Psicoterapia de Grupo: Teoria e Prática

Visualizações: 351
Classificação: (0)

“Com uma estrutura conceitual inovadora e heurística e um estilo envolvente de escrita, Yalom e Leszcz produziram o novo texto clássico da psicoterapia de grupo, incorporando, de forma crítica, as mudanças dos paradigmas de grupo e os achados empíricos importantes. Essencial para terapeutas, estudantes e pesquisadores.”

Dennis M. Kivlighan, Ph.D.

17 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1 - Os fatores terapêuticos

PDF Criptografado

1

Os fatores terapêuticos

A terapia de grupo ajuda os pacientes?

De fato, ajuda. Um convincente corpus de pesquisas sobre seus resultados demonstra de maneira inequívoca que a terapia de grupo é uma forma bastante efetiva de psicoterapia e que ela é pelo menos igual à psicoterapia individual em sua capacidade de proporcionar benefícios significativos.1

Como a terapia de grupo ajuda os pacientes? Uma questão ingênua, talvez, mas se pudermos respondê-la com um certo grau de precisão e certeza, teremos à nossa disposição um princípio organizacional central com o qual poderemos abordar os problemas mais provocantes e controversos da psicoterapia. Uma vez identificados, os aspectos cruciais do processo de mudança constituirão uma base racional para o terapeuta selecionar as táticas e estratégias necessárias para moldar a experiência de grupo, de modo a maximizar sua potência com diferentes pacientes e em diferentes cenários.

Acredito que a mudança terapêutica seja um processo enormemente complexo, que ocorre por uma interação intricada de experiências humanas, que chamarei de “fatores terapêuticos”. Existe uma vantagem considerável em se abordar o complexo pelo simples, o fenômeno total por seus processos componentes básicos. Dessa forma, começo descrevendo e discutindo esses fatores elementares.

 

Capítulo 2 - Aprendizagem interpessoal

PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

37

2

Aprendizagem interpessoal

A aprendizagem interpessoal, como eu a defino, é um fator terapêutico amplo e complexo. Ela é o análogo na terapia de grupo de importantes fatores terapêuticos da terapia individual, como o insight, a resolução da transferência e a experiência emocional corretiva.

Porém, ela também representa processos únicos do cenário de grupo, que somente se desdobram como resultado do trabalho específico do terapeuta. Para definir o conceito de aprendizagem interpessoal e descrever o mecanismo pelo qual ela medeia a mudança terapêutica no indivíduo, devo antes discutir três outros conceitos:

1. A importância de relacionamentos interpessoais

2. A experiência emocional corretiva

3. O grupo como microcosmo social

A IMPORTÂNCIA DE

RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS

Qualquer perspectiva pela qual se estude a sociedade humana – se examinarmos a história da evolução da humanidade ou o desenvolvimento de um único indivíduo – sempre nos obriga a considerar o ser humano na matriz de seus relacionamentos interpessoais.

 

Capítulo 3 - Coesão grupal

PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

61

3

Coesão grupal

Neste capítulo, examino as propriedades da coesão, as evidências consideráveis da coesão grupal como fator terapêutico e os diversos caminhos pelos quais ela exerce a sua influência terapêutica.

O que é a coesão e como ela influencia o resultado terapêutico? A resposta mais simples

é que a coesão é o análogo na terapia de grupo do relacionamento na terapia individual. Em primeiro lugar, tenha em mente que existe um vasto corpus bibliográfico sobre a psicoterapia individual demonstrando que um bom relacionamento entre o terapeuta e o paciente é essencial para um resultado positivo. Será que um bom relacionamento terapêutico é essencial na terapia de grupo? Mais uma vez, a literatura deixa poucas dúvidas de que o “relacionamento” é básico para o resultado positivo na terapia de grupo. Mas o relacionamento na terapia de grupo é um conceito muito mais complexo do que o relacionamento na terapia individual. Afinal, existem apenas duas pessoas na transação da terapia individual, ao passo que diversos indivíduos, geralmente de seis a dez, trabalham juntos na terapia de grupo. Não será suficiente dizer que um bom relacionamento é necessário para o sucesso da terapia de grupo – devemos especificar qual relacionamento: o relacionamento entre o paciente e o terapeuta do grupo (ou terapeutas, se houver co-líderes)? Ou entre o paciente e os outros membros do grupo? Ou quem sabe entre o indivíduo e o “grupo” como um todo?

 

Capítulo 4 - Os fatores terapêuticos: integração

PDF Criptografado

4

Os fatores terapêuticos: integração

Começamos nossa investigação dos fatores terapêuticos envolvidos na terapia de grupo com o raciocínio de que a delineação desses fatores nos orientaria para a formulação de táticas e estratégias efetivas para o terapeuta. Creio que o compêndio de fatores terapêuticos apresentado no Capítulo 1 é abrangente, mas ainda não se encontra em uma forma que tenha grande aplicabilidade clínica. Em nome da clareza, considerei os fatores como entidades separadas, quando na verdade eles são intricadamente interdependentes. Em outras palavras, decompus o processo de terapia para examiná-lo e agora chegou a hora de juntá-lo novamente.

Neste capítulo, considero primeiramente como os fatores terapêuticos operam quando não são vistos separadamente, mas como parte de um processo dinâmico. A seguir, abordarei a força comparativa dos fatores terapêuticos. Obviamente, nem todos têm o mesmo valor. Porém, não é possível fazer uma classificação dos fatores terapêuticos em ordem. Muitas contingências devem ser consideradas. A importância dos vários fatores terapêuticos depende do tipo de terapia de grupo praticado. Os grupos diferem em suas populações clínicas, objetivos terapêuticos e cenários de tratamento – por exemplo, grupos para transtornos alimentares, grupos para transtorno de pânico, grupos para abuso de substâncias, grupos para doenças médicas, grupos para pacientes externos, grupos de terapia breve, grupos de pacientes internados e grupos de hospitalização parcial. Eles podem enfatizar diferen-

 

Capítulo 5 - O terapeuta: tarefas básicas

PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

107

5

O terapeuta: tarefas básicas

Agora que consideramos a maneira como as pessoas mudam na terapia de grupo, é hora de analisar o papel do terapeuta no processo terapêutico. Neste capítulo, considero as tarefas básicas do terapeuta e as técnicas pelas quais podem ser realizadas.

Os quatro capítulos anteriores sustentam que a terapia é um processo complexo que é composto de fatores elementares entrelaçados de maneira intricada. O trabalho do terapeuta de grupo é criar o equipamento da terapia, colocá-lo em ação e mantê-lo operando com efetividade máxima. Às vezes, penso no grupo de terapia como um dínamo enorme: o terapeuta mergulha no interior – trabalhando, experimentando, interagindo (e sendo influenciado pessoalmente pelo campo energético). Em outros momentos, ele veste roupas de mecânico e conserta o exterior, lubrificando, apertando porcas e parafusos, substituindo peças.

Antes de nos voltarmos a tarefas e técnicas específicas, eu gostaria de enfatizar algo ao qual retornarei muitas vezes nas próximas páginas. Subjacente a todas as considerações técnicas, deve haver um relacionamento consistente e positivo entre o terapeuta e o paciente. A postura básica do terapeuta com o paciente deve ser de interesse, aceitação, genuinidade, empatia. Nada, nenhuma consideração técnica, tem precedência sobre essa atitude. É claro que há momentos em que o terapeuta desafia o paciente, demonstra frustração e até sugere que, se não estiver disposto a trabalhar, o paciente deve pensar em deixar o grupo. Contudo, es-

 

Capítulo 6 - O terapeuta: trabalhando no aqui-e-agora

PDF Criptografado

6

O terapeuta: trabalhando no aqui-e-agora

A principal diferença entre um grupo de psicoterapia que espera efetuar mudanças amplas e duradouras no caráter e no comportamento e grupos como o AA, grupos psicoeducativos, grupos cognitivo-comportamentais e grupos de apoio a pacientes com câncer é que o grupo de psicoterapia enfatiza a importância da experiência no aqui-e-agora. Terapeutas que são cientes das nuances dos relacionamentos entre todos os membros do grupo são mais capazes de trabalhar na tarefa do grupo, mesmo quando o foco da terapia não é fazer uma profunda exploração ou interpretação interpessoal e do grupo.1

No Capítulo 2, apresentei alguns dos princípios teóricos do uso do aqui-e-agora. É chegado o momento de nos concentrarmos na aplicação clínica do aqui-e-agora na terapia de grupo. Primeiramente, tenha em mente este importante princípio – talvez a questão mais importante em todo este livro: o foco no aquie-agora, para ser efetivo, consiste de dois níveis simbióticos, que não têm poder terapêutico isoladamente.

 

Capítulo 7 - O terapeuta: transferência e transparência

PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

167

7

O terapeuta: transferência e transparência

Após termos discutido os mecanismos da mudança terapêutica na terapia de grupo, as tarefas do terapeuta e as técnicas pelas quais o terapeuta realiza essas tarefas, volto-me neste capítulo do que o terapeuta deve fazer no grupo para como o terapeuta deve ser. Você, como terapeuta, desempenha algum papel? Até que ponto você é livre para ser você mesmo? O quanto você pode ser “honesto”? Quanta transparência você pode se permitir?

Qualquer discussão sobre a liberdade do terapeuta deve começar com a transferência, que pode ser uma ferramenta terapêutica efetiva ou um conjunto de obstáculos que impedem seus movimentos. Em seu primeiro e extraordinariamente presciente ensaio sobre psicoterapia (no capítulo final de Estudos sobre a histeria, 1895), Freud observou diversos impedimentos possíveis à formação de um bom relacionamento de trabalho entre o paciente e o terapeuta.1 A maioria poderia ser resolvida facilmente, mas um deles vinha de fontes mais profundas e resistia às tentativas de bani-lo do trabalho terapêutico. Freud chamou esse impedimento de transferência, pois consistia de atitudes para com o terapeuta que haviam sido

 

Capítulo 8 - A seleção de pacientes

PDF Criptografado

8

A seleção de pacientes

Uma boa terapia de grupo começa com uma boa seleção de pacientes. É improvável que pacientes designados incorretamente para um grupo de terapia se beneficiem com sua experiência terapêutica. Além disso, um grupo composto de forma inadequada pode estar fadado ao fracasso desde o princípio, nunca vindo a desenvolver um modo de tratamento viável para nenhum de seus membros. Portanto,

é compreensível que os pesquisadores da psicoterapia contemporânea examinem ativamente os efeitos de se combinarem pacientes com psicoterapias conforme suas características e atributos específicos.1

Neste capítulo, considero as evidências de pesquisas relacionadas com a seleção e o método clínico para determinar se certo indivíduo é um candidato adequado para a terapia de grupo. No Capítulo 9, que trata da composição do grupo, examinarei uma questão diferente: após se decidir que um paciente é um candidato adequado para terapia de grupo, para qual grupo específico ele deve ir? Esses dois capítulos concentram-se particularmente em um tipo específico de terapia de grupo: o grupo de pacientes externos heterogêneos com os objetivos ambiciosos do alívio de sintomas e mudança de caráter. Todavia, como discutirei em seguida, muitos desses princípios gerais têm relevância para outros tipos de grupo, incluindo o grupo voltado para problemas de curta duração. Aqui, como em outras partes deste livro, emprego a estratégia pedagógica de fornecer ao leitor os princípios e as estratégias

 

Capítulo 9 - A composição de grupos de terapia

PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

209

9

A composição de grupos de terapia

À primeira vista, um capítulo sobre a composição do grupo pode parecer anacrônico na prática contemporânea da psicoterapia de grupo. Pressões econômicas e do managed care sobre o terapeuta de grupo podem fazer com que a idéia de se compor um grupo de psicoterapia de forma criteriosa pareça um luxo impraticável. Como se pode pensar sobre o método ideal de compor grupos de terapia quando pressões para o alívio de sintomas, grupos homogêneos, reuniões estruturadas e brevidade da terapia estão na ordem do dia? Além disso, a pesquisa empírica indica que quanto mais breve e mais estruturado for o grupo, menos importantes serão as questões relacionadas com a sua composição.1 Para piorar as coisas, a pesquisa sobre a composição de grupos sem dúvida é uma das áreas mais complexas e confusas na literatura da terapia de grupo. Qual a razão então para se incluir um capítulo sobre a composição do grupo neste texto?

 

Capítulo 10 - A criação do grupo: local, tempo, tamanho, preparação

PDF Criptografado

10

A criação do grupo: local, tempo, tamanho, preparação

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

Antes de reunir um grupo, o terapeuta deve obter um local apropriado para as reuniões e tomar diversas decisões práticas sobre a estrutura da terapia: a saber, o tamanho e a duração do grupo, a admissão de novos membros, a freqüência das reuniões e a duração de cada sessão. Além disso, o profissional contemporâneo muitas vezes precisa negociar uma relação com uma fonte pagadora, uma HMO* ou organização de managed care.1 A tensão entre as prioridades terapêuticas e as prioridades econômicas do managed care com relação ao alcance e duração do tratamento também deve ser abordada.2 A dissonância entre os terapeutas e os administradores pode ter um efeito deletério sobre o relacionamento entre os pacientes e seus terapeutas.ϒ Toda a prática da terapia, incluindo a moral do terapeuta, terá benefícios se houver maior parceria e menos polarização.

Atualmente, os clínicos têm uma responsabilidade ética de defender as terapias efetivas. Eles devem instruir o público, desestigmatizar a terapia de grupo, construir organizações clínicas fortes com clínicos adequadamente credenciados e treinados e exigir que as fontes pagadoras prestem atenção nas pesquisas

 

Capítulo 11 - O começo

PDF Criptografado

11

O começo

O trabalho dos terapeutas de grupo começa muito antes da primeira reunião. Como já enfatizei, o sucesso de um grupo depende amplamente do desempenho efetivo do terapeuta nas tarefas pré-terapia. Em capítulos anteriores, discuti a importância crucial da seleção, composição, cenário e preparação adequados do grupo. Neste capítulo, considero o nascimento e o desenvolvimento do grupo: primeiramente, os estágios de desenvolvimento do grupo de terapia e, então, problemas com a freqüência, pontualidade, rotatividade de participantes e a adição de novos membros – questões importantes na vida do grupo em desenvolvimento.

ESTÁGIOS FORMATIVOS DO GRUPO

Cada grupo de terapia, com sua variedade única de personagens e interações complexas, passa por um desenvolvimento singular.

Todos os membros começam a ter manifestações interpessoais, cada um criando o seu próprio microcosmo social. Com o tempo, se os terapeutas fizerem o seu trabalho de forma efetiva, os membros começam a entender o seu estilo interpessoal e a experimentar com novos comportamentos. Devido à riqueza das interações humanas, combinada com o agrupamento de diversos indivíduos com estilos mal-adaptativos, é óbvio que o curso de um grupo ao longo de muitos meses ou anos será complexo e bastante imprevisível. Entretanto,

 

Capítulo 12 - O grupo avançado

PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

275

12

O grupo avançado

Quando um grupo atinge um grau de maturidade e estabilidade, ele deixa de apresentar estágios de desenvolvimento familiares e facilmente descritos. Inicia-se o rico e complexo processo de trabalho, e os principais fatores terapêuticos que descrevi anteriormente atuam com maior força e efetividade. Gradualmente, os membros envolvem-se de maneira mais profunda no grupo e usam a interação do grupo para abordar as questões que os trouxeram à terapia. O grupo avançado caracterizase pela capacidade crescente de reflexão, autenticidade, auto-revelação e feedback dos membros.1 Assim, é impossível formular diretrizes metodológicas específicas para todas as contingências. De um modo geral, o terapeuta deve tentar estimular o desenvolvimento e a operação dos fatores terapêuticos. A aplicação dos princípios básicos do papel e da técnica do terapeuta a eventos específicos do grupo e à terapia de cada paciente (conforme discutido nos Capítulos 5, 6 e 7) constitui a arte da psicoterapia e, por isso, não existe substituto para a experiência clínica, leitura, supervisão e intuição.

 

Capítulo 13 - Membros problemáticos de grupos

PDF Criptografado

13

Membros problemáticos de grupos

Ainda estou para encontrar um paciente que não seja problemático, que navegue pelo curso da terapia como um navio recém-batizado, escorregando pela rampa até a água.

Cada membro de grupo deve ter um problema: o sucesso da terapia depende de cada indivíduo encontrar e aprender a lidar com os problemas básicos da vida no aqui-e-agora do grupo. Cada problema é complexo, determinado e único. A intenção deste livro não é promover um compêndio de soluções para problemas, mas descrever uma estratégia e um conjunto de técnicas que possibilitem que o terapeuta se adapte a qualquer problema que surja no grupo.

A expressão “paciente problemático” já é problemática por si só. Tenha em mente que o paciente problemático raramente existe em um vácuo, mas é um amálgama que consiste de diversos componentes: a própria psicodinâmica do paciente, a dinâmica do grupo e as interações do paciente com os outros membros e o terapeuta. Geralmente, superestimamos o papel do caráter do paciente, enquanto subestimamos o papel do contexto interpessoal e social.1

 

Capítulo 14 - O terapeuta: formatos especializados e apoio metodológico

PDF Criptografado

14

O terapeuta: formatos especializados e apoio metodológico

O formato padronizado de terapia de grupo, no qual um terapeuta se reúne com 6 a 8 membros, costuma ser complicado por outros fatores: o paciente pode estar fazendo terapia individual concomitante; pode haver um coterapeuta no grupo; o paciente pode estar envolvido em um programa de 12 passos; ou o grupo pode reunir-se ocasionalmente sem o terapeuta. Neste capítulo, discuto essas variações e descrevo algumas técnicas e abordagens especializadas que, embora não sejam essenciais, podem facilitar o andamento da terapia.

TERAPIA INDIVIDUAL

E TERAPIA DE GRUPO CONCOMITANTES

Primeiramente, algumas definições. A terapia conjunta refere-se a um formato de tratamento em que o paciente é atendido por um terapeuta na terapia individual e por outro (ou por dois, se houver co-terapeutas) na terapia de grupo. Na terapia combinada, o paciente é tratado simultaneamente pelo mesmo terapeuta na terapia individual e em grupo. Não existem dados sistemáticos sobre a efetividade comparativa dessas variações. Conseqüentemente, os princípios e diretrizes devem ser formulados a partir do julgamento clínico e de um raciocínio baseado nos fatores terapêuticos propostos.

 

Capítulo 15 - Grupos de terapia especializados

PDF Criptografado

15

Grupos de terapia especializados

Os métodos da terapia de grupo se mostraram úteis em tantos cenários clínicos diferentes que não é mais correto falar da terapia de grupo. Ao contrário, devemos falar das terapias de grupo. De fato, conforme mostraria um rápido levantamento em jornais profissionais, a quantidade e o alcance das terapias de grupo são impressionantes.

Existem grupos para sobreviventes de incesto, para pessoas com HIV/AIDS, para pacientes com transtornos alimentares ou com transtorno do pânico, para suicidas, para idosos, para pais de crianças que sofreram abuso sexual, para pais de crianças assassinadas, para jogadores compulsivos e viciados em sexo, para pessoas com herpes, para mulheres com depressão pós-parto, para homens heterossexuais com disfunções sexuais e para gays com disfunções sexuais. Existem grupos para pessoas com hipercolesterolemia, para sobreviventes de divórcio, para filhos de pais com Alzheimer, para cônjuges de pessoas com Alzheimer, para alcoolistas, para filhos de alcoolistas, para homens violentos, para mães de drogaditos, para famílias de doentes mentais, para pais de filhas delinqüentes, para mulheres idosas deprimidas, para garotos adolescentes agressivos, para sobreviventes de ataques terroristas, para filhos de sobreviventes do Holocausto, para mulheres com câncer de mama, para pacientes de diálise, para pessoas com esclerose múltipla, leucemia, asma, anemia falciforme, sur-

 

Capítulo 16 - Terapia de grupo: ancestrais e primos

PDF Criptografado

16

Terapia de grupo: ancestrais e primos

Durante as décadas de 1960 e 1970, o fenômeno dos grupos de encontro, um movimento social robusto e impetuoso, varreu a nação. Grandes números de indivíduos participavam de pequenos grupos que às vezes eram descritos como “grupos de terapia para normais”. Atualmente, sempre que menciono os grupos de encontro para meus alunos, recebo olhares zombeteiros que perguntam: “O que é isso?” Embora os grupos de encontro sejam algo do passado, sua influência na prática da terapia de grupo permanece até hoje.

Existem várias razões pelas quais o terapeuta de grupo contemporâneo deve ter, no mínimo, um conhecimento básico deles.

to e evolução da terapia de grupo está completa sem uma descrição da fertilização cruzada entre as tradições de terapia e de encontro.

3. Finalmente, e isso pode parecer surpreendente, o grupo de encontro, ou pelo menos a tradição da qual ele surgiu, tem sido responsável por desenvolver a melhor e mais sofisticada tecnologia de pesquisa sobre grupos pequenos. Em comparação, as primeiras pesquisas sobre a terapia de grupo eram brutas e sem imaginação.

 

Capítulo 17 - A formação do terapeuta de grupo

PDF Criptografado

PSICOTERAPIA DE GRUPO

421

17

A formação do terapeuta de grupo

A terapia de grupo é uma planta curiosa no jardim da psicoterapia. Ela é forte: as melhores pesquisas disponíveis estabeleceram que a terapia de grupo é efetiva e tão robusta quanto a terapia individual.1 Mesmo assim, necessita de cuidados constantes. Seu eterno destino é ser sufocada periodicamente pelas mesmas velhas ervas daninhas: “superficial”, “perigosa”, “secundária – para ser usada apenas quando não houver terapia individual disponível ou esta não for acessível”.

Os pacientes e muitos profissionais da saúde mental continuam a subestimar e temer a terapia de grupo e, infelizmente, essas mesmas atitudes influenciam os programas de formação em terapia de grupo de uma forma negativa. A terapia de grupo não costuma ter prestígio acadêmico. A mesma situação predomina na hierarquia da administração de clínicas e hospitais: é raro o indivíduo que se envolve muito com terapia de grupo desfrutar de uma posição de autoridade profissional.

 

Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPPD000261536
ISBN
9788536312798
Tamanho do arquivo
6,4 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados