Ética

Autor(es): Dwight Furrow
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A coleção Conceitos-Chave em Filosofia é uma série de introduções concisas, acessíveis e interessantes às idéias centrais e aos temas encontrados no estudo da filosofia. Traduzidos por especialistas, estes livros, escritos especialmente para atender às necessidades dos leitores em formação, expõem idéias fascinantes, embora algumas vezes difíceis. A série é feita para fornecer uma base sólida em filosofia e cada livro é também o companheiro ideal para estudos ulteriores. A filosofia ocidental sempre colocou questões de ética em posição de destaque. Este livro é a introdução ideal ao tema. Ele oferece uma aprofundada análise e explicação de seis conceitos de base da filosofia moral: o agir moral, a razão, a felicidade, a obrigação, o caráter e a responsabilidade. Em acréscimo aos temas centrais, o texto discute também tópicos-chave, tais como o relativismo, o egoísmo, o naturalismo, a autonomia, a religião e a integridade.

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Introdução

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Introdução

A Filosofia Moral é o estudo sistemático da natureza da moralidade.

Quando estudamos a natureza de alguma coisa, espera-se aprender fatos novos dos quais não tínhamos conhecimento antes de iniciar tal estudo.

Estudamos Biologia, porque desejamos descobrir fatos novos a respeito de organismos naturais; estudamos Economia, porque desejamos compreender os processos que explicam o funcionamento do mercado. No entanto, moralidade é algo que a maioria de nós já conhece mesmo antes de entrar na sala de aula de uma universidade. Todas as sociedades têm códigos morais e a maioria das pessoas, ao atingir a fase adulta, conhece as regras ou práticas que compõem o código moral. A maioria de nós sabe que não deve matar pessoas inocentes, roubar os pertences de outras pessoas, ou tornar-se mentiroso patológico, havendo aprendido a conduta apropriada com várias autoridades morais na sociedade. E a maioria das pessoas quando se torna adulta pode fazer um relato razoavelmente coerente do porquê a moralidade

 

Capítulo 1 - A ação moral

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A ação moral

Para que possamos chegar a algumas conclusões a respeito de como devemos viver e quais obrigações específicas temos para com os outros, devemos começar por compreender a natureza humana e o que dá densidade aos seres humanos. De nada adiantaria vir com uma concepção de moralidade segundo a qual os seres humanos não poderiam viver ou só poderiam adotar com grande dificuldade, sacrificando algum outro componente essencial da existência humana. Consequentemente, desejamos começar nossa investigação descobrindo quais são os motivos que estão em jogo quando as pessoas agem moralmente e fornecem um relato do que faz com que a conduta moral seja inteligível para nós. Em outras palavras, queremos saber o que capacita os seres humanos a agir moralmente.

Um agente é alguém que age; um agente moral, portanto, é alguém que tem a habilidade para tomar decisões morais e agir de acordo com elas. Quais são as capacidades que nos habilitam a fazer julgamentos morais? A maioria dos filósofos, hoje, concordaria que, minimamente, para que sejamos agentes morais, devemos ter a capacidade de tomar as nossas próprias decisões e agir de acordo com elas. Isto, porque responsabilizamos os agentes morais por suas ações e os louvamos ou culpamos, dependendo da avaliação que fazemos de suas ações. Se não tomamos nossas próprias decisões, se nossas ações não estão sob nosso controle, a prática de louvar ou culpar outras pessoas por suas ações faria pouco sentido. Assim sendo, um requisito básico para o agir moral

 

Capítulo 2 - Razões morais objetivas

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Razões morais objetivas

A concepção de ação moral desenvolvida no Capítulo 1, requer que a razão desempenhe um papel significativo em nossa habilidade de estar no controle de nossas vidas. Temos de raciocinar a respeito do que nossos objetivos deveriam ser e raciocinar a respeito da melhor forma de os realizar. Além disso, a habilidade para raciocinar criticamente a respeito de nossos desejos ajuda-nos a manter nossa autonomia por meio do julgamento de nossos desejos,

à luz de valores e comprometimentos mais profundamente arraigados.

No entanto, as razões desempenham um outro papel também. Para participar em uma rede de relações que compõe nosso sistema de cooperações, temos de ser capazes de dar razões para nossas ações, quando solicitados a assim fazer.

Quando as nossas ações afetam os outros, é provável que as pessoas afetadas nos solicitem justificação de nossas ações, não somente no que tange suas efetividades ou eficácia, mas também de um ponto de vista moral. Nossa habilidade em participar naquele sistema de cooperação depende de nossa habilidade em fornecer a justificação adequada para o que planejamos fazer ou fizemos.

 

Capítulo 3 - Razões morais em contexto

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Razões morais em contexto

No Capítulo 2, concluímos que não podemos encontrar na objetividade uma fundamentação adequada para o raciocínio moral. Se a objetividade não pode fundamentar o nosso raciocínio moral, o que pode? Neste capítulo, quero explorar a possibilidade de que a fundamentação para o raciocínio moral encontra-se em nossos relacionamentos. Nós descobrimos o que a moralidade requer de nós e fazemos julgamentos sobre que tipo de pessoa ser e justificamos nossas ações por meio de nossa capacidade de raciocinar dentro do contexto dos vários relacionamentos que compõem nossas vidas.

Mas que tipo de relacionamentos? Afinal de contas, a exploração e a opressão caracterizam alguns relacionamentos. Certamente, essas não são as fundamentações adequadas para o raciocínio moral.

Os tipos de relacionamentos que apresentam a base lógica mais plausível para as necessidades da ética são os relacionamentos de cuidado. Isto é porque, ao cuidar de pessoas, assim como de objetos, instituições, etc., expressamos mediante nossas ações, o que tem valor para nós, e a ética parece estar inextricavelmente ligada a valores.

 

Capítulo 4 - Obrigação

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Obrigação

Nós já encontramos o conceito de obrigação, especialmente em conexão com a teoria de Kant. No entanto, não dissemos muito sobre o que seja uma obrigação e que tipo de trabalho ela deva empreender. Olhando de perto a ideia de obrigação, começamos a compreender a ideia de que a moralidade nos faz exigências.

Uma obrigação moral ou dever é uma exigência moral que leva um indivíduo a fazer ou não fazer alguma coisa. Nós tipicamente expressamos obrigações em frases que contêm a palavra “deve”, mas o sentido moral dessa palavra tem uma autoridade adicional associada a ela. Frequentemente usamos a palavra “dever” para significar que devemos fazer alguma coisa, ou alguma consequência má isto terá. “Eu devo ir para a cama às 11 horas, se quiser estar alerta amanhã”. Mas não sou moralmente obrigado a ir para cama às 11 horas.

Por outro lado, o uso moral de “deve” seguidamente, embora nem sempre, expressa o pensamento de que somos moralmente obrigados ou proibidos de fazer uma determinada ação – que uma ação é obrigatória.

 

Capítulo 5 - Felicidade

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Felicidade

Os capítulos anteriores nos permitem concluir que nossas capacidades, na condição de agentes morais, estão sob a dependência de relacionamentos, que a razão moral é pluralista e dependente do contexto, e que as obrigações são requisitos morais limitados, baseados na presença de conexões reais entre pessoas que constituam relacionamentos.

No entanto, não dissemos muito a respeito dos tipos de relacionamentos que devemos manter, como determinar os padrões de correção e de erro que caracterizam os nossos relacionamentos, ou que tipos de tratamento além dos requisitos mínimos da obrigação nos ajudarão a desenvolver como seres humanos. Em outras palavras, precisamos de um conceito do que devemos valorizar e porquê. Para completar o quadro da moralidade, precisamos de uma visão de como viver, que torne inteligível as nossas vidas morais.

Uma vez que tenhamos decidido o que queremos da vida e descrito os melhores e os piores modos de viver, podemos partir para a descrição das qualidades de caráter necessárias para viver uma vida boa. Padrões de correção e erro são produtos colaterais desta compreensão de como viver.

 

Capítulo 6 - Qualidades do caráter moral

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Qualidades do caráter moral

Os capítulos precedentes deixam algumas questões fundamentais sem resposta. Quais processos cognitivos e emocionais usamos para fazer julgamentos morais confiáveis? O que quer dizer ser guiado por aquilo com que você se importa? Como devemos resolver conflitos entre obrigações, e entre obrigações e outras preocupações morais? Quais são as atividades decorrentes do cuidado? Uma vez que a obrigação constitui somente uma parte da moralidade, quais são as outras considerações específicas que desempenham um papel na reflexão moral?

Respostas a essas questões requererão a apresentação de uma abordagem do que significa ser uma boa pessoa. Essa questão nunca esteve longe de nossa discussão. Mas nós a temos discutido indiretamente, em parte devido ao fato de que grande parte da teoria moral tradicional a trata como uma questão secundária. O utilitarismo e a deontologia focalizam quais ações são certas e quais erradas. Eles definem uma boa pessoa como aquela que realiza ações corretas e evita as erradas, mas dirigem a sua atenção à definição do que seja uma ação correta. No entanto, a ética do cuidado começou a mudar esta discussão, porque ações corretas são definidas como ações que surgem de certos motivos, particularmente daqueles que demonstram cuidado. Assim, na ética do cuidado, a ideia de cuidar de uma pessoa é primordial e da qual se derivam as concepções de ações corretas ou erradas.

 

Capítulo 7 - A responsabilidade moral

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A responsabilidade moral

No Capítulo 1, vimos que o agir moral é dependente de nossa capacidade de ingressar em relacionamentos e de os sustentar. Este capítulo continua aquela análise mostrando que atribuições de responsabilidade moral são similarmente dependentes de relacionamentos.

Uma das características mais predominantes de nossa realidade social é a prática de elogiar ou repreender as pessoas por suas ações. Elogio e repreensão são atitudes reativas assim como ressentimento, raiva, admiração, gratidão e indignação. Elas são reações a algo que alguém fez. Ver pessoas (incluindo a si mesmo) como merecedoras de elogio e repreensão é atribuir responsabilidade moral a elas. Dizer que alguém é moralmente responsável por uma ação é dizer que ele merece elogio ou repreensão.

O conceito de responsabilidade moral não deve ser confundido com outros usos da palavra “responsável”. Frequentemente falamos de responsabilidade causal, como, por exemplo, em “O terremoto de ontem foi responsável pela queda do edifício”. O terremoto causou a queda, mas não foi moralmente responsável por ela, porque o terremoto não pretendeu provocar a queda. Terremotos não são o tipo de coisa que pode ter intenções. Como veremos a seguir, a responsabilidade causal relaciona-se com a responsabilidade moral, mas não é idêntica a ela, uma vez que algo pode ser causalmente responsável por um evento sem ser moralmente responsável.

 

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