, geram para a entidade um direito. Esse é registrado no ativo como contas a receber. Portanto, as contas a receber referem-se aos direitos de que a entidade é titular, decorrente dos eventos econômicos de venda a prazo de mercadorias, produtos e serviços relativos ao seu objeto social.

 

16 - Auditoria dos Estoques

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Auditoria dos Estoques

16.1 OBJETIVO DE AUDITORIA

A auditoria dos estoques tem a finalidade de: a) determinar sua existência, que poderá estar na empresa, em custódia com terceiros ou em trânsito; b) determinar se é pertencente à empresa; c) determinar se foram aplicados os princípios e as práticas usuais de contabilidade; d) determinar a existência de estoques penhorados ou dados em garantia; e e) determinar se estão corretamente classificados no balanço patrimonial e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.

16.2 NORMAS E PROCEDIMENTOS DE CONTABILIDADE – NBC TG 16 (R1) –

ESTOQUES (VIDE TAMBÉM DELIBERAÇÃO CVM NO 575 CONSOLIDADA)

Esta Norma, atualizada em 11 de dezembro de 2013, aprovou o pronunciamento técnico

CPC 16 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que trata de estoques.

I – Objetivo

1. O objetivo desta Norma é estabelecer o tratamento contábil para os estoques. Uma questão fundamental na contabilização dos estoques é quanto ao valor do custo a ser reconhecido como um ativo e mantido nos registros até que as respectivas receitas sejam reconhecidas.

 

17 - Auditoria das Despesas Antecipadas

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Auditoria das Despesas

Antecipadas

17.1 OBJETIVO DE AUDITORIA

A auditoria das despesas antecipadas, classificáveis como ativo circulante, tem a finalidade de: a. determinar que representam gastos efetivos da empresa que irão beneficiar o período subsequente; b. determinar se foram utilizados os princípios e as práticas usuais de contabilidade; c. determinar se estão corretamente classificadas no balanço patrimonial e se as divulgações cabíveis foram expostas em suas notas explicativas.

17.2 �NORMAS E PROCEDIMENTOS DE CONTABILIDADE

I – Pagamentos antecipados

1. Integram o ativo circulante os pagamentos antecipados de despesas operacional cujos benefícios somente se efetivam no período/exercício seguintes. Neste grupo incluem-se, exemplo, os prêmios de seguro, aluguéis, honorários decorrentes de serviços técnico-profissionais, agenciamento de propaganda e publicidade, bilhetes de empresas transportadoras, impostos, juros sobre empréstimos pagos antecipadamente e outros. Por se tratar de aplicação antecipada de recursos financeiros em despesas a serem incorridas no período/exercício seguinte, a sua apropriação às contas de resultados devem ser feita à medida que os benefícios sejam auferidos.

 

18 - Auditoria do Realizável a Longo Prazo (Não Circulante)

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Auditoria do Realizável a Longo Prazo (Não

Circulante)

18.1 ORIENTAÇÃO PARA A AUDITORIA

Os objetivos de auditoria, a revisão do controle interno e os procedimentos de auditoria relacionados com o realizável a longo prazo são os mesmos que os descritos nos Capítulos 14 a 17, uma vez que as contas classificadas no realizável a longo prazo são da mesma natureza daquelas, diferenciando-se apenas quanto à realização, visto que ocorre em prazo superior a um exercício da data de encerramento das demonstrações contábeis.

A Lei das Sociedades por Ações determina a classificação como realizável a longo prazo para os direitos após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia.

Por essa definição, e tendo-se em vista os Capítulos 14 a 17, onde tratamos sobre os itens classificáveis como ativo circulante, podemos ter em mente que serão destacados como realizável a longo prazo dependendo do prazo de realização, com exceção dos créditos de acionistas, diretores e sociedades coligadas ou controladas e dos empréstimos compulsórios à Eletrobras que serão tratados a seguir.

 

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