Psicologia Hospitalar - Teoria, Aplicações e Casos Clínicos, 3ª edição

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A Psicologia da Saúde compreende o comportamento no contexto de saúde-doença. Assim, a utilização do modelo tradicional da Psicologia Clínica em ambiente hospitalar tornou-se ineficaz e as ações clínicas em hospital geral passaram a representar um grande desafio aos psicólogos, que buscam auxiliar o paciente na manutenção de planos terapêuticos. _x000D_
A terceira edição de Psicologia Hospitalar | Teoria, Aplicações e Casos Clínicos, ampliada e atualizada, além de retratar a função do psicólogo nesse contexto, apresenta empregados em diferentes casos clínicos, demonstrando como se estrutura e se aplica o conhecimento psicológico na atenção à saúde. _x000D_
O livro é prático e objetivo, e eleva a discussão para a integralidade da atenção e a inter-relação das equipes multiprofissionais de atendimento._x000D_
Diferenciais:_x000D_
• Edição ampliada, com sete capítulos novos abordando temas atuais;_x000D_
• Discussão sobre a integralidade da atenção e a inter-relação com as equipes multiprofissionais;_x000D_
• Apresentação de casos clínicos com planos de intervenção no contexto da psicologia em ambiente hospitalar.

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1. Formação do Psicólogo para as Áreas da Saúde e Hospitalar

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1

Formação do Psicólogo para as Áreas da Saú­de e

Hospitalar

Maria Cristina de Oliveira Santos Miyazaki   

Neide Aparecida Micelli Domingos    Leda Maria Branco  

  Maria Jaqueline Coelho Pinto

Introdução

Uma profissão é reconhecida quando “um número crescente de pessoas começa a responder com sucesso a uma necessidade social, por meio da aplicação de certos saberes teó­ricos e práticos”

(Monteiro, 2015, p. 15). Pode-se dizer o mesmo das diferentes atividades específicas de uma profissão, isto é, das especialidades que se desenvolvem em razão de determinada demanda, como

é o caso da Psicologia da Saú­de e Hospitalar (Resolução CFP n. 03/2016). Contudo, antes de se especializar, o psicólogo deve adquirir competências e habilidades básicas desenvolvidas durante o curso de graduação.

Graduação em Psicologia

No Brasil, o projeto pedagógico dos cursos de graduação deve basear-se nas Diretrizes Curriculares

Nacionais, que “constituem as orientações sobre princípios, fundamentos, condições de oferecimento e procedimentos para o planejamento, a implementação e a avaliação deste curso”. De acordo com essas diretrizes (Brasil, 2011):

 

2. Avaliação Psicológica em Saúde

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2

Avaliação

Psicológica em Saúde

Lisandra Borges   Makilim Nunes Baptista

Introdução

A avaliação psicológica no contexto da saú­de tem se mostrado uma á­ rea fundamental no auxílio da compreensão do adoecimento e de como o ser humano pode se manter saudável ao longo da vida (Capitão et al., 2005). Essa á­ rea de atuação do psicólogo tem como foco compreender e intervir nos aspectos psicológicos e comportamentais da saú­de física e mental em diferentes locais de prática, como hospitais, ambulatórios e outros serviços de saú­de (APA, 2016).

De maneira mais específica, os psicólogos que ­atuam na ­área da saú­de buscam compreender os fenômenos relacionados com a saú­de e a doen­ça, o processo de adoecimento e as maneiras pelas quais os in­di­ví­duos se mantêm saudáveis ao longo da vida. A atuação envolve ações de promoção da saú­de, prevenção e tratamento de pessoas portadoras de doen­ças (recupe­ração e reabilitação), bem como a elaboração de projetos que visem a melhorias no sistema e nas políticas públicas. Nesse sentido, a avaliação psicológica é de extrema importância, pois, de maneira sistemática, é possível avaliar diferentes aspectos (afetivos, cognitivos e comportamentais) do paciente, família, sistema de saú­de e do contexto sociocultural (Belar e Deardorff, 2009; Capitão e Baptista, 2015; Friedman e Silver, 2007).

 

3. Psicologia Ambulatorial em Hospital Geral | Critérios para Assistência, Ensino e Pesquisa

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3

Psicologia Ambulatorial em Hospital Geral |

Critérios para Assistência,

Ensino e Pesquisa

Diana Tosello Laloni   Queila Pierre Fernandes

Introdução

Na década de 1960, quando a Psicologia Clínica foi incorporada aos hospitais, o psicólogo fazia o papel de avaliador como provedor de serviços de psicometria, tanto no âmbito clínico quanto de pesquisa, e sua atenção era exclusiva às doen­ças mentais. A maioria dos esforços era dirigida às questões da psicopatologia e da intervenção com pacientes psiquiá­tricos. Segundo Sweet et al. (1991), o modelo biomédico sustentava que as doen­ças tinham causas exclusivamente biológicas, o que resumiu a visão dominante da Medicina durante a maior parte do século 20, justificando o âmbito da

Psicologia Clínica exclusivamente voltada para a saú­de mental. Com o decorrer dos anos, os médicos aprenderam a reconhecer a importância dos fatores psicológicos nas doen­ças por meio da descrição dos processos etiológicos, da apresentação de tratamentos eficazes, da demonstração de projetos de pesquisa cuidadosos, da avaliação efetiva do comportamento, o que forneceu evidências na relação comportamento e doen­ças que eram anteriormente inatingíveis, conforme Straub (2014).

 

4. Psico-oncologia

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4

Psico-oncologia

Thais de Lima Bezerra   Aila Alves Alvarenga

Taurisano   Helena Bazanelli Prebianchi

Introdução

Este capítulo aborda, de modo teó­rico-prático, o atendimento ao paciente oncológico, bem como a importância da compreensão dele sobre seu quadro clínico. Após uma breve revisão bibliográfica, apresenta-se a descrição de um ambulatório de Oncologia/quimioterapia e um exemplo de caso clínico.

Incidência de câncer

A estimativa mais recente do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que, em 2016, 596 mil novos casos de câncer foram diagnosticados, em sua maioria os cânceres de próstata e de mama.

Vê-se, portanto, que se trata de uma demanda crescente de casos e, consequentemente, de uma demanda relacionada com o aprimoramento profissional para que os profissionais de saú­de possam compreender a rede complexa que envolve o processo saú­de-doen­ça e, assim, trabalhar adequadamente no tratamento com os pacientes e seus familiares.

 

5. Psicólogo e Equipe Multiprofissional nos Cuidados Paliativos

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5

Psicólogo e Equipe

Multiprofissional nos

Cuidados Paliativos

Estefânia Ibarra Dobes da Rosa  • 

Gésio Eduardo Antas Rodrigues

Introdução

O termo “paliativo” é oriundo do latim pallium, que significa “manta”, “capa” ou “coberta”, e era utilizado para denominar os mantos oferecidos aos peregrinos quando eles deixavam os hospices, a fim de protegê-los durante as viagens. Atualmente, além de trazer a ideia de acolhimento e proteção, paliativo abrange a valorização do cuidado ao ser humano com base no enfoque holístico, isto é, proteger aqueles que a Medicina curativa já não acolhe mais (Manchola et al., 2016; Hermes e Lamarca, 2013).

De acordo com o Manual de Cuidados Paliativos, da Academia Nacional de Cuidados Paliativos

(ANCP, 2009), o conceito tem suas raí­zes históricas na Roma católica do ­século 5, com a ideia de abrigos e hospedarias (os hospices) destinados a abrigar viajantes e peregrinos. No s­ éculo 17, multiplicaram-se as instituições de caridade que cuidavam de pobres, órfãos e doentes, ganhando características de instituições hospitalares apenas dois ­séculos depois.

 

6. Neuropsicologia

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6

Neuropsicologia

Marina Stahl Merlin   Silvia Stahl Merlin

Introdução

A Neuropsicologia é um campo de conhecimento interdisciplinar que abrange diferentes ­áreas das neurociên­cias. É uma ciên­cia aplicada cujo foco de interesse é a expressão comportamental das funções neurológicas, seja em condições normais ou patológicas (Lezak et al., 2004). Interessada no comportamento humano, apoia-se em conhecimentos da Neurologia Clínica, Psicologia

Cognitiva-Comportamental e Psiquiatria Biológica, requerendo autoridade sobre o sistema nervoso central (SNC) e periférico; sobre o desenvolvimento neurológico e psicológico; sobre neuroquí­ mica e processos neurobiológicos dos estados emocionais e comportamentais.

A avaliação neuropsicológica deve ser rea­li­zada por psicólogos, pois envolve a aplicação de testes cognitivos e psicológicos e a análise do comportamento humano, habilidades desenvolvidas exclusivamente na formação em Psicologia. No entanto, o neuropsicólogo deve ser um especialista, capaz de estudar o comportamento humano de maneira mais específica, considerando os achados neurológicos.

 

7. Hospitalização de Idosos em Atenção Interdisciplinar

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7

Hospitalização de Idosos em Atenção Interdisciplinar

Adriana Said Daher Baptista   Silvia Stahl Merlin

Introdução

É um desafio escrever sobre a hospitalização de idosos em atenção interdisciplinar, no sentido de condensar todas as informações importantes que o tema revela. No entanto, tomou-se como objetivo explanar o assunto de maneira geral, a fim de conhecer alguns pontos relevantes a serem estudados e aprofundados ao longo do atendimento a idosos hospitalizados.

É essencial, ao atender um caso, não ficar no superficial, interessar-se pelo paciente, sua condição de saú­de e sua vida, porém, no atendimento hospitalar é necessário ter objetivos claros e pontuais, já que o paciente tem um tempo determinado para se manter na instituição hospitalar. É claro que o atendimento psicológico não precisa se reduzir a esse espaço de tempo, uma vez que existem outros recursos para ser rea­li­zado, quando necessário, os encaminhamentos de modo adequado, como será visto ao longo deste capítulo.

 

8. Atendimento ao Paciente Renal Crônico em Tratamento de Hemodiálise

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8

Atendimento ao Paciente

Renal Crônico em Tratamento de

Hemodiá­lise

Gabriela da Silva Cremasco   Tânia Rudnicki

Introdução

Doen­ça crônica é definida como aquela de longa duração ou permanente, além de provocar incapacitação em decorrência de alterações patológicas ocasionadas. Necessita de longos perío­dos com reabilitação, controle e cuidados. Nos últimos anos, as doen­ças crônicas têm sido objeto de constantes pesquisas e intervenções dos profissionais de saú­de.

O processo de envelhecimento da população, somado à diminuição da taxa de mortalidade a partir dos avanços da Medicina e à melhora das condições de saneamento, vem modificando a perspectiva da disseminação de doen­ças no mundo, figurando a doen­ça crônica como a principal causa de morbidade e mortalidade do homem moderno. Assim, a preocupação ante a cronicidade das doen­ças deve-se à sua significativa incidência e prevalência. As mudanças de comportamento e hábitos das pessoas também são importantes va­riá­veis para esse novo quadro (Almeida Filho e

 

9. Enfermaria de Obstetrícia

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9

Enfermaria de Obstetrícia

Valéria Batista Menezes Agostinho dos Santos   

Luana Maria de Oliveira

Introdução

Para iniciar a exposição sobre a atuação da Psicologia em uma enfermaria de obstetrícia vale pontuar o caminho dessa profissão na ­área da saú­de. A Psicologia da Saú­de pode ser definida como

[…] um conjunto de contribuições educacionais, científicas e profissionais, específicas da Psicologia à promoção e à manutenção da saú­de, à prevenção e ao tratamento das doen­ças, à identificação da etiologia e ao diagnóstico relacionado à saú­de, à doen­ça e às disfunções relacionadas, e a análise do desenvolvimento do sistema de atenção à saú­de e formação de políticas de saú­de (Matarazzo, 1980).

Essa especialidade, que trabalha com as in­fluên­cias psicológicas no processo de saúde/doen­ça, passou a ser estudada de maneira mais estruturada a partir da década de 1940, com a Medicina

Psicossomática, considerando a multifatorialidade do adoecimento. Já na década de 1970, com as reformulações do modelo biomédico e a visão biopsicossocial do paciente, a Psicologia da Saú­de ganhou maior visibilidade. Têm-se como marcos o grupo de trabalho na ­área da saú­de criado pela

 

10. Atuação Psicológica em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

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10

Atuação Psicológica em

Unidade de Terapia

Intensiva Neonatal

Queila Pierre Fernandes   

Valéria Batista Menezes Agostinho dos Santos

Introdução

A atuação psicológica em uma unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal remete a um conjunto de discussões que vão desde a concepção do bebê e seu nascimento até a necessidade de internação em situação de urgência e emergência em uma unidade médica hospitalar e, portanto, de alta complexidade.

Entre as muitas discussões, está a busca pelos estudos da interação da día­de mãe-bebê que, historicamente, foi sendo modificada com o passar dos anos. Pierre Budin, o primeiro neonatologista moderno, pautou a importância da manutenção da mãe junto ao recém-nascido (RN) quando, na ocasião, a situação não era a de permanência das mães nas instituições de saú­de (Baptista et al., 2010).

No início do s­ éculo 20, em razão da elevada taxa de morbidade e mortalidade dos bebês por infecções, instituiu-se um sistema rigoroso de isolamento e a desestimulação do contato das mães e pais com seus filhos internados, o que, consequentemente, afetava diretamente a vinculação estabelecida na día­de mãe-bebê (Klaus e Kennell, 1993). Contudo, Baptista et al. (2010) apontam para o fato histórico que, durante a Segunda Guerra Mundial, em razão da ausência de pessoas habilitadas para cuidar dos bebês internados, ocorreu uma estimulação para que as mães se aproximassem dos cuidados de seus filhos. Nesse contexto, foi observado um nítido decréscimo da mortalidade infantil, fazendo surgir, em 1940, por Edith Jackson e colaboradoras, a proposta de uma prática de alojamento conjunto, por meio do qual a presença da mãe nos cuidados do filho hospitalizado era entendida como favorável ao desenvolvimento do bebê.

 

11. Psicologia Clínica no Pronto-Socorro Infantil

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11

Psicologia Clínica no

Pronto-socorro Infantil

Diana Tosello Laloni

Introdução

O Ministério da Saú­de (2002), por meio da Portaria n. 2.048,  definiu a á­ rea de Urgência e

Emergência dos serviços médicos considerando que o crescente aumento da violência urbana e de acidentes e a insuficiên­cia das redes de serviços contribuí­am para a sobrecarga desses serviços.

Essa resolução transformou essas áreas em problemáticas para o sistema de saú­de. A assistência

às urgências ocorre, ainda hoje, predominantemente nos serviços que atuam exclusivamente para esse fim: os tradicionais prontos-socorros, abertos 24 h, que funcionam como porta de entrada do sistema de saú­de, acolhendo pacientes de urgência propriamente dita, desgarrados da atenção primária e especializada, além das urgências sociais. Essas demandas misturam-se nas unidades de urgência, superlotando-as e comprometendo a qualidade da assistência prestada à população.

A portaria estabeleceu normas e regulamentos, a serem implantados em até 2 anos da data de sua publicação, sobre o atendimento de urgências e emergências, determinando os serviços de suporte nas unidades. As Unidades de Referência de tipo I são aquelas instaladas em hospitais especializados e que contam com recursos tecnológicos e humanos adequados para o atendimento das urgências/emergências de natureza clínica e cirúrgica, nas ­áreas de Pediatria, Traumato-Ortopedia ou Cardiologia. Para sua classificação e seu cadastramento, a unidade deve dispor de recursos humanos (profissionais) mínimos indispensáveis, presentes no hospital, capacitados para atendimento às urgências/emergências em suas á­ reas específicas de atuação profissional e serviço de suporte, acompanhamento clínico e reabilitação; também deve contar com os serviços e profissionais das seguintes á­ reas (dependendo do volume de atendimento, esses profissionais não precisam ser exclusivos da unidade): Psicologia Clínica, Nutrição, Assistência Social, Fisioterapia, Terapia Ocupacional,

 

12. Psicologia Pediátrica | Avaliação e Intervenção

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12

Psicologia Pediá­trica |

Avaliação e Intervenção

Marina Cruvinel Macedo   Rafael Andrade Ribeiro   

Rosana Righetto Dias

Introdução

Este capítulo tem como objetivo apresentar considerações e aspectos teórico-práticos sobre a

Psicologia Hospitalar Pediá­trica. É de fundamental importância a discussão da avaliação e da intervenção psicológica nesse contexto e dos procedimentos que identifiquem essa realidade, em razão dos possíveis comprometimentos emocionais/comportamentais consequentes da hospitalização para a criança e seus familiares.

Inicialmente, serão apresentadas discussões teó­ricas relevantes para a atuação na área, como desenvolvimento infantil, possíveis conse­quências da hospitalização e a importância da avaliação psicológica. Por fim, serão apresentados dois modelos assistenciais psicológicos com estudos de casos.

O primeiro modelo é de um trabalho em enfermaria de Pediatria de um hospital geral/hospitalescola. A metodologia do trabalho demonstrada descreve o procedimento/instrumento denominado visita psicológica (VP). Esse procedimento tem como intuito triar/avaliar os casos visando a priorizar os atendimentos e intervenções psicológicas.

 

13. Sistema Familiar de Crianças com Transtorno do Espectro Autista

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13

Sistema Familiar de

Crianças com Transtorno do Espectro Autista

Fabrício Robson Lahr   Fátima Iara Abad Sanchez

Introdução

De todos os bens do ser humano, poucos lhes pertencem de modo tão íntimo e especial como sua família. Esse bem, por si só, justificaria a realização de um estudo sobre ela. Contudo, aparentemente, a curiosidade natural pelas funções e relações da família pode estender-se à história das atitudes, das expressões emocionais e concepções que já sofrem in­fluên­cias de fatores culturais, assim como das diferenças existentes dentro da própria família.

O estudo dessas interações contribui para que os valores existentes nas famílias nunca sejam esquecidos, pois, diante do enfrentamento para as soluções de problemas, pode-se encontrar famílias dotadas de expectativas para mudança.

Este capítulo descreve os determinantes psicológicos de famílias com crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Entende-se por determinantes psicológicos os padrões comportamentais que as famílias estruturam e organizam na relação social e no desenvolvimento dessas crianças.

 

14. Cuidado Integral a Crianças e Adolescentes com Doenças Crônicas e seus Cuidadores

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14

Cuidado Integral a

Crianças e Adolescentes com Doenças Crônicas e seus Cuidadores

Aline Santarem Ernesto   Marcos Tadeu Nolasco da Silva

Doenças crônicas e o contexto do cuidado

Toda criança ou adolescente é única. Essa singularidade pode ser compreendida como um aspecto par­ticular de percepção do mundo, do ambiente e dos relacionamentos. Tem necessariamente que ser respeitada quando se trata dos aspectos de saú­de. As diferentes disciplinas e campos de atuação profissional podem fragmentar o in­di­ví­duo, reduzindo-o a compartimentos estanques, e o cuidado da saú­de de crianças e adolescentes tem sido historicamente centrado em aspectos clínicos e fisiológicos. Apesar de significativos progressos recentes, ainda é minoritária a preocupação das equipes de saú­de com os aspectos emocionais e subjetivos dos pacientes e de seus familiares.

Os ambulatórios hospitalares, em geral, sediam a atenção em saú­de de média e alta complexidade, e em Pediatria, essa atenção é organizada em serviços especializados de referência. Atualmente, a abrangência desses serviços se caracteriza pelo cuidado de um grupo específico de condições, denominadas doen­ças crônicas ou não transmissíveis. O cuidado dessas condições desafia paradigmas médicos tradicionais, pois geralmente não visa à cura. O aspecto fundamental no manejo das doen­ças crônicas é o cuidado a longo prazo, com vistas a proporcionar preservação e desenvolvimento de funções orgânicas, sobrevida adequada e de boa qualidade. Hoje, a faixa etária do cuidado pediá­trico é bastante ampla, compreendendo crianças (menores de 10 anos), adolescentes

 

15. Psicólogo em Equipe Multiprofissional na Unidade de Terapia Intensiva Adulto

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15

Psicólogo em Equipe

Multiprofissional na

Unidade de Terapia

Intensiva Adulto

Carina Basqueira Lourenço   Taiana Carina Henrique

Introdução

A Organização Mundial da Saú­de (OMS) define a saú­de como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades. Qualquer alteração em algum desses estados denomina-se doen­ça, que pode ser tratada em âmbito domiciliar, ambulatorial e hospitalar (Segre e Ferraz, 1997).

A unidade de terapia intensiva adulto (UTI-A) é destinada ao acolhimento de pacientes em estado grave com possibilidade de recupe­ração, que requerem monitoramento constante e cuidados muito mais complexos que o de outros pacientes. Seu objetivo básico é recupe­rar ou dar suporte

às funções vitais dos pacientes enquanto eles se recupe­ram (Cuchi, 2009).

A procedência do paciente internado na UTI-A pode ser do Centro Cirúrgico e/ou de enfermarias de especialidades, como Clínica Médica, Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia, Coloproctologia,

 

16. Atuação do Psicólogo em Unidade de Transplante de Fígado

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16

Atuação do Psicólogo em

Unidade de Transplante de Fígado

Maria Cristina de Oliveira Santos Miyazaki   

Randolfo dos Santos Junior   Eliane Tiemi Miyazaki

Introdução

O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo. Em todo o paí­s, foram rea­li­zadas cerca de 24 mil cirurgias em 2016, quase todas pelo Sistema Único de Saú­de (SUS). Atualmente, a lista de espera ativa para transplante de fígado no paí­s tem 1.331 pessoas, apesar do aumento significativo de transplantes rea­li­zados na última década. Dados do Ministério da Saú­de apontam que o número de cirurgias saltou de 1.037, em 2006, para 1.880 em 2016. Entretanto, a demanda ainda

é maior do que a oferta de órgãos e os dados indicam que a necessidade ­anual é muito superior ao número de transplantes de fígado rea­li­zados no paí­s (ABTO, 2016; Brasil, 2016).

A espera por um transplante de fígado é caracterizada por sintomas debilitantes, estresse e uma forte dependência do sistema de saú­de. Cansaço excessivo, dores e perda da capacidade funcional, associados principalmente à encefalopatia e à ascite, são os sintomas específicos de maior prevalência nessa população, contribuindo para prejuí­zos significativos na qualidade de vida. Além disso,

 

17. Psiquiatria de Ligação e Interconsulta Psiquiátrica na Infância e Adolescência

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17

Psiquiatria de Ligação e

Interconsulta Psiquiá­trica na Infância e Adolescência

Francisco Baptista Assumpção Júnior   Evelyn Kuczynski

Histórico

Durante a década de 1930, surgiu a concepção de que a dicotomia corpo-mente é uma abordagem insuficiente para proporcionar cuidados médicos de qualidade. Fatores psicológicos exerceriam um poderoso impacto sobre a doen­ça e seu tratamento (Ortiz, 1997). A Psiquiatria de Ligação

(mais conhecida como Interconsulta Psiquiá­trica ou Psiquiatria de Ligação-interconsulta) é o ramo de especialização da interface entre a Medicina geral e a Psiquiatria que, geralmente, ocorre em um setting hospitalar ou em ambiente eminentemente médico. O papel da Psiquiatria de Ligaçãointerconsulta é, na maioria das vezes, avaliar pacientes com condições médico-cirúrgicas, a pedido do médico/cirurgião assistente (consultante), ou da equipe médica/cirúrgica responsável por seus cuidados. Desse modo, a Psiquiatria de Ligação apresenta interfaces com várias disciplinas, entre elas a Medicina Psicossomática, a Psicologia da Saú­de e a Neuropsiquiatria. Já os cuidados de interconsulta infantojuvenil ou Psiquiatria Infantil de Ligação-interconsulta são realizados por psiquiatras da infância e adolescência que, como profissionais de saú­de mental, proporcionam atenção psiquiá­trica a crianças/adolescentes doentes, do ponto de vista médico, com especial atenção aos fatores biológicos, psicológicos e sociais. Existe outro tipo de abordagem desses profissionais, os quais exercem a interconsulta em outros contextos (escolar, forense), mas, neste capítulo, o foco será o ambiente médico-hospitalar, com objetivo de avaliar o estado mental de uma criança/adolescente cirúrgica/clinicamente doente (Pinsky et al., 2015).

 

18. Manejo de Pacientes Psiquiátricos no Hospital Geral

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18

Manejo de Pacientes

Psiquiá­tricos no

Hospital Geral

Marianne Herrera Falcetti Ferreira   

Fábio Roque Ieiri   Tiago dos Santos Andrade

Histórico dos manicômios à reforma psiquiá­trica

Nas últimas décadas, viveu-se uma importante mudança no modelo de tratamento dos pacientes portadores de doen­ças mentais graves. A reforma psiquiá­trica mudou não somente o modo como eles são cuidados, mas também como são vistos por toda a população, evidenciando a luta pela desinstitucionalização da loucura, com os fechamentos dos manicômios, e também reacendendo as discussões sobre o modelo histórico desse cuidado e sobre os olhares de toda a sociedade em relação ao doente mental.

Oficialmente, a reforma psiquiá­trica brasileira ocorreu a partir da promulgação da Lei n. 10.216, de 6 de abril de 2001, que alterou as diretrizes e políticas públicas para a saú­de mental (Brasil, 2001).

Ela oficializou o atendimento psiquiá­trico comunitário no país, dispôs sobre o tratamento mais humanizado, sobre a proteção às pessoas com transtornos psiquiá­tricos, a preferência pelos serviços comunitários à internação, a implantação em todo o território nacional de serviços substitutivos, as bases de funcionamento desses serviços e a regulamentação das internações compulsórias (Brasil,

 

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