Saúde Coletiva: Políticas, Epidemiologia da Saúde Bucal e Redes de Atenção Odontológica - Série Abeno - Vol26

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Saúde coletiva: políticas, epidemiologia da saúde bucal e redes de atenção odontológica é mais um livro da Parte Temas Interdisciplinares. Assim como os demais livros da Série, a obra faz uso da linguagem didática para apresentar seu conteúdo fundamental: as políticas de saúde, a epidemiologia e a organização de redes de atenção em saúde bucal.

 

4 capítulos

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Capítulo 1 - O contexto histórico da formulação de políticas de saúde bucal em países selecionados

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1

O contexto histórico da formulação de políticas de saúde bucal em países selecionados

Panorama internacional: políticas de saúde e seu impacto na organização dos subsistemas de saúde bucal e serviços odontológicos

Objetivos de Aprendizagem

Ao se analisar o panorama internacional com respeito às políticas de saúde adotadas contemporaneamente, em particular a saúde bucal, com a respectiva forma de organização de serviços odontológicos, uma primeira pergunta de natureza conceitual emerge: o acesso e a utilização de ações e serviços de saúde bucal constituem um direito público da população em geral, ou um privilégio para os indivíduos de maior renda que possam pagar por serviços particulares?

Essa pergunta fundamental pode ser empiricamente respondida a partir da observação de experiências acumuladas em vários países, capazes de auxiliar na reflexão crítica de como distintas sociedades vêm tratando esse assunto.1 As experiências foram selecionadas em virtude de sua visibilidade política no cenário internacional, sendo emblemáticas para os respectivos continentes aqui representados. Assim, as análises internacionais apresentadas a seguir – exceto para Cuba, Estados Unidos e

 

Capítulo 2 - Políticas de saúde bucal no Brasil

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Políticas de saúde bucal no Brasil

A evolução de distintas conjunturas sanitárias

Para abordar o tema das políticas de saúde no Brasil, com ênfase nas políticas de saúde bucal, poderíamos lembrar a longa e tortuosa estrada percorrida pelo sanitarismo brasileiro no decorrer do século

XX e na primeira década do século XXI. Geralmente utiliza­‑se uma estruturação didática para facilitar a compreensão histórica das políticas de saúde segundo distintos autores,1-5 a fim de melhor distinguir os períodos das diferentes conjunturas sanitárias: 1) colonial;

2) primeira República até a Revolução de 1930; 3) populismo da era

Vargas até 1945; 4) período desenvolvimentista da década de 1950; 5) da década de 1960 até o fim da Ditadura Militar; 6) da Nova República até a atualidade.

Não é objetivo deste capítulo, no entanto, recapitular em detalhes a história sanitária brasileira, uma vez que há boas referências para essa finalidade.2, 6-8 Os interessados em um aprofundamento de natureza política e historiográfica, incluindo a conjuntura Oswaldo Cruz do início do século XX, a conjuntura Carlos Chagas por volta de 1920 e a conjuntura do sanitarismo desenvolvimentista em meados do século

 

Capítulo 3 - Epidemiologia da saúde bucal e iniquidades sociais

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Epidemiologia da saúde bucal e iniquidades sociais

Conceituação

Primeiramente é necessário fazer uma distinção conceitual para a introdução do tema e sua melhor compreensão ao longo do texto.

Quando nos referimos à odontologia, frequentemente estamos falando de sua face “clínica”, isto é, as práticas assistenciais que as várias disciplinas clínicas aplicam aos pacientes odontológicos.

Quando falamos de “saúde bucal”, estamos nos referindo ao processo saúde­‑doença bucal e à sua produção social, de natureza complexa e multifatorial. Assim, o objetivo da clínica odontológica é diferente do objeto da epidemiologia da saúde bucal, embora possam estar intimamente relacionadas.

O objetivo da clínica odontológica frequentemente é o diagnóstico e o tratamento do órgão doente, embora devesse também incluir a prevenção de doenças e agravos. O objetivo da epidemiologia é a saúde das populações, trabalhando com o diagnóstico coletivo, visando subsidiar o planejamento de intervenções de promoção da saúde e prevenção das doenças. O problema surge quando tentamos entender os fatos da vida coletiva que influenciam a saúde bucal, e que exigem o aporte das ciências sociais e humanas, somente com ferramentas criadas para o campo biológico, individual. O Quadro 3.1 permite fazer uma comparação para distinguir as diferenças epistemológicas entre clínica e epidemiologia, no contexto aqui discutido.

 

Capítulo 4 - Redes de atenção e organização de ações e serviços de saúde bucal

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Redes de atenção e organização de ações e serviços de saúde bucal

A transição demográfica, epidemiológica e nutricional significa crescente aumento relativo das condições crônicas, algo que tem muita importância também para a saúde bucal. A crise contemporânea dos sistemas de saúde em vários países caracteriza­

‑se pela organização da atenção às necessidades dos cidadãos em sistemas fragmentados, organizados preferencialmente para a assistência a condições agudas, com procedimentos de queixa/ conduta em contatos rápidos e episódicos, apesar da prevalência de condições crônicas.1, 2

Antes de prosseguir, é recomendável tornar essa classificação mais clara. Tradicionalmente, trabalha­‑se na análise da situação de saúde de uma população com uma divisão entre doenças transmissíveis e não transmissíveis. Essa tipologia é largamente utilizada, em especial pela epidemiologia, mas também pelo campo clínico, baseando­‑se na etiopatogenia. Embora útil aos estudos epidemiológicos, ela não se presta para referenciar a organização dos sistemas de atenção à saúde.

 

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