A Prática Farmacêutica na Farmácia Comunitária

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Na farmácia comunitária brasileira, a atividade farmacêutica tem base em três pilares: as atividades clínicas e assistenciais, as atividades gerenciais e administrativas e a manipulação magistral. Esta obra aborda o primeiro desses pilares, assim como as ações clínicas dirigidas ao paciente, à família e à comunidade.A obra é dividida em três partes:A Parte 1 é dedicada ao modelo tradicional da prática farmacêutica comunitária, centrado na dispensação de medicamentos e no cenário da atual farmácia comunitária brasileira.A Parte 2 é dedicada ao novo modelo de prática. Nesta seção, é descrita uma abordagem ampliada dos cuidados farmacêuticos, centrada no método clínico, na consulta farmacêutico-paciente e na prestação de serviços clínicos.A Parte 3 apresenta conteúdos complementares transversais que dão suporte às atividades detalhadas nas primeiras seções do livro: os princípios da comunicação interpessoal farmacêutico-paciente e farmacêutico-médico, as técnicas de avaliação de sinais vitais e glicemia capilar. Além disso, traz uma descrição crítica dos medicamentos contraindicados na gravidez e na lactação.

 

18 capítulos

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Capítulo 1 - A farmácia comunitária no Brasil

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1

A farmácia comunitária no Brasil

CASSYANO J. CORRER

ROBERTO PONTAROLO

ALYNE SIMON DE CARVALHO RIBEIRO

A farmácia é um estabelecimento de prestação de serviços farmacêuticos de interesse público e/ou privado, articulado ao Sistema Único de Saúde (SUS), destinado a prestar assistência farmacêutica e orientação sanitária individual ou coletiva, onde são processadas a manipulação e a dispensação de produtos e correlatos com finalidade profilática, curativa, paliativa, estética ou para fins de diagnóstico.1

O termo “farmácia comunitária” refere-se aos estabelecimentos farmacêuticos não hospitalares e não ambulatoriais que atendem à comunidade. As farmácias comunitárias no Brasil são, em sua maioria, privadas, de propriedade particular, mas existem também farmácias públicas, sejam elas vinculadas à rede nacional de farmácias populares ou às esferas públicas municipais ou estaduais.2 Há, no Brasil, também, uma distinção legal entre farmácia e drogaria, sendo estas últimas proibidas de atuar na manipulação ou no fornecimento fracionado de medicamentos.3 O termo “farmácia comunitária” (ou simplesmente “farmácia”) será utilizado em todo este livro em seu sentido mais amplo, incluindo drogarias, farmácias de dispensação e manipulação, públicas ou privadas.

 

Capítulo 2 - Princípios da dispensação de medicamentos na farmácia comunitária

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Princípios da dispensação de medicamentos na farmácia comunitária

CASSYANO J. CORRER

Um homem de 60 anos vai à farmácia portando uma receita de enalapril e atenolol para tratamento de hipertensão. Uma mulher leva seu filho de 5 anos à farmácia com uma receita de amoxicilina por sete dias. Uma jovem de 25 anos procura o farmacêutico solicitando contraceptivo de emergência e informações sobre como deve tomá-lo. Um homem de 35 anos procura pelo farmacêutico pedindo uma indicação para sua dor de garganta que surgiu há 2 dias. O que todas essas pessoas têm em comum? Todas elas utilizam ou utilizarão medicamentos por um tempo determinado para alívio, controle ou cura dos seus sinais e sintomas e deverão seguir algumas regras para que o tratamento tenha sucesso. Todas elas precisam de algumas informações sobre como utilizar esses produtos. Todas elas utilizarão o serviço de dispensação de uma farmácia comunitária.

O modelo tradicional de prática farmacêutica comunitária nos últimos setenta anos esteve centrado no fornecimento de medicamentos industrializados, associado à informação do paciente sobre sua utilização. Esse modelo tem na dispensação sua atividade primordial e é predominante no

 

Capítulo 3 - Aspectos legais sobre o ato de dispensar medicamentos

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Aspectos legais sobre o ato de dispensar medicamentos

GRACCE MARIA SCOTT BARETA

O princípio da legalidade, presente no inciso II do artigo 5º do texto constitucional que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos –“ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fa­zer alguma coisa senão em virtude de lei”1 –, reflete-se nas práticas profissionais do farmacêutico, na medida em que este tem a obrigação de cum­

­prir e fazer cumprir as leis vigentes em seu âmbito profissional.

Com esse respaldo da Constituição, o artigo 10 do Código de Ética da Profissão

Farmacêutica estabelece como princípio que

“o farmacêutico deve cumprir as disposições legais que disciplinam as práticas profissio­ nais no País [...]”.2 Nesse contexto, o objetivo deste capítulo é discutir um arcabouço teórico que contribua com o farmacêutico no ato de dispensar medicamentos, considerando alguns aspectos legais e fundamentais para o exercício da profissão nessa área de atuação.

 

Capítulo 4 - Interpretaçãoe avaliação da prescrição medicamentosa: aspectos legais

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Interpretação e avaliação da prescrição medicamentosa: aspectos legais

CASSYANO J. CORRER

ANA CAROLINA MELCHIORS

Uma prescrição é uma instrução do profissional que redige e assina a receita para o profissional que irá dispensá-la.1,2 Esse documento contém não apenas o fármaco que deverá ser fornecido ao paciente, mas também as condições em que ele deverá ser utilizado. A prescrição representa um documento legal pelo qual se responsabilizam quem prescreve (médico, médico-veterinário ou odontólogo), quem dispensa o medicamento (farmacêutico) e quem o administra (enfermeiro, particularmente no meio hospitalar), estando todos os envolvidos sujeitos às normas profissionais, sanitárias e ligadas ao comércio de produtos e serviços. Assim, toda prescrição apresenta por definição um caráter multiprofissional ligado ao cuidado do paciente.1

A boa relação entre os profissionais da saúde e destes com o paciente pode contribuir para a otimização da prescrição dos medicamentos, maximizando as chances de sucesso terapêutico, assim como a falta dela pode negligenciar aspectos relativos a orientação do paciente, detecção e correção de erros de medicação ou prevenção de riscos, que reduzem as chances de efetividade e segurança do tratamento. A interação entre prescritores,

 

Capítulo 5 - Interpretação e avaliação da prescrição medicamentosa: aspectos clínicos

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Interpretação e avaliação da prescrição medicamentosa: aspectos clínicos

CASSYANO J. CORRER

ANA CAROLINA MELCHIORS

MICHEL F. OTUKI

A interpretação da receita médica ou odontológica pelo farmacêutico tem como objetivo central compreender o tratamento do paciente a fim de poder orientá-lo de modo adequado e ser capaz de responder suas dúvidas. Para tanto, o farmacêutico deve levar em consideração aspectos terapêuticos do medicamento prescrito (biofarmacêuticos e farmacológicos), adequação ao indivíduo, interações medicamentosas relevantes, contraindicações e aspectos legais, sociais e econômicos da receita.1

Depois de avaliados os aspectos legais da prescrição (Cap. 4), o farmacêutico deve compreender os principais aspectos terapêuticos que irão interferir diretamente na adesão do paciente ao tratamento. Estes incluem os objetivos do tratamento, a complexidade do regime terapêutico e como simplificá-lo, as interações medicamentosas e as eventuais contraindicações, como teratogenicidade ou hipersensibilidade, que podem restringir a dispensação do medicamento. Os principais aspectos da prescrição a serem avaliados, no contexto do processo de atenção ao paciente, estão listados na Figura 5.1.

 

Capítulo 6 - Dispensação de medicamentos prescritos

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Dispensação de medicamentos prescritos

CASSYANO J. CORRER

ROBERTO PONTAROLO

Os medicamentos, manipulados ou industrializados, não são produtos isentos de risco e não devem ser considerados completamente acabados no momento em que saem dos labora­tórios farmacêuticos ou de manipulação. A natureza do medicamento como produto potencialmente perigoso faz necessária uma constante avaliação de seu risco/benefício, seja durante os processos de prescrição, dispensação, utilização ou avaliação de seus efeitos no paciente.

O risco inerente aos medicamentos não se deriva somente de sua natureza química, sua dosagem, seus efeitos adversos ou seu modo de administração, mas também dos aspectos psicossociais de seus usuários.1

Além disso, não há dúvida de que a informação é parte inerente de todo produto farmacêutico, a ponto de se considerar que um medicamento não é só a substância que o compõe, mas também a informação.2,3

O risco inerente aos medicamentos não se deriva somente de sua natureza química, sua dosagem, seus efeitos adversos ou seu modo de administração, mas também dos aspectos psicossociais de seus usuários.1

 

Capítulo 7 - Dispensação de medicamentos isentos de prescrição

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Dispensação de medicamentos isentos de prescrição

CASSYANO J. CORRER

INAJARA ROTTA

MICHEL F. OTUKI

A automedicação é uma prática comum, vivenciada por civilizações de todos os tempos, com características peculiares a cada época e região, sendo atualmente bastante difundida não apenas no Brasil, mas também em outros países. Em alguns deles, com sistemas de saúde pouco desenvolvidos, a ida à farmácia representa a primeira opção procurada para resolver um problema de saúde, e a maior parte dos medicamentos consumidos pela população é vendida sem receita médica.1,2

Tradicionalmente, o conceito de automedicação restringe-se à situação em que os pacientes conseguem e utilizam os medicamentos sem que haja nenhuma forma de intervenção médica, seja no diagnóstico da doença, na prescrição do medicamento ou no acompanhamento do tratamento, sendo a decisão de consumir a substância unicamente do paciente. A automedicação é, portanto, um procedimento caracterizado fundamentalmente pela iniciativa de um doente, ou de seu responsável, em obter ou produzir e utilizar um produto que acredita que lhe trará benefícios no tratamento de doenças ou alívio de sintomas.1

 

Capítulo 8 - Dispensação de fitoterápicose plantas medicinais

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Dispensação de fitoterápicos e plantas medicinais

MICHEL F. OTUKI

Uma grande parcela da população utiliza plantas medicinais e fitoterápicos como forma de terapia, e, na farmácia comunitária, é possível encontrar a procura desses produtos por automedicação ou via receituário. Dessa forma, deve-se seguir o mesmo princípio de dispensação dos demais produtos farmacêuticos, ou seja, a dispensação de plantas medicinais e fitoterápicos pode ser uma dispensação com prescrição ou isenta de prescrição. Atualmente, diversas plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos apresentam eficácia similar a muitos fármacos, mas também são passíveis de diversos efeitos não desejáveis durante o tratamento, como os efeitos adversos e as interações medicamentosas. Cada dia é mais evidente a necessidade de competências vinculadas ao tema plantas medicinais para o sucesso das atividades do farmacêutico comunitário.

O homem tem utilizado as plantas como parte de seu arsenal terapêutico desde os tempos pré-históricos. Existem relatos do uso de plantas com finalidades terapêuticas por volta de 3000 a.C., em uma obra de Shen

 

Capítulo 9 - Administração de medicamentos na farmácia comunitária

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Administração de medicamentos na farmácia comunitária

ANA CAROLINA MELCHIORS

CASSYANO J. CORRER

A administração de medicamentos é uma das atividades essenciais da farmacoterapia, subsequente à seleção do medicamento e por meio da qual o fármaco torna-se disponível para entrar no organismo e/ou chegar ao seu local de ação. A administração de medicamentos em ambientes hospitalares ou ambulatoriais é responsabilidade da equipe de enfermagem.

Na farmácia comunitária, o farmacêutico é responsável pela administração de medicamentos injetáveis e pela orientação do paciente durante a dispensação do medicamento para que este assuma a administração pelas vias de menor complexidade.

As várias vias de administração de medicamentos influenciam os perfis de velocidade de absorção, biodisponibilidade e efeitos farmacológicos. A escolha da via é feita em função do paciente (idade, estado de consciência, situação patológica), da necessidade de um início de ação mais rápido ou mais lento e das características físico-químicas do fármaco. Depende, ainda, do tipo de ação que se pretende obter: local ou sistêmica.1

 

Capítulo 10 - Atenção farmacêuticae a prestação de serviços farmacêuticos clínicos

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Atenção farmacêutica e a prestação de serviços farmacêuticos clínicos

CASSYANO J. CORRER

MICHEL F. OTUKI

O farmacêutico é tradicionalmente reconhecido como um profissional responsável pela produção e distribuição de medicamentos e pouco envolvido no cuidado dos pacientes. O modelo de prática de dispensação de medicamentos também corresponde a esse papel tradicional. Essa realidade, entretanto, vem sendo transformada, na medida em que cresce a necessidade de uma maior participação do farmacêutico no manejo do uso dos medicamentos, tendo como foco de trabalho o paciente, e não apenas o medicamento. A promoção do uso racional de medicamentos, a diminuição da morbidade e da mortalidade relacionadas aos medicamentos e a busca da manutenção ou da melhora da qualidade de vida da população têm sido o foco das ações propostas. Este capítulo tem por objetivo apresentar e discutir esse novo modelo de prática, denominado atenção farmacêutica.

Resgatando os últimos cem anos de história da prática farmacêutica, três períodos podem ser claramente observados: o tradicional, o de transição e os estágios de desenvolvimento do cuidado de pacientes.1

 

Capítulo 11 - O método clínico do cuidado farmacêutico

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O método clínico do cuidado farmacêutico

CASSYANO J. CORRER

Desde o surgimento da farmácia clínica e, posteriormente, da atenção farmacêutica, o que se busca é desenvolver uma prática focada no paciente e voltada à resolução e à prevenção de problemas da farmacoterapia, fundamentalmente pela necessidade de redução da morbimortalidade relacionada aos medicamentos, evidenciada tantas vezes.1

A profundidade dessa mudança, entretanto, faz necessário que o farmacêutico incorpore a sua práxis conhecimentos e habilidades que construam um novo referencial de atuação e padrão de qualidade, entre eles a adoção de um método clínico universal de abordagem de pacientes, a clara identificação da natureza dos problemas pertencentes ao seu escopo e um sistema eficiente de registro.

Todos esses fatores são essenciais à construção de uma prática sustentável em longo prazo.

Como mostrado no capítulo anterior, o conceito de atenção farmacêutica pode variar entre países, organizações e idiomas.

 

Capítulo 12 - Coleta e organização de dados do paciente

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Coleta e organização de dados do paciente

CASSYANO J. CORRER

A entrevista clínica inclui um conjunto de técnicas e abordagens cujo objetivo é estabelecer vínculo terapêutico com o paciente e obter informações em quantidade e qualidade suficientes para uma boa avaliação. Para tanto, são utilizadas técnicas de anamnese e coleta de dados que provêm em maior parte do desenvolvimento da semiologia clínica. Semiologia, ou propedêutica, é a parte das ciências da saúde relacionada ao estudo dos sintomas e sinais das doenças que afetam o ser humano. Dados reunidos em uma anamnese podem ser complementados por avaliação física, exames clínicos e testes laboratoriais, entre outros. O encontro profissional-paciente em que ocorre a entrevista clínica é chamado de consulta farmacêutica.

Os sintomas referem-se ao que o paciente sente e são descritos por ele a fim de esclarecer a natureza da doença. Exemplos de sintomas incluem dor, náusea, diarreia ou respiração curta. Sintomas são percepções humanas e, por isso, não são absolutos. Podem ser influenciados por cultura, inteligência e condições socioeconômicas do paciente. Os sintomas chamados constitucionais podem estar relacionados a várias condições clínicas ou doenças de qualquer sistema do corpo. Exemplos incluem febre, tremores, perda de peso ou sudorese excessiva.1,2

 

Capítulo 13 - Os processos da farmacoterapia

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Os processos da farmacoterapia

MICHEL F. OTUKI

CASSYANO J. CORRER

THAÍS TELES DE SOUZA

Farmacoterapia é o uso de fármacos para evitar doenças e tratar sinais e sintomas. A importância do estudo da farmacoterapia para a prática farmacêutica é incontestável. Atualmente, o manejo da farmacoterapia tornou-se um instrumento essencial para a prática do farmacêutico clínico, e, ao longo dos anos, a farmacoterapia foi descrita por meio de um fluxo de quatro processos: farmacêutico, farmacocinético, farmacodinâmico e terapêutico. Embora essa divisão facilite o ensino da farmacoterapia, este capítulo considera uma nova divisão, para, dessa forma, não somente inserir de maneira didática o assunto, como auxiliar a utilização prática desses processos para a escolha da farmacoterapia ideal e o acompanhamento do tratamento medicamentoso do paciente, bem como a compreensão dos resultados terapêuticos não esperados.

Diferenciar áreas correlatas como farmacologia, farmacologia clínica e farmacoterapia é extremamente importante. Embora sejam áreas correspondentes e essenciais para o entendimento da eficácia e da segurança dos medicamentos de uso corrente, representam nichos de estudos diferenciados. Farmacologia é o estudo das substâncias que alteram funções do organismo, normalmente avaliadas de maneira pré-clínica em células, tecidos, animais e, recentemente, com o auxílio da bioinformática. Es-

 

Capítulo 14 - Avaliação global da farmacoterapia

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Avaliação global da farmacoterapia

CASSYANO J. CORRER

MICHEL F. OTUKI

A avaliação global da farmacoterapia consiste na revisão crítica estruturada de todos os medicamentos em uso pelo paciente e de suas condições de saúde, no contexto de sua história clínica, familiar e social. Essa avaliação tem por objetivo a identificação de problemas e fatores de risco relacionados à farmacoterapia, a fim de promover a maior efetividade, segurança e eficiência possíveis para o tratamento farmacológico, além da prevenção de eventos adversos associados aos medicamentos.

A identificação de problemas da farmacoterapia consiste na segunda etapa do método clínico de cuidado farmacêutico.

De posse de todas as informações necessárias sobre o paciente, o farmacêutico deve utilizar um raciocínio clínico sistemático a fim de avaliar e identificar todos os problemas relacionados à farmacoterapia do paciente. Esse raciocínio deve basear-se em como estão acontecendo os processos da farmacoterapia. A identificação e a resolução desses problemas são o território próprio do profissional farmacêutico, aquilo que o diferencia de outras profissões da saúde e justifica socialmente sua prática.1,2

 

Capítulo 15 - Plano de cuidado e seguimento individual do paciente

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Plano de cuidado e seguimento individual do paciente

CASSYANO J. CORRER

O objetivo do plano de cuidado, ou plano de intervenções, é determinar em conjunto com o paciente como manejar adequadamente seus problemas de saúde utilizando a farmacoterapia e tudo que deve ser feito para que o tratamento tenha sucesso. Um plano de cuidado deve ser construído em um modelo compartilhado de tomada de decisões e deve especificar claramente as metas terapêuticas a serem atingidas, as intervenções voltadas aos problemas relacionados à farmacoterapia, as ações necessárias a fim de preservar os bons resultados terapêuticos já atingidos e o agendamento das avaliações de seguimento.1-4

Nessa fase do processo de atenção farmacêutica, o paciente já foi avaliado e todas as informações relevantes foram coletadas.

O farmacêutico conhece o caso suficientemente, revisou todos os medicamentos em uso e identificou problemas relacionados à farmacoterapia presentes, além de fatores de risco ligados à farmacoterapia. Há uma lista de problemas a serem resolvidos. O próximo passo será construir um plano de cuidado baseado em metas terapêuticas claras, modificações necessárias no tratamento ou no comportamento do paciente (Fig.

 

Capítulo 16 - Princípios da comunicação interpessoal para a prática clínica

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Princípios da comunicação interpessoal para a prática clínica

PAULA ROSSIGNOLI

RANGEL RAY GODOY

CASSYANO J. CORRER

Com origem no termo latino communicare, que significa “partilhar algo, tornar comum, repartir”, a comunicação diz respeito a uma qualidade inerente aos seres vivos e particular­ mente desenvolvida em seres humanos.1 A comunicação interpessoal na prática clínica não diz respeito apenas a como as informações são compartilhadas entre profissionais e pacientes, mas também como os profissionais comunicam informações entre si e como utilizam meios (escritos, falados, não verbais) a fim de transmiti-las. Para o farmacêutico clínico, conhecer os princípios e as técnicas da comunicação corresponde a uma habilidade essencial em praticamente todas as etapas do método clínico.

A comunicação na área de saúde envolve o estudo e a utilização de estratégias e técnicas de comunicação para informar, orientar e influenciar indivíduos e comunidades visando a promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva.

 

Capítulo 17 - Sinais vitais e glicemia capilar

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Sinais vitais e glicemia capilar

ANDRÉIA CRISTINA CONEGERO SANCHES

CASSYANO J. CORRER

A avaliação de sinais vitais e a determinação rápida de parâmetros bioquímicos podem ocorrer em qualquer momento do atendimento farmacêutico. Na farmácia comunitária, o serviço de atenção farmacêutica utiliza-se desses parâmetros na avaliação semiológica do paciente, a fim de identificar problemas relacionados à farmacoterapia. Muitas vezes, a verificação de um sinal vital ou parâmetro bioquímico é o próprio motivo da consulta, particularmente para pacientes hipertensos ou diabéticos que utilizam serviços da farmácia. Em outras situações, esses procedimentos fazem parte da avaliação global do paciente na consulta farmacêutica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamenta a realização de alguns serviços nessa

área na farmácia comunitária, no contexto da atenção farmacêutica, entre eles a verificação da pressão arterial, da temperatura corporal e da glicemia capilar.

 

Capítulo 18 - Medicamentos de alto risco na gestação e lactação

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Medicamentos de alto risco na gestação e lactação

MARIANA M. GARCIA

PATRÍCIA RODRIGUES GONÇALVES

CASSYANO J. CORRER

O consumo de medicamentos durante a gestação não é um evento raro, e estima-se que, durante esse período, cerca de 90% das mulheres façam uso de pelo menos um medicamento.1 Apenas a partir de 1960, após o nascimento de milhares de crianças afetadas pelo uso da talidomida, aumentou a preocupação da comunidade médica e científica quanto aos riscos dos fármacos utilizados durante a gestação.2 Atualmente, casos de malformações congênitas acontecem em 3 a 5% das gestações, sendo que a exposição a medicamentos é a causa de cerca de 1% desses casos.3

É normal pensar na placenta como uma barreira protetora para o feto que impede que medicamentos o atinjam. Esse conceito, porém, está equivocado.4 A placenta é, fundamentalmente, um órgão de trocas entre a gestante e o feto,3 e, atualmente, sabe-se que o feto está, até certo ponto, exposto a praticamente todos os medicamentos ingeridos pela gestante, porém, em menor intensidade.4 Apenas em alguns casos há consenso quanto à teratogenicidade de um medicamento. O uso seguro de um medicamento em uma gestação não garante o mesmo efeito em outras. Mesmo estudos em animais não devem ter seus resultados totalmente extrapolados aos humanos,

 

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