Prevenção ao Uso de Álcool e Drogas

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De quem é essa responsabilidade? Dos pais? Da escola? Dos governantes? Da sociedade como um todo? Como se faz prevenção? Neste livro, diversos especialistas brasileiros respondem a estas e outras questões, apresentando “mitos” e “verdades” a respeito do consumo de álcool e drogas e discutindo as possibilidades do trabalho de prevenção junto a crianças, adolescentes e adultos, seja no âmbito familiar, escolar, comunitário, da justiça, entre outros.

20 capítulos

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Capítulo 1 - O que é prevenção?

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CAPÍTULO 1

O QUE É PREVENÇÃO?

NELIANA BUZI FIGLIE

ALESSANDRA DIEHL

O uso nocivo de substâncias tem-se mostrado um grande desafio nas áreas da saúde, social e da justiça em decorrência dos problemas acarretados não apenas para o usuário como também para o meio em que ele está inserido. Nesse contexto, a prevenção se faz fundamental, e a proposta deste capítulo é compartilhar o conceito de prevenção, sua origem, os tipos de prevenção existentes, a complexidade envolvida na atuação, os fatores de risco e de proteção, bem como a importância de se terem nítidas as metas a serem prevenidas e o público-alvo, com suas especificidades.

CONCEITO

A prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas deve ter como meta diminuir ou evitar os problemas causados pelas substâncias antes que eles surjam, oferecendo possibilidades de mudança efetiva na comunidade ao estimular comportamentos e hábitos saudáveis. A prevenção promove a saúde, e seu alcance é ampliado quando está alinhada a políticas públicas e utiliza estratégias redutoras de danos, uma vez que o público-alvo deste tipo de intervenção não apresenta diagnóstico de síndrome da dependência de substâncias.

 

Capítulo 2 - Fatores de risco e fatores de proteção

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CAPÍTULO 2

FATORES DE RISCO E

FATORES DE PROTEÇÃO

ALESSANDRA DIEHL

NELIANA BUZI FIGLIE

Evitar ou reduzir o início do consumo de álcool, tabaco e outras drogas pelos jovens continua sendo um desafio em muitos países, inclusive nos mais ricos e desenvolvidos, como os Estados Unidos, a Inglaterra e a Austrália. Em que nossa sociedade está falhando com os jovens? No Brasil, particularmente, vivemos em uma cultura que “bombardeia” a todo instante a ideia de que a cerveja está associada à felicidade,

à sensualidade, a propriedades refrescantes e, sobretudo, vinculada as nossas “paixões nacionais”, como o futebol, a música e o carnaval.1

Décadas de pesquisa têm identificado padrões de risco e fatores de proteção relacionados com a experimentação, o uso e o abuso de álcool, tabaco e outras drogas entre crianças, adolescentes e jovens adultos.2-4

Alguns desses fatores têm ajudado a responder à inquietante pergunta que pais, educadores e líderes comunitários se fazem: Afinal, como o problema com drogas, de fato, começa?5

 

Capítulo 3 - Drogas, álcool e tabaco: que barato é esse?

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DIEHL & FIGLIE (orgs.)

CAPÍTULO 3

DROGAS, ÁLCOOL E TABACO:

QUE BARATO É ESSE?

ANA CAROLINA SCHMIDT DE OLIVEIRA

ALESSANDRA DIEHL

D ANIEL CRUZ CORDEIRO

Hoje já se sabe que uma das ferramentas contra o uso/experimentação de substâncias psicoativas é a informação. Todas as pessoas sabem o nome de pelo menos alguma droga; inclusive crianças e adolescentes conhecem ou já ouviram falar sobre elas. A cada dia, porém, surge uma droga diferente, ou uma nova versão de uma antiga, e sempre há dúvidas sobre o que são e como agem no organismo. Pais sentem necessidade de saber mais sobre o tema “drogas” para melhor abordá-lo com seus filhos e, sobretudo, sentirem-se seguros na maneira de lidar com a ameaça dessas substâncias com informações confiáveis e sérias sobre elas. Educadores se deparam cotidianamente com o uso de drogas entre seus alunos, ou entre familiares e amigos de seus alunos, muitas vezes sentindo-se limitados em como ajudar. Líderes comunitários percebem a problemática das drogas em seus contextos sociais e também precisam de ferramentas para pensar a luta contra o consumo dessas substâncias. Portanto, o “saber” sobre as drogas é o primeiro passo para pensar a prevenção em ambientes escolares, familiares e comunitários.

 

Capítulo 4 - Tipos de consumo

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CAPÍTULO 4

TIPOS DE CONSUMO

CLÁUDIO JERÔNIMO

DA

SILVA

Qual seria o momento exato em que uma pessoa deixa de ser usuária recreacional de droga e passa a ser usuária nociva ou dependente? Como evolui a dependência química? A história natural da dependência química ainda não foi totalmente elucidada, sendo um desafio para a ciência entendê-la.

Mesmo que os limites entre uso recreacional e nocivo estejam estabelecidos do ponto de vista teórico, determiná-los na prática não é uma tarefa fácil. Ainda assim, essas questões precisam ser debatidas e adequadamente compreendidas, porque a resposta a elas vai determinar em que momento uma ou outra intervenção será necessária e eficaz.

Sendo o uso de droga, pelo menos inicialmente, um comportamento como outro qualquer, ele está sujeito às mesmas variáveis de interferência que os demais comportamentos e se distribui ao longo de um continuum cujos limites entre o normal e o patológico são de difícil localização e de certo modo imprecisos.

 

Capítulo 5 - Principais quadros clínicos, psicológicos e psiquiátricos da infância e adolescência que predispõem ao uso de álcool, tabaco e outras drogas

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CAPÍTULO 5

PRINCIPAIS QUADROS CLÍNICOS,

PSICOLÓGICOS E PSIQUIÁTRICOS DA

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA QUE

PREDISPÕEM AO USO DE ÁLCOOL,

TABACO E OUTRAS DROGAS

MIGUEL ANGELO BOARATI

G ABRIEL MAGALHÃES LOPES

S ANDRA SCIVOLETTO

A infância e a adolescência constituem um período particular na vida do indivíduo, em que o processo de desenvolvimento e amadurecimento ocorre. Quando comparado a outros mamíferos superiores, o tempo necessário para se completar o amadurecimento cerebral no ser humano é significativamente maior. O processo de neurodesenvolvimento completa-se aos 25 anos de idade, o que se reflete em amadurecimento emocional e social.1 Durante esse período da vida, o indivíduo gradualmente desenvolve independência física e autonomia, o que o habilita a prover seu sustento, resolver problemas, estabelecer-se no mercado de trabalho e ter relações duradouras, além de constituir novos núcleos familiares. Essa fase de transição entre infância e vida adulta é também de grande instabilidade e intensas mudanças. É justamente por esse cenário que o jovem enfrenta um risco maior de experimentação e desenvolvimento de dependência de drogas. Como descrito no Capítulo 2, fatores de risco e de proteção presentes na infância e na adolescência estão fortemente associados a maior ou menor possibilidade para o desenvolvimento desse quadro.

 

Capítulo 6 - Principais quadros psiquiátricos do adulto que predispõem ao uso de álcool, tabaco e outras drogas

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CAPÍTULO 6

PRINCIPAIS QUADROS

PSIQUIÁTRICOS DO ADULTO QUE

PREDISPÕEM AO USO DE ÁLCOOL,

TABACO E OUTRAS DROGAS

MARIA CAROLINA PEDALINO PINHEIRO

ÍSIS MARAFANTI

Há algum tempo, ficou popular, pela publicidade, um questionamento que se fazia a respeito de um biscoito: se este era mais fresquinho porque vendia mais ou se vendia mais justamente porque era mais fresquinho. É inevitável pensar nesse paradoxo de causa e efeito quando se relacionam as doenças mentais e o uso de drogas. Isso porque a alta prevalência de doenças mentais e o uso de drogas suscitam a dúvida: quem usa se torna mais vulnerável ao surgimento de transtornos psiquiátricos, ou quem tem alguma doença mental fica mais propenso a consumir drogas? Provavelmente, as duas afirmativas são verdadeiras e complementares.1-3

Quando se estuda essa relação, observa-se que inúmeros estudos já demonstraram que existe uma associação muito forte entre as doenças mentais e o uso de álcool, tabaco e outras drogas.1-6

 

Capítulo 7 - Promoção da saúde

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CAPÍTULO 7

PROMOÇÃO DA SAÚDE

ALESSANDRA DIEHL

L UCA SANTORO GOMES

A promoção da saúde pode ser definida como um conjunto amplo de ações, políticas, planos e programas de saúde e de qualidade de vida voltados a evitar que os indivíduos se exponham a fatores condicionantes/de risco e determinantes de adoecimento, por meio da identificação e da prevenção precoce do dano e do controle à exposição a causas evitáveis de doença. A promoção da saúde não é meramente a ausência de doença, ela contempla um amplo espectro de ações e possibilidades, em diferentes tipos de settings, destinadas a aumentar a saúde e o bem-estar geral, voltadas para o coletivo e para o ambiente em que o indivíduo vive. Em vez de ações meramente intervencionistas, o foco está no reforço da capacidade e da autonomia dos indivíduos e das comunidades para o enfrentamento das situações.1,2

Fineberg,3 explora o paradoxo que existe na promoção de saúde por meio da prevenção, uma vez que existe evidência científica acumulada reforçando essa afirmação,1,4,5 mas muitas vezes difícil de colocar em prática devido aos inúmeros obstáculos e resistência a sua implementação. Entre esses obstáculos, o autor cita:

 

Capítulo 8 - Prevenção como responsabilidade coletiva: a importância de políticas públicas e a redução de danos

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DIEHL & FIGLIE (orgs.)

CAPÍTULO 8

PREVENÇÃO COMO

RESPONSABILIDADE COLETIVA:

A IMPORTÂNCIA DE POLÍTICAS

PÚBLICAS E A REDUÇÃO DE DANOS

TELMO MOTA RONZANI

E ROY APARECIDA DA SILVA

Ao longo dos tempos, observamos diferentes concepções de prevenção na área de

álcool e outras drogas, com base tanto no modelo moral como em crenças de que o consumo de drogas é resultado de contextos sociais mais amplos. Tais conceitos influenciaram ações de prevenção que, por muito tempo, se basearam em abordagens morais que atualmente têm sido questionadas e revisitadas. Nesse sentido, procuraremos abordar neste capítulo a importância de uma visão sistêmica para as atividades de prevenção ao uso, ao abuso e à dependência de drogas, bem como apresentar como as políticas públicas são importantes para a definição e a implementação de ações nacionais sobre o tema. Além disso, apresentaremos a abordagem da redução de danos (RD) como uma possibilidade de ação integradora, em especial para populações específicas.

 

Capítulo 9 - Como planejar um projeto de prevenção

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CAPÍTULO 9

COMO PLANEJAR UM

PROJETO DE PREVENÇÃO

G ERALDO MENDES DE CAMPOS

E DILAINE MORAES

Estratégias de prevenção em saúde são aquelas capazes de evitar o surgimento ou o agravamento de problemas de saúde. No campo das substâncias psicoativas (SPAs), estratégias de prevenção são aquelas que procuram impedir ou retardar o início do uso e/ou diminuir a gravidade e a intensidade das consequências decorrentes desse uso.

Mas esses objetivos não são diferentes? Não parecem conflitantes? Sim, são diferentes e, muitas vezes, conflitantes.

Então, podemos perceber que estratégias de prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas (ATOD) podem ter objetivos diferentes. Consequentemente, os diversos programas de prevenção existentes, ao utilizarem estratégias diferentes, poderão também ter objetivos distintos. E perceber isso é simples: se determinado programa de prevenção tem como objetivo impedir o uso de ATOD pelas crianças e adolescentes ou evitar que eles tenham acesso a essas substâncias, suas estratégias terão de ser diferentes daquelas de outro programa de prevenção cujo objetivo venha a ser auxiliar jovens usuários a evitar agravos de saúde e outras consequências danosas a si e à sociedade. Ou seja: um dos programas visa impedir a utilização entre as novas gerações, evitar o acesso ou retardar o início do uso, e o outro, diminuir a gravidade e a intensidade das consequências desse uso. Um considera possível impedir ou retardar o consumo e evitar o acesso, enquanto o outro parte da ideia de que o uso de substâncias será inevitável para algumas pessoas, então, poderá ter como meta de prevenção a diminuição dos riscos que esse consumo tenderá a acarretar.

 

Capítulo 10 - Prevenção na área da justiça

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CAPÍTULO 10

PREVENÇÃO NA

ÁREA DA JUSTIÇA

F LÁVIO FONTES

G ILBERTO LUCIO DA SILVA

Existe lógica nas intervenções do sistema de Justiça quanto ao uso de substâncias psicoativas (SPAs) lícitas ou ilícitas? Esse provocativo questionamento inicial nos leva a descrever o que se pode ou se deve esperar da Justiça no campo da prevenção ao consumo de SPAs. Podemos antecipar a resposta dizendo que, se alguma lógica há, esta se ancora nas leis produzidas pelos legisladores e na visão estrutural que os próprios operadores da Justiça guardam de sua prática.

Por muito tempo, os legisladores do País e de fora preocuparam-se, de modo genérico, com as substâncias que chamavam “venenosas”, entre as quais estavam incluídas as de propriedades “estupefacientes”, que são aquelas que produzem uma espécie de inércia física e mental, também chamadas de “substâncias entorpecentes”.1

O Brasil, ao ser descoberto oficialmente em 1500 por Portugal, foi regido na

área penal pelas Ordenações Manuelinas até o ano de 1603, e de 1603 até 1830 pelas Ordenações Filipinas. Dispunha parte do texto do Livro V, Título CIX das

 

Capítulo 11 - Prevenção no ambiente de trabalho

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CAPÍTULO 11

PREVENÇÃO NO

AMBIENTE DE TRABALHO

S ELENE FRANCO BARRETO

J OSÉ MAURO BRAZ DE LIMA

HOSANA MARIA SIQUEIRA

O objetivo deste capítulo é revelar possibilidades de ações preventivas no ambiente de trabalho quanto ao consumo de álcool e outras drogas como estratégia de prevenção que traga inúmeros benefícios aos empregados, como parte integrante das ações de promoção da saúde das empresas. Visa, também, mostrar que as companhias se beneficiam com tais programas, elevando seus índices econômicos internos, assim como experimentando aumento de produtividade e de segurança no trabalho.

Contudo, antes de aprofundar esse tema, é necessário rever e transformar alguns paradigmas, pois eles afetam fortemente nossa compreensão “do novo” e nossas decisões a partir de opiniões já formadas.

Paradigma (do grego parádeigma) é, literalmente, um modelo, a representação de um padrão a ser seguido. Segundo Barker1 “são os nossos paradigmas, regras e regulamentos que estabelecem, antecipadamente, que teremos êxito no futuro.

 

Capítulo 12 - Prevenção no ambiente comunitário

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CAPÍTULO 12

PREVENÇÃO NO

AMBIENTE COMUNITÁRIO

ALESSANDRA DIEHL

NELIANA BUZI FIGLIE

D ENISE LEITE VIEIRA

J OEL W. GRUBE

A falta de regulamentação adequada das leis e dos regimentos de muitos países, incluindo o Brasil, com relação à venda, à compra e ao consumo de drogas lícitas, como o álcool e o tabaco, assim como aquelas leis formalmente dirigidas às drogas ilícitas (cocaína, crack, maconha, etc.) e amplamente desrespeitadas e questionadas obviamente afetam os ambientes em que o álcool pode ser vendido e utilizado e onde as drogas ilícitas são “camufladamente” consumidas e comercializadas.1 O impacto da falta de regulamentação é sentido quase exclusivamente pelos moradores da comunidade que enfrentam diversos problemas relacionados à ausência de regulamentação adequada na comunidade em que vivem.2

Entre esses problemas, pode-se citar principalmente a violência. Além dos determinantes socioculturais, grande parte da violência no Brasil tem sido associada ao abuso de álcool e drogas ilícitas e à ampla disponibilidade de armas de fogo. Os homicídios, os traumas e as mortes no trânsito no País são responsáveis por quase dois terços de todas as mortes por causas externas.3

 

Capítulo 13 - Prevenção nos ambientes escolar e universitário

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DIEHL & FIGLIE (orgs.)

CAPÍTULO 13

PREVENÇÃO NOS AMBIENTES

ESCOLAR E UNIVERSITÁRIO

THAÍS DOS REIS VILELA

CAMILA GARCIA DE GRANDI

NELIANA BUZI FIGLIE

PREVENÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR

Desde a infância (pré-escola) até a vida adulta (universidade), o ser humano constrói suas relações sociais de modo a compor sua personalidade, sendo que no ambiente escolar é que as primeiras interações externas acontecem. Assim, um problema de grande relevância na sociedade, como o das drogas, tem seu reflexo na escola e interfere direta ou indiretamente no processo de ensino-aprendizagem.1

O uso de substâncias psicoativas configura-se como uma problemática atual que aumenta a cada dia, e percebe-se, muitas vezes, o despreparo de vários segmentos da sociedade para enfrentar essa situação. Uma abordagem dessa problemática no contexto escolar faz-se necessária, pois possibilita identificar práticas preventivas que sejam bem-sucedidas e sua possível divulgação, bem como sugestões na

 

Capítulo 14 - O desafio da nova era: prevenção das dependências não químicas

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CAPÍTULO 14

O DESAFIO DA NOVA ERA:

PREVENÇÃO DAS

DEPENDÊNCIAS NÃO QUÍMICAS

RENATA CRUZ SOARES DE AZEVEDO

B RUNA ANTUNES DE AGUIAR XIMENES PEREIRA

Na atualidade, tem aumentado o reconhecimento das chamadas dependências não químicas, ou seja, situações em que há uma prioridade – frequentemente compulsiva

– por algo, à semelhança do que ocorre na dependência de substâncias psicoativas

(SPAs); nesse caso, porém, a dependência refere-se a um comportamento, e não a uma SPA. Entre as dependências não químicas, destaca-se a chamada “dependência digital”.

Um estudo nacional discute que esta é a primeira geração de jovens que está crescendo em meio a uma simultaneidade de mídias visuais e seus recursos: a televisão colorida e digital, o controle remoto e o zapping, o computador pessoal e a internet, o telefone celular, o e-book, o Twitter e assim por diante. O espaço social on-line (sites de relacionamento, jogos) oportunizaria, assim, uma espécie de pertencimento fundamental para as novas gerações. É importante levar em consideração que os jovens, “pioneiros” nessa nova forma de relação com o tempo e com as tecnologias, na mesma medida em que sofrem tais mudanças, parecem mostrar-se, de fato, mais abertos para as novas formas de relação e, portanto, mais aptos a lidar com o que se transforma no mundo, em uma velocidade por vezes estupenda.1

 

Capítulo 15 - Prevenção e famílias: realidades antagônicas ou complementares?

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DIEHL & FIGLIE (orgs.)

CAPÍTULO 15

PREVENÇÃO E FAMÍLIAS:

REALIDADES ANTAGÔNICAS

OU COMPLEMENTARES?

ROBERTA PAYÁ

Muitos aspectos estão envolvidos no entrejogo da etiologia das substâncias. A combinação de fatores individuais, familiares e sociais irá compor um quadro de maior ou menor vulnerabilidade para o desenvolvimento de um comportamento de abuso por parte do jovem.1 Nesse sentido, parte-se da compreensão de que a família é um dos mais importantes contextos de desenvolvimento humano, propiciando interações significativas entre as pessoas e seus diversos contextos.2,3

A família exerce papel crucial tanto no âmbito preventivo como em relação às intervenções associadas aos problemas com álcool e outras substâncias. Isso porque ora pode induzir riscos, ora pode servir como um sistema encorajador e protetor.

Embora dados da literatura indiquem escassez de estudos metodológicos referentes a intervenções familiares no contexto preventivo, é reforçado o papel fundamental da família na prevenção, principalmente no período da adolescência, havendo maior chance de redução de danos e promoção de mudanças para o adolescente e seu sistema familiar do que para indivíduos em outras fases da vida.4 Valleman e colaboradores4 concluíram que, além de a família ser central tanto para o tratamento como para a prevenção, o que se tem pesquisado já sugere o quanto ela é relevante para o campo preventivo com adolescentes.

 

Capítulo 16 - A interface da sexualidade e do uso de álcool e outras drogas na promoção da prevenção

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CAPÍTULO 16

A INTERFACE DA SEXUALIDADE

E DO USO DE ÁLCOOL E

OUTRAS DROGAS NA PROMOÇÃO

DA PREVENÇÃO

ALESSANDRA DIEHL

ANA CRISTINA CANOSA GONÇALVES

O SWALDO M. RODRIGUES JR.

D ENISE LEITE VIEIRA

Já existe evidência científica acumulada da estreita associação e inter-relação entre o uso de álcool, tabaco e outras drogas durante a pré-adolescência e a adolescência e o exercício da sexualidade e a prática de comportamentos sexuais de risco,1-4 os quais podem contribuir para as principais causas de morbidade e mortalidade entre os adultos e adultos jovens, com elevados custos sociais e financeiros para a sociedade.5,6

Isso ocorre porque o álcool e outras substâncias psicoativas (SPAs), como, por exemplo, a maconha, a cocaína e o ecstasy, tendem a reduzir a capacidade de tomada de decisão e aumentar o risco de sexo sem proteção, levando à possibilidade de gravidez não planejada, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)/aids/transmissão do HIV e prática de sexo com múltiplos parcerios.7

 

Capítulo 17 - Mídia: coadjuvante ou vilã na prevenção?

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DIEHL & FIGLIE (orgs.)

CAPÍTULO 17

MÍDIA:

COADJUVANTE OU

VILÃ NA PREVENÇÃO?

CESAR PAZINATTO

ILANA PINSKY

A dúvida do título não é nova, tampouco podemos dizer que é antiga. Em se tratando de mídia, podemos afirmar que essa dúvida será persistente. A dificuldade na definição clara de um papel é causada pela própria mídia, independentemente dos agentes e dos meios. Às várias formas de difundir um conteúdo podem-se atribuir responsabilidades, mas jamais imparcialidades.

Nos filmes, um tipo de mídia, os coadjuvantes nem sempre são claros quanto

às suas intenções, e os vilões muitas vezes se tornam mais populares e carismáticos que os mocinhos.

Como saber de que lado ficar?

Existe a necessidade de escolher?

Existem papéis definidos?

Com quais mídias se preocupar ou a quais se aliar?

Discutir essas e outras dúvidas sobre o tema, além de apresentar os diferentes tipos de mídia, são os objetivos deste capítulo.

 

Capítulo 18 - Limites para a geração ilimitada

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DIEHL & FIGLIE (orgs.)

CAPÍTULO 18

LIMITES PARA A

GERAÇÃO ILIMITADA

PEDRO

B EATRIZ FRANCK TAVARES

CATHERINE LAPOLLI

FELIPE PORTELLA DEROZA

Comida (Titãs – Arnaldo Antunes, Sérgio Brito, Marcelo Fromer1)

Bebida é água!

Comida é pasto!

Você tem sede de quê?

Você tem fome de quê?...

A gente não quer só comida

A gente quer comida

Diversão e arte

A gente não quer só comida

A gente quer saída

Para qualquer parte...

A gente não quer só comida

A gente quer bebida

Diversão, balé

A gente não quer só comida

A gente quer a vida

Como a vida quer...

(...)

A gente não quer só comer

A gente quer comer

E quer fazer amor

A gente não quer só comer

A gente quer prazer

Prá aliviar a dor...

A gente não quer

Só dinheiro

A gente quer dinheiro

E felicidade

A gente não quer

Só dinheiro

 

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