Entendendo as Doenças Cardiovasculares - Série Temas de Prevenção em Saúde

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Entendendo as doenças cardiovasculares reúne especialistas cuja prática vivencia problemas graves que poderiam ser evitados ou postergados se houvesse, por parte da população, um cuidado maior com a própria saúde, uma vez que o estilo de vida (alimentação, estresse, atividade física, tabagismo, obesidade) é determinante do aparecimento, da gravidade, das complicações e, até mesmo de vida dos indivíduos. Esta obra foi elaborada com objetivo de proporcionar o conhecimento necessário a respeito dessas doenças e das formas de preveni-las, fundamental para a conscientização das mudanças necessárias para uma melhor qualidade de vida.

15 capítulos

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Introdução

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INTRODUÇÃO

As doenças cardiovasculares, representadas principalmente pelo infarto agudo do miocárdio (IAM) – popularmente conhecido como ataque cardíaco –, e o acidente vascular cerebral (AVC), conhecido como derrame, são responsáveis pelas principais causas de mortalidade entre adultos no mundo inteiro e ultrapassam, em número, o câncer e as mortes violentas

como os acidentes de trânsito.

A perspectiva nada animadora é que esse quadro não deve modificar-se positivamente nos próximos anos. Instituições internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), projetam que, na próxima década, as doenças cardiovasculares continuarão ocupando o primeiro lugar, com tendência a aumentar.

Além das artérias do coração (coronárias) e as artérias cerebrais, outros territórios vasculares também são comprometidos com frequência, como as artérias carótidas, a aorta, as artérias renais e dos membros inferiores, constituindo a doença vascular periférica.

Condições ligadas à genética do indivíduo têm importância, mas

 

Capítulo 1 - Doença arterial coronariana

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1

DOENÇA ARTERIAL

CORONARIANA

Cristiano Pederneiras Jaeger

Euler Manenti

1

O QUE É A

ANGINA DE PEITO?

?

O termo angina de peito (angina pectoris) deriva do grego ankhon

(estrangular) e do latim pectus (peito), e pode, portanto, ser traduzido como um “estrangulamento do peito”. Refere-se à dor no peito que ocorre devido à falta de bombeamento sanguíneo até o músculo cardíaco (miocárdio). O desbalanço entre oferta e demanda (consumo) de sangue no miocárdio gera uma série de reações intracelulares que determinam a presença de dor no peito. Isso pode ocorrer pelo aumento de demanda através de um gasto muito intenso de energia (glicose e oxigênio) no miocárdio ou pela redução de oferta pela também redução do seu suprimento sanguíneo, que geralmente se dá por obstrução das artérias coronárias. A angina, em geral, manifesta-se por dor, mas pode ser uma sensação de opressão, aperto ou queimação no centro do peito, podendo irradiar-se para a base do pescoço e para os membros superiores, desencadeada pelo esforço e aliviada pelo repouso (angina estável). Nos casos agudos (angina instável), os sintomas aparecem em repouso, geralmente têm uma duração mais prolongada e podem vir associados a suores excessivos, náuseas ou vômitos.

 

Capítulo 2 - Acidente vascular cerebral

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2

ACIDENTE

VASCULAR CEREBRAL

Maurício André Gheller Friedrich

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O QUE É O ACIDENTE

VASCULAR CEREBRAL

(AVC), POPULAR DERRAME?

?

O AVC acontece quando um vaso sanguíneo que está nu-

trindo uma região do cérebro é obstruído por um coágulo de sangue, chamado de isquêmico (AVC isquêmico), ou quando esse vaso se rompe – nesse caso chamado de hemorrágico (AVC

hemorrágico) –, causando prejuízo aos neurônios e vias neuronais cerebrais, levando a sintomas e sinais neurológicos conforme a área afetada (Figura 2.1).

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AVC hemorrágico

Ruptura do vaso sanguíneo; vazamento de sangue

Bloqueio dos vasos sanguíneos; falta de fluxo sanguíneo para a área afetada

AVC isquêmico

AVC hemorrágico

Aneurisma

Ruptura do aneurisma

FIGURA 2.1 TIPOS DE AVC.

?

QUAL A FREQUÊNCIA

E A IMPORTÂNCIA

17

DO AVC NA PRÁTICA?

No Brasil, o AVC é a principal causa de morte e incapacidades físicas e intelectuais em adultos. Desse total, cerca de 80% são de AVC isquêmico, o que mostra a importância de se estar atento aos fatores de risco para prevenir a sua ocorrência.

 

Capítulo 3 - Doenças da aorta

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3

DOENÇAS

DA AORTA

Eduardo Keller Saadi

?

COMO E EM QUE SITUAÇÕES

É FEITO O IMPLANTE DE

29

UMA VÁLVULA AÓRTICA

POR CATETER?

A estenose da válvula aórtica, quando grave, tradicionalmente vem sendo tratada por cirurgia com a substituição da válvula doente por uma prótese artificial. Mais recentemente (2002), foi desenvolvida uma nova técnica que permite o implante da válvula através da virilha, por dentro da artéria femoral, sem que haja necessidade da cirurgia convencional. Essa válvula é feita de um componente metálico (gaiola) que sustenta folhetos de pericárdio de boi ou porco. O implante de valva aórtica por cateter pode ser feito por duas vias: transapical (Figura 3.1) ou transfemoral (Figura 3.2). Na via transfemoral todo o procedimento é feito através da virilha, com a valva sendo implantada por cateteres, que navegam por dentro do sistema arterial, desde a artéria femoral até o coração. A valva doente

é dilatada por um balão e a prótese é implantada. Na via transapical,

 

Capítulo 4 - Doença arterial periférica

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DOENÇA

ARTERIAL PERIFÉRICA

Eduardo Keller Saadi

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QUAIS SÃO OS RISCOS

DE UM ESTREITAMENTO

NA ARTÉRIA CARÓTIDA?

?

As artérias carótidas levam sangue ao cérebro. A maioria dos pacientes com estenose (estreitamento) de carótida não apresenta sintomas, já que essas lesões se desenvolvem lentamente ao longo de décadas.

Quando ocorre estreitamento por placas de ateroma, em geral na bifurcação da artéria no pescoço, o risco é a liberação de pequenos fragmentos com prejuízo à circulação cerebral (Figura 4.1). Esses

eventos podem ser temporários e reversíveis, chamados de acidentes isquêmicos transitórios (AIT). Em geral, servem como aviso e devemos agir rápido. Podem também

ocorrer acidentes vasculares cerebrais, tanto por embolia, como por obstrução completa do vaso. O importante é a estratificação de risco que cada paciente apresenta a desenvolver um AVC para definirmos a melhor estratégia de tratamento. Devemos agir preventivamente para evitar as sequelas neurológicas.

 

Capítulo 5 - Insuficiência cardíaca

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5

INSUFICIÊNCIA

CARDÍACA

Eduardo Schlabendorff

?

O QUE É INSUFICIÊNCIA

CARDÍACA E QUAIS SÃO SEUS

SINTOMAS MAIS COMUNS?

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Insuficiência cardíaca é um conjunto de alterações clínicas que ocorrem quando o coração não consegue bombear o sangue rico em nutrientes e oxigênio para todo o corpo. Isso faz o coração trabalhar com maior intensidade para tentar superar essa deficiência e em consequência, surgem alterações clínicas como a dificuldade de respirar ou “fôlego curto”, edema (inchaço) nas pernas, pés

ou tornozelos, tontura, cansaço

(fadiga) e confusão mental. Essas

alterações, geralmente, em fases iniciais da doença, ocorrem somente

ENTENDENDO AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

50 durante as atividades físicas diárias, como, por exemplo, caminhar, subir escadas ou varrer a casa. Em fases mais avançadas ou em períodos de exacerbação da doença, os sintomas podem ocorrer durante o repouso.

 

Capítulo 6 - Arritmia

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6

ARRITMIA

Danilo Potengy Bueno

?

O QUE É UMA

ARRITMIA CARDÍACA?

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O termo arritmia refere-se a qualquer tipo de alteração do ritmo ou frequência cardíaca diferente do normal (Figura

6.1). Arritmia é o termo mais utilizado, mas também é sinônimo de disritmia cardíaca.

Ritmo sinusal

(normal)

Flutter atrial

Fibrilação atrial

Fibrilação ventricular

FIGURA 6.1 ELETROCARDIOGRAMA NORMAL E COM ALGUNS TIPOS DE

ARRITMIAS.

ENTENDENDO AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES ARRITMIA

56

48

QUAIS OS

?

PRINCIPAIS TIPOS

DE ARRITMIAS CARDÍACAS?

Existem vários tipos de arritmias, com significados clínicos e de carac­ terísticas também diversas. De um modo geral, são classificadas em supraventriculares e ventriculares.

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TODAS AS ARRITMIAS

CARDÍACAS SÃO GRAVES?

?

Não. As arritmias cardíacas variam de diversas formas e situa­

ções clínicas, desde não expressivas em relação a riscos até mais graves, nestes casos oferecendo risco até de mortalidade.

 

Capítulo 7 - Hipertensão

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7

HIPERTENSÃO

Rafael Luiz Rech

Luciano Hatschbach

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QUAIS SÃO OS SINTOMAS

DA HIPERTENSÃO

ARTERIAL, CONHECIDA

?

COMO PRESSÃO ALTA?

A pressão alta por si só é assintomática. O sangramento nasal, a dor na nuca e a dor de cabeça são sintomas popularmente associados à pressão alta, no entanto não são provenientes dela, por esta razão dizemos que a pressão alta é um “mal silencioso”. Se não tratada, pode levar à complicações nos chamados órgãos-alvo, que são: cérebro, coração e rins (Figura 7.1).

Acidente vascular cerebral

Perda da visão

(retinopatia hipertensiva)

Infarto agudo do miocárdio

Obstrução de vasos sanguíneos

(aterosclerose)

Insuficiência renal

FIGURA 7.1 PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DA HIPERTENSÃO.

?

QUAIS SÃO AS CAUSAS

61

DA PRESSÃO ALTA?

Geralmente a causa é desconhecida ou não está bem definida, ou seja, o paciente tem a tendência genética/familiar (hipertensão primária). Entre as causas conhecidas, e nesse caso chamado de hipertensão secundária, estão as doenças dos rins, de glândulas endócrinas como a suprarrenal, do sistema nervoso, o abuso de certos medicamentos ou bebidas alcoólicas e a gravidez.

 

Capítulo 8 - Diabetes

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8

DIABETES

Daniel Souto Silveira

?

COMO É FEITO O

DIAGNÓSTICO DE DIABETES?

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Baseia-se na presença de sintomas e na confirmação por exames laboratoriais. Os sintomas mais comuns são: a sede excessiva (polidipsia), a vontade de comer em excesso (polifagia) e a frequente vontade de urinar (poliúria). Medidas de glicose elevadas em jejum pela coleta de sangue no laboratório firmam o diagnóstico de diabetes.

Algumas vezes o médico irá utilizar um teste de tolerância à glicose oral, durante o qual o paciente deve ingerir 75 g de glicose e medir a sua glicemia após 2 horas. Esse exame também deve ser feito em laboratório. O diabetes pode ser de tipo 1 ou tipo 2 (Figuras 8.1 e 8.2).

?

QUAL O TRATAMENTO

66

DO DIABETES?

O diabetes possui diversas formas de tratamento. Para a maioria dos pacientes, o tratamento pode ser feito utilizando comprimidos, já

ENTENDENDO AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES DIABETES

68

 

Capítulo 9 - Dislipidemias

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DISLIPIDEMIAS

Vilmar Barroco

?

O QUE SÃO

DISLIPIDEMIAS?

71

São alterações dos lipídios no sangue. As mais frequentes na prática são: a hipercolesterolemia (aumento do colesterol), a hipertrigliceridemia (aumento dos triglicerídeos) e a diminuição do HDL colesterol. Quando existe associação delas, denomina-se dislipidemia mista.

HDL

LDL

Triglicerídeos

ENTENDENDO AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES DISLIPIDEMIAS

72

72

QUEM NÃO COME

GORDURAS PODE

?

TER DISLIPIDEMIA?

Sim. Afastadas as condições como hipotireoidismo, diabetes, uso

de certos medicamentos ou outras, em certos indivíduos existe uma predisposição genética que é responsável pela presença de uma dislipidemia mesmo sem abusos alimentares.

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QUAIS SÃO OS

PRINCIPAIS TIPOS

DE COLESTERÓIS?

?

Os mais conhecidos – e com os quais o médico lida com os pacientes – são o colesterol total e suas frações (LDL e HDL colesterol). A lipoproteína de baixa densidade (LDL, do inglês low density lipoprotein) é conhecida também como o “colesterol ruim”, pois quando aumentado pode depositar-se nas artérias, acarretando a doença aterosclerótica. Já a lipoproteína de alta densidade (HDL, high density lipoprotein) é conhecida como o “colesterol bom”, pois

 

Capítulo 10 - Tabagismo

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10

TABAGISMO

Daniel Souto Silveira

?

ALÉM DE PROBLEMAS

PULMONARES, O CIGARRO

TAMBÉM PODE LEVAR À

ALTERAÇÕES CARDÍACAS?

Sim. O cigarro é um dos principais

fatores de risco para desenvolvermos infarto agudo do miocárdio, angina de peito e acidente vascular cerebral. O uso continuado de tabaco

faz o corpo ter uma propensão maior a formar coágulos que podem entupir nossas artérias.

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ENTENDENDO AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES TABAGISMO

76

80

SE FUMOU DURANTE MUITOS

?

ANOS NÃO ADIANTA

MAIS PARAR PORQUE O

“ESTRAGO” JÁ ESTÁ FEITO?

A cessação do tabagismo em qualquer momento da vida traz benefícios tanto cardiovasculares

como respiratórios. Após deixar o hábito, diminuímos gradualmente a chance de apresentarmos doenças cardíacas e pulmonares.

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VALE A PENA DIMINUIR

O NÚMERO DE CIGARROS?

?

Sim. Apesar de não ser a medida ideal, alguns estudos demonstram

 

Capítulo 11 - Atividade física e prevenção

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11

ATIVIDADE FÍSICA

E PREVENÇÃO

Felix Albuquerque Drummond

Salvador Ramos

?

QUAIS OS BENEFÍCIOS DO

EXERCÍCIO FÍSICO

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PARA O CORAÇÃO?

O exercício físico realizado de forma regular e seguindo critérios adequados de intensidade e duração

melhora a capacidade de contração cardíaca e a distribuição sanguínea para músculos e

órgãos. Além disso, diminui a sobrecarga cardíaca por conta do aumento de trocas gasosas

na periferia (como a captação de oxigênio mais eficiente nos músculos, diminuindo o trabalho do coração), e diminui também a frequência cardíaca (FC) de repouso. A resposta ao exercício físico torna-se mais eficiente com um aumento mais demorado da FC do que quando

ENTENDENDO AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES ATIVIDADE FÍSICA E PREVENÇÃO

78 a pessoa estava destreinada, ocasionando um prolongamento do exercício físico e o cansaço mais tardio. A pressão arterial pode ter melhor estabilidade e controle pela diminuição da sobrecarga cardíaca e pelo efeito vasodilatador (dilatação dos vasos sanguíneos, o que reduz a pressão arterial) do exercício físico. Esses efeitos refletem-se num melhor funcionamento do tecido – endotélio – que recobre os vasos com melhor fluxo sanguíneo e liberação de substâncias que auxiliam na proteção do sistema cardiovascular. Além disso, atua no metabolismo das gorduras, reduzindo o colesterol e os triglicerídeos, podendo melhorar o HDL colesterol (que é protetor e benéfico) e, por fim, pode equilibrar e controlar os níveis de glicose sanguínea.

 

Capítulo 12 - Atividade física e reabilitação cardíaca

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12

ATIVIDADE FÍSICA E

REABILITAÇÃO CARDÍACA

Felix Albuquerque Drummond

Salvador Ramos

?

POR QUE O PROGRAMA DE

87

REABILITAÇÃO CARDÍACA (PRC)

DEVE TER INÍCIO

PRECOCEMENTE

NO HOSPITAL OU

LOGO APÓS A ALTA

HOSPITALAR?

A mobilização precoce – através de exercícios de mobilidade articular, saída do leito o mais breve possível para sentar e/ou caminhar – dimi-

nui os riscos de complicações pós-evento cardíaco. Os exer-

cícios respiratórios diminuem os riscos de infecção e preparam para o treino da musculatura inspirató-

ENTENDENDO AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES ATIVIDADE FÍSICA E REABILITAÇÃO

82 ria, importante componente do PRC. Estudos científicos demonstram que quanto mais precoce o início do PRC menores os riscos de complicações, com redução das reinternações e o alcance mais rápido de uma condição de saúde muito próxima à normalidade para uma vida ativa social e laboral.

88

 

Capítulo 13 - Nutrição

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13

NUTRIÇÃO

Dolores Moreno

Karine Zortéa

Maria Estela Monserrat Ramos

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QUAIS SÃO E QUE

IMPORTÂNCIA TÊM

OS PARÂMETROS

?

PARA QUE ALGUÉM SEJA

CONSIDERADO OBESO?

A obesidade pode ser classificada em três tipos (de acordo com a distribuição de gordura corporal): androide, ginoide

ou generalizada.

A obesidade androide é aquela localizada na região abdominal, lembra o formato de uma maçã e está relacionada às doenças cardiovasculares; a obesidade ginoide caracteriza-se por um acúmulo de gordura localizada nos quadris e lembra o formato de uma pêra; já a obesidade generalizada está distribuída de forma homogênea em todo corpo.

Existem diferentes métodos para identificarmos se uma pessoa é obesa, como pelo índice de massa corporal, circunferência abdominal ou pelo percentual de gordura. O índice de massa corporal – conhecido como IMC – é calculado através da relação peso e estatura pela

ENTENDENDO AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES NUTRIÇÃO

 

Capítulo 14 - Condições psicossociais e psiconeurológicas

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14

CONDIÇÕES

PSICOSSOCIAIS E

PSICONEUROLÓGICAS

Aniele Souza

?

QUAIS SÃO OS

FATORES PSICOSSOCIAIS

RELACIONADOS AO SURGIMENTO

Existem diversos fatores de risco para o surgimento das cardiopatias, dentre eles, destacam-se os fatores psicossociais. Um tipo de personalidade, conhecido como tipo A,

é mais propenso à DAC.

São descritos como pes-

soas extremamente competitivas, emergentes, hostis, agressivas, com pouca to-

DE CARDIOPATIAS?

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ENTENDENDO AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES CONDIÇÕES PSICOSSOCIAIS

96 lerância a frustração e que pouco valorizam os momentos de lazer e descanso, dedicando-se, quase que exclusivamente, às

atividades profissionais. O ambiente social, familiar e cultural em que o indivíduo está inserido, falta de apoio e isolamento social, estilo de vida, baixo status socioeconômico, ansiedade, depressão, raiva, história de perdas (morte de pessoas próximas e familiares, perda do emprego, aposentadoria, separação conjugal, perda de capacidades intelectuais e físicas, saída dos filhos de casa...) e stress emocional também fazem parte dos fatores psicossociais. O stress desencadeia algumas reações fisiológicas no corpo humano, através da estimulação da liberação de substâncias que afetam o sistema cardiovascular. Interfere na imunidade gerando um desequilíbrio interno no organismo, facilitando o aparecimento de diversas doenças como as dermatológicas, gastrointestinais, processos inflamatórios e infecciosos, doenças autoimunes e, particularmente, as cardiovasculares

 

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