Guia prático para elaboração de monografias, dissertações e teses em administração

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A estrutura deste livro baseia-se nas partes inerentes de trabalhos de conclusão de curso (TCC), monografias, dissertações e teses em Administração de Empresas. O enfoque está em facilitar o entendimento da construção de cada capítulo de trabalhos científicos aplicados ao mundo dos negócios, fornecendo o passo a passo para seu desenvolvimento. Ao longo da obra são apresentados exemplos reais de trabalhos acadêmicos de cursos de Administração para auxiliar o leitor na compreensão e construção de cada tópico de sua pesquisa, tratando de aspectos relativos a ciência e as formas do conhecimento, introdução, referencial teórico, método de pesquisa, análise e discussão dos resultados, considerações finais, referências e citações, além de fornecer, ao final dos capítulos, dicas e cuidados especiais sobre os assuntos abordados. Este livro é resultado de toda a percepção dos mais de 20 anos de carreira docente dos autores quanto às dificuldades dos alunos pesquisadores. Contribui tanto para a reflexão filosófica dos caminhos possíveis a serem percorridos como na compreensão do passo a passo para desenvolver uma pesquisa sólida e consistente.

41 capítulos

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1.1 As formas de conhecimento

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A ciência

Visão geral

Desde os primórdios das civilizações, o ser humano busca compreender a natureza, o mundo que o cerca e também, claro, a si mesmo. Esse anseio por conhecer o mundo e a si mesmo levou ao desenvolvimento de diversas formas de conhecimento, entre as quais a ciência, que é, historicamente, a mais recente delas.

Muitas vezes, temos a impressão de que a ciência surgiu repentinamente da mente de alguns homens e mulheres brilhantes, que criaram sua metodologia por meio de insights de sua genialidade. Nada poderia estar mais longe da realidade: só é possível compreender a ciência como um processo histórico que já dura pelo menos quinhentos anos e ainda está em pleno desenvolvimento.

A ciência é herdeira, pelo menos parcialmente, de ideias, conceitos e métodos das outras formas de conhecimento que a precederam, que ainda existem e que são relevantes para a humanidade.

O presente capítulo explorará, de maneira sintética, as formas de conhecimento para, em seguida, analisar em particular a ciência, sua construção histórica, suas principais características, bem como suas contradições e controvérsias.

 

1.2 Breve história da ciência

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Forma de conhecimento

Conhecimento filosófico

Conhecimento científico

Cronologia

Principais características

Fontes de validação

Séculos

VI e V a.C.

- Questionamento profundo da realidade física e da existência humana.

- O processo de busca pelo conhecimento é mais importante que o resultado alcançado.

- Tudo é passível de questionamento filosófico, até mesmo a ciência e a própria filosofia.

- Altamente racional, rigoroso e estruturado, porém não empírico.

- Racionalidade.

- Conceituação.

- Questionamento.

- Reflexão crítica.

- Diálogo.

Século XVI

- Conhecimento que se propõe ser questionador das realidades objetivas do mundo, sejam conceituais, naturais ou humanas.

- Não abrange questões existenciais ou metafísicas, como faz a filosofia.

- Fortemente baseado na racionalidade e no empirismo.

- Propõe-se o seu contínuo progresso.

- Influenciou decisivamente a sociedade contemporânea por meio de sua tecnologia e de seu método.

 

1.3 A classificação das ciências

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ou temperatura podem causar grandes variações, como tornados, furacões ou enchentes. O efeito não é proporcional à sua causa.

Os teóricos da complexidade, ao contrário dos positivistas, argumentam que os sistemas lineares são uma exceção na natureza e que os sistemas complexos são a regra. Assim, a ciência positivista, determinista e reducionista seria incompatível com a maioria dos fenômenos, tanto nas ciências naturais quanto nas sociais.

Após esta curta síntese da sua história, pode-se notar que a ciência está longe de ser um conjunto de conceitos e práticas monolíticos; ao contrário, caracteriza-se justamente por apresentar diversos significados para diferentes filósofos, pesquisadores e cientistas, além de ser um processo ainda em evolução.

A fim de que se compreenda melhor a estruturação da ciência, tendo como pano de fundo a sua rica história, brevemente comentada neste tópico, será abordada, no Tópico 1.3, a classificação das ciências, bem como os potenciais impactos dessa classificação para o seu método.

 

1.4 As ciências naturais e as humanas

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ciência aplicada, utiliza esse conhecimento básico para criar motores elétricos.

O mesmo raciocínio vale para as ciências humanas.

Dadas as características distintas entre as ciências, notadamente as naturais e as humanas, cabe a pergunta: É possível um método científico único?

Essa reflexão será explorada no Tópico 1.4.

1.4 As ciências naturais e as humanas

As ciências naturais e as humanas são distintas em importantes aspectos, o que acaba, muitas vezes, por conduzi-las a diferentes estratégias de pesquisa.

As principais características dessas ciências estão sintetizadas no Quadro 1.11.

Quadro 1.11 Principais características das ciências naturais e das ciências humanas

Ciências naturais

Ciências humanas

Objeto de estudo

- Os fenômenos do mundo natural, a matéria física e as substâncias.

- Os fenômenos sociais, as ideias, os comportamentos e as formas de organização humana.

Complexidade dos fenômenos estudados

 

1.5 Elementos centrais da ciência

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1.5 Elementos centrais da ciência

Os elementos centrais que compõem a ciência, como quase tudo o que envolve o tema ciência em si, podem ser controversos. Alguns dos principais foram sintetizados no Quadro 1.12.

Quadro 1.12 Elementos centrais da ciência

Elementos centrais da ciência

Características

Forma de conhecimento que influenciou a ciência nesse elemento

Centralidade do método

- A ciência gravita em torno da crença de que o uso do seu método a torna diferenciada em relação às outras formas de conhecimento; assim, o método é a sua essência.

Objetividade

- Visa produzir conhecimento objetivo em contraposição ao subjetivismo do senso comum, por exemplo.

Conhecimento filosófico.

Rigor

- O conhecimento deve ser construído com rigor, ou seja, todos os passos devem ser claramente explicados e passíveis de replicação, quando possível.

 

Dicas e cuidados na abordagem científica

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essencialmente diferente de afirmações religiosas sobre a crença em um princípio (ou em uma entidade) que não pode ser demonstrado ou provado.

Quanto ao conhecimento mítico, a ciência é permeada por diversas histórias de cientistas que realizaram grandes feitos, ou seja, influenciaram o avanço da ciência. Por exemplo, a famosa história de como Isaac Newton deduziu a gravitação universal ao observar a queda de uma maçã, em seu pomar. Nos mitos, um conjunto de histórias interligadas procura dar sentido, ainda que simbólico, ao mundo; a ciência usa expediente semelhante. Os heróis dos mitos são substituídos pelos cientistas, e os atos de heroísmo míticos, pelas grandes descobertas científicas. Um conjunto de histórias sobre cientistas de destaque, como Galileu, Newton, Einstein, entre outros, cria uma “mitologia científica”, a qual ajuda a dar sentido à própria ciência, como conhecimento representativo do mundo.

A discussão sobre ciência e formas de conhecimento, apresentada ao longo deste capítulo, será retomada no Capítulo 4, de maneira mais aplicada, como base para a discussão do método de pesquisa.

 

2.1 Contextualização

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2.1 Contextualização

A contextualização é o primeiro tópico do capítulo inicial (introdução) de um trabalho acadêmico. No início da introdução, é preciso contextualizar o assunto que se pretende abordar no estudo. Trata-se da introdução do tema ao leitor, apresentando-lhe a conjuntura de uma situação, “preparando o terreno” para, na sequência, indicar a pergunta-chave do estudo (problema de pesquisa).

Contextualizar tem origem no latim e quer dizer “colocar alguém a par de algo”. Significa abordar o tema de forma a identificar a situação, o panorama ou o contexto em que o problema de pesquisa será identificado.

Nesse tópico, devem-se relatar, por exemplo, fatos históricos importantes.

É recomendável citar autores na contextualização, principalmente os mais relevantes.

Recomenda-se evitar introduzir os conteúdos de maneira aprofundada, pois esse tópico busca apresentar, de forma abrangente, a ideia central do trabalho, e esse detalhamento deve acontecer apenas no segundo capítulo

 

2.2 Problema de pesquisa

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Introduçã o 4 3

ordem. Lembre, todavia, que o objetivo é apresentar os principais aspectos que fundamentam o estudo, e não desenvolvê-los de forma aprofundada.

A Figura 2.1 retrata como a contextualização deve ser estruturada, partindo de uma visão macro, passando pela sequência lógica dos parágrafos, com bons argumentos que sustentem a ideia central do estudo, e fechando com a compreensão do que se busca estudar (visão micro).

Figura 2.1 Funil da contextualização

Introdução do tema ao leitor: visão geral (macro) do assunto que será estudado.

Desenvolvimento dos parágrafos: encadeamento das ideias centrais do estudo, de forma ordenada e lógica.

Fechamento da contextualização: visão micro do tema,

“preparando o terreno” para indicar, na sequência, a pergunta-chave do estudo (problema de pesquisa).

Fonte: elaborada pelos autores.

2.2 Problema de pesquisa

A produção do conhecimento científico surge do interesse de se investigar um assunto, no sentido de tentar resolver alguma falha, algum problema ou encontrar uma resposta para dada situação sem solução imediata.

 

2.3 Objetivos do estudo

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Resumidamente, o problema de pesquisa é o ponto de partida de um estudo acadêmico e deve ser:

• claro e preciso, expressando o propósito da investigação;

• cuidadosamente formulado (muitas vezes, é preciso redefini-lo quando

do amadurecimento do pesquisador em relação ao assunto central); inserido em uma dimensão viável (deve expressar relação entre duas ou mais variáveis); relevante (apresentar certa originalidade), sob o ponto de vista teórico e/ou prático; elaborado no formato de uma pergunta; observável na realidade (passível de verificação por intermédio de métodos científicos) e suscetível de solução; relacionado a fatos empíricos e não a percepções pessoais (objetividade).

2.3 Objetivos do estudo

O vocábulo objetivo, tomado em seu sentido amplo, denota “pretensão, intencionalidade na busca por realizar uma ação”.

 

2.4 Delimitação do escopo do estudo

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Objetivos específicos

• Identificar o cenário futuro mais provável do ambiente competitivo no setor varejista farmacêutico brasileiro em dez anos.

• Identificar o cenário futuro mais provável do ambiente regulatório e as principais mudanças que poderão ocorrer no setor em dez anos.

• Identificar o perfil futuro mais provável do consumo de medicamentos no setor de varejo farmacêutico em dez anos.

• Estruturar uma lista de recomendações para auxílio na tomada de decisão das empresas do setor farmacêutico (indústrias, distribuidores e varejistas), considerando o cenário mais provável em dez anos, sob o ponto de vista competitivo, regulatório e de consumo.

Fonte: exemplos adaptados de trabalhos dos alunos de diversas turmas de MBA da Fundação Instituto de Administração (FIA) e do mestrado profissional da mesma instituição.

 

2.5 Justificativa

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A quinta delimitação dar-se-á em razão da legislação e da regulamentação sanitária impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em virtude de o transporte ser de produtos perecíveis, além de não ser uma prática comum no mercado, é proibido o transporte de produtos com datas vencidas. Sendo assim, neste trabalho não será abordada a logística reversa.

2.5 Justificativa

A justificativa, como o próprio nome indica, é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é relevante, dado o contexto no qual se insere. Exalta a importância do tema a ser estudado, explicando a necessidade de se levar a efeito tal empreendimento. Sua função é evidenciar a relevância, a originalidade, a importância e a atualidade da pesquisa em questão. Isso significa que o pesquisador deve enfatizar o valor do seu estudo diante dos objetivos propostos. 

 

2.6 Organização do trabalho

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Para ajudar nessa reflexão, algumas dicas importantes são fornecidas a seguir.

• A pesquisa pode ser relevante porque, entre os autores estudados na

revisão bibliográfica ou nas bases científicas pesquisadas, a abordagem que se pretende seguir não foi ainda realizada ou não teve a devida profundidade.

• A pesquisa pode ser recomendada por trazer a compreensão de um assunto ainda não explorado, talvez por ser recente na prática empresarial.

• A pesquisa pode trazer uma nova leitura ou perspectiva sobre um fenômeno já estudado, por exemplo, em outro setor (estudar o setor de construção, sendo a maioria dos estudos sobre o setor supermercadista) ou considerar outro perfil de empresa (estudar o tema sob a ótica das pequenas empresas, sendo a maioria dos estudos sobre multinacionais) e outro público (estudar o tema sob a ótica dos consumidores, sendo a maioria sob a ótica dos gestores das empresas).

 

Dicas e cuidados na construção da introdução

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Introduçã o 7 1

Dicas e cuidados

na construção da introdução

●● Na contextualização, evite aprofundar-se no tema, tampouco apresentar um panorama geral

superficial, insuficiente para fundamentar e permitir a compreensão do escopo do projeto.

●● O ponto de partida de um trabalho científico é a formulação do problema de pesquisa ou ques-

tão de pesquisa. Não comece a desenvolver um trabalho sem ter definido muito bem a pergunta-chave a que o estudo busca responder.

●● Os objetivos (gerais e específicos) precisam ser claros e factíveis. Recomenda-se definir no máxi-

mo quatro a cinco objetivos específicos. Dificilmente um trabalho acadêmico deixará de ter objetivos específicos, já que eles são essenciais para o alcance do objetivo geral.

●● A delimitação do escopo restringe o foco do trabalho, deixando claro o que não se pretende

estudar. Ao delimitar o escopo, o estudo ganha foco e garante característica finita, reduzindo-se a chance de dispersão em temas que não sejam o foco do projeto. A delimitação é também uma forma de o pesquisador evitar cobranças por algo que não tinha a intenção de fazer nem de pesquisar.

 

3.1 Revisão bibliográfica e referencial teórico

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trabalhos com uma fraca revisão da literatura, os quais ignoram artigos de revistas internacionais, por exemplo, ou estão baseados em livros pouco atuais, que não refletem o conhecimento atual de um tema, ou, ainda, que desconsideram alguns autores importantes, tidos como referência em dado assunto. Não é por menos que esse capítulo é frequentemente considerado um dos pontos mais fracos em monografias, dissertações e teses.

A má qualidade da revisão bibliográfica compromete todo o estudo, já que ela não constitui um capítulo isolado, mas tem como foco central “iluminar o caminho a ser trilhado pelo pesquisador, desde a definição do problema até a interpretação dos resultados”.2

Embora geralmente as instituições de ensino não estabeleçam um número mínimo e máximo de páginas para esse capítulo, espera-se que ele tenha em torno de 30 a 50 páginas, no caso de ser um mestrado ou um doutorado, e sua escrita provavelmente demandará do pesquisador meses ou até mesmo anos de dedicação. Mas isso, claro, dependerá da complexidade do tema, da maturidade científica e do tempo disponível do pesquisador, bem como da exigência do orientador, podendo haver grande variação.

 

3.2 Como levantar o material bibliográfico da pesquisa

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Do confronto da opinião de diferentes autores nasce uma posição a respeito de determinado assunto. Com isso, abandonam-se algumas ideias, acrescentam-se novas e reformulam-se outras.4

O texto deve ser convincente e organizado de forma lógica. Deve-se sempre lembrar de citar os autores utilizados e de seguir as normas adotadas pela instituição da qual o pesquisador faz parte. A maioria das escolas de administração do país adota a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou a American Psychological Association (APA). Cada uma possui regras bem específicas e que precisam ser seguidas. A biblioteca de muitas escolas costuma ter ambos os documentos para consulta. As normas técnicas serão abordadas em mais detalhes no Capítulo 7.

Recomenda-se que a revisão bibliográfica inclua materiais de origem nacional e internacional, já que provavelmente existem muitos pesquisadores estudando um dado assunto em diversas partes do mundo, e eles poderiam agregar muito valor ao desenvolvimento do trabalho.

 

3.3 As bases eletrônicas de dados

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5. Após a definição da estrutura do referencial teórico, iniciam-se novas rodadas de pesquisa para a localização de materiais e estudos adicionais relacionados com o trabalho, a fim de embasar o desenvolvimento do capítulo em questão. Não existe um número exato de artigos ou materiais bibliográficos que devam ser lidos para a elaboração de um estudo científico. Por exemplo, há temas inovadores com material bibliográfico limitado. O pesquisador deve ter bom senso nesse processo. Quantidade não significa qualidade em termos de leitura! Esse tema será retomado no Tópico 3.6.

3.3 As bases eletrônicas de dados

Embora existam diversas bases eletrônicas de dados, no campo da administração de empresas, as mais utilizadas são apresentadas a seguir.7

• Business Source Premier (Ebsco): permite acesso on-line a textos

completos de mais de 2.300 revistas especializadas e mais de 1.100 publicações analisadas por especialistas nas áreas de marketing, administração, contabilidade, operações, finanças, econometria e economia.

 

3.4 Como desenvolver o referencial teórico

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3.4 Como desenvolver o referencial teórico

Após a revisão bibliográfica, o pesquisador terá a árdua missão de organizar todo o material lido e reescrevê-lo em uma linha lógica de raciocínio, fazendo uma análise crítica das diferentes obras estudadas. Trata-se da escrita do referencial teórico.

A configuração desse capítulo demonstra que os conceitos foram explorados, e a redação representa o esforço do pesquisador em condensar os resultados dos estudos de outros autores, criando sinergia entre pontos de vista semelhantes, complementares e/ou distintos.

Todos os trabalhos citados – autoria, ano e título da obra consultada – devem ser registrados nas referências do estudo (bibliografia).

Em linhas gerais, há três formas básicas de discutir e explorar as ideias dos autores estudados.8

1. Reunir ideias comuns (autores que compartilham das mesmas

 

3.5 Lista de recomendações para a escrita do referencial teórico

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Exemplo 318

Apesar de todos os estudos realizados acerca do comprometimento, há alguns autores que mesclam comprometimento com lealdade em suas definições (CHAUDHURI;

HOLBROOK, 2001; OLIVER, 1999; PATTERSON; WARD, 2000; SHETH; MITTAL; NEWMAN,

1999), já outros autores observam esses conceitos de forma independente.

Exemplo 419

Na literatura, há controvérsias sobre a terminologia e o conceito da validade de conteúdo. Para alguns autores (MERS; WINGER, 1998; CRUZ, 2000; GROENG; FISHER,

2005), consiste em julgar em que proporção os itens selecionados para medir uma construção teórica representam bem todas as facetas importantes do conceito a ser medido. Outros estudiosos (VINCENT, 1999; RINGER; MAYERS, 2008; MATTOS, 2009) tentam explicar esse conceito por meio do seguinte questionamento: as perguntas do instrumento são representativas dentro do universo de todas as questões que poderiam ser elaboradas sobre esse tópico?

 

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