Trabalhando com Adolescentes

Visualizações: 305
Classificação: (0)

Ao apresentar a realidade dos “diferentes” adolescentes brasileiros e latino-americanos, esta obra, que abrange uma série de questões relacionadas ao desenvolvimento dos adolescentes a partir de contextos como família, escola e comunidade, considera a interação de características biológicas e psicológicas e capta, com maestria, as novas tendências na área, constituindo-se em recurso fundamental para estudantes de Psicologia e profissionais que atuam na rede de atendimento a adolescentes.

FORMATOS DISPONíVEIS

eBook

19 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1 - Adolescentes e Adolescências

PDF Criptografado

1

ADOLESCENTES E ADOLESCÊNCIAS

ELDER CERQUEIRA-SANTOS

OTHON CARDOSO DE MELO NETO

SÍLVIA H. KOLLER

O objetivo deste capítulo é levantar questões sobre o adolescente e as adolescências vividas na atualidade. Não cabe aqui definir ou conceitualizar, mas inquietar, instigar reflexões em todos os interessados sobre essa fase cronológica do ciclo vital. O questionamento de tais conceituações parte da ideia básica de que a adolescência deve estar mais relacionada a uma fase social e psicológica do ciclo vital do que propriamente vinculada e definida por idades numéricas. Os aspectos contextuais sobre o surgimento da adolescência na psicologia e a sua inserção nos estudos da psicologia do desenvolvimento, especialmente com temas polêmicos, como a precocidade do desenvolvimento biológico e da iniciação sexual, são desafios teórico-práticos para psicólogos e outros profissionais que trabalham com adolescentes.

QUEM SÃO OS ADOLESCENTES?

O QUE É A ADOLESCÊNCIA?

 

Capítulo 2 - Desenvolvimento da Identidade e do Sentido de Vida na Adolescência

PDF Criptografado

2

DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE E

DO ­SENTIDO DE VIDA NA ADOLESCÊNCIA

SUSANA NÚÑEZ RODRÍGUEZ

BRUNO FIGUEIREDO DAMÁSIO

Este capítulo tem como objetivo apresentar teoricamente alguns dos aspectos relacionados ao desenvolvimento da noção de identidade e de sentido de vida durante a adolescência. A adolescência é uma etapa do desenvolvimento humano na qual as pessoas comumente experimentam diversos papéis sociais, vivenciam novas formas de relacionamentos, desenvolvem novas habilidades e assumem novas normas de conduta. Nessa etapa, a pessoa passa por muitas mudanças em níveis fisiológico, psicológico e social, gerando um período de desenvolvimento global.

É durante a adolescência que as pessoas desenvolvem as habilidades cognitivas que as tornam capazes de pensar de forma abstrata, ou seja, capazes de desenvolver e considerar teorias hipotético-dedutivas

(Harter, 1993; Higgins, 1991; Piaget, 1960).

São essas novas habilidades que permitem aos adolescentes começarem a refletir sobre si mesmos e sobre os outros, em termos abstratos, e a construir uma teoria sobre si mesmos que, como qualquer outra teoria, busca ter consistência interna e evitar contradições.

 

Capítulo 3 - Comportamentos de Risco na Adolescência

PDF Criptografado

3

COMPORTAMENTOS DE RISCO

NA ADOLESCÊNCIA

FERNANDO L. A. NIQUICE

O objetivo deste capítulo é descrever os comportamentos de risco na adolescência e as ações que contribuem para preveni-los ou controlá-los. Para isso, fez-se uma revisão sistemática das literaturas internacional e brasileira sobre o tema. A abordagem adotada consistiu na explicação do comportamento humano, tomando em consideração tanto os fatores individuais da personalidade como os contextuais. Em primeiro lugar, aborda-se o uso e abuso de drogas, em seguida o comportamento sexual de risco e, por último, a violência, mais concretamente o comportamento infrator em adolescentes.

A busca de identidade própria e de autonomia por parte dos adolescentes é uma das principais tarefas que marcam essa fase do desenvolvimento humano (Arnett, 2010;

Papalia, Olds, & Feldman, 2009). Nesse processo, a adolescência se transforma em um período de oportunidades e também de riscos (Papalia et al., 2009), pois envolve tomadas de decisão sobre as escolhas profissionais, compromissos com metas, valores e relacionamentos (Marques, Cerqueira-Santos, & Dell’Aglio, 2011).

 

Capítulo 4 - Gravidez Durante a Adolescência

PDF Criptografado

4

GRAVIDEZ DURANTE A ADOLESCÊNCIA

EVA DINIZ

Neste capítulo, será discutida a gravidez durante a adolescência, como um acontecimento que surge em um contexto de desenvolvimento particular. Em um primeiro momento, será feita uma conceitualização da gravidez adolescente e de suas características na sociedade brasileira. Por fim, alguns casos serão apresentados com o objetivo de descrever a gestação e suas repercussões, a partir de falas das próprias adolescentes.

ADOLESCÊNCIA E GRAVIDEZ

A gravidez durante a adolescência é definida como aquela que ocorre quando a mãe tem entre 14 e 19 anos (World Health Organization [WHO], 2002). Contudo, o uso de um único critério, nesse caso, a idade, para definir um acontecimento complexo e que envolve múltiplas variáveis pode ser questionável (Dias, 2009; Duncan, 2007).

Apesar de esse ser um aspecto pertinente, recorre-se à definição etária por ser a mais utilizada na literatura.

A diversidade de adjetivos existentes, como “gravidez precoce”, para nomear a gestação durante a adolescência traduz a percepção de que a adolescência é um conceito dificilmente conciliável com a gravidez, pelo menos nas sociedades ditas desenvolvidas (Altman, 2007). A gestação, atualmente, é encarada como um produto

 

Capítulo 5 - Desafios Metodológicos na Pesquisa em Comunidades em Situação de Vulnerabilidade: a Gravidez na Adolescência como Modelo

PDF Criptografado

5

DESAFIOS METODOLÓGICOS NA

PESQUISA EM COMUNIDADES EM

­SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE:

A GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA COMO MODELO

EVA DINIZ

MARINA PANTE

JEANICE OZORIO

MARINA ORTOLAN ARALDI

DEYSE VAN DER HAM BARCELOS

Este capítulo apresenta alguns desafios metodológicos associados à realização de pesquisas científicas com adolescentes, em particular quando realizadas no seu contexto ecológico. A discussão terá como base a experiência da equipe envolvida em uma pesquisa longitudinal que tem por objetivo investigar a transição para a parentalidade em adolescentes. A abordagem bioecológica do desenvolvimento humano (ABDH);

(Bronfenbrenner, 1979, 2002) será utilizada como referencial teórico. Na primeira parte, serão discutidas possibilidades para o processo de coleta de dados e será caracterizada a pesquisa ecológica, enquanto, na segunda, serão apresentados alguns dos desafios com os quais a equipe se deparou no decorrer da pesquisa com adolescentes grávidas, analisados à luz da ABDH.

 

Capítulo 6 - Adolescentes e Adultos Emergentes em Transição para a Vida Adulta

PDF Criptografado

6

ADOLESCENTES E ­ADULTOS EMERGENTES

EM TRANSIÇÃO PARA A VIDA ADULTA

LUCIANA DUTRA-THOMÉ

MAYTE RAYA AMAZARRAY

Neste capítulo, será apresentado o conceito de adultez emergente, seguido do relato de um estudo realizado com jovens brasileiros de níveis socioeconômicos (NSEs) alto e baixo, no intuito de abranger especificidades contextuais que ocorrem em um mesmo país. Serão analisadas comparações entre os jovens de NSE baixo e alto, considerando variáveis sociodemográficas, percepção de adultez, tempo livre, acesso a tecnologia, situação educacional e de trabalho.

A partir dos resultados desse estudo, serão traçadas algumas reflexões teóricas e desdobramentos para a intervenção psicossocial na juventude.

O conceito de adultez emergente surgiu na última década, no âmbito da psicologia do desenvolvimento. Essa recente concepção está relacionada com mudanças ocorridas em países ocidentais industrializados, como o advento da pílula anticoncepcional, a tolerância de relações sexuais pré-maritais, os avanços tecnológicos, o aumento dos anos dedicados à qualificação profissional, entre outros (Arnett, 2005).

 

Capítulo 7 - Adolescência e Contexto Familiar

PDF Criptografado

7

ADOLESCÊNCIA E CONTEXTO FAMILIAR

NORMANDA ARAUJO DE MORAIS

REBECA LIMA

JULIANA FERNANDES

O presente capítulo tem como objetivo descrever algumas concepções teóricas que discutem a relação entre adolescência e família na contemporaneidade. Além disso, busca apresentar a família na sua complexidade, relatando exemplos nos quais ela pode funcionar como fator de risco e/ou proteção aos adolescentes. Por fim, o capítulo apresenta a descrição de dois casos, sendo um no contexto da rua e outro no contexto clínico, os quais objetivam ilustrar a re­lação entre o sistema familiar e a adolescência.

DEFINIÇÕES DE FAMÍLIA

A família é o microssistema no qual as crianças e os adolescentes tendem a estabelecer suas primeiras relações interpessoais.

Bronfenbrenner (1996) utilizou o termo microssistema para descrever o ambiente imediato em que a pessoa em desenvolvimento estabelece interações face a face, por meio de vivências eficazes em nível de afetividade. Nesse contexto, crianças e adolescentes assimilam valores, crenças e ideologias, o que permite o desenvolvimento de um complexo repertório cognitivo, emocional e comportamental. Ou seja, o microssistema da família é responsável pela

 

Capítulo 8 - Relacionamentos de Amizade, Grupos de Pares e Tribos Urbanas na Adolescência

PDF Criptografado

8

RELACIONAMENTOS DE

AMIZADE, GRUPOS DE ­PARES E

TRIBOS URBANAS NA ADOLESCÊNCIA

DIOGO ARAÚJO DESOUSA

SUSANA NÚÑEZ RODRÍGUEZ

CLARISSA DE ANTONI

O objetivo deste capítulo é apresentar conceitos e dados provenientes de estudos científicos sobre relacionamentos de amizade, grupos de pares e tribos urbanas na adolescência. Os adolescentes, assim como todo ser humano ao longo do seu ciclo vital, convivem em sociedade, rodeados por outras pessoas. São diversas as formas de relacionamento e os laços que unem os adolescentes a outros indivíduos: familiares, namorados, “ficantes”, colegas de escola, de esporte, vizinhos, amigos, amigos de amigos e assim por diante. Nesse “emaranhado” de relações interpessoais, as amizades ocupam amplo espaço psicológico no cotidiano do adolescente. Estudos apontam que, do total de indivíduos com os quais uma pessoa se relaciona, 60 a 85% são identificados como amigos (Hill & Dunbar, 2003;

Killworth, Bernard, & McCarty, 1984). O predomínio dos amigos mantém-se nos relacionamentos mais íntimos, isto é, entre as pessoas com quem se passa o tempo livre, para quem se fala de temas importantes e as quais se procura nos momentos de dificuldade (Christakis & Fowler, 2010). Da mesma forma, ser procurado por pessoas nessas

 

Capítulo 9 - Adolescência no Contexto Institucional Escolar: Discussões Sobre o Cenário da Violência Contemporânea

PDF Criptografado

9

ADOLESCÊNCIA NO CONTEXTO INSTITUCIONAL

ESCOLAR: DISCUSSÕES SOBRE O CENÁRIO

DA VIOLÊNCIA ­CONTEMPORÂNEA

CAROLINA LISBOA

DÉBORA MARTINS DE CAMPOS

GUILHERME WELTER WENDT

TATIANE DE OLIVEIRA DIAS

O objetivo deste capítulo é discutir o comportamento agressivo e violento durante a adolescência, bem como as repercussões desses processos dinâmicos no cenário escolar. Inicialmente, são apresentados alguns dados referentes à prevalência de violência nas escolas. Na sequência, é dada ênfase à implicação da escola como ambiente promotor ou protetivo de comportamentos agressivos e, por fim, é citada e debatida uma alternativa de intervenção para a promoção de uma cultura de paz nessas instituições.

As crianças e os adolescentes passam um tempo considerável de suas vidas dentro dos espaços escolares. Além disso, muitos indivíduos continuam, mesmo na idade adulta, a conviver nesses ambientes, seja na condição de aluno, seja como professor, orientador educacional, psicólogo e/ ou gestor. Por essa razão, é importante que nesse contexto o processo de escolarização seja observado sob uma perspectiva mais ampla, que abarque, além dos conteúdos acadêmicos, a proteção dos direitos fundamentais da infância, incluindo transmissão

 

Capítulo 10 - Adolescência no Contexto Rural

PDF Criptografado

10

ADOLESCÊNCIA

NO CONTEXTO RURAL

JEANE LESSINGER BORGES

O objetivo deste capítulo é descrever como os adolescentes que vivem no contexto rural veem a etapa da adolescência. O capítulo está estruturado em três partes:

1. o contexto do desenvolvimento, apresentando características socioculturais de um município;

2. o perfil e a concepção de adolescência na perspectiva dos próprios adolescentes nesse contexto; e

3. adolescência no contexto rural: fatores de risco e de proteção.

Neste capítulo, compreende-se a adolescência como um construto social, bem como uma etapa do desenvolvimento cujos significado e interpretação dependem de quem a vivencia (Sousa & Brandão, 2008).

Nesse sentido, é fundamental conhecer o contexto social, cultural e histórico no qual os adolescentes estão inseridos (Frota,

2007; Grossman, 1998; Peres & Rosenburg,

1998). Com base nos pressupostos teóricos da teoria bioecológica do desenvolvimento humano (TBDH) (Bronfenbrenner, 1996,

 

Capítulo 11 - As Emoções no Universo Moral dos Adolescentes

PDF Criptografado

11

AS EMOÇÕES NO UNIVERSO

MORAL DOS ADOLESCENTES

SIMONE DOS SANTOS PALUDO

A moralidade na adolescência é um tópico popular na academia e na sociedade em geral. Parece que todos estão atentos às falhas e às deficiências morais dos adolescentes.

Uma busca na Biblioteca Virtual de Saúde com os descritores moral e adolescência evidenciou a existência de 105 artigos publicados no LILACS, considerados a base de literatura científica e técnica mais importante da América Latina e do Caribe. Entre esses trabalhos, é possível encontrar um predomínio de estudos sobre adolescentes em conflito com a lei, usuários de drogas, participantes de gangues e atos violentos e jovens envolvidos com comportamentos sexuais de risco. De fato, existe uma preocupação com aqueles adolescentes que rompem as regras morais e sociais, e não é surpreendente que a atenção esteja focalizada nesses temas, dadas as implicações sociais, econômicas e políticas contidas nas falhas morais. Na tentativa de explicar as falhas morais, encontram-se as conhecidas teorias universalistas do desenvolvimento moral lideradas pelos pesquisadores cognitivistas

 

Capítulo 12 - Adolescência no Contexto das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação

PDF Criptografado

12

ADOLESCÊNCIA NO ­CONTEXTO

DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE

INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

GUILHERME WELTER WENDT

CAROLINA LISBOA

O foco das discussões deste capítulo é a influência da internet e, consequentemente, das novas tecnologias de informação e comunicação na vida e no desenvolvimento dos adolescentes. Difundida intensamente no dia a dia nas sociedades atuais, a internet e os demais recursos que operam interações por meio dessa ferramenta transformaram radicalmente as formas pelas quais se realizam inúmeras tarefas. Compras on-line, sites de relacionamento social, jogos eletrônicos e intensificação das operações via e-banking são apenas alguns exemplos de uma realidade com expansão cada vez maior. Os primeiros experimentos dessa plataforma de comunicação, todavia, ocorreram nos Estados Unidos, durante a década de 1960, tendo como propósitos iniciais aplicações em atividades militares.

No Brasil, o lançamento oficial da internet comercial ocorreu apenas quatro décadas depois, mais precisamente durante o ano de 1995. A partir desse momento, o que se constatou foi uma rápida e ampla disseminação em praticamente todos os segmentos populacionais(Estefenon, 2008).

 

Capítulo 13 - Participação Juvenil: Encontros para Promoção de Protagonismo

PDF Criptografado

13

PARTICIPAÇÃO JUVENIL: ENCONTROS

PARA PROMOÇÃO DE PROTAGONISMO

ANA PAULA LAZZARETTI DE SOUZA

LUCIANA DUTRA-THOMÉ

Este capítulo tem o objetivo de abordar a temática da participação e do protagonismo de adolescentes na família, na escola e na comunidade. Também será apresentada uma proposta de promoção de protagonismo juvenil a partir de um programa de educação em direitos humanos (EDH) –

Juventude em Cena. Em encontros desenvolvidos no contexto universitário, foi possível trabalhar, em duas edições, questões teóricas sobre direitos, cidadania, solidariedade e protagonismo juvenil, entre outras temáticas e aspectos práticos da participação social na comunidade.

A noção de participação juvenil está associada à caracterização da adolescência como fase desenvolvimental. A adolescência ocorre entre a puberdade e o período em que a adultez é atingida, quando jovens preparam-se para assumir papéis adultos em suas culturas. O próprio termo “adolescência” começou a ser utilizado apenas no final do século XIX, quando importantes mudanças ocorreram no contexto de alguns países ocidentais, como os Estados Unidos. Leis passaram a restringir o trabalho infantil, surgiram novas exigências em relação à necessidade de crianças frequentarem o ensino médio e estabeleceu-se a própria concepção de adolescência como foco de estudo (Arnett, 2010).

 

Capítulo 14 - Promovendo saúde: encontros de bate-papo com adolescentes

PDF Criptografado

14

PROMOVENDO SAÚDE: ENCONTROS

DE BATE-PAPO COM ADOLESCENTES

LAÍSSA ESCHILETTI PRATI

KARLA RAFAELA HAACK

RAQUEL MÜLLER CIELO

Este capítulo problematiza a importância de se realizar intervenções preventivas com adolescentes. Inúmeros trabalhos são desenvolvidos sobre temáticas específicas e cruciais para a pessoa que vivencia essa etapa do desenvolvimento humano (especialmente sobre sexualidade, comportamento de risco e dependência química). Entretanto, poucos programas abordam temas diversificados e verificam sua efetividade.

Sendo assim, será apresentada, de forma detalhada, uma intervenção desenvolvida desde 2008 no Vale do Paranhana, Rio Grande do Sul. Acredita-se que esse detalhamento poderá servir de apoio à construção de novas intervenções, adaptando-as ao contexto no qual serão executadas.

CASO TÍPICO

Pedro,* 14 anos, está frequentando a 7ª série e reside em um bairro socialmente vulnerável de uma cidade do interior. Sua

 

Capítulo 15 - Orientação de Projetos Profissionais na Adolescência: A Importância do Contexto

PDF Criptografado

15

ORIENTAÇÃO DE PROJETOS

PROFISSIONAIS NA ADOLESCÊNCIA:

A IMPORTÂNCIA DO CONTEXTO

MAYTE RAYA AMAZARRAY

LUCIANA DUTRA-THOMÉ

BRUNA LARISSA SEIBEL

Este capítulo tem por objetivo abordar a temática da escolha profissional na adolescência, como marco situacional que se impõe na transição para o mundo do trabalho. Também serão apresentadas diferentes possibilidades de trajetórias educacionais/ profissionais que se delineiam no País, conforme especificidades contextuais ligadas, principalmente, ao nível socioeconômico.

Além disso, serão problematizados aspectos de diferentes modelos de intervenção voltados para a orientação de projetos profissionais na adolescência.

A escolha de uma profissão passa a ser demandada no final da adolescência e costuma estar vinculada à continuação dos estudos em nível superior – para aqueles de nível socioeconômico médio e alto – ou à inserção no mercado de trabalho, mediante a busca de um emprego – para aqueles oriundos de famílias economicamente menos favorecidas. Essas demandas relacionam-se, claramente, à importância da categoria trabalho na estruturação da identidade e na definição do lugar de inserção

 

Capítulo 16 - Psicoterapia Baseada em Evidências para Adolescentes no Contexto da América Latina

PDF Criptografado

16

PSICOTERAPIA BASEADA EM

EVIDÊNCIAS PARA ADOLESCENTES

NO CONTEXTO DA AMÉRICA LATINA

JEAN VON HOHENDORFF

CLARISSA PINTO PIZARRO DE FREITAS

ROBERTA SALVADOR-SILVA

LUÍSA FERNANDA HABIGZANG

O objetivo deste capítulo é abordar a psicoterapia baseada em evidência para adolescentes, por meio de estudos desenvolvidos na América Latina referentes à avaliação de intervenções psicoterápicas para essa população. Para isso, foi realizada uma breve revisão de literatura sistemática das publicações sobre essa temática nas três últimas décadas.

A adolescência é uma fase do ciclo vital caracterizada como um período de transição da infância para a idade adulta.

É constituída por mudanças biológicas, psicológicas e sociais, as quais são influenciadas pelas características culturais e históricas (Steinberg, 1999). O impacto das transformações enfrentadas durante a adolescência é particular, sendo influenciado por fatores culturais, experiências prévias, relações familiares, percepções sobre si e sobre os outros (Santrock, 2010; Steinberg,

 

Capítulo 17 - Propostas Terapêuticas para Adolescentes Usuários de Substâncias Psicoativas

PDF Criptografado

17

PROPOSTAS TERAPÊUTICAS

PARA ADOLESCENTES USUÁRIOS

DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS

SÍLVIA SCHEIN

LAÍSSA ESCHILETTI PRATI

Os temas drogas, dependência química, tratamento e internação têm sido muito dis­ cutidos atualmente. Várias pesquisas têm sido realizadas a fim de encontrar tratamentos eficazes para a dependência química. Entretanto, muitas dessas intervenções são dirigidas a adultos. Assiste-se, portanto, a uma ausência de propostas terapêuticas desenvolvidas especificadamente para adolescentes. Este capítulo pretende apresentar intervenções diversas que podem ser oferecidas para adolescentes usuários de drogas, com base em pesquisas e relatos de experiên­cia encontrados na literatura científica. Um caso típico fictício é apresentado para ilustrar as diferentes abordagens sobre o tema.

CASO TÍPICO*

Diego tem 14 anos, é filho único e mora com os pais. Após trocar de escola pela ter-

*

Este caso foi construído a partir da realidade de adolescentes que buscam atendimento para tratamento de dependência química.

 

Capítulo 18 - Atuação do Profissional da Psicologia na Avaliação e Intervenção em Situações de Violência Sexual contra Adolescentes

PDF Criptografado

18

ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL

DA PSICOLOGIA NA AVALIAÇÃO

E INTERVENÇÃO EM SITUAÇÕES DE

VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA ADOLESCENTES

JEAN VON HOHENDORFF

LUÍSA FERNANDA HABIGZANG

O objetivo deste capítulo é apresentar subsídios teóricos e técnicos para avaliação e intervenção psicológicas efetivas relacionadas

à violência sexual (VS) contra adolescentes, tendo por base as terapias cognitivo-comportamentais. A VS é um fenômeno complexo que envolve aspectos sociais, jurídicos e de saúde. O trabalho desenvolvido por profissionais da psicologia deve constituir-se parte da intervenção que a rede de apoio social e de proteção proporciona às vítimas e suas famílias. Dessa forma, a psicologia integra um corpo interdisciplinar e interinstitucional de intervenção para garantir a proteção e os direitos de adolescentes em situação de violência. Este capítulo aborda aspectos teóricos para compreensão da dinâmica e das consequências da VS nos adolescentes. Além disso, discute a abordagem para revelação da violência, cuidados éticos e procedimentos para avaliação psicológica. Por fim, é apresentado um modelo de intervenção psicoterapêutica baseada em evidências para tratamento de adolescentes vítimas desenvolvido pelo Centro de Estudos Psicológicos de Novo Hamburgo (CEP-Rua/NH).

 

Carregar mais



Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPP0000263441
ISBN
9788582710487
Tamanho do arquivo
10 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados