Endodontia Laboratorial e Clínica

Autor(es): Carlos Estrela
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Endodontia laboratorial e clínica é mais um livro da Série Abeno – Odontologia Essencial pertencente à Parte Clínica. Este livro, assim como os demais reúne todas as características da Série Abeno. Seus principais tópicos de abordagem são: planejamento endodôntico, medicação intracanal, preparo e obturação de canal radicular e diagnóstico das alterações da polpa dentária e da periodontite apical. 

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Capítulo 1 - Planejamento endodôntico

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1

Planejamento endodôntico

OBJETIVOS

DE APRENDIZAGEM

O tratamento endodôntico é constituído por importantes fases que, se perfeitamente executadas, favorecem a obtenção de melhores resultados.

A educação permanente mantém o profissional atualizado, possibilita a disciplina e o habilita a vencer os desafios diários da profissão.1

As estimativas de sucesso endodôntico variam nas diferentes populações estudadas, especialmente em virtude dos métodos e dos critérios de avaliação utilizados. A execução correta das fases do tratamento endodôntico influencia de forma positiva o sucesso dos resultados.1

Deve-se considerar que as condições pulpares prévias interferem diretamente no prognóstico. As patologias pulpares e periapicais não devem ser analisadas de forma isolada, pois podem ser alteradas pelas condições sistêmicas do indivíduo. A resposta biológica do hospedeiro

(inflamatória e imunológica) representa o gerenciador que influencia diretamente os resultados do tratamento endodôntico.2

 

Capítulo 2 - Preparo coronário e esvaziamento do canal radicular

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Preparo coronário e esvaziamento do canal radicular

O conhecimento da anatomia dentária interna é fundamental para a perfeita execução do processo de sanificação e modelagem do canal radicular. A estrutura anatômica da cavidade pulpar é considerada muito complexa, pois o endodontista, valendo-se dos recursos disponíveis no momento, interpreta a imagem de um plano tridimensional visualizando apenas duas dimensões.

A verificação da macroconfiguração da cavidade pulpar, ilustrada por meio de desenhos, fotografias, diafanizações (descalcificações), moldagens e cortes seriados (desgastes), pode ser ilusória, pois permite apenas uma ideia aproximada e projetada da micromorfologia interna. A microtomografia computadorizada e a tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) representam preciosos recursos para o estudo das estruturas anatômicas da cavidade pulpar.1, 2

O tratamento endodôntico envolve diferentes etapas operatórias. Um dos grandes desafios é enfrentar os formatos internos presentes nos diferentes grupos dentários, os quais não devem ser subestimados.

 

Capítulo 3 - Irrigante endodôntico

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Irrigante endodôntico

O processo de esvaziamento destaca-se entre as fases operatórias do tratamento endodôntico, uma vez que é responsável pela remoção do eventual conteúdo presente no interior da cavidade pulpar (polpa dentária, restos necróticos orgânicos e inorgânicos, material obturador).

A operacionalização se desenvolve com a sanificação, pela ação da solução química irrigadora associada à ação mecânica dos instrumentos endodônticos. O controle microbiano em dentes com infecções endodônticas é delegado ao processo de sanificação realizado durante o preparo do canal radicular, evidenciado pelo esvaziamento e alargamento desse canal.

O mecanismo de eliminação de microrganismos em dentes com infecções endodônticas tem sido uma constante preocupação, o que levou à valorização da busca de alternativas terapêuticas para as diferentes condições clínicas pulpares.

Objetivos

Os processos de sanificação e modelagem do canal radicular se desenvolvem concomitantemente, evidenciando o valor do critério de seleção da solução irrigadora de acordo com a condição clínica.

 

Capítulo 4 - Medicação intracanal

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Medicação intracanal

As ciências biológicas vivem um expressivo momento histórico, que reflete avanços técnico-científicos importantes e capazes de impulsionar as necessárias transformações conceituais. A conquista de novos métodos de pesquisa, associada à evolução da biologia celular e molecular, da bioquímica, da microbiologia e da genética, evidencia muitos dos avanços da ciência endodôntica. Por conseguinte, urge a necessidade de uma íntima e indissociável relação entre as ciências básicas e clínicas, a fim de permitir um melhor aproveitamento e entendimento desses avanços.

OBJETIVOS

DE APRENDIZAGEM

O processo de sanificação em endodontia tem sido pesquisado e discutido sobre vários enfoques. É aceito que um dos fatores condicionantes, considerado pré-requisito para a instalação da patologia pulpar e periapical, é a presença de microrganismos.

Lembrete

Além desses especiais habitantes presentes nas infecções endodônticas, observa-se que a morfologia da cavidade pulpar impõe dificuldades, o que torna complexa a realização de um adequado controle microbiano. A ação terapêutica das substâncias antimicrobianas empregadas como auxiliares no preparo do canal radicular exige um determinado tempo para expressar maior efetividade.

 

Capítulo 5 - Preparo do canal radicular

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Preparo do canal radicular

A modelagem do canal radicular está intimamente relacionada ao processo de sanificação do sistema de túbulos dentinários.

Importantes associações ocorrem durante sua realização, como o esvaziamento e a ampliação, o instrumento e a técnica.

Tais fatores são influenciados pela habilidade do operador.1

OBJETIVOS

DE APRENDIZAGEM

• Identificar a importância das etapas para o correto preparo do canal radicular

A definição de uma forma final a ser obtida após a conclusão do preparo do canal radicular representa um objetivo muito especial.

A ausência de metodologia confiável e aplicável para avaliar a qualidade do preparo e qualificar e conceituar um canal bem preparado constitui tarefa desafiadora e difícil. A superação da influência da curvatura apical a partir do preparo do terço cervical define melhor sua forma final e torna o preparo mais eficiente.2-4

O variado número de técnicas de preparo de canais radiculares apoiouse em justificativas envolvendo a complexa anatomia, os instrumentos endodônticos disponíveis e as condições patológicas. As novas alternativas para a modelagem, especialmente com o advento de instrumentos de níquel-titânio (NiTi) em rotação contínua, favorecem a definição e a qualidade do preparo. Consideram-se como objetivos da modelagem do canal radicular a regularização e a planificação de suas paredes, com vistas a efetuar o processo de sanificação e impermeabilização do sistema de túbulos dentinários.1-34

 

Capítulo 6 - Obturação do canal radicular

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Obturação do canal radicular

A obturação do canal radicular complementa o expressivo degrau da tríade endodôntica (abertura coronária, sanificação-modelagem e selamento endodôntico) e, consequentemente, reforça a importância de se eliminar espaço vazio no interior do dente. Além disso, proporciona especial oportunidade de reparação tecidual, a partir do repouso oferecido aos tecidos periapicais, e favorece a osteogênese

(formação de osteocemento), a reestruturação do ligamento periodontal e a reintegração da lâmina dura. O processo de selamento do canal radicular valoriza três aspectos essenciais – a capacidade de preenchimento, o controle microbiano e a compatibilidade biológica. Assim, para alcançar o sucesso endodôntico, alguns fatores devem ser bem definidos, como os objetivos da obturação endodôntica, o momento oportuno para realizá-la, os materiais, a técnica e a restauração coronária.1

Os critérios de sucesso do tratamento endodôntico merecem maiores discussões, especialmente com a possibilidade de avaliações tridimensionais, mesmo considerando possíveis interferências de artefatos metálicos. Estrela e colaboradores,2 em um estudo transversal, avaliaram a prevalência de dentes tratados endodonticamente em uma população de brasileiros adultos, tendo analisado um total de 1.401 radiografias panorâmicas entre agosto de

 

Capítulo 7 - Retratamento do canal radicular

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Retratamento do canal radicular

A estruturação de um novo tratamento endodôntico em decorrência de um fracasso representa uma manobra complexa que requer cuidado especial. Ainda que o novo tratamento seja constituído quase exatamente das mesmas fases operatórias do tratamento inicial, qualquer reconstrução exige muita atenção e apurada perícia.

O Quadro 7.1 apresenta as dificuldades técnicas encontradas em todas as etapas do tratamento endodôntico.

Embora o retratamento seja a primeira opção para o tratamento do insucesso, ele apresenta dificuldades e complicações que tornam o prognóstico duvidoso.1 Diante disso, é importante realçar as características clínicas e radiográficas do sucesso endodôntico, cujos aspectos fundamentais podem ser sintetizados nos seguintes pontos:

silêncio clínico (ausência de dor, edema, fístula); estrutura óssea periapical normal (uniformidade da lâmina dura, espaço periodontal normal, ausência ou redução de rarefação

 

Capítulo 8 - Estruturação do diagnóstico endodôntico

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Estruturação do diagnóstico endodôntico

O diagnóstico é a base para a estruturação do tratamento odontológico, especialmente quando a queixa principal do paciente relaciona-se à dor.1-28 O grande desafio de reconhecer o fator etiológico responsável pela origem do processo de dor nas estruturas bucais distingue a etapa de diagnóstico como fundamental ao contexto do tratamento. Durante a verificação da etiologia da dor odontogênica,

é importante que o investigador realize uma minuciosa análise a partir da coleta, tabulação, identificação e interpretação de sinais e sintomas que caracterizam a possível alteração tecidual.

OBJETIVOS

DE APRENDIZAGEM

O diagnóstico da dor odontogênica compõe-se de diversas etapas,que incluem semiogênese (gênese dos sinais e sintomas), semiotécnica

(recursos para a coleta dos sinais e sintomas) e propedêutica (análise, estudo e interpretação dos dados coletados).

saiba mais

O domínio adequado da técnica semiológica para estruturar o diagnóstico requer o conhecimento e o estudo dos estados de normalidade (saúde) dos tecidos relacionados ao problema, para que, de modo ordenado, se possa determinar a hipótese da patologia.

 

Capítulo 9 - Diagnóstico e tratamento das alterações da polpa dentária

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Diagnóstico e tratamento das alterações da polpa dentária

A dor decorrente da inflamação pulpar é responsável por experiências muito desagradáveis e constitui o principal motivo que leva um indivíduo a procurar tratamento. A adoção exclusiva de uma terapêutica sistêmica não soluciona definitivamente o problema desse tipo de dor, que geralmente exige intervenção local.

A polpa dentária está localizada na cavidade pulpar, protegida por uma estrutura mineralizada (a dentina). Os fenômenos inflamatórios resultam em alterações vasculares, como vasodilatação e aumento da permeabilidade. Os mediadores químicos inflamatórios podem estimular os receptores da dor, representados por terminações nervosas nociceptivas. A polpa dentária apresenta uma das mais elevadas pressões internas do organismo, e essa pressão é ainda maior durante o processo inflamatório. Uma forma de promover sua diminuição e alívio envolve a remoção do agente agressor, o que muitas vezes requer abertura coronária e remoção parcial ou total da polpa dentária.

 

Capítulo 10 - Diagnóstico e tratamento da periodontite apical

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Diagnóstico e tratamento da periodontite apical

A inflamação periapical constitui uma resposta biológica de defesa natural que tem como responsáveis vários agentes etiológicos

(microbianos, químicos, físicos e outros). O caráter inflamatório e/ou infeccioso envolvido na alteração periapical sinaliza o diagnóstico e a opção terapêutica. A agressão traumática ou infecciosa na polpa dentária produz alterações inflamatórias na região periapical.

Quando chegam à região periapical, microrganismos com distintas características (estruturais, metabólicas e patogênicas) estimulam as respostas inflamatória e imunológica.1

A inflamação periapical é consequência da extensão da inflamação/ infecção pulpar e pode se desenvolver em fase anterior à necrose pulpar. A influência do grau de patogenicidade dos microrganismos

(toxinas, enzimas, produtos metabólicos, constituintes celulares, mediadores inflamatórios) e as respostas orgânicas do hospedeiro determinam os diferentes aspectos da periodontite apical. A Figura

 

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