Manual de Produção Científica - Coleção Métodos de Pesquisa

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Como planejar, elaborar, organizar, submeter à avaliação, revisar e editar textos científicos?Como preparar-se para apresentações científicas?Como administrar a vida acadêmica, manejar o tempo e gerenciar equipes de pesquisa? Com linguagem objetiva e orientada à prática e conteúdo abrangente, este Manual de produção científica responde a essas e outra questões, constituindo-se em recurso fundamental para estudantes e pesquisadores de todas as áreas de conhecimento.

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12 capítulos

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Capítulo 1 - Hoje vou escrever um artigo científico: a construção e atransmissão do conhecimento

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Hoje vou escrever um artigo científico: a construção e a transmissão do conhecimento

Piotr Trzesniak

O artigo científico tem de ser escrito em linguagem científica e oferecer um avanço, solidamente construído, no conhecimento à disposição da humanidade.

Neste capítulo, serão percorridos passo a passo estes dois aspectos, discutindo-se e indicando-se a maneira de melhor atender a cada um.

O TEXTO CIENTÍFICO E SUA LINGUAGEM

Hoje vou escrever um artigo científico. Seria ótimo se pudesse ser assim, mas infelizmente não é! Ninguém acorda e decide que, neste dia, escreverá um artigo científico. Embora decidir fazê-lo seja indispensável para a tarefa, essa condição não é nem a mais importante, nem a que tem o maior peso. A redação de um artigo não resulta primariamente da vontade, nem é uma empreitada de um fôlego só.

Produzir o “compuscrito” (i.e., digitar no computador a versão de submissão do texto, que muitos autores precipitadamente pensam ser a “versão final” do artigo) é uma etapa na construção do conhecimento, e é uma etapa tardia;

 

Capítulo 2 - Como escrever um artigo de revisão de literatura

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Como escrever um artigo de revisão de literatura

Jean Von Hohendorff

A produção de revisões de literatura faz parte do cotidiano de todos os acadêmicos e pesquisadores. Constantemente, estamos elaborando revisões para a seção de introdução de trabalhos acadêmicos e projetos de pesquisa. Na maioria das vezes, pensamos na publicação de artigos somente no final de nossa pesquisa, quando já verificamos os seus resultados. Porém, você já parou para pensar que a sua revisão de literatura pode ser transformada em um artigo? Não? Espero que ao final da leitura deste capítulo você comece a pensar nisso!

O objetivo aqui é apresentar a vocês, leitores, o que é um artigo de revisão de literatura (ARL) e abordar uma série de dicas para facilitar sua escrita. Para tal, será utilizado como exemplo um ARL sobre violência sexual contra meninos no Brasil (Hohendorff, Habigzang, & Koller, 2012). De antemão, saiba que escrever um ARL é um desafio; não é fácil, mas é recompensador.

 

Capítulo 3 - Como escrever um artigo de revisão sistemática

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Como escrever um artigo de revisão sistemática

Angelo Brandelli Costa

Ana Paula Couto Zoltowski

A ideia contemporânea de uma revisão de pesquisas feita de maneira sistemática surgiu no final da década de 1970 a partir do conceito de metanálise. O termo foi criado por Gene Glass (1976), um pesquisador da área da psicologia, que definia metanálise como “a análise estatística de uma grande coleção de resultados de estudos individuais com a finalidade de integrar esses resultados”

(p. 3). Glass demonstrou seu método em revisões sobre a influência do tamanho das turmas no processo educativo (Glass & Smith, 1979; Smith & Glass,

1980) e sobre a eficácia de psicoterapia (Smith, Glass, & Miller, 1980). Apesar do termo metanálise ser frequentemente utilizado como sinônimo de revisão sistemática, quando a revisão inclui uma metanálise, atualmente os dois termos possuem sentidos distintos (Sousa & Ribeiro, 2009). Metanálise refere-se ao procedimento estatístico de tratamento de dados de diversos estudos com o objetivo de agrupá-los, enquanto revisão sistemática se refere ao processo de reunião, avaliação crítica e sintética de resultados de múltiplos estudos, podendo ou não incluir uma metanálise (Cordeiro, Oliveira, Rentería, Guimarães, &

Grupo de Estudo de Revisão Sistemática do Rio de Janeiro, 2007).

 

Capítulo 4 - Como escrever um artigo empírico

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Como escrever um artigo empírico

Manoela Ziebell de Oliveira

Um dos primeiros conhecimentos que pesquisadores adquirem sobre sua rotina de trabalho é que a publicação de um artigo científico é uma longa e complexa empreitada. O principal objetivo deste capítulo é auxiliar você na elaboração de artigos empíricos com boas chances de publicação por meio da apresentação de um roteiro operacional. Ele é destinado tanto àqueles que nunca submeteram um artigo empírico para um periódico científico quanto aos que já tiveram seus artigos prontamente rejeitados ou aceitos. O texto a seguir foi organizado de acordo com os seguintes tópicos: como planejar um artigo empírico, como escrevê-lo, sua estrutura e como reescrevê-lo e aperfeiçoá-lo. Cada tópico apresentará orientações gerais e exemplos que poderão ajudar os autores a compreender melhor o que devem fazer e o que devem evitar ao (re)escrever seu artigo empírico. Você perceberá que, de maneira geral, não serão feitas distinções entre artigos quantitativos e qualitativos, pois a estrutura de ambos deve ser semelhante. No entanto, quando for necessário, as diferenças serão ressaltadas.

 

Capítulo 5 - Como escrever um resumo

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Como escrever um resumo

Normanda Araujo de Morais

O resumo consiste em um elemento-chave na apresentação de todo trabalho, seja ele visando a uma apresentação de congresso, a um artigo para uma revista científica ou mesmo a uma monografia, dissertação ou tese. Geralmente, ele é o segundo item que os autores consultam em um artigo científico e o segundo elemento mais lido, perdendo apenas para os títulos dos trabalhos

(Sabadini, Sampaio, & Koller, 2009).

A finalidade primordial do resumo é fornecer aos leitores uma ideia clara e bastante precisa de todos os pontos relevantes do trabalho realizado (i.e., objetivo, método, resultados e conclusões). Dessa forma, de acordo com Sabadini, Sampaio e Koller (2009), um bom resumo deve responder às perguntas: O quê, para quê? (objetivos); Como? (método); A que chegamos? (resultados); O que obtivemos considerando os objetivos propostos? (conclusões do trabalho).

É por meio do resumo que os leitores tendem a decidir se lerão o artigo completo ou não (American Psychological Association [APA], 2012). O resumo é o primeiro ponto de interface entre os autores e o público interessado.

Entretanto, pode também ser o último, caso não desperte o interesse pela leitura do material completo do artigo/capítulo/dissertação ou tese. Todos esses argumentos corroboram a necessidade de que o resumo transmita da forma mais clara e mais fiel possível o conteúdo do trabalho ao qual se refere.

 

Capítulo 6 - Como organizar um livro científico

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Como organizar um livro científico

Normanda Araujo de Morais

Luísa F. Habigzang

Os artigos publicados em revistas são uma importante forma de comunicação e divulgação dos resultados de pesquisas para a comunidade científica.

Contudo, se você tem o objetivo de compartilhar conhecimentos com profissionais que não estão apenas no meio acadêmico, talvez a publicação de um artigo não seja a melhor estratégia para alcançar esse objetivo. Muitos profissionais que atuam na clínica, na escola, em organizações públicas ou privadas buscam a atualização teó­rica e prática por meio da leitura de livros. Dessa forma, a publicação de livros organizados a partir de temáticas específicas pode representar um veículo de formação importante para profissionais que atuam em diferentes áreas.

Assim, este capítulo tem como objetivo apresentar alguns passos para a organização de livros profissionais/acadêmicos. Com base na experiência prévia das autoras na organização de outros livros (Habigzang & Koller, 2012;

 

Capítulo 7 - Plágio acadêmico

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Plágio acadêmico

Laíssa Eschiletti Prati

Durante a minha vivência no ensino fundamental (no século passado), passei várias tardes na biblioteca copiando os conteúdos das poucas enciclopédias disponíveis para consulta, a fim de entregar um ótimo trabalho no dia seguinte. Meu estudo se resumia em identificar pontos nos quais poderia complementar as informações de um livro com as do outro e também decidir quais informações eram relevantes e quais poderiam ficar de fora. Os trabalhos eram entregues de forma manuscrita e, normalmente, eu recebia uma boa nota. Assim, aprendi que copiar o conteúdo relevante de fontes fidedignas era fundamental para uma boa formação. Entretanto, durante o ensino superior, descobri que não adiantava apenas copiar as informações dos livros. Eu tinha de lê-los, resumi-los e apresentar a minha opinião em relação ao tema. Assim o fazia, mais reescrevendo o que os outros diziam e muito pouco expondo a minha opinião sobre o assunto.

Ao ingressar na pós-graduação (cinco anos após terminar minha gradua­

 

Capítulo 8 - Erros comuns na escrita científica em língua portuguesa

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Erros comuns na escrita científica em língua portuguesa

Diogo Araújo DeSousa

Tiago Cavalcanti

Embora seja frequente escutar de graduandos e pós-graduandos desabafos sobre as dificuldades que encontram para produzir seus textos acadêmicos, a tarefa de escrever é, em tese, simples. Sim, simples. Escrever é tão somente unir um conjunto de símbolos restritos – em nossa língua, exatamente, vinte e seis – em um espaço branco. O problema está em outra instância da escrita, a instância que deve ser pretendida pelos acadêmicos: escrever bem. E escrever bem, no entanto, não é tão simples.

Para a realização dessa tarefa hercúlea, uma porção de regras, restrições, dúvidas e revisões somam-se às já dezenas de leituras imprescindíveis e ao bloqueio intelectual, muitas vezes só rompido às vésperas do prazo de entrega. ­Nesse empenho – e muitos se empenham de verdade para escrever o melhor possível –, diversas são as peças que a nossa língua prega.

O objetivo deste capítulo é, então, discutir alguns “erros” comumente encontrados em artigos, teses, dissertações e outros manuscritos no tocante

 

Capítulo 9 - Como preparar um pôster científico

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Como preparar um pôster científico

Susana Núñez Rodriguez

Um pôster científico é um documento no qual se apresentam graficamente um projeto, os dados preliminares ou os resultados de uma pesquisa (Flinn,

2002). Esse tipo de apresentação combina o texto, que deve ser escrito de forma clara e concisa, com tabelas e figuras, que ajudam os leitores a compreender a informação e a se engajar no tema apresentado. Um pôster científico tem como principal finalidade atrair a atenção para o tema de pesquisa apresentado, portanto, deve ser claro, de fácil leitura, e seguir padrões de estética simples e atrativos.

As apresentações nesse formato são muito valorizadas em congressos, exposições e simpósios, pois permitem que se faça uma leitura relativamente aprofundada de um tema em função dos interesses e das expectativas de cada um. Além disso, possibilitam a interação direta com os autores do trabalho em uma conversa que pode gerar maior nível de compreensão do assunto, troca de informação e o estabelecimento de contato com pessoas que tenham os mesmos interesses de pesquisa (Graves, 2006; Morin, 1996).

 

Capítulo 10 - Como preparar e realizar apresentações orais

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Como preparar e realizar apresentações orais

Luísa F. Habigzang

Este capítulo oferece sugestões para preparar e qualificar apresentações orais de estudos científicos. Uma apresentação oral pode ser definida como uma explanação breve de um tópico específico para um grupo de ouvintes, com objetivo de transmitir conhecimentos ou estimular uma discussão (Peoples, 2001).

A produção científica pode ser disseminada de diferentes formas e as apresentações orais representam uma estratégia para compartilhar resultados de estudos e interagir com grupos de pares ou com a comunidade geral.

Assim como a capacidade de escrever de forma efetiva é importante para a divulgação dos resultados de pesquisas científicas, a habilidade de comunicá-los oralmente também o é (Hemphill, 2009). Porém, a comunicação oral é diferente da comunicação escrita, uma vez que o público ouvirá a explanação apenas uma vez, enquanto os leitores poderão reler o artigo quantas vezes forem necessárias para compreendê-lo. Dessa forma, a comunicação oral deve ser clara, objetiva e simples. Além disso, a apresentação oral não deve ter como objetivo substituir a leitura do artigo, mas incitar o público a ler e conhecer aprofundadamente o estudo realizado (Hill, 1997). A apresentação oral do trabalho pode ser um “cartão de visitas”, promovendo convites para palestras, cursos ou conferências em eventos científicos, abrindo portas e ampliando a rede de contatos profissionais.

 

Capítulo 11 - Como manejar o tempo na academia

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Como manejar o tempo na academia

Maria Clara P. de Paula Couto

Imagine, por um momento, a seguinte cena: Você tem uma tarefa importante para fazer. Há um prazo estabelecido para a sua entrega: um mês. Hoje, ao pensar na tarefa, você percebe que afinal já se passaram vinte dias e que, portanto, restam-lhe apenas dez dias para fazê-la. A essa altura, você começa a se sentir um pouco preocupado(a), mas ainda tem aquela convicção de que funciona melhor sob pressão, logo é possível adiar um pouco mais porque ao fim vai dar tudo certo. Agora faltam cinco dias para o final do prazo, o(a) seu(sua) orientador(a) pede que você se envolva em outra atividade, que provavelmente lhe ocupará mais um dia e meio – você aceita mais esse trabalho.

Ao final de dois dias, você finalmente começa a trabalhar no que interessa.

Pensa: Nossa, mas essa tarefa é muito mais trabalhosa do que imaginei! Então, você se desdobra e passa por três dias estressantes. Termina a tarefa em cima da hora, mas não consegue fazê-la tão bem como gostaria e acaba por se sentir insatisfeito(a) com você e com o seu desempenho.

 

Capítulo 12 - Como formar e gerir equipes de pesquisa

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Como formar e gerir equipes de pesquisa

Luísa F. Habigzang

Airi M. Sacco

Em 1976, Alan Chalmers perguntou, no título de sua obra mais famosa, “O que é ciência, afinal?”. Quase 40 anos depois, se fizéssemos uma pequena alteração na frase e questionássemos “como se faz ciência, afinal?”, nos depararíamos, assim como Chalmers, com várias opções de resposta. A maioria das alternativas, contudo, possivelmente teria um elemento em comum: para fazer ciência, é preciso saber trabalhar em equipe.

O trabalho em equipe é essencial ao desenvolvimento científico e pode proporcionar uma série de benefícios a todas as pessoas envolvidas. Para os pesquisadores, ter um grupo com o qual trabalhar pode significar economia de tempo e de dinheiro, experiência com coordenação de grupos e incremento na qualidade do estudo. Para os estudantes, o envolvimento em uma equipe de pesquisa tem potencial para gerar, além de uma nova linha no currículo, aprendizagem teórica e técnica, experiência prática e contato com assuntos que não fazem parte da grade curricular da graduação.

 

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