Dermatologia de Sampaio e Rivitti - 4.ed.

Autor(es): Evandro A. Rivitti
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Dermatologia de Sampaio e Rivitti chega à 4ª edição, confirmando sua posição de obra fundamental na área por quase 50 anos. Somam-se à reconhecida experiência de seus idealizadores e colaboradores – presentes na formação de gerações de profissionais brasileiros –, um projeto gráfico moderno e que facilita o entendimento dos conteúdos abordados.
Mais de 1.800 figuras ilustram os 102 capítulos da obra, contemplando assuntos tanto da área clínica quanto cirúrgica. Informações sobre anatomia e fisiologia da pele, fisiopatologia e imunologia cutânea, genética aplicada à dermatologia, técnicas e exames em dermatologia fornecem a base necessária para a compreensão do diagnóstico e tratamento das doenças cutâneas e da conservação da higidez da pele. Completam a obra capítulos sobre terapêuticas tópica, sistêmica e específica para feridas cutâneas, procedimentos e cirurgia dermatológica.

102 capítulos

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Capítulo 1 - Anatomia e fisiologia

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PARTE I

PELE NORMAL

CAPÍTULO 1

ANATOMIA E FISIOLOGIA

A pele ou cútis é o manto de revestimento do organismo, indispensável à vida e que isola os componentes orgânicos do meio exterior. Constitui-se em complexa estrutura de tecidos de várias naturezas, dispostos e inter-relacionados de modo a adequar-se, harmonicamente, ao desempenho de suas funções.

GENERALIDADES

A pele compõe-se, essencialmente, por três grandes camadas de tecidos: uma superior – a epiderme; uma intermediária – a derme ou cório; e uma profunda – a hipoderme ou tecido celular subcutâneo.

A pele representa mais de 15% do peso corpóreo e apresenta grandes variações ao longo de sua extensão, ora mais flexível e elástica, ora mais rígida. Toda a sua superfície é composta por sulcos e saliências particularmente acentuadas nas regiões palmoplantares e nas extremidades dos dedos, onde sua disposição é absolutamente individual e peculiar, permitindo não somente sua utilização na identificação dos indivíduos por meio da datiloscopia, como também a diagnose de enfermidades genéticas por meio das impressões palmoplantares, os chamados dermatóglifos.

 

Capítulo 2 - Fisiopatologia cutânea

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PARTE II

PATOLOGIA CUTÂNEA

CAPÍTULO 2

FISIOPATOLOGIA CUTÂNEA

A pele, como qualquer órgão, é passível de ser atingida por fenômenos patológicos que determinarão alterações microscópicas que, macroscopicamente, serão representadas pelas lesões elementares.

Essas alterações patológicas fundamentais ocorrem de forma isolada ou conjunta, resultando em grande número de variações que constituem os fundamentos clínico-patológicos das dermatoses.

Portanto, ocorrem na pele todos os processos anatomopatológicos básicos:

••

••

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Degenerações.

Alterações metabólicas.

Proliferações.

Malformações.

Disfunções.

Inflamações.

DEGENERAÇÕES

Várias degenerações são observadas na pele e são, em geral, acompanhadas por outras alterações patológicas, especialmente inflamações.

Algumas degenerações são características de determinadas afecções, como a degeneração balonizante própria das viroses, a degeneração fibrinoide própria das colagenoses e a degeneração granular, também chamada hiperqueratose epidermolítica que ocorre em algumas doenças congênitas nas quais há alterações da queratinização.

 

Capítulo 3 - Imunopatologia cutânea

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CAPÍTULO 3

IMUNOPATOLOGIA CUTÂNEA

A imunidade compreende um conjunto de respostas específicas e altamente complexas de um organismo a estímulos endógenos ou exógenos, assim como envolve mecanismos de defesa contra agentes infecciosos, mecanismos homeostáticos e mecanismos de vigilância imunológica. A integridade dos mecanismos de defesa a infecções permite a cura da infecção e pode conferir resistência ao microrganismo infectante. Disfunções dessa área da imunidade resultam em infecções repetidas ou reações anormais, alérgicas, nocivas. Os mecanismos homeostáticos impedem o aparecimento de reações aos constituintes dos próprios tecidos do organismo. Alterações dessa função resultam em doenças autoimunes. O mecanismo de vigilância imunológica confere ao organismo a capacidade de destruir suas próprias células, desde que tenham se tornado anômalas. Admite-se que anormalidades desse aspecto da imunidade favoreçam o desenvolvimento de neoplasias.

 

Capítulo 4 - Genética aplicada à dermatologia

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PARTE III

SEMIOLOGIA E MÉTODOS COMPLEMENTARES

CAPÍTULO 4

GENÉTICA APLICADA À DERMATOLOGIA

PRINCÍPIOS BÁSICOS

Alterações cromossômicas

A aplicação dos princípios da genética à clínica permite melhor conhecimento dos mecanismos das doenças hereditárias e a avaliação precisa da importância dos fatores genéticos na produção da doença. Além disso, fornece as bases para o diagnóstico pré-natal e o aconselhamento genético das famílias acometidas por essas doenças. Também permite a identificação de portadores de genes responsáveis por enfermidades, isto é, indivíduos sob risco. Possibilita ainda a diagnose antes do início dos sintomas e, por fim, pode contribuir para a busca de terapêuticas específicas. Praticamente a maioria das enfermidades é resultado da ação conjunta dos genes e de fatores ambientais, sendo variável o papel relativo da participação genética, desde pouco importante até como principal fator causal da enfermidade.

Nesse caso, a alteração ocorre não por alteração pontual de um determinado gene isoladamente, mas por excesso ou deficiência dos genes contidos nos cromossomos. Esses defeitos são mais comuns, atingindo 7 em cada 1.000 nascidos vivos e correspondem a mais da metade dos abortos espontâneos no primeiro trimestre.

 

Capítulo 5 - A observação dermatológica: exame objetivo e anamnese

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A observação dermatológica: exame objetivo e anamnese

CAPÍTULO 5

A OBSERVAÇÃO DERMATOLÓGICA:

EXAME OBJETIVO E ANAMNESE

A observação dermatológica é semelhante à observação clínica; porém, na primeira, o exame objetivo precede a anamnese, e esta é a principal diferença entre as duas observações.

Tal inversão decorre da extrema objetividade do exame dermatológico, que permite a visualização direta das lesões. Várias razões justificam essa inversão:

•• A precisão diagnóstica será maior quando o exame visual for realizado sem ideias pré-concebidas.

•• A objetividade do exame dermatológico permite a elaboração de hipóteses diagnósticas que orientarão a anamnese, simplificando-a e permitindo maior precisão na busca de informações junto ao paciente.

•• Algumas lesões dermatológicas são absolutamente características, sendo o diagnóstico independente de qualquer dado anamnésico. É evidente que, mesmo nesses casos, deverá ser feita anamnese cuidadosa, pois muitos dados são necessários não somente para diagnóstico, mas também para a orientação geral e para a terapêutica do paciente.

 

Capítulo 6 - A observação dermatológica: semiologia e glossários dermatológicos

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CAPÍTULO 6

A OBSERVAÇÃO DERMATOLÓGICA:

SEMIOLOGIA E GLOSSÁRIOS DERMATOLÓGICOS

LESÕES ELEMENTARES

A pele, como qualquer órgão, é passível de ser atingida por fenômenos patológicos produzidos pelas mais variadas causas − endógenas ou exógenas, físicas, químicas ou biológicas.

A ação desses agentes agressores pode produzir, na pele, todas as alterações anatomopatológicas básicas, isto é, degenerações, alterações metabólicas, proliferações, malformações, disfunções e inflamações. Esses processos ocorrem isolada ou combinadamente e determinarão alterações microscópicas nas estruturas cutâneas, as quais se traduzirão, macroscopicamente, por alterações visíveis que constituem as lesões elementares. A capacidade de resposta da pele é limitada e, desse modo, vários tipos de agressão cutânea expressam-se pelo mesmo tipo de lesão. Assim, um mesmo agente agressor, em função de variáveis próprias (p. ex., a virulência de um agente microbiano; ou em função de características do hospedeiro), poderá produzir diferentes respostas da pele.

 

Capítulo 7 - A observação dermatológica: técnicas semióticas

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CAPÍTULO 7

A OBSERVAÇÃO DERMATOLÓGICA: TÉCNICAS SEMIÓTICAS

CURETAGEM METÓDICA (BROCQ)

Consiste na raspagem de lesão escamosa com cureta ou bisturi, permitindo analisar as escamas. É particularmente útil na diagnose da psoríase, quando se desprendem escamas finas, esbranquiçadas, micáceas, que é o sinal da vela. Após a retirada total das escamas, surge uma camada translúcida muito fina, a chamada membrana de Duncan Buckley, que, destacada, revela um ponteado hemorrágico − o sinal do orvalho sangrante ou sinal de Auspitz.

DIASCOPIA (VITROPRESSÃO)

Feita com lâmina de vidro ou com lupa. Pressiona-se firmemente a lesão, provocando isquemia. Permite distinguir o eritema da púrpura, possibilita ver a cor de geleia de maçã de infiltrado granulomatoso e possibilita distinguir o nevo anêmico da mancha hipocrômica. No nevo anêmico, quando se aplica a vitropressão na pele adjacente, comprime-se os vasos, e a coloração desta área iguala-se à do nevo, pois neste os vasos são inexistentes ou muito diminuídos. Nas lesões hipocrômicas do nevo acrômico ou nas acrômicas do vitiligo, o contraste entre a área da lesão e a pele adjacente mantém-se, pois não há alterações vasculares nessas lesões, mas sim alterações na quantidade de pigmento melânico que não se modifica pela vitropressão.

 

Capítulo 8 - Exame histopatológico, glossário e padrões histopatológicos

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Exame histopatológico, glossário e padrões histopatológicos

CAPÍTULO 8

EXAME HISTOPATOLÓGICO, GLOSSÁRIO

E PADRÕES HISTOPATOLÓGICOS

EXAMES HISTOPATOLÓGICOS

Com frequência, a histopatologia da pele, parte integrante do exame dermatológico, é imprescindível para a diagnose.

Pode ser considerada exame objetivo dermatológico de alterações histopatológicas cutâneas. É indicada sempre que houver necessidade de esclarecimento ou confirmação diagnóstica.

Biópsia

Constitui recurso de rotina na clínica dermatológica, podendo ser executada por vários procedimentos.

Escolha da lesão e local

A lesão a ser biopsiada deve ser clinicamente característica.

Não deve ser recente ou antiga, em fase de regressão ou estar alterada por trauma, infecção ou medicamentos. Evita-se fazer biópsia na face por razões estéticas; nos pés e nas pernas pela cicatrização mais demorada; e nas mãos pela maior facilidade de contaminação. Em geral, não é conveniente incluir pele normal para evitar que uma preparação histológica imprópria exclua a lesão ou parte dela. Biopsiar sempre profundamente quando houver comprometimento do subcutâneo.

 

Capítulo 9 - Exames por imunofluorescência, Immunoblotting, imunoprecipitação, elisa e imunomapeamento

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Exames por imunofluorescência, immunoblotting, imunoprecipitação, ELISA e imunomapeamento

CAPÍTULO 9

EXAMES POR IMUNOFLUORESCÊNCIA, IMMUNOBLOTTING,

IMUNOPRECIPITAÇÃO, ELISA E IMUNOMAPEAMENTO

IMUNOFLUORESCÊNCIA

As reações antígeno-anticorpo podem ser visualizadas ou quantificadas por meio de uma variedade de métodos, utilizando-se diferentes marcadores para o antígeno ou para o anticorpo. Entre os marcadores mais comumente empregados, estão os fluorocromos, as enzimas e os compostos radiativos e eletro-opacos.

Os fluorocromos foram introduzidos no início da década de 1940, por Coons e colaboradores.1 O diagnóstico das dermatoses bolhosas autoimunes obteve um grande avanço a partir da década de 1960, quando Beutner e Jordon, por meio da técnica de imunofluorescência (IF), revelaram anticorpos presentes no tecido e também circulantes no pênfigo vulgar, no penfigoide bolhoso e na dermatite herpetiforme. Dessa forma, a imunofluorescência não só colaborou no sentido de um diagnóstico mais preciso das dermatoses vesicobolhosas autoimunes, mas também levou à caracterização de novas entidades, tais como a dermatose bolhosa por IgA linear e o lúpus eritematoso sistêmico (LES) bolhoso. Ainda, a imunofluorescência serve como método diagnóstico adjuvante em outras dermatoses, como nas vasculites, nas porfirias e nas colagenoses, especialmente no lúpus eritematoso.

 

Capítulo 10 - Exames imuno-histopatológicos e de biologia molecular

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Exames imuno-histopatológicos e de biologia molecular

CAPÍTULO 10

EXAMES IMUNO-HISTOPATOLÓGICOS

E DE BIOLOGIA MOLECULAR

EXAMES IMUNO-HISTOPATOLÓGICOS

O aparecimento dos métodos imuno-histopatológicos tem possibilitado extraordinário avanço na diagnose de doenças infecciosas, neoplásicas e autoimunes. Esses métodos utilizam anticorpos mono ou policlonais, visualizando-se a reação por meio do uso de substâncias reveladoras adicionadas aos anticorpos.

(anticorpo terciário), que consiste na enzima peroxidase e em um anticorpo antiperoxidase (obtido na mesma espécie do anticorpo primário). A seguir, acrescenta-se a substância cromógena (DAB ou AEC). Este método é de grande emprego em imuno-histoquímica, sendo utilizado em cortes para microscopia óptica ou eletrônica. Possibilita a identificação de quantidades mínimas de antígenos em doenças infecciosas e neoplásicas.

Imunoperoxidase

ABC (avidina-biotina-complexo peroxidase)

Peroxidases são enzimas, hemeproteínas, encontradas em plantas e, eventualmente, em tecidos animais, que catalisam a oxidação de substâncias orgânicas pelo peróxido de hidrogênio. Uma peroxidase, extraída do rábano, é geralmente usada pelo baixo custo, pela extração e pela facilidade de conjugação com anticorpos. As peroxidases catalisam, também, a ação do peróxido de hidrogênio sobre substâncias cromógenas, permitindo, assim, a visualização da sua localização. Os cromógenos usados com frequência são a diaminobenzidina (DAB), que adquire cor marrom, e o amino-etil-carbazol

 

Capítulo 11 - Microscopia eletrônica e imunoeletrônica

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Microscopia eletrônica e imunoeletrônica

CAPÍTULO 11

MICROSCOPIA ELETRÔNICA E IMUNOELETRÔNICA

MICROSCOPIA ELETRÔNICA

A microscopia eletrônica é usada em dermatopatologia não somente em pesquisa, mas também no diagnóstico de certas afecções cutâneas.

O material submetido à técnica de processamento para microscopia eletrônica de transmissão pode ser colhido por biópsia com punch. Deve-se tomar cuidado com sua manipulação para se evitarem alterações artefactuais devidas a pinçamento e má fixação.

O espécime deve ser recortado em pequenos cubos de cerca de 1 mm de lado para melhor fixação. O fixador em geral utilizado é o glutaraldeído a 2%.

Uso da microscopia eletrônica na dermatopatologia

A diagnose de certeza da histiocitose X ou das células de

Langerhans e das neoplasias indiferenciadas e a classificação das doenças mecanobolhosas são exemplos nos quais a microscopia eletrônica pode ser usada na rotina diagnóstica de dermatopatologia. Além disso, o exame ao microscópio eletrônico pode ser de interesse na demonstração de agentes infecciosos oportunistas, como nos pacientes portadores da síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids, do inglês acquired immunodeficiency syndrome).

 

Capítulo 12 - Exames micológicos e protoparasitológicos

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CAPÍTULO 12

EXAMES MICOLÓGICOS E PROTOPARASITOLÓGICOS

EXAMES MICOLÓGICOS

O exame micológico é de emprego indispensável na prática dermatológica. Rotineiramente, são utilizados o exame micológico direto e a cultura, mas, eventualmente, são empregadas outras técnicas micológicas. Para o exame direto e cultura, o material deve ser obtido em ponto ativo da lesão.

Nas lesões secas e escamosas, o melhor local, geralmente,

é a borda, raspando-se com bisturi rombo ou cureta. Muitas vezes, a limpeza prévia com água e álcool é necessária.

Materiais com gordura, suor, pomadas, cremes, talcos ou pós antifúngicos dificultam a visualização ao exame direto, além de formarem artefatos que simulam fungos e de impedirem o isolamento em cultura, com resultados falso-negativos.

Nas lesões vesiculosas, o melhor material para exame é o teto de vesículas, que pode ser colhido com tesoura de ponta fina ou pinça de Adson com dente. Cabelos e pelos são adequadamente colhidos com pinça depilatória. Fragmentos de unhas são obtidos com alicate ou tesoura de ponta romba.

 

Capítulo 13 - Exames bacteriológicos, virológicos e sorológicos

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CAPÍTULO 13

EXAMES BACTERIOLÓGICOS, VIROLÓGICOS E SOROLÓGICOS

FLORA CUTÂNEA NORMAL

A pele é normalmente habitada por bactérias que podem ser classificadas como residentes, isto é, bactérias que têm a pele como hábitat e nela se multiplicam; e transitórias, que nela se alojam ocasionalmente. Há variações na flora residente de indivíduo para indivíduo e, ao longo do tempo, na mesma pessoa. Existem, inclusive, algumas diferenças geográficas quanto à flora cutânea. As bactérias vivem na camada córnea ou no folículo pilossebáceo.

As bactérias que habitam os folículos não são atingidas por antissépticos ou desinfetantes e servem para recompor a flora bacteriana normal. Mecanismo importante no controle bacteriológico da pele é o pH, que varia entre 3 e 5 e dificulta o crescimento bacteriano. Nas áreas com pH mais alto e

úmidas, como axilas, virilhas e dedos dos pés, o número de bactérias é maior.

•• Estafilococos: há numerosas espécies de estafilococos não patógenos, residentes na pele. Já foram identificadas mais de uma dezena, sendo as mais comuns Staphylococcus epidermitis e S.hominis (os mais numerosos).

 

Capítulo 14 - Dermatoscopia, citodiagnose e métodos de imagem

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Dermatoscospia, citodiagnose e métodos de imagem

CAPÍTULO 14

DERMATOSCOSPIA, CITODIAGNOSE E MÉTODOS DE IMAGEM

DERMATOSCOPIA

A dermatoscopia, microscopia de epiluminescência ou dermoscopia, é importante método auxiliar na diagnose diferencial das lesões pigmentadas benignas ou malignas, especialmente devido ao aumento da acurácia diagnóstica do melanoma nas fases iniciais.

Os primeiros aparelhos utilizados para o exame dermatoscópico foram os dermatoscópios, que têm uma fonte de luz somada a lentes de aumento com amplificações variadas. Posteriormente, foram desenvolvidas lentes objetivas específicas para a dermatoscopia, que, acopladas a uma máquina fotográfica comum, possibilitam o registro fotográfico da imagem dermatoscópica, permitindo melhor interpretação dos achados dermatoscópicos. O passo seguinte foi a adaptação de vídeo por câmeras ao dermatoscópio, facilitando a digitalização das imagens dermatoscópicas e sua transferência direta ao computador. Isso possibilitou a criação de softwares específicos para a dermatoscopia, que armazenam as imagens e realizam cálculos automáticos do tamanho, da forma, da textura e da coloração, auxiliando de forma especial na análise das lesões e aumentando a sensibilidade no reconhecimento de formas iniciais de melanoma. Essa mesma tecnologia vem permitindo o intercâmbio de imagens via Internet, possibilitando a análise dermatoscópica a distância.

 

Capítulo 15 - Erupções eczematosas

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PARTE IV

ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS

CUTÂNEAS EPIDERMODÉRMINCAS

CAPÍTULO 15

ERUPÇÕES ECZEMATOSAS

Os eczemas compreendem um padrão clínico e histopatológico de inflamação cutânea de etiologia variada, constituindo verdadeira síndrome, a síndrome eczematosa. Observa-se que todos os eczemas são dermatites, mas nem todas as dermatites são eczematosas; portanto, quando se emprega o termo “dermatite” para eczemas, a designação mais correta é

“dermatite eczematosa”.

Clinicamente, os eczemas caracterizam-se por eritema, edema, infiltração, vesiculação, secreção, formação de crostas, escamas e liquenificação. Essas lesões se sucedem ou se associam, formando os aspectos multiformes dos eczemas. O termo eczema, do grego ekzein, significa ebulição (ek = fora; zein = ferver) e já induz uma ideia do quadro clínico. As lesões são acompanhadas de prurido, um sintoma constante, e este pode ser ser mínimo, moderado ou intenso. Ele é causado pela liberação de substâncias que excitam as terminações nervosas cutâneas, sendo os estímulos levados ao córtex cerebral pelas vias nervosas. A síndrome eczematosa pode ser classificada em aguda, subaguda ou crônica, de acordo com o aspecto que apresenta. Quando ocorre eritema, edema, vesiculação e secreção, o eczema é agudo. Histopatologicamente, no eczema agudo, há intensa espongiose e vesículas na epiderme que, ao se romperem, promovem liberação de esxudato com aparecimento de secreção. Na epiderme, ocorre exocitose de linfócitos e, na derme, há vasodilatação (eritema), edema da derme papilar e infiltrado linfocitário (papulas e placas papulosas). Se o eritema e o edema são menos intensos e predominam as manifestações de secreção com formação de crostas, tem-se o eczema subagudo que, histopatologicamente, apresenta espongiose, microvesículas incipientes, discreta exocitose de linfócitos e, na derme, vasodilatação (eritema), edema e infiltrado linfocitário (papulas e placas papulosas). Os exsudatos, eliminados em menor quantidade nesta fase, dessecam-se na superfície da pele, determinando a formação de crostas.

 

Capítulo 16 - Erupções eritematoescamosas

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Erupções eritematoescamosas

CAPÍTULO 16

ERUPÇÕES ERITEMATOESCAMOSAS

DERMATITE SEBORREICA

Também denominada, eczema seborreico ou eczemátide é afecção de caráter constitucional, crônica, frequente, recorrente, não contagiosa, que ocorre em regiões cutâneas ricas em glândulas sebáceas e, eventualmente, em algumas áreas intertriginosas.

Nos Estados Unidos, a prevalência na população geral e de 1 a 2% e, nos adultos, é de 3 a 5%, sendo as formas mínimas, descamação visível da superfície do couro cabeludo

(“caspa”), muito mais comuns.

Patogenia

A causa não é conhecida, porém, na patogênese, há uma alteração sebácea e um componente imunológico. Há, eventualmente, predisposição familiar (embora nenhum tipo de herança seja relacionado) e discreta predominância no sexo masculino. Recentemente, demonstraram-se quadros dermatite seborreica símile com lesões psoriasiformes em indivíduos com mutações no gene ZNF750 relacionado ao zinco, mas não há qualquer deficiência detectável desse elemento na dermatite seborreica. A afecção é do grupo das dermatoses que têm multiplicação celular acelerada com a presença de células nucleadas na camada córnea. No couro cabeludo com dermatite seborreica, o número de células nucleadas é cerca de 20 vezes maior que no couro cabeludo normal.

 

Capítulo 17 - Erupções eritematopapulonodulares

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CAPÍTULO 17

ERUPÇÕES ERITEMATOPAPULONODULARES

ERITEMA POLIMORFO

(FORMAS MINOR E MAJOR)

O eritema polimorfo é uma síndrome de hipersensibilidade, frequentemente recorrente (30% dos casos), caracterizada pelo aparecimento súbito de lesões eritematovesicobolhosas na pele e/ou nas mucosas. Apresenta duas formas clínicas polares:

1. Forma minor: mais comum, designada simplesmente eritema polimorfo ou multiforme, tem sintomas gerais discretos, não acomete mucosas e a evolução é benigna.

2. Forma major ou síndrome de Stevens-Johnson: pouco frequente, atinge pele e mucosas, com sintomas sistêmicos e decurso evolutivo grave. Como atualmente a maioria dos autores reconhece a síndrome de Stevens-Johnson como doença diversa do eritema polimorfo, recomenda-se evitar a designação “eritema polimorfo major” para a síndrome de Stevens‑Johnson. Ocorre, predominantemente, em adolescentes e adultos jovens, e há ligeiro predomínio em homens em relação às mulheres

 

Capítulo 18 - Erupções purpúricas

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CAPÍTULO 18

ERUPÇÕES PURPÚRICAS

As púrpuras são manchas resultantes do extravasamento de sangue na pele. Puntiformes ou com até 1 cm de tamanho, denominam-se petéquias; até quatro centímetros, equimoses; e as maiores, hematomas.

As petéquias têm cor inicial vermelho-brilhante, que se torna, posteriormente, castanho-escura pela formação de hemossiderina (FIGURA 18.1). Equimoses e hematomas inicialmente têm cor vermelho-escura que se torna, subsequentemente, azulada, depois esverdeada e, finalmente, amarelada, em função da decomposição da hemoglobina.

Nas equimoses traumáticas, as alterações cromáticas têm algum valor, em Medicina Legal, na determinação do tempo em que ocorreu o trauma. A coloração vermelho-escura ocorre nos 2 primeiros dias, do 3o ao 6o dia predomina a coloração azulada, entre o 7o e o 12o dia estabelece-se coloração amarelada e, a seguir, a pele retorna à sua coloração normal.

As lesões purpúricas podem estar associadas a eritema e, nesse caso, a compressão das lesões pode determinar branqueamento parcial com desaparecimento da coloração avermelhada determinada pela vasodilatação e permanência da coloração avermelhada na área de extravasamento de hemácias.

 

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