Tratado de Medicina de Família e Comunidade

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Tratado de medicina de família e comunidade reúne especialistas de diferentes Estados brasileiros, além de importantes nomes estrangeiros. A abrangência dos temas é única, contemplando os princípios, a formação e a prática empregados na área. Ao longo do texto, diversos recursos didáticos foram implementados, com destaque especial para os casos clínicos, e questões com respostas, para testagem do conhecimento.

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Capítulo 1 - Princípios da medicina de família e comunidade

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I

S E Ç Ã O

� CAPÍTULO 1

PRINCÍPIOS DA MEDICINA DE FAMÍLIA

E COMUNIDADE

José Mauro Ceratti Lopes

Aspectos-chave

A Medicina de Família e Comunidade no Brasil teve, a partir de

1975, seus primeiros programas de residência médica sob denominações diversas; em 1981, passou a ser especialidade chamada de

Medicina Geral Comunitária por meio de Resolução da Comissão

Nacional de Residência Médica (CNRM); e em 2001, passou a receber a denominação de Medicina de Família e Comunidade, reconhecida pela CNRM e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Resoluções CFM 1232/86 e 1634/2002.

A aplicação dos conhecimentos na prática do médico de família e comunidade é resultado de seus valores e atitudes, sendo orientada por princípios que governam suas ações diante das necessidades das pessoas, famílias e comunidades.

A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é definida como a especialidade médica que presta assistência à saúde de forma continuada, integral e abrangente para pessoas, suas famílias e a comunidade; integra ciências biológicas, clínicas e comportamentais; abrange todas as idades, ambos os sexos, cada sistema orgânico e cada doença; trabalha com sinais, sintomas e problemas de saúde; e proporciona o contato das pessoas com o médico mesmo antes que exista uma situação de doença ou depois que esta se resolva. Também tem, como característica especial, o acesso do médico de família e comunidade ao domicílio das pessoas.1

 

Capítulo 2 - Medicina de família e comunidade como especialidade médica e profissão

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� CAPÍTULO 2

MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE COMO

ESPECIALIDADE MÉDICA E PROFISSÃO

João Werner Falk

Gustavo Gusso

José Mauro Ceratti Lopes

Aspectos-chave

A medicina de família e comunidade tem suas origens no Brasil na década de 1970.

A medicina de família e comunidade se chamava medicina geral comunitária até 2002.

A história da medicina de família e comunidade no Brasil é sustentada por programas de residência até os anos 2000 e, em seguida, a

Estratégia Saúde da Família dá impulso com o mercado de trabalho.

� HISTÓRIA DA MEDICINA DE FAMÍLIA E

COMUNIDADE NO BRASIL

A Medicina de Família e Comunidade (MFC) parece ser uma especialidade bastante recente no Brasil, embora exista a bastante tempo com diferentes nomes, formas ou bases conceituais. Para se considerarem como pioneiros, muitos profissionais negavam o que já existia e deixavam de aproveitar o aprendizado com os acertos e erros já acumulados (ver Figura

 

Capítulo 3 - Médico de família na saúde pública

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� CAPÍTULO 3

MÉDICO DE FAMÍLIA NA SAÚDE PÚBLICA

Salman Rawaf

Aspectos-chave

A Atenção Primária à Saúde (APS) é princípio fundamental de qualquer sistema de saúde efetivo.

A APS é oferecida por meio de equipes multidisciplinares com o médico de família no coração dessas equipes.

Um sistema de saúde é o produto da cultura de um país e do modo como as pessoas estão querendo financiá-lo para assegurar igualdade e justiça.

A APS, por meio da Medicina de Família, oferece uma oportunidade única para o cuidado personalizado e contínuo.

Não há dúvidas de que as atividades de saúde pública que se baseiam na população e visam assegurar a saúde dela por meio da promoção da saúde e da prevenção de doenças têm um impacto maior na melhora do estado de saúde das populações

1-3 do que os serviços de saúde individualizados . A atenção primária tradicional costuma focar nos serviços de saúde individualizados e na continuidade dos cuidados. Porém, as funções dos serviços de atenção primária e de saúde pública que se baseiam na população e que são oferecidos aos indivíduos são complementares. O foco de ação em ambas as arenas deve ser o fortalecimento das relações.

 

Capítulo 4 - Atenção Primária à Saúde no Brasil

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� CAPÍTULO 4

ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

NO BRASIL

Luís Fernando Rolim Sampaio

Claunara Schilling Mendonça

Nulvio Lermen Junior

Aspectos-chave

A Constituição Federal de 1988 define três grandes referenciais para o sistema de saúde brasileiro: um conceito ampliado de saúde; a saúde como direito do cidadão e dever do Estado e a instituição de um Sistema Único de Saúde – SUS.

A Estratégia de Saúde da Família assume um papel importante na organização do SUS, ao promover o acesso ao sistema de saúde, buscando a integralidade, a coordenação do cuidado e a articulação intersetorial em uma perspectiva complexa.

O Programa Saúde da Família, oficialmente lançado em 1994, cresceu de forma gradativa e sustentável alcançando uma cobertura superior a 50% da população brasileira. Com mais de 30 mil equipes em 2011, foi a alavanca principal para o avanço da atenção

� HISTÓRICO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À

SAÚDE NO BRASIL

 

Capítulo 5 - Organização da Atenção Primária à Saúde em outros países

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� CAPÍTULO 5

ORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA

À SAÚDE EM OUTROS PAÍSES

Juan Gérvas

Mercedes Pérez Fernández

Aspectos-chave

O sistema sanitário do Brasil, com seus centros de saúde e seus médicos de família e comunidade (MFC) assalariados, é apenas a expressão de uma das muitas formas possíveis de organização da atenção primária.

Sistemas sanitários não se “inventam”; são expressão da cultura, da história e da riqueza das nações.

O sistema sanitário do Brasil não é um sistema sanitário nacional público, uma vez que não cobre nem metade da população, e o gasto sanitário de financiamento público não chega a 50% do total. Contam com sistema sanitário nacional público Alemanha,

Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Costa Rica, Cuba,

Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Hungria,

Irlanda, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Portugal,

Reino Unido, Suécia, Suíça e Taiwan. A exceção entre os países desenvolvidos são os EUA.

 

Capítulo 6 - Cultura, saúde e o médico de família

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� CAPÍTULO 6

CULTURA, SAÚDE E O MÉDICO DE FAMÍLIA

Leonardo Vieira Targa

Francisco Arsego de Oliveira

Aspectos-chave

A busca constante de uma maior competência ao cuidar da saúde de comunidades e pessoas com diferentes culturas é uma das características da Medicina de Família e Comunidade. Os profissionais de saúde estão igualmente enredados em redes naturais-culturais, sendo o próprio conhecimento médico um sub-sistema natural-cultural.

Há uma grande defasagem de estudo e treinamento na formação dos profissionais de saúde em relação a cultura, corpo e saúde. A maior parte da literatura disponível apresenta forte tendência interpretativa. Uma aproximação entre as ciências da sáude e a antropologia é essencial para dar conta desta tarefa.

A Medicina de Família e Comunidade (MFC) está em busca constante por uma melhor adequação do cuidado à saúde em relação à grande diversidade de necessidades das diferentes pessoas e grupos humanos. Essa característica é comumente denominada competência cultural. Em um país como o Brasil, com grande diversidade cultural, a aquisição de conhecimentos, de habilidades e de certa sensibilidade intercultural é ainda mais importante. Os conceitos de saúde e de cultura não são simples. Sua relação se torna ainda mais complexa, tendo em vista o movimento de algumas formas de fazer ciência, entre elas, as da saúde, que buscam de uma purificação de toda subjetividade, almejando um estado acultural, de neutralidade e completa objetividade. Muitos são os motivos para se aprimorar a qualidade dos contatos interculturais nos serviços de saúde: melhorar a relação e a comunicação para uma melhor adequação a diferentes subgrupos populacionais; melhorar a adesão, as recomendações e o diálogo com as discordâncias; diminuir atritos com outras formas de cuidado à saúde frequentemente mobilizadas pelas pessoas, etc. Corre-se o risco, entretanto, de se gerar danos nesse contato entre o sistema de saúde e as pessoas a quem ele serve caso não ocorra uma reflexão constante sobre a forma como são produzidas essas relações. Para tentar

 

Capítulo 7 - Integralidade e complexidade na Medicina de Família e Comunidade e na Atenção Primária à Saúde: aspectos teóricos

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� CAPÍTULO 7

INTEGRALIDADE E COMPLEXIDADE NA

MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE

E NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE:

ASPECTOS TEÓRICOS

Ricardo Donato Rodrigues

Maria Inez Padula Anderson

Aspectos-chave

Refletir sobre os paradigmas permite ampliar a compreensão acerca do saber que domina e modela o desenvolvimento científico de uma sociedade. No campo da medicina, os paradigmas podem, em última análise, ser compreendidos como padrões de conduta aceitos e validados por um determinado método para explicar os fenômenos que afetam a saúde e o adoecimento. –

Descartes (1596-1650), filósofo, físico e matemático francês, é considerado o principal idealizador do método que deu base às ciências modernas – o paradigma cartesiano, ainda hegemônico.

Esse paradigma é caracterizado por uma concepção mecanicista e reducionista do mundo. Apesar dessa limitação, trouxe inúmeros benefícios à sociedade, permitindo ao ser humano grandes avanços nos campos da ciência.

 

Capítulo 8 - Integralidade na prática do médico de família e na Atenção Primária à Saúde

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� CAPÍTULO 8

INTEGRALIDADE NA PRÁTICA DO MÉDICO

DE FAMÍLIA E NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À

SAÚDE

Maria Inez Padula Anderson

Ricardo Donato Rodrigues

Aspectos-chave

A prática médica, nas últimas décadas, tem sido associada à ineficácia, à iatrogenia e a um aumento de custos sem precedentes na assistência à saúde. Esses problemas podem ser atribuídos, em grande parte, ao modelo de atenção hospitalocêntrico que ainda domina a formação médica e valoriza as especialidades focais, em detrimento das generalistas, para cuidar das necessidades de saúde da maioria da população.

Um outro aspecto, associado aos anteriores, é o uso irracional e abusivo de tecnologias duras para dar conta do processo diagnóstico e terapêutico, quase que substituindo – como se fora possível

– a prática clínica de excelência, constituída pela anamnese e pelo exame físico cuidadosos, e, especialmente, por uma sólida relação médico-pessoa.

Entretanto, a simples expansão quantitativa de unidades de Atenção Primária (APS) não será suficiente para dar conta do desafio de cuidar com eficácia dos problemas de saúde da atualidade. O perfil de morbimortalidade mudou, e a população já não adoece ou morre majoritariamente por causa de doenças infecciosas e pa-

 

Capítulo 9 - Participação popular na Atenção Primária à Saúde

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� CAPÍTULO 9

PARTICIPAÇÃO POPULAR NA ATENÇÃO

PRIMÁRIA À SAÚDE

Jetele Del Bem Seleme Piana

Luciana Osorio Cavalli

Aspectos-chave

Participação popular compreende as múltiplas ações que diferentes forças sociais desenvolvem para influenciar a formulação, a execução, a fiscalização e a avaliação das políticas públicas e/ou dos serviços básicos na área social.

A participação popular encontra respaldo moral desde a Declaração

Universal dos Direitos Humanos.

A Constituição Brasileira de 1988 sancionou a descentralização da tomada de decisões e estabeleceu mecanismos para a participação dos cidadãos na formulação, na administração e no monitoramento de políticas sociais.

A participação popular compreende as múltiplas ações que diferentes forças sociais desenvolvem para influenciar a formulação, a execução, a fiscalização e a avaliação das políticas públicas e/ou dos serviços básicos na área social (p. ex., saúde,

 

Capítulo 10 - Educação popular

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� CAPÍTULO 10

EDUCAÇÃO POPULAR

Eymard Mourão Vasconcelos

Marcos Oliveira Dias Vasconcelos

Aspectos-chave

A educação popular é uma concepção teórica de educação que surgiu na América Latina há 50 anos e se espalhou pelas práticas sociais de países de todos os continentes. Ela se tornou importante no setor da saúde por inspirar e orientar as primeiras iniciativas de saúde comunitária no Brasil, que se tornaram referência para se pensar o atual sistema de saúde.

Ela parte do pressuposto de que todas as pessoas, mesmo as mais oprimidas e marginalizadas, têm uma busca criativa de melhoria de suas vidas, acumulando ricos saberes e experiências que precisam ser muito valorizadas e consideradas no fazer educativo.

A crise existencial trazida pela doença cria uma situação de grande potencialidade educativa na medida em que instiga fortes reflexões sobre o modo anterior de levar a vida e pode mobilizar

A inserção dos serviços de atenção primária à saúde (APS) nas comunidades torna mais evidente para os seus profissionais a ineficácia e a frustração gerada nas pessoas atendidas pelo modelo biomédico, centrado na cura de doenças e no alívio de sintomas. Revela, de forma mais clara, o grande fosso existente entre o agir médico tradicional e o dinâmico cotidiano de luta pela saúde e felicidade, presente em todas as comunidades. A APS amplia muito o campo de atuação dos profissionais de saúde, possibilitando uma atuação profissional integrada ao esforço dos moradores e seus movimentos sociais para o enfrentamento dos problemas de saúde. Mas como fazer essa integração?

 

Capítulo 11 - Ética na Atenção Primária à Saúde

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� CAPÍTULO 11

ÉTICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

À SAÚDE

Marcello Dala Bernardina Dalla

José Mauro Ceratti Lopes

Aspectos-chave

Ética profissional é o conjunto de normas morais pelas quais a pessoa deve orientar seu comportamento na profissão que exerce. Fertilidade, reprodução e reprodução assistida.

No desempenho ético em nossa prática podemos nos orientar por quatro princípios: Beneficiência (“Fazer o bem”); Não-maleficência

(“Evitar danos”); Autonomia (“A pessoa escolhe”); Justiça (“Priorizar com equidade”).

A implementação do SUS representa um processo de mudança na prática da atenção à saúde que exige transformações atitudinais e culturais, que requerem uma reflexão para novas posturas éticas.

Os aspectos éticos na APS diferem daqueles relacionados à sofisticação tecnológica dos hospitais e dos serviços altamente es-

pecializados: contemplados pela bioética hospitalocêntrica e da pesquisa.

 

Capítulo 12 - Redes virtuais colaborativas internacionais para médicos de família

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� CAPÍTULO 12

REDES VIRTUAIS COLABORATIVAS

INTERNACIONAIS PARA MÉDICOS

DE FAMÍLIA

Luís Filipe Cavadas

Tiago Villanueva

Aspectos-chave

Assiste-se a uma constante evolução nas tecnologias de informação e comunicação no âmbito da atenção primária à saúde. Isso gera grande dinamismo, e as redes virtuais assumem grande importância no contexto atual.

As redes virtuais, até hoje pouco exploradas nas diversas especialidades médicas, têm assumido na Medicina de Família e Comunidade um crescimento e uma relevância exponenciais.

As redes virtuais colaborativas constituem, em geral, exemplos de

“colégios invisíveis”, termo utilizado pela primeira vez em 1645.

A atenção primária à saúde (APS) está em constante metamorfose em todo o mundo. Assiste-se também a uma constante evolução nas tecnologias de informação e comunicação, e na internet em particular, que permitem a rápida e eficiente difusão de literatura científica e conhecimento médico, disse1 minando estas cada vez mais.

 

Capítulo 13 - Consulta e abordagem centrada na pessoa

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I I

S E Ç Ã O

� CAPÍTULO 13

CONSULTA E ABORDAGEM

CENTRADA NA PESSOA

José Mauro Ceratti Lopes

Aspectos-chave

Individualizar a consulta.

Não seguir regras, exceto estas: lembrar que cada pessoa é única; construir relação específica; o contato visual é fundamental; iniciar a consulta com perguntas abertas: “– Em que posso ajudar?”; harmonizar é um objetivo essencial (rapport); e buscar empatia.

Demonstrar interesse: contato visual exclusivo nos primeiros segundos da consulta.

“O distanciamento começou quando René Laënnec fez um rolo de cartolina que mais tarde evoluiu e se transformou no estetoscópio”.1

O evento central da vida do profissional médico continua sendo o encontro entre pessoas representado pela consulta médica, apesar do progresso e do desenvolvimento que aconteceram na sociedade e na medicina. A consulta é a principal manifestação da relação clínica que se estabelece entre o médico e a pessoa, sendo fator determinante para seu sucesso ou não.

 

Capítulo 14 - Relação clínica na prática do médico de família

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� CAPÍTULO 14

RELAÇÃO CLÍNICA NA PRÁTICA

DO MÉDICO DE FAMÍLIA

Francisco Borrell Carrió

Marcela Dohms

Aspectos-chave

A diferença entre demanda e queixa é que, na primeira, há uma expectativa de melhora devido à intervenção do profissional.

A satisfação da pessoa que busca atendimento vem determinada pelo grau de resolução do seu problema e por aspectos culturais, emocionais e de confiança no profissional.

Existe um “presente” e um “passado” na relação clínica.

Na análise dos estilos da relação clínica, há uma diferença entre um estilo centrado nos interesses do próprio profissional e o estilo centrado na pessoa que consulta.

� A RELAÇÃO CLÍNICA: NÍVEIS DE

ANÁLISE

A prática clínica se baseia na relação entre o médico e a pessoa que o consulta e, por intermédio deles, entre uma instituição e uma comunidade. Neste capítulo, será examinada essa relação e se tentará compreender a complexidade da pessoa que consulta, de seu modo de viver, por meio da medicina centrada na pessoa (MCP).

 

Capítulo 15 - Consultas por telefone como recurso em Atenção Primária à Saúde

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� CAPÍTULO 15

CONSULTAS POR TELEFONE COMO RECURSO

EM ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Carlos Grossman

Mario Tavares

Aspectos-chave

O primeiro uso relatado na prática médica envolveu um “médico de família”, excluindo o diagnóstico de laringite estridulosa ao ouvir a tosse de uma criança ao telefone.

Apesar do crescimento sofisticado da tecnologia de telecomunicação na medicina, conversar diretamente com as pessoas permanece o principal modo de comunicação telefônica na atenção primária.

A ausência da comunicação não verbal é uma das características marcantes do contato telefônico, e uma de suas fragilidades.

Um dos objetivos principais durante uma chamada telefônica é decidir se é preciso examinar a pessoa.

Usar o telefone para avaliar a condição médica da pessoa tornou-se parte importante da prática clínica.

Em um interessante capítulo sobre o papel do telefone da

Atenção Primária à Saúde (APS), Studdiford III e colabora1 dores revisam a história do telefone na prática de família:

 

Capítulo 16 - Como utilizar a informação na consulta

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� CAPÍTULO 16

COMO UTILIZAR A INFORMAÇÃO

NA CONSULTA

Luiz Miguel Santiago

Aspectos-chave

A comunicação entre o médico e a pessoa que o consulta não pode deixar de acontecer. A qualidade do relacionamento é um dos aspectos fundamentais para o sucesso da consulta.

A lista de problemas da pessoa é o ponto-chave da consulta. A sua compreensão evitará muito trabalho e dispêndio, quer financeiro, quer de tempo, quer de recursos.

A informação na consulta deve ser eficaz e sucinta. O excesso de informação serve apenas para a ineficácia da mensagem.

Este texto foi elaborado para dotar o leitor de informação e de fontes de informação para a boa execução de uma consulta. Aspectos intrínsecos ao médico e à estrutura em que trabalha não são tratados aqui. Sendo o médico, em si, uma terapêutica, a forma de abordar a informação na consulta

é fundamental para o sucesso da relação médico-pessoa. A pessoa é aqui tratada como “aquela que solicita consulta”, podendo o leitor assumi-la como uma pessoa doente, embora nem todas as que procuram atendimento estejam em situação de doença.

 

Capítulo 17 - Pessoas que consultam frequentemente

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� CAPÍTULO 17

PESSOAS QUE CONSULTAM

FREQUENTEMENTE

Vítor Ramos

Eunice Carrapiço

Aspectos-chave

Lidar com pessoas que consultam frequentemente pode ser visto como um desafio e uma oportunidade para o médico de família e comunidade e para a equipe de saúde.

Ser ou não um problema é um aspecto crucial na reflexão sobre um universo muito heterogêneo de pessoas.

A abordagem adequada destas pessoas parece ser uma das pedras angulares da medicina de família e comunidade.

Existe muita incerteza e controvérsia sobre as possibilidades de intervenções para modificar o comportamento das pessoas que consultam frequentemente.

É indispensável elaborar uma abordagem singular e personalizada para cada situação, aplicando o método e os componentes da medicina centrada na pessoa.

Cada abordagem personalizada deve incluir a leitura e compreensão do contexto sociofamiliar e da história de vida e de saúde de cada pessoa.

 

Capítulo 18 - Grupos Balint

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� CAPÍTULO 18

GRUPOS BALINT

Rita Francis Gonzalez y Rodrigues Branco

Fernanda Gerst Martins de Freitas

Gabriela Cunha F. Cantarelli

Aspectos-chave

O “médico como droga” é a categoria embasadora da teoria da relação médico-pessoa descrita por Michael Balint.

Atualmente, pode-se observar que não só o médico tem função

“droga”, mas também os outros profissionais da equipe de saúde.

Hoje, as pessoas têm médicos para seu coração, para seus pulmões, para sua pele, mas não têm médicos para si próprias. A

Estratégia de Saúde da Família pretende acabar com esse conluio do anonimato, propiciando às pessoas um médico que possa cuidar delas não só de forma integral e integrada, mas também de sua família.

Fica de novo em silêncio. Parece entender que sua tonteira não é propriamente uma doença a ser tratada com remédios.

Era fome mesmo. Mas não para por aí. Tem mais uma pergunta a fazer:

É importante pensar que a boa relação profissional-pessoa usuária do SUS não é apenas uma questão de festas, balões coloridos, animação da equipe ou quaisquer outras manifestações baseadas no senso comum. Assim como a tomada de decisão terapêutica deve ser embasada na Medicina Baseada em Evidências, procurando-se pensar o diagnóstico dentro das doenças mais prevalentes com ênfase nos determinantes de saúde, assim também a relação profissional-pessoa deve ser pensada sobre bases epistemológicas sólidas, no sentido de se construir uma relação terapêutica e benéfica para ambas as partes envolvidas.

 

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