A Análise da Arquitetura

Autor(es): Simon Unwin
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É uma introdução cativante aos elementos e conceitos de projeto. O texto explora as edificações como resultado da interação entre as pessoas e o mundo que as cerca, e revela as abordagens de organização que estão por trás das aparências superficiais das edificações. Os exemplos, enriquecidos por desenhos originais do autor, são oriundos de todas as partes do mundo e de vários períodos da história, ilustrando estratégias de análise e mostrando como o desenho pode ser utilizado para o estudo da arquitetura.

14 capítulos

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Capítulo 1. Como a análise ajuda a projetar

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Com o a anális e ajuda a p rojeta r

“Os escritores devem iniciar como leitores, e antes de colocarem suas ideias no papel, até mesmo o mais alienado deles vai ter de internalizar as normas e formas da tradição com a qual desejam romper.”

Seamus Heaney –

The Redress of Poetry, 1995, p. 6.

Co m o a a n á l i s e a j u d a a p roj e tar

T

ive dificuldades para aprender a praticar a arquitetura. Isso acontece com muitas pessoas. Inicialmente, pode ser como pedir ao cérebro para fazer algo cuja estrutura de referência ele não tem. As habilidades de aprendizado desenvolvidas na escola, especialmente o uso de palavras e números, não preparam o cérebro para os desafios específicos do projeto de arquitetura. Ao mesmo tempo, porém, é como se a habilidade do projeto de arquitetura fosse inata e o foco escolar tradicional em disciplinas estudadas por meio da linguagem e da matemática lhe fizesse atrofiar, submergindo-a sob tanto conhecimento. O truque para começar a praticar arquitetura é despertar a habilidade inata; reviver aquele fascínio infantil pelo acampamento em volta de uma fogueira no bosque, cavar um buraco para sentar-se na praia, fazer “casinhas” debaixo de mesas e em cima de árvores.

 

Capítulo 2. A Arquitetura como Identificação de Lugar

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A arq u i t et ur a c o m o i de n t if i ca çã o d e lu g ar

P

ara que possamos passar à análise detalhada de algumas das estratégias conceituais da arquitetura, é necessário estabelecer uma espécie de base com relação à natureza da arquitetura e seus objetivos. Antes de passarmos ao “como?”, precisamos examinar brevemente o “o quê?” e o “por quê?”: “o que é a arquitetura?” e “por que a fazemos?”.

Apesar da vasta bibliografia sobre arquitetura, sua definição e seus objetivos nunca foram determinados. Há muita confusão e discussão acerca dessas questões, o que é estranho se considerarmos que a arquitetura é uma atividade humana literalmente tão antiga quanto as Pirâmides. Embora a pergunta “o que estamos fazendo quando fazemos arquitetura?” pareça simples, não é fácil respondê-la.

Várias maneiras de responder a tal pergunta parecem ter contribuído para a confusão. Algumas delas estão relacionadas à comparação da arquitetura com outras formas de arte. A arquitetura seria apenas escultura – a composição tridimensional de formas no espaço? Seria a aplicação de considerações estéticas à forma das edificações – a arte de embelezá-las? Seria a decoração das edificações?

 

Capítulo 3. Os Elementos Básicos da Arquitetura

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Um lugar pode ser identificado por uma variedade de elementos básicos: área de solo definida, paredes, plataforma, colunas, cobertura, porta, passeio.

Os elementos básico s da arquitetur a

“Abrir um espaço promove a liberdade, a abertura para a habitação e acomodação do homem. Quando pensado no seu caráter essencial, abrir um espaço é a liberação de lugares em relação aos quais o destino do homem que se acomoda se transforma na segurança do lar, na penúria da falta de uma casa ou na completa indiferença aos dois... abrir um espaço dá luz à preparação do local para uma moradia.”

Martin Heidegger – “Art and Space”, em Leach, editor – Rethinking Architecture, 1997, p. 122.

Os e l em en t o s b á si c os d a arqu i te tu ra

1

2

A

gora, como já temos uma definição prática da arquitetura e de seus objetivos fundamentais – a estruturação intelectual e a identificação de lugar –, podemos examinar os elementos disponíveis para um projeto. Não se trata dos materiais físicos da edificação (tijolo, argamassa, vidro, madeira, etc.), mas dos elementos compositivos da arquitetura, que não devem ser considerados objetos propriamente ditos, e sim na maneira como contribuem para a identificação de lugares.

 

Capítulo 4. Os Elementos Modificadores da Arquitetura

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É impossível transmitir tudo o que queremos por meio de um desenho, mas a arquitetura desses degraus é mais do que sua forma visível. Eles estão no Generalife, perto de

Alhambra, em Granada, Espanha. O local mostrado no desenho estimula quase todos os sentidos: os verdes profundos das folhas, as cores das flores, os padrões de luz e a sombra que estimulam a visão; também há o som da

água em movimento nas fontes próximas; o cheiro da vegetação quente e o perfume das laranjas; as variações de temperatura entre os lugares ensolarados e quentes e os lugares mais frios e sombreados; a água fria para lavar as mãos e os pés; as texturas dos passeios de pedra portuguesa; e, se alguém pegasse uma das laranjas ou uma uva, o sabor delas também iria contribuir para o lugar. E então viria o momento em que você subiria a escada para chegar até a porta no topo.

Os e leme n tos m odificadores da arquitetur a

“Do lado de fora, na sombra das amendoeiras do Parque dos Evangelhos, a casa parecia estar em ruínas, bem como as pessoas do distrito colonial, mas dentro dela havia uma beleza harmoniosa e uma luz espetacular que parecia vir de outra era. A entrada abria diretamente para um pátio de

 

Capítulo 5. Os Elementos que Desempenham Mais de uma Função

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Uma janela pode ter muitas funções ao mesmo tempo na arquitetura. Ela permite a entrada ou a saída de luz em um cômodo. Ela fornece uma vista externa ou interna. Ela pode estabelecer uma relação axial, como a “mira” de um rifle apontado para algo à distância.

A formação de uma abertura cria um peitoril que pode servir de apoio para livros ou plantas.

A janela pode ser um lugar de exibição. Tudo isso sem sequer considerar seu papel no padrão do leiaute geral de uma parede.

Os elementos que desempenham mais de uma função

“Compreenda o destino de uma Coluna, do templo egípcio funerário onde as colunas são organizadas para determinar o percurso do viajante, entre o períptero dórico por meio do qual são mantidos juntos o corpo da edificação, e a basílica paleoárabe onde elas suportam o interior,

às fachadas do Renascimento onde elas se tornam um elemento que almeja à verticalidade.”

Oswald Spengler, The Decline of the West (1918),

1926, p. 166.

 

Capítulo 6. O Aproveitamento das Coisas Preexistentes

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Uma caverna empregada como moradia

é arquitetura tanto quanto uma casa construída, uma vez que ambas são escolhidas como um lugar.

O ap roveitam ento das co isas p reexistentes

“...os templos e as construções de apoio de seus santuários eram individualmente formados e distribuídos em relação à paisagem e entre si de modo a realçar, desenvolver, complementar e, às vezes, até contradizer o significado essencial que era sentido no terreno. Como consequência, templos e outras edificações são somente uma parte do que pode ser chamado de “arquitetura” de um terreno qualquer, e o templo por si só se desenvolveu na sua forma mais estrita como a melhor construção para atuar neste tipo de relação.”

Vincent Scully – The Earth, the Temple, and the

Gods, 1962, p. 3.

O ap rovei t a m en to d as cois as preex i s t ente s

N

esta pequena fenda, na face de um enorme rochedo (à direita, no Desfiladeiro

Carnarvon, em Queensland, Austrália), uma família aborígene depositou o cadáver de uma criança pequena, enrolado em uma casca de árvore. Marcaram o lugar com os contornos de suas mãos, feitos com pigmentos. Esse túmulo é uma obra de arquitetura tanto quanto a Grande Pirâmide de Gisé (só que muito mais comovente). Trata-se de arquitetura por opção. Embora a arquitetura seja sempre uma atividade da mente, isso não significa que ela sempre envolva a construção física de algo.

 

Capítulo 7. Tipos de Lugares Primitivos

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O antigo dólmen construído como um lugar para a deposição de restos mortais parece ter sido uma metáfora da arquitetura para uma caverna.

Tipos d e lugares p rimitivos

“O lugar tinha uma pedra redonda

– um Gilgal – que o marcava como um santuário, e aí o jovem Eliphaz, o salteador, não ousaria lhe importunar. No centro do Gigal havia uma pedra peculiar vertical, negra como carvão e com a forma de um cone – obviamente caída do céu e possuidora de poderes divinos. Sua forma sugeria o órgão da procriação, portanto

Jacó piamente saudou a pedra com olhos e mãos erguidas e depois se sentiu extremamente revigorado.”

Thomas Mann, traduzido por Lowe-Porter –

Joseph and his Brothers (1933), 1970, p. 90.

Tip os d e l ug a res p ri m i ti vos

C

om o passar do tempo, os lugares criados e utilizados pelas pessoas ficam mais diversificados, mais sofisticados e mais complexos em termos de inter-relações. Alguns tipos de lugares são antigos: a lareira enquanto lugar do fogo; o altar como lugar de sacrifício ou foco para o culto; o túmulo como lugar para os mortos. Outros tipos de lugares são mais recentes: o aeroporto; o posto de gasolina na estrada; o caixa automático.

 

Capítulo 8. A Arquitetura como a Arte de Emoldurar ou Estruturar

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Nessa escultura, a imagem de uma pessoa

(chamada Rhodia) está emoldurada pela representação de uma edificação. Além de ser uma composição pictórica e um memorial, ilustra o reconhecimento de que edificações são “molduras” nas quais as pessoas vivem, e podem ser identificadas pelas pessoas que nelas habitam. (A escultura é uma estela funerária do Egito, e tem cerca de 1.200 anos de idade.)

A a rqui te tura com o a ar te de emol durar ou estr utura r

“Quando uma criança nascia em uma casa de coral, os membros femininos do núcleo familiar realizavam um ritual que determinava a posição social da criança. O bebê era levado ao redor da casa e em cada cômodo se contava à criança quem lá dormia ou trabalhava, o quê aquelas pessoas possuíam e qual era a sua relação com a criança. É claro que a criança nada entendia, mas as mulheres do grupo aprendiam ou reforçavam suas posições hierárquicas e as de todo mundo... As áreas da casa e os objetos associados a elas se tornavam referências de como se comportar com os indivíduos que ocupavam tais espaços.

 

Capítulo 9. Templos e Cabanas

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A forma e o caráter de nossa arquitetura são condicionados por nossas posturas em relação ao mundo em que vivemos e aos seus vários componentes.

Tem p los e cabanas

“Ser ou não ser, eis a questão:

Seria mais nobre em nosso espírito sofrer pedras e flechas Com as quais a

Fortuna, enfurecida, nos alveja, Ou tomar armas contra um mar de apuros

E lutar até seu fim?”

William Shakespeare – Hamlet, Ato III.i.

Te mp l o s e c a b a n a s

E

m sua relação com o mundo, as pessoas às vezes aceitam o que ele lhes oferece ou faz, e, em outras ocasiões, tentam mudá-lo para concretizar uma visão do que ele deveria ser – como o mundo poderia ser mais confortável, mais bonito ou mais organizado do que é.

Nossa interação com o mundo pode ser definida como uma mistura dessas duas respostas: aceitá-lo ou mudá-lo. Hamlet não foi o único a se preocupar com esse dilema; essa questão está especialmente viva na arquitetura, onde a mente que projeta precisa se envolver diretamente com o mundo.

 

Capítulo 10. As Geometrias Reais

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A geometria é inata em muitos aspectos da arquitetura. Ela influencia a maneira como fazemos as coisas e como ocupamos o espaço.

A s g eometrias reai s

“Tirar as medidas do homem na dimensão que lhe cabe gera a planta baixa de uma moradia. Tirar a medida das dimensões é o elemento dentro do qual a acomodação humana tem sua segurança, por meio da qual ela sem dúvida perdura. Tirar a medida é o que há de poético na moradia. Poesia é mensurar. Mas o que é medir?

Martin Heidegger, – “...poetically man dwells...”

(1951), em Poetry, Language, Thought, 1975, p.

221.

A s g e o m et r i a s rea i s

A

geometria é importante para a arquitetura de muitas maneiras diferentes.

O capítulo anterior – Templos e Cabanas – discutiu algumas das posturas distintas que a mente que projeta pode adotar perante as condições nas quais a arquitetura é praticada. Foi identificada a tensão que pode existir entre as características inerentes ao mundo físico e as ideias impostas no mundo pela mente. É possível discutir os usos arquitetônicos da geometria nos mesmos termos. Existem maneiras de usar a geometria que derivam das condições existentes e outras que podem ser impostas ou sobrepostas ao mundo (pela mente). A última, conhecida como geometria “ideal”, é tema do próximo capítulo; este capítulo discute algumas das geometrias “da existência”.

 

Capítulo 11. A Geometria Ideal

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A geometria ideal não pertence totalmente a esse mundo. Ela oferece a sedutora, porém inalcançável, promessa de perfeição.

A g eometria ideal

“Mas ao decidir a forma do fechamento, a forma da cabana, a implantação do altar e de seus acessórios, ele seguiu por instinto os ângulos retos, os eixos, o quadrado, o círculo. Afinal, ele não podia criar coisa alguma de outro modo, que lhe desse a impressão que criava. Afinal, todas essas coisas – eixos, círculos, ângulos retos – são as verdades da geometria e são efeitos que nosso olho pode medir e reconhecer; enquanto que, de outro modo, seria acaso, anomalia, arbitrariedade. A geometria é a linguagem do homem.”

Le Corbusier, – Towards a New Architecture

(1923), 1927, p. 72.

A g e om et r i a i d eal

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m dos maiores arquitetos e teóricos da arquitetura na Itália do século XV foi

Leon Battista Alberti, que iniciou o primeiro de seus Dez Livros Sobre Arquitetura afirmando que a geometria, no projeto da aparência das edificações, independe dos materiais usados na construção. Ao fazê-lo, ele chamou atenção para o fato de que um outro tipo de geometria se aplica na arquitetura, e precisa ser distinguido daquilo que chamamos, no capítulo anterior, de “geometrias reais”:

 

Capítulo 12. Estratégias de Organização do Espaço

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Nessa cabana, chamada Llainfadyn, o propósito da estrutura da edificação

é organizar uma porção de espaço, identificando-o como um local para moradia. Estrutura e espaço estão em simbiose – uma relação mutuamente afetiva.

(Essa pequena cabana de operário do norte do País de Gales é analisada como um dos

Estudos de Caso no final deste livro.)

Es tr até gi as d e organização do esp aço 1

Esp aço e estr utura

“Depois de certo tempo, ele aproxima a charrete do esqueleto da nova cabana.

Olímpia pode ver que terá uma vista espetacular, com nada mais que o

Atlântico como pátio frontal... A maior parte da cabana é estruturada, e existem muitos lugares dos quais se pode ver o oceano. Olímpia começa a sonhar sobre como seria fechar tal casa completamente com janelas – como seria sempre ter luz, se sentir cercada por areia e oceano... Juntos, eles entram na cabana e transitam pelos cômodos que, neste momento, só existem na imaginação, recintos retangulares e oblongos estruturados com madeira de pinho e carvalho, formando uma casa que um dia abrigará uma família. Ela imagina como se constrói uma estrutura como essa, como alguém sabe de maneira precisa onde colocar um pilar ou uma viga, como exatamente se faz uma janela.

 

Capítulo 13. Epílogo

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Ep ílog o

“Hesíodo parece estar no caminho certo ao colocar o Abismo em primeiro lugar no seu sistema. De qualquer modo, a razão de ele dizer “Primeiro veio o

Abismo, e depois a Terra de ombros largos” provavelmente é porque a primeira exigência é a de que deveria haver espaço para as coisas. Em outras palavras, ele compartilha a crença comum de que todas as coisas estão em algum local – ou seja, em algum lugar. E se os lugares são assim, então eles seriam realmente notáveis e importantes, já que esse é um pré-requisito para as outras coisas existirem, mas cuja existência de quem não depende de outras coisas, tem de ser principal. O que queremos dizer

é que o lugar não é destruído quando os objetos que ele contém o são.”

Aristóteles, traduzido por Waterfield– Physics

(cerca de 340 a.C.), 1996, p. 79.

Ep íl ogo

A

estrutura oferecida neste livro para a análise da arquitetura não é completa.

São muitas as estratégias que ainda precisam ser identificadas e exploradas; e muitas mais a serem inventadas. A arquitetura é uma atividade criativa, depende das mentes que tentam entender seus contextos e desenvolvem ideias sobre como o mundo pode ser mudado, organizado de maneira diferente de acordo com vários critérios e posturas. Em qualquer atividade criativa, há um jogo entre a originalidade e a adoção e reinterpretação de ideias que já foram utilizadas. Mesmo os arquitetos mais originais exploram ideias usadas por outros antes deles.

 

Capítulo 14. Estudos de Caso

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Estudos de cas o

“É evidente que a matéria-prima à disposição do artista tem sido constante

(sob um ponto de vista realista) desde o início dos tempos: o mundo natural, acessível aos sentidos da visão, audição e tato. Mas também é evidente que os usos que o homem tornou comum no seu repertório são tão infinitos que ele, de fato, desintegrou esse mundo público, como poderíamos chamá-lo, e o transformou em tantos mundos privados quanto as mentes que os percebem. De certa forma, é claro, todos nós fazemos isso; com base em nossa experiência limitada, criamos um universo limitado de acordo com nosso entendimento e adequado às nossas necessidades. Sabemos disto e o aceitamos sem imaginar que nosso mundo particular não é interessante para ninguém mais, exceto para nós mesmos. Porém, o artista inicia pelo pressuposto de que os outros querem compartilhar o seu mundo, e ele passa a se comunicar por meio de sua arte.

Ao fazê-lo, ele cria um mito. Tal mito

é um ato de fé: significa ser entendido como realidade, nunca como uma ficção

 

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