Introdução à Pesquisa Qualitativa: Série Métodos de Pesquisa - 3.ed.

Autor(es): Uwe Flick
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Esta terceira edição do livro-texto mais vendido de Uwe Flick foi totalmente revista, ampliada e atualizada, tendo preservado todos os elementos convenientes aos estudantes e as qualidades minuciosamente construídas das edições anteriores.

30 capítulos

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1. Um guia para este livro

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1

Um guia para este livro

A abordagem do livro, 13

A estrutura do livro, 14

Recursos peculiares deste livro, 17

Como utilizar este livro, 18

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

entender a organização deste livro. situar diversos aspectos da pesquisa qualitativa neste livro. identificar quais capítulos utilizar para diversas finalidades.

A ABORDAGEM DO LIVRO

Ao escrever este livro, levamos em consideração dois grupos de leitores – os pesquisadores novatos e os pesquisadores experientes. Em primeiro lugar, o livro orienta o novato à pesquisa qualitativa, talvez até mesmo à pesquisa social em geral.

Para este grupo, formado em grande parte por estudantes de graduação ou pós-graduação, o livro é concebido como uma introdução básica aos princípios e às práticas da pesquisa qualitativa, a sua base teórica e epistemológica e a métodos mais importantes. Em segundo lugar, o pesquisador no campo poderá utilizar este livro como uma espécie de caixa de ferramentas ao enfrentar questões e problemas práticos do cotidiano da pesquisa qualitativa.

 

2. Pesquisa qualitativa: por que e como fazê-la

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Uwe Flick

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Pesquisa qualitativa: por que e como fazê-la

A relevância da pesquisa qualitativa, 20

Os limites da pesquisa quantitativa como ponto de partida, 21

Aspectos essenciais da pesquisa qualitativa, 23

Um breve histórico da pesquisa qualitativa, 25

A pesquisa qualitativa no início do século XXI – o estado de arte, 28

Avanços e tendências metodológicas, 32

Como aprender e ensinar a pesquisa qualitativa, 36

A pesquisa qualitativa no final da modernidade, 37

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

compreender a história e a fundamentação da pesquisa qualitativa. discutir as tendências atuais da pesquisa qualitativa. entender as características gerais da pesquisa qualitativa e a diversidade das perspectivas de pesquisa. compreender por que a pesquisa qualitativa consiste em uma abordagem oportuna e necessária na pesquisa social.

 

3. Pesquisa qualitativa e quantitativa

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Introdução à pesquisa qualitativa

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Pesquisa qualitativa e quantitativa

As discussões atuais sobre pesquisa qualitativa e quantitativa, 39

As relações entre pesquisa qualitativa e quantitativa, 40

Associando pesquisa qualitativa e quantitativa em um único plano, 42

A combinação de dados qualitativos e quantitativos, 45

A combinação de métodos qualitativos e quantitativos, 46

A associação de resultados qualitativos e quantitativos, 46

A avaliação da pesquisa e a generalização, 47

A apropriabilidade dos métodos como ponto de referência, 47

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

✓ compreender a distinção entre pesquisa qualitativa e quantitativa.

✓ reconhecer o que precisa ser considerado ao combinarem-se métodos de pesquisa alternativos.

AS DISCUSSÕES ATUAIS

SOBRE PESQUISA QUALITATIVA

E QUANTITATIVA

Na produção dos últimos anos, encontra-se um grande número de publicações que tratam das relações, das combinações e das distinções da pesquisa qualitativa. Antes de nos concentrarmos sobre os aspectos peculiares da pesquisa e dos métodos qualitativos nos capítulos seguintes, quero apresentar aqui uma breve visão geral do debate qualitativo-quantitativo e das versões combinadas de ambos. Isto deverá ajudar o leitor a situar a pesquisa qualitativa neste contexto mais amplo e, assim, obter

 

4. Ética na pesquisa qualitativa

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Uwe Flick

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Ética na pesquisa qualitativa

A demanda por ética na pesquisa e os dilemas éticos da pesquisa qualitativa, 50

Códigos de ética – uma resposta a todas as perguntas?, 51

Comitês de ética – uma solução?, 52

Como proceder eticamente na pesquisa qualitativa, 54

A ética na pesquisa qualitativa – indispensável a uma pesquisa melhor, 56

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

entender as questões éticas vinculadas à pesquisa qualitativa. desenvolver sensibilidade para a ética na pesquisa qualitativa. reconhecer que não há solução simples para estas questões. produzir pesquisa (qualitativa) com embasamento ético.

Em muitas esferas, a pesquisa tornouse uma questão de ética. Questões relativas à proteção dos interesses daquelas pessoas dispostas a participar de um estudo ou sobre os escândalos referentes a dados manipulados colocam, repetidamente, o tema da ética na pesquisa em primeiro plano. Isso proporcionou a elaboração de códigos de ética em diversas disciplinas, e em diversos países para as mesmas disciplinas, bem como acarretou a constituição de comitês de ética, particularmente na pesquisa médica, mas também em outros contextos. Em muitos destes casos, o enfoque desses comitês concentra-se mais na proteção de todos os participantes do processo de pesquisa. Por outro lado, em alguns países, o foco principal dos comitês de ética refere-se mais à sensibilidade da pes-

 

5. A utilização da literatura na pesquisa qualitativa

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A utilização da literatura na pesquisa qualitativa

Como e quando utilizar a literatura na pesquisa qualitativa, 61

Como utilizar a literatura teórica sobre o tema do estudo, 62

A utilização das teorias na pesquisa qualitativa, 63

Como utilizar a literatura empírica sobre pesquisas anteriores no mesmo campo ou em campos similares, 64

Como utilizar a literatura metodológica sobre os métodos do estudo, 65

Como utilizar a literatura durante a redação do estudo, 65

Como e onde encontrar a literatura, 66

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

perceber a relevância da literatura existente para o planejamento de sua pesquisa. compreender a necessidade de contar com a literatura metodológica, assim como com a pesquisa presente em sua área, para a pesquisa qualitativa. familiarizar-se com a busca por literatura relevante a sua pesquisa.

COMO E QUANDO

UTILIZAR A LITERATURA NA

 

6. Posturas teóricas subjacentes à pesquisa qualitativa

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Uwe Flick

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Posturas teóricas subjacentes

à pesquisa qualitativa

Perspectivas da pesquisa no campo da pesquisa qualitativa, 68

Significado subjetivo: interacionismo simbólico, 69

A construção das realidades sociais: etnometodologia, 71

A composição cultural da realidade social e subjetiva: modelos estruturalistas, 73

Rivalidade entre paradigmas ou triangulação de perspectivas, 75

Aspectos comuns das diferentes posturas, 76

Feminismo e estudos de gênero, 78

Positivismo e construcionismo, 79

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

conhecer as principais teorias de embasamento da pesquisa qualitativa. reconhecer as características comuns e distintivas destas teorias. compreender a diferença entre positivismo e construtivismo. considerar a contribuição das teorias feministas para a pesquisa qualitativa.

PERSPECTIVAS DA PESQUISA

 

7. Base epistemológica: construção e compreensão de textos

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Introdução à pesquisa qualitativa

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Base epistemológica: construção e compreensão de textos

Texto e realidades, 83

O texto como concepção do mundo: construções de primeiro e segundo graus, 84

As construções sociais como pontos de partida, 85

A concepção do mundo no texto: mimese, 86

A mimese na relação entre a biografia e a narrativa, 88

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

entender que a relação entre as realidades sociais em estudo e a representação nos textos utilizados para estudá-las não constitui uma simples relação individualizada. reconhecer a existência de diferentes processos de construção social envolvidos. identificar a mimese como um conceito eficaz para a descrição destes processos. empregar isso a uma forma proeminente de pesquisa qualitativa.

No capítulo anterior, argumentou-se no sentido de que o verstehen, a referência a casos, a construção da realidade e a utilização de textos como material empírico constituem aspectos comuns da pesquisa qualitativa que se interpõem nas diferentes posturas teóricas. A partir desses aspectos, surgem várias questões. Como é possível entender-se o processo de construção da realidade social no fenômeno em estudo, mas também no processo de estudálo? Como a realidade é apresentada ou produzida no caso que é (re)construído para fins investigativos? Qual a relação entre

 

8. O processo da pesquisa qualitativa

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O processo da pesquisa qualitativa

A pesquisa como processo linear, 96

O conceito de processo na pesquisa teoria fundamentada, 96

A linearidade e a circularidade do processo, 97

As teorias no processo de pesquisa como versões do mundo, 98

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

compreender que o processo de pesquisa na pesquisa qualitativa é, normalmente, diferente do processo de etapas claramente definidas da pesquisa quantitativa. explicar as diferentes funções da teoria no processo da pesquisa qualitativa. utilizar um estudo de caso para compreender como funcionam o uso da teoria na pesquisa qualitativa e o processo de pesquisa.

A pesquisa qualitativa não pode ser caracterizada pela preferência por determinados métodos em relação a outros. A pesquisa qualitativa e a quantitativa não são opostos incompatíveis que não devam ser combinados (ver Capítulo 3); nem cabe reabrir aqui debates metodológicos antigos e improdutivos sobre questões básicas.

 

9. Questões de pesquisa

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Uwe Flick

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Questões de pesquisa

Reduzindo o tamanho das questões, 103

Especificação de uma área de interesse e delimitação do tema, 103

Conceitos-chave e triangulação de perspectivas, 104

Tipos de questões de pesquisa, 105

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

compreender a importância das questões de pesquisa na condução de um estudo bem-sucedido. explicar a importância da formulação e da focalização cuidadosa da questão de pesquisa. articular os diferentes tipos de questões de pesquisa a partir dos quais deverá escolher um para usar em seu projeto.

Ao iniciar-se um estudo qualitativo, uma etapa central e essencialmente determinante de uma pesquisa qualitativa bemsucedida, mas que tende a ser ignorada na maioria das apresentações de métodos1, é a que define como formular a questão ou as questões de pesquisa. Apesar disso, o pesquisador defronta-se com esse problema não apenas no início, quando realiza a conceitualização do estudo ou projeto, mas precisa lidar com ele também ao longo de diversas fases do processo: ao conceitualizar o plano de pesquisa, ao entrar no campo, ao selecionar os casos e ao coletar os dados. A reflexão e a reformulação da questão de pesquisa constituem pontos centrais de referência para a avaliação da apropriabilidade das decisões tomadas pelo pesquisador em vários momentos, tornando-se

 

10. Entrando no campo

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Introdução à pesquisa qualitativa

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Entrando no campo

As expectativas dos pesquisadores qualitativos e o problema do acesso, 109

As definições de papéis ao entrar em um campo aberto, 110

O acesso a instituições, 111

O acesso a indivíduos, 112

Estranheza e familiaridade, 114

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

desenvolver uma sensibilidade a esse passo-chave no processo de pesquisa. compreender que você, enquanto pesquisador, precisará situar-se no campo. aprender as estratégias que as instituições usam para lidar com pesquisadores e,

às vezes, impedi-los de entrar. compreender a dialética de estranheza e familiaridade neste contexto.

AS EXPECTATIVAS DOS

PESQUISADORES QUALITATIVOS

E O PROBLEMA DO ACESSO

A questão do acesso ao campo em estudo é mais crucial na pesquisa qualitativa do que na quantitativa. Aqui, o contato buscado pelos pesquisadores é o mais próximo ou mais intenso, o que, em resumo, pode ser demonstrado em termos das expectativas associadas a alguns dos métodos qualitativos atuais. Por exemplo, a realização de entrevistas abertas exige um maior envolvimento entre o entrevistado e o pesquisador do que aquele necessário na simples entrega de um questionário. Na gravação de conversas cotidianas, esperase dos participantes certo grau de revela-

 

11. Amostragem

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Introdução à pesquisa qualitativa

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Amostragem

As decisões relativas à amostragem no processo de pesquisa, 117

A determinação a priori da estrutura da amostra, 118

A definição gradual da estrutura da amostra no processo de pesquisa: amostragem teórica, 120

A seleção gradual como princípio geral na pesquisa qualitativa, 122

Conceitos recentes da seleção gradual, 124

Extensão ou profundidade como objetivos da amostragem, 126

A constituição dos casos na amostra, 126

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

entender o papel e a importância da amostragem na pesquisa qualitativa. identificar as diferenças entre amostragem teórica e estatística. distinguir as diferentes formas de amostragem na pesquisa qualitativa. compreender o modo como um caso é constituído na pesquisa qualitativa.

AS DECISÕES RELATIVAS

À AMOSTRAGEM NO

PROCESSO DE PESQUISA

 

12. Como planejar a pesquisa qualitativa: uma visão geral

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Introdução à pesquisa qualitativa

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Como planejar a pesquisa qualitativa: uma visão geral

Como planejar e construir os planos na pesquisa qualitativa, 129

Estratégias de atalho, 133

Os planos básicos na pesquisa qualitativa, 135

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

conhecer os componentes básicos que influenciam a construção de um plano de pesquisa. reconhecer os planos básicos mais importantes na pesquisa qualitativa. compreender que, em seu próprio estudo, poderá combinar alguns desses planos básicos. aprender, a partir de um exemplo, como funciona esse processo.

COMO PLANEJAR E

CONSTRUIR OS PLANOS

NA PESQUISA QUALITATIVA

Em termos gerais, a expressão-chave

“plano de pesquisa” refere-se às questões sobre como planejar um estudo. Os capítulos anteriores forneceram informações acerca de tópicos relativos à entrada no campo ou à amostragem e, sobretudo, à formulação de uma questão de pesquisa.

 

13. Entrevistas

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Entrevistas

A entrevista focalizada, 143

A entrevista semipadronizada, 148

A entrevista centrada no problema, 154

A entrevista com especialistas, 158

A entrevista etnográfica, 159

A condução das entrevistas: os problemas de mediação e direcionamento, 160

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

✓ entender os vários tipos de entrevistas.

✓ reconhecer os princípios e as ciladas da realização de entrevistas.

✓ elaborar um guia de entrevista.

✓ selecionar, entre as diferentes versões, a técnica de entrevista apropriada.

Por muito tempo, nos Estados Unidos, e particularmente em épocas anteriores da pesquisa qualitativa, a discussão metodológica girou em torno da observação como método principal para a coleta de dados.

As entrevistas abertas predominam na região de língua alemã (por exemplo, Hopf,

2004a) e agora atraem mais atenção também nas áreas anglo-saxônicas (ver, por exemplo, Gubrium e Holstein, 2001). As entrevistas semi-estruturadas, em particular, têm atraído interesse e passaram a ser amplamente utilizadas. Este interesse está associado à expectativa de que é mais provável que os pontos de vista dos sujeitos entrevistados sejam expressos em uma situação de entrevista com um planejamento aberto do que em uma entrevista pa-

 

14. Narrativas

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Uwe Flick

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Narrativas

A entrevista narrativa, 165

A entrevista episódica, 172

As narrativas entre a biografia e o episódio, 177

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

compreender a forma de utilização das narrativas na pesquisa qualitativa. identificar a diferença entre histórias de vida e episódios enquanto base das narrativas. distinguir as vantagens e os problemas do uso de diferentes formas de narrativas nas entrevistas.

As narrativas1 produzidas pelos entrevistados, como forma de dados, podem ser utilizadas como uma alternativa às entrevistas semi-estruturadas. Aqui, o ponto de partida metodológico para a propagação do uso das narrativas é um ceticismo básico quanto até que ponto possa ser possível a obtenção de experiências subjetivas no esquema de perguntas e respostas das entrevistas tradicionais, mesmo que este seja controlado de uma forma flexível. As narrativas, por outro lado, permitem ao pesquisador abordar o mundo empírico até então estruturado do entrevistado, de um modo abrangente. Uma narrativa caracteriza-se pelo seguinte:

 

15. Grupos focais

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Grupos focais

Entrevistas de grupo, 181

Discussões em grupo, 181

Grupos focais, 187

Narrativas conjuntas, 189

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

familiarizar-se com os diferentes caminhos para a coleta de dados em um grupo. compreender as diferenças entre as entrevista de grupo, as discussões em grupo e os grupo focais. identificar os problemas associados à utilização de grupos para a coleta de dados qualitativos.

Nos capítulos anteriores, foram apresentados vários tipos de entrevistas abertas como modo de coleta de dados qualitativos. As entrevistas semi-estruturadas e as entrevistas narrativas foram desenvolvidas a partir de uma crítica das situações de entrevista em sua forma padronizada. O ceticismo quanto a esse tipo de situação tinha como base, em parte, o argumento de sua artificialidade, uma vez que o entrevistado esteja separado de todas as relações cotidianas durante a entrevista. Além disso, a interação na entrevista padronizada de forma alguma pode ser comparada às interações cotidianas.

 

16. Dados verbais: uma visão geral

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Dados verbais: uma visão geral

Primeiro ponto de referência: comparação das abordagens com base em critérios, 195

Segundo ponto de referência: seleção do método e verificação de sua aplicação, 195

Terceiro ponto de referência: apropriabilidade do método ao tema, 198

Quarto ponto de referência: ajuste do método no processo de pesquisa, 198

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

comparar as diversas abordagens relativas aos dados verbais a fim de poder decidir quanto à utilização de uma delas em sua pesquisa. avaliar criticamente esta decisão à luz de suas (primeiras) experiências com a aplicação do método escolhido. compreender o método no contexto do processo de pesquisa e das outras etapas do plano de pesquisa.

A coleta de dados verbais representa uma das principais abordagens metodológicas da pesquisa qualitativa, na qual se utilizam diversas estratégias com o objetivo de gerar o máximo possível de abertura em relação ao objeto em estudo e às perspectivas do entrevistado, do narrador ou do participante nas discussões. Ao mesmo tempo, as alternativas metodológicas incluem elementos específicos para a estruturação da coleta de dados. Assim, deve-se fazer com que os tópicos referentes à questão de pesquisa constituam um assunto na entrevista, ou orientar seu tratamento a um maior aprofundamento ou a uma maior abrangência. Além disso, introduzem-se aspectos da questão de pesquisa ainda nãomencionados. Os diferentes métodos alter-

 

17. Observação e etnografia

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Observação e etnografia

Observação não-participante, 203

Observação participante, 207

Etnografia, 214

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

conhecer as diferentes versões da observação que podem ser utilizadas para sua própria pesquisa. compreender os problemas específicos da observação participante. identificar a etnografia como tendência atual no contexto dessas tradições.

Ao observar-se a trajetória da pesquisa qualitativa, pode-se notar que as discussões metodológicas em relação ao papel da observação como método de pesquisa sociológico têm sido essenciais na história da pesquisa qualitativa, particularmente nos

Estados Unidos. Na literatura, podemos encontrar diferentes concepções da observação e do papel do observador. Existem estudos nos quais o observador não se torna um componente do campo observado – por exemplo, na tradição de Goffman

(1961). Esses estudos são complementados por abordagens que tentam atingir o objetivo da obtenção de um conhecimento de insider sobre o campo por meio da assimilação cada vez maior do pesquisador como participante do campo observado. Nos últimos anos, a etnografia assumiu aquilo que, antes, era a observação participante.

 

18. Dados visuais: fotografia, filme e vídeo

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Introdução à pesquisa qualitativa

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Dados visuais: fotografia, filme e vídeo

As fotografias como instrumento e objeto de pesquisa, 219

A análise de filmes como instrumento de pesquisa, 224

O uso de vídeo na pesquisa qualitativa, 226

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

reconhecer as oportunidades para a utilização e os limites da utilização dos métodos de dados visuais. saber que tanto utilizar fotografias de arquivos como tirar novas fotografias constituem uma forma de coleta de dados. compreender a relevância dos filmes como uma forma de reflexão sobre a construção social das realidades sociais, bem como uma forma de influenciá-la. perceber o potencial do uso do vídeo como uma fonte e um modo de produção de dados com vantagens e limitações.

AS FOTOGRAFIAS

COMO INSTRUMENTO

E OBJETO DE PESQUISA

Recentemente, observou-se certo renascimento da observação de segundamão, tanto como tópico quanto como método, o que diz respeito ao uso da mídia visual para fins de pesquisa. As fotografias, os filmes e as filamgens são cada vez mais utilizados como formas genuínas e como fontes de dados (ver Becker, 1986a;

 

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