A Formação de Professores e seus Desafios Frente às Mudanças Sociais, Políticas e Tecnológicas

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A qualificação e a formação continuada dos professores são aspectos essenciais para a valorização do profissional docente, tema que provoca debates sobre as políticas e práticas em educação. Nesta obra, um renomado grupo de pesquisadores, de variadas áreas do conhecimento, traça um panorama da formação de professores no Brasil e evidencia os desafios que nosso país precisa enfrentar, principalmente quanto às demandas reais e urgentes em relação à formação inicial de professores, ao processo de formação continuada e de avaliação de desempenho. Os autores discutem políticas públicas de formação e do trabalho docente, projetos educacionais e programas de formação de professores na educação infantil, nos ensinos fundamental, médio e superior e também na educação para jovens e adultos (EJA), sempre analisados no contexto dos desafios que a sociedade atual nos coloca: uma formação capaz de dar conta das exigências em relação às mudanças políticas e sociais, às inovações no processo de ensino e aprendizagem provocadas pela revolução tecnológica e às demandas quanto à saúde do profissional docente. Suas propostas são voltadas à qualidade na formação do professor, buscando sua saúde, bem-estar e desenvolvimento, em um convite à reflexão sobre os desafios de ser professor no século XXI.

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15 capítulos

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Capítulo 1 - Inovações no ensino ena formação continuada de professores: retrocessos, avanços e novas tendências

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Inovações no ensino e na formação continuada de professores: retrocessos, avanços e novas tendências

1

João A. Gentilini

Elaine Cristina Scarlatto

Introdução

A implementação de mudanças na educação e a aceitação das inovações no ensino são processos gradativos, lentos e, não raro, conflituosos, que enfrentam resistências aparentemente insuperáveis e historicamente cristalizadas. Não é raro se ouvir, quando se quer questionar o tipo de ensino tradicional ainda existente na maioria das escolas, que “as escolas estão no século XIX, os professores no século XX e os alunos, no século XXI”.

As pesquisas e as reflexões, em escala crescente, têm se dedicado ao

(novo) papel do professor nesses processos e, frequentemente, afirma-se que as formas atuais de qualificação dos docentes não têm sido adequadas ou suficientes para que eles possam enfrentar a complexidade dos problemas educacionais da contemporaneidade e que isto tem muito a ver com o descompasso entre a sua formação inicial e a realidade da educação e da escola. Nas duas últimas décadas, notadamente desde o final dos anos de 1990, diversas iniciativas, tanto públicas como privadas, tentam preencher as lacunas de formação inicial por meio da formação continuada, para que os professores possam enfrentar, primeiramente, o denominado “choque de realidade” (Veenman,

 

Capítulo 2 - A performatividade na educação: as implicações das novas tecnologias políticas no trabalho do professor

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A performatividade na educação: as implicações das novas tecnologias políticas no trabalho do professor

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Juliano Mota Parente

INTRODUÇÃO

As discussões relacionadas à política e à gestão da educação brasileira, especialmente nas duas últimas décadas, têm sido ampliadas visando à reformulação organizacional das instituições escolares, relacionadas ao modo de pensar e fazer educação na atualidade, acompanhando as constantes transformações da sociedade. "A autonomia da escola e a democratização de sua gestão demandam sua (re)construção teórico-prática, o que se constitui uma reinvenção da educação" (WITTMANN, 2000, p. 88).

O crescimento estrutural e populacional das cidades, o desenvolvimento das tecnologias, a incorporação de novas propostas pedagógicas nas escolas, promovendo uma revolução metodológica no processo de ensino e de aprendizagem, são alguns dos aspectos que evidenciaram a necessidade de uma reformulação educacional em nível nacional, corroborando com a tendência de tornar a escola um espaço mais significativo na formação do cidadão para a vida em sociedade e para o trabalho.

 

Capítulo 3 - Formação de professores e os processos avaliativos: os exames de larga escala

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Formação de professores e os processos avaliativos: os exames de larga escala

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Maria Inês Martins

Introdução

A educação do século XXI está marcada pela incorporação de indica­ do­res educacionais, propostos pelo poder público, como orientadores e, por vezes, reguladores, do sistema educacional. De fato, os indicadores, além de auxiliarem a elaboração de diagnósticos sobre a realidade educacional, subsi­ diam o processo de formulação e monitoramento de políticas públicas, nor­ tean­do o aprimoramento de ações de melhoria da aprendizagem. Entretanto, apesar da implementação de tais práticas consubstanciadas em documentos internacionalmente disseminados, como o da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, 2003), a assimilação social de tais indicadores no Brasil somente tornou-se efetiva a partir de seu poder regulatório fortemente exercitado pelos Estados nos últimos anos. Ainda que a maioria das escolas não disponha de competência técnica para lidar com os resultados oficiais de avaliação e mesmo que os indicadores não tenham sido necessariamente legitimados na comunidade acadêmica, o seu efeito re­ gulatório se impôs de tal forma que se torna imprescindível que os professores compreendam melhor a sua concepção e formatação.

 

Capitulo 4 - O estágio supervisionado na formação dos profissionais da educação

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O estágio supervisionado na formação dos profissionais da educação

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Cláudia da Mota Darós Parente

Maria José Viana Marinho de Mattos

Introdução

Este capítulo tem como objetivo tecer considerações e reflexões a respeito do estágio supervisionado nos cursos de formação de professores, propondo a superação de sua condição de mero coadjuvante em grande parte dos projetos pedagógicos das universidades, elevando-o à condição de eixo central nas políticas públicas de formação dos profissionais da educação. Apresenta-se como ensaio teórico a respeito do tema, descrevendo fatos, versões, considerações e proposições sobre a prática, a orientação, a operacionalização e a política de estágio supervisionado nas universidades.

Defende-se que o estágio seja protagonista na formação dos profissionais da educação. O que isso significa? Que ele seja reconhecido como espaço, momento, condição e oportunidade para que a formação do professor seja consolidada. É por meio do estágio que são criadas (ou deveriam ser) condições para que o aluno em formação visualize os espaços em que irá atuar e se reconheça como sujeito desses espaços.

 

Capítulo 5 - Notas sobre o campo disciplinar e de conhecimento da infância e a formaçãode professores para a educação infantil

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Notas sobre o campo disciplinar e de conhecimento da infância e a formação de professores para a educação infantil

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Marineide de Oliveira Gomes

Magali Reis

Introdução

Este capítulo oferece uma reflexão crítica sobre a formação de professores para a educação infantil, partindo da análise de que o processo de constituição da infância, como objeto de interesse investigativo, e das crianças, como sujeitos de nossos estudos, é um direito inalienável. Na primeira parte, examinaremos a natureza do campo disciplinar e do conhecimento das crianças e da infância e o surgimento recente de abordagens que procuram definir a infância de forma explícita como um novo campo de pesquisa. Na segunda, examinaremos como esta visibilidade da infância altera as recentes perspectivas para a formação de professores. Ao final dessas reflexões, indicamos a importância de uma formação em uma perspectiva emancipatória dos profissionais que atuam diretamente com a criança e a criação de um ethos profissional diferenciado, que leve em conta o acúmulo de conhecimentos sobre a criança aliado às suas reais necessidades para ganhar visibilidade no cotidiano de creches e de pré-escolas brasileiras.

 

Capítulo 6 - Formação de professoresalfabetizadores

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Formação de professores alfabetizadores

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Andréia Osti

Introdução

Para discutir a questão da formação de professores alfabetizadores é necessária a reflexão sobre dois aspectos. Primeiramente, o que se entende por formação e quais são as variáveis que participam desse processo. Em segundo lugar, há de se debater sobre a alfabetização no Brasil, definir o que esse termo compreende e quais são os conceitos e pressupostos necessários para embasar a formação de um professor alfabetizador.

A formação do professor ocorre no âmbito acadêmico e na prática escolar. O primeiro propicia ao docente uma gama de conteúdos e a visão de diversas correntes teóricas em suas dimensões pedagógicas, filosóficas, políticas, psicológicas, dentre outras. A segunda fornece ao professor não apenas o meio no qual seus conhecimentos serão aplicados, testados e desenvolvidos, mas também lhe confere a legitimidade do título, ou seja, é na escola que o professor se constrói como profissional, se reconstrói e se modifica ao longo de sua carreira.

 

Capítulo 7 - Formação de professores que ensinam matemática: uma discussão sobre as estratégias de resolução utilizadas pelos alunos dos anos iniciais

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Formação de professores que ensinam matemática: uma discussão sobre as estratégias de resolução utilizadas pelos alunos dos anos iniciais

Teresa Cristina Etcheverria

Tânia Maria Mendonça Campos

Introdução

Nos últimos anos, a discussão sobre a formação de professores e, em especial, a formação de professores que ensinam matemática tem sido um tema dominante tanto nos eventos educacionais como nas publicações dessa área. As publicações revelam que houve uma mudança no âmbito do discurso. “Hoje, quase todos falam do professor como profissional reflexivo, investigador de sua prática, produtor de saberes” (FIORENTINI, 2008, p. 9), entretanto, ainda são desenvolvidos processos de formação de professores pautados no modelo de racionalidade técnica, nos quais não há articulação entre teoria e prática.

Assim, na busca de encontrar uma alternativa que transforme o discurso em prática, ou melhor, que produza um discurso autêntico a partir de experiências concretas voltadas para a formação de um professor autônomo e investigador de sua prática, desenvolvemos um trabalho que utiliza as estratégias de resolução como meio de discussão e reflexão sobre a resolução de problemas, em um curso de formação continuada de professoras1 dos anos iniciais.

 

Capítulo 8 - Formação de professores para a educação de jovens e adultos: desafios e possibilidades

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Formação de professores para a educação de jovens e adultos: desafios e possibilidades

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Debora Cristina Jeffrey

Poliana da Silva Almeida Santos Camargo

A formação inicial e continuada de professores para atuação na modalidade educação de jovens e adultos (EJA), na primeira década dos anos 2000, representou um desafio pedagógico e acadêmico envolvendo o campo, mas também a constituição de inúmeras possibilidades, pelo fato desta apresentar três funções que se complementam e se contradizem, concomitantemente: a função reparadora, a função equalizadora e a função permanente (BRASIL,

2000). Essas funções, indicadas no Parecer CNE/CEB no 11/2000, propõem que a modalidade EJA atenda aos seguintes propósitos: a) garantir o direito negado à escolarização (função reparadora); b) garantir a inserção em novos espaços, a partir da formação (função equalizadora); e c) capacitar para o mundo do trabalho e as experiências do mundo social, cultural e econômico

(função permanente/qualificadora). Tais funções podem ser efetivadas em espaços escolares e não escolares, levando a modalidade EJA a estabelecer uma inter-relação com outros campos, tais como a educação profissional, educação popular, educação do campo, educação nas prisões, educação quilombola e educação indígena.

 

Capítulo 9 - A formação do gestor escolar: reflexões à luz do estágio curricular nos cursos de pedagogia

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A formação do gestor escolar: reflexões à luz do estágio curricular nos cursos de pedagogia

Edna Cristina do Prado

O maior desafio a ser empreendido em relação à gestão diz respeito à qualificação do gestor, por duas razões. Primeiramente, porque o modelo e o processo de qualificação aos atuais gestores estão ancorados em parâmetros que não comportam as novas demandas institucionais e sociais; segundo, porque a gestão da educação, atualmente, tornou-se um dos principais fatores do desenvolvimento institucional, social e humano. Os novos cenários e as demandas que vêm sendo esboçados pela sociedade exigem profunda revisão dos processos de formação dos gestores educacionais. (PAZETO, 2000, p. 165).

Introdução

Ainda é incipiente a produção acadêmica sobre o estágio curricular na formação das equipes gestoras das escolas de educação básica. Em uma consulta às principais bases de dados do Brasil – Biblioteca Científica Eletrônica em Linha (Scielo), Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e bibliotecas digitais das universidades públicas brasileiras –, tal assertiva pode ser confirmada.

 

Capítulo 10 - Bullying nas escolas: conhecer para intervir

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Bullying nas escolas: conhecer para intervir

Jackeline Maria de Souza

Joilson Pereira da Silva

Este capítulo discutirá a ocorrência do bullying nas escolas públicas e como os profissionais da educação, mais especificamente os professores, podem lidar com essa problemática. Os dados apresentados fazem menção à realidade em Aracaju (SE) e, desta forma, deverão ser lidos como uma exemplificação, e não como uma realidade aplicável a todos os contextos, já que cada localidade tem sua peculiaridade, que deve ser considerada.

No planejamento de uma intervenção, além da clareza sobre qual o objetivo que se tem em uma pesquisa, é de suma importância o conhecimento sobre “o que” se está investigando, portanto, este capítulo está organizado da seguinte forma: conceituação do bullying, dados empíricos obtidos na pesquisa e, por fim, considerações de como os dados podem orientar futuras inter­venções, destacando o papel da formação e atuação do professor nesse processo. Sendo assim, uma intervenção não pode ser pensada sem nenhum conhecimento da realidade, portanto, faz-se necessária não apenas a prática empírica, mas também o estudo teórico acerca da problemática. Desta forma, para o planejamento da pesquisa e da posterior intervenção, é de suma importância o conhecimento do fenômeno não se deixando levar por modismos e verificando se há, realmente, relevância local para a temática.

 

Capítulo 11 - Neurociências e gestão educacional: estratégias de enfrentamento do estresse docentee a formação profissional

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Neurociências e gestão educacional: estratégias de enfrentamento do estresse docente e a formação profissional

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Luiza Elena L. Ribeiro do Valle

INTRODUÇÃO

O desequilíbrio entre as exigências do trabalho, as necessidades sociais e as expectativas pessoais abre caminho para o desgaste físico e emocional. O estresse pode resultar em maior ou menor acometimento psicológico e/ou físico, conforme as reações individuais do organismo à pressão ambiental. O estresse acentuado preocupa as organizações de trabalho em todo o mundo. O estresse negativo (distress), vilão atual na incidência de doenças mentais que se pontuam na ansiedade, não fica estagnado, ao contrário, evidencia tendência ao agravamento, com prejuízo na saúde e no trabalho

(VALLE, 2011). O aumento da ansiedade no trabalho docente pode se refletir em sintomas de exaustão e de falta de realização, trazendo sentimentos de incompetência, característicos da síndrome de burnout, que é o estresse em nível de esgotamento no trabalho.

 

Capítulo 12 - Voz e gestos: expressividade do professor universitário

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Voz e gestos: expressividade do professor universitário

Luciana Lemos de Azevedo

Eduardo F. Mortimer

Introdução

Nos últimos anos, temos observado um crescente interesse pelo estudo da comunicação, principalmente daqueles indivíduos que dependem dela para desenvolver seu trabalho – os profissionais da voz, dentre os quais podemos destacar o professor. A voz é a principal ferramenta de trabalho do professor. É por meio dela que o conteúdo da disciplina é trabalhado com os alunos. Além de ter um bom desempenho comunicativo, o professor precisa ter uma voz saudável e agradável para os ouvintes. Espera-se que ele seja um bom comunicador e mantenha os alunos atentos e interessados.

Para o professor, a voz está intimamente ligada a um bom desempenho profissional, ou seja, uma boa atuação em sala de aula (BEHLAU; DRAGONE; NAGANO, 2004; DRAGONE, 2001). A forma como o conteúdo é trabalhado depende da comunicação, que envolve aspectos como a fala, o corpo e a voz e desperta o interesse do aluno, potencializando o seu aprendizado. Os aspectos prosódicos, articulatórios, gestuais e a velocidade de fala devem ser considerados, pois têm influência sobre a efetividade da transmissão da mensagem. Portanto, o sucesso dessa classe profissional depende do seu perfil comunicativo, e qualquer alteração vocal ou desequilíbrio nos recursos de comunicação poderá ter sua atuação comprometida (VALENTIM;

CÔRTES; GAMA, 2010).

 

Capítulo 13 - O envelhecimento dos trabalhadores, o envelhecimento do pessoal docente, a organização do trabalho e a gestão da idade

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O envelhecimento dos trabalhadores, o envelhecimento do pessoal docente, a organização do trabalho e a gestão da idade

Edelvais Keller

Introdução

O envelhecimento humano depende de múltiplas condições, podendo estar relacionado a inúmeras variáveis, entre elas, psicológicas, familiares, educacionais, sociais, culturais, históricas e econômicas. Em países desenvolvidos, é considerado idoso o indivíduo com mais de 65 anos e, em países em desenvolvimento, com mais de 60 anos. As mulheres geralmente vivem mais do que os homens na população em geral, em países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

O fenômeno da longevidade é mundial, a população envelhecida está aumentando. No Brasil, dados demográficos analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, referentes ao futuro da população brasileira, projetam uma perspectiva de que a vida média do brasileiro chegará ao patamar de 81 anos em 2050. Os avanços da medicina e as melhorias nas condições gerais de vida da população repercutem no sentido de elevar a média de vida do brasileiro de 45,5 anos de idade, em 1940, para 72,7 anos, em 2008, ou seja, mais 27,2 anos de vida. Segundo a projeção do IBGE, o país continuará galgando anos na vida média de sua população, alcançando em 2050 o patamar de 81,29 anos.

As análises dos desdobramentos do Censo de 2010 do IBGE demonstram um aumento na participação de pessoas com 65 anos ou mais na população no período de 1960 a 2010, saltando de 2,7% para 7,4%. A redução dos ní-

 

Capítulo 14 - Escola básica e suas revoluções necessárias: desafios à formação docente

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Escola básica e suas revoluções necessárias: desafios à formação docente

Hilda Alevato

Eu sou esperançoso porque não posso deixar de ser esperançoso como ser humano. Esse ser que é finito e se sabe finito, e porque é inacabado sabendo que é inacabado, necessariamente é um ser que procura. [...]

A esperança é a história, entende?

(FREIRE, 1993, p. 9)

Introdução

A menina uniformizada desce do ônibus com os olhos fixos no smartphone.

Digita com destreza os polegares sobre o pequeno teclado. Fones nos ouvidos e uma mochila nas costas, parece alheia ao que acontece em sua volta. Sorri sozinha, presa à tela, enquanto caminha em direção a sua casa. Um sinal sonoro indica que alguém “curtiu” seu post no facebook. Bom. Entra em casa, fala um “oi” desatento, larga a mochila em um canto e segue para o computador. Lê e escreve, conversa com amigos e interage em sites diversos sobre a Turquia, sua nova paixão. Já sabe muito sobre o país – sua cultura, suas paisagens, seu clima, sua história – que descobriu em uma novela famosa, há algum tempo. Sonha com a viagem que um dia vai fazer. Entre fotos, comentários nas redes sociais, um novo aplicativo, alguma coisa na internet, o dia passa.

 

Capítulo 15 - Formação de professores – tecnologia educacional

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Formação de professores – tecnologia educacional

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Maria Cristina Ravaneli de Barros O’Reilly

Introdução

A educação é hoje uma prioridade discutida no mundo inteiro. Diferentes países, de acordo com suas características históricas, promovem reformas, proclamando tornar seus sistemas mais eficientes e equitativos na busca por uma nova cidadania. Dentre as exigências está a capacidade de enfrentar a revolução tecnológica que se instalou no processo produtivo, acrescida de seus desdobramentos políticos, sociais e éticos.

A partir da década de 1990, ou mesmo um pouco antes, algumas ideias relativas à formação de professores já mencionavam essa dimensão global. Desde então, autores e estudiosos têm desenvolvido análises sobre o tema e suas repercussões vêm contribuindo, de modo efetivo, para diversos debates e tomadas de decisão.

É pano de fundo deste panorama a tendência à manutenção de uma economia globalizada. Assim, o ingresso da América Latina, neste cenário, se deu com significativas dificuldades, em detrimento às crises políticas, financeiras e sociais.

 

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