Medicamentos na Prática da Farmácia Clínica

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Na primeira parte do livro, são abordadas as noções de farmacologia, os conhecimentos sobre farmacocinética e o uso racional de medicamentos na prática clínica, destacando-se, ainda, a interação entre os medicamentos e sua interferência nos resultados laboratoriais. A segunda parte traz os medicamentos, organizados em ordem alfabética, disponíveis no mercado brasileiro. Nesta parte, são descritas as especialidades farmacêuticas, apresentações, receituários, indicações terapêuticas, posologia, ajuste de dose, modo de administração, interações medicamentosas e cuidados farmacêuticos. O papel do farmacêutico como elemento integrador de equipes multidisciplinares – apresentando soluções para os vários problemas do uso racional de medicamentos – também é abordado nesta obra, com destaque para uso de antibiótico em pacientes críticos, adesão ao tratamento, interações medicamentosas, níveis séricos apropriados e toxicidade.

 

39 capítulos

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Capítulo 1 - Noções de farmacologia

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PARTE I Fundamentos

NOÇÕES DE

FARMACOLOGIA

1

Helena M. T. Barros

Farmacologia, em seu sentido mais amplo, é a ciência que estuda as drogas (do grego, pharmakos, droga; e logos, estudo) e os resultados da interação de um composto químico com o sistema biológico. Envolve pesquisa básica e clínica em relação ao desenvolvimento de novos medicamentos, a sua introdução no mercado, sua aplicação na saúde e ao controle de dispensação dos fármacos. Portanto, além da área acadêmica, a farmacologia aplica-se na indústria farmacêutica, na saúde pública (economia, políticas públicas, poluição/aditivos alimentares) e no campo social (abuso de medicamentos e drogas), havendo desenvolvimento associado a diferentes tópicos, como ação molecular, desenvolvimento de novas drogas, diretrizes para uso, eficácia, segurança, transformação das drogas pelos tecidos. n Farmacologia pré-clínica: estuda os efeitos dos fármacos em animais e em outros

modelos. No desenvolvimento de novos medicamentos, é conhecida como farmacologia básica. n Farmacologia clínica: estuda os efeitos bioquímicos, fisiológicos, farmacológicos, terapêuticos e toxicológicos dos medicamentos sobre o organismo (sadio e doente).

 

Capítulo 2 - Farmacocinética clínica

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FARMACOCINÉTICA CLÍNICA

Luciane Kopittke

Helena M. T. Barros

2

Farmacocinética clínica é o estudo da disposição de um fármaco em humanos, em um contexto clínico. Tem como fundamentos a farmacocinética pré-clínica e a estudada em estudos clínicos fase I, com sujeitos normais. O objetivo principal da farmacocinética clínica é aperfeiçoar a posologia, de forma a permitir a individualização para cada paciente, com base em evidências científicas. Quando o medicamento é prescrito, o paciente deve tomar a dose correta, do medicamento adequado, pelo tempo necessário. Sendo assim, é importante considerar que a ação do medicamento depende de três etapas, as quais são interligadas e dependentes. Para fins didáticos, essas etapas se organizam em: fase farmacêutica, fase farmacodinâmica e fase farmacocinética. A fase farmacêutica refere-se às etapas de desintegração da preparação farmacêutica e dissolução nos líquidos do organismo para a absorção pelas membranas das células. A fase farmacodinâmica refere-se à ligação do princípio ativo com os receptores, na qual haverá a ação e o efeito esperado.

 

Capítulo 3 - Farmacodinâmica

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3

FARMACODINÂMICA

Helena M. T. Barros

Marilise Fraga de Souza

Farmacodinâmica é o estudo da ação do fármaco, que propicia modificações nos mecanismos fisiológicos e bioquímicos das células para justificar seus efeitos. Estuda as interações entre fármacos e estruturas específicas do organismo, desde a ligação do fármaco aos receptores até os mecanismos bioquímicos de transdução, que dependem de reações bioquímicas em cascata e que levam à formação de compostos denominados mensageiros secundários ou a alterações de concentrações de íons intracelulares, que se determinam efeitos eletrofisiológicos.

Os estudos sobre a ação dependem de avaliações in vitro tipo binding e de estudos eletrofisiológicos; esses estudos de efeitos são realizados por meio de métodos quantitativos, denominados relações dose-resposta.

Os fármacos ligam-se e utilizam as propriedades das células e dos tecidos, modulam os receptores já existentes para produzirem efeitos. O efeito é proporcional ao número de receptores ligados ao fármaco; o efeito máximo sinaliza a saturação dos sítios de ligação disponíveis.

 

Capítulo 4 - Vias de administração: o cuidado do farmacêutico na orientaçãodo uso dos medicamentos

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VIAS DE ADMINISTRAÇÃO:

O CUIDADO DO FARMACÊUTICO

NA ORIENTAÇÃO DO USO

DOS MEDICAMENTOS

4

Mayde Seadi Torriani

Raquel Guerra da Silva

Luciana dos Santos

Elvino Barros

Via de administração é o local em que o fármaco entra em contato com o organismo, liberando a quantidade adequada do medicamento para que ocorra o efeito terapêutico desejado. Essa resposta terapêutica depende de fatores como a concentração do princípio ativo, seu transporte pelos líquidos corporais através das membranas biológicas, bem como a resistência à degradação metabólica.

A via de administração e a formulação terapêutica também influenciam a biodisponibilidade de um medicamento. Além disso, ambas podem ser fatores importantes na adesão do paciente ao tratamento.

CLASSIFICAÇÃO

Enterais

Via oral

É a via mais utilizada, por ser considerada a mais conveniente e mais econômica. Representa cerca de 80% dos tratamentos fora do ambiente hospitalar, principalmente por ser uma via confortável e de fácil aceitação para o paciente, não necessitando de pessoal especializado para sua utilização. Além disso, é a única possível para tratamentos de problemas digestivos relativos a insuficiência enzimática, infecção intestinal, parasitoses ou, ainda, quando se necessita de proteção da mucosa digestiva.

 

Capítulo 5 - Interações medicamentosas

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5

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Mayde Seadi Torriani

Luciana dos Santos

Elvino Barros

Ao contrário do que se pensa, a polifarmácia não garante, necessariamente, maior efetividade dos tratamentos, pois, além das vantagens que pode proporcionar, um maior número de efeitos indesejados pode ocorrer em função das interações entre os medicamentos.

As interações medicamentosas podem contribuir para um maior tempo de hospitalização, aumentar os custos da instituição e também o risco de danos potencialmente graves. Cerca de 15% dos pacientes admitidos nos hospitais podem apresentam uma interação medicamentosa no momento da admissão.

DEFINIÇÃO

A interação medicamentosa ocorre quando o efeito de um fármaco é modificado pela presença de outro, em geral aumentando a eficácia terapêutica, mas pode, também, diminuir a eficácia dos medicamentos associados ou mesmo gerar toxicidade. Interações podem ocorrer entre diferentes medicamentos, entre medicamentos e alimentos, entre medicamentos e tabaco, entre medicamentos e bebidas alcoólicas. Dessa forma, ao indicar um tratamento, deve­‑se observar não apenas os demais medicamentos utilizados pelo paciente, mas também seus hábitos de vida, a distribuição dos medicamentos ao longo do dia e como costumam ser ingeridos.

 

Capítulo 6 - Uso racional de medicamentos e evidências clínicas

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USO RACIONAL DE

MEDICAMENTOS E

EVIDÊNCIAS CLÍNICAS

6

Isabela Heineck

Tatiane da Silva Dal Pizzol

USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS

Definição, causas e consequências do uso racional de medicamentos

O uso racional de medicamentos é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS)1,2 como a administração de fármacos apropriados ao paciente conforme suas necessidades clínicas, em doses que satisfaçam suas características individuais, por um período de tempo adequado, com o menor custo para ele e para a comunidade.

Infelizmente, essa situação ocorre em menos de 50% dos tratamentos. Esse dado é mais preocupante ainda quando associado à informação de que, na maioria dos países de baixa renda, os medicamentos representam os maiores gastos públicos com saúde, perdendo apenas para os gastos com pessoal. Para as famílias, os medicamentos também representam a principal fonte de despesas com a saúde.

As causas que levam ao uso irracional de medicamentos incluem: n n n n

 

Capítulo 7 - Farmácia clínica

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FARMÁCIA CLÍNICA

Jacqueline Kohut Martinbiancho

Joice Zuckermann

Silvana Maria de Almeida

HISTÓRICO

A farmácia hospitalar, nos Estados Unidos e na América, teve seu início no seculo XVIII, com a implantação do primeiro hospital na Filadélfia. Seu desenvolvimento, porém, foi pequeno até o século XIX.

No século XX, durante e após a guerra civil, com a expansão dos hospitais, com o movimento de reforma na enfermagem e a ascensão da medicina, os farmacêuticos hospitalares foram bastante requeridos em razão de sua experiência no preparo de drogas, o que levou ao desenvolvimento da farmácia hospitalar. Em 1965, 50% dos hospitais americanos já dispunham de farmacêuticos em seus quadros de funcionários; cinco anos depois, esse número passou para 85%.

Na Europa, mais especificamente em Portugal, a década de 1950 também marcou importante avanço na história da profissão que levou à regulamentação da atividade farmacêutica hospitalar. Com o surgimento de novos fármacos, cada vez mais eficazes e também acompanhados de novos efeitos indesejáveis e tóxicos, o farmacêutico hospitalar começou a ser solicitado para prestar informações sobre as implicações desses medicamentos sobre o perfil clínico dos pacientes, seguindo, então, o desenvolvimento ocorrido nos Estados Unidos para o que seria chamado de farmácia clínica.

 

Capítulo 8 - Medicamentos que interferem nas análises clínicas

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8

MEDICAMENTOS QUE INTERFEREM

NAS ANÁLISES CLÍNICAS

Anderson Meneghini Capra

Laiana Schneider

Jose Miguel Dora

Um resultado analítico de qualidade depende do sucesso de todos os processos que envolvem a realização do exame, desde a coleta até a análise de consistência e liberação do resultado.

A coleta adequada do material para análises laboratoriais é dependente da correta identificação do paciente, da utilização de método e procedimento adequados na coleta e do acondicionamento dos tubos, frascos ou meios de cultura apropriados para cada tipo de amostra. Além disso, a verificação da qualidade da amostra de acordo com o material e os exames solicitados pelo médico é de extrema importância, pois fatores pré-analíticos podem interferir significativamente nos resultados das análises. Os fatores interferentes em exames de análises clínicas mais comuns são medicamentos, hemólise, lipemia, hiperbilirrubinemia, horário da coleta, exercício, tempo de jejum, consumo de álcool e tabaco.

 

Capítulo 9 - Monitoração laboratorial de medicamentos

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MONITORAÇÃO LABORATORIAL

DE MEDICAMENTOS

Ana Laura Pimentel

Elvino Barros

Joíza Lins Camargo

A monitoração laboratorial de medicamentos é uma prática clínica laboratorial que consiste na quantificação da concentração de fármacos ou de seus metabólitos ativos em líquidos biológicos, em intervalos predeterminados. É útil na individualização e otimização da terapia medicamentosa; serve também para identificar a ocorrência de concentrações tóxicas ou concentrações subterapêuticas.

VARIAÇÕES NOS NÍVEIS SÉRICOS E RESPOSTA TERAPÊUTICA

Quando uma mesma dose de um medicamento é administrada a diferentes pacientes, o efeito terapêutico ou a concentração do fármaco podem variar em cada um deles e não produzir, necessariamente, o mesmo efeito ou a mesma concentração sanguínea. Pode, ainda, resultar no efeito desejado em alguns indivíduos, mas falhar ou produzir efeitos tóxicos em outros. Essas diferenças interindividuais podem ser causadas por variações: n farmacocinéticas: relacionadas com a concentração do fármaco administrado e com

 

Capítulo 10 - Uso de antibióticos em pacientes críticos em diálise

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USO DE ANTIBIÓTICOS EM

PACIENTES CRÍTICOS EM DIÁLISE

10

Vanelise Zortéa

Luciana dos Santos

Elvino Barros

Fernando S. Thomé

EPIDEMIOLOGIA

Apesar dos avanços recentes no entendimento da fisiopatologia e na implementação de medidas farmacológicas para o manejo clínico do paciente com insuficiência renal aguda (IRA), o tratamento dessa situação continua baseando-se em medidas de suporte. Do total de pacientes internados que desenvolvem IRA nas unidades de terapia intensiva (UTI) de hospitais terciários, 10 a 30% requerem algum tipo de terapia de substituição da função renal (TSR), sendo essa medida a principal ferramenta efetiva disponível para o manejo desses pacientes.

Historicamente, o manejo dialítico da IRA em pacientes em estado crítico baseou-se em princípios e técnicas utilizados para pacientes com insuficiência renal crônica

(IRC), como hemodiálise intermitente (HDI) e diálise peritoneal (DP). Foi a partir dos anos de 1980, com a introdução da hemofiltração arteriovenosa contínua (HFAVC), que se iniciou o desenvolvimento das técnicas de terapia renal substitutiva (TRS) contínua, termo empregado para agrupar uma série de modalidades terapêuticas cuja característica principal é de ser contínua, 24 horas por dia. Essas técnicas permitem a remoção lenta, mas constante, de líquidos, metabólitos e medicamentos, sendo particularmente úteis em pacientes instáveis hemodinamicamente com sobrecarga hídrica, situação comum naqueles internados em UTI.

 

Capítulo 11 - Atenção farmacêutica

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ATENÇÃO FARMACÊUTICA

Diogo Pilger

Maria Cristina Werlang

Mayde Seadi Torriani

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A filosofia da atenção farmacêutica surgiu como resposta a uma série de fatores pelos quais estava passando a profissão farmacêutica no século XX. Entre esses fatores estava a perda do papel social do farmacêutico como provedor de cuidados em saúde devido

às mudanças ocorridas nas farmácias com a industrialização da área farmacêutica, passando o contato com o paciente a ser somente no acesso aos medicamentos. Além disso, verificava-se uma crescente elevação nas taxas de morbimortalidade associadas ao uso dos medicamentos. As primeiras discussões nessa nova abordagem surgiram já no final dos anos de 1960, porém, a partir de 1980, ganharam mais força, culminando na publicação, em 1990, do clássico artigo de Hepler e Strand1 intitulado Opportunities and responsibilities in pharmaceutical care.

Nesse artigo, os autores abordam e discutem a necessidade de uma nova atitude e postura dos farmacêuticos e assinalam a atenção farmacêutica como uma filosofia de prática “da provisão responsável do tratamento farmacológico com o propósito de alcançar resultados concretos que melhorem a qualidade de vida dos pacientes”. A partir desse momento, a filosofia da atenção farmacêutica começou a ser difundida, discutida e reconhecida em diferentes momentos e organizações, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), e em diferentes países – Espanha, países da América do Sul e Brasil.

 

Capítulo 12 - Adesão ao tratamento

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ADESÃO AO TRATAMENTO

Dulce Helena Nunes Couto

Maria Cristina Werlang

Mayde Seadi Torriani

Patrícia Kaiser Pedroso Cava

A adesão à terapia é fundamental para o sucesso do tratamento proposto e vai além do seguimento da prescrição médica. É um evento multifatorial, determinado por fatores socioeconômicos, fatores relacionados ao sistema de saúde, ao paciente, à terapia medicamentosa e à doença.

Conceitualmente, foi definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS)1 como o grau de concordância entre a orientação recebida de um profissional da saúde quanto a tomar o medicamento, cumprir uma dieta ou realizar mudanças no estilo de vida e a conduta do paciente. Nesse contexto, a adesão é entendida como o estabelecimento de uma parceria em que o paciente não é um mero seguidor, mas entende e concorda com a recomendação, em um processo dinâmico, e de corresponsabilidade entre paciente e equipe de saúde.

Embora o baixo poder econômico não seja considerado um fator preditivo independente da adesão, as variáveis socioeconômicas levam os pacientes a fazer suas escolhas entre o tratamento e outras necessidades familiares, além de haver o fato da dificuldade de acesso ao sistema de saúde. Ainda, o analfabetismo ou baixa escolaridade e o nível cognitivo do paciente restringem sua compreensão a respeito das orientações recebidas pelos profissionais da saúde.

 

Capítulo 13 - Erros de medicação e medicamentos potencialmente perigosos em hospitais

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ERROS DE MEDICAÇÃO E

MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE

PERIGOSOS EM HOSPITAIS

Jacqueline Kohut Martinbiancho

Simone Dalla Pozza Mahmud

ERROS DE MEDICAÇÃO

O uso de medicamentos no contexto hospitalar é um sistema complexo, com vários processos interligados, interdependentes e constituídos por profissionais de diferentes

áreas do conhecimento (médicos, equipe de enfermagem e farmácia).

Erros de medicação podem estar relacionados com a prática profissional, incluindo falhas na prescrição, preparação, dispensação, distribuição, administração, educação e utilização dos medicamentos. Os medicamentos administrados erroneamente podem afetar os pacientes, e suas consequências podem causar prejuízos, danos, reações adversas, lesões temporárias, permanentes e até a morte do paciente, dependendo da gravidade.

O erro de medicação não envolve apenas o aspecto clínico do paciente, pois pode também impactar nos custos da instituição, como internação hospitalar prolongada e necessidade de intervenções diagnósticas e terapêuticas.

 

Capítulo 14 - Farmacovigilância: reações adversas e queixas técnicas de medicamentos

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FARMACOVIGILÂNCIA:

REAÇÕES ADVERSAS E QUEIXAS

TÉCNICAS DE MEDICAMENTOS

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Aline Lins Camargo

Luciana dos Santos

Isabela Heineck

FARMACOVIGILÂNCIA

Os estudos realizados no período pré-comercialização, principalmente os ensaios clínicos, fornecem um conjunto razoável de informações sobre a segurança dos medicamentos. No entanto, algumas reações adversas, em especial aquelas com taxa de ocorrência baixa (1 em 500 ou menos), têm pouca probabilidade de serem identificadas nessa fase.

Isso se deve não só ao tamanho de amostra insuficiente, como também à curta duração de tratamento e à exclusão de pacientes com características especiais (como extremos de idade, presença de patologias associadas e gestação) da maioria dos estudos, fazendo a amostra estudada ser diferente dos potenciais consumidores de medicamento. Somente após amplo uso, reações raras ou com aparecimento predominante em subgrupos de indivíduos é que essas reações são detectadas. Assim, é essencial monitorar a segurança dos medicamentos em todas as fases de pesquisa e utilização.

 

Capítulo 15 - Centro de informações sobre medicamentos

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CENTRO DE INFORMAÇÕES

SOBRE MEDICAMENTOS

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Alexandre Augusto de Toni Sartori

Caroline Tortato

Luciana dos Santos

A informação sobre medicamentos pode influenciar a maneira como eles são utilizados; por isso, existe a necessidade de que estes sejam acompanhados de informação qualificada. Essas premissas vão ao encontro da principal meta de um Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM): a promoção do uso racional de medicamentos

(URM). A qualidade das informações sobre o medicamento é tão importante quanto a qualidade do medicamento em si.

O termo “informação sobre medicamentos” é amplo e vago, podendo abranger uma infinidade de temas relacionados a eles, desde sua síntese até sua utilização. No entanto, percebe-se que ele se refere a dimensões técnicas, sociais e políticas voltadas para o uso racional dos medicamentos e está mais voltado ao uso correto dos medicamentos, qualquer que seja a abordagem – indicação, posologia, compatibilidade, interações, reações adversas, estabilidade, entre outras.

 

Capítulo 16 - Medicamentos incluídos e excluídos do mercado nos últimos anos

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MEDICAMENTOS

INCLUÍDOS E EXCLUÍDOS DO

MERCADO NOS ÚLTIMOS ANOS

16

Raquel Guerra da Silva

Elvino Barros

Luciana dos Santos

No início da década do século XX, de 1905 a 1935, uma média de seis novos produtos era incorporada anualmente à farmacopeia americana. A indústria fornecia os princípios ativos dos medicamentos que eram formulados artesanalmente por varejistas, responsáveis pela apresentação final do medicamento para consumo da população.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até a década de 1940, a indústria farmacêutica consistia essencialmente na manufatura de produtos já disponíveis. Os avanços científicos e tecnológicos observados durante as décadas de 1940 e

1950 resultaram no desenvolvimento de uma grande quantidade de novos produtos.

As indústrias farmacêuticas incorporaram o processo denominado integração vertical, associando à produção de matérias-primas a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos, além da formulação e comercialização.

 

Capítulo 17 - Cálculos farmacêuticos

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CÁLCULOS FARMACÊUTICOS

Mayde Seadi Torriani

Raquel Guerra da Silva

Thalita Jacoby

A qualidade da assistência e a segurança do paciente são preocupações constantes no dia a dia do sistema de saúde. Uma vez que erros de medicação ocorrem frequentemente e são considerados eventos adversos preveníveis, calcular corretamente as doses dos medicamentos pode contribuir para a diminuição desses eventos. Os princípios fundamentais para essa atividade envolvem o entendimento de alguns conceitos e expressões, bem como de unidades de medida.

CONCEITOS n Solução: mistura homogênea de um soluto (substância a ser dissolvida) e um sol-

vente (substância que promove a dissolução). A concentração de uma solução fornece a quantidade de fármaco ou substância ativa presente em uma determinada quantidade de preparação (massa ou volume). n Proporção: fórmula que expressa a concentração da solução e consiste na relação entre soluto e solvente anunciada em partes. Ou seja, 1:40 indica que se tem 1 g de soluto para 40 mL de solvente. Uma proporção mostra a relação entre duas razões iguais. n Porcentagem: o termo por cento (%) significa centésimo. Um porcentual é uma fração cujo numerador é expresso, e o denominador, que não aparece, é sempre 100.

 

Capítulo 18 - Receituários: qual o mais adequado para cada medicamento

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18

RECEITUÁRIOS:

QUAL O MAIS ADEQUADO

PARA CADA MEDICAMENTO

Elvino Barros

Luciana dos Santos

Mayde Seadi Torriani

Raquel Guerra da Silva

Helena M. T. Barros

Os medicamentos, em sua maioria, são prescritos por profissionais legalmente habilitados em receituários comuns. No caso de medicamentos controlados ou de substâncias sujeitas a controle especial, devem-se utilizar receituários ou notificações específicas estabelecidas pelos órgãos competentes, a fim de garantir um maior controle sobre a dispensação dos produtos.

Os medicamentos de uso controlado são aqueles que agem no sistema nervoso central, com risco de ocasionar dependência física ou psíquica, necessitando de um monitoramento por parte das agências de saúde.

A Notificação de Receita é o documento que autoriza a dispensação de medicamentos entorpecentes ou psicotrópicos e deve estar acompanhada de receita comum. A receita comum é o documento do paciente, devendo conter as orientações sobre o uso do tratamento indicado pelo prescritor. A Notificação de Receita fica retida no estabelecimento farmacêutico, e a receita permanece com o paciente.

 

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