Economia e mercados: introdução à economia

Visualizações: 172
Classificação: (0)

Excelente material de introdução à Economia, esta obra auxilia o estudante a compreender como uma sociedade organiza a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços que satisfazem as necessidades pessoais de seus membros. Para isso, trabalha os conceitos de forma bem articulada, trazendo exemplos concretos, leituras complementares e intercalando exercícios ao conteúdo para melhor compreensão e fixação dos conceitos. Esta nova edição foi enriquecida com a atualização de importantes dados estatísticos e ampliação de conceitos como setor externo, taxa de câmbio e números-índices, dada sua importância na economia brasileira.

 

36 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

CAPÍTULO 1 - DEFINIÇÃO E OBJETO DA ECONOMIA

PDF Criptografado

DEFINIÇÃO E OBJETO

DA ECONOMIA

1

1.1  Introdução

Os indivíduos, considerados isoladamente, têm uma série de necessidades individuais que precisam ser satisfeitas para garantir sua sobrevivência. Como exemplos dessas necessidades, temos o ato de respirar e o de se alimentar, que, neste caso, são de natureza biológica. Entretanto, como o ser humano vive em sociedade, em contato com outras pessoas, surgem outros tipos de necessidades, decorrentes da vida gregária. É o caso da educação, do transporte coletivo etc., que recebem o nome de necessidades coletivas.

Para satisfazer a tais necessidades, as pessoas precisam consumir determinados bens, como pão, roupas, casas, entre outros. Entretanto, essa satisfação não se dá apenas por meio de objetos materiais, mas também por serviços, como educação, segurança, atendimento médico ou transportes.

Em resumo, a satisfação das necessidades individuais e coletivas é feita com o consumo de bens e serviços. Esses bens e serviços compõem, juntos, a produção econômica, que é obtida com a combinação de recursos naturais, equipamentos e trabalho. Tais elementos, pelo fato de serem necessários à produção, recebem o nome de fatores de produção e agrupam-se, tradicionalmente, em três itens:

 

CAPÍTULO 2 - A ECONOMIA COMO CIÊNCIA

PDF Criptografado

A ECONOMIA

COMO CIÊNCIA

2

2.1  Método indutivo e método dedutivo

Aristóteles (384-322 a.C.) é considerado um dos primeiros pensadores econômicos da história. O aparecimento da moeda inspirou a discussão a respeito da

“crematística natural”, ou economia doméstica, e da “crematística não natural”, ou economia mercantil, na sua obra denominada Política, em cuja escrita se utilizaram tanto o método dedutivo como o indutivo. Suas ideias tiveram profunda influência sobre as doutrinas econômicas da Idade Média e em doutrinas mais recentes.

O conhecimento humano é resultado do esforço e do trabalho de indivíduos ao longo dos milhares de anos da história da humanidade. Assim, o conhecimento atual que se tem da matemática e da química, por exemplo, é fruto da longa e laboriosa dedicação de pessoas que têm se preocupado com essas ciências através dos séculos.

A economia também tem sido objeto de preocupação das pessoas há muito tempo, e os primeiros registros de natureza econômica de que se tem notícia datam da Grécia Antiga. Alguns filósofos gregos já incluíam em seus escritos aspectos da economia da sociedade em que viviam.

 

CAPÍTULO 3 - OS PROBLEMAS DE NATUREZA ECONÔMICA

PDF Criptografado

OS PROBLEMAS

DE NATUREZA

ECONÔMICA

3

3.1  O problema fundamental da economia

Como já foi visto, a atividade econômica em uma sociedade é realizada com o propósito de produzir bens e serviços que se destinem à satisfação das necessidades individuais ou coletivas de seus membros.

Entretanto, em razão da própria natureza do ser humano, suas necessidades se ampliam continuamente, aumentando, em consequência, as exigências do consumo.

Um número cada vez maior de pessoas procura bens e serviços que atendam

às suas necessidades de lazer, educação, transportes coletivos etc. Mesmo para as necessidades puramente biológicas, surgem novos desejos. As pessoas já não se satisfazem em aplacar sua sede bebendo apenas água. Quando possível, recorrem a refrigerantes ou a outras bebidas mais sofisticadas. Assim, pode-se dizer que, de modo geral, as necessidades humanas são ilimitadas.

Sabemos, por outro lado, que a produção de bens e de serviços exige a organização e a combinação dos fatores de produção existentes à disposição da sociedade.

 

CAPÍTULO 4 - O SISTEMA ECONÔMICO

PDF Criptografado

O SISTEMA

ECONÔMICO

4

4.1  Definição do sistema econômico

Nas sociedades modernas, em que é produzido um grande número de bens e serviços, podemos observar que o consumo de uma pessoa é composto por bens e serviços produzidos em áreas de atividade econômica diferentes daquela em que exerce seu trabalho. Um operário que trabalhe em uma metalúrgica, por exemplo, produz chapas de aço, mas necessita de alimentos, roupas, casa, transporte etc.

Entretanto, na economia em que esse operário vive, é permitido que ele troque sua força de trabalho (um fator de produção que concorre para a produção das chapas de aço) por um salário que lhe permita adquirir os bens e serviços de que necessita. Isto ocorre em razão do funcionamento daquilo que chamamos de sistema econômico.

Um sistema econômico pode ser definido como a reunião dos diversos elementos participantes da produção e do consumo de bens e serviços que satisfazem às necessidades da sociedade, organizados não apenas do ponto de vista econômico, mas também social, jurídico, institucional etc. Observe que os elementos integrantes de um sistema econômico não são apenas pessoas, mas todos os fatores de produção: trabalho, capital e recursos naturais.

 

CAPÍTULO 5 - CONTABILIDADE NACIONAL

PDF Criptografado

CONTABILIDADE

NACIONAL

5

5.1  Renda e produto

Na primeira parte deste livro, vimos que o objetivo fundamental da macroeconomia é determinar os fatores que influenciam o nível total da renda e do produto do sistema econômico. Porém, por que os economistas, sobretudo no século XX, preocupam-se em medir a produção realizada pelo sistema econômico?

A resposta pode ser dividida em duas partes. Primeiro, devemos nos lembrar de que o problema fundamental da economia é a escassez de recursos. Por essa razão, eles devem ser empregados de forma adequada, para que se consiga a maior quantidade possível de bens e de serviços, o que nos remete à questão da eficiência do sistema produtivo. Essa eficiência, que consiste na maior produção possível a partir de uma certa quantidade de fatores de produção, precisa ser constantemente avaliada. Daí a necessidade de se ter registros da atividade econômica, considerada em seu conjunto, que permitam esse tipo de análise.

A segunda parte da resposta nos remete a um fato histórico. Quase todas as pessoas já ouviram falar da grande crise econômica de 1929, que consistiu na redução das atividades econômicas, ocasionando, entre outros problemas, o desemprego. Tivemos, também, as duas grandes guerras mundiais, que envolveram diversos países e tiveram ampla repercussão na economia. A partir dessa época, e com a presença mais acentuada do Estado como regulador das atividades econômicas, os economistas passaram a sentir a necessidade de criar meios que lhes permitissem medir e avaliar as atividades econômicas desenvolvidas pela sociedade. Surgiu, então, a contabilidade social ou nacional, que nos dá, em termos quantitativos, o desempenho global de uma economia. A contabilidade nacional se insere na moderna macroeconomia, que nos fornece os meios para a análise do conjunto da economia de uma sociedade.

 

CAPÍTULO 6 - CONSUMO E POUPANÇA

PDF Criptografado

CONSUMO E

POUPANÇA

6

6.1  Componentes do consumo

Como foi visto no capítulo anterior, o último agregado macroeconômico é a renda pessoal disponível, ou seja, aquele montante que as pessoas têm a seu dispor para consumir ou poupar.

Consideremos o caso de uma pessoa que recebe seu salário no final do mês, que é a remuneração do seu trabalho. Com esse salário, que é a sua renda pessoal disponível, ela precisará realizar uma série de gastos necessários para sua sobrevivência e satisfação de suas necessidades. Uma parte será utilizada na aquisição de bens e serviços de consumo, montante que denominaremos consumo. Esses gastos podem ser divididos em três componentes, dependendo da natureza do bem ou serviço adquirido.

O primeiro componente é formado pelos bens não duráveis de consumo, como alimentos e roupas, cuja vida útil é curta. O segundo componente é denominado serviços de consumo, e compreende as despesas feitas com aluguel, médicos, barbeiro, cinemas, transporte etc. O que distingue os bens não duráveis dos serviços de consumo é o fato de que, no segundo caso, a pessoa não está comprando um objeto com existência física própria, mas um serviço prestado por outra pessoa ou por um equipamento. O terceiro e último componente do consumo corresponde aos bens de consumo duráveis, como eletrodomésticos em geral, automóveis etc., cuja característica é ter vida útil muito maior do que os bens não duráveis de consumo.

 

CAPÍTULO 7 - DETERMINAÇÃO DA RENDA E DO NÍVEL DE ATIVIDADE

PDF Criptografado

DETERMINAÇÃO

DA RENDA E DO

NÍVEL DE ATIVIDADE

7

7.1  Princípio da demanda efetiva

No Capítulo 5 foram expostos os principais agregados macroeconômicos. Agora, vamos discutir quais fatores determinam o nível de produto. Antes disso, porém, que tal um pouco de história econômica?

Os economistas que viveram nos séculos XVIII e XIX acreditavam que a economia de um país funcionava sempre em um esquema semelhante ao apresentado no Capítulo 4, ou seja, o nível do produto não sofreria grandes alterações e todos os fatores produtivos estariam ocupados na produção dos bens e serviços que formam a renda. Essa situação ficou conhecida como pleno emprego. Se, de fato, a economia funcionasse sempre assim, não haveria os fenômenos da recessão e do desemprego.

Essa maneira de visualizar o funcionamento de um sistema econômico pode ser sintetizada pela Lei de Say, atribuída ao economista francês Jean Baptiste Say: a oferta cria sua própria procura. Essa ideia pode ser mais bem compreendida pelo sistema econômico representado na Figura 4.1. Ali vimos que os fatores produtivos são contratados para a produção, e que sua remune­ração vai gerar a demanda pelos bens e serviços que eles próprios produziram. Com isso, o ato de produzir (contratar fatores produtivos) cria sua própria demanda (consumo dos proprietários dos fatores produtivos).

 

CAPÍTULO 8 - INTRODUÇÃO À TEORIA MONETÁRIA

PDF Criptografado

INTRODUÇÃO À

TEORIA MONETÁRIA

8

8.1  A moeda: sua história e suas modalidades

Moeda é tudo aquilo que serve como meio de troca em um sistema econômico.

Imaginemos as dificuldades de um sistema em que não houvesse a moeda. Um sapateiro, por exemplo, necessita, além de sapatos, roupas e alimentos, uma casa e diversos outros bens para poder viver. Se não houvesse a moeda, esse sapateiro precisaria encontrar outras pessoas que produzissem os bens de que ele necessita e propor a elas a troca dos sapatos que produz por esses bens. Esse procedimento, além de trabalhoso, seria incerto, pois nada garantiria que um alfaiate, por exemplo, estaria disposto a trocar suas roupas por sapatos. Entretanto, em um sistema econômico em que existe a moeda, o sapateiro vende seus sapatos e, com a quantia obtida, compra os bens de que necessita.

A moeda surgiu na Antiguidade, exatamente para solucionar esse tipo de problema, mas não tinha a forma atual. Os mais estranhos objetos e até mesmo animais eram utilizados como moeda. O sal, na Roma Antiga; o bambu, na China; os fios de seda, na Arábia, e até mesmo o gado serviram como meio de troca. Entretanto, à medida que a civilização se desenvolveu, os metais preciosos tornaram-se o meio de troca mais comum, por uma série de razões: são facilmente reconhecíveis, têm pouco peso – se comparados com seu valor –, são divisíveis e têm oferta limitada, isto é, são escassos.

 

CAPÍTULO 9 - O CRÉDITO E O SISTEMA FINANCEIRO

PDF Criptografado

O CRÉDITO E O

SISTEMA FINANCEIRO

9

9.1  O crédito e suas modalidades

Para que se tenha uma ideia correta do funcionamento do sistema financeiro,

é necessário falar alguma coisa sobre crédito. O crédito pode ser definido, de maneira geral, como a troca de um bem disponível no momento pela promessa de um pagamento futuro. Dessa definição, depreende-se que o que caracteriza o crédito é uma desigualdade na troca, pois uma das partes envolvidas passa a desfrutar imediatamente do objeto da troca, enquanto a outra só o fará no futuro.

Entretanto, o crédito não envolve apenas a troca de um objeto por uma promessa de pagamento futuro. Pode envolver, também, a troca de dinheiro pela mesma promessa de pagamento futuro. É esta modalidade de crédito que nos interessa, por ser a praticada no sistema financeiro.

Como foi visto na definição, a operação de crédito envolve dois elementos: o credor e o devedor. O credor é a parte que, na operação de crédito, empresta uma quantia a outra – o devedor –, sob a promessa de recebê-la de volta no futuro. Naturalmente, o devedor é quem deve efetuar esse pagamento no futuro. Assim, na troca de um objeto por uma promessa de pagamento, como no caso de um empresário que contrai uma dívida e recebe diretamente uma máquina, sem que circule dinheiro pela sua empresa, o crédito recebe o nome de financiamento. Por outro lado, na troca de dinheiro por uma promessa de pagamento, quando o devedor pode dispor dele a qualquer momento, o crédito recebe o nome de empréstimo.

 

CAPÍTULO 10 - INFLAÇÃO

PDF Criptografado

INFLAÇÃO

10

10.1  Definição de inflação

A inflação é definida como uma situação em que há um aumento contínuo e generalizado de preços. Essas características de generalidade e continuidade fazem da inflação um processo e não uma ocorrência passageira. Assim, se os preços dos bens se elevassem apenas durante um curto período de tempo, estabilizando-se em seguida, não seria caracterizado um processo inflacionário, mas apenas um ajuste da economia. Em outras palavras, uma economia é inflacionária quando os preços aumentam continuamente e por um longo período de tempo.

Outra característica da inflação é o fato de o aumento de preços se estender a todos os bens e serviços produzidos pela economia. Assim, se apenas os bens produzidos por um determinado setor tivessem seus preços elevados, não teríamos inflação. Imaginemos um país onde não haja inflação. Se em determinado ano as condições climáticas não forem muito favoráveis e as safras agrícolas forem menores, teremos um aumento nos preços dos alimentos. Entretanto, se, no ano seguinte, a situação melhorar e as safras se normalizarem, teremos caracterizado apenas um aumento de preços de pouca duração e circunscrito a um setor específico.

 

CAPÍTULO 11 - ECONOMIA INTERNACIONAL

PDF Criptografado

ECONOMIA

INTERNACIONAL

11

11.1  Teoria das Vantagens Comparativas

Até agora, estudamos os diversos aspectos de um sistema econômico supondo que esse sistema se referia a um país. Em outras palavras, admitimos que todos os fatores de produção estivessem numa mesma fronteira geográfica e política, que a moeda utilizada nas transações comerciais fosse a mesma e que os custos de transportes fossem tão pequenos que poderiam ser desprezados. Como se diz em linguagem econômica, estávamos tratando de uma economia fechada, de um país que não comercializava com outros.

Na realidade, entretanto, as transações comerciais não são realizadas apenas entre os agentes econômicos de um mesmo país. Um volume considerável de negócios envolve agentes de países diferentes. Essa característica das economias do mundo moderno será estudada neste capítulo. Nele, procuraremos explicar as causas que levam dois ou mais países a comercializarem entre si e de que maneira são superadas as dificuldades desse tipo de comércio, como, por exemplo, a diferença de moedas dos países envolvidos nas transações comerciais. O ramo da teoria econômica que estuda as relações comerciais entre as nações denomina-se comércio internacional ou economia internacional, cujos aspectos fundamentais veremos a seguir.

 

CAPÍTULO 12 - EVOLUÇÃO DA TEORIA MICROECONÔMICA

PDF Criptografado

EVOLUÇÃO

DA TEORIA

MICROECONÔMICA

12

12.1  Introdução

Conforme vimos na primeira parte deste livro, a microeconomia preocupa-se em estudar o comportamento do consumidor e da unidade produtora, tomados isoladamente. Em outras palavras, esse ramo da economia tem como objetivo estudar o comportamento de dois agentes econômicos: o consumidor e o empresário.

O consumidor é o agente econômico que necessita de bens e serviços para satisfazer às suas necessidades, e o empresário é aquele que produz esses bens e serviços. Por essa razão, a microeconomia é dividida em Teoria do Consumidor, que estuda o comportamento das pessoas quando compram bens e serviços, e

Teoria da Empresa, que estuda o comportamento do empresário ao pro­duzir os bens e serviços que serão vendidos aos consumidores.

Apesar de os agentes econômicos serem reunidos em três grupos distintos (consumidores, empresários e proprietários dos fatores de produção), há um ponto em comum entre eles: todos são consumidores. Essa classificação, entretanto, é apenas didática, pois analisa o agente econômico em um determinado momento do processo produtivo, como consumidor, como empresário ou como proprietário dos fatores de produção. No entanto, esses agentes econômicos são pessoas e, como tais, precisam consumir bens e serviços para satisfazer às suas próprias necessidades.

 

CAPÍTULO 13 - TEORIA ELEMENTAR DA DEMANDA

PDF Criptografado

TEORIA ELEMENTAR

DA DEMANDA

13

13.1  Curva de demanda

Vimos que um aspecto fundamental da teoria microeconômica é a discussão em torno do conceito de utilidade. Esse conceito é importante pelo fato de estar na base de toda a teoria do consumidor. Assim, se um determinado bem é consumido pelas pessoas, é porque essas pessoas, os consumidores, estão obtendo alguma utilidade desse bem.

Para avançarmos na teoria do consumidor, é necessário examinar os elementos que determinam a procura de bens. Naturalmente, a utilidade de um bem é uma dessas razões, mas existem outras, de ordem objetiva, como os salários das pessoas e os preços dos bens, que irão determinar a procura das pessoas por um certo bem. A sistematização dessas causas leva-nos diretamente ao conceito de curva de demanda, que examinaremos a seguir.

A demanda, ou procura, é definida como a quantidade de um bem ou serviço que o consumidor deseja comprar em um determinado período. A partir desse conceito, constatamos que a demanda por um bem sempre se refere a um determinado período, que varia de acordo com sua natureza. Uma dona de casa, por exemplo, apresenta uma demanda por carne. Então, ela se dirige ao açougue e adquire 3 kg de carne. Se ela fizer essa compra sema­nalmente, isso significa que o período ao qual se refere a demanda é uma semana.

 

CAPÍTULO 14 - TEORIA ELEMENTAR DA PRODUÇÃO

PDF Criptografado

TEORIA ELEMENTAR

DA PRODUÇÃO

14

14.1  Introdução

A Teoria da Produção preocupa-se com o lado da oferta do mercado, ou seja, com os produtores, que vão oferecer aos consumidores os bens e serviços por eles produzidos. Entretanto, para entender melhor essa teoria, é necessário estabelecer, antes, alguns conceitos que estarão presentes ao lon­go deste capítulo.

O primeiro conceito é o de firma, ou empresa. Na Teoria da Produção, não há interesse em definir a empresa do ponto de vista jurídico ou contábil. Portanto, para nós, a empresa será apenas uma unidade técnica de produção. Em decorrência, o empresário será o proprietário ou a pessoa que administra a firma.

Em seguida, vamos definir fatores de produção, conceito já estudado no começo do livro, mas que vale a pena recordar. Fatores de produção são os elementos que são transformados em produção. Definido dessa forma, o conceito se torna muito amplo, pois há um número muito grande de elementos que são transformados em produção.

 

CAPÍTULO 15 - O MERCADO

PDF Criptografado

O MERCADO

15

15.1  Determinação do preço de equilíbrio

O objetivo deste capítulo é demonstrar o funcionamento do mercado em um sistema econômico. Para determinar este funcionamento, devemos, antes, compreender o significado da palavra mercado e as suas funções.

O mercado, em um sistema econômico, é formado pelas pessoas que querem comprar e pelas que querem vender bens e serviços, ou seja, os consumidores e os empresários. Naturalmente, não nos referimos apenas à presença física de consumidores e produtores, mas sim às suas intenções de compra e venda, que estão representadas nas curvas de demanda e de oferta, respectivamente. Assim, o mercado pode ser definido como o encontro da oferta com a demanda por bens e serviços em uma economia. O resultado desse encontro é a determinação do preço a que cada bem ou serviço será negociado, assim como as quantidades transacionadas. Vejamos como isso ocorre.

Conforme estudamos, as curvas de oferta e procura expressam uma relação entre preços e quantidades. Entretanto, essa relação não é efetiva e sim potencial, pois tanto produtores como consumidores estão apenas expressando as quantidades dos bens que ofertariam ou consumiriam a determinados preços. Portanto, com a análise isolada das curvas de oferta e demanda, não é possível determinar a quantidade em que cada bem será comprado e vendido, nem a que preço será negociado.

 

CAPÍTULO 16 - MUDANÇAS NO PREÇO DE EQUILÍBRIO

PDF Criptografado

MUDANÇAS

NO PREÇO DE

EQUILÍBRIO

16

16.1  Deslocamentos da demanda e da oferta

Como vimos, o preço de equilíbrio é aquele que faz com que a quantidade ofertada seja igual à quantidade demandada. Quando isso acontece, dizemos que o mercado está em equilíbrio. Em uma economia, entretanto, os mercados não permanecem em repouso, ou seja, as funções de oferta e demanda costumam se deslocar, ocasionando mudanças nos preços de equilíbrio e, consequentemente, nas quantidades de equilíbrio.

Vamos considerar, inicialmente, um caso em que haja deslocamento da demanda. Isso significa que, a um determinado preço, os consumidores estão dispostos a comprar quantidades maiores ou menores de um bem. Graficamente, teríamos o qure mostra o Gráfico 16.1.

Gráfico 16.1  Deslocamento da demanda para a direita

P

5

A

B

D2

D1

4

Economia_e_mercados.indb 193

7

Q

26/10/2017 18:14:47

194

Parte III – Microeconomia

 

CAPÍTULO 17 - TAXA DE CÂMBIO E O REGIME CAMBIAL BRASILEIRO

PDF Criptografado

TAXA DE CÂMBIO

E O REGIME CAMBIAL

BRASILEIRO

17

17.1  Taxa de câmbio

Para facilitar a compreensão do conceito de taxa de câmbio, vamos apresentar duas situações típicas que ocorrem nas relações econômicas entre países, ou seja, entre economias abertas.

Primeiro exemplo: um produtor brasileiro de café exporta 5 mil sacas de seu produto para os Estados Unidos ao preço de US$ 10 a saca. Sua receita, portanto,

é de US$ 50 mil. No entanto, o produtor não pode receber esse valor em dólares, mas o equivalente em moeda brasileira, no caso, o real. Ou seja, é necessário que se convertam os dólares em reais e que haja uma taxa de conversão para consumar a transação.

Segundo exemplo: o Brasil vem acumulando déficits no balanço comercial a cada ano. Os analistas argumentam que a desvalorização cambial é a melhor forma de reverter esse processo, ou seja, é necessário rever a taxa de conversão de moedas.

Os dois exemplos apresentam problemas que têm uma origem comum: a diferença de valores entre as moedas dos países que transacionam entre si. Para que esses países possam realizar suas transações, é preciso estabelecer uma relação de valor entre essas moedas. Essa relação recebe o nome de taxa de câmbio.

 

CAPÍTULO 18 - GLOBALIZAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL

PDF Criptografado

GLOBALIZAÇÃO

DO SISTEMA

FINANCEIRO

INTERNACIONAL

18

18.1  Globalização

No início dos anos 1980, ocorreu uma profunda mudança na forma como os governos de alguns dos países mais ricos do mundo administravam suas economias.

Até a década de 1970, havia a crença generalizada de que caberia ao governo um papel importante na regulamentação e na promoção das atividades econômicas.

Era a intervenção estatal, que teve início no pós-guerra e esteve associada aos chamados “anos dourados”, caracterizados por um grande crescimento econômico mundial, que começou a perder força com a primeira crise do petróleo, em outubro de 1973.

A fase mais importante dessa transformação ficou caracterizada pela implantação de uma série de medidas que reduziam a presença do Estado na economia, como a privatização de empresas públicas.

Esse processo, associado ao neoliberalismo, chegou também às relações internacionais. A bandeira do neoliberalismo passou a ser a redução das barreiras alfandegárias, o que facilitaria a importação e exportação de bens e serviços e a movimentação de capitais, integrando sistemas financeiros nacionais. Ao mesmo tempo, houve a chamada terceira revolução tecnológica, que gerou avanços consideráveis no processamento, na difusão e na transmissão de informações.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPPD000259938
ISBN
9788547227722
Tamanho do arquivo
5,4 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados