Periodontia Laboratorial e Clínica

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Periodontia laboratorial e clínica, é mais um livro da Parte Clínica da Série Abeno. Utilizando todos os recursos e características didáticos da Série, este livro apresenta as doenças periodontais, bem como suas formas de prevenção, diagnóstico e tratamento. Alguns capítulos são destinados a tópicos especiais em periodontia como urgências e cirurgia estética em periodontia.

 

14 capítulos

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Capítulo 1 - Doenças periodontais

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1

Doenças periodontais como doenças infecciosas

PATRÍCIA WEIDLICH

As doenças periodontais tradicionalmente caracterizadas como doenças infectoinflamatórias são produto da interação entre os biofilmes e a resposta inflamatória e imune do hospedeiro. Essa interação é modulada por condições sistêmicas e ambientais e por fatores genéticos.

O biofilme apresenta características próprias decorrentes da sua organização estrutural e funcional, o que aumenta seu potencial e confere características particulares às doenças a ele relacionadas, como é o caso das gengivites e das periodontites. Entender a placa bacteriana como um biofilme traz repercussões relevantes para o entendimento da etiologia e da patogênese das doenças periodontais, bem como para o desenvolvimento de estratégias preventivas e terapêuticas em periodontia.

As respostas inflamatória e imune são ativadas a partir da presença dos biofilmes. Elas têm a função de combater o “ataque” dos microrganismos, na tentativa de debelar a infecção e prevenir sua disseminação. Entretanto, a resposta do hospedeiro também pode ser prejudicial e provocar dano a células e a estruturas do tecido conjuntivo, colaborando em grande parte para a destruição dos tecidos periodontais. Esse cenário apresenta também reflexos sistêmicos, e as bolsas periodontais são feridas que propiciam o acesso sistêmico de produtos bacterianos e bactérias subgengivais.

 

Capítulo 2 - Epidemiologia das doenças periodontais

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Epidemiologia das doenças periodontais

ALEX NOGUEIRA HAAS

CASSIO KAMPITS

MARTA LILIANA MUSSKOPF

Objetivos de aprendizagem

• Conhecer a epidemiologia das doenças periodontais

• Adquirir embasamento científico para o diagnóstico, a prevenção e o tratamento das doenças periodontais

• Identificar os fatores de risco reais e os prováveis para doença periodontal

Epidemiologia é a ciência que estuda as condições de saúde e doença nas populações e busca estimar os fatores determinantes dessas condições para estabelecer estratégias preventivas e terapêuticas.

Contextualizando a epidemiologia no âmbito da periodontia, pode-se afirmar que o entendimento que temos atualmente sobre a distribuição das doenças periodontais e os fatores de risco depende inteiramente do desenvolvimento de estudos epidemiológicos populacionais e clínicos de intervenção.

O embasamento científico disponível para o diagnóstico, a prevenção e o tratamento das doenças periodontais provém fundamentalmente da epidemiologia. Assim, neste capitulo, serão fornecidas informações epidemiológicas a respeito da ocorrência das doenças periodontais no

 

Capítulo 3 - Diagnóstico do processo saúde-doença periodontal

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Diagnóstico do processo saúde-doença periodontal

CASSIANO KUCHENBECKER RÖSING

JULIANO CAVAGNI

Objetivos de aprendizagem

• Identificar os sinais iniciais relacionados às doenças periodontais

• Diagnosticar o processo saúde-doença periodontal

A odontologia e, em especial, a periodontia têm experienciado, ao longo dos anos, profundas mudanças na sua forma de entender as alterações que ocorrem no processo saúde-doença periodontal.

Importantes evoluções ocorreram no conhecimento da etiopatogenia das doenças periodontais, de modo que mudanças de paradigmas têm sido frequentemente observadas. O mesmo vem ocorrendo em relação ao diagnóstico em periodontia.

Por muitos anos, o diagnóstico em periodontia baseou-se apenas em um exame visual das estruturas periodontais, de modo que tudo que fosse diferente do aspecto normal era considerado doença.

Indicadores como coloração rósea, consistência firme, contorno festonado da margem gengival, aspecto de “casca de laranja”, ausência de dor, odor e mobilidade eram decisivos no diagnóstico periodontal. Assim, um indivíduo portador, por exemplo, de uma periodontite crônica tratada, sem nenhuma evidência de progressão de doença, era considerado doente.

 

Capítulo 4 - Tratamento das doenças periodontais

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Tratamento das doenças periodontais

SABRINA CARVALHO GOMES

PATRÍCIA DANIELA MELCHIORS ANGST

Objetivos de aprendizagem

• Determinar o prognóstico da doença periodontal

• Estabelecer um plano de tratamento adequado

O tratamento das doenças periodontais é um permanente desafio.

Para que o mesmo atinja sucesso, o planejamento do caso deve ser adequado, incluindo a determinação do prognóstico.

O objetivo desse capítulo é fazer uma reflexão sobre o processo de tratamento periodontal, de acordo com as evidências disponíveis.

Prognóstico e plano de tratamento em periodontia

Lembrete

O estabelecimento de um prognóstico adequado está na dependência de exame físico apropriado, entrevista dialogada profunda e exames adicionais, quando necessário. Essas informações, tomadas em conjunto, auxiliam na determinação do prognóstico, que pode ser mediato e/ou imediato.

O termo “prognóstico” é comumente definido como uma predição da evolução, da duração e do desfecho prováveis da doença. Em doenças crônicas, como a doença periodontal, o prognóstico é dinâmico e necessita de constante reavaliação. Isso se deve ao fato de o prognóstico poder ser alterado, ao longo do tempo, em decorrência de condições dos indivíduos, como condição ambiental e emocional, inserção social, exposição a medicações e ao tabagismo, diabetes, desregulação hormonal, entre outras.1 Por isso, a pessoa em tratamento periodontal necessita da atenção de um profissional que entenda o eixo agressão­‑resposta da sua doença como mutável e passível de grandes alterações.

 

Capítulo 5 - Aquisição de habilidades clínicas e cirúrgicas periodontais

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Aquisição de habilidades clínicas e cirúrgicas periodontais

MARILENE ISSA FERNANDES

FERNANDO ANTÔNIO RANGEL LOPES DAUDT

Objetivos de aprendizagem

• Selecionar o instrumental adequado para cada tipo de tratamento periodontal

• Identificar as técnicas de terapia das doenças periodontais

Os objetivos da terapia periodontal são a descontaminação da superfície dentária supra e subgengival e a remoção do biofilme bacteriano e do cálculo dental, como forma de evitar a progressão da doença periodontal.

O procedimento mais comumente usado para o debridamento da superfície radicular é a raspagem seguida do alisamento de forma mecânica, utilizando diferentes tipos de instrumentos manuais. O tipo de instrumental a ser utilizado depende da localização do debridamento

(supra ou subgengival) e do envolvimento ou não de um procedimento cirúrgico de acesso ao biofilme bacteriano e cálculo dental.

Os resultados dessa terapia foram mostrados em diferentes estudos considerando descritores etiológicos, inflamatórios e de destruição. A instrumentação manual exige habilidade clínica e treinamento, pois muitas vezes a anatomia da raiz dificulta o alcance de uma superfície de raiz biologicamente compatível com os tecidos periodontais.

 

Capítulo 6 - Tópicos especiais em periodontia: urgências em periodontia

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Tópicos especiais em periodontia:

urgências em periodontia

FERNANDO ANTÔNIO RANGEL LOPES DAUDT

MARILENE ISSA FERNANDES

Objetivos de aprendizagem

• Identificar os processos agudos que acometem o periodonto, bem como sua etiologia, prevalência e características clínicas, microbiológicas e histopatológicas

• Estabelecer o diagnóstico e o manejo adequados diante de situações de urgência e encaminhar adequadamente para tratamento quando em fase crônica

A doença periodontal apresenta um curso predominantemente crônico. No entanto, em algumas situações clínicas, podem estar presentes características de inflamação aguda. Nessas situações, dor e desconforto interferem na vida social e profissional do paciente e ainda podem levar a dificuldades na alimentação, comprometendo o estado nutricional, principalmente em crianças ou indivíduos com algum envolvimento sistêmico.

Os processos agudos mais frequentes que afetam os tecidos periodontais são os seguintes:

 

Capítulo 7 - Tópicos especiais em periodontia: aspectos fundamentais para a inter-relação entre periodontia e odontologia restauradora

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Tópicos especiais em periodontia:

aspectos fundamentais para a inter-relação entre periodontia e odontologia restauradora

RUI VICENTE OPPERMANN

SABRINA CARVALHO GOMES

AMANDA FINGER STADLER

Objetivos de aprendizagem

• Entender a dinâmica da relação entre periodontia e odontologia restauradora

• Compreender a constituição histológica do espaço biológico do periodonto e a resposta periodontal em face de restaurações subgengivais

• Compreender o manejo clínico de lesões endoperiodontais

A inter-relação entre odontologia restauradora e periodontia tem sido alvo de grandes discussões ao longo do tempo. Mais recentemente, observou-se grande alteração conceitual.

Até pouco tempo atrás, situações em que as margens do preparo ou da cárie estendiam-se subgengivalmente e casos de dentes comprometidos por reabsorção radicular externa ou trincas no terço cervical não tinham um prognóstico melhor que o duvidoso.

Eram, portanto, sistematicamente submetidos a procedimentos que visassem à remoção óssea para a manutenção de margens restauradoras supragengivais ou indicados para exodontia.

 

Capítulo 8 - Tópicos especiais em periodontia: cirurgia periodontal estética

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Tópicos especiais em periodontia:

cirurgia periodontal estética

ALEX NOGUEIRA HAAS

INGRID WEBB JOSEPHSON RIBEIRO

Objetivos de aprendizagem

• Identificar as necessidades estéticas em periodontia

• Contemplar aspectos periodontais no planejamento estético

Necessidades estéticas são uma demanda muito frequente por parte das pessoas que procuram atendimento odontológico. Dentro do paradigma atual de uma odontologia integrada e multidisciplinar, caso o cirurgião-dentista queira alcançar sucesso em seu tratamento, ele deve contemplar aspectos periodontais no planejamento de casos que envolvam estética.

De maneira geral, as necessidades estéticas em periodontia podem ser divididas em três situações, representadas na Figura 8.1:

• aumento da coroa clínica de um ou mais dentes para o alinhamento do contorno gengival;

• recobrimento radicular de um ou mais dentes para o alinhamento do contorno gengival;

• fechamento de espaços interproximais por ausência de papila.

 

Capítulo 9 - Tópicos especiais em periodontia: halitose

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Tópicos especiais em periodontia:

halitose

CASSIANO KUCHENBECKER RÖSING

JOSÉ MARIANO DA ROCHA

Objetivos de aprendizagem

• Identificar a etiologia da halitose

• Abordar os casos de forma multidisciplinar para um correto diagnóstico e tratamento

Lembrete

Após a cárie e as doenças periodontais, a halitose é uma das causas mais importantes de procura por profissionais da odontologia.

Lembrete

Apesar da quantidade ainda insuficiente de evidências científicas de qualidade, as abordagens de manejo clínico da halitose necessitam ser embasadas na melhor evidência disponível.

Levando-se em consideração a estreita relação com problemas bucais, ao profissional da odontologia é delegada a liderança das equipes que objetivem manejar clinicamente a halitose. A prevenção do mau hálito, da mesma forma, tem na odontologia o maior foco.

A halitose tem sido definida como a presença de odores desagradáveis emanados da boca, da cavidade nasal e da faringe. É uma condição relacionada à diminuição da qualidade de vida, uma vez que pode causar constrangimento social.

 

Capítulo 10 - Tópicos especiais em periodontia: diagnóstico e tratamento da hipersensibilidade dentinária

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Tópicos especiais em periodontia:

diagnóstico e tratamento da hipersensibilidade dentinária

CASSIANO KUCHENBECKER RÖSING

EDUARDO JOSÉ GAIO

A hipersensibilidade dentinária (HD) é um importante problema clínico devido à sua ocorrência e ao seu impacto nos indivíduos.

Ela pode ser definida como uma dor acentuada de curta duração decorrente da exposição da dentina em resposta a um estímulo térmico, evaporativo, tátil, osmótico ou químico. Além disso, a HD não pode ser atribuída a qualquer outra patologia dentária.

Objetivos de aprendizagem

A exposição da dentina se dá por vários meios. Por exemplo, o esmalte ou cemento que normalmente cobrem a superfície da dentina podem encontrar-se ausentes devido à abrasão, ao atrito ou à erosão, como demonstrado nas Figuras 10.1 e 10.2. Além disso, anomalias de desenvolvimento do dente podem levar à exposição da dentina e, como consequência, à HD.

• Propor tratamento adequado para a condição

 

Capítulo 11 - Tópicos especiais em periodontia: aspectos periodontais na infância e na adolescência

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Tópicos especiais em periodontia:

aspectos periodontais na infância e na adolescência

RUI VICENTE OPPERMANN

SABRINA CARVALHO GOMES

AMANDA FINGER STADLER

Objetivos de aprendizagem

• Identificar as especificidades da manifestação das doenças periodontais em crianças e adolescentes

• Conhecer as dificuldades para o tratamento das doenças periodontais nessa faixa etária

Dados a respeito de doenças periodontais em crianças e adolescentes são escassos se comparados àqueles existentes acerca dessas doenças em adultos. Isso pode se dar em função da baixa prevalência das periodontites em faixas etárias menores ou pelo fato de que, por algum momento, a gengivite não era reconhecida como doença.

Atualmente existe uma maior compreensão dessas formas de doença, reconhecendo-se a associação das mais prevalentes delas aos biofilmes supra e subgengivais – respectivamente, gengivites e periodontites. Formas necrosantes e aquelas que se expressam como manifestação de alterações sistêmicas (neutropenia, síndrome de

 

Capítulo 12 - Tópicos especiais em periodontia: inter-relação entre periodontia e ortodontia

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Tópicos especiais em periodontia:

inter-relação entre periodontia e ortodontia

MARILENE ISSA FERNANDES

Objetivos de aprendizagem

• Compreender o efeito do tratamento ortodôntico sobre os tecidos periodontais

• Estabelecer uma sistemática de controle do biofilme para pacientes em uso de aparelhos ortodônticos

O tratamento ortodôntico tem como objetivo proporcionar uma oclusão funcional e estética aceitável com movimentação adequada dos dentes. Esses movimentos estão fortemente relacionados às interações dos dentes com os tecidos periodontais de suporte. Dessa forma, problemas periodontais podem surgir com a aparatologia ortodôntica – por isso, indivíduos adultos com história de periodontite frequentemente procuram tratamento ortodôntico.

Considerações associadas a problemas funcionais resultantes das doenças periodontais, assim como demandas estéticas, devem ser avaliadas no planejamento do tratamento ortodôntico. Deve-se dar atenção às alterações nos tecidos periodontais relacionadas à aparatologia ortodôntica, pois esta pode dificultar o controle do biofilme supragengival, favorecer a inflamação dos tecidos periodontais e possibilitar a formação de um biofilme subgengival com a presença de microbiota periodontopatogênica e, consequentemente, risco de uma periodontite.

 

Capítulo 13 - Periodontia e implantes

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Periodontia e implantes

PATRÍCIA WEIDLICH

JOSÉ MARIANO DA ROCHA

Objetivos de aprendizagem

• Diagnosticar as doenças peri-implantares

• Identificar as características da composição da mucosa peri-implantar

• Planejar o tratamento das doenças peri-implantares

A descoberta da osseointegração na década de 1960, por Branemark, possibilitou o desenvolvimento de implantes estáveis capazes de repor diversas estruturas no organismo. A odontologia foi uma das

áreas na qual a introdução dessa técnica teve um importante impacto.

O uso dos implantes dentários osseointegrados possibilitou uma alternativa de tratamento para situações de difícil resolução, como próteses totais inferiores, próteses removíveis de extremo livre ou desgaste de dentes hígidos para a colocação de próteses fixas de múltiplos elementos.

É importante ressaltar que os implantes dentários, apesar de possuírem um grande potencial resolutivo, não são imunes a problemas. A definição de sucesso ou insucesso dos implantes após a sua osseointegração depende dos parâmetros utilizados para definir o resultado. Avaliações de implantes dentários, se ficarem restritas a critérios como mobilidade ou perda do implante, podem subestimar o percentual de consequências negativas decorrentes da presença desses elementos.

 

Capítulo 14 - Manutenção periódica preventiva

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Manutenção periódica preventiva

RUI VICENTE OPPERMANN

SABRINA CARVALHO GOMES

AMANDA Finger STADLER

Objetivos de aprendizagem

• Identificar os diferentes conceitos relacionados à manutenção periódica preventiva

• Planejar a manutenção periódica preventiva de acordo com as necessidades específicas de cada caso

Lembrete

Atualmente, está superada não só a ideia de que existe uma história natural para as doenças, como também a concepção preventivista de que mesmo restaurações possam significar “prevenção”.

Consultas periódicas ao dentista estão no inconsciente coletivo de nossa população, muito embora seja desconhecida a proporção dessa população que realiza essas consultas. Ainda hoje se vê a recomendação de que as pessoas devem visitar seu dentista pelo menos uma vez a cada 6 meses.

Pouco se sabe sobre a origem dessa recomendação. Possivelmente venha da concepção de que, dessa forma, o cirurgião-dentista poderia intervir rapidamente sobre problemas incipientes e impedir sua progressão. Essa era a recomendação dos antigos programas incrementais que se desenvolveram em muitas regiões do País até o final da década de 1980, atuando com escolares. Avaliações da eficácia desses programas no Brasil e no Exterior mostraram que a visitação frequente ao profissional não impedia a incidência de novas lesões de cárie. No máximo, essas lesões eram restauradas, ainda que em muitas situações os dentes fossem sumariamente extraídos.

 

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