Epistemologia

Autor(es): Christopher Norris
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A coleção Conceitos-Chave em Filosofia é uma série de introduções concisas, acessíveis e interessantes às idéias centrais e aos temas encontrados no estudo da filosofia. Traduzidos por especialistas, estes livros, escritos especialmente para atender às necessidades dos leitores em formação, expõem idéias fascinantes, embora algumas vezes difíceis. A série é feita para fornecer uma base sólida em filosofia e cada livro é também o companheiro ideal para estudos ulteriores. A epistemologia sempre esteve no centro das preocupações filosóficas desde a Grécia Antiga até o presente. O autor expõe com clareza excepcional o modo pelo qual certas questões ‘técnicas’ em epistemologia podem ter uma conexão decisiva com questões de interesse prático.

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Capítulo 1. A título de resposta: verdade, conhecimentoe o credo de Rumsfeld

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A título de resposta: verdade, conhecimento e o credo de Rumsfeld

Em 12 de fevereiro de 2003, o Secretário de Defesa dos EUA, Donald

Rumsfeld, deu voz a alguns distintos pensamentos filosóficos durante uma conferência para a imprensa sobre problemas relacionados ao plano de ‘libertação’,

‘ocupação’ ou ‘invasão’ do Iraque, a escolha do termo dependendo muito da visão particular que se tenha da questão.1 Mais especificamente, a questão era se a guerra poderia ser justificada ou não com as razões anteriormente alegadas pelos seus protagonistas americano e britânico, ou seja, o tão propalado desenvolvimento de ‘armas de destruição em massa’ pelo Iraque. Na época em que ocorreu essa conferência, havia sinais de que a administração dos EUA estava prevendo certos problemas a esse respeito e preparando uma série de argumentos alternativos a serem apresentadas como justificativa. No entanto, o pronunciamento de Rumsfeld conseguiu manter as aparências ao mesmo tempo em que deixava espaço suficiente para voltar atrás, caso a invasão fosse levada adiante, a investigação fosse concluída e as tais armas não se materializassem.

 

Capítulo 2. Realismo, referência e mundos possíveis

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2Epistemologia59Realismo, referência e mundos possíveisIEste capítulo resume minha discussão dos debates atuais envolvendo realismo epistemológico e anti-realismo. Entretanto, ele também marca uma mudança de ênfase do modo de abordar esses problemas – inspirado emDummett – em termos marcadamente lógico-semânticos (e metafísicos), para uma abordagem mais focalizada sobre a questão de saber como o conhecimento se acumula nas diversas áreas de investigação científica ou de outro tipo. Além disso, eu acrescentaria um aspecto especificamente metafísico do tipo de argumentos envolvidos, visto que eles têm relação não apenas com os modos e meios de aquisição de conhecimento, mas, também, com questões que dizem respeito à natureza básica da realidade física, à capacidade que a inteligência humana tem de apreendê-la, bem como ao alcance e aos limites da conjetura racional em tais áreas especulativas do pensamento. Sob esse aspecto, a filosofia ainda lida com problemas legados por Kant em sua grande tentativa – na Crítica da Razão Pura – de demarcar o limite entre a esfera do entendimento cognitivo (na qual intuições sensíveis devem ser

 

Capítulo 3. ‘Fog sobre o canal,continente isolado’:epistemologia nas‘duas tradições’

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‘Fog sobre o canal, continente isolado’: epistemologia nas

‘duas tradições’

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Até aqui, este livro esteve muito focalizado sobre o tipo de debate epistemológico que tem preocupado os filósofos na comunidade de língua inglesa, ou seja, aqueles que definiram sua agenda tanto a partir de dentro – como os realistas críticos – quanto a partir de um ponto de vista especificamente contrário a certos aspectos da tradição analítica. O que pretendo fazer aqui (como prometido em minha Introdução) é ampliar o foco de modo a incluir algumas perspectivas epistemológicas de fora dessa tradição, o que, no entanto, revela muitos aspectos interessantes de semelhança, tanto quanto de contraste. Como antes, minha abordagem será feita através de uma mistura de tratamento temático (baseado em tópicos) e discussão dos pensadores cujo trabalho tem sido especialmente influente. O título deste capítulo – uma lendária manchete do Times londrino do início dos anos de 1900 – sugere algo da atitude totalmente negativa ou hostil em relação à assim chamada filosofia ‘continental’ (a filosofia pós-kantiana do continente europeu), adotada, até bem pouco tempo, por muitos pensadores da tradição analítica.

 

Capítulo 4. Dependência responsiva:qual o seu interessepara o realista?

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Dependência responsiva: qual o seu interesse para o realista?

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Nos Capítulos 1 e 2 delineei um número de importantes debates da epistemologia analítica atual – principalmente os que envolvem a discussão entre realismo e anti-realismo em suas várias formas – de modo a prover os leitores com alguns pontos úteis de orientação através desse complexo território filosófico. O Capítulo 3 deu início a um itinerário algo diferente, na direção

‘continental’, embora, eu espero, com referências aos pontos anteriormente apresentados que são suficientes para estabelecer as muitas semelhanças e contrastes entre essas duas tradições de pensamento. O que eu proponho fazer agora é desenvolver algumas observações dos capítulos anteriores com respeito à idéia de uma abordagem disposicional (ou envolvendo a dependência responsiva)* do tipo de problemas encontrados em nosso caminho até aqui. O principal argumento em favor dessa abordagem – resumidamente – é que ela

*N. de T. No original, response-dependence. Com a tradução por ‘dependência responsiva’ (e não por

 

Capítulo 5. No interesse da verdade:alguns problemas daepistemologia baseada na virtude

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No interesse da verdade: alguns problemas da epistemologia baseada na virtude

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Vamos considerar como totalmente incontroverso que existem certas virtudes específicas – entre as quais as da honestidade, da integridade, do cuidado, da abertura à crítica, da disposição para abandonar crenças acalentadas diante de evidência conflitante – que constituem habilidades capazes de conduzir ao conhecimento na medida que caracterizem agentes epistêmicos competentes, responsáveis e bem-dispostos. Além disso, vamos supor que essas virtudes são intrínsecas a todo tipo de investigação que põe os interesses da verdade acima daqueles da opinião recebida ou da crença consensual. E, ainda

(mais controvertidamente), vamos considerar que alegações de verdade de qualquer tipo – em toda a variedade de disciplinas ou áreas de pesquisa – estão sujeitas à avaliação em termos que não podem senão envolver um apelo ao exercício dessas virtudes ao mesmo tempo éticas e epistêmicas. Segundo essa concepção, não há nenhuma explicação plausível do que constitui o conhecimento, exceto uma que faça um levantamento adequado das diversas qualidades, disposições e aptidões que motivam ou caracterizam aqueles que se envolvem em tal investigação. Afinal de contas, quais critérios aplicaríamos nesse contexto senão as diferentes virtudes que promovem a verdade – como as listadas em minha sentença de abertura – que podem e deveriam servir como uma adequada salvaguarda contra toda espécie de erro epistêmico ou de raciocínio falacioso?

 

Pós-escrito realista científico conclusivo

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Pós-escrito realista científico conclusivo

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A epistemologia é um vasto e complicado objeto de estudo – um que resiste ao tratamento sinóptico em um livro com essas dimensões –, de modo que eu tive que ser altamente seletivo em minha escolha de temas específicos para discussão. Certamente, como eu argumentei, todo o debate epistemológico pode ser visto como um conjunto de posições assumidas em relação à questão básica disputada entre realismo e ceticismo concernente à existência de um mundo exterior (objetivo ou independente da mente) que não é somente uma construção elaborada a partir dos nossos múltiplos dados dos sentidos, esquemas conceituais, paradigmas, jogos de linguagem, discursos, formas de vida culturais e assim por diante. Não há nenhuma resposta filosófica ao cético no sentido de pôr fim a tais dúvidas e o convencer, em bases puramente lógicas ou demonstrativas, que o ceticismo não faz sentido. G. E. Moore tornou famosa sua tentativa de fornecer uma tal ‘prova do mundo exterior’ quando, no decorrer de uma conferência em Cambridge, ergueu uma mão, apontou para ela com a outra e afirmou que tudo se seguia dessa demonstração básica segundo a qual a existência de pelo menos dois objetos poderia ser conhecida a partir de bases evidenciais diretas.1 Qualquer cético bem treinado poderia despachar a pretendida prova de Moore argumentando, contra Wittgenstein, que essas dúvidas não podem ser sepultadas pela mera constatação de que elas não têm nenhum lugar em nossos jogos de linguagem ou formas de vida consensualmente sancionados, e que, por isso, devem ser consideradas como estritamente ininteligíveis.2 De fato, esses ar-

 

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