Nascidos na Era Digital: Entendendo a Primeira Geração de Nativos Digitais

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Contrapondo-se aos “imigrantes” digitais, ou seja, pessoas para quem a informática é uma novidade, os “nativos” digitais são crianças, adolescentes e jovens adultos que nasceram a partir da década de 80 e que sempre conviveram com o mundo informatizado.

14 capítulos

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Introdução

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INTRODUÇÃO

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ocê os vê em toda parte. A garota adolescente com o iPod, sentada à sua frente no metrô, digitando freneticamente mensagens em seu telefone celular. O inteligente garoto estagiário de verão do seu escritório, a quem você pede ajuda quando o seu programa cliente de e-mail falha. A garota de

8 anos que consegue bater você em qualquer videogame – e também digita muito mais rápido do que você. Até a sua sobrinha recém-nascida em Londres, que você ainda não conheceu, mas a quem já está ligado devido à série de fotos digitais que chegam toda semana.

Todos eles são Nativos Digitais. Todos nasceram depois de 1980, quando as tecnologias digitais, como a Usenet e os Bulletin Board Systems, chegaram online. Todos eles têm acesso às tecnologias digitais. E todos têm habilidades para usar essas tecnologias. (Exceto o bebê – mas ela logo vai aprender.)

É provável que você tenha ficado impressionado diante de algumas habilidades destes Nativos Digitais. Talvez seu jovem assistente tenha mostrado uma hilária sátira política online que você jamais encontraria sozinho, ou tenha apresentado materiais que fazem seus slides do PowerPoint parecerem medievais. Talvez seu filho tenha “Photoshopado” uma nuvem de uma foto de férias familiares e a transformado no cartão de natal perfeito. Talvez aquela garota de 8 anos tenha feito sozinha um vídeo engraçado que dezenas de milhares de pessoas assistiram no YouTube.

 

Capítulo 1: Identidades

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IDENTIDADES

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identidade já foi um dia uma questão bastante direta. Imagine uma garota de 16 anos vivendo vários séculos atrás, na era agrária. Ela tinha um lar em uma aldeia remota. Tinha duas formas de identidade: uma identidade pessoal e uma identidade social. Sua identidade pessoal derivava dos atributos que a tornavam única: suas características pessoais, as coisas pelas quais ela se interessava, as atividades às quais dedicava o seu tempo.

Em contraste, sua família, vizinhos e todas as outras comunidades a que ela pertencia contribuíam para a sua identidade social. Este segundo tipo de identidade, por sua vez, era moldado pela maneira como ela se mostrava para vizinhos e familiares.

A garota podia mudar à vontade muitos aspectos de sua identidade pessoal; optar por roupas diferentes, expressar-se de uma outra maneira, desenvolver novos hábitos e interesses. Podia mudar algumas partes de sua identidade social, associando-se a pessoas diferentes, ajustando seus relacionamentos sociais e assim por diante. Entretanto, não importava o quanto ela tentasse, não conseguiria controlar totalmente sua identidade social; a condição social da sua família, os mexericos dos vizinhos e outros fatores fora do seu controle imediato também poderiam afetá-la. E a sua identidade social poderia mudar com o passar do tempo. Importantes eventos da vida – o casamento e os filhos, as lutas e os sucessos – teriam feito diferença. Apesar dessas mudanças, as pessoas da sua aldeia ainda poderiam se lembrar de suas versões anteriores.

 

Capítulo 2: Dossiês

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DOSSIÊS

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a era digital, as pessoas negociam o tempo todo o controle em troca da facilidade de acesso. Os sistemas digitais oferecem meios extremamente eficientes de dirigir a vida nas sociedades conectadas à rede do mundo todo.

Essas facilidades de acesso permitem aos consumidores comprar mais coisas do que querem (ou que os marqueteiros acham que elas devem querer), os eleitores a participar mais facilmente da vida cívica, as burocracias a oferecer caminhos mais curtos para a provisão de serviços ou pagamento de contas, os empregadores extrair a maior produtividade de seus empregados, os médicos a promover melhor cuidado de saúde a seus pacientes e assim por diante.

Consideradas todas as informações digitais contidas, em muitas mãos diferentes, sobre uma dada pessoa constituem seu dossiê digital.1

O principal custo desse progresso para uma maior facilidade de acesso, eficiência e produtividade via tecnologias digitais conectadas à rede é que os indivíduos estão perdendo o controle desses dossiês. No negócio da tecnologia, o que é coletado é chamado de informações pessoalmente identificáveis ou “IPIs”. Os indivíduos estão perdendo o controle dessas informações porque a prática das corporações de coletar informações sobre as pessoas está mudando com rapidez maior do que as mudanças na maneira como os indivíduos tentam proteger as informações sobre eles. Em outras palavras, o mercado das informações sobre os indivíduos está se desenvolvendo mais rapidamente do que as normas sociais que regem a maneira como as pessoas protegem os dados a respeito delas. Nem o desenvolvimento das tecnologias nem as leis têm sido de muita ajuda aos indivíduos.

 

Capítulo 3: Privacidade

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Privacidade

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privacidade digital tem sido um tópico instigante desde que a internet se tornou um meio popular em meados da década de 1990. Nunca antes tantas informações sobre qualquer um de nós estiveram tão facilmente acessíveis para tantos, vivamos ou não da maneira como vivem os Nativos

Digitais. Há muitas diferenças regionais na maneira como a privacidade online é tratada nas culturas no mundo afora. A privacidade dos dados continua a ser um importante campo de batalha nos círculos políticos, particularmente em Bruxelas e em Washington. Mas não há consenso claro sobre o que fazer a respeito.

O estilo de vida dos jovens de todo o mundo aumenta a dificuldade e a importância de se lidar com as preocupações com a privacidade em uma era digital. Os jovens que estão vivendo mediados pelas tecnologias digitais vão pagar um alto preço, em algum momento da sua trajetória de vida, devido à maneira como a privacidade é tratada neste ambiente convergente e híbrido.

 

Capítulo 4: Segurança

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Segurança

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mbora a questão da privacidade online crie perigos reais e desafios genuínos, as evidências mostram que não é com isso que os pais dos Nativos

Digitais estão perdendo a maior parte do seu sono. A principal preocupação para a maioria das pessoas é a segurança. Pais e professores dos Nativos Digitais se preocupam demais com a segurança digital – muito mais do que os próprios Nativos Digitais. É a primeira coisa que as pessoas mencionam em sua lista de preocupações com o que seus filhos estão fazendo online. Os predadores que buscam menores vulneráveis online; pornografia onipresente; vício em internet; intimidação cibernética – a lista dos perigos que espreitam dentro do computador da família aumenta cada vez mais, alimentada por histórias de tirar o fôlego apresentadas nos noticiários da noite sobre crimes relacionados à internet. Um fluxo constante de relatórios do governo reforça as ansiedades sobre os estranhos que nossos filhos podem conhecer online, e o assédio silencioso – ou pior – que pode advir disso. Esses relatórios são frequentemente longos quanto à hipérbole, mas escassos quanto aos dados.

 

Capítulo 5: Criadores

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CRIADORES

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m outubro de 2006, o New Yorker publicou uma história sobre uma estrela de cinema que ganhou o Oscar. Não se trata de alguém particularmente famosa – Helen Mirren, Judi Dench, Meryl Streep ou Cate Blanchett.

Na verdade, esta vencedora do Oscar é conhecida apenas daqueles que passam muito tempo no YouTube. Seu nome é Stevie Ryan.

Stevie recebeu seu primeiro “Oscar” quando tinha 22 anos. Como muitas pessoas, cresceu sonhando com o estrelato em Hollywood. Em vez de fazer sucesso da maneira em que a geração de seus pais poderia ter feito, Stevie tornou-se uma estrela sem a ajuda dos poderosos e famosos produtores de cinema. Stevie iniciou seu caminho em Hollywood da maneira clássica, mas foi no espaço cibernético que encontrou seu público. Ela criou uma personagem chamada Cynthia, uma moça latina de 18 anos do setor leste de Los Angeles, que se tornou mais conhecida como Little Loca. O “Oscar” de Stevie não veio da Academy Awards, mas do YouTube, pouco depois que ela entrou com o quadragésimo vídeo que criou. Seus vídeos foram vistos mais de um milhão de vezes. Uma nova edição atrai regularmente uma audiência de dezenas de milhares de espectadores. Stevie está entre os cem principais produtores de vídeo de todos os tempos do YouTube, em termos do número de espectadores regulares que acessam seu canal.1

 

Capítulo 6: Piratas

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PIRATAS

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uando se trata de mídia, os Nativos Digitais parecem espécies completamente diferentes de seus pais e avós. Eles não lembram das fotografias tiradas em um rolo de filme que tinha de ser levado a uma loja especializada para ser revelado; eles pensam em imagens digitais, instantaneamente visíveis, deletáveis e compartilháveis com amigos na internet. Os Nativos

Digitais não pensam nas notícias e nas informações como algo que chega em um maço de papel na porta de casa pela manhã; pensam em termos de um

“mash-up” maciço, convertido e frequentemente digital de manchetes, blogs, vídeos e podcasts. Acima de tudo, os Nativos Digitais não pensam em termos de música gravada na forma de LPs, cartuchos, fitas-cassete ou mesmo CDs, vendidos em uma loja de discos; a música, para eles, existe em um formato digital que podem baixar da internet, circular por aí e compartilhar com amigos e parentes.

Com tantas formas de mídia disponíveis em formatos digitais, os Nativos Digitais estão criando um novo campo criativo. Os jovens mais criativos estão interagindo com as notícias, o entretenimento e outras informações de maneiras inimagináveis alguns anos atrás. Estes jovens não são consumidores passivos daquilo que a mídia apresenta, mas participantes ativos da criação de significado na sua cultura. A forma de arte do remix, em que os arquivos digitados são combinados para criar um novo arquivo de vídeo ou áudio, já está tendo um efeito na percepção cultural no mundo todo. E a criatividade se estende também à inovação na forma de novas plataformas e modelos de negócios – incluindo Napster, Facebook e YouTube – para distribuição da mídia digital.

 

Capítulo 7: Qualidade

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Qualidade

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m 26 de maio de 2005, alguém acrescentou o seguinte texto à biografia na Wikipédia do conhecido escritor e jornalista norte-americano John

Seigenthaler Sr.:

John Seigenthaler Sr. foi assistente do Procurador Geral Robert Kennedy no início da década de 1960. Durante um curto tempo, pensou-se que ele estivesse diretamente envolvido nos assassinatos dos irmãos John e Bobby

Kennedy. Nada nunca foi provado.

John Seigenthaler mudou-se para a União Soviética em 1972 e retornou aos Estados Unidos em 1984. Pouco depois, iniciou uma das maiores empresas de relações públicas do país.

Mais ou menos quatro meses depois que estes parágrafos foram adicionados à biografia de Seigenthaler na Wikipédia, um de seus amigos descobriu a entrada. Seigenthaler ficou furioso ao ler que alguém o havia acusado de estar envolvido no assassinato dos Kennedy – em tudo uma falsidade.

Seigenthaler decidiu responder, usando a principal mídia que ele entendia tão bem como o meio de reparar sua reputação danificada. Assim fazendo, desencadeou uma avalanche. Embora as acusações falsas tenham sido rapidamente retiradas do Wikipédia logo após sua queixa, seguiu-se uma longa controvérsia pública. A controvérsia não se referia ao passado de Seigenthaler

 

Capítulo 8: Sobrecarga

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SOBRECARGA

Acho que a razão por que as revistas impressas são ainda muito populares é porque a gente tem mais a sensação ... é como um número da revista, contando as coisas que aconteceram esta semana.

E na internet ... não há início nem fim.

– UNIVERSITÁRIO DE HARVARD, 18 ANOS

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omente em 2007, foram criados, armazenados e replicados 1.288 x 1018 bits, ou 161 bilhões de gigabytes, de conteúdo digital. Em termos leigos, isso significa três milhões de vezes as informações contidas em todos os livros jamais escritos, ou doze pilhas de livros que vão da terra até o sol, ou seis toneladas de livros para cada pessoa. Seriam necessários dois bilhões de iPods da mais alta capacidade para armazenar todas essas informações. Em 2003, os pesquisadores estimaram que a produção de informações do mundo devia estar em torno de cinco bilhões de gigabytes. Os relatos atuais preveem que haverá 988 bilhões de gigabytes de informações em 2010. O mais surpreendente de tudo não é o tamanho absoluto do ambiente das informações, mas o índice de crescimento. A cada ano a quantidade de informações aumenta ainda mais rapidamente do que no ano anterior.1

 

Capítulo 9: Agressores

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AGRESSORES

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m 16 de abril de 2007, Seung-Hui Cho abriu fogo no campus de Virginia

Tech, matando ou ferindo 32 colegas e membros do corpo docente. A violência de Cho, o pior incidente desse tipo, conduziu a um luto mundial. As vítimas vinham de culturas e continentes do mundo todo.1

Horas depois da tragédia, tiveram início as acusações. Em um programa ao vivo após outro, autoridades especulavam sobre o papel dos videogames violentos na instigação de Cho para cometer um crime tão absurdo. Um analista culpou repetidamente o game Counter-Strike, um jogo de atiradores de primeira pessoa, em que o jogador simula um agente contraterrorista caçando terroristas. Em uma entrevista no programa Larry King ao vivo, o Dr.

Phil McGaw responsabilizou os videogames. Mas os alunos que moravam no dormitório de Virginia Tech com Cho disseram que, na verdade, eles nunca o viram jogando videogames, muito menos o Counter-Strike. Os psicólogos que analisaram Cho e outros atiradores em escolas indicaram, em vez disso, um conjunto de fatores muito diferentes como as causas básicas desses crimes, como sentimentos de rejeição aguda e preocupação com a morte. Logo, grande parte da atenção em torno do tiroteio voltou-se para os sinais de advertência despercebidos que tanto os alunos quanto os adultos haviam visto em uma série de peças mórbidas que Cho havia escrito. A conversa sobre o jogo violento como a causa da tragédia finalmente se aquietou.2

 

Capítulo 10: Inovadores

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INOVADORES

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m poucos anos, o Facebook escalou de uma ideia de alojamento de estudantes para um nome conhecido, e seus criadores – Mark Zuckerberg e seus amigos da Universidade de Harvard – tornaram-se lendas na história do empresariado da tecnologia. Sem muito capital e (principalmente) independentes de grandes parceiros, eles criaram uma plataforma em três anos que agora está próxima do centro do movimento da web 2.0. O Facebook tornou-se um “serviço público social” (social utility), para usar a própria terminologia da empresa, que abastece e documenta dezenas de milhões de relacionamentos humanos. A ascensão meteórica da empresa já é tema de livros inteiros.

No outono de 2007, a Microsoft de Bill Gates – que abandonou a Universidade de Harvard para se dedicar à sua empresa – investiu 240 milhões de dólares no Facebook de Zuckerberg – que também abandonou a mesma universidade. A Microsoft não conseguiu sequer 2% das ações do Facebook para seu investimento de um quarto de milhão de dólares. O investimento da

 

Capítulo 11: Aprendizes

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APRENDIZES

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o final da década de 1990, a Faculdade de Direito de Harvard investiu muito dinheiro para renovar e modernizar algumas belas salas de aula antigas. Entre outras coisas, eles decidiram instalar novas cadeiras. As antigas eram incrivelmente desconfortáveis – duras, de plástico e ajustadas ao contorno do corpo. As cadeiras remontavam a uma era anterior da educação, em que se esperava que os alunos se sentassem duros e rígidos, respondessem a perguntas difíceis e fizessem anotações enquanto o velho e respeitável professor na frente da classe incutia em seus cérebros os procedimentos probatórios.

Tendo decidido atualizar as cadeiras, a Faculdade de Direito de Harvard instalou uma tomada para internet na cadeira de cada aluno, juntamente com uma tomada elétrica para laptops. Ocorreu de esta renovação coincidir com a era ponto-com, em que os alunos estavam abandonando a tecnologia anterior para iniciar suas próprias companhias de internet. Até mesmo os sócios e os parceiros das empresas de advocacia estavam começando a se juntar aos ponto-com. Para não ser superada por outras faculdades que estavam preparando seus advogados para praticar em uma era digital, a administração da

 

Capítulo 12: Ativistas

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ATIVISTAS

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magine um país em desenvolvimento que esteja começando a adquirir alguma tração econômica, com índice de crescimento de 6 ou 7% ao ano. O presidente, candidatando-se à reeleição, enfrenta um forte desafio por parte de um líder popular da oposição. O desafiador, o carismático membro de uma tribo com muitos seguidores, faz uma campanha cerrada. A eleição está próxima. Depois da votação, o presidente organiza uma coletiva rápida e abruptamente se declara o vencedor. Os que apoiam seu oponente protestam com veemência. A violência se espalha pelo país. A principal cidade vira um tumulto. O principal porto do país fecha suas portas.

Durante a eleição, um grupo de cidadãos usou a internet e telefones celulares para contar a história do que estava acontecendo através de relatos em primeira mão. Esses ativistas, alguns deles Nativos Digitais, tiraram fotografias dos eventos e as colocaram na web. Eles criticaram os relatos formais apresentados pelo governo e pela imprensa. Organizaram oposição por telefones celulares e por e-mail, no processo de conectar pessoas que nunca haviam se encontrado e organizar encontros e comícios de maneira muito mais eficiente do que poderiam fazê-lo sem a tecnologia. Em seguida às eleições, os ativistas dos dois lados da disputa continuaram a relatar a violência e a contar a história do que estava acontecendo para uma audiência global. A imprensa mundial se baseava, consideravelmente, nos mais confiáveis relatos em primeira mão para os artigos que as pessoas fora do país liam nos jornais de Londres, Tóquio e Washington, D.C.

 

Capítulo 13: Síntese

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SÍNTESE

E-mail de John para Urs, em 27 de novembro de 2007, a bordo do voo 285 da BA; de Londres para São Francisco

Chegamos ao último capítulo. Primeiro fizemos um esboço deste capítulo à maneira antiga, para iniciantes, mas acho que devemos descartar essa versão. Foi ideia sua escrever esta última seção por e-mail. Acho que é uma ideia inspirada. Vou começar imediatamente e lhe envio uma primeira mensagem, você responde, e assim continuamos. No fim, nós o costuramos juntos e o transformamos em um capítulo. Vamos ver se funciona.

Neste momento estou bem acima do meio do Atlântico, enquanto digito, viajando da Europa de volta para casa, para os Estados Unidos. Este me parece um lugar auspicioso para começar. Estou justamente entre nossos respectivos lares, em termos geográficos.

Meu amigo e coautor: depois de alguns anos escrevendo e pesquisando sobre aqueles que Nasceram Digitais, conseguimos a maior parte de um livro.

Este “livro” é, neste momento, um conjunto de ideias, discutidas na forma de um arquivo digital em um canto compartilhado do espaço cibernético, acessível apenas a algumas pessoas. Este conjunto de ideias e palavras que reunimos logo vai ser transformado: impresso em papel, encardenado e enviado para as livrarias Borders e direto para os clientes que o encomendarem na

 

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