Microbiologia e Imunologia Geral e Odontológica

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Microbiologia e imunologia geral e odontológica – Vol. 2, um dos temas da Parte Básica, apresenta conceitos essenciais sobre os principais tópicos da imunologia geral e as particularidades da imunologia na cavidade bucal. Além disso, a imunidade inata e adaptativa, as anormalidades da resposta imune (hipersensibilidade, autoimunidade e imunodeficiências) e suas formas de manipulação, como transplante e vacinação, também são abordadas. Este livro vem para complementar o Volume 1, que apresenta as partes de morfologia, fisiologia e genética microbiana.

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Capítulo 1. Introdução à resposta imune

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Introdução à resposta imune

CRISTIANE DUQUE

DENISE M. PALOMARI SPOLIDORIO

MAURÍCIO CHAGAS

O sistema imune é o conjunto de células e tecidos responsáveis pela defesa do corpo contra organismos externos. Apesar de essencial para a sobrevivência dos seres humanos, ao nascimento, as crianças ainda não possuem o sistema imune apto para combater mesmo as infecções simples. Isso ocorre porque, para que a imunidade se desenvolva, é necessário o contato com o agente agressor.

Entretanto, dependendo da patogenicidade do microrganismo, esse contato pode levar à morte do hospedeiro. Por isso, populações inteiras foram eliminadas nos séculos passados quando expostas a novas infecções.

Com o objetivo de induzir a imunidade sem desenvolver a doença, foram introduzidas as vacinas, que utilizam partes do patógeno ou o patógeno enfraquecido para que o sistema imune possa elaborar uma resposta protetora contra ele. O conhecimento dos componentes que integram o sistema imune e dos mecanismos de interação entre patógeno e hospedeiro auxilia não somente na descoberta das vacinas, mas também na compreensão das doenças, principalmente as de caráter autoimune, visando à sua prevenção ou ao controle da sintomatologia.

 

Capítulo 2. Resposta imune inata

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Resposta imune inata

CRISTIANE DUQUE

DENISE M. PALOMARI SPOLIDORIO

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Classificar os receptores de reconhecimento de padrões do sistema imune inato

• Conhecer as principais barreiras físicas e químicas que compõem a imunidade inata

• Definir os principais componentes proteicos da imunidade inata: sistema complemento, citocinas, entre outros

• Definir seus principais componentes celulares e seus mecanismos de ação

O organismo humano é exposto diariamente a uma imensa variedade de microrganismos. Felizmente, dispomos de barreiras físicas e químicas que impedem sua entrada. Entretanto, quando essas barreiras são rompidas, a imunidade inata ou inespecífica

é ativada com a intenção de conter a proliferação dos microrganismos e a disseminação das doenças. A maioria dos agentes infecciosos

é eliminada por esse sistema, e nem sequer manifestamos os sintomas que caracterizam a doença. A habilidade dessa defesa inata em proteger o organismo é determinada por fatores hereditários, sendo raras as deficiências que afetam esse sistema imune.

 

Capítulo 3. Resposta imune adquirida

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Resposta imune adquirida

CRISTIANE DUQUE

DENISE M. PALOMARI SPOLIDORIO

O sistema imune adquirido é caracterizado pela especificidade e pela capacidade de memória das células que o compõem.

Essas células, representadas principalmente pelos linfócitos T e B, são encontradas por quase todo o organismo, incluindo tecidos, sangue e linfa.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Quando os linfócitos são produzidos na medula óssea e no timo, são denominados linfócitos naïves e precisam migrar para os órgãos linfoides periféricos (p. ex., baço e linfonodos) para que entrem em contato com os antígenos e iniciem as respostas imunológicas. Assim, tornam-se linfócitos efetores e de memória e são levados pelo sangue para os locais da infecção, atuando na eliminação dos patógenos e na erradicação da doença.

• Conhecer o processo de migração das células T e o processo de recirculação

As células apresentadoras de antígenos (APCs) são especializadas em capturar microrganismos e outros antígenos e apresentá-los aos linfócitos para que esses possam se diferenciar e estar aptos para a defesa do organismo.

 

Capítulo 4. Reconhecimento dos antígenos

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Reconhecimento dos antígenos

CRISTIANE DUQUE

DENISE M. PALOMARI SPOLIDORIO

A resposta imune adquirida é caracterizada pelo reconhecimento dos antígenos pelos linfócitos. As primeiras estruturas estudadas no reconhecimento dos antígenos foram os anticorpos que se ligam a antígenos específicos e são gerados pelas células B a partir do seu contato com o antígeno. Os anticorpos podem ser classificados em duas formas: anticorpos conectados à membrana na superfície dos linfócitos B, que funcionam como receptores para o antígeno, e anticorpos secretados na circulação e em tecidos do corpo, que ao encontrar os antígenos microbianos podem neutralizar as toxinas e evitar sua disseminação. Outra forma de reconhecimento dos antígenos é por meio do complexo de histocompatibilidade principal

(MHC), que apresenta componentes que são reconhecidos pelas células T de maneira específica. Essas moléculas são responsáveis pelo reconhecimento de um tecido como semelhante ou diferente do tecido do hospedeiro e estão diretamente relacionadas ao processo de rejeição. Esse reconhecimento dos antígenos pode ser, ainda, realizado diretamente pelas células T, por meio de seus receptores de superfície

 

Capítulo 5. Anormalidades nas respostas imunológicas: Hipersensibilidade, autoimunidade e imunodeficiências

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Anormalidades nas respostas imunológicas:

Hipersensibilidade, autoimunidade e imunodeficiências

DENISE M. PALOMARI SPOLIDORIO

CRISTIANE DUQUE

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Classificar e exemplificar os tipos de reações de hipersensibilidade

• Conhecer os mecanismos que determinam a autoimunidade, suas consequências sobre o organismo e possíveis tratamentos

• Determinar as principais imunodeficiências e as doenças associadas a elas

Diante da diversidade de agentes patogênicos, os mecanismos de resposta imunológica adquirida são decisivos para a sobrevivência dos vertebrados. O sucesso desses mecanismos é dependente de eventos de reconhecimento que diferenciam os componentes celulares dos agentes infecciosos daqueles que pertencem ao próprio organismo.

Além disso, quando ocorre o reconhecimento do patógeno ou qualquer outra substância estranha ao organismo, este responde com um mínimo de lesão aos tecidos.

Duas situações específicas causadas por anormalidades nas respostas imunológicas podem gerar danos ao hospedeiro: a hipersensibilidade e as doenças autoimunes.

 

Capítulo 6. Manipulação da resposta imune

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Manipulação da resposta imune

DENISE M. PALOMARI SPOLIDORIO

CRISTIANE DUQUE

Existem algumas formas de manipular o sistema imune no sentido de controlar a imunidade inadequada ou ainda estimular uma resposta protetora do organismo. Assim, a medicina utiliza a imunossupressão como forma de impedir rejeição de transplante, que muitas vezes é a

única opção para a falência de órgãos vitais, e a vacinação para induzir a imunidade protetora, prevenindo a instalação de inúmeras doenças nos seres humanos e nos animais.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Elucidar os tipos de mecanismos de reconhecimento dos aloenxertos no contexto de transplante de tecidos

• Explicar os tipos de rejeição aos aloenxertos

• Classificar os tipos de vacinas e sua aplicabilidade clínica

Transplante de tecidos e órgãos

Transplante é a substituição de tecidos ou órgãos com função comprometida por outros íntegros que pertençam ou não ao mesmo indivíduo.

Na imunologia dos transplantes, existe um vocabulário especial para os termos comumente utilizados. Quando o doador e o receptor são o mesmo indivíduo, chama-se autotransplante, e este está recebendo um enxerto autógeno. Se o doador e o receptor são gêmeos univitelinos, temos um isotransplante. O transplante mais comum é o alotransplante, em que o doador e o receptor são indivíduos geneticamente distintos, mas da mesma espécie, que compartilham um aloenxerto. Quando o humano recebe um tecido de um animal

 

Capítulo 7. Aspectos imunológicos normais da cavidade bucal

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Aspectos imunológicos normais da cavidade bucal

CRISTIANE DUQUE

DENISE M. PALOMARI SPOLIDORIO

A cavidade bucal é um dos mais complexos ecossistemas microbianos do corpo humano. Ela fornece diferentes superfícies para a colonização microbiana, como os dentes, as mucosas, a língua e a faringe. Além disso, os microrganismos obtêm facilmente nutrientes a partir da dieta do indivíduo e dos fluidos orais que favorecem seu crescimento nesses nichos.

A cavidade bucal conta com o papel protetor da saliva e do fluido crevicular gengival, que apresentam diversos componentes da imunidade inata e adquirida monitorando a composição e a proliferação microbiana. A seguir, discutiremos o papel desses dois fluidos orais na imunidade da cavidade bucal e seus constituintes antimicrobianos e imunorreguladores.

Propriedades gerais da saliva

A saliva é um fluido hipotônico constituído por 99% de água e 1% de compostos orgânicos e inorgânicos, sendo secretada pelas glândulas salivares num padrão de 0,5 a 1 litro por dia. Suas principais funções na cavidade bucal são:

 

Capítulo 8. Imunidade aos agentes infecciosos com ênfase na cavidade bucal

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Imunidade aos agentes infecciosos com ênfase na cavidade bucal

THAIS DE CÁSSIA NEGRINI

RODRIGO ALEX ARTHUR

IRACILDA ZEPPONE CARLOS

OBJETIVO DE APRENDIZAGEM

• Explicar os mecanismos de resposta imunológica às bactérias, aos fungos e aos vírus

Nos capítulos anteriores, os componentes do sistema imune e a geração e a função das respostas imunológicas foram descritos.

Um dos principais desafios do hospedeiro é a detecção do patógeno e a ativação de uma resposta imune rápida e eficaz. Assim, neste capítulo, será discutida a maneira como o sistema imune desempenha a sua principal função, que é proteger o hospedeiro contra infecções microbianas. Serão descritas as características principais de como a imunidade se comporta diante de diferentes tipos de microrganismos patogênicos e como esses microrganismos tentam resistir e se evadir aos mecanismos de defesa do hospedeiro.

Serão considerados três tipos de agentes patogênicos que ilustram as principais características da imunidade aos microrganismos: bactérias, vírus e fungos. Esses microrganismos diferem em sua estrutura, na forma como exploram o hospedeiro e no tipo de dano causado. A discussão será focada nas respostas imunológicas do hospedeiro a microrganismos patogênicos na cavidade bucal.

 

Capítulo 9. Imunologia da cárie dentária

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Imunologia da cárie dentária

DANIEL J. SMITH

CRISTIANE DUQUE

DENISE M. PALOMARI SPOLIDORIO

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Demonstrar os principais componentes da resposta imune inata e da resposta imune adquirida na proteção contra microrganismos cariogênicos

• Explicar a formação natural da imunidade contra S. mutans

• Citar as principais abordagens imunológicas para interceptação da doença cárie

Como descrito no volume 1 deste livro, a cárie dentária é considerada consequência de uma infecção, ou infecções, causada por uma microbiota acidogênica que reduz o pH do ambiente bucal e com o tempo desmineraliza a superfície dentária. Uma variedade de estreptococos orais, lactobacilos, Actinomyces e certas bifidobactérias

(Scardovia) têm sido implicadas no início ou na progressão da lesão de cárie, com base na evidência de associações epidemiológicas com a doença, avaliação do potencial acidogênico e identificação de atributos favoráveis para a colonização.

 

Capítulo 10. Imunologia da doença periodontal

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Imunologia da doença periodontal

LUÍS CARLOS SPOLIDORIO

CRISTIANE DUQUE

DENISE M. PALOMARI SPOLIDORIO

Gengivite associada à presença de biofilme e associada à presença de periodontite são doenças imunoinflamatórias destrutivas, às vezes referidas juntas simplesmente como doença periodontal crônica, embora haja evidências de que, pelo menos clinicamente, vários tipos distintos da doença periodontal destrutiva crônica possam existir.

Portanto, o termo doença periodontal é utilizado para designar um grupo de doenças caracteristicamente imunoinflamatórias que afetam os tecidos periodontais como resposta à presença de um biofilme bacteriano.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Uma vez que as lesões avançam, destruindo tecido conjuntivo adjacente ao dente e causando perda do osso alveolar, a doença é designada como periodontite. Entretanto, nem toda gengivite progride invariavelmente para uma periodontite, e também não implica que a periodontite seja implacavelmente uma doença progressiva. A reação excessiva e prolongada ao biofilme dental e, portanto, prejudicial aos tecidos periodontais, depende da constituição genética do indivíduo, dos fatores ambientais e das doenças sistêmicas associadas.

 

Capítulo 11. Imunopatologia do tecido pulpar

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Imunopatologia do tecido pulpar

ANA PAULA DIAS RIBEIRO

JOSIMERI HEBLING

CARLOS ALBERTO DE SOUZA COSTA

O tecido pulpar é um tecido conjuntivo frouxo considerado único por ser limitado externamente por uma câmara rígida constituída por diferentes tecidos mineralizados, como esmalte, dentina e cemento.

Além disso, a singularidade da polpa também reside no fato de ser constituída por diferentes tipos de células, incluindo odontoblastos, fibroblastos, células do sistema imune (células dendríticas, macrófagos e linfócitos), células mesenquimais indiferenciadas, células-tronco, além de elementos nervosos sensoriais e uma rica microcirculação.

Apesar de serem consideradas estruturas distintas, a polpa e a dentina dividem a mesma origem embriológica e mantêm íntima relação durante o desenvolvimento e toda a vida funcional do dente.1 Dessa maneira, a polpa e a dentina passaram, há alguns anos, a ser mais apropriadamente abordadas como uma estrutura integrada única, denominada de complexo dentino-pulpar (Fig. 11.1).

 

Capítulo 12. Imunopatologia das lesões periapicais

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Imunopatologia das lesões periapicais

CLEVERTON ROBERTO DE ANDRADE

JOÃO ANTONIO CHAVES DE SOUZA

YONARA MARIA FREIRE SOARES MARQUES

Objetivos de aprendizagem

• Citar e descrever os mecanismos fisiopatológicos das lesões inflamatórias periapicais

• Discutir o papel da microbiota e do hospedeiro na patogênese das lesões periapicais

• Descrever o mecanismo de reabsorção do tecido ósseo

Cisto epitelial

Cavidade pavimentada por epitélio que contém, na maioria das vezes, líquido no seu interior.

Muitas são as patologias que acometem a região periapical de um dente, sendo reconhecidas cinco classes:

cistos epiteliais; neoplasias e outros tumores; lesões não neoplásicas; lesões inflamatórias; doenças metabólicas.

Neste capítulo iremos discorrer sobre os mecanismos fisiopatológicos das lesões inflamatórias periapicais. Nesse contexto, a integridade da polpa dentária tem grande importância; de fato, os processos patológicos que acometem a polpa, discutidos em capítulo anterior, são absolutamente relacionados às entidades patológicas periapicais.

 

Capítulo 13. Imunologia dos tumores

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Imunologia dos tumores

YONARA MARIA FREIRE SOARES MARQUES

CLEVERTON ROBERTO DE ANDRADE

As células do corpo humano detêm a capacidade de se proteger contra células transformadas. Quando as células são submetidas a danos no

DNA, estresse celular ou crescimento celular descontrolado, mecanismos intrínsecos celulares induzem cascatas de sinalização responsáveis pela morte celular programada. Caso essa sinalização intrínseca de supressão tumoral falhe na destruição das células transformadas, o sistema imune, um sistema supressor de tumor

“extrínseco”, é desencadeado na tentativa de inibir a formação do tumor.

O sistema imune é capaz de identificar antígenos estranhos que podem surgir das alterações genéticas ou epigenéticas do processo de carcinogênese, agindo por meio de resposta humoral ou citotóxica.

Todavia, a eficiência da resposta imune dependerá do agente causador dessas transformações.

Portanto, o estudo da imunologia dos tumores segue o caminho que se inicia na identificação dos possíveis antígenos (epítopos) tumorais, seguida pela determinação dos mecanismos pelos quais o sistema imune combate o tumor, o mecanismo de escape dos tumores a esse sistema e, por fim, pelas formas de modulação da resposta imunológica com o intuito de melhorar ou auxiliar o combate ao tumor

 

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