Livre de Ansiedade

Autor(es): Robert L. Leahy
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Esta obra investiga as origens da ansiedade e ensina como levar uma vida menos estressante. Utilizando os métodos propostos pelo autor, baseados nos melhores tratamentos psicológicos disponíveis, podemos conquistar uma vida livre de apreensão, tensão e evitação relacionadas à ansiedade.

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Capítulo 1. Entendendo a ansiedade

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capítulo

1

Entendendo a ansiedade

A mulher entrou em meu consultório e parecia exausta. Estava bem vestida e suas feições eram graciosas, mas havia uma certa tensão em seus olhos e em sua boca que a impedia de ser realmente atraente.

Ela não sorria e me olhava nervosamente, sem de fato encarar meu olhar ao entrar em minha sala. Sentou­‑se de um modo esquisito na ponta do assento da cadeira, mudando constantemente de posição enquanto falava, e seus olhos investigavam o ambiente. Tive a impressão de que ela estava esperando que algo péssimo estivesse por acontecer.

– Então, Carolyn – disse eu, quando terminamos de nos apresentar –, como posso ajudá­‑la?

Ela fez uma longa pausa.

– Acho que estou enlouquecendo.

– É mesmo? O que faz você pensar que está? – perguntei.

– Sempre tenho ataques de ansiedade.

Eu... Na verdade, os tenho há anos. Não sei o que tenho de errado. Não há razão para esses ataques.

Ela continuou a descrever seus ataques: terror repentino de estar fora de casa, em um shopping ou olhar pela janela de um edifício alto. Um pânico total, sem motivo nenhum e sufocante, acompanhado por fortes batidas do coração e respiração ofegante.

 

Capítulo 2. A ansiedade como adaptação

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capítulo

2

A ansiedade como adaptação

O QUE A EVOLUÇÃO PODE NOS

ENSINAR SOBRE A ANSIEDADE?

Por que somos tão ansiosos?

Somos ou gostamos de pensar que somos a espécie mais inteligente. Mais do que qualquer outro animal, temos a capacidade de pensar racionalmente – para avaliar uma situação de modo realista e decidir sobre a melhor linha de ação. Por que, então, somos tão controlados por ansiedades que são manifestamente irracionais? Por que não podemos usar nossa maravilhosa inteligência humana para simplesmente ver que as coisas, em grande parte, ficarão bem? Nossos amigos e parceiros conseguem, em geral, avaliar nossas ansiedades de maneira muito clara. Eles parecem saber quando estamos perdendo o controle da situação: “Não precisa ficar tão ansioso(a)”, dizem eles para nos tranquilizar. “Não há com o que se preocupar”. Isso quase nunca ajuda. Em alguma medida, sabemos que estão certos – que o quadro de que dispõem sobre a situação é mais realista do que o nosso, mas simplesmente não nos sentimos nem um pouco menos ansiosos. É como se nossos cérebros estivessem programados para sobrepujar a verdade racional ou lógica.

 

Capítulo 3. O “livro” de regras da ansiedade

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capítulo

3

O “livro” de regras da ansiedade

A identificação das regras

Agora já sabemos de onde vem nossa ansiedade. Ela não surge em nossa mente por acaso. Não é o resultado de algum erro que cometemos ou de algum defeito de personalidade. Não foi gerada na confusão de nossa infância. Quando experimentamos um medo irracional (pode ser de um acidente de avião, de um cachorro que late, da ruína financeira, de uma doença contagiosa, de ser rejeitado ou de qualquer outra coisa), estamos agindo a partir de um padrão que se instaurou em nós há centenas de milhares de anos ou mesmo há milhões de anos. Esse padrão pode ter mantido nossos ancestrais seguros contra uma miríade de perigos, mas hoje não nos protege de nada. Ao contrário, devasta nossas vidas.

Será que podemos fazer alguma coisa a esse respeito? Há uma maneira de ficarmos menos neuróticos? Se eu pudesse trazer aquele homem da Idade da Pedra para a nossa época, ele seria flexível o suficiente para se adaptar à era moderna? Ele poderia superar suas muitas neuroses o suficiente para que tivesse uma vida saudável e produtiva?

 

Capítulo 4. “Isso é perigoso!”. Fobia específica

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capítulo

4

“Isso é perigoso!”

Fobia específica

O QUE É FOBIA ESPECÍFICA?

Bety gosta de seu emprego, exceto quando precisa viajar de avião. Quando isso acontece, fica preocupada com dias de antecedência. Assiste com frequência ao canal do tempo, a fim de verificar a presença de tempestades. Acorda à noite pensando sobre o voo, com muito medo. Lembra­‑se de acidentes aéreos sobre os quais leu ou ouviu falar. No dia da viagem, Bety está em frangalhos. Quando entra no avião, olha em volta para verificar se não acha nada fora do lugar; ouve barulhos quando os motores são acionados e quando o avião sacode. “Será que alguma coisa está errada?”, pergun­ta­‑se. Quando o avião levanta voo, fecha os olhos, segura­‑se firme nos braços da pol­trona e mantém o corpo em posição rígida. Por sorte, ela tomou dois martinis antes de embarcar e pode tomar mais outras duas doses depois que o avião atinge a altitude necessária. Ela abre seus olhos e tira suas mãos dos braços da poltrona, mas não consegue relaxar: ao mínimo sinal de turbulência, Bety se segura firmemente nos braços da poltrona e faz uma oração. O voo parece não ter fim. Quando o avião pousa e taxia pela pista, ela volta ao normal, aliviada, mas exausta.

 

Capítulo 5. “Estou perdendo o controle”. Transtorno de pânico e agorafobia

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capítulo

5

“Estou perdendo o controle”

Transtorno de pânico e agorafobia

O QUE É TRANSTORNO DE PÂNICO?

Quando Paul veio consultar­‑se comigo pela primeira vez, sua vida estava mais ou menos despedaçada. Um ano antes, sem aviso prévio, ele havia começado a experimentar sintomas de ansiedade tão graves que sua vida estava paralisada. Ele estava afastado do trabalho por motivos de saúde.

Havia desistido de quase todas as suas atividades sociais e recreacionais; boa parte do tempo, sentia­‑se tão aterrorizado que nem saía de casa. Sua vida familiar havia se tornado um pesadelo estressante. Ele passava quase todo seu tempo compulsivamente buscando em si próprio os sintomas físicos gerados por sua ansiedade: tontura, fôlego curto, aumento dos batimentos cardíacos, desorientação. Quando os sintomas chegavam (e quase toda a atividade provocava o surgimento deles), Paul ficava incapacitado.

Como resultado disso, mergulhou em uma profunda depressão; sentia­‑se desesperado sobre seu futuro e veio até mim como um

 

Capítulo 6. “Nunca é o suficiente”. Transtorno obsessivo-compulsivo

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capítulo

6

“Nunca é o suficiente”

Transtorno obsessivo­‑compulsivo

O QUE É O TRANSTORNO

OBSESSIVO­‑COMPULSIVO?

Susan tem horror de tocar nas maçanetas das portas de seu apartamento. Ela puxa a blusa que estiver usando e a coloca sobre a maçaneta antes de abri­‑la. Pensa que as maçanetas podem estar contaminadas e tem medo de passar os germes para os móveis da casa. Toda vez que toca em alguma coisa que julga não estar limpa, ela vai direto até a pia e lava as mãos em um ritual, repetidamente, esfregando bem entre os dedos. Às vezes, o processo leva apenas alguns minutos; outras vezes, ela não se sente limpa se não ficar meia hora lavando as mãos. A seguir, ela se preocupa em não tocar na torneira para fechar a água. Sua casa não é o único local em que ela teme se contaminar. Susan também não gosta de tocar em dinheiro. Evita usar banheiros públicos. Teatros, ônibus, parques e as casas de outras pessoas também são fontes de uma ansiedade paralisante. Para

 

Capítulo 7. “Sim, mas e se?”. Transtorno de ansiedade generalizada

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capítulo

7

“Sim, mas e se...?”

Transtorno de ansiedade generalizada

O QUE É O TRANSTORNO DE

ANSIEDADE GENERALIZADA?

Linda parece estar sempre preocupada. Ela se preocupa com o fato de sua filha

Diane ter problemas na escola. Não que

Diane não esteja em geral bem, mas ultimamente enfrentou alguns problemas em matemática e, uma vez ou duas, chorou depois que algumas outras crianças implicaram com ela. Quando Diane demora para voltar para casa, Linda começa a se perguntar se não houve algum acidente com o

ônibus da escola. Linda está divorciada há quatro anos, e Sam, seu ex­‑marido, às vezes se atrasa ao fazer alguns pagamentos de apoio. Ela se preocupa com a possibilidade de ele parar de fazê­‑los e que, então, ela não possa ficar na casa onde mora. Linda também se preocupa com o trabalho: se ela não tiver um bom desempenho poderá ser demitida e, provavelmente, não encontrará nenhum outro emprego. Toda vez que adoece, fica preocupada com a possibilidade de o plano de saúde não cobrir os custos. A lista de coisas com que se preocupar parece interminável. Nada em sua vida parece estar tranquilo ou seguro.

 

Capítulo 8. “Estou tão envergonhado!”. Transtorno de ansiedade social

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capítulo

8

“Estou tão envergonhado!”

Transtorno de ansiedade social*

O QUE É O TRANSTORNO

DE ANSIEDADE SOCIAL?

Ken, que tem vinte e poucos anos, ficava ansioso diante de outras pessoas desde a infância. Ele era baixo para sua idade e se lembra de que os meninos mais altos o humilhavam e debochavam dele. Durante todo o ensino médio e a faculdade ele foi tão tímido que não convidava as garotas para sair; nunca teve uma namorada “firme”. Tinha alguns poucos amigos na faculdade, mas em geral estava sozinho. Passava bastante tempo em seu quarto. Sentia­‑se estranho nas festas ou em grupos sociais e, por isso, os evitava. Raramente falava em aula, muito embora fosse um bom aluno e conhecesse a matéria estudada; sentia­‑se pouco à vontade diante do professor e dos outros colegas.

Quando era chamado a contribuir, entrava em pânico e seu coração disparava. Ele pensava: “Vou parecer um idiota. E se eu tiver um branco? Vou parecer um imbecil”. Para evitar isso, ele se sentava sempre no fundo da sala, tentando não ser notado.

 

Capítulo 9. “Está acontecendo de novo”. Transtorno de estresse pós-traumático

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capítulo

9

“Está acontecendo de novo”

Transtorno de estresse pós­‑traumático

O QUE É TRANSTORNO DE

ESTRESSE PÓS­‑TRAUMÁTICO?

Sarah foi criada em uma família em que o pai era a autoridade suprema. Quando ele dava uma ordem, não se questionava, se obedecia. Sarah era mais próxima de sua mãe, mas, assim como Sarah e suas irmãs, sua mãe era intimidada pelo patriarca. Ela incentivava as meninas a não se colocarem no caminho dele e a não o incomodarem. Isso tudo funcionou enquanto Sarah era pequena. Ela tentava ser boa: ia bem na escola e comportava­‑se adequadamente em casa. Mas quando entrou na adolescência, as coisas mudaram. Ela começou a ter uma vida social que a levou para o mundo – um mundo que seu pai nem sempre aprovava. Ela começou a formar opiniões próprias sobre religião e política, a se vestir de maneira mais independente, a falar mais.

Nada disso agradava muito seu pai. Tensões entre ambos começaram a surgir; os ânimos esquentavam e havia discussões. Uma ou duas vezes, Sarah enfrentou pequenas dificuldades na escola, o que aborreceu muito seu pai. A mãe não pôde ajudar muito; tudo o que ela queria é que Sarah se comportasse, para que, desse modo, o pai não ficasse bravo e as terríveis discussões terminassem.

 

Capítulo 10. Considerações finais

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10

Considerações finais

Enquanto escrevia este livro, tive muitas oportunidades de pensar nas muitas pessoas que consultaram comigo ao longo dos anos. O livro em si é uma reunião de tudo o que pude ensinar a essas pessoas sobre viver sob a sombra da ansiedade. O que eu não disse ainda – e gostaria de dizer agora – é sobre o que essas pessoas bravas e maravilhosas me ensinaram.

Quando penso nelas, sinto admiração e gratidão. Aprendi com meus pacientes muito mais do que podia imaginar – sobre o sofrimento, sobre a solidão, sobre o desespero –, mas, acima de tudo, sobre a coragem de superar tais adversidades. De fato,

é necessário coragem para sentir um medo avassalador e, ainda assim, enfrentá­‑lo. Vejo muitos dos meus pacientes chegarem ao que há de mais profundo em si próprios para enfrentar seus terrores, liberar suas defesas e se submeter à disciplina exata da realidade.

Observando isso, passei a ter o mais profundo respeito à personalidade humana; à sua resiliência, sabedoria, espírito indomá­vel e força. Toda vez que sou tentado a me tornar pessimista ou cínico em relação à condição humana, é isso que recupera minha fé.

 

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