Farmacologia: Texto e Atlas - 7.ed.

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Tudo o que é necessário conhecer em farmacologia é explicado neste livro, sempre com textos compactos e precisos, aliados a ilustrações em que a didática é o destaque.Totalmente atualizado, reúne as descobertas relevantes e os novos fármacos.

44 capítulos

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Capítulo 1 - História da farmacologia

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1.1 História da farmacologia

História da farmacologia

1 HISTÓRIA DA FARMACOLOGIA

Desde tempos imemoriais, procura-se tratar as doenças de pessoas e animais com medicamentos. O conhecimento acerca do poder curativo de certas plantas ou minerais já existia em antigos livros de fitoterápicos. A crença no poder curativo das plantas e de certas substâncias fundamenta-se basicamente no conhecimento tradicional, isto é, informações empíricas não submetidas à avaliação crítica.

A ideia

Claudius Galen (129-200 d.C.) foi o primeiro a refletir na base teórica da farmacologia. Além da experiência, a teoria – que interpreta a experiência e as observações – contribui para o uso racional dos medicamentos.

“Os empíricos afirmam que tudo é descoberto por meio da experiência. Contudo, sustentamos que a descoberta ocorre em parte pela experiência e em parte pela teoria. Nem a experiência nem a teoria, isoladamente, são aptas a descobrir tudo.”

O início

 

Capítulo 2 - Fontes dos fármacos

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2.1 Droga e substância ativa

2 FONTES DOS FÁRMACOS

Droga e substância ativa

Até o fim do século XIX, os medicamentos eram produtos naturais, em sua maioria dessecados, mas também plantas frescas – ou partes delas.

Essas podiam conter substâncias com propriedades curativas (terapêuticas), mas também substâncias com efeitos tóxicos (venenos).

Para dispor de medicamentos vegetais úteis durante o ano inteiro – e não só em períodos de colheita –, as plantas eram conservadas dessecadas ou de molho em óleos vegetais ou

álcool. A desidratação da planta ou do produto vegetal ou animal resulta na “droga”. Na linguagem coloquial, esse termo, em geral, refere-se a substâncias químicas com alto potencial de dependência física e abuso. Empregado cientificamente, o termo não traz nenhum significado sobre a qualidade do efeito. São “drogas” as folhas secas de hortelã, flores secas de tília, bem como folhas e flores secas de maconha fêmea

(marijuana) ou da sua resina (haxixe) ou o exsudato leitoso seco da papoula obtido pela incisão da cápsula de sementes (ópio bruto).

 

Capítulo 3 - Vias de administração de fármacos

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3.1 Formas farmacêuticas para uso oral

3 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE FÁRMACOS

Formas farmacêuticas para uso oral

As drágeas são comprimidos revestidos.

O núcleo da drágea (ou comprimido) é revestido, por exemplo, com uma camada de cera que serve para (1) proteger fármacos perecíveis da decomposição, (2) mascarar gosto ou odor desagradáveis, (3) facilitar a deglutição ou (4) permitir codificação por coloração. As cápsulas, na maioria das vezes, são formadas por um invólucro oblongo – na maioria das vezes, feito de gelatina – que contém, em seu interior, o fármaco em forma de pó, granulado ou, mais raramente, líquido.

No comprimido tipo matriz, o fármaco é incorporado a uma malha, da qual se difunde para o meio circunvizinho depois de umedecido.

Diferentemente das soluções, que permitem a absorção direta do fármaco (► Fig. 3.1A, terceira coluna), o uso de formas sólidas requer que os comprimidos inicialmente se desagreguem ou que as cápsulas se abram (desintegração) antes que o fármaco possa se dissolver (dissolução) e, assim, atravessar a mucosa gastrintestinal e alcançar a corrente sanguínea (absorção). Como a desintegração do comprimido e a dissolução do fármaco consomem um determinado tempo, a absorção ocorre principalmente no intestino (► Fig. 3.1A, segunda coluna). No caso de uma solução, a absorção já inicia no estômago

 

Capítulo 4 - Locais de ação nas células

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4.1 Possíveis locais da ação dos fármacos

4 LOCAIS DE AÇÃO NAS CÉLULAS

Possíveis locais da ação dos fármacos

Os fármacos são empregados para exercer influência seletiva em processos vitais, visando aliviar ou eliminar sintomas de doenças. A menor unidade do organismo é a célula. A membrana externa, plasmalema, delimita a célula do meio vizinho com eficácia, permitindo um elevado grau de autonomia interna. Para trocas metabólicas controladas com o meio, existem as proteínas de transporte que estão incorporadas ao plasmalema (► Fig. 4.1A 1), funcionando como bombas dependentes de energia (p. ex., Na+, K+-ATPase, p. 148), transportadores (“carregadores”), como, por exemplo, para o cotransporte de Na+-glicose, ou canais iônicos (p. ex., canal de Na+, p. 150, e de Ca2+, p. 140).

A coordenação funcional entre as células individuais é imprescindível para a viabilidade do organismo e também para a sobrevivência das células individualmente. As funções celulares são coordenadas por meio de contatos citosólicos entre células vizinhas (junções estreitadas, ou gap junctions, p. ex., no miocárdio) e de mediadores para a transmissão de informações.

 

Capítulo 5 - Distribuição no organismo

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5.1 Barreiras externas do organismo

5 DISTRIBUIÇÃO NO ORGANISMO

Barreiras externas do organismo

Antes de chegar à corrente sanguínea (i.e., durante a absorção), o fármaco precisa ultrapassar barreiras que delimitam o organismo do meio, isto é, que separam o meio interno do meio externo. Essas barreiras são formadas pela pele e por membranas mucosas.

Quando a absorção ocorre no intestino

(absorção enteral), a barreira é o epitélio intestinal. Esse epitélio de uma única camada é formado por enterócitos com microvilosidades

(borda em escova) para aumentar a superfície e por células caliciformes secretoras de muco.

No lado luminal, essas células são unidas entre si pelas zônulas de oclusão (indicadas pelos pontos pretos no esquema apresentado na figura inferior esquerda da página seguinte).

A zônula de oclusão, ou junção estreitada, é uma região onde as membranas fosfolipídicas das duas células estabelecem um contato bem-estreito e unem-se por uma proteína integrada de membrana. A região de fusão circunda cada célula como um anel, fusionando cada célula com suas vizinhas. Assim, forma-se uma barreira contínua entre os dois espaços separados pela camada celular – no caso do intestino, o lúmen intestinal e o espaço intersticial.

 

Capítulo 6 - Eliminação dos fármacos

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6.1 O fígado como órgão excretor

6 ELIMINAÇÃO DOS FÁRMACOS

O fígado como órgão excretor

O fígado, como principal órgão da biotransformação de fármacos, recebe, a cada minuto, 1.100 mL de sangue pela veia porta e mais

350 mL pela artéria hepática. O fígado é rico em sangue, contendo cerca de 500 mL nos vasos e sinusoides. Devido ao aumento da seção transversal, o fluxo intra-hepático desacelera

(► Fig. 6.1A). Além disso, o endotélio especial dos sinusoides hepáticos (p. 40) permite a saída rápida da circulação – até mesmo de proteínas.

O endotélio descontínuo e perfurado permite um contato íntimo não convencional e trocas intensas de substâncias entre o sangue e o parênquima hepático, o que ainda é facilitado pelas microvilosidades que cobrem a superfície dos hepatócitos no espaço de Disse.

Os hepatócitos secretam líquido biliar nos canalículos biliares (em verde-escuro), os quais são completamente isolados do compartimento com sangue. A atividade secretora dos hepatócitos resulta em movimento dos líquidos para o espaço canalicular (► Fig. 6.1A).

 

Capítulo 7 - Farmacocinética

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7.1 Concentração do fármaco no organismo

7 FARMACOCINÉTICA

Concentração do fármaco no organismo em função do tempo: a função exponencial

Os processos de absorção e eliminação dos fármacos ocorrem segundo leis exponenciais.

Na absorção, isso ocorre pois a quantidade de fármaco absorvida pela unidade de tempo depende da diferença de concentração (gradiente) entre dois compartimentos corporais

(lei de Fick). Na absorção a partir do trato alimentar, o lúmen intestinal e o sangue representam os compartimentos que inicialmente contêm as concentrações alta e baixa, respectivamente.

Na eliminação renal, a excreção, em geral, depende da filtração glomerular, isto é, da quantidade de fármaco presente na urina primária. À medida que a concentração sanguínea diminui, a quantidade de fármaco filtrada por unidade de tempo diminui. A relação exponencial resultante está ilustrada na ► Figura 7.1A.

O curso temporal exponencial caracteriza-se pela constância do intervalo durante o qual a concentração diminui à metade. Esse intervalo de tempo é denominado meia-vida (t ½) e está relacionado à constante de velocidade k pela equação: t ½ = ln 2/k. As duas variáveis, juntamente com a concentração inicial c0, descrevem o processo de primeira ordem (exponencial).

 

Capítulo 8 - Quantificação da ação dos fármacos

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8.1 Relação dose-efeito

8 QUANTIFICAÇÃO DA AÇÃO DOS FÁRMACOS

Relação dose-efeito

O efeito de um fármaco depende da quantidade administrada, isto é, da dose. Se a dose estiver abaixo de um limiar crítico (dose sublimiar), não há efeito. Dependendo da natureza do efeito, o aumento da dose pode causar um aumento da intensidade do efeito, obtendo-se, então, uma relação dose-efeito. Assim, o efeito de um antipirético ou hipotensor pode ser quantificado de forma gradual, mensurando-se a diminuição da temperatura corporal ou da pressão arterial.

A relação dose-efeito pode variar entre indivíduos – isto é, para obter o mesmo efeito, podem ser necessárias doses distintas em diferentes indivíduos. Isso fica especialmente evidente com efeitos do tipo “tudo ou nada”.

O fenômeno de Straub (► Fig. 8.1A) serve como exemplo. Os camundongos albinos reagem à morfina com uma excitação evidenciada na forma de uma postura anormal da cauda e dos membros. A dose-dependência desse fenômeno é observada em grupos de animais

 

Capítulo 9 - Interações farmacorreceptor

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9.1 Tipos de ligações

Tipos de ligações

9 INTERAÇÕES FARMACORRECEPTOR

A condição para um fármaco afetar uma função do organismo é que ele estabeleça contato com uma estrutura própria deste.

Ligações covalentes

Dois átomos estabelecem ligação covalente se cada um compartilha pelo menos um elétron na nuvem eletrônica. Essa condição é representada por um traço nas fórmulas estruturais. A ligação covalente é “firme”, isto é, irreversível ou

“pouco reversível”. Poucos fármacos ligam-se covalentemente às estruturas biológicas. A ligação e, eventualmente, o efeito permanecem por um longo tempo – mesmo depois de o fármaco parar de ser administrado, o que torna difícil controlar o tratamento. Constituem exemplos os citostáticos alquilantes (p. 298) e os organofosforados (p. 310). As reações de conjugação

(p. 56), que ocorrem na biotransformação, também fazem ligações covalentes (p. ex., um ácido glicurônico).

Ligações não covalentes

 

Capítulo 10 - Efeitos indesejados dos fármacos

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10.1 Efeitos indesejados dos fármacos: causas

10 EFEITOS INDESEJADOS DOS FÁRMACOS

Efeitos indesejados dos fármacos: causas

O efeito desejado (ou principal) de algum fármaco é o de modificar funções corporais de forma a eliminar os sintomas causados pela doença do paciente. Além disso, o fármaco também pode, entretanto, provocar efeitos indesejados

(adversos) que, por sua vez, podem provocar queixas, doença ou até mesmo levar à morte.

A seguir, são apresentadas as causas dos efeitos adversos.

► Dosagem excessiva (► Fig. 10.1A). O fár-

maco é administrado em dosagem maior do que a necessária para o efeito principal, o que afeta outras funções corporais.

Por exemplo, a morfina (p. 210), quando administrada na dosagem apropriada, promove excelente alívio da dor por influenciar vias nociceptivas no SNC. Em dosagem excessiva, ela inibe o centro respiratório, causando risco de paralisia respiratória. A dose-dependência dos dois efeitos pode ser lançada em gráfico em forma de curvas concentração-efeito (CCEs).

 

Capítulo 11 - Efeitos independentes dos fármacos

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11.1 Placeboterapia

11 EFEITOS INDEPENDENTES DOS FÁRMACOS

A placeboterapia funciona, mas o placebo não

O placebo (► Fig. 11.1A) é uma forma farmacêutica sem nenhum componente ativo – um pseudomedicamento. A administração do placebo pode produzir o efeito desejado (alívio de sintomas) ou efeitos indesejados que refletem alterações na situação psicológica do paciente provocadas pelo atendimento ou tratamento médico.

Os médicos podem, consciente ou inconscientemente, manifestar aos pacientes o quanto se interessam ou não pelo seu problema e quão seguros estão sobre o diagnóstico e sobre as medidas terapêuticas prescritas. Sob cuidados de um médico que transmite calor humano, competência e confiabilidade, o paciente, por sua vez, sente conforto, menos ansiedade e prevê sua cura de forma otimista.

A condição física condiciona o estado de espírito, e este pode, também, influenciar as variáveis físicas. Lembre-se de soldados gravemente feridos em uma guerra que ignoram as lesões enquanto lutam por sua sobrevivência e passam por dores intensas quando chegam ao hospital e sentem-se em segurança.

 

Capítulo 12 - Sistema nervoso simpático

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12.1 Funções do sistema nervoso simpático

12 SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO

Sistema nervoso simpático

No decorrer da evolução, foi necessário desenvolver um sistema de controle eficiente para coordenar entre si as funções dos órgãos individuais nas formas de vida de complexidade crescente e permitir uma rápida adaptação às condições ambientais em constante mudança.

Esse sistema coordenador consiste no sistema nervoso central (SNC) com o encéfalo e a medula espinal, bem como duas vias independentes para comunicação com os órgãos periféricos, compreendendo os sistemas nervosos somático e autônomo. O sistema nervoso somático compreende os nervos da sensibilidade superficial e profunda, dos órgãos sensoriais e dos músculos esqueléticos e serve para perceber a situação do ambiente externo e adotar reações corporais apropriadas (se há uma ameaça → reação: luta ou fuga). O sistema nervoso vegetativo, juntamente com o sistema endócrino, controla o meio interno. Eles ajustam as funções dos órgãos internos às necessidades instantâneas do organismo. O controle neural permite adaptação rápida, enquanto o sistema endócrino provê uma adaptação de longo prazo. A atividade do sistema nervoso vegetativo acontece, em grande parte, sem controle voluntário, isto é, funciona de modo independente (por isso também é denominado sistema nervoso autônomo, SNA).

 

Capítulo 13 - Sistema nervoso parassimpático

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13.1 Funções do sistema nervoso parassimpático

Sistema nervoso parassimpático

13 SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO

► Respostas à ativação do sistema nervoso

parassimpático. O sistema nervoso parassimpático regula processos relacionados à assimilação de energia (consumo de alimento, digestão, absorção) e seu armazenamento. Esses processos operam com o organismo em repouso, sendo suficientes um pequeno volume respiratório

(brônquios em repouso) e uma baixa atividade cardíaca. A secreção salivar e dos líquidos intestinais servem para a digestão dos alimentos; o transporte do conteúdo intestinal acelera em virtude do aumento do peristaltismo e da diminuição do tônus dos esfincteres. Para esvaziar a bexiga (micção), ocorre aumento da tensão da parede pela ativação do músculo detrusor e relaxamento do tônus do esfincter. A ativação das fibras parassimpáticas oculares (ver a seguir) resulta em constrição da pupila e aumento da convexidade do cristalino, de modo que objetos próximos são vistos com maior nitidez (acomodação).

 

Capítulo 14 - Outros neurotransmissores e mediadores

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14.1 Dopamina

14 OUTROS NEUROTRANSMISSORES E MEDIADORES

Dopamina

A dopamina (DA) é uma amina biogênica. Aminas biogênicas são substâncias produzidas no organismo por descarboxilação de aminoácidos.

Além da DA, da NE e da EPI formadas a partir dela, esse grupo inclui várias outras moléculas mensageiras, como a histamina, a serotonina

(5-HT) e o ácido γ-aminobutírico.

► Ações da dopamina e implicações farmacológicas (► Fig. 14.1A). A DA atua como neurotransmissor no SNC, mas os receptores de DA também estão presentes na periferia.

A DA liberada do neurônio pode interagir com vários subtipos de receptores, todos acoplados

à proteína G: a família dos receptores do tipo D1 compreende os subtipos D1 e D5, e a família dos receptores do tipo D2 compreende os subtipos

D2, D3 e D 4. Os subtipos diferem quanto às suas vias de transdução do sinal. Assim, a síntese de

AMPc é estimulada pelos receptores do tipo D1 e é inibida pelos do tipo D2.

 

Capítulo 15 - Vasodilatadores

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15.1 Vasodilatadores: aspectos gerais

Vasodilatadores: aspectos gerais

15 VASODILATADORES

O calibre do vasos sanguíneos regula a distribuição de sangue na corrente circulatória. O diâmetro do leito venoso determina a oferta de sangue ao coração, isto é, o volume sistólico e o débito cardíaco por minuto (DCM). O diâmetro dos vasos arteriais determina a resistência periférica.

O DCM e a resistência periférica são decisivos na manutenção da pressão arterial (p. 322).

Na ► Figura 15.1A, são apresentados os vasodilatadores importantes do ponto de vista terapêutico. Esses fármacos têm diferentes graus de eficácia na forma de interferir sobre os ramos venoso e arterial da circulação (largura das barras).

► Usos possíveis. Os vasodilatadores do ramo arterial são administrados para: reduzir a pressão arterial na hipertensão (p. 322) e diminuir o trabalho cardíaco na angina de peito (p. 324) e a pós-carga ventricular na insuficiência cardíaca

(p. 330). Os vasodilatadores do ramo venoso são utilizados para: reduzir a oferta de sangue ao coração na angina de peito (p. 324) ou na insuficiência cardíaca (p. 330). O emprego terapêutico prático é apresentado a seguir para cada fármaco individualmente.

 

Capítulo 16 - Inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona

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16 INIBIDORES DO SISTEMA RENINA-ANGIOTENSINA-ALDOSTERONA

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16.1 Inibidores da ECA

Inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona

O sistema renina-angiotensina-aldosterona

(RAA) regula a pressão arterial e a homeostasia da água e do Na+ (► Fig. 16.1A).

A renina é produzida por células musculares lisas especializadas localizadas na parede das arteríolas aferentes dos glomérulos renais

(aparelho justaglomerular). Os estímulos para a liberação de renina são: queda na pressão de perfusão renal e ativação simpática mediada por receptor β1-adrenérgico nas células justaglomerulares. Logo que a renina é secretada no sangue, ela recorta do angiotensinogênio, originado no fígado, o decapeptídeo angiotensina I.

A partir da angiotensina I, a enzima conversora da angiotensina (ECA) produz a angiotensina II, que é biologicamente ativa.

A ECA circula no plasma e localiza-se na superfície das células endoteliais. É uma peptidase inespecífica (dipeptidil-carboxipeptidase) que pode separar dipeptídeos C-terminais de diversos peptídeos. Assim, a ECA contribui na inativação das cininas, como, por exemplo, a bradicinina.

 

Capítulo 17 - Fármacos que atuam na musculatura lisa

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17.1 Fármacos que atuam na musculatura lisa

Fármacos que atuam na musculatura lisa

17 FÁRMACOS QUE ATUAM NA MUSCULATURA LISA

► Broncodilatadores. A constrição dos bron-

quíolos aumenta a resistência das vias aéreas, como, por exemplo, na asma brônquica ou

“bronquite espástica”. Atuam como brocodilatadores os fármacos descritos com detalhes em outros capítulos: os β2-simpaticomiméticos

(p. 110), usados por inalação, via oral ou parenteral; a metilxantina teofilina (p. 354), administrada por via oral como os parassimpaticolíticos ipratrópio e tiotrópio (p. 124).

► Espasmolíticos. A N-butilescopolamina

(p. 124) é utilizada para aliviar os espasmos dolorosos (cólicas) de ductos biliares e ureterais.

Sua escassa absorção (tem N quaternário; taxa de absorção < 10%) exige a administração parenteral. Como o efeito terapêutico é, em geral, fraco, um analgésico potente, como, por exemplo, o opioide petidina, é administrado concomitantemente. Note-se que alguns espasmos da musculatura intestinal podem ser tratados de forma eficaz pelos nitratos orgânicos (na cólica biliar) ou por nifedipino (acalasia: espasmo esofágico).

 

Capítulo 18 - Fármacos que atuam no coração

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18.1 Fármacos que atuam no coração

Fármacos que atuam no coração

18 FÁRMACOS QUE ATUAM NO CORAÇÃO

► Possibilidades de intervenção na função

cardíaca. A capacidade de bombeamento do coração depende de vários fatores (► Fig. 18.1A): a força de contração aumenta com o aumento da frequência cardíaca (“escalada positiva”); o grau de enchimento diastólico regula a amplitude de contração (lei de Starling aplicada ao coração).

A inervação simpática com o transmissor NE e o hormônio EPI promovem a força contrátil (mas também o consumo de oxigênio) e aumentam a frequência e a excitabilidade cardíacas (p. 106).

A inervação parassimpática diminui a frequência cardíaca devido ao fato de a ACh inibir as células marca-passo (p. 120).

Devido à influência do sistema nervoso autônomo, todos os fármacos simpaticomiméticos ou simpaticolíticos e parassimpaticomiméticos ou parassimpaticolíticos podem produzir efeitos correspondentes na função cardíaca. Essas possibilidades são utilizadas terapeuticamente: por exemplo, os β-bloqueadores (p. 116), para a diminuição do estímulo simpaticomimético excessivo; o ipratrópio, no tratamento da bradicardia sinusal (p. 126), etc. A ativação indesejada do sistema simpático pode decorrer de ansiedade, dor e outros estresses psíquicos.

 

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