Aprendizagem Através do Jogo

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Esta obra responde a dúvidas manifestadas em relação à utilização dos jogos e ajuda a orientar as tarefas educativas sob estruturas lúdicas que são essenciais durante as primeiras etapas do ensino.

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Capítulo 1. Aproximação teórica à realidade do jogo

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Aproximação teórica

à realidade do jogo

JESÚS PAREDES ORTIZ

INTRODUÇÃO

O jogo está intimamente ligado à espécie humana. A atividade lúdica é tão antiga quanto a humanidade. O ser humano sempre jogou, em todas as circunstâncias e em todas as culturas. Desde a infância, joga às vezes mais, às vezes menos e, através do jogo, aprendeu normas de comportamento que o ajudaram a se tornar adulto; portanto, aprendeu a viver. Atrevo-me a afirmar que a identidade de um povo está fielmente ligada ao desenvolvimento do jogo, que, por sua vez, é gerador de cultura.

O jogo é um fenômeno antropológico que se deve considerar no estudo do ser humano. É uma constante em todas as civilizações, esteve sempre unido à cultura dos povos, à sua história, ao mágico, ao sagrado, ao amor, à arte, à língua, à literatura, aos costumes, à guerra. O jogo serviu de vínculo entre povos, é um facilitador da comunicação entre os seres humanos.

Entretanto, ele não era bem-visto pela pedagogia tradicional; a educação e o jogo não eram considerados bons aliados. Apesar disso, as crianças aprendem jogando, já que fazem da própria vida um jogo constante. Felizmente, a posição da pedagogia atual converteu “o princípio do jogo ao trabalho” (Marin,

 

Capítulo 2. Evolução do jogo ao longo do ciclo vital

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Aprendizagem através do jogo

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Evolução do jogo ao longo do ciclo vital

MARÍA TERESA MARTÍNEZ FUENTES

INTRODUÇÃO

Ao escutar a palavra jogo, é fácil lembrar, com mais ou menos nostalgia, dos anos da nossa infância. É uma atividade tão comum no ser humano e tão habitual nas crianças, que se aceita como parte da condição humana e não costuma ser questionada, apesar de ser um aspecto que preenche algumas lacunas. Uma infinidade de perguntas nos vêm à mente quando pensamos detidamente nessa atividade: que sentido tem o jogo no desenvolvimento do ser humano? Por que as crianças querem passar tanto tempo nesse tipo de atividade? O jogo é um contexto no qual a criança aprende algumas das tarefas que terá de desempenhar quando chegar à idade adulta? Qual a razão pela qual se mantém o jogo através das sucessivas gerações? Que fatores condicionam o tipo de atividade que a criança escolhe? Tem o jogo repercussões sobre o desenvolvimento psicológico da criança? As respostas a todos estes questionamentos, mesmo atualmente, não são totalmente claras, mesmo que se tenha feito grandes esforços para responder a cada uma delas.

 

Capítulo 3. Aprendizagem de valores sociais através do jogo

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Aprendizagem de valores sociais através do jogo

MELCHOR GUTIÉRREZ SANMARTÍN

INTRODUÇÃO

O campo dos valores sociais e sua relação com a motricidade e a prática esportiva despertam cada vez mais interesse, devido, sobretudo, ao êxito alcançado pelo esporte como fenômeno social e à progressiva deterioração observada em muitas de suas práticas (Gutiérrez, 1995, 1996).

Tal fenômeno torna-se especialmente relevante quando se trata de pessoas que ainda não formaram sua personalidade e se encontram nesse difícil momento de aprender a tomar decisões e incorporar em seu esquema de valores o que é mais e o que é menos importante, o que beneficia o indivíduo e o que é melhor para o grupo, o que pode e deve ser feito na prática esportiva e o que não se deve fazer, pois as regras o proíbem, porque atentam contra a ética esportiva; referimo-nos aos mais jovens, a essas crianças que, cheias de entusiasmo, dedicam-se a uma prática física ou esportiva e procuram imitar aqueles que viram na televisão e pelos quais nutrem uma imagem idealizada, os praticantes do esporte adulto, de espetáculo ou competição (Gutiérrez, 1998).

 

Capítulo 4. O jogo no currículo da educação infantil

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O jogo no currículo da educação infantil

VIRGINIA VICIANA GARÓFANO

JOSÉ LUIS CONDE CAVEDA

INTRODUÇÃO

Para determinar a importância do jogo no currículo da educação fundamental, é necessário realizar uma análise preliminar partindo de duas perspectivas: por um lado, começaremos justificando a importância da motricidade na etapa de educação fundamental a partir de sua fundamentação psicopedagógica e dos argumentos que expõem autores de prestígio tanto no terreno da psicologia como no da pedagogia (argumentos que giram em torno da necessidade de uma educação baseada no tratamento corporal para essa etapa educativa), que vamos abordar a partir de um conceito metodológico lúdico, no qual a educação física será vista tanto como uma finalidade em si mesma, destinada ao desenvolvimento das habilidades expressivas e motrizes da criança, como um meio para trabalhar os demais conteúdos curriculares dessa etapa.

Nessa mesma ordem, justificaremos a importância do tratamento corporal em tal etapa educativa, conforme o currículo de educação infantil tratado no Decreto Real 1.330/1991, de 6 de setembro no B.º E., 7 de setembro de

 

Capítulo 5. O jogo no ensino fundamental

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O jogo no ensino fundamental

ALFONSO VALERO VALENZUELA

INTRODUÇÃO

A brincadeira está nos princípios da humanidade como necessidade vital (Fingermann, 1970) e surge de forma espontânea em todos os seres vivos

(Molina Valero, 1990). É uma atividade própria de qualquer espécie animal superior e não específicamente do ser humano (Puig, 1994). Mas, concentrando o interesse nas pessoas e mais concretamente nas crianças pequenas,

é uma das atividades mais estudadas e um dos fenômenos culturais mais pesquisados (Johnson, 1986; Brito, 2000). Em conseqüência, há muita bibliografia sobre o tema e é árdua a tarefa de tentar resumir os aspectos mais relevantes.

Segundo Batllori e Batllori (1998), para o desenvolvimento de todas as potencialidades das crianças, o contexto mais estimulante e natural é a brincadeira. A vida das crianças é um jogo, vivido com grande seriedade, vigor e encantadora espontaneidade. A ação de jogar centra a criança no tempo e no espaço e lhe permite, de forma original e própria, situar-se na vida para a exploração de sua pessoa e de seu ambiente (Borja, 1985).

 

Capítulo 6. O jogo tradicional na socialização das crianças

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O jogo tradicional na socialização das crianças

CARMEN TRIGUEROS CERVANTES

INTRODUÇÃO

Jogar não é estudar nem trabalhar, mas jogando a criança aprende, sobretudo, a conhecer o mundo que a cerca. (Puig Roig, 1994)

No passado, o jogo não era concebido como uma atividade pedagógica ou educativa, por não ser considerado seu caráter formativo, mas atualmente seu valor educativo é bastante aceito pela sociedade, sendo apreciado como um meio de aprendizagem. Tem sido freqüente seu uso na dinâmica cotidiana da sala de aula. Tal situação, segundo Marin Santiago (1996), significa uma valorização do lúdico como fonte de realização pessoal e de saúde física e mental; assim, as novas pedagogias fomentam a atividade lúdica ao considerá-la um meio de educação, amadurecimento e aprendizagem, à qual o professor não pode nem deve renunciar.

Mas há aspectos que mudaram nos últimos tempos e estes não podem ser ignorados. Um deles é que a socialização das crianças, na qual o papel da família (socialização primária) perdeu relevância e a socialização secundária

 

Capítulo 7. A aprendizagem através dos jogos cooperativos

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Aprendizagem através do jogo

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A aprendizagem através dos jogos cooperativos

ROBERTO SÁNCHEZ GÓMEZ

VÍCTOR PÉREZ SAMANIEGO

Quando criança, brincando com meus primos, aprendi muitas coisas (...) que o menor, mais lento ou mais fraco de nós sempre se dava mal. Que o mais esperto de nossos amigos sempre ficava em primeiro. Que quem chegasse por último era

“burro”, objeto de todas as gozações. Que o mais forte definia as regras do jogo.

Sobretudo, aprendi que era importante ganhar. Mas ganhar nem sempre era divertido, significava inveja, revanche e tristeza, porque a alegria de ganhar costuma ser solitária, não-compartilhada. Hoje, me dou conta de que, com essas brincadeiras infantis, aprendia os valores desta sociedade injusta: a competição, o egoísmo, o individualismo, a agressão. Que tal reinventarmos as brincadeiras, superando o medo do ridículo, nos fixando no prazer e na alegria, mais do que em quem ganha ou perde, permitindo a participação de todos, com criatividade para superar o desafio juntos, porque é importante que todos cheguemos à meta?

 

Capítulo 8. Do jogo ao esporte

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Do jogo ao esporte

JUAN ANTONIO MORENO MURCIA

PEDRO LUIS RODRÍGUEZ GARCÍA

INTRODUÇÃO

Um ponto de atenção especial na utilização do jogo no âmbito escolar são as relações com a aprendizagem esportiva, nas quais precisamos levar em conta uma série de aspectos para não desvirtuar os fins educativos das atividades lúdicas ou dos jogos de iniciação esportiva (Moreno e Rodríguez, 1996).

Todos temos consciência dos benefícios que as atividades físicas adequadamente planejadas podem originar na formação física e mental dos estudantes. Mas parece haver uma controvérsia em setores educativos especializados sobre os valores que tais atividades podem representar para as crianças. Não se questionam os efeitos positivos em nível corporal, mas o fato de que o esporte pode ser um veículo portador de valores antieducativos na formação das crianças. José María Cagigal (1959) afirmou: “Gritam uns contra o esporte adulterado, que identificam como profissionalismo. Outros contra tudo o que seja esporte, sempre que não guarde seu justo limite” e “O esporte é endeusamento do corpo; voltaremos ao paganismo; a um paganismo narcisista, cem vezes pior que o materialismo ingênuo de povos primitivos”.

 

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