Inovação na Sala de Aula - Atualizado e Ampliado

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Clayton Christensen e seus coautores, Michael B. Horn e Curtis W. Johnson, propõem nesta obra uma abordagem inovadora para os desafios da educação. Ao salientar a importância de tratar de forma diferente pessoas que aprendem de forma diferente, eles mostram o importante papel da tecnologia na customização do ensino para a motivação e o aprendizado do aluno.

10 capítulos

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1. Por que as escolas têm dificuldade para ensinar de maneira diferente se cada aluno aprende de um jeito diferente

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Capítulo 1

Por que as escolas têm dificuldade para ensinar de maneira diferente se cada aluno aprende de um jeito diferente

Maria levanta da cadeira dois segundos antes de a campainha marcar o início das aulas, enquanto reclama do despertador. Já está atrasada. A aula começa praticamente antes do toque da campainha, porque o professor Alvera gosta de aproveitar o tempo com o máximo de informações. Maria lança um rápido olhar pelo rascunho sobre a classe – é um resumo em tópicos da leitura da noite passada, que ela absorveu com a maior facilidade. Arrisca um olhar na direção de

Rob, e faz o gesto de quem tira o boné, em saudação ao amigo.

Rob passa uma das mãos no cabelo ruivo despenteado e tira da bolsa um caderno, enquanto o professor de química explica a fórmula para o comportamento termodinâmico de um gás. Tenta focar no quadro em que já se encontra a fórmula “p V = n R T” – e diligentemente a copia em seu caderno, como se aquilo pudesse mudar o fato de não estar entendendo. O professor Alvera passou um bom tempo tentando ajudá-lo, mas não foi o suficiente, pois somente conseguiu explicar os velhos conceitos da mesma maneira de sempre – com tom de voz mais alto e mais arrastado. Se as notas de Rob continuarem ruins,

 

2. Rumo à mudança: as escolas atendem as demandas da sociedade

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Capítulo 2

Rumo à mudança: as escolas atendem as demandas da sociedade

Recém saído de uma reunião com sua nova diretora, Carlos Alvera tira seu automóvel barulhento do estacionamento da escola e olha à esquerda para os carros que passam correndo. As instruções para a convenção dos professores estaduais não foram muito claras, mas este ano, pelo menos, ele está decidido a participar. Stephanie Allston consegue deixá-lo intranquilo. Os padrões estaduais fazem com que ele se sinta inquieto. Segue à direita e faz outro retorno para entrar na interestadual e chegar à universidade, local da convenção deste ano.

Pelo menos ele se atreveu a pedir, e Allston concordou em fazer de Alvera um dos delegados da Randall.

Nos anos anteriores, ele simplesmente ignorou as oportunidades de comparecer à convenção dos professores estaduais. Este ano, no entanto, muita coisa mudou. Qualquer dia, os donos do poder podem proclamar que sua escola é um fracasso total. E a presença de Allston é um indício de mudanças: a nova diretora parece decidida a fazer tudo de maneira diferente, mesmo que Alvera não consiga entender até que ponto essas mudanças trarão algum bem.

 

3. Computadores amontoados nas salas de aula

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Capítulo 3

Computadores amontoados nas salas de aula

Maria e suas amigas pulam na arquibancada para comemorar o gol de Rob.

“Gooool!!!”, gritam elas, se abraçando, entusiasmadas. A equipe parece destinada a ganhar mais um campeonato, pelo menos enquanto Rob continuar fazendo parte do grupo, com suas boas notas, e, ultimamente, Maria tem se mostrado mais otimista quanto a essa possibilidade.

Depois do jogo, Rob e Maria vão juntos para casa. Eles têm outro compromisso com a química, logo mais à noite, mas, desta vez, Rob está confiante: tudo que eles precisam fazer é usar o Microsoft Excel para elaborar um gráfico com os dados certos. Depois disso, pensando em conquistar nota um pouco melhor na avaliação do professor, poderão elaborar breves perfis de químicos famosos, recorrendo à Internet como instrumento de suas pesquisas. Eles e os colegas apresentarão os trabalhos em pequenos grupos.

“Barbada!”, diz Rob à Maria, ainda vibrando com a vitória no futebol. Ela concorda, e os dois se despedem na esquina em que convergem as ruas onde moram suas famílias.

 

4. A distribuição disruptiva de computadores

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Capítulo 4

A distribuição disruptiva de computadores

No dia seguinte, quando Maria vai ao gabinete da orientadora a fim de se matricular para o próximo semestre, ela está rezando para que a faculdade seja bem melhor que o colégio. Motivada pelo seu interesse em religião e segurança internacional, ela lê bastante sobre a crescente importância dos árabes e do interesse que despertam como matéria de estudo nos Estados Unidos. Inclusive, a

Dra. Allston falou da possibilidade de uma aula extra sobre a matéria no próximo semestre, na Randall, mas agora, examinando as ofertas apresentadas no folder da orientadora, Maria se dá conta de que não haverá esta opção. Enquanto olha fixamente para o folheto chega a sua vez de falar com a orientadora. Em vez de se matricular logo, ela marca uma entrevista com a diretora para tentar obter junto a ela a permissão especial para uma aula de árabe na universidade local.

Mas o agendamento com a diretora não é necessário. A Dra. Allston espera junto à porta da sala da orientadora.

 

5. O sistema de aprendizado centrado no aluno

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Capítulo 5

O sistema de aprendizado centrado no aluno

Na biblioteca, Maria faz seu login com grande agitação e mal se dá conta de que

Rob está no computador em frente ao dela. Mas ele não deixa de vê-la.

“Você não tem aula hoje?”, pergunta ele.

“Estamos nos inscrevendo para os cursos do próximo período. E depois tenho o intervalo do almoço”, ela explica.

“O que você está fazendo aqui, então?”

“A diretora me orientou a acessar este site para aprender árabe online, para garantir créditos!”, diz Maria, e em seguida diminui o tom de voz, encabulada por notar que muitas das pessoas na biblioteca estão ouvindo o que ela fala e, provavelmente, entendendo que ela está agitada demais. “Aqui vou customizar um plano de curso para mim.”

“O que? Isso deve custar uma fortuna...”

“Nada, não, não tem custo”, responde Maria. Ela já está na tela de abertura.

Escolhe uma senha – Arabic-Maria – e vai clicando.

“Escolha um companheiro de conversação”, a tela sugere. Examinando os detalhes, Maria se dá conta de que parte do curso exige conversações regulares, via webcam, com alguém que tenha o árabe como idioma nativo e que esteja tentando aprender inglês.

 

6. O impacto dos primeiros anos sobre o sucesso dos alunos

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Capítulo 6

O impacto dos primeiros anos sobre o sucesso dos alunos

De volta à sua sala, depois de proporcionar à Maria a aula de árabe que ela tanto desejava, Stephanie Allson levanta-se, fecha a porta, tira os sapatos e coloca os pés vestidos em meias de náilon sobre a mesa, apenas para relaxar um pouco, e pensa:

Maria Solomon, se todos os alunos fossem ligados como ela.

Em alguns minutos, a professora coloca novamente os pés no chão, inclinando-se a fim de abrir um arquivo. O problema de Maria fora resolvido, mas soluções para os problemas de todos os alunos, nem pensar. Ela examina os registros de um aluno do primeiro ano do ensino médio chamado Sam Spitz. Que diferença!

Ela tentou de tudo para ajudá-lo em seus problemas de leitura, sem sucesso. Suas notas foram baixas na terceira série, na quinta série e também na sétima série – e nunca por falta de esforço. Sam se esforçava e os registros mostravam que havia recebido auxílio extra durante todos esses anos de escola. Era como se sua forma de aprender estivesse formatada e não houvesse meio de mudá-la.

 

7. Por que tantos alunos parecem desmotivados

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Capítulo 7

Por que tantos alunos parecem desmotivados

Pouco tempo depois, enquanto Stephanie escreve um rápido memorando que precisa passar à sua equipe mais tarde, a atmosfera solene é quebrada pelo geralmente reservado Alvera que entra impulsivamente, falando rápido e gesticulando. “Você não vai acreditar o que acabei de saber”, diz ele. Allston reclina sua cadeira esperando que a notícia urgente não signifique que ela terá de lidar com algum problema de relações públicas durante a tarde.

Como se ele estivesse lendo a mente dela, Alvera diz rapidamente, “Não, não se trata de um problema. É apenas uma surpresa tão grande que eu não podia esperar para contar a você”.

“Sobre o quê”?, pergunta ela, levantando as duas mão num gesto de

“manda ver”.

“Bem, é sobre aquele garoto que sempre se esforça muito, mas parece nunca ser capaz de acompanhar os outros, Sam Spitz”.

Allston empurra seu teclado de volta para o buraco na sua mesa e levanta a mão para tirar os óculos. Ela própria parece um pouco surpresa. “Que coincidência”, afirma ela. “Eu estava olhando seus registros ainda agora e me questionando se o sistema não o tinha deixado na mão desde o começo. Mas do que se trata”?

 

8. Aperfeiçoando a pesquisa em educação

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Capítulo 8

Aperfeiçoando a pesquisa em educação

Stephanie Allston, a diretora, dá um suspiro. Ela ainda tenta entender por que

Sam Spitz tem que satisfazer a sua necessidade fora da escola, enquanto Maria consegue ser atendida internamente, ainda que com reforço de auxílio externo.

Talvez não seja tão difícil promover uma virada nos rumos desta escola. Maria

é uma jovem inteligente e adaptável, e a diretora tem discernimento suficiente para saber que ela não será a única a se entusiasmar com as novidades.

Stephanie pensa um pouco em sua própria família e na experiência com o ensino. Toda a família se encaminhou razoavelmente – o irmão, Dave, é engenheiro, e a irmã, Eleanor, médica. A própria Stephanie pensou seriamente, durante longo tempo, sobre uma carreira na área das ciências jurídicas, mas depois de fazer trabalho voluntário com adolescentes nos tempos da faculdade, concluiu que não se sentiria bem em outra área que não fosse a da educação. Depois de alguns anos como professora de história no ensino médio, foi mandada para uma escola de ensino fundamental como nova diretora. No ano passado, o superintendente a convidou para uma reunião.

 

9. Organizando para inovar

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Capítulo 9

Organizando para inovar

O típico dia agitado de Stephanie, com momentos de euforia e decepção, está no final quando sua assistente bate à porta e lhe entrega um bilhete. Enquanto fala ao telefone com o diretor da Escola Matthew Keys tratando de uma transferência, ela gesticula para que a assistente deixe o bilhete por ali. Agarrada ao fone, olha de viés para a mensagem: o mau comportamento do atacante Doug

Kim complica mais uma vez as suas perspectivas de conseguir uma bolsa de estudos na área de esportes. Ela suspira. Os problemas de Doug não são apenas acadêmicos, eles começam em casa. Infelizmente, o alto aproveitamento de

Maria Solomon não faz uma escola.

Stephanie encerra rapidamente a conversa com o outro diretor e chama a assessora de volta.

“Gladys, você pode pedir para o Doug vir ao meu gabinete depois do treino de futebol? Acho que terei tempo para conversar com ele logo depois da reunião da associação dos pais e mestres.”

A diretora olha para o relógio e lamenta. Mais uma daquelas tardes intermináveis, embora ela saiba que não poderá adiar a conversa com Doug. Antes disso, terá de passar pela reunião com os pais e mestres. “Não sou mãe, nem professora. Debatam o tema”, a diretora murmura em voz baixa, enquanto ima-

 

Conclusão

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Conclusão

Vinte e cinco anos depois, Doug Kim Jr. é um dos aproximadamente 2000 alunos da Allston Circle High School, no sul da Califórnia. A campainha agora toca às 7h35min para indicar que as portas serão abertas dentro de dez minutos. O estudante magrelo perambula pelo estacionamento. Conversando com seus companheiros da banda a respeito da aula de música, mostra algumas pautas musicais e começa a explicar partes do ritmo a um dos amigos. Ele sabe de tudo. Apesar de alguns alunos chegarem mais tarde – dependendo da programação pessoal que eles próprios fizeram com seus orientadores – este grupo está com tanta vontade de ir à aula que chegam bem antes da hora. Observando-os do portal azul, Robert James não consegue parar de sorrir. Esses adolescentes estão tão longe daquilo que ele vivenciou, mal consegue acreditar naquilo, embora lecione ali há mais de dez anos.

“Oi, professor James!”, grita alguém do outro lado do pátio de estacionamento. Ele se volta para distinguir Maria, correndo em direção a ele, como sempre.

 

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