Preenchedores, 2ª edição

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Preenchedores | Guia Prático de Técnicas e Produtos apresenta um conteúdo completo sobre o papel dos preenchedores no rejuvenescimento, suas características e indicações, as técnicas de aplicação, seus aspectos histológicos e ultrassonográficos, as opções de tratamento disponíveis, bem como as reações adversas e complicações que podem surgir._x000D_
A obra foi totalmente reestruturada: esta edição apresenta 11 partes e, em algumas delas, seções e subseções, totalizando 42 capítulos, escritos por renomados profissionais da área de Cosmiatria._x000D_
Diferenciais:_x000D_
• Conteúdo único para o conhecimento profundo e detalhado sobre as diferentes técnicas de preenchimento mais utilizadas, as novas tecnologias e os novos produtos lançados no mercado_x000D_
• Inserção de 8 novos capítulos; dentre eles, o capítulo sobre MD Codes, técnica desenvolvida por um cirurgião brasileiro para preenchimento com ácido hialurônico._x000D_
• Ilustrações que mostram, de maneira didática, as diferentes técnicas de preenchimento, as principais áreas de risco e o resultado das técnicas de acordo com o produto utilizado._x000D_
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42 capítulos

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1 - Beleza Através dos Tempos

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Beleza Através dos Tempos

Érica de O. Monteiro

INTRODUÇÃO

Torna-se cada vez mais difícil dissertar sobre “a beleza atual”. Sabemos que, na sociedade pós-moderna, a beleza, a juventude e as aparências são muito valorizadas e têm profundo impacto biopsicossocial no in­di­ví­duo.

Assim, seguiremos o caminho do “questionamento” e não da “resposta pronta” para tentar imaginar o que pode ser considerado a “beleza atual”. Teremos perguntas que provocarão dúvidas, indagações e incertezas no estudioso da Dermatologia, par­ticular­mente, na ­área da cosmiatria.

MATEMÁTICA E ARTE

Na Antiguidade, a civilização grega deixou um grande legado artístico, com pinturas, esculturas, arte em cerâmicas, entre outros. Os templos foram construí­dos sob forte in­fluên­cia divina e dedicados aos deuses, organizados em estruturas simétricas e oriundas do estudo da Geometria.

Para os gregos, o conceito de beleza era influenciado pelas medidas e pelas proporções, ligado às concepções religiosas. Um exemplo clássico é a divina proporção, ou proporção

 

2 - Considerações sobre Estética Facial

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Considerações sobre Estética Facial

Adilson da Costa

INTRODUÇÃO

Conceitualmente, estética é a apreciação da beleza, ou a combinação de qualidades que proporcionam intenso prazer aos sentidos, às faculdades intelectuais e morais. Desse modo, a identificação da beleza está relacionada com a sensação de prazer diante da v­ isua­lização de um objeto, um som, uma pessoa. Por ser uma sensação prazerosa, o conceito de beleza

é próprio de cada in­di­ví­duo, sendo estabelecido a partir de valores in­di­vi­duais relacionados com gênero, raça, educação e experiências pessoais, e de valores da sociedade, como o ambiente e a publicidade (mídia), que está cada vez mais responsável pela globalização do conceito de beleza.

Além do conhecimento da anatomia e da habilidade técnica, o dermatologista deve adequar o tratamento às expectativas do paciente e aos padrões socialmente aceitáveis. No início do tratamento, o médico e o paciente devem definir os objetivos e as limitações do caso, estabelecendo um planejamento que dê ao paciente o melhor resultado estético possível, esclarecendo sobre as possibilidades e limitações do seu caso, eliminando, dessa forma, expectativas irreais.

 

3 - Propedêutica Facial Aplicada à Cosmiatria

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Propedêutica Facial Aplicada à Cosmiatria

Érica de O. Monteiro

AVALIAÇÃO FRONTAL

Na visão frontal, a face deve ser examinada para avaliação da simetria bilateral (Figura 3.1), proporções de tamanho da linha mediana às estruturas laterais e proporcionalidade vertical

(Figura 3.2).

Para observar a simetria direita e esquerda, traçar uma linha vertical imaginária atravessando a parte central da glabela, da ponta do nariz e dos lábios, dividindo a face em duas partes. Certamente não há face perfeitamente simétrica, mas pequenas assimetrias compõem uma boa estética facial.

Para que haja harmonia facial (proporcionalidade vertical), é importante o equilíbrio dos terços superior, médio e inferior do rosto, sendo esses terços quase “iguais” na altura vertical (Figuras 3.2 e 3.3). De modo global, o equilíbrio da face está na proporção de 3:4

(Figura 3.4).

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4 - Processo de Envelhecimento | Da Gênese aos Conceitos Atuais

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Processo de Envelhecimento |

Da Gênese aos Conceitos Atuais

Adilson da Costa | Elisa Trino de Moraes | Joana Ribeiro Viana Goulart

INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, em razão do rápido aumento da expectativa de vida, o envelhecimento cutâ­neo tornou-se um campo de grande importância científica. Segundo a Organização

Mundial da Saú­de (OMS), entre 1950 e 2025 a população brasileira com idade acima de 60 anos aumentará em 16 vezes, enquanto a população geral acrescerá em até 5 vezes.

Atuam no processo de envelhecimento cutâ­neo alterações intrínsecas, secundárias à perda da capacidade de regeneração celular pela ação cronológica (influenciadas por fatores genéticos, hormonais e metabólicos), além de alterações extrínsecas, causadas pela exposição a radiação ultravioleta, tabagismo, traumas e outras doen­ças cutâ­neas; essas modificações ocorrem simultaneamente.

Os principais sinais clínicos encontrados são: diminuição da espessura da pele, rugas, linhas de expressão bem demarcadas, flacidez, redução do coxim adiposo, queratose actínica e melanose solar.

 

5 - Compartimentos de Gordura

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Compartimentos de Gordura

André Braz | Thaís Sakuma

INTRODUÇÃO

Estudos demonstram que o tecido subcutâ­neo da face não é homogêneo, mas dividido em múltiplas unidades anatômicas distintas, denominadas compartimentos de gordura. Essa separação ocorre através de finíssimos septos fibrosos, que nada mais são do que projeções do sistema musculoaponeurótico superficial (SMAS).1 A mudança de volume e posição desses compartimentos no decorrer dos anos é responsável, pelo menos em parte, pelo envelhecimento do rosto: no rosto jovem a transição entre esses compartimentos é suave, enquanto o envelhecimento causa mudança abrupta no contorno entre essas re­giões. Sendo assim, a compreensão dessa anatomia nos permite melhor precisão, eficácia e segurança no tratamento do paciente.

COMPARTIMENTOS DE GORDURA DA REGIÃO PERIORBITÁRIA

Compartimentos superficiais

São descritos na literatura 3  compartimentos de gordura superficiais ao redor dos olhos: superior, inferior e lateral. Os dois primeiros são delimitados externamente pelo ligamento de retenção orbicular, e encontram-se sob a pele da pálpebra superior e inferior, respectivamente. O compartimento de gordura inferior é tão delgado que, segundo nossa experiência, pode não ser encontrado na dissecção de alguns cadáveres frescos. Teoricamente, repousaria sobre a porção palpebral do ­músculo orbicular dos olhos. Já o compartimento lateral

 

6 - Reabsorção Óssea

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Reabsorção Óssea

André Braz | Bruno Olavarria Aquino

INTRODUÇÃO

Com o aumento da expectativa de vida da população mundial propiciado por muitos fatores, entre eles os avanços obtidos com as pesquisas e descobertas de novos tratamentos, vem crescendo o número de pessoas com idade acima dos 65 anos, fato que, consequentemente, vem acompanhado de várias alterações da senescência. Entre essas alterações nos deparamos com doen­ças crônicas, como diabetes, hipertensão, problemas vascula­res, artrite, osteo­porose e outras. Essas patologias estão sendo mais bem estudadas com a finalidade de proporcionar melhor qualidade de vida.

Atualmente sabe-se que ocorre uma remodelação óssea significativa nessa faixa etária, e o conhecimento sobre os múltiplos mecanismos ­ósseos regulatórios deve tanto auxiliar o entendimento sobre a remodelação quanto oferecer explicações para as alterações que ocorrem em várias enfermidades.

Nos últimos anos tem-se descoberto a grande complexidade dos mecanismos que influenciam a atividade celular óssea, e a vasta expansão de pesquisas sobre esse assunto vem obtendo êxito, em parte devido ao reconhecimento da osteo­porose como importante doen­ça que acomete os idosos.

 

7 - Vasos e Nervos

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Vasos e Nervos

Bhertha Tamura

INTRODUÇÃO

O envelhecimento propriamente dito deve ser analisado de forma dinâmica. O desenvolvimento de produtos para o preenchimento de rugas e escultura facial está mudando a visão e a avaliação do envelhecimento, principalmente o facial. O aperfeiçoamento de técnicas, re­giões, planos de injeção e reconstrução facial exige que o profissional tenha conhecimentos profundos de anatomia. Neste capítulo descrevemos a vascularização e a inervação da face.

INERVAÇÃO DA FACE

É importante lembrar que existe a inervação considerada sensorial e a inervação motora para que se entenda claramente qual é o enfoque do capítulo. Sendo a sensorial a que utilizamos para os bloqueios anestésicos, atentar para o risco de sérios danos se a injeção do preenchedor for rea­li­zada no forame de onde saem essas estruturas. A inervação motora tem importância caso haja injeção de grande volume de produto ou se houver trauma neural durante o tratamento, seja por procedimento intempestivo ou pela utilização de agulhas/cânulas de forma inadequada.

 

8 - Áreas de Risco

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Áreas de Risco

Bhertha Tamura

INTRODUÇÃO

Neste capítulo, quando discutirmos as á­ reas de risco relacionadas ao tratamento com preenchedores, iremos discorrer sobre as á­ reas a serem tratadas e as estruturas de risco de cada á­ rea. A classificação por zonas de risco utilizada costumeiramente para o estudo da cirurgia dermatológica auxilia pouco quando se trata dessa nova abordagem terapêutica que é o preenchimento de re­giões da face, especialmente para o rejuvenescimento, embora em muitas ocasiões sejam aplicadas para a correção de lesões inestéticas na face. Organizamos aqui a divisão de re­giões da face de uma forma mais didática e prática para a discussão das á­ reas de risco, dependendo da região escolhida para o tratamento, e os detalhes descritivos de cada estrutura anatômica (vasos e nervos) se encontram no Capítulo 7.

Devemos lembrar que em toda a face, se rea­li­zarmos verdadeiramente o preenchimento no nível da pele, exceto na região da glabela, e não na hipoderme ou subcutâ­neo, os riscos são mínimos, porém, atualmente, as técnicas evoluí­ram e, na maioria das vezes, rea­li­zamos procedimentos na hipoderme e até mesmo na ­área supraperiosteal.

 

9 - Histórico dos Preenchedores no Rejuvenescimento

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Histórico dos Preenchedores no Rejuvenescimento

Andrea Serra

INTRODUÇÃO

O desejo da juventude eterna vem da cultura mitológica universal desde os tempos de Ponce de León.

A busca da beleza e do esforço para reverter os efeitos do envelhecimento remonta séculos de civilização.

A história dos preenchedores iniciou-se no fim do ­século XIX, logo após a descoberta da seringa, por Alexander Wood (para administração de morfina nas dores de origem neurológica), quando agentes quí­micos foram usados para aumento facial. Apesar de a indicação do uso de agentes injetáveis ser direcionada para o aumento de tecido mole na correção de deformidades graves, acabaram sendo utilizados para finalidades cosméticas.

A história do aumento de tecidos moles data de 1893, quando Neuber, primeiramente, tentou usar transferência de gordura autóloga para preenchimento te­ci­dual. Ele utilizou blocos de gordura livre retirados dos braços para reconstruir defeitos faciais deprimidos.

 

10 - Papel dos Preenchedores no Rejuvenescimento

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Papel dos Preenchedores no Rejuvenescimento

Denise Steiner | Carolina Marçon

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, houve um avanço em relação à compreensão dos processos envolvidos no envelhecimento. Além das mudanças que ocorrem na epiderme, outras alterações significativas ocorrem na gordura subcutâ­nea e no esqueleto craniofacial. Esse conjunto de fatores levou a uma modificação no paradigma da abordagem terapêutica para o rejuvenescimento facial. A “volumização” e o reposicionamento dos tecidos moles mostraram-se efetivos no rejuvenescimento, proporcionando otimização dos resultados e uma aparência mais natural.

Logo no início do processo de envelhecimento, quando ainda não ocorreram mudanças significativas que justifiquem intervenções cirúrgicas, os preenchedores podem propiciar rejuvenescimento facial por meio da técnica minimamente invasiva de volumização. Vários preenchedores e bioestimuladores de tecidos moles injetáveis estão atualmente disponíveis para fornecer volume facial, tais como o ácido hialurônico, a hidroxiapatita de cálcio, o ácido poliL-láctico e o polimetilmetacrilato (PMMA). O conhecimento das alterações morfológicas observadas no envelhecimento, das propriedades desses produtos e dos principais conceitos técnicos permitem melhores resultados na execução da volumização facial dos terços superior, médio e inferior da face.

 

11 - Ácido Hialurônico

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Ácido Hialurônico

Érica de O. Monteiro

INTRODUÇÃO

Com o passar do tempo, a quantidade de ácido hialurônico (AH) natural presente na pele diminui, favorecendo o aparecimento de rugas e sulcos. O uso de preenchedores com AH sintético está indicado para tratamento de linhas, sulcos e rugas, remodelamento do contorno facial e/ou reposição de volume em ­áreas alteradas pelo processo de envelhecimento.

Há inúmeras marcas de implante com AH no mercado. Cada marca apresenta características específicas e diferenças importantes que precisam ser conhecidas, pois podem ter impacto nos resultados do tratamento.

Dentre todas as substâncias que surgiram com boa parte das características mais importantes para um bom preenchedor cutâ­neo, os derivados do AH são as substâncias preenchedoras que melhor se enquadram nessas características (Tabela 11.1).

É importante saber que, quando um preenchedor é injetado na pele, sempre ocorre reação inflamatória decorrente do trauma da injeção (trauma mecânico) e/ou da resposta do organismo à substância. Essa reação inflamatória provoca edema, eritema, calor e dor no local de aplicação.

 

12 - Ácido Poli-L-láctico

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Ácido Poli-L-láctico

Maria Del Pilar Del Rio Navarrete Biot

INTRODUÇÃO

A crescente procura por tratamentos pouco invasivos para o rejuvenescimento facial tem gerado aumento exponencial do número de pacientes que nos procuram solicitando a rea­li­ zação de preenchimentos. Esses procedimentos vêm sendo feitos não apenas para a correção de sulcos e linhas, mas também para melhora de contorno e reposição do volume. É fácil entender a grande popularidade desses tratamentos, pois, além dos bons resultados que podem ser obtidos, são rea­li­zados ambulatorialmente e não afastam o paciente das suas atividades.

Mais recentemente, temos visto também aumento da procura por preenchimentos extrafaciais, como mãos, pescoço, colo e nádegas.

Numerosos novos produtos são lançados no mercado e con­ti­nuamos sempre à procura do preenchedor ­ideal, que deve ser de origem não animal, biocompatível, biodegradável, com baixo risco de reações alérgicas, durável, porém não permanente, de fácil aplicação e com mínimos efeitos colaterais, como equimoses, irritação, infecção, migração ou reações te­ci­duais.

 

13 - Hidroxiapatita de Cálcio

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Hidroxiapatita de Cálcio

Roseli Andrade

INTRODUÇÃO

A hidroxiapatita de cálcio (CaHa) é um material bioativo e biocompatível, podendo ser empregado em diferentes tecidos do corpo humano (tecidos ósseo, cartilaginoso, conjuntivo e ­muscular). Ela vem sendo utilizada há mais de 20 anos na ortopedia e na ortodontia para correção de defeitos orofaciais e ó

­ sseos, aumento de cordas vocais e como agente de volume transuretral para incontinência urinária de estresse.

Em 2006, a CaHa foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) para a correção de sulcos médios e profundos em pacientes com lipoatrofia em decorrência da síndrome da imunodeficiên­cia adquirida (AIDS). Em 2009, recebeu aprovação da FDA para tratamentos estéticos faciais.

No Brasil, o produto comercialmente disponível chama-se Radiesse (Bioform Medical, uma empresa do Grupo Merz Pharmaceuticals – Frankfurt, Alemanha) e é aprovado pela

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

14 - Polietilenoglicol

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Polietilenoglicol

Samira Yarak | Rogério Ruiz

INTRODUÇÃO

O polietilenoglicol (PEG) é um polímero composto de unidades repetidas de etilenoglicol, que têm pesos moleculares diferentes e exercem finalidades também distintas. Possui várias propriedades quí­micas que o tornam útil para ser empregado em diversas áreas, como em

Biotecnologia e Medicina.

CARACTERÍSTICAS QUÍ­MICAS

O PEG é um polímero sintético obtido a partir da reação de polimerização do óxido de etileno na presença de um iniciador (água, oligômeros de etilenoglicol, etilenoglicol ou fotoiniciadores, Figura 14.1A) e de um catalisador (ácido ou básico). O mecanismo de polimerização pode ser catiônico ou aniônico, dependendo do tipo de catalisador. Os catalisadores alcalinos, como hidróxido de sódio (NaOH), hidróxido de potássio (KOH) ou carbonato de cálcio

(Ca2CO3), são utilizados para preparar PEG de baixo peso molecular. O PEG de alto peso molecular é catalisado por compostos de magnésio-alumínio, cálcio ou organoelementos.

 

15 - Polimetilmetacrilato

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Polimetilmetacrilato

Márcio Soares Serra

INTRODUÇÃO

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um preenchedor permanente utilizado, principalmente, na correção de sulcos e depressões profundas da pele, além das rugas faciais que aparecem com o envelhecimento. Pode ser uma excelente arma no tratamento do rejuvenescimento facial, principalmente quando há necessidade de reposição do volume facial, e pode ser utilizado sozinho ou em conjunto com preenchedores temporários e toxina botulínica.

CARACTERÍSTICAS BIOQUÍMICAS E APRESENTAÇÃO

O PMMA aproxima-se do material ­ideal para a reposição volumétrica do subcutâ­neo, que deve preencher alguns critérios para ser aceito pela comunidade médica, como ser biocompatível, atóxico, não carcinogênico, não imunogênico, de fácil aplicação e promover bom resultado cosmético.

Inicialmente utilizado como cimento ósseo, este polímero vinílico é encontrado em vários produtos, como óculos, próteses dentárias e lentes de contato. O PMMA é o preenchedor permanente mais utilizado no Brasil, e existem 3 produtos à base de PMMA com registro na Agência

 

16 - Policaprolactona

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Policaprolactona

Eloisa Leis Ayres | Paula Chicralla

INTRODUÇÃO

A policaprolactona (PCL) foi um dos primeiros polímeros sintetizados no início da década de

1930, sendo atualmente amplamente utilizado no campo médico devido a sua biocompatibilidade, biorreabsorção e às suas propriedades mecânicas. A policaprolactona, como implante biocompatível e absorvível para o rejuvenescimento facial, vem apresentando indicação na

última década para correção duradoura de rugas faciais e sinais de envelhecimento. O produto comercial disponível (Ellansé) pertence a uma nova geração de estimuladores de colágeno que oferece correção imediata e sustentada por volumização por meio de bioestimulacão, com efeitos prolongados de diferentes durações, variando de 1 a 4 anos, de acordo com a apresentação.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

A policaprolactona é um polié­ster alifático pertencente ao grupo de ácido poli-a-hidróxi, que, por sua vez, pertence ao mesmo grupo quí­mico dos ácidos poli-L-láctico e poliglicólico. É um polímero fabricado a partir de uma cadeia repetida de se­quência única cuja fórmula quí­mica

 

17 - Hidratação Injetável

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Hidratação Injetável

Rodrigo Moraes Ferraz | Júlio César Gomes Silveira

INTRODUÇÃO

A redução dos níveis de ácido hialurônico (AH) na pele e da capacidade dos fibroblastos em regenerar os componentes da matriz extracelular com a idade estão associadas à perda de turgor e elasticidade da pele no processo de fotoenvelhecimento. A molécula de AH apresenta unidades de dissacarídeos carregados negativamente que concedem ao polímero sua propriedade hidrofílica. Essa habilidade do AH da derme em atrair água promove o turgor e afeta também a integridade, a mobilidade e a proliferação da célula.

Desde que se tornou disponível comercialmente, o AH re­ticulado vem sendo usado como preenchedor para correção de linhas, rugas e volumização da face envelhecida. Seu uso mais recente, inspirado pela mesoterapia, emprega o AH injetado em múltiplas punturas na derme para promover o balanço hídrico cutâ­neo, garantindo hidratação duradoura, e melhorar as propriedades mecânicas da pele, como o turgor e a elasticidade. Designados pelos fabricantes como produtos para hidratação injetável ou skinboosters, a maioria contém AH não re­ticulado e, quando apresenta

 

18 - Rugas Finas e Superficiais

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Rugas Finas e Superficiais

Roberta de Andrade Paula | Eloisa Leis Ayres

INTRODUÇÃO

Atualmente, existem várias opções de preenchedores cutâ­neos para a correção dos sinais de envelhecimento, como linhas finas e rugas faciais, sulcos, depressões e perda de contorno.

O conceito de prevenção ao envelhecimento cutâ­neo é cada vez mais consistente, o que modificou o perfil dos pacientes nos consultórios. Para atender a essa demanda de in­di­ví­duos mais jovens à procura de restaurar ou manter a harmonia facial, vários produtos vêm sendo lançados especificamente para o preenchimento de linhas finas e rugas superficiais, como linhas verticais dos lábios, linhas de marionete peribucais, rugas peri­oculares, preenchimento dos sulcos nasojugal e palpebromalar e até correção de cicatrizes.

Para um resultado satisfatório e menor potencial de eventos adversos, é fundamental a escolha pelo produto mais adequado, levando em consideração suas propriedades, experiência do profissional e dados da literatura, e as características inerentes ao paciente, como idade, expectativas e a ­área a ser tratada.

 

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