A Infância Através do Espelho

Autor(es): Celso Gutfreind
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Este livro reflete sobre o papel da literatura e da psicanálise infantil e sua inter-relação. Assim, nas três seções que compõem esta obra, a psicanálise, que busca compreender mais profundamente o ser humano, e que sem literatura não poderia ser tão bem escrita, é contada, poetizada e narrada para que continuemos vivendo e imaginando.

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Capítulo 15 - Poesia e corpo: matérias-primas da subjetividade

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O escritor é alguém que brinca com o corpo da mãe.

(Barthes, 2010)

O tema deste capítulo é o cruzamento do corpo e da subjetividade neste momento histórico de pane dos dois, especialmente no movimento do primeiro para a segunda. A poesia faz a ponte. A poesia faz falta. A poesia preenche.

Exageramos com o corpo, carecemos da subjetividade. Exagerar aqui significa utilizá-lo muito com pouco afeto, mais afeito a cabeça como

D.H. Lawrence (2008) descreveu em sua prosa com poesia: “Quando nos penetramos, fazemos nascer uma chama. Até as flores são criadas pela cópula do sol com a terra”.

Ora, a saúde mental também é a possibilidade de construir sentidos, fomentar mentalização, trocas interpessoais; enfim, encontro. Crescer é fazer laços, vínculos (Mazet).** E acrescentamos: laços e vínculos são subjetivos.

Vivemos tempos narcisistas, autocentrados, virtuais, adjetivados como esta descrição. Fechados e pouco substantivos. Solitários. Resultado:

*

 

Capítulo 16 - O brincar e a subjetividade: ou isto ou aquilo

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É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares! (Meireles, 1977)

Dia desses, perguntaram-me qual a importância de brincar para a subjetividade. Eu respondi, perguntando:

– Está brincando?

Não estava, então eu disse a fim de mais brinquedo:

– Toda. Brincando, brincando, subjetiva-se.

Decidi ser mais drástico, menos lúdico:

– Não há outro modo de sobreviver. E viver mentalmente falando. A concretude mata, que o diga a psicossomática.

O interlocutor imaginário pensou que eu estava realmente brincando.

E eu estava. Sempre que posso, vou à busca de mais brincadeira, mais

*

Reescrito a partir de um artigo publicado originalmente na revista Pátio Educação Infantil.

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A INFÂNCIA ATRAVÉS DO ESPELHO

subjetividade. Sou razoavelmente normal na luta contra a objetividade mortífera da falta de sentido na vida e na morte.

Brincar é sério, eu também disse. Mas ele não se contentou. A ronha aqueceu, transbordou, desentendemo-nos ferozmente. Mas não queríamos perder a amizade (real, imaginária), cenário de novas brincadeiras; portanto, falamos. Fôssemos crianças, brincávamos.

 

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