Avaliação em Psicologia Positiva

Autor(es): Claudio Simon Hutz
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Neste livro, escrito pelos pesquisadores do Laboratório de Mensuração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os leitores encontrarão uma diversidade de escalas de avaliação (entre elas, escala de autoestima, bem-estar subjetivo e afetos positivos e negativos), seguidas da explicação de como devem ser aplicadas, que os auxiliarão a entender e incorporar a Psicologia Positiva ao seu trabalho.

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Capítulo 1 - As Origens da Psicologia Positiva e os Primeiros Estudos Brasileiros

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1

AS ORIGENS DA PSICOLOGIA

POSITIVA E OS PRIMEIROS

ESTUDOS BRASILEIROS

Juliana Cerentini Pacico e Micheline Roat Bastianello

Este capítulo apresenta um panorama sobre como a psicologia positiva surgiu, quais são seus antecedentes históricos e qual é o objetivo dessa nova

área. Ao longo dele, será apresentada uma definição sobre o que é a psicologia positiva e seu objeto de estudo, bem como será abordado com o que ela está comprometida e feita uma breve revisão sobre a área no Brasil.

COMO A PSICOLOGIA POSITIVA SURGIU?

Essa é uma questão controversa e tem gerado bastante polêmica. No ano

2000, Seligman e Csikszentmihalyi publicaram, na American Psychologist, um artigo intitulado “Positive Psychology: an introdution”. Nesse artigo, os autores afirmaram que desde a Segunda Guerra Mundial o foco da psicologia tem sido curar e reparar os danos. Esse foco, quase exclusivamente curativo, fez com que se olhasse pouco para os aspectos positivos que também são parte do sujeito e das comunidades. Assim, tais aspectos foram negligenciados por um longo período, tornando a visão da psicologia incompleta. Com base nisso, esses autores propuseram que o objetivo da psicologia positiva é promover um ajuste no foco da psicologia para que aspectos saudáveis também recebam atenção. Dessa maneira, percebe-se que tanto a psicologia voltada à cura e à reparação do que precisa ser mais bem ajustado quanto a psicologia que se volta ao estudo das qualidades e das características positivas do ser humano são aspectos importantes e merecem atenção. Se fosse possível comparar a situação a uma balança, a proposta da psicologia positiva seria o equilíbrio entre os dois pratos.

 

Capítulo 2 - Avaliação da Felicidade Subjetiva: Para Além dos Dados de Autorrelato

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AVALIAÇÃO DA FELICIDADE

SUBJETIVA: PARA ALÉM DOS

DADOS DE AUTORRELATO

Kristin Layous e Cristian Zanon

Quando as pessoas são perguntadas “você é feliz?”, elas parecem saber o que significa a questão e são capazes de respondê-la em segundos. No entanto, a compreensão científica do significado da felicidade expressa por meio de autorrelatos não é tão simples. Que fatores uma pessoa considera quando informa se é feliz? O que a leva a referir tais fatores? Que comportamentos ou sintomas fisiológicos deve (ou não) correlacionar com o próprio relato de sua felicidade? Seria uma forma válida para medir a felicidade simplesmente perguntar para alguém se é ou está feliz, ou há outros fatores a considerar? Este capítulo apresenta uma revisão da literatura sobre a estrutura da felicidade, considerações sobre avaliação da felicidade por meio de autorrelatos e outras formas promissoras para sua investigação e de seus correlatos.

DEFINIÇÃO DE FELICIDADE SUBJETIVA

 

Capítulo 3 - Satisfação de Vida

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SATISFAÇÃO DE VIDA

Claudio Simon Hutz, Cristian Zanon e Marucia Patta Bardagi

Satisfação de vida é o componente cognitivo do bem-estar subjetivo definido como o nível de contentamento que alguém percebe quando pensa sobre sua vida de modo geral. Em outras palavras, a satisfação de vida pode ser entendida como o nível de entusiasmo e prazer, ou descontentamento e sofrimento, presente na vida de uma pessoa de acordo com sua percepção do que é satisfatório e/ou desprazeroso (Diener, Lucas, & Oishi, 2005). Por isso, diz-se que

é uma avaliação subjetiva realizada em momentos em que há uma autorreflexão sobre aspectos importantes da vida. Essa avaliação leva em conta amplos aspectos da vida como um todo e tende a ser estável ao longo do tempo (Lyubomirsky, King, & Diener, 2005).

Para avaliar sua satisfação de vida, as pessoas considerarão tanto coisas boas quanto coisas ruins. Alguns priorizarão eventos agradáveis, enquanto outros focarão a atenção em eventos desagradáveis. Esse julgamento sobre o quão satisfeito se é com a vida reflete informações diferentes para pessoas­ distintas e pode mudar dependendo de humor, eventos de vida, pensamentos e sentimentos presentes no momento (Diener, Lucas, & Oishi, 2005). Contudo, aquilo que consideramos importante tende a não mudar, e há evidências de que as lembranças mais salientes na memória apresentam considerável estabilidade na hora de avaliar a satisfação de vida (Kuppens, Realo, & Diener,

 

Capítulo 4 - Afetos Positivos e Negativos: Definições, Avaliações e SUAS Implicações para Intervenções

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AFETOS POSITIVOS E NEGATIVOS:

DEFINIÇÕES, AVALIAÇÕES

E SUAS IMPLICAÇÕES

PARA INTERVENÇÕES

Cristian Zanon, Letícia Lovato Dellazzana-Zanon e Claudio Simon Hutz

... Tristeza não tem fim, felicidade sim,...

... A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar,

Voa tão leve mas tem a vida breve,

Precisa que haja vento sem parar,...

... Tristeza não tem fim, felicidade sim.

(A Felicidade – Tom Jobim e Vinicius de Moraes)

De acordo com a famosa canção dos compositores brasileiros, a tristeza é uma emoção eterna, enquanto a felicidade é passageira. Apesar de haver evidências de que os seres humanos atentam-se mais para emoções negativas do que para positivas (Froh, 2009), ser mais ou menos feliz depende da frequência e da intensidade com que se vivenciam afetos positivos e afetos negativos. Estudos indicam que é possível tornar-se mais feliz por meio do aumento de afetos positivos (Sin & Lyubomirsky, 2009). Ou seja, vivenciar mais emoções positivas poderia ser uma forma de tornar-se constantemente mais feliz. Contrariando assim o trecho da música de Tom e Vinicius, a felicidade não necessita ter “vida breve”. Os objetivos deste capítulo são: apresentar estudos nacionais e internacionais que tratam da relação entre afetos positivos e negativos e personalidade, descrever instrumentos que vêm sendo usados no Brasil para mensurá-los e, por fim, descrever algumas intervenções que utilizaram o desenvolvimento de afetos positivos para aumentar a felicidade e promover saúde. Espera-se, com isso, estimular investigações que avaliem as relações de afetos com outras variáveis e, também, que adotem o desenvolvimento de afetos positivos como estratégia de intervenção para o aumento da felicidade.

 

Capítulo 5 - Escala de Afetos Positivos e Afetos Negativos (Panas)

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ESCALA DE AFETOS POSITIVOS E

AFETOS NEGATIVOS (PANAS)

Cristian Zanon e Claudio Simon Hutz

A frequência e a intensidade com que as pessoas vivenciam afetos positivos (AP) e afetos negativos (AN) refletem seu nível de felicidade e bem-estar (Diener & Larsen, 1984). Como já apresentado no Capítulo 1, AP e AN compõem a dimensão emocional do bem-estar subjetivo, já que esses construtos caracterizam-se pela própria expressão de sentimentos, emoções e afetos. Assim, o balanço hedônico dado pela quantia de afetos positivos vivenciados menos a quantia de afetos negativos evitados determina a percepção do quão alegre e entusiasmado (ou triste e desanimado) se é (Diener, Scollon,

& Lucas, 2004).

A forma como as pessoas vivenciam AP e AN ao longo de suas vidas tende a ser estável (Diener & Larsen, 1984). Apesar de não ser incomum, com grandes oscilações nos níveis de afetos em decorrência de eventos de vida marcantes, como morte de um ente querido, divórcio, perda de emprego, ser aprovado no vestibular, início de uma relação amorosa ou nascimento dos filhos, as pessoas tendem a retornar aos seus níveis anteriores de afetos após o período de algumas semanas ou meses (Gadermann & Zumbo, 2007; Lyubomirsky, King, & Diener, 2005). É possível verificar grandes alterações nos níveis de afetos mesmo ao longo de um único dia. Nesse caso, também se observa a mesma tendência de retorno aos níveis normais de afetos após algum tempo (Lyubomirsky, King, & Diener, 2005).

 

Capítulo 6 - Avaliação de Bem-estar Subjetivo em Adolescentes

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AVALIAÇÃO DE BEM-ESTAR

SUBJETIVO EM ADOLESCENTES

Joice Dickel Segabinazi, Maxciel Zortea e Claudia H. Giacomoni

A área de estudos do bem-estar subjetivo (BES) busca entender como e por que as pessoas experimentam suas vidas de maneira positiva e para isso inclui avaliações cognitivas e emocionais (Diener, 2009). Na avaliação do BES, três componentes são substanciais: o julgamento global, o julgamento realizado a partir de domínios específicos e as reações emocionais da pessoa (Diener, Lucas, & Oishi, 2005). A adolescência, por sua vez, consiste em um período de profundo desenvolvimento, não só físico, mas também cognitivo, psicológico, afetivo e relacional (Steinberg, 1999). Assim, investigações sobre as características do BES na adolescência são importantes, pois uma resolução bem-sucedida das tarefas nessa fase da vida pode ajudar o indivíduo a tornar-se um adulto saudável.

Pesquisas em outros países identificaram aspectos associados ao bem-estar e à sa­tisfação de vida na adolescência. Entre eles estão os recursos pessoais dos adolescentes, a satisfação de vida de seus pais (Ben-Zur, 2003), autoestima, lócus de controle e expectativas para o futuro (Hunter & Csikszentmihalyi,

 

Capítulo 7 - Escala de Autoestima de Rosenberg

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7

ESCALA DE AUTOESTIMA

DE ROSENBERG*

Claudio Simon Hutz, Cristian Zanon e Ana Claudia Souza Vazquez

A autoestima representa um aspecto avaliativo do autoconceito e consiste em um conjunto de pensamentos e sentimentos referentes a si mesmo. Trata-se, portanto, de uma orientação positiva (autoaprovação) ou negativa (depreciação) de voltar-se para si mesmo e, nessa concepção, ela é a representação pessoal dos sentimentos gerais e comuns de autovalor (Kernis, 2005). A autoestima tende a ser estável ao longo do tempo e em diferentes contextos na vida adulta. Pelo menos na cultura ocidental, ela é um construto correlacionado positivamente à satisfação de vida (Diener & Diener, 1995). Alguns estudos têm demonstrado que a autoestima se correlaciona negativamente com depressão (Orth, Robins, & Roberts, 2008) e positivamente com indicadores de ajustamento emocional e com a utilização de estratégias de coping apropriadas (Kernis, 2005).

De forma geral, altos escores de autoestima associam-se a humor positivo e a percepção de eficácia em relação a domínios importantes para a pessoa

 

Capítulo 8 - Otimismo

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OTIMISMO

Micheline Roat Bastianello e Juliana Cerentini Pacico

... as coisas não podem ser de outro modo: pois, como tudo foi criado para uma finalidade, tudo está necessariamente destinado à melhor finalidade.

(Cândido – Voltaire)

Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la.

(Pollyanna – Eleonor Porter)

Falar sobre otimismo nos remete a dois livros históricos Cândido (1759), de

Voltaire, e Pollyanna (1913), de Porter. Dois personagens incrivelmente otimistas em face das desgraças que se abatem em suas vidas.

Cândido vive como agregado no castelo de um dos homens mais poderosos de uma pequena cidade e tem como mestre o Dr. Pangloss. Durante toda a sua vida aprendeu que deveria compreender todos os acontecimentos da melhor forma, pois havia nascido no melhor dos mundos possíveis.

Pollyanna, por sua vez, é uma menina de 11 anos que fica órfã e vai morar em outra cidade com uma tia rica, rígida e muito severa. A menina passa a ensinar às pessoas da nova comunidade o jogo do contente, que havia aprendido com seu pai no dia em que esperava ganhar uma boneca e recebeu um par de muletas. O pai lhe havia explicado que não existia nada que não pudesse conter em si algo capaz de nos alegrar, e ela compreendeu que poderia ficar contente por não precisar usar as muletas.

 

Capítulo 9 - Instrumentos para Avaliação da Esperança: Escala de Esperança Disposicional e Escala de Esperança Cognitiva

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INSTRUMENTOS PARA

AVALIAÇÃO DA ESPERANÇA:

ESCALA DE ESPERANÇA

DISPOSICIONAL E ESCALA

DE ESPERANÇA COGNITIVA

Juliana Cerentini Pacico e Micheline Roat Bastianello

Você conhece o mito de Pandora? Prometeu, um titã na mitologia grega, presenteou os homens com o fogo, para que por meio dele dominassem a natureza. Zeus, enfurecido, arquitetou uma vingança, pois Prometeu desobedecera as suas ordens. Criou Pandora, a primeira mulher, e enviou-a à Terra portando um jarro (sim, um jarro e não uma caixa!). Pandora foi advertida de jamais abri-lo sobre a superfície terrestre. Entretanto, assim que chegou à Terra, foi vencida pela curiosidade. Abriu o jarro e todos os males que estavam contidos nele escaparam, concretizando a vingança planejada por Zeus. Assustada, ela fechou rapidamente o jarro, sem perceber que no fundo havia ficado o único bem que ele carregava: a esperança (Snyder, 2000). Trágico, não? Mas reconfortante saber que no fundo sempre há esperança.

 

Capítulo 10 - Autoeficácia – Yes We Can!

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AUTOEFICÁCIA – YES WE CAN!

Juliana Cerentini Pacico, Sabrina Borges Ferraz e Claudio Simon Hutz

Você é capaz? Essa é uma pergunta que se ouve com frequência e que também nos perguntamos a todo momento. As pessoas estão sempre procurando ter certeza de que vão conseguir um bom emprego, vão atingir uma nota alta na prova, são capazes de ter e manter um relacionamento amoroso saudável ou conseguirão atingir as metas que estabelecem para si mesmas.

Algumas pessoas consideram-se capazes quando avaliam situações específicas. Por exemplo: Sou capaz de cozinhar muito bem, mas não sou capaz de aprender a jogar xadrez. Outras, porém, sentem-se capazes de realizar várias atividades independentemente da situação apresentada. É como se elas avaliassem sua capacidade e partissem do pressuposto de que são capazes de realizar tudo o que desejam.

A crença na capacidade de realizar uma determinada tarefa, com base nos próprios recursos, foi definida por Bandura (1977) como autoeficácia. De acordo com esse autor, é a crença na capacidade de reunir recursos cognitivos, motivacionais e comportamentais necessários para a execução de uma tarefa que está no centro do conceito da autoeficácia (e não a realidade em si!). Um indivíduo pode não acreditar em sua capacidade de realizar algo e ser, na verdade, realmente capaz. A situação oposta também pode ocorrer. Desse modo, a crença de autoeficácia representa um mecanismo regulador das ações humanas e impacta diretamente no estabelecimento de metas, na execução de tarefas e na tomada de decisão (Sbicigo, Teixeira, Dias,

 

Capítulo 11 - Psicologia Positiva e Avaliação da Qualidade de Vida

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PSICOLOGIA POSITIVA

E AVALIAÇÃO DA

QUALIDADE DE VIDA

Caroline Tozzi Reppold, Adriana Jung Serafini e Samantha Castiel Menda

Qualidade de vida é uma expressão amplamente utilizada em várias áreas do conhecimento, porém é ainda muito controversa. Alguns autores consideram-na como uma medida econômica, avaliada pelo Índice de Desenvolvimento

Humano. A psicologia vai além, mas, por se tratar de um debate recente, ainda não há limites claros entre alguns termos muitas vezes utilizados como sinônimos: saúde, qualidade de vida, bem-estar, satisfação de vida, felicidade, entre outros. Este capítulo discutirá alguns desses conceitos e também tratará sobre os instrumentos existentes para avaliação de qualidade de vida, aprofundando-se na explicação do WHOQOL-100.

Uma das mais importantes definições de qualidade de vida foi proposta pelo The WHOQOL Group (1993), uma equipe ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Por meio de grupos focais espalhados em vários países, chegou-se ao conceito de que qualidade de vida é “a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”

 

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