Princípios de Química Ambiental, 2ª edição

Autor(es): GIRARD, James E.
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Princípios de Química Ambiental descreve a litosfera, a hidrosfera, a atmosfera e as fontes de energia do planeta. Em sua segunda edição, revista e atualizada, esta obra é ideal para estudantes universitários interessados em conhecer, em detalhes, a conexão entre os processos ambientais naturais e as alterações causadas pelo comportamento humano. Com esse conceito de interdependência, o leitor começará a compreender questões ambientais prementes como a destruição da camada de ozônio, o aquecimento global, a poluição do ar e da água e o perigo de radioatividade._x000D_
Apresentando os princípios físicos e químicos fundamentais à composição da Terra, Princípios de Química Ambiental conta com exercícios, problemas, exemplos e outros recursos para que o leitor possa desenvolver-se tanto em termos conceituais como na prática de análise de processos._x000D_

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Capítulo 1 - Planeta Terra: Rochas, Vida e História

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Planeta Terra: Rochas, Vida e História  3

Planeta Terra: Rochas, Vida e História

Fontes Adicionais de Informação

Palavras-chave

Perguntas e Problemas

PARA ENTENDER COMO NOSSO MEIO AMBIENTE FUNCIONA, DEVEMOS PRIMEIRO OLHAR

PARA BILHÕES DE ANOS ATRÁS, NA ÉPOCA EM QUE A TERRA NASCEU, E VER COMO ELA EVOLUIU PARA O PLANETA DE SUSTENTAÇÃO DA VIDA QUE HABITAMOS HOJE. Neste capítulo, consideramos a formação do Universo, incluindo a origem das galáxias, das estrelas e do nosso próprio planeta, a Terra. Olharemos como foram formados os oceanos, a atmosfera e a superfície rochosa em que vivemos; examinaremos os recursos minerais da Terra; e discutiremos como a sociedade os utiliza. Será apresentado como a vida se desenvolveu na Terra e como todos os organismos vivos interagem entre si e com o seu ambiente físico, como todas essas interações são interligadas, e como um fluxo contínuo de energia abastece, através de todas as suas partes, todo o sistema.

 

Capítulo 2 - A Atmosfera Terrestre

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A Atmosfera Terrestre  29

A Atmosfera Terrestre

A ATMOSFERA É UM FINO COBERTOR DE GASES QUE ENVOLVE A TERRA. Ela fornece o ­dióxido de carbono de que as plantas necessitam para a fotossíntese e o oxigênio de que os animais precisam para a respiração. É também a fonte fundamental de nitrogênio para o crescimento das plantas. A partir da atmosfera, a água doce atinge a superfície da Terra na forma de orvalho, chuva e neve. A atmosfera atua como um escudo do sol ao filtrar a radiação ultravioleta

(UV) que causa câncer, e também modera o clima terrestre. Sem ela, a Terra iria experimentar os extremos de calor e frio que são encontrados em planetas que têm pouca ou nenhuma atmosfera.

A atmosfera é, obviamente, vital para a existência humana, porém a estamos poluindo há anos. No final do século XIX, enormes quantidades de carvão estavam sendo queimadas para abastecer a Revolução Industrial, época em que as chaminés, expelindo grandes nuvens marrons para a atmosfera, se tornaram um sinal de prosperidade. Em meados do século XX, o automóvel tinha se tornado outra fonte significativa de poluição atmosférica. Hoje, nos Estados

 

Capítulo 3 - Aquecimento Global e Mudanças Climáticas

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Aquecimento Global e Mudanças Climáticas  47

Aquecimento Global e Mudanças Climáticas

EMBORA OS CIENTISTAS ESTUDEM A ATMOSFERA DA TERRA DESDE O INÍCIO DO SÉCULO XX,

DURANTE OS ÚLTIMOS 20 ANOS A COMPREENSÃO DOS PROCESSOS QUE OCORREM NA ATMOSFERA SE DESENVOLVEU DE MODO MAIS SÓLIDO, ASSIM COMO OS MODELOS CLIMÁTICOS

Evidências de que a ação humana está afetando o clima da Terra adquiriram mais consistência, e a possibilidade de um aquecimento global ainda maior é esperada para o futuro. A certeza de que o aquecimento global é resultado da atividade humana, além de mais mudanças climáticas induzidas pelo homem que estão a caminho, é apresentada no último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças

Climáticas (IPCC, sigla do inglês de Intergovernmental Panel on Climate Change), que foi lançado em fevereiro de 2008 (ver http://www.ipcc.ch).

O painel lançou um “Resumo para Formuladores de Políticas”, afirmando claramente que

“os cientistas estão mais confiantes do que nunca de que os seres humanos têm interferido no clima e que mais mudanças climáticas induzidas pela humanidade estão a caminho”. É evidente que causamos o aquecimento global, porém o relatório oferece uma observação de otimismo. Apesar de estarmos prejudicando o clima da Terra com nossas atividades, a magnitude do aquecimento global no futuro depende de quão seriamente escolheremos limitar as emissões de gases de efeito estufa.

 

Capítulo 4 - Química da Troposfera

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Química da Troposfera  63

Química da Troposfera

Um poluente atmosférico é definido como uma substância que está presente na atmosfera sob uma concentração que é suficiente para causar danos aos se-

Cada ser humano inala, diariamente, cerca de 20.000 L de ar. Se gases nocivos ou partículas tóxicas finas estão presentes no ar, eles também são aspirados para os pulmões, onde podem causar doenças respiratórias graves, além de outros problemas de saúde.

Nos Estados Unidos, cerca de 90% de toda a poluição do ar é causada por cinco poluentes atmosféricos primários: monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx), compostos orgânicos voláteis. (COV; principalmente hidrocarbonetos

[HC]) e partículas em suspensão. Suas principais fontes e a contribuição relativa de cada uma para a poluição do ar nos EUA são mostradas na Figura 4.1. As emissões de todos esses cinco poluentes são reguladas nos Estados Unidos.*

O setor de transporte é responsável por quase 50% de toda a poluição atmosférica proveniente de fontes antropogênicas nos EUA. Além de CO, os automóveis emitem NOx e HC. A queima de combustíveis fósseis por fontes fixas (usinas de energia e indústrias)

 

Capítulo 5 - Química da Estratosfera

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Química da Estratosfera  85

Química da Estratosfera

A camada de ozônio, localizada no topo da estratosfera terrestre, começou a se formar após as algas azuis começarem a produzir oxigênio por meio da fotossín-

Até pouco antes da evolução das plantas verdes, cerca de 400 milhões de anos atrás, é que a camada de ozônio se desenvolveu plenamente.

Atualmente, a camada de ozônio é considerada um filtro solar natural da Terra, pois ela filtra a radiação ultravioleta (UV) prejudicial antes que esta atinja a superfície do planeta. Uma redução substancial na quantidade de ozônio na camada de ozônio pode ameaçar toda a vida na Terra.

Neste capítulo, vamos primeiro examinar a relação entre a energia e o comprimento de onda da luz solar e os nomes comuns para as regiões UV do espectro. Na sequência, estudaremos as reações que produzem uma concentração de estado estacionário do ozônio na estratosfera e aquelas reações que causam a sua destruição catalítica. Em seguida, é explicado o papel das nuvens polares estratosféricas (NPE) na destruição de ozônio sobre a Antártida.

 

Capítulo 6 - Análise do Ar e dos Poluentes Atmosféricos

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Análise do Ar e dos Poluentes Atmosféricos  99

Análise do Ar e dos Poluentes Atmosféricos

AS MEDIÇÕES ANALÍTICAS FORMAM A BASE FUNDAMENTAL DE NOSSA COMPREENSÃO SOBRE

A COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA. As recentes capacidades de medição têm geralmente resultado em uma expansão significativa ou revisão de nossa compreensão da química atmosférica.

As medições experimentais fornecem informações para testar os modelos teóricos. No estudo da química atmosférica, uma das medições mais fundamentais é, também, a mais difícil:

Qual é a composição da atmosfera? O gás nitrogênio representa mais de 78% da atmosfera, enquanto as espécies químicas reativas, como o ozônio, estão presentes em concentrações em termos de partes por milhão (ppmv). Os intervalos de concentração dos constituintes atmosféricos são extremamente amplos, tão grandes quanto 1014.

As medições para determinar as concentrações dos constituintes atmosféricos podem ser realizadas por duas maneiras diferentes: in situ, o que significa que a amostra dos gases atmosféricos deve ser colocada no interior do instrumento (espectrômetro) que está fazendo a medição; e remotamente (técnica de sensoriamento remoto) por meio da passagem de um feixe de energia – oriundo de um satélite, avião, ônibus espacial, ou do solo – que atravessa uma porção da atmosfera que está sendo estudada. Embora essas técnicas de medição envolvam instrumentações diferentes, os princípios básicos são os mesmos.

 

Capítulo 7 - Recursos Hídricos

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Recursos Hídricos  121

Recursos Hídricos

A ÁGUA É UM DOS RECURSOS MAIS PRECIOSOS DO MUNDO; SEM ELA, NÃO HAVERIA VIDA NA

TERRA. Nós usamos água em casa, para a recreação, e ela é essencial para a agricultura e a indús-

tria. Embora a quantidade total de água na Terra seja fixa e não possa ser aumentada, não estamos em perigo de ficar sem ela. A água é constantemente reciclada e reposta pelas chuvas; a água doce

é abundante o suficiente para atender às necessidades de todas as pessoas na Terra. Entretanto, devido à distribuição irregular das chuvas e ao uso intenso da água em certas áreas, muitas regiões dos Estados Unidos, Brasil e outras partes do mundo estão enfrentando escassez de água.

A água em todas as suas formas – gelo, água líquida e vapor d’água – é muito familiar, mas possui muitas propriedades incomuns. Por exemplo, a capacidade excepcional da água em armazenar calor modifica o clima na Terra, e a capacidade do gelo de flutuar sobre a água permite que as criaturas aquáticas sobrevivam no inverno.

 

Capítulo 8 - Poluição e Tratamento da Água

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Poluição e Tratamento da Água  139

Poluição e Tratamento da Água

OS RESÍDUOS HUMANOS FORAM HISTORICAMENTE O PRIMEIRO PROBLEMA DE POLUIÇÃO.

Nos tempos antigos, as pessoas naturalmente se estabeleciam perto de fontes de água, e, portanto, as comunidades cresceram ao lado de lagos, rios e em áreas onde nascentes ou poços d’água estavam disponíveis. Muitas vezes, as pessoas bebiam a água do mesmo rio em que elas eliminavam seus resíduos, tomavam banho e lavavam suas roupas. Como resultado, geralmente as pessoas ficavam doentes porque a água que era bebida havia sido contaminada com microrganismos que causam doenças a partir de dejetos humanos e animais.

Durante a Revolução Industrial, no século XIX, cidades nos Estados Unidos e na Europa

Ocidental cresceram a um ritmo acelerado. Excrementos de todos os tipos – incluindo grandes quantidades de estrume de cavalo – concentravam-se nas ruas, em esgotos a céu aberto e em rios próximos. Logo, nas grandes cidades eram comuns epidemias devastadoras de doenças de veiculação hídrica, como cólera, febre tifoide e disenteria.

 

Capítulo 9 - Análise da Água e de Esgoto

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Análise da Água e de Esgoto  161

Análise da Água e de Esgoto

A RELAÇÃO ENTRE DOENÇAS E MICRORGANISMOS TRANSMITIDOS PELOS ESGOTOS FOI RECONHECIDA NA DÉCADA DE 1880, CONDUZINDO À ORGANIZAÇÃO DE UM COMITÊ ESPECIAL DA

SEÇÃO DE QUÍMICA DA ASSOCIAÇÃO NORTE-AMERICANA PARA O AVANÇO DA CIÊNCIA, QUE

VIRIA A PROPOR “MÉTODOS MAIS UNIFORMES E EFICIENTES PARA A ANÁLISE DA ÁGUA”.

Um relatório que essa comissão elaborou em 1895 foi intitulado “Um Método Parcial para a Análise de Esgoto Sanitário e para a Comunicação de Resultados”.

Em 1895, membros da Associação Norte-Americana de Saúde Pública, reconhecendo a necessidade de métodos padronizados para análises bacteriológicas da água, criou uma comissão para elaborar procedimentos para o estudo de bactérias na água. Em 1905, essa comissão publicou a primeira edição de Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater (Métodos Padrão para a Análise de Água e Esgoto). Edições revistas e ampliadas foram publicadas desde então, sendo a 21.ª edição a última, publicada em 2006. Essa publicação apresenta métodos padrão que têm sido avaliados e validados por testes colaborativos. A mesma amostra é enviada para muitos laboratórios, e o método analítico proposto é realizado por muitos analistas diferentes para determinar a sua reprodutibilidade. Assim que uma comissão revisora analisa os resultados de todos os laboratórios participantes e determina que as medições analíticas são consistentes, independentemente de laboratório, o método é designado como um método padrão.

 

Capítulo 10 - Combustíveis Fósseis: Nossa Principal Fonte de Energia

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Combustíveis Fósseis: Nossa Principal Fonte de Energia  177

Combustíveis Fósseis: Nossa Principal

Fonte de Energia

A ENERGIA EXISTE EM DIFERENTES FORMAS, INCLUINDO A ENERGIA SOLAR, A ENERGIA TÉRMICA, A ENERGIA MECÂNICA, A ENERGIA ELÉTRICA E A ENERGIA QUÍMICA, QUE SÃO CONTINUAMENTE CONVERTIDAS DE UMA FORMA PARA OUTRA. Por exemplo, quando os animais correm, seus corpos convertem a energia química armazenada nos carboidratos em energia mecânica para os músculos se contraírem. Em uma usina geradora de eletricidade, a combustão do carvão produz energia térmica que é usada para transformar a água em vapor. O vapor d’água gira uma turbina, e a energia mecânica das turbinas produz eletricidade (energia elétrica).

De acordo com a segunda lei da termodinâmica, parte da energia é desperdiçada nessas e em todas as outras conversões de energias. Por exemplo, quando você dirige um carro, apenas cerca de 10% da energia química na gasolina é convertida em energia mecânica de movimento. Cerca de 90% da energia é convertida em calor, que é perdido para o ambiente.

 

Capítulo 11 - Energia Nuclear

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Energia Nuclear  199

Energia Nuclear

A EXPLOSÃO DA PRIMEIRA BOMBA ATÔMICA EM 1945 DEMONSTROU O ENORME PODER DESTRUIDOR DO NÚCLEO ATÔMICO E OS PERIGOS DA RADIAÇÃO NUCLEAR. Com o fim da Guerra Fria e o colapso da União Soviética em 1992, a ameaça de guerra nuclear diminuiu, porém muitas preocupações permaneceram. Os resíduos radioativos produzidos pelas indústrias de armas nucleares e pelas usinas de energia nuclear ameaçam o meio ambiente, pois o descarte seguro desses resíduos representa um problema grave. Persiste também o medo de que outros acidentes catastróficos — como o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1985 — possam ocorrer nas antigas usinas nucleares do Leste Europeu.

Características da Radioatividade Natural

Ernest Rutherford determinou que a radiação emitida por materiais radioativos naturais possui três tipos distintos. Rutherford emitiu um feixe de tal radiação por placas eletricamente carregadas em direção a uma chapa fotográfica (Figura 11.1). Ele descobriu que o feixe de radiação se dividia em três componentes. Um componente foi atraído pela placa de carga negativa e, portanto, estava carregado positivamente. Um segundo componente foi atraído pela placa de carga positiva e, logo, estava carregado negativamente. O terceiro componente não foi desviado do seu caminho original e, assim, pode ser considerado que ele não possui carga elétrica. Rutherford denominou esses componentes como raios alfa (a), beta (b) e gama (g), de acordo com as primeiras três letras do alfabeto grego.

 

Capítulo 12 - Fontes de Energia para o Futuro

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Fontes de Energia para o Futuro  221

Fontes de Energia para o Futuro

CONSERVAÇÃO DE ENERGIA É UMA OPÇÃO IMPORTANTE NO PLANEJAMENTO DE UMA POLÍTICA ENERGÉTICA PARA O FUTURO.

São importantes medidas como desligar as luzes, usar menos água quente e abaixar os termostatos, mas, no longo prazo, melhorar a eficiência do uso de energia é um modo muito mais eficaz de conservação de energia. Melhorar a eficiência significa encontrar uma maneira de diminuir a quantidade de energia que é necessária para executar uma tarefa específica. Nesse sentido, a indústria já tem conquistado grandes progressos: eletrodomésticos como geladeiras, lavadoras e secadores são muito mais eficientes.

O isolamento térmico em casas e edifícios novos tem melhorado, bem como tem havido um aumento no uso de lâmpadas fluorescentes. Na década de 1970, os automóveis novos de passageiros nos EUA percorriam, em média, 5,5 km por litro (km/L) de combustível; em 1985, eles foram obrigados por lei norte-americana a atingir uma média de 11,7 km/L. No final de 2007, foram estabelecidos nos EUA os novos Padrões Corporativos Médios de Economia de Combustível (CAFE, Corporate Average Fuel Economy), lei que obriga as montadoras a aumentar o rendimento dos carros para 14,9 km/L em 2020. Se a indústria automobilística fizer o uso da tecnologia disponível, os carros novos em 2100 poderiam viajar em média até

 

Capítulo 13 - Metais Inorgânicos no Meio Ambiente

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Metais Inorgânicos no Meio Ambiente  241

Metais Inorgânicos no Meio Ambiente este

capítulo se concentra no estudo de espécies metálicas e um metaloide,

Pb, Hg e Cd são denominados metais pesados porque as suas densidades são mais elevadas do que a de outros metais comuns. Os quatro elementos que são o foco deste capítulo – chumbo (Pb), mercúrio

(Hg), cádmio (Cd) e arsênio (As) – são aqueles de maior preocupação por causa da ampla utilização pela indústria, suas toxicidades e suas capacidades de difusão no meio ambiente. Os metais e metaloides são elementos não degradáveis e, por serem praticamente indestrutíveis, se acumulam no meio ambiente.

Embora os metais e metaloides sejam muitas vezes considerados poluentes da água, eles são transportados pelo meio ambiente principalmente pela movimentação do ar. O Capítulo

6 discutiu que os particulados são liberados a partir de fontes antropogênicas como a queima de combustíveis fósseis ou a incineração de resíduos; eles também são liberados por plantas, na forma de pólen. Os metais e metaloides podem ser absorvidos na superfície dos particulados e viajar grandes distâncias com a ação dos ventos. Os particulados são, então, depositados sobre a superfície da Terra, lagos e oceanos.

 

Capítulo 14 - Compostos Orgânicos no Meio Ambiente

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Compostos Orgânicos no Meio Ambiente  257

Compostos Orgânicos no Meio Ambiente

INTERFERENTES ENDÓCRINOS (OU TAMBÉM DESREGULADORES, IMITADORES OU PERTURBADORES ENDÓCRINOS) SÃO SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS SINTÉTICAS QUE BLOQUEIAM, IMITAM OU

INTERFEREM NOS HORMÔNIOS PRODUZIDOS NATURALMENTE, QUE SÃO OS MENSAGEIROS

QUÍMICOS DO CORPO QUE CONTROLAM COMO UM ORGANISMO SE DESENVOLVE E FUNCIONA. Os animais selvagens e os seres humanos estão expostos diariamente a essas substâncias químicas penetrantes que já causaram inúmeros efeitos adversos nos animais e estão, muito provavelmente, afetando as pessoas também.

Os hormônios desempenham uma função crucial no bom desenvolvimento do feto em crescimento, que é vulnerável até mesmo às baixas concentrações de substâncias introduzidas.

Substâncias que não apresentam nenhum efeito em um adulto podem se tornar venenosas ao embrião em desenvolvimento. Produtos químicos são passados de mãe para filho por meio do útero e pelo leite materno em mamíferos e pelo ovo em répteis, anfíbios, peixes e frangos, conduzindo a efeitos transgeracionais.

 

Capítulo 15 - Inseticidas, Herbicidas e Controle de Insetos

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Inseticidas, Herbicidas e Controle de Insetos  281

Inseticidas, Herbicidas e Controle de

Insetos as

três classes principais de inseticidas orgânicos

sintéticos em uso atualmente são: (1) hidrocarbonetos clorados; (2) organofosforados; e (3) carbamatos.

Os hidrocarbonetos clorados matam uma vasta gama de tipos de insetos – incluindo muitos que são benéficos –, e, por isso, são denominados inseticidas de amplo espectro.

No Capítulo 14, vimos que muitos pesticidas organoclorados foram proibidos e rotulados como poluentes orgânicos persistentes. A Figura 15.1 mostra as estruturas do diclorodifeniltricloroetano (DDT), clordano, aldrina, dieldrina e quatro pesticidas organoclorados que estão na lista da “dúzia suja”.

A maioria dos organofosforados e carbamatos consiste em inseticidas de espectro estreito, o que significa que eles são tóxicos para apenas alguns tipos de insetos. Eles também são considerados não persistentes porque se degradam rapidamente assim que são liberados no ambiente. Este capítulo discute inseticidas menos persistentes, os métodos analíticos que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) usa para avaliar a sua presença no ambiente e métodos alternativos de controle de insetos.

 

Capítulo 16 - Toxicologia

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Toxicologia  297

Toxicologia

OS HUMANOS SE FAMILIARIZARAM COM OS EFEITOS NOCIVOS DE VENENOS DE PLANTAS E

ANIMAIS PEÇONHENTOS HÁ MILHARES DE ANOS. Esse conhecimento foi usado na caça e na guerra. O documento mais antigo conhecido por dar informações sobre venenos é o papiro de

Ebers (cerca de 1.500 a.C.), que descreve a prática médica no Egito antigo. Esse documento inclui cerca de 1.000 receitas, muitas contendo venenos reconhecíveis. Por exemplo, ele menciona cicuta, o veneno usado na execução do filósofo grego Sócrates (470-399 a.C.); acônito, um veneno que os chineses usavam em flechas; ópio, usado tanto como veneno quanto como antídoto; e plantas contendo alcaloides de beladona, que podem causar parada cardíaca. Durante o Império Romano e continuando até a Idade Média e o Renascimento, o envenenamento era uma prática comum. A família Bórgia, na Itália, eliminava muitos dos seus inimigos dessa forma.

Até antes do início do século XIX não foi feita qualquer tentativa sistemática para identificar os agentes responsáveis pela toxicidade de venenos e plantas venenosas. Um dos primeiros a identificar a composição química do veneno foi o fisiologista francês François Magendie.

 

Capítulo 17 - Amianto

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Amianto  319

Amianto o amianto é um nome genérico atribuído a seis tipos de minerais de silicato, de ocorrência natural, que são utilizados em produtos comerciais. O primeiro uso documentado de amianto ocorreu na Finlândia, em 2.500 a.C., onde o amianto obtido em um depósito local era usado para reforçar utensílios de barro e cerâmica. Desde então, o amianto tem sido utilizado na proteção contra o fogo e como um material isolante em aplicações industriais de alta temperatura.

Atualmente, o amianto é usado em centenas de produtos que, coletivamente, são frequentemente referidos como material contendo amianto (MCA). O amianto foi amplamente utilizado porque ele é abundante, prontamente disponível e de baixo custo. Devido às suas propriedades únicas (resistente ao fogo, alta resistência à tração elevada, baixa condução térmica e elétrica e resistência a ataques químicos), o amianto era bem adequado para aplicações industriais.

Em 1900, a invenção da máquina Hatschek permitia a fabricação contínua de folhas a partir de um compósito de cimento-amianto. Com isso, o amianto foi utilizado na fabricação de tapumes, telhas, placas de paredes, materiais de encaixe, tubos de cimento, isolamento para tubos, ladrilho para pavimentação, pisos, juntas de alta temperatura, isolamento de forros, isolamento de caldeiras e produtos de tecidos, tais como luvas de amianto e cobertores.

 

Capítulo 18 - Disposição de Resíduos Perigosos

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Disposição de Resíduos Perigosos  339

Disposição de Resíduos Perigosos

Legislação sobre a Disposição de Resíduos Radioativos

Resíduos Radioativos de Baixo Nível

Resíduos Radioativos de Alto Nível

Tecnologias para Disposição de Resíduos Radioativos

O Desafio Pós-Guerra Fria

Fontes Adicionais de Informação

Palavras-chave

Perguntas e Problemas

Sociedades

industriais geram quantidades enormes de resíduos, e os Estados

Unidos produzem mais lixo por pessoa do que qualquer outro país do mundo. Nós

descartamos produtos que estão desgastados e itens que não são mais desejados; jogamos fora alimentos, papel, embalagens vazias e resíduos de jardim. Os processos industriais produzem resíduos químicos, muitos dos quais contêm substâncias tóxicas. Programas nucleares de nações possuidoras de bombas atômicas e a indústria de energia nuclear geram resíduos que são radioativos. A disposição segura desses resíduos é um dos problemas ambientais mais graves enfrentados pelos Estados Unidos, bem como por outros países.

 

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