Treinamento Funcional na Prática Desportiva e Reabilitação Neuromuscular

Autor(es): Craig Liebenson
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“Treinamento funcional na prática desportiva e reabilitação neuromuscular é um divisor de águas na história da educação física brasileira, pelo seu potencial poder de transformar a realidade política e técnica da educação física neste País. Chegamos a este ponto através de uma evolução na maneira de pensar a transição entre a fisioterapia, a reabilitação e o treinamento físico.Esta obra realiza a convergência entre a terapia manual, a reabilitação, a pró-habilitação e o treinamento de alto rendimento, à medida que cria um novo paradigma na área da saúde, pela inclusão da figura do educador físico como um clínico capaz de conduzir a aplicação desses novos conhecimentos. É, sem dúvida, referência indispensável aos profissionais ligados às áreas de treinamento físico, fisioterapia e reabilitação que estejam buscando certificação nessas áreas ou simplesmente desejem enriquecer sua base de conhecimento.”

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Capítulo 1 - A abordagem funcional

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PARTE I

Fundamentos

CAPÍTULO

1

Craig Liebenson

A abordagem funcional

O treinamento tem muitas conotações diferentes, dependendo da perspectiva de cada um. Tradicionalmente, para indivíduos sadios ou atletas, ele enfoca força, flexibilidade ou treinamento cardiovascular. Esse treinamento, em geral, é supervisionado por um educador físico (personal trainer) ou técnico de força e condicionamento (F&C). Este livro promove uma abordagem diferente, na qual o objetivo do treinamento

é promover o desenvolvimento atlético (1,2). Da perspectiva do desenvolvimento atlético sustentável, o treinamento não se limita apenas aos domínios de força, flexibilidade ou cardiovascular, mas também enfoca os fundamentos de agilidade, balanço (equilíbrio) e coordenação como uma base para o desenvolvimento de um aperfeiçoado repertório motor (3).

Ironicamente, quando o aprendizado do repertório motor se torna a meta do desenvolvimento atlético, o treinamento não só fica mais funcional como também começa a se sobrepor à reabilitação clínica. Ele se torna mais funcional na medida que o foco do treinamento é desenvolver os padrões de movimento estereotípicos (p. ex., empurrar, puxar, agachar, correr) que um atleta usa em todos os esportes, em vez de movimentos isolados de articulações específicas (p. ex., contração do bíceps/flexão do cotovelo, contração dos isquiotibiais/flexão do joelho). Um fisiculturista pode preferir treinar um músculo de forma isolada para causar hipertrofia, mas a hipertrofia não é a meta primária para um atleta. Um princípio importante da ciência do exercício é o da Adaptação Específica a Demandas Impostas (SAID,

 

Capítulo 2 - A função da boa forma física musculoesquelética na prevenção de lesões esportivas

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CAPÍTULO

2

Árni Árnason

A função da boa forma física musculoesquelética na prevenção de lesões esportivas

CARGA BIOMECÂNICA E LESÕES

Ao se trabalhar com atletas, é importante considerar suas forças e fraquezas relativas a sua atividade esportiva e, ao mesmo tempo, identificar atletas que estão em risco de sofrer lesões. O treinamento de alta qualidade e a prevenção de lesões estão intimamente relacionados, uma vez que ambos devem ser específicos por esporte. O objetivo primário deve ser melhorar a forma física, técnica e tática dos jogadores para seu esporte em particular, bem como reduzir seu risco de lesões. Lesões, em geral, ocorrem se a carga biomecânica se torna mais alta do que a tolerância estrutural.

Isso pode acontecer se a carga biomecânica é muito alta ou se a tolerância a uma determinada carga biomecânica é reduzida (1).

Uma lesão aguda ocorre quando uma carga biomecânica alta demais é aplicada subitamente, resultando em um estresse demasiadamente alto para a estrutura envolvida absorver, ou se uma carga submáxima porém excessiva é aplicada ao longo de um período de tempo, pode ocasionar a uma lesão por excesso de uso. Um exemplo de carga biomecânica excessiva é o mecanismo típico de uma entorse lateral de tornozelo no futebol, quando o jogador envolvido está correndo com a bola. No momento da lesão, todo seu peso corporal está sobre uma perna e ele recebe um bloqueio de um oponente direcionado lateralmente sobre a face interna do tornozelo, ou parte inferior da perna.

 

Capítulo 3 - Fazendo a ponte entre reabilitação e treinamento

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CAPÍTULO

3

Sue Falsone

Fazendo a ponte entre reabilitação e treinamento

INTRODUÇÃO

Tradicionalmente, a reabilitação tem enfocado a avaliação da patologia da articulação isolada e o tratamento localizado resultante do tecido envolvido. Por exemplo, quando um indivíduo tinha dor no ombro, o ombro dele era avaliado. O tratamento era focado em diminuir a dor dos tecidos lesados no ombro, por meio de modalidades locais ou técnicas manuais, e eram feitos exercícios para tornar o ombro mais forte. Uma vez que o atleta sentisse o ombro melhor, ele tinha alta da fisioterapia com um programa de exercícios para casa. Nesse modelo, nada era feito de errado; apenas nem tudo certo era feito. Esse modelo trata o local da dor, em vez de descobrir e tratar a “causa” da dor. Essa falta de reconhecimento de toda a cadeia cinética, tanto na avaliação como no tratamento, é a diferença inerente entre reabilitar uma lesão e retornar um atleta ao esporte. Retornar um atleta ao esporte requer uma abordagem muito mais abrangente quanto à avaliação do tecido lesionado, das cadeias cinéticas envolvidas e do sequenciamento cinemático, e a resultante prescrição de técnicas para devolver o atleta a seu esporte, talvez maior, mais rápido, mais forte e mais eficiente em seu movimento do que era antes da lesão. Isto é fazer a ponte entre a reabilitação e o treinamento.

 

Capítulo 4 - Estabilização neuromuscular dinâmica: exercícios baseados em modelos de cinesiologia do desenvolvimento

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CAPÍTULO

4

Alena Kobesova, Petra Valouchova e Pavel Kolar

Estabilização neuromuscular dinâmica: exercícios baseados em modelos de cinesiologia do desenvolvimento

INTRODUÇÃO

A etiologia da dor musculoesquelética, em particular a dor lombar, frequentemente é avaliada do ponto de vista anatômico e biomecânico e da influência de forças externas

(p. ex., carga) agindo sobre a coluna. Contudo, a avaliação das forças induzidas pela própria musculatura do paciente com frequência está faltando. A função estabilizadora dos músculos desempenha uma função postural crítica e decisiva, e depende da qualidade do controle do sistema nervoso central (SNC). A abordagem de Kolar da estabilização neuromuscular dinâmica (DNS) é uma abordagem nova e única explicando a importância de princípios neurofisiológicos do sistema de movimentos. A DNS aplica os princípios da cinesiologia do desenvolvimento durante o primeiro ano de vida; esses princípios definem a postura ideal, padrões de respiração e centralização articular funcional, a partir do paradigma do neurodesenvolvimento (1). A DNS apresenta um conjunto crítico de testes funcionais que avalia a estabilidade funcional dos estabilizadores profundos da coluna e articulações, ajudando achar a “ligação-chave” da disfunção.

 

Capítulo 5 - O processo de avaliação clínica e a determinação do elo principal

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CAPÍTULO

5

Craig Liebenson

O processo de avaliação clínica e a determinação do elo principal

INTRODUÇÃO

Os objetivos primários na assistência ao paciente ou seu desenvolvimento atlético são diminuir a intolerância as atividades (p. ex., andar, sentar, se curvar), eliminar a dor, promover a forma física e prevenir lesões. Para melhorar a função é necessário, antes, uma avaliação da capacidade funcional e/ou dos padrões de movimentos do paciente ou atleta, em particular, identificar o “elo-chave” da patologia funcional que ele apresenta. Padrões de movimento defeituosos comuns que não devem passar despercebidos incluem:

• capacidade de carregar peso ou de se agachar em um paciente de disco lombar (1);

• agachamento em apoio monopodal em um paciente com síndrome de dor patelofemoral ou para reduzir o risco de lesão do ligamento cruzado anterior (2);

• ritmo escapuloumeral deficiente em um paciente com síndrome do manguito rotatório (3);

 

Capítulo 6 - Avaliação funcional de padrões defeituosos de movimento

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CAPÍTULO

6

Craig Liebenson, Jason Brown e Nathan J. Sermersheim

Avaliação funcional de padrões defeituosos de movimento

INTRODUÇÃO

O amplo impacto das condições álgicas de origem neuromuscular na sociedade e o limitado êxito em tratá-las justifica uma nova abordagem. Basta olhar para a epidemia de dor lombar com sua subsequente incapacidade funcional, ou para a o aumento das lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) sem trauma por contato, para evidenciar isso.

O problema reside no fato de que somos destinados a nos mover, entretanto, nos movimentamos muito pouco (sedentarismo), em demasia (excesso de uso), ou com má qualidade (padrões de movimento defeituosos). O estilo de vida sedentário não é mais um problema exclusivo das sociedades ocidentais, mas tem se disseminado como um vírus nas nações em desenvolvimento do mundo. Os “atletas de final de semana” que treinam musculação pensando que “melhorar” significa treinar com mais volume de séries e repetições ou aumentar a carga deslocada, sem levar em consideração a qualidade do movimento, têm levado à disseminação de síndromes de dor musculoesquelética (DME) sem impacto, por excesso de uso. Uma formação inadequada ou o desconhecimento dos padrões fundamentais do movimento é visto na deficiência dos padrões fundamentais de movimento tais como: postura ortostática, o agachamento, a marcha, o equilíbrio e a respiração. Pensando nisto, este capítulo descreverá um novo paradigma funcional de avaliação.

 

Capítulo 7 - Fundamentos do treinamento do sistema locomotor

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CAPÍTULO

7

Craig Liebenson, Jason Brown e Jeff Cubos

Fundamentos do treinamento do sistema locomotor

O OBJETIVO DO TREINAMENTO

O objetivo do treinamento é promover o desenvolvimento atlético e a prevenção de lesões (durabilidade), a fim de melhorar o desempenho (ver Capítulo 31). Desenvolver o atleta requer uma abordagem integrada, que foque na pessoa por completo, em vez de apenas em componentes individuais. Vern Gambetta, um técnico muito respeitado, disse: “Todos os componentes do desempenho físico: força, potência, velocidade, agilidade, resistência e flexibilidade, devem ser desenvolvidos.” (1). Técnicos em desenvolvimento atlético melhoram o desempenho preparando os atletas a ser adaptáveis e a lidar com todas as demandas necessárias para competir (ver Capítulo 32).

A meta do treinamento é “causar adaptações biológicas a fim de melhorar o desempenho em uma tarefa específica.”

McArdle e Katch (2)

Atletas que evitam as lesões e/ou se recuperam de imediato são capazes de desenvolver suas habilidades com mais rapidez e em níveis mais elevados, em razão do treinamento e da prática constantes. Em contrapartida, atletas

 

Capítulo 8 - Beisebol

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PARTE II Considerações sobre o treinamento de esportes específicos

CAPÍTULO

8

Ken Crenshaw, Nathan Shaw e Neil Rampe

Beisebol

O beisebol é um esporte popular com uma população estimada de 16 milhões de crianças que o praticam de forma organizada apenas nos Estados Unidos (1). A Little League

Baseball, sozinha, contabiliza mais de 2,6 milhões de participantes em 2007 (2). Com o aumento de participantes, também aumentou o número de lesões. Nos Estados

Unidos, estima-se que 131.555 jogadores de nível secundário sofreram lesões entre 2005 e 2006 e entre 2006 e 2007. Uma taxa de lesão de 1,26 eventos por 1.000 exposições atléticas.

Os locais mais comuns de ocorrência de lesões foram os ombros (17,6%), o tornozelo (13,6%), a cabeça/face (12,3%), as mãos/dedos (8,5%) e a coxa (8,2%). Os diagnósticos mais comuns foram: estiramentos ligamentares (rompimentos parciais) (21%), estiramentos musculares (rompimentos parciais) (20,1%), contusões (16,1%) e fraturas (14,2%).

 

Capítulo 9 - Basquetebol

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CAPÍTULO

9

Koichi Sato e Yohei Shimokochi

Basquetebol

“Mover-se sem a bola” é a chave para o sucesso no basquetebol. Os jogadores tendem a dedicar a maior parte de seu tempo de prática a melhorar suas habilidades com a bola

(p. ex., arremessar e dominar a bola). Uma quantidade de tempo consideravelmente menor é gasta em habilidades de movimento fundamentais (FMS, fundamental movement skills) sem a bola, como saltar, deslizar, correr e crossover

(drible com mudança brusca de direção). Assim como nas habilidades de arremesso, as habilidades fundamentais do movimento melhoram quando um programa de treinamento com movimentos específicos é implantado. Esse programa consiste em uma série de exercícios desenhados de forma específica para melhorar cada habilidade de movimento.

No final, o objetivo do programa é desenvolver a habilidade dos jogadores para manter padrões de movimento eficientes e potentes, que minimizem os riscos de lesões e melhorem o desempenho. O propósito deste capítulo é ajudar profissionais de reabilitação e treinamento de alto rendimento a desenvolver um programa de exercícios específicos para sucesso de jogadores.

 

Capítulo 10 - Ciclismo

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CAPÍTULO

10

Pamela E. Wilson

Ciclismo

LESÕES COMUNS

As lesões mais comuns em jovens ciclistas são lesões não traumáticas associadas ao excesso de uso ou ao ajuste inadequado da bicicleta. A incidência dessas lesões pode chegar a 85%. Os ciclistas competitivos têm maior probabilidade de sofrer lesões traumáticas como um resultado de colisões e quedas associadas com as altas velocidades de corrida (1,2).

Não traumáticas

As lesões não traumáticas resultam de uma “combinação de preparo inadequado, equipamento inapropriado, técnica pobre e excesso de uso” (3). As características assimétricas do corpo humano frequentemente colidem com o desenho simétrico da bicicleta, produzindo altas cargas de esforço sobre músculos, tendões e articulações (4). Devido à postura constrita do ciclista, os joelhos, a coluna cervical, a região escapulotorácica, as mãos, a região glútea e o períneo são com frequência as vítimas de cargas de esforço repetitivas

(2). Dor no pescoço e nas costas ocorre em até 60% dos ciclistas (5). As lesões não traumáticas na bicicleta podem ser reduzidas de forma considerável através do ajuste da bicicleta ao atleta. Uma vez que a bicicleta tenha sido ajustada para o atleta, ele deve aprender a interagir com ela de maneira eficiente.

 

Capítulo 11 - Dança

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CAPÍTULO

11

Robert Lardner e Jonathan A. Mackoff

Dança

A dança, como arte, em todas as suas diferentes formas, requer uma grande condição atlética dos dançarinos para que sejam executados os muitos padrões de movimentos complicados, posições corporais sozinho e em parceria, em vários esforços coreográficos. Os dançarinos devem realizar isso em vários ritmos, incluindo movimentos explosivos, trabalho aéreo e manutenção de posições difíceis por longos períodos de tempo.

No treinamento e na execução da arte da dança, o dançarino pode se arriscar a lesões, devido a diversos fatores que serão discutidos adiante. O Quadro 11-1 lista lesões comuns representativas encontradas na dança (1-10).

Uns poucos fatores predisponentes podem aumentar a probabilidade de lesão se não abordados ou contidos com exercícios apropriados e terapia.

• Fatores genéticos (p. ex., escoliose, síndrome de hipermobilidade, pé plano, angulação da cabeça do fêmur e discrepância no comprimento das pernas).

 

Capítulo 12 - Golfe

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CAPÍTULO

12

Greg Rose

Golfe

INTRODUÇÃO: DESENVOLVIMENTO

ATLÉTICO EM LONGO PRAZO

O desenvolvimento do golfe júnior tem sofrido imensa transformação ao longo dos últimos sete anos. Muito dessa mudança provém da quantidade avassaladora de experimentação e pesquisa sendo feitas no campo do desenvolvimento em longo prazo do atleta (DLPA). O “Titleist Performance Institute” (TPI) tem encabeçado essa mudança, começando a desvendar os mistérios do porquê de alguns programas de golfe júnior serem excelentes em criar campeões importantes e muitos outros deixam a desejar.

Parte dessa pesquisa vem de estudos retrospectivos em que golfistas da Professional Golfer’s Association (PGA) e da Ladies Professional Golf Association (LPGA) foram indagados sobre como eles se tornaram tão talentosos. Entre as questões incluídas estavam as seguintes:

• Que idade você tinha quando começou a jogar golfe?

• De que outras atividades ou esportes você participou quando era jovem?

 

Capítulo 13 - Artes marciais mistas

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CAPÍTULO

13

Ryan Van Matre

Artes marciais mistas

O esporte de artes marciais mistas (MMA, do inglês mixed martial arts) tem ganho popularidade, tanto entre participantes como espectadores, em anos recentes. A competição em MMA permitiu que estilos de artes marciais diferentes competissem uns com os outros em condições regulamentadas (1). Artes marciais comuns representadas em eventos de

MMA incluem jiu-jítsu brasileiro, boxe, luta livre, luta greco-romana e shoot wrestling, kickboxing Muay Thai, karatê de contato, sambo e judô. Muitos participantes aplicam atributos de vários estilos para maximizar a efetividade competitiva.

Com a evolução do esporte, alterações de regras ocorreram para ajudar a minimizar lesões e manter um nível razoável de segurança (2). O esporte MMA permite o uso de técnicas de bater e agarrar tanto de pé como no chão. Sancionar o esporte trouxe o estabelecimento de classes de peso, limites de tempo dos rounds, a exigência de luvas, e a eliminação de cabeçadas, cotoveladas e joelhadas em um oponente caído (3).

 

Capítulo 14 - Levantamento de peso olímpico

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CAPÍTULO

14

Stuart McGill e John Gray

Levantamento de peso olímpico

INTRODUÇÃO

O levantamento de peso olímpico (LPO) é um esporte muito peculiar por várias razões. A abordagem para selecionar e desenvolver levantadores olímpicos jovens é diferente das abordagens usadas para a maioria dos outros esportes e habilidades atléticas. Outros capítulos neste livro descrevem uma abordagem em estágios típica para progressão de habilidades com base em idade e desenvolvimento. Porém, desenvolver o levantador olímpico para competição, ou simplesmente usar os levantamentos para o desenvolvimento atlético, necessita de algumas considerações adicionais.

Além disso, praticamente qualquer atleta em desenvolvimento poderia jogar basquetebol recreativo com segurança relativa, por exemplo, mas muitos seriam expostos a risco substancial de lesão tentando levantamento de peso olímpico. Sem os atributos anatômicos e biomecânicos necesários, sem uma orientação técnica adequada, desenvolver a técnica de levantamento de maneira a minimizar o risco de lesão não é possível. A amplitude de movimento necessária nos quadris e ombros está no extremo final daquela encontrada dentro da população (Figura 14-1). Sem essa mobilidade das articulações esferoidais, o atleta seria forçado a compensar as deficiências através da movimentação da coluna.

 

Capítulo 15 - Futebol (Soccer)

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CAPÍTULO

15

Ståle Hauge

Futebol (Soccer)

O futebol é o esporte de equipes mais popular do mundo.

Há mais de 265 milhões de jogadores registrados; o número de participantes continua a crescer, e o número, em particular, de mulheres jogadoras, está aumentando (1). Jogar futebol, entretanto, implica um alto risco de lesões. Estudos sobre jogadores de futebol, de elite ou não, de sexo masculino e feminino, têm relatado taxas de lesão iguais. Muitas dessas lesões poderiam ter sido evitadas. Estatísticas mostram que ao nível de elite, um jogador ao sofrer uma lesão pode ficar desablitado ao ponto em que não é capaz de treinar ou jogar no dia seguinte (2) (Figura 15-1).

Independentemente de idade e nível, as pernas são as mais vulneráveis a lesões. Distensões musculares, na coxa e virilha, e lesões de ligamentos, no tornozelo e joelho, são as mais comuns. Essas lesões podem impedir o jogador de participar em atividades esportivas por até um mês. Lesões cranianas são menos comuns, mas merecem preocupação, pois concussões repetidas têm efeitos potencialmente prejudiciais para o sistema nervoso central (SNC) ao longo do tempo (2,3).

 

Capítulo 16 - Natação

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CAPÍTULO

16

Brett J. Lemire

Natação

VISÃO GERAL: DADOS DEMOGRÁFICOS DE

NADADORES COMPETITIVOS POR FAIXA

ETÁRIA

Não importando a faixa etária, a natação competitiva é um esporte de alta habilidade. Ela requer atenção constante para o desenvolvimento motor desde a entrada no esporte (no início da infância), durante a adolescência e, mais tarde, em níveis de competição de elite. Há quatro braçadas diferentes, usadas em distâncias variáveis, que correspondem à idade de desenvolvimento. Elas vão desde arrancadas curtas, em faixas etárias mais jovens, a eventos de curta, média e longa distância, quando os nadadores amadurecem. O medley individual (todas as quatro braçadas nadadas em sucessão), bem como revezamentos curtos e longos, também faz parte da natação competitiva.

Na natação competitiva, as faixas etárias variam entre “6 anos e menos” e “19 anos e mais”, tanto para atletas do sexo masculino como feminino. Há 286.095 nadadores competitivos registrados na USA Swimming, que é a principal agência que regula a natação nos Estados Unidos (1).

 

Capítulo 17 - Surfe

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CAPÍTULO

17

Tim Brown e Christopher J. Prosser

Surfe

O surfe cresceu para se tornar um esporte global, com uma estimativa de 35 milhões de surfistas e 60 países participando anualmente nos campeonatos mundiais da “International

Surfing Association”. Mendez-Villanueva e Bishop observam que o surfe é um esporte intermitente, cujos participantes tendem a ser mais baixos, mais musculosos e a ter uma massa corporal menor do que outros atletas aquáticos de níveis equivalentes (1). Os autores também notam que 50% do tempo surfando é gasto remando, 40% estacionário, e somente 4% a 5% realmente em cima de uma onda; durante esses períodos aeróbicos e anaeróbicos de alta intensidade, os surfistas têm valores pico de VO2 comparáveis a outros atletas de resistência que fazem uso dos membros superiores.

Considerado um esporte de desenvolvimento precoce, o surfe requer um conjunto de habilidades sensório-motoras similares ao surfe na neve (snowboarding) ou ao skateboarding. De acordo com Treleaven, esse controle sensório-motor pode ser aumentado funcionalmente por um programa de exercícios coordenados de posição de articulações, estabilidade oculomotora e postural (2). Esses programas podem ser introduzidos cedo e modificados conforme a postura individual específica do surfista de pé direito ou esquerdo para frente, e para se adequar à direção, ao tamanho e ao tipo previsto da onda.

 

Capítulo 18 - Tênis

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CAPÍTULO

18

Todd S. Ellenbecker, Mark Kovacs e E. Paul Roetert

Tênis

INTRODUÇÃO

O tênis é um esporte peculiar em função das demandas biomecânicas e metabólicas únicas aplicadas ao corpo. Além disso, é jogado em quatro superfícies diferentes e produz adaptações anatômicas específicas em seus atletas, além de produzir perfis de lesões específicos em seus jogadores de elite. Este capítulo considera os padrões de lesões mais comuns e as características biomecânicas do jogo de tênis, além de fornecer um modelo de programa de treinamento específico para o tênis, tanto para jogadores jovens em desenvolvimento como para jogadores de tênis de elite mais maduros.

PADRÕES DE LESÃO COMUNS NO TÊNIS

Lesões no tênis têm sido relatadas em todas as regiões do corpo, com as áreas mais comuns sendo o ombro, cotovelo e joelho (1). A maioria das lesões no tênis pode ser definida como lesão por uso excessivo, proveniente de microtraumas repetitivos inerentes ao esporte (1,2). Identificar os sítios anatômicos lesionados mais comuns é importante para dar um alvo, tanto ao treinamento preventivo como de desenvolvimento. Pluim e Staal publicaram um artigo de revisão extenso resumindo estudos epidemiológicos no tênis, os quais relatam a extremidade inferior como a região lesionada com mais frequência (39-65%), seguida pela extremidade superior (faixa de 24-46%) e cabeça/tronco (8-22%) (1).

 

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