Modelagem da Organização

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A proposta deste livro é tratar a Teoria das Organizações e a modelagem organizacional de forma integrada, evidenciando a sua vinculação. Adota a metodologia do EKD, que prescinde da utilização de software e permite a captura de requisitos organizacionais para o desenvolvimento de sistemas de informação, a partir da elaboração dos modelos de objetivos, regras de negócio, processos de negócio, atores e recursos, conceitos e componentes e requisitos técnicos.

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Capítulo 1 - Fundamentos da organização

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Fundamentos da organização

A organização surgiu de uma conjunção de ideias e conceitos que vieram de diferentes áreas do conhecimento. Se já existiam algumas tentativas isoladas de mobilizar uma quantidade considerável de recursos para a produção de um determinado bem ainda no século XVII, o percurso até chegar ao arquétipo da organização foi longo.

Na medida em que as fábricas cresciam não era mais possível controlar o trabalho na base do contato visual, era preciso inventar meios formais de fazer isso.

Um sociólogo alemão chamado Max Weber observou a dinâmica de mudanças da sociedade em fins do século XIX. Max Weber começou a notar que o indivíduo estava delegando várias atividades que antes ele desempenhava para que outros as fizessem. Se até então, as famílias se alimentavam do que produziam, se vestiam com o que costuravam, isso estava mudando rapidamente.

Veja, por exemplo, como as pessoas viviam no início do século XX e como nós vivemos hoje. As pessoas que vivem nas cidades têm horta, galinha e pés de fruta no seu quintal? Para fazer macarrão, o indivíduo planta o trigo, transforma-o em farinha, adiciona os ovos que a sua galinha botou, faz a massa e em seguida passa na máquina para cortá-lo em tirinhas? Se experimentarmos passar uma semana tentando viver da forma como as pessoas viviam em 1900, acabaríamos tendo que acordar com o primeiro cantar do galo e ir dormir com a chegada da noite.

 

Capítulo 2 - Modelagem organizacional

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Modelagem organizacional

O modelo organizacional é uma representação de estrutura, atividades, processos, informações, recursos, pessoal, comportamento, objetivos e restrições das empresas comerciais, governamentais ou de outra natureza, a fim de auxiliar a compreender as complexas interações entre organizações e pessoas. Cada organização tem sua missão, seus objetivos e seus processos, e é importante condicionar a sistematização desses processos por meio de metodologias de modelagem organizacional (Alencar, 1999).

Modelagem de empresas é uma atividade corporativa que produz modelos de recursos, de fluxos de informação e de operações dos negócios que ocorrem na empresa (Huhns et al., 1992 apud Mancuso; Edelweiss, 2002). Segundo

Bubenko Jr., Pesson e Stirna (2001a), “modelagem empresarial” é um processo em que um modelo de empresa é integrado, negociado e criado, visando a descrever um empreendimento específico a partir de várias perspectivas diferentes.

Um dos principais objetivos ao construir a especificação de uma empresa, por meio da sua modelagem, é o de melhor entendê-la, com vistas a identificar problemas e procurar soluções que melhorem o seu desempenho organizacional, tais como aumentar a velocidade das tarefas, reduzir custos e otimizar a qualidade dos serviços (Mancuso; Edelweiss, 2002). Uma das vantagens da modelagem

 

Capítulo 3 - Processos de negócio

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Processos de negócio

Os processos de uma empresa podem ser abordados sob diferentes perspectivas, no âmbito operacional e gerencial.

No âmbito operacional, os processos estão relacionados ao desenvolvimento do produto, à aquisição do cliente, identificação das exigências do cliente, fabricação, logística integrada, gerenciamento de pedidos, serviço de vendas pelo correio.

No âmbito de gerenciamento, os processos estão relacionados ao monitoramento do desempenho, gerenciamento das informações, gerenciamento das avaliações, gerenciamento dos recursos humanos e planejamento e alocação dos recursos.

Entretanto, apesar de muitos processos terem o escopo do seu desenvolvimento determinado pela unidade funcional, grande parte dos processos é transversal, transorganizacional, interfuncional ou interdepartamental. Esse é o caso dos processos de negócio.

Em geral, as empresas identificam os processos de negócios considerando a satisfação de um pedido, desde o instante do pedido do cliente até a entrega do produto. Os processos de negócio agregam valor ao cliente, não pertencem a um determinado departamento e não envolvem muitos produtos.

 

Capítulo 4 - Atores e recursos na perspectiva das estruturas organizacionais

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Atores e recursos na perspectiva das estruturas organizacionais

As estruturas organizacionais são uma representação abstrata de como ocorre a coordenação da divisão do trabalho em tarefas. Essas estruturas sofreram várias modificações ao longo da evolução do pensamento administrativo, tendo em vista a necessidade de acelerar o processo de desenvolvimento de novos produtos e de diminuir os ciclos de vida de tais produtos.

Atualmente, há a necessidade de estruturas mais ágeis e flexíveis que se adequem a tais necessidades. Esse permanece o grande desafio da administração de ontem, de hoje e do futuro. A adequação de estruturas organizacionais

é primordial para que a estrutura seja um elemento facilitador do processo administrativo.

Para Chandler (1996), um fator limitante para o crescimento das grandes empresas é a definição de uma hierarquia adequada para coordenar recursos e atividades do conjunto de suas unidades operacionais. Cada unidade possui suas instalações e seus funcionários. A hierarquia deve dar coesão ao conjunto das unidades de forma a trabalharem como uma só corporação, caso contrário elas não passariam de unidades com atividades somadas, pois é importante para viabilizar a coordenação de recursos e atividades, além de remeter à estrutura organizacional. As hierarquias advindas do crescimento das organizações estabeleceram-se em linhas funcionais em um primeiro momento. Foi dessa forma que as grandes empresas do início da era industrial viabilizaram a produção em escala.

 

Capítulo 5 - Objetivos organizacionais

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Objetivos organizacionais

Os objetivos organizacionais são alvos que direcionam a especificação das atividades e os esforços das pessoas. Sem os objetivos há desperdício e reais chances de ineficácia nas ações empreendidas. A declaração de objetivos facilita ao público externo compreender e aceitar as atividades da organização, tomando atitude favorável à sua existência (Daft, 1999).

Nesse sentido, esse capítulo busca definir o conceito de objetivos organizacionais no contexto da modelagem organizacional, discutindo o processo tradicional de planejamento e as mudanças introduzidas pela abordagem da administração por objetivos.

O processo tradicional de planejamento

O processo tradicional de planejamento é tipicamente descrito como um processo de cima para baixo na hierarquia da organização, muitas vezes com o auxílio de especialistas e, caracteristicamente, sem a participação dos funcionários, nem mesmo de gerentes.

No processo tradicional, ocorre “[...] o estabelecimento de metas no topo da hierarquia e o seu desdobramento em metas menores para cada nível da organização.” Essa perspectiva tradicional pressupõe que a administração de topo sabe o que é melhor porque só ela pode ter uma “visão ampla” (Robbins;

 

Capítulo 6 - Regras de negócio

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Regras de negócio1

Apesar das novas e eficientes técnicas de engenharia de software, os projetos de desenvolvimento de software continuam muitas vezes não atendendo às expectativas dos clientes por extrapolarem prazos e orçamentos, além de não satisfazerem completamente o usuário. Muitos problemas ocorrem por falhas no processo desses, consequência, sobretudo, das definições de requisitos de software incompletas e inconsistentes.

As atividades de análise são responsáveis por 50 a 60% de todos os erros do software. Ao dar mais atenção ao processo de análise, obtém-se uma grande redução nos custos de desenvolvimento e manutenção. A engenharia de requisitos é um vasto campo de pesquisa da engenharia de software. De acordo com

Zanlorenci e Burnett (1998), descobrimento, documentação e gerenciamento de requisitos caracterizam as etapas fundamentais do processo. Antoniou (1998) explica que a engenharia de requisitos constrói uma ponte entre as necessidades e características externas de um lado e o projeto de software e o desenvolvedor do outro. Zanlorenci e Burnett (1998) definem requisitos como fenômenos que ocorrem no ambiente ou domínio da aplicação. Larman (1999) descreve requisitos como desejos para um produto.

 

Capítulo 7 - Tecnologia e captura de requisitos organizacionais para sistemas de informação

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Tecnologia e captura de requisitos organizacionais para sistemas de informação

Neil Postman escreveu a obra Tecnopólio: o rendimento da cultura a tecnologia, em que aborda os efeitos de uma nova tecnologia sobre a vida social. Primeiramente, o autor alude a história do rei de uma cidade do Alto Egito no livro Fedro de

Platão. A história contada por Sócrates ao seu amigo Fedro diz que Thamus recebeu a incumbência do deus Theuth de divulgar as diversas invenções que ele tinha feito, dentre elas a escrita. A seguir, apresenta-se a descrição de Sócrates tal como está no livro de Postman (1994):

Mas quando chegou a escrita, Theuth declarou: ‘Aqui está uma realização, meu senhor rei, que irá aperfeiçoar tanto a sabedoria quanto a memória dos egípcios. Eu descobri uma receita segura para a sabedoria’. Com isso, Thamus replicou: ‘Theuth, meu exemplo de inventor, o descobridor de uma arte não é o melhor juiz para avaliar o bem ou o dano que ele causará naqueles que a pratiquem... Aqueles que a adquirirem vão parar de exercitar a memória e se tornarão esquecidos; confiarão na escrita para trazer coisas à sua lembrança por sinais externos, em vez de fazê-lo por meio de seus próprios recursos internos. (...) E quanto à sabedoria, seus discípulos terão a reputação dela sem a possuir, na realidade, vão receber uma quantidade de informação sem a instrução adequada, e, como consequência, serão vistos como muito instruídos, quando na maior parte serão bastante ignorantes. E como estarão supridos com o conceito de sabedoria, e não com sabedoria verdadeira, serão um fardo para a sociedade.

 

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