Odontologia Baseada em Evidências e Intervenção Mínima em Odontologia

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Odontologia baseada em evidências e intervenção mínima em odontologia traz importantes conceitos e informações sobre o tema, de modo a munir estudantes e profissionais da área com as melhores evidências científicas. Com isso, o profissional estará preparado para efetivamente incorporar a filosofia de intervenção mínima como novo modelo de prática clínica.

 

8 capítulos

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Capítulo 1 - Odontologia baseada em evidências: Conceitos e práticas

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Odontologia baseada em evidências:

Conceitos e práticas

SIMONE TETU MOYSÉS

LÉO KRIGER

Nos últimos anos, o desenvolvimento de práticas de saúde, quer seja no campo da atenção clínica individual, quer seja na saúde pública, tem sido acompanhado de desafios importantes na incorporação de conhecimentos científicos e tecnológicos, cada vez maiores tanto em volume como em complexidade, na exigência por melhores e mais efetivos serviços de saúde, bem como no enfrentamento da escassez de recursos financeiros para atender às necessidades de saúde de forma equânime.1

Esses desafios podem ser explicitados pelo distanciamento entre a evidência científica e os procedimentos muitas vezes adotados na prática, pela insegurança dos pacientes sobre a efetividade das opções de tratamento feitas pelos profissionais, bem como pelos questionamentos sobre as decisões na priorização de ações e recursos para atender as demandas em saúde pública. Tais situações estão diretamente ligadas ao processo de tomada de decisão sobre as condutas assumidas por profissionais de saúde no espaço da clínica ou na gestão de serviços.

 

Capítulo 2 - Importância da instrumentalização profissional para utilização da odontologia baseada em evidências

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Importância da instrumentalização profissional para utilização da odontologia baseada em evidências

MARIA CELESTE MORITA

O cirurgião-dentista, assim como os demais profissionais da área da saúde, tem no mundo atual um grande desafio: garantir que os avanços do conhecimento científico que permitiram o aumento da longevidade da população resultem também em boa qualidade de vida.

Para tanto, uma etapa fundamental refere-se à apropriação do conhecimento disponível e sua utilização para manejar e promover saúde. O ponto de partida dessa reflexão considera que o conhecimento científico só tem sentido se ele puder ser usufruído por todos. Nesse caso, na área da saúde, usufruir do conhecimento científico seria colocá-lo prioritariamente a serviço deste objetivo: melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Esse caminho, contudo, não é linear, tampouco imediato. Há uma grande defasagem de tempo entre a produção do conhecimento, sua disseminação e a incorporação na prática clínica do dia a dia. Diversos fatores podem interferir nesse percurso, como questões culturais ou econômicas, entre outras. Como exemplo, pode-se citar a relação existente entre o câncer de pulmão e o hábito de tabagismo. Desde as primeiras evidências dessa associação até que medidas de saúde pública fossem estabelecidas para interferir no consumo, na venda e na propaganda de cigarros, pode-se considerar que um imenso prejuízo à saúde pública poderia ter sido antecipadamente evitado se o conhecimento científico disponível à época tivesse sido incorporado mais rapidamente à prática clínica.

 

Capítulo 3 - A busca de evidências em saúde bucal

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A busca de evidências em saúde bucal

SIMONE TETU MOYSÉS

A prática clínica baseada em evidência é o processo sistemático de localização, avaliação e uso de resultados de pesquisas como base para as decisões clínicas.1 Isto exige do profissional o desenvolvimento de competências para a utilização de métodos de pesquisas, incluindo a definição clara do tema a ser pesquisado, e de critérios de inclusão e exclusão da literatura selecionada, a localização de bases de dados, a utilização adequada de ferramentas de busca, a síntese de resultados e sua interpretação com base em critérios de qualidade da informação obtida, além da análise crítica da aplicação da melhor evidência disponível na prática clínica.

OBJETIVO DE APRENDIZAGEM

• Conhecer maneiras pelas quais o profissional pode buscar apoiar seu trabalho em evidências científicas, que norteiam a tomada de decisão acerca de condutas a serem adotadas ou evitadas na prática de saúde

Este capítulo se propõe a apresentar um passo a passo para a busca e sistematização de evidências para apoiar profissionais interessados a qualificar sua prática clínica por meio da utilização de evidências científicas disponíveis. O texto apresenta uma síntese de procedimentos referenciada, principalmente, no documento elaborado por Higgins e Green,2 que orienta a realização de revisões sistemáticas da literatura. Outros textos de referência3-5 complementam as orientações aqui apresentadas.

 

Capítulo 4 - Evidências de efetividade de estratégias de promoção da saú de bucal

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Evidências de efetividade de estratégias de promoção da saúde bucal

SIMONE TETU MOYSÉS

A PROMOÇÃO DA

SAÚDE BUCAL

A discussão contemporânea sobre os determinantes da saúde e doença de indivíduos e populações reforça a importância de reconhecer que a saúde é construída nos espaços onde as pessoas vivem, trabalham e se relacionam,1 sendo, assim, influenciada por determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais. 2 Promover saúde, portanto, envolve um conjunto de estratégias e estímulos a formas de construir saúde, no âmbito individual e coletivo, que compreende não apenas a assistência à saúde, mas uma variedade de ações multidisciplinares e, muitas vezes, intersetoriais, desenvolvidas no âmbito da proteção social e do combate às iniquidades.

De acordo com a Política Nacional de Promoção da Saúde,2 promover saúde significa promover a equidade e a melhoria das condições e dos modos de viver, ampliando a potencialidade da saúde individual e coletiva e reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde decorrentes dos determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais.

 

Capítulo 5 - Evidências de estratégias de controle da doença cárie

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Evidências de estratégias de controle da doença cárie

LÉO KRIGER

SIMONE TETU MOYSÉS

EVOLUÇÃO DO CONCEITO

DE DOENÇA CÁRIE

O conceito de doença cárie teve uma evolução acentuada nas últimas décadas. Durante anos, os cirurgiões-dentistas entenderam que a lesão de cárie era a própria doença, informando seus pacientes de que o tratamento restaurador era capaz de “curá-la”. Centrada nessa concepção de cura pelos procedimentos restauradores, a odontologia investiu muito tempo e recursos no desenvolvimento de técnicas operatórias e materiais, dando pouca ênfase à prevenção e ao controle.

Com base nesse enfoque mecânico de tratamento, o próprio diagnóstico das lesões era direcionado, em primeira instância, para o tratamento restaurador. Com isso, manteve-se durante anos a ideia de que o tratamento da cárie dentária era de responsabilidade exclusiva do cirurgião-dentista, sendo o paciente um ator passivo do processo.

Essa perspectiva restrita e pontual da profissão, baseada na hegemonia de uma perspectiva curativo-restauradora, levou milhões de pessoas em todo o mundo a receber tratamento restaurador muito precocemente em sua vida.

 

Capítulo 6 - Evidências de estratégias de controle da doença periodontal

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Evidências de estratégias de controle da doença periodontal

LÉO KRIGER

A DOENÇA PERIODONTAL

A doença periodontal é considerada uma doença crônica infecciosa inflamatória, devendo ser entendida como um produto da interação entre o biofilme bacteriano e a resposta inflamatória e imune do hospedeiro. Essa interação é modulada por condições sistêmicas e ambientais e por fatores genéticos.1

O caráter crônico da doença periodontal exige um contínuo programa de prevenção e manejo, sendo este a chave do sucesso para o controle da doença.2

Como a gengivite é preditora para o desenvolvimento da periodontite e para o incremento da perda de dentes,3 sua prevenção é extremamente importante para a manutenção da saúde periodontal na clínica, sendo fundamentalmente baseada na manutenção de baixos níveis de biofilme. Por estar relacionada ao acúmulo do biofilme supragengival, o sucesso de sua prevenção e controle está ligado a fatores como a motivação do paciente, que deve ser dotado de perícia e destreza para controlar o biofilme, associada à efetiva mudança de comportamento e adequada orientação por parte da equipe de saúde bucal.

 

Capítulo 7 - Evidências de estratégias de diagnóstico das funções e disfunções do sistema estomatognático

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Evidências de estratégias de diagnóstico das funções e disfunções do sistema estomatognático

ELISA EMI TANAKA

O diagnóstico é o caminho para o tratamento ou o não tratamento bem-sucedido, pois nem tudo precisa ser tratado.

É difícil alcançar o sucesso sem entender muito bem a saúde do sistema estomatognático, para então ser capaz de reconhecer a doença e desenvolver planos de tratamento eficazes. Para tanto, é fundamental compreender o funcionamento desse sistema em todas as suas interações com as estruturas adjacentes e suas relações com todo o corpo.

Não bastasse esse conhecimento, é preciso observar o paciente individualmente, conseguir uma escuta qualificada de seus relatos e mapear as evidências. A história clínica do paciente muitas vezes é o melhor lugar para encontrar as pistas para desvendar o caso.

Como em uma investigação enigmática, a união de várias informações compõe um emaranhado de peças que deve ser montado, dando origem a um diagnóstico. A diversidade de combinações possíveis torna essa etapa individualizada para cada paciente, para cada caso, e justifica a necessidade de competências estabelecidas, no sentido mais estrito da palavra, que, segundo

 

Capítulo 8 - Intervenção mínima em odontologia

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Intervenção mínima em odontologia

LÉO KRIGER

A intervenção mínima em odontologia pode ser conceituada como uma abordagem de tratamento que tem como escopo a detecção precoce das doenças bucais, buscando o controle das enfermidades o mais cedo possível e adotando um tratamento minimamente invasivo, com a preocupação de preservar ao máximo as estruturas sadias.1

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Assim, os objetivos principais da intervenção mínima são deter a doença e restaurar as estruturas e as funções perdidas, restabelecendo a saúde bucal do paciente com procedimentos pouco invasivos.2-4

• Perceber a importância de compreender a cárie dentária como doença crônica e multifatorial

• Conhecer o conceito da intervenção mínima em odontologia, seu objetivo e formas de abordagem

Além disso, a intervenção mínima tem o propósito de capacitar o paciente a cuidar de sua própria saúde, por meio do acesso à informação e do desenvolvimento de habilidades e motivação, favorecendo o autocuidado e passando a necessitar apenas de pequenas intervenções da equipe de saúde bucal.5

 

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