Manual de Psicologia Cognitiva - 7.ed.

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Manual de psicologia cognitiva, principal livro da área, chega a sua 7ª edição totalmente atualizado, trazendo uma cobertura ampla de todos os ramos da disciplina. Considerando a cognição humana em contexto, este livro tem por objetivo auxiliar os estudantes a desenvolverem uma compreensão profunda dos fundamentos de psicologia cognitiva.

16 capítulos

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Capítulo 1 - Abordagens da cognição humana

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Abordagens da cognição humana

1

INTRODUÇÃO

Estamos agora entrando no terceiro milênio, e há mais interesse do que nunca em tentar descobrir os mistérios do cérebro e da mente humana. Esse interesse reflete-se na recente explosão da pesquisa científica no campo da psicologia cognitiva e da neurociência cognitiva. É surpreendente que a abordagem cognitiva esteja se tornando cada vez mais importante no campo da psicologia clínica. Nessa área, reconhece-se que os processos cognitivos (especialmente os vieses cognitivos) desempenham um papel importante no desenvolvimento e no sucesso do tratamento dos transtornos mentais. De forma similar, os psicólogos sociais assumem, cada vez mais, que os processos cognitivos ajudam a explicar muitos aspectos da comunicação social.

O que é psicologia cognitiva? Refere-se aos processos internos envolvidos em extrair sentido do ambiente e decidir que ação deve ser apropriada. Esses processos incluem atenção, percepção, aprendizagem, memória, linguagem, resolução de problemas, raciocínio e pensamento. Podemos definir psicologia cognitiva como o objetivo de compreender a cognição humana por meio da observação do comportamento das pessoas enquanto executam várias tarefas cognitivas. Observe, no entanto, que o termo psicologia cognitiva pode ser utilizado de forma mais abrangente para incluir atividade e estrutura cerebral como informações relevantes para a compreensão da cognição humana. É nesse sentido mais amplo que o termo é usado no título deste livro.

 

Capítulo 2 - Processos básicos na percepção visual

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Processos básicos na percepção visual

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, tem havido um progresso considerável no entendimento da percepção visual. Grande parte disso se deve aos esforços de neurocientistas cognitivos, graças aos quais temos agora um conhecimento considerável dos sistemas cerebrais envolvidos na percepção visual. Começamos considerando as principais áreas do cérebro envolvidas na visão e nas funções utilizadas em cada área. Em seguida, discutimos as teorias dos sistemas cerebrais na visão. Depois disso, fazemos uma análise detalhada dos aspectos básicos da percepção visual (p. ex., a percepção da cor, a percepção de profundidade) e, finalmente, discutimos se a percepção pode ocorrer na ausência do conhecimento consciente.

O Capítulo 3 concentra-se principalmente nos vários processos envolvidos no reconhecimento de objetos e faces. Por uma questão de clareza, tratamos de um único aspecto da percepção visual em cada seção. Entretanto, na verdade, todos os processos envolvidos na percepção visual interagem entre si.

 

Capítulo 3 - Reconhecimento de objetos e faces

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Reconhecimento de objetos e faces

INTRODUÇÃO

Todos os dias, dezenas de milhares de vezes, identificamos ou reconhecemos objetos no mundo à nossa volta. Neste exato momento, por exemplo, você tem consciência de estar olhando para este livro. Se erguer os olhos, talvez possa ver uma parede, janelas e outras coisas à sua frente. O reconhecimento de objetos normalmente ocorre tão sem esforço que é difícil acreditar que essa seja, na verdade, uma operação complexa.

Evidências dessa complexidade provêm de tentativas de programar computadores para

“perceberem” o ambiente. No entanto, nenhum computador é capaz de se equiparar a mais do que uma fração das habilidades perceptuais que quase todo o adulto humano que vê tem.

O que torna a percepção visual tão complexa? Em primeiro lugar, muitos objetos no ambiente se sobrepõem a outros objetos, e assim precisamos identificar onde um termina e onde começa o seguinte. Em segundo lugar, inúmeros objetos (p. ex., cadeiras, árvores) variam muito em suas características visuais (p. ex., cor, tamanho, forma) e, portanto, não é imediatamente óbvio como conseguimos incluir esses estímulos diversos na mesma categoria. Em terceiro lugar, conseguimos reconhecer os objetos em inúmeras orientações. Por exemplo, a maioria dos pratos é redonda.

 

Capítulo 4 - Percepção, movimento e ação

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Percepção, movimento e ação

INTRODUÇÃO

A maioria das pesquisas sobre percepção discutidas até aqui neste livro envolveu a apresentação de estímulos visuais e a avaliação de aspectos de seu processamento. O que ainda está faltando (mas é um tema fundamental neste capítulo) é a dimensão do tempo. No mundo real, nós nos movimentamos e/ou as pessoas ou objetos do ambiente se movimentam. As mudanças resultantes nas informações visuais disponíveis são muito úteis para garantir que percebamos o ambiente com precisão. A ênfase na mudança e no movimento necessariamente leva a uma consideração da relação entre percepção e ação. Em suma, o foco deste capítulo está em como processamos (e respondemos a) um ambiente em constante mudança visual.

O primeiro tema abordado refere-se à percepção de movimento. Isso inclui a habilidade de nos movimentarmos de forma eficiente dentro do ambiente visual e de prevermos com precisão quando os objetos em movimento nos alcançarão.

O segundo tema refere-se a questões mais complexas: como atuamos de forma apropriada sobre o ambiente e sobre os objetos dentro dele? São relevantes as teorias

 

Capítulo 5 - Atenção e desempenho

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Atenção e desempenho

5

INTRODUÇÃO

A atenção é absolutamente valiosa na vida diária. Usamos a atenção para evitar sermos atropelados pelos carros quando atravessamos a rua, para procurar objetos perdidos e para realizar duas tarefas ao mesmo tempo. A palavra “atenção” tem vários significados.

Entretanto, ela normalmente se refere à seletividade do processamento, como foi enfatizado por William James (1890, pp. 403-4).

Atenção é [...] a posse pela mente, de forma clara e vívida, de um entre vários objetos ou sequências de pensamentos que parecem simultaneamente possíveis.

Sua essência é constituída pela focalização, pela concentração e pela consciência.

William James (1890) distinguiu entre os modos de atenção “ativos” e “passivos”.

A atenção é ativa quando controlada de forma top-down pelos objetivos ou pelas expectativas do indivíduo. Todavia, a atenção é passiva quando controlada de forma bottom-up por estímulos externos (p. ex., um ruído alto). Essa distinção ainda é importante na teorização recente (p. ex., Corbetta & Shulman, 2002; Corbetta et al., 2008) e será discutida mais adiante neste capítulo.

 

Capítulo 6 - Aprendizagem, memória e esquecimento

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Aprendizagem, memória e esquecimento

INTRODUÇÃO

Este e os próximos dois capítulos são dedicados à memória humana. Todos os três capítulos tratam da memória humana intacta, mas o Capítulo 7 também examina em detalhes os pacientes amnésicos. A pesquisa laboratorial tradicional é o foco deste capítulo e do

Capítulo 7, com a pesquisa mais naturalística sendo discutida no Capítulo 8. Há ligações importantes entre esses tipos de pesquisa. Muitas questões teóricas são relevantes para as pessoas com lesão cerebral e para indivíduos sadios, sejam elas testadas em laboratório ou em campo.

Aprendizagem e memória envolvem uma série de estágios. Os processos que ocorrem durante a apresentação do material de aprendizagem são conhecidos como codificação e incluem muitos dos processos envolvidos na percepção. Esse é o primeiro estágio.

Como resultado da codificação, as informações são armazenadas dentro do sistema da memória. Assim, o armazenamento é o segundo estágio. O terceiro estágio é a recuperação, que envolve recuperar ou extrair as informações armazenadas do sistema da memória.

 

Capítulo 7 - Sistemas da memória de longo prazo

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Sistemas da memória de longo prazo

7

INTRODUÇÃO

Temos uma grande variedade de informações armazenadas na memória de longo prazo.

Por exemplo, a memória de longo prazo pode conter detalhes de nossas últimas férias de verão, o fato de Paris ser a capital da França, informações sobre como andar de bicicleta e assim por diante. Muitas dessas informações estão armazenadas na forma de esquemas ou pacotes de conhecimento organizado e são amplamente usadas durante a compreensão da linguagem. A relação entre o conhecimento esquemático e a compreensão da linguagem é discutida no Capítulo 10.

Em vista da notável variedade de informações armazenadas na memória de longo prazo, é improvável que haja um armazenamento único da memória de longo prazo conforme proposto por Atkinson e Shiffrin (1968; ver Cap. 6). Posteriormente, foi aceito que existem vários sistemas importantes da memória de longo prazo. Por exemplo,

Schacter e Tulving (1994) identificaram quatro principais sistemas da memória de longo prazo: memória episódica, memória semântica, o sistema de representação perceptual e a memória procedural. A questão do número e da natureza dos sistemas da memória de longo prazo é considerada por Squire (2009a) à luz de nosso conhecimento do cérebro.

 

Capítulo 8 - Memória no cotidiano

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Memória no cotidiano

INTRODUÇÃO

Nos últimos 35 anos, houve um rápido aumento nas pesquisas sobre a memória no cotidiano. O estudo da memória no cotidiano se refere a como usamos a memória em nossa vida diária. A memória da vida cotidiana difere em alguns aspectos importantes dos tipos de memória tradicionalmente estudados em laboratório e discutidos nos Capítulos

6 e 7. Boa parte está relacionada a nossos objetivos e motivações (Cohen, 2008). Isso pode ser visto com maior clareza na memória prospectiva (recordar para executar as ações pretendidas). Nossas ações pretendidas são concebidas para ajudar a atingirmos nossos objetivos atuais. Por exemplo, muitas vezes o primeiro autor pretende localizar um artigo para atingir o objetivo de concluir um capítulo em um de seus livros.

Pesquisa da memória tradicional versus pesquisa da memória no cotidiano

Quais são as principais diferenças entre a abordagem tradicional da memória e a abordagem baseada em fenômenos da memória do cotidiano? Em primeiro lugar, muitas vezes as memórias do cotidiano são a respeito de eventos que aconteceram muito tempo atrás e com frequência foram pensados ou encenados durante esse tempo. Em consequência,

 

Capítulo 9 - Percepção da leitura e da fala

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Percepção da leitura e da fala

INTRODUÇÃO

Os seres humanos se sobressaem por seu domínio da linguagem. Na verdade, a linguagem é tão importante que este capítulo e os dois seguintes são dedicados a ela.

Neste, examinamos os processos básicos envolvidos na leitura de palavras e no reconhecimento das palavras faladas. Frequentemente, não importa se uma mensagem

é apresentada aos nossos olhos ou aos nossos ouvidos. Você entenderia a sentença:

“Você teve um desempenho excepcional em sua prova de psicologia cognitiva” de forma muito semelhante, independentemente de tê-la lido ou ouvido. Por conseguinte, muitos processos de compreensão são muito similares, quer estejamos lendo um texto, quer ouvindo alguém falar.

No entanto, as percepções da leitura e da fala diferem em vários aspectos. Na leitura, cada palavra pode ser vista como um todo, enquanto as palavras faladas se dispersam no tempo e são transitórias. Mais importante que isso, na fala, é mais difícil dizer onde termina uma palavra e onde começa a seguinte do que no texto.

 

Capítulo 10 - Compreensão da linguagem

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Compreensão da linguagem

10

INTRODUÇÃO

Os processos básicos envolvidos nos estágios iniciais de leitura e escuta da fala foram discutidos no Capítulo 9. O foco foi a identificação de palavras individuais. Neste capítulo, discutimos como expressões, frases e histórias inteiras são processadas e compreendidas durante a leitura e a escuta.

O capítulo anterior tratou principalmente de aspectos do processamento da linguagem que diferem entre a leitura e a escuta da fala. Entretanto, os processos de nível superior envolvidos na compreensão são similares se uma história está sendo ouvida ou lida. Tem havido muito mais pesquisas sobre os processos de compreensão na leitura do que na escuta e, portanto, nossa ênfase será a leitura. No entanto, o que vale para a leitura é também essencialmente verdadeiro para a escuta da fala.

Qual é a estrutura deste capítulo? Começamos examinando a compreensão no nível da frase e terminamos focando os processos de compreensão com unidades de linguagem maiores (p. ex., textos completos). Uma indicação mais detalhada da abrangência deste capítulo é dada a seguir.

 

Capítulo 11 - Produção da linguagem

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Produção da linguagem

INTRODUÇÃO

Sabemos mais sobre a compreensão da linguagem do que sobre sua produção. Por que isso ocorre? Podemos controlar o material a ser compreendido, mas é mais difícil restringir a produção da linguagem de um indivíduo. Outro problema na investigação da produção da linguagem (compartilhado com sua compreensão) é que apenas uma teoria da linguagem não é suficiente. A produção da linguagem é fundamentalmente uma atividade dirigida para objetivos, tendo a comunicação como seu principal propósito. As pessoas falam e escrevem para compartilhar informações, para ser amigáveis e assim por diante. Por isso, os fatores motivacionais e sociais precisam ser considerados, além daqueles puramente linguísticos.

Os dois principais tópicos considerados neste capítulo são a produção da fala e a escrita, incluindo o estudo dos efeitos da lesão cerebral nesses processos de linguagem.

Sabe-se mais sobre a produção da fala do que sobre a escrita. Quase todos passam mais tempo falando do que escrevendo. Consequentemente, é mais importante entender os processos envolvidos na fala. Entretanto, a escrita é uma habilidade importante.

 

Capítulo 12 - Resolução de problemas e expertise

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Resolução de problemas e expertise

INTRODUÇÃO

A vida nos propõe vários problemas ainda que, felizmente, a maioria deles seja bastante trivial. Seguem-se três exemplos. Em primeiro lugar, você tem uma reunião urgente em outra cidade e, em consequência, deve chegar lá rapidamente. Entretanto, os trens quase sempre atrasam, seu carro é velho e não é confiável, e os ônibus são lentos.

Em segundo, você tenta resolver qual é a sequência correta de operações a executar em seu computador para realizar uma tarefa. Você tenta se lembrar do que precisava fazer em seu antigo computador.

Em terceiro, você é um jogador profissional de xadrez que está no meio de uma partida importante em um campeonato enfrentando um forte adversário. O tempo está passando, e você precisa decidir rapidamente seu próximo movimento estando em uma posição delicada no tabuleiro.

Os exemplos estão relacionados com os três tópicos principais deste capítulo.

O primeiro é resolução de problemas. O que queremos dizer com resolução de problemas? A resolução de problemas envolve as seguintes condições (Goel, 2010, p. 613):

 

Capítulo 13 - Julgamento e tomada de decisão

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Julgamento e tomada de decisão

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INTRODUÇÃO

Neste capítulo, o foco será sobre as áreas superpostas de julgamento e tomada de decisão.

Quando a pessoa faz um julgamento, está decidindo sobre a probabilidade de ocorrência de diversos eventos com base em informações incompletas. Por exemplo, você pode usar a informação sobre seu desempenho em provas anteriores para avaliar a probabilidade de ser bem-sucedido em seu próximo exame. O que importa no julgamento é a acurácia.

A tomada de decisão envolve escolher uma opção entre várias possíveis. Você provavelmente terá de decidir em que universidade irá estudar, quais disciplinas irá cursar e assim por diante. Os fatos envolvidos na tomada de decisão dependem da importância da decisão a ser tomada. Por exemplo, os processos envolvidos na decisão sobre que carreira seguir são muito mais complexos e demandam mais tempo do que aqueles envolvidos na decisão sobre tomar Coca-Cola ou Pepsi-Cola!

Geralmente, avaliamos a qualidade de nossas decisões em termos de suas consequências – estamos ou não satisfeitos com nossa escolha da universidade ou do curso?

 

Capítulo 14 - Raciocínio e testagem de hipóteses

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Raciocínio e testagem de hipóteses

14

INTRODUÇÃO

Por centenas de anos, os filósofos distinguiram entre dois tipos de raciocínio. Um deles

é o raciocínio indutivo, que envolve tirar uma conclusão geral a partir de premissas (afirmações) que se referem a episódios particulares. Uma característica-chave do raciocínio indutivo é que as conclusões de argumentos válidos no âmbito indutivo são provavelmente (mas não necessariamente) verdadeiras.

O filósofo Bertrand Russell deu o seguinte exemplo. Um peru pode utilizar o raciocínio indutivo para chegar à seguinte conclusão: “a cada dia sou alimentado”, porque sempre foi assim no passado. Entretanto, não há certeza de que o peru será alimentado amanhã. De fato, se amanhã for Natal, é provável que essa conclusão se revele falsa.

Como veremos, os cientistas muito frequentemente fazem uso do raciocínio indutivo de uma maneira muito parecida com a do peru hipotético de Russell. Por exemplo, um psicólogo pode realizar vários experimentos e descobrir consistentemente que o reforço é necessário para a aprendizagem. Isso pode levá-lo a utilizar o raciocínio indutivo para propor a hipótese de que o reforço é essencial para a aprendizagem. Entretanto, essa conclusão não é necessariamente verdadeira, pois ele não tem certeza de que experimentos futuros produzirão resultados semelhantes aos anteriores.

 

Capítulo 15 - Cognição e emoção

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Cognição e emoção

INTRODUÇÃO

A psicologia cognitiva ainda é um pouco influenciada pela analogia ou metáfora do computador (embora muito menos do que já foi no passado), como pode ser observado na ênfase de modelos de processamento da informação. Essa abordagem não permite um exame da relação entre cognição e emoção, pois é difícil pensar que computadores apresentem estados emocionais.

A maioria dos psicólogos cognitivos ignora os efeitos da emoção na cognição, tentando assegurar que seus participantes estejam em um estado emocional neutro. Entretanto, tem ocorrido um aumento substancial de pesquisas na área da emoção e da cognição. Exemplos incluem pesquisas sobre a memória cotidiana (Cap. 8) e a tomada de decisão (Cap. 13).

Dois temas são centrais para a cognição e a emoção. Em primeiro lugar, como os processos cognitivos influenciam nossa experiência emocional? Em segundo, como a emoção influencia os processos cognitivos? Por exemplo, como qualquer emoção influencia o aprendizado e a memória? Em outras palavras, precisamos considerar os efeitos da cognição na emoção e da emoção na cognição.

 

Capítulo 16 - Consciência

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Consciência

INTRODUÇÃO

O que exatamente é “consciência”? Existe uma importante distinção entre conteúdo consciente e nível de consciência (Bor & Seth, 2012). O conteúdo consciente se refere à informação sobre a qual estamos conscientes em qualquer momento. A consciência, nesse sentido, é “caracterizada pela experiência de percepções, pensamentos, consciência do mundo exterior e, frequentemente em seres humanos [...], a autoconsciência” (Colman, 2001, p. 160). A limitação dessa definição é que nos leva a refletir sobre o significado exato das palavras “experiência” e “autoconsciência”.

Entretanto, o nível de consciência se refere ao estado de consciência. Ele varia de total inconsciência, encontrada no coma, até o estado de vigília alerta. Esses dois aspectos da consciência são relacionados – um nível de consciência diferente de zero é necessário para que um indivíduo experimente conteúdo consciente ou percepção.

Neste capítulo, iremos nos concentrar principalmente na consciência no primeiro sentido, de percepção consciente. Vários teóricos diferenciaram duas formas de consciência. Por exemplo, Block (p. ex., 2012) identificou a consciência de acesso e a consciência fenomenal. A consciência de acesso pode ser relatada, e seus conteúdos estão disponíveis para utilização em outros processos cognitivos (p. ex., atenção, memória).

 

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