Heróis do Xadrez Clássico

Autor(es): Craig Pritchett
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Neste livro, Craig Pritchett seleciona cinco grandes enxadristas cujo estilo de jogo é o xadrez clássico - direto, claro, enérgico, resistente, ambicioso e ainda assim completamente correto. O autor apresenta as grandes contribuições desses heróis, compara seus métodos e discute como eles influenciaram e ainda influenciam o desenvolvimento do xadrez. Leia este livro para aprimorar suas habilidades e vencer mais partidas.

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1. Akiba Rubinstein (1882-1961)

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Akiba Rubinstein

(1882-1961)

Rubinstein criou as partidas mais perfeitas desde a época de Steinitz... as demonstrações mais perfeitas dos ensinamentos de Steinitz.

Richard Réti, Masters of the Chess Board

Sem o grande exemplo de jogos e ideias do primeiro Campeão Mundial, Wilhelm

Steinitz (1839-1900), provavelmente seja justo dizer que a base para o que tenho em mente quando utilizo o termo xadrez classicamente objetivo não teria sido desenvolvido até o tempo de Rubinstein.

Steinitz é considerado pela maioria o fundador das regras fundamentais do xadrez posicional “correto”, especialmente em posições fechadas. Sua contribuição principal foi desenvolver a ideia de “equilíbrio” no xadrez, e a noção de que vencer depende muito de vantagens acumuladas suficientes para perturbar o equilíbrio natural em qualquer partida entre enxadristas a favor de ataques bem-sucedidos do que ataques quixotescos.

Steinitz submetia fatores posicionais, em especial estruturas de peões, a análises minuciosas. Ele enfatizava o valor das estruturas de peões sólidas, com pontos fortes no centro (normalmente baseados em peões em e4/e5 ou d4/ d5), manobrabilidade e ausência de casas fracas desprotegidas. Steinitz estava

 

2. Vassily Smyslov (1921-2010)

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Vassily Smyslov

(1921-2010)

O teor de uma partida de xadrez deve ser a busca pela verdade, e o da vitória uma demonstração de sua justeza.

Vassily Smyslov, 125 Selected Games

Assim como Rubinstein fez anteriormente, Smyslov via-se principalmente como um artista do tabuleiro. Smyslov não apenas visava à vitória no xadrez, mas também a um ideal que ele chamava de “verdade”. Às vezes ele referia-se a esta verdade como “o triunfo da lógica”. Ainda que de maneira vaga, ele insistia que a verdade deve existir no xadrez, e deve ser tão atingível quanto em qualquer outra forma de arte.

Symslov sempre deixou bem claro que para ele o xadrez era uma arte. Ele também insistia que seu ideal de xadrez derivava de outros de seus gostos artísticos mais amplos, em especial a música. Um homem de vasta cultura, era um músico talentoso cuja rica voz de barítono, muitas vezes procurada em momentos fora do tabuleiro em eventos internacionais de xadrez, havia lhe conseguido um teste na

 

3. Robert Fischer (1943-2008)

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Robert Fischer

(1943-2008)

Se os soviéticos eram a antítese da tese de 1930, então Fischer era a nova síntese... uma dialética que teria agradado Karl Marx.

Andrew Soltis, Bobby Fischer Rediscovered

Se a Escola Soviética levou o xadrez adiante para uma nova era com mais aventuras, pesquisas aprofundadas e riscos calculados, Bobby Fischer foi o encarregado de levar este espírito ao seu limite. De certa forma, Fischer antecipou o que Kasparov descreveu como uma mudança que somente começou de verdade com o auxílio de computadores cada vez mais modernos durante os anos de 1990. Como enxadrista, Fischer devotou sua vida à busca obstinada pelas verdades mais precisas no xadrez, baseadas em variantes.

“Na nossa era, as evidências das variantes estão se tornando cada vez mais convincentes (diferentemente da regra anterior, que afirmava que ‘em qualquer variante mais longa há erros’)”(Kasparov). Muito antes de haver qualquer auxílio de computadores (que hoje nos ajudam a analisar variantes de forma muito mais acurada) não havia nenhum mestre mais notável que Bobby Fischer na arte de enredar seus adversários em uma rede de variantes confusas, complexas e normalmente corretas.

 

4. Viswanathan Anand (1969-)

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Viswanathan Anand

(1969-)

Eu diria que hoje em dia é impossível trabalhar sem computador. E você não tem que fazer tudo mecanicamente. Ele lhe permite fazer coisas incrivelmente criativas... há posições que posso trabalhar hoje que antigamente eram impossíveis de trabalhar sozinho.

Vishy Anand, entrevistado por Outlook Business

O espírito de todo enxadrista clássico talvez seja essencialmente artístico. Rubinstein, Smyslov e Fischer eram todos enxadristas extremamente criativos. É claro que todos queriam vencer as partidas, mas também desejavam fazê-lo em grande estilo. Não necessariamente buscavam forçar a situação; em vez disso, buscavam desvendar e desenvolver-se usando as verdades estratégicas e táticas fundamentais, quaisquer fossem elas, em qualquer posição dada, e para qualquer lugar que elas os levassem. Quando obtinham êxito contra adversários honrosos, eles sempre produziam grandes obras de arte do xadrez.

Então não é de surpreender que Vishy Anand tenha enfatizado a criatividade em vez de mecanismos e hábitos em resposta a uma pergunta sobre o impacto do computador no xadrez, colocada a ele por uma revista de negócios indiana logo após ele ter ganho o Campeonato Mundial de 2008. Perguntado na mesma entrevista se achava que o computador pudesse ter universalizado a abordagem dos enxadristas renomados ao xadrez a tal ponto que o estilo estivesse agora morto, Anand repudiou enfaticamente essa ideia.

 

5. Magnus Carlsen (1990-)

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Magnus Carlsen

(1990-)

Um dos pontos mais fortes de Magnus é seu vasto repertório de aberturas. Vivemos em uma era de abundância de informação, e o novo campeão pode ser aquele que lida melhor com isso. Ele tem que saber tudo, como um computador.

Simen Agdestein, New in Chess

A citação acima é de um artigo que faz um balanço da carreira de Magnus

Carlsen, escrito em meados de 2006. Aos 16 anos, Magnus havia, até aquele momento, sido um Grande Mestre por alguns anos, jogado sua primeira Copa do

Mundo da FIDE, e chegado ao 60o lugar nos rankings mundiais. As palavras de

Agdestein apontam tanto para os atributos de seu compatriota quanto para os desafios que tem que enfrentar. Estava claro que encontrávamos em Carlsen um enxadrista dotado de uma grande variedade de habilidades universais. Criado na era do computador, a dúvida não era se iria se tornar um grande enxadrista, mas se chegaria a ser o número um do mundo.

Agdestein, um Grande Mestre norueguês e ex-jogador de futebol internacional, era especialmente bem qualificado para expressar essas palavras. Ele havia feito parte da aventura de Magnus Carlsen desde que começou a ganhar força significativa em eventos de xadrez escolares, por volta de 2000. Agdestein estava ciente de quão excepcionalmente talentoso Carlsen era como enxadrista, e de como ele ambicionava “saber tudo, como um computador”.

 

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